Home Home Finalizações definem campeões no Jungle Fight 155 em noite de casa cheia...

Finalizações definem campeões no Jungle Fight 155 em noite de casa cheia em Niterói

0
Jungle Fight 155 consagrou Luis Henrique Lion Heart, Layze Cerqueira e Oton Jasse - Foto: João Guilherme

Três disputas de cinturão, três finalizações. Oton Jasse, Layze Cerqueira e Luis Henrique “Lion Heart” saíram campeões do Jungle Fight 155, realizado neste sábado (3), em uma Arena Niterói completamente lotada. A edição comemorou os 23 anos do maior evento de MMA da América Latina e marcou a estreia da organização na cidade, com a torcida acompanhando um card que terminou com os três títulos da noite definidos antes da decisão dos jurados.

Jungle Fight 155 consagrou Luis Henrique Lion Heart, Layze Cerqueira e Oton Jasse – Foto: João Guilherme

Na luta principal, Oton Jasse defendeu o cinturão dos médios da maneira que o tornou conhecido no MMA. Josias “Búfalo” Núñez tentou encurtar a distância e levar o brasileiro para baixo, mas acabou entrando justamente no terreno em que o campeão costuma ser mais perigoso. Oton encontrou espaço para encaixar o triângulo de mão e apertou até conseguir a desistência do boliviano. Foi a 20ª finalização por triângulo de mão da carreira do carioca, que mais uma vez resolveu uma luta com o golpe que se tornou sua marca registrada.

Se Oton recorreu à sua especialidade, Layze Cerqueira precisou de paciência para resolver uma história que havia começado oito anos antes. A baiana colocou o cinturão em jogo contra Mayra Cantuária, algoz no primeiro encontro entre as duas, em 2018, quando a goiana venceu por decisão unânime. Desta vez, depois de dois rounds equilibrados e divididos entre as adversárias, a campeã encontrou a definição no terceiro.

Layze já vinha procurando a finalização até conseguir chegar às costas e encaixar o mata-leão. Mayra tentou resistir, mas não encontrou saída e bateu em desistência. A campeã manteve o título e devolveu a derrota sofrida no primeiro confronto, agora sem deixar a definição nas mãos dos jurados.

O cinturão dos meio-pesados, que estava vago, teve um começo diferente. Rodolfo dos Santos mostrou logo nos primeiros minutos por que cinco de suas seis vitórias haviam sido conquistadas por nocaute no primeiro round. O paraense usou as mãos para dificultar as aproximações de Luis Henrique “Lion Heart”, mas o carioca não demorou a encontrar o caminho para mudar o cenário do combate.

Lion Heart encurtou a distância, levou a luta para o chão e passou a guarda. Por cima, atacou com golpes no ground and pound e chegou a buscar uma kimura antes de avançar novamente na posição. Já perto do fim do primeiro round, encaixou um crossface e aumentou a pressão até Rodolfo dar os três tapinhas.

A estreia em Niterói também movimentou a cidade fora da Arena Jungle. A programação da semana incluiu ações com projetos sociais, uma Eliminatórias para novos lutadores e a Fan Fest montada na área externa da arena. No sábado, três toneladas de alimentos não perecíveis foram arrecadadas na entrada em uma ação realizada pelo Jungle Fight em parceria com a Prefeitura de Niterói e a Legião da Boa Vontade (LBV). Os alimentos serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. Com o resultado desta edição, a parceria entre Jungle Fight e LBV chegou à marca de dez toneladas arrecadadas em menos de um ano.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail citou a presença de atletas locais no card, a Fan Fest e a capacidade de uma edição movimentar diferentes setores da cidade.

“O Jungle Fight trabalha o lado do turismo e toda a cadeia produtiva do esporte, dando oportunidade para os lutadores da cidade. Fizemos as Eliminatórias Jungle para incluir novos jovens no mercado de trabalho e aumentamos o número de lutas para ter o máximo possível de atletas de Niterói, além da Fan Fest para o público. Niterói é uma cidade belíssima, de frente para a Baía de Guanabara, com praias, cultura e investimento em segurança pública e em programas de esporte como prevenção. Existe uma convergência muito grande entre os objetivos do Jungle Fight e da Prefeitura de Niterói, e acredito que o evento vem para ficar e fazer parte do calendário anual da cidade. Agradeço muito ao prefeito Rodrigo Neves por ter aberto as portas da cidade e pelo trabalho de excelência que faz também usando o esporte como instrumento de inclusão social. ”, afirmou Wallid.

O prefeito Rodrigo Neves relacionou a chegada do Jungle Fight à utilização da Arena Niterói para eventos esportivos e culturais e ao trabalho com o esporte direcionado aos jovens.

“O Jungle Fight é um evento que desperta a curiosidade e a vontade da juventude de praticar artes marciais. E, por outro lado, a Arena Niterói foi construída para receber grandes eventos esportivos e culturais. E já recebeu grandes eventos nessas poucas semanas de inauguração. Então, a chegada do Jungle Fight é muito importante porque esse evento é o maior evento de MMA da América Latina. E as pessoas vão conhecer a Arena Niterói e vão conhecer a cidade de Niterói. Então, é uma convergência muito grande de objetivos. Porque a gente acredita no esporte como uma ferramenta também de prevenção à violência. O esporte como um elemento de transformação da vida dos jovens. E, ao mesmo tempo, o evento está ajudando muito, contribuindo muito na divulgação nacional e internacional de Niterói”, afirmou Rodrigo Neves.

Depois da passagem por Niterói, o Jungle Fight segue para São Paulo. A edição 156 está marcada para 24 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera, e receberá as aguardadas finais do Fight do Milhão 2026.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 155 – Aniversário de 23 anos
Arena Niterói, Niterói (RJ)
3 de outubro de 2026

Oton Jasse finalizou Josias “Búfalo” Núñez com um triângulo de mão a 0:50 do R1
Layze Cerqueira finalizou Mayra Cantuária com um mata-leão a 1:00 do R3
Luís “Lion Heart” Henrique finalizou Rodolfo dos Santos com um crossface aos 4:41 do R1
Eliwelton Travassos venceu Lukas Eduardo por nocaute técnico aos 4:40 do R2
Douglas Andrew venceu Alex Lescano por nocaute técnico aos 3:00 do R1
Luiz Henrique da Silva venceu Felipe Rodrigues Brito por decisão unânime
Marcos Paulo “Vuvuzela” venceu Nildean Paes por nocaute técnico aos 3:06 do R1
Pedro Henrique Varela venceu Marcos Vinicius por nocaute técnico aos 2:39 do R1
Matheus Cardoso finalizou Fred Roberto com um mata-leão aos 4:59 do R2
Wana Muniz venceu Larissa Samuel por nocaute técnico a 0:20 do R1
Rayra Ferreira venceu Sabrina de Souza por nocaute técnico aos 3:02 do R1
João Miguel da Silva venceu por nocaute aos 3:16 do R1
Cecília Pereira venceu Driely Neve por decisão unânime
Rodrigo Baviera venceu Raian Wilber por decisão unânime
Marlon “Perrega” venceu Max Lima por decisão unânime
Luan Victor “PQD” finalizou Jefferson Dantas com um mata-leão 4:02 do R1
Ronaldy Medina venceu Gabriel Sampaio por nocaute aos 0:07 do R1