A Marinha do Brasil conquistou o bicampeonato do Campeonato de Jiu-Jítsu das Forças Armadas ao terminar novamente na liderança da classificação geral. A segunda edição da competição foi realizada no último fim de semana, no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro, e reuniu 160 militares. O Exército Brasileiro ficou com a segunda colocação, enquanto a Força Aérea Brasileira (FAB) completou o pódio.
Promovido pelo Ministério da Defesa, por intermédio da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB), e com apoio da Legião da Boa Vontade (LBV) e Brazil Combat, o Campeonato das Forças Armadas integrou a programação de jiu-jítsu realizada no CEFAN no fim de semana. Paralelamente às disputas entre os militares, o complexo recebeu o Campeonato Brasileiro Kids de Jiu-Jítsu, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Desportivo (CBJJD) e pela Federação de Jiu-Jítsu Desportivo do Estado do Rio de Janeiro (FJJD-Rio). Somadas as competições realizadas nos dois dias, 2.350 atletas passaram pelos tatames, com público circulante estimado em cerca de 2 mil pessoas por dia.
No Campeonato das Forças Armadas, a Marinha foi representada pela Comissão de Desportos da Marinha (CDM), o Exército pela Comissão de Desportos do Exército (CDE) e a Aeronáutica pela Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA). A segunda edição manteve a proposta de colocar militares das três instituições frente a frente nos tatames e, ao mesmo tempo, utilizar a modalidade como ponto de integração entre as Forças.
Presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil, o Brigadeiro do Ar Alexandre acompanhou as disputas e destacou características do jiu-jítsu que dialogam com a formação militar, como disciplina, respeito e dedicação.
“O esporte é transformador de vidas, e o jiu-jítsu demonstra muita garra e traz disciplina. O jovem cresce dentro de um ambiente de respeito, aprendendo que existe alguém mais forte, alguém mais fraco, mas que todos devem ser tratados com respeito. É uma alegria ter as Forças Armadas unidas aqui junto à Confederação de Jiu-Jítsu e à LBV. A LBV consegue entregar à população mais carente o alimento e também valores por meio de momentos como este. Sem eles, isso não seria possível “, afirmou.

Competição reuniu praticantes de jiu-jitsu das Forças Armadas – Foto: Divulgação
A Legião da Boa Vontade participou novamente da iniciativa, mantendo uma parceria que já havia ocorrido na primeira edição. A presença da instituição deu caráter social à programação e aproximou a mobilização esportiva do trabalho desenvolvido com pessoas atendidas pela LBV.
Para o coronel Wanderson Menezes dos Santos, vice-presidente da Comissão de Desportos da Aeronáutica, a realização do campeonato também está relacionada às características da própria atividade militar.
“Essa sinergia e toda essa representatividade nos deixam muito felizes. O esporte é muito importante para nós porque se aproxima de aspectos da atividade militar. A Comissão de Desportos da Aeronáutica está aqui com o apoio da LBV e de outros parceiros. Esporte e solidariedade estão intimamente ligados, e estamos muito felizes em participar dessa ação social. Queremos fortalecer essa parceria com a LBV outras vezes”, disse.
A integração entre Marinha, Exército e Aeronáutica também foi destacada pelo coronel Marcelo, vice-presidente da Comissão de Desportos do Exército. Para ele, a competição esportiva funciona como uma oportunidade de convivência entre militares que atuam conjuntamente em outras situações.
“Esses campeonatos são muito bons porque, apesar da competitividade, unem as Forças e mostram a coesão que existe entre elas. Nenhuma Força combate sozinha. O jiu-jítsu desenvolve atributos inerentes ao militar, como decisão, coragem e respeito pelo adversário. O esporte consegue unir vários setores da sociedade em torno de uma competição. Só temos a agradecer à LBV pelo apoio ao esporte e às Forças Armadas”, afirmou.
A programação no CEFAN também contou com o Campeonato Brasileiro Kids de Jiu-Jítsu, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Desportivo (CBJJD) e pela Federação de Jiu-Jítsu Desportivo do Estado do Rio de Janeiro (FJJD-Rio). A presença das categorias de base colocou jovens competidores no mesmo ambiente que recebeu os atletas militares.
Faixa-preta de jiu-jítsu e comentarista do UFC, Carlão Barreto acompanhou a programação e chamou a atenção para a aproximação entre a modalidade, as Forças Armadas e os projetos sociais.
“Fico muito feliz de ver o nível técnico da competição. Quando as Forças Armadas abraçam o jiu-jítsu, os resultados são muito significativos. No Rio de Janeiro, a base que vem dos projetos sociais faz diferença na formação de atletas. E não posso deixar de falar da contribuição da LBV para as artes marciais. É uma parceria antiga, de muitos anos apoiando e incentivando os esportes de combate no Rio de Janeiro, e que ainda vai dar muitos bons frutos”, disse Carlão.
A realização da competição ainda contou com apoio da Super Rádio Brasil e Tintas Nacional.







