Considerado por muitos como o maior treinador de Jiu-Jitsu do Brasil na atualidade, chamado inclusive de John Danahar brasileiro, Melquizael Galvão foi preso na ultima terça feira, investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas, em Manaus.
Pai de Mica Galvão, considerado o maior nome do Jiu-Jitsu no Brasil na atualidade, Melqui também é policial civil no Estado do Amazonas.

A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas. De acordo com a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, com a promessa de compensação financeira. O audio de 13 minutos com o pedido de Melquizael aos pais da vitima viralizou em toda a comunidade do Jiu-Jitsu. Na gravação o treinador reconhece seu erro, jura arrependimento, promete compensação financeira aos pais da aluna e fala até em suicídio, caso eles sigam com a ideia de denunciá-lo.
Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. No depoimento, elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou ter 12 anos na época dos fatos.
Segundo a polícia, Melqui Galvão havia viajado menos de 24 horas antes para o estado do Amazonas, onde também atua como policial civil. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve a prisão cumprida.
O caso tem gerado forte repercussão na comunidade do jiu-jitsu. O investigado é conhecido no meio esportivo e é pai do multicampeão Mica Galvão, que já após vários títulos mundiais e do ADCC já vinha planejando a migração para o MMA na divisão até 77kg. Além de Mica, Melqui também formou desde a faixa branca campeões como Diogo Reis (campeão do ADCC 2022), Fabricio Andrey e Thalison Soares.
Após o afastamento de Melqui, Mica Galvão, de 22 anos, passou a liderar a equipe. Em seu instagram, ele fez um comunicado oficial se dizendo devastado pelo ocorrido, mas pedindo que a justiça cumpra seu papel.
“É difícil encontrar palavras para um momento como este. Meu pai Melqui Galvão foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e ter caráter. Tudo que conquistei na vida tem a mão dele. Minha gratidão e meu amor por ele são reais e não mudam. AO mesmo tempo me sinto na obrigação de ser honesto. Que os fatos sejam investigados com seriedade e que a justiça cumpra seu papel. Repudio qualquer tipo de assedio contra mulheres e crianças. Este é um valor que carrego e que não abro exceções. Estou processando tudo isso como filho, atleta e ser humano. Sigo em frente cuidando da equipe com o mesmo respeito e dedicação de sempre”.







