O Jungle Fight chega à sua 145ª edição no próximo sábado (28/2), no Velódromo do Parque Olímpico do Rio de Janeiro, com apoio da Loterj, Governo do Estado do Rio e Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, instituições que investem no esporte como instrumento de inclusão social. Maior evento de MMA da América Latina, o Jungle Fight se consolidou como um espaço de oportunidades para atletas oriundos de projetos sociais e iniciativas de base, além de ser uma vitrine para talentos revelados pelas Eliminatórias Jungle. O evento terá transmissão ao vivo do SporTV e do Canal Combate, a partir das 20h.

A edição também reforça a tradicional parceria com a Legião da Boa Vontade, que há mais de 15 anos apoia projetos ligados às lutas. Essa união se traduz, mais uma vez, em uma ação direta de solidariedade. Assim como nas edições anteriores, o público está convidado a levar 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela instituição.
Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail destacou a importância da iniciativa e convocou os fãs a participarem. “Quando você for ao Jungle Fight, pode levar mais de dois quilos de alimento. Você já viu onde isso é empregado. Em ações anteriores, conseguimos arrecadar toneladas de alimentos que viraram milhares de cestas básicas. Isso só acontece porque o público acredita e colabora. A LBV faz um trabalho sensacional, junta pessoas que querem realmente fazer a diferença. Toda ajuda é bem-vinda”, afirmou.
Para além da arrecadação de alimentos, o Jungle Fight 145 coloca em evidência trajetórias de superação que ajudam a explicar a força do MMA como ferramenta de inclusão e transformação social. Grande parte dos atletas escalados para o card construiu seu caminho a partir das Eliminatórias Jungle, peneira que revela talentos e oferece a oportunidade de contrato profissional com o evento.
São lutadores vindos de projetos sociais, academias de bairro e realidades adversas, que encontraram no esporte disciplina, perspectiva e um futuro possível. Ao longo dos anos, o Jungle Fight se consolidou como o principal palco da América Latina para esse tipo de oportunidade, impactando carreiras, famílias e comunidades inteiras.
Entre as histórias que simbolizam esse cenário está a de Luiz Henrique “Nobre Arte”, peso-mosca carioca que já viveu em situação de rua e passou por diversos trabalhos informais antes de encontrar no boxe, por meio de um projeto social na Tijuca, o caminho para reconstruir a própria vida. Hoje invicto no MMA profissional, ele representa como o esporte pode romper ciclos de exclusão.
Outro exemplo é o de Arthur Mota, atleta do peso meio-médio que superou uma adolescência marcada pelo envolvimento com drogas e álcool. Limpo há mais de sete anos e pai de dois filhos, Arthur vê no Jungle Fight a oportunidade de consolidar uma nova história baseada em disciplina, responsabilidade e superação diária.
O card também reúne trajetórias que desafiam limites físicos e emocionais. Denis “Deninho 3D”, ex-campeão do Jungle Fight, construiu sua carreira mesmo convivendo com uma deficiência na mão direita, resultado de uma condição congênita. A superação do bullying e das barreiras impostas pelo preconceito transformou sua história em uma das mais emblemáticas do evento.
Já o fluminense Ernane Pimenta, que disputa o cinturão dos meio-médios na luta principal contra o sergipano Anderson “Astro da Maldade”, enfrentou na infância crises epiléticas que colocavam em dúvida seu futuro no esporte. Anos depois, ele retorna ao cage do Jungle Fight como um dos principais nomes da categoria, simbolizando resiliência e alto rendimento.
A edição no Rio de Janeiro conta ainda com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Durante a semana do evento, essas instituições também apoiam a realização das Eliminatórias Jungle, ampliando o alcance da peneira que revela novos talentos para o MMA nacional.
“Agradeço ao prefeito Eduardo Paes, ao secretário municipal de Esportes Guilherme Schleder, ao governador Cláudio Castro e ao presidente da Loterj Hazenclever Cançado pelo apoio e pelo compromisso com o esporte. Esse incentivo é fundamental para que o Jungle Fight siga abrindo portas, revelando ídolos e usando o MMA como uma verdadeira ferramenta de inclusão social e transformação de vidas”, complementou Wallid Ismail.
Para o secretário municipal de Esporte e Lazer, Guilherme Schleder, grandes eventos têm papel direto na formação esportiva de crianças e jovens. “Eventos como o Jungle Fight são sempre importantes para jovens que têm no esporte uma meta de vida. Ver os ídolos ao vivo e viver a emoção das disputas é uma experiência única. Nesta edição, temos atletas que foram formados em projetos sociais e escolinhas, e hoje são referência para as novas gerações. Na Prefeitura do Rio, a meta de trazer grandes eventos esportivos para a cidade está diretamente conectada ao trabalho de iniciação esportiva realizado nas Vilas Olímpicas”, explicou.
Já o presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, destaca o evento como uma vitrine de oportunidades. “O Jungle Fight vai muito além das lutas. Ele abre portas para jovens atletas de projetos sociais, oferecendo oportunidades de crescimento e mostrando que dedicação e talento podem transformar vidas”.
Confira abaixo o card completo do evento:
Jungle Fight 145
Velódromo, Parque Olímpico, Rio de Janeiro-RJ
Sábado, 28 de fevereiro de 2026
77 kg – Ernane Pimenta (RJ) x Anderson “Astro da Maldade” (SE)
57 kg – Luiz Henrique da Silva (RJ) x Mateus Brauns “Magriça” (RJ)
57 kg – Francisco Assis (RJ) x Denis “Deninho 3D” Fontes (SE)
61 kg – Diogo Silva (RJ) x Marceu Pasin de Souza Hardt (SP)
77 kg – Lucas de Carvalho Teixeira (ESP) x Arthur Mota (RJ)
66 kg – Harife Oliveira (RJ) x Alexandre Moreira Rodrigues (MG)
77 kg – Patrick Oliveira (RJ) x Lucas Hodak (MG)
70 kg – Kellison Souza (RJ) x Mayck “Zica” (MG)
66 kg – Gabriel “Talentinho” (RJ) x Lucas Matheus de Souza (RJ)
77 kg – Thales de Paula (RJ) x Carlos André “Tchuco” (RJ)
66 kg – Jean Felipe (RJ) x Alex de Jesus “Derua” (RJ)
57 kg – Anderson Rodrigues Ferreira (CE) x Matheus “Adesanya” (RJ)






