Aposentada do MMA desde maio, Marina Rodriguez conversou com o PVT esta semana sobre um assunto de suma importância para todo atleta de MMA, o planejamento para o fim da carreira.
“O lutador tem que ter em mente que não vai lutar pra sempre. Eu tive a sorte de ter o apoio do meu mestre planejando toda minha carreira, então pra mim foi fácil. Decidi abrir uma agencia de atletas. Foi um caminho natural”, disse a atleta da Thai Brasil, que com o incentivo de Malko também decidiu ir além, se arriscando como promotora de eventos, “Nos associamos ao BFC (Brothers Fighting Championship), que já está na 4ª edição, e vamos realizar a primeira aqui em Florianópolis no dia 4 de dezembro”, conta, revelando porém que seu maior objetivo e realizar um evento para descobrir novos talentos do MMA feminino, um trabalho inspirada no extinto Meca promovido pelo lider da Chute Boxe Rudimar Fedrigo entre 2000 e 2007. Evento esse que lançou internacionalmente grande ícones do Paraná como Anderson Silva, Murilo Ninja e Mauricio Shogun.
“Aqui em Santa Catarina temos muito talentos não revelados. Não é possivel que hoje só tenhamos dois atleta daqui no UFC, Nicolle Calliari (Thai Brasil) e Saimon Oliveira (Astra) . Nossa ideia é exatamente abrir caminho para novos talentos aqui do sul do Brasil”, disse a ex-lutadora, deixando claro que o foco do evento será 80% nas meninas. “Os homens tem muito mais oportunidades, são oito divisões masculinas e apenas três femininas. O Victory terá foco total nas meninas, Serão 11 lutas femininas e, no máximo, três masculinas”, disse a ex-top 4 dos pesos palhas, que finalizou sua carreira maio, após 10 anos de MMA (7 deles no UFC), após derrota para Gilian Robertson.
Tendo em seu curriculo vitórias sobre a atual campeã dos penas, Mackenzie Dern (2021) e sobre a futura desafiante do peso mosca, Natália Silva (2017), Marina analisou o possivel próximo desafio de ambas. “A Zhang parecia imbativel, mas vimos na ultima semana que não, acredito que se a Mackenzie conseguir conectar seus golpes e levar para o seu jogo, consiga complicar a chinesa”. Tendo vencido Natália Silva em 2017 (desde então a lutadora nunca mais perdeu uma luta), Rodriguez acredita que, com a tática correta, a brasileira poderá surpreender a rainha dos moscas. “Quando lutei com a Natália há oito anos no peso palha, ela era outra lutadora. Muito magrinha. Hoje ela ganhou musculos, velocidade e tecnica e acredito que com tática certa consiga vencer. Mas ela tem que ter em mente que a Valentina é uma das atletas mais dominantes do UFC, não adianta tocar no cinturão, tem que arrancar este cinturão da campeão pra trazer o título”, finalizou a Marina






