O Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, recebeu neste domingo (14) a primeira edição do Fazendo a Diferença no Jiu-Jitsu (FDJJ), considerado um dos maiores eventos já realizados no país voltados exclusivamente para atletas com deficiência. Ao longo do dia, foram disputadas 50 lutas envolvendo praticantes com diferentes perfis e necessidades, em uma programação dedicada à inclusão por meio do esporte.

Idealizado pelo faixa-preta André Seabra, fundador do Instituto Fazendo a Diferença no Jiu-Jitsu, o evento reuniu atletas com autismo, Síndrome de Down, TDAH e outras condições físicas, intelectuais e mentais. A ideia, de acordo com o organizador, foi oferecer um ambiente competitivo adaptado, valorizando a participação esportiva e a convivência entre alunos, familiares e professores.
Ainda segundo Seabra, a iniciativa nasceu da experiência acumulada ao longo de três décadas de trabalho com pessoas com deficiência. Ele explicou que decidiu criar uma competição própria diante do crescimento do número de alunos atendidos pelo projeto. Das 50 lutas realizadas, 45 envolveram atletas treinados pelo instituto, enquanto as demais contaram com participantes de outros grupos que desenvolvem ações semelhantes.
Entre as delegações presentes esteve o projeto social Itaguaí Ação Esporte Inclusão, desenvolvido pela Prefeitura de Itaguaí por meio da Secretaria Municipal de Esportes. Sob a coordenação do próprio professor André Seabra, que também atua no município, a iniciativa levou 25 alunos atípicos para a competição.
A participação do grupo chamou atenção pelo número de atletas e pelo trabalho realizado ao longo do ano. Durante a preparação para o torneio, os alunos participaram de treinamentos adaptados, desenvolvendo fundamentos do jiu-jítsu, condicionamento físico e atividades voltadas à coordenação motora e à socialização.
O Itaguaí Ação Esporte Inclusão oferece aulas gratuitas e utiliza o esporte como ferramenta de desenvolvimento para crianças, adolescentes e adultos com deficiência.







