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WEF 8: Pelé e Minotauro trazem dois cinturões para o Brasil na mesma noite

Minotauro recebendo seu primeiro cinturão das mãos do homem que o descobriu sendo finalizado na academia de Conan. Jamie Levine (falecido em 2014)
Pelé comemora seu Segundo cinturão com o mestre Rudimar

Realizada em Rome, Georgia no dia 15 de Janeiro de 2000, a oitava edição do WEF consagrou uma nova geração que surgia no MMA (Renato Babalú, Matt Hughes, Pelé Landi, Rodrigo Ruas e Rodrigo Minotauro) e, acima de tudo, mostrou a força do MMA brasileiro que conquistou dois cinturões na mesma noite em cima de atletas locais. 

APERTO NO PATRÃO E A MUDANÇA DE PLANOS DE MINOTAURO

Numa manhã de Março de 1999, Rodrigo Minotauro estava treinando sem quimono na academia de Conan Silveira em Miami, quando apareceu para treinar o promotor do WEF Jamie Levine. Impressionado com o potencial do baiano, que treinava há algumas semanas na sua academia, Conan casou o treino entre os dois e pediu a Rodrigo para não aliviar seu faixa azul. Sem saber de quem se tratava, Minota acatou a ordem do mais graduado e colheu os frutos.  

Impressionado com o potencial do brasileiro, após bater dezenas de vezes em cinco minutos, Levine não teve dúvidas em convidá-lo para estrear em seu show dali a três meses. Assim começava a carreira de um dos maiores pesos-pesados da história do MMA. Curiosamente 10 meses antes eu havia feito uma reportagem com Rodrigo na Tatame (Robocop baiano) onde ele dizia que achava o Vale-Tudo muito violento, mas quem sabe dali a alguns anos mudasse de idéia. Pois graças ao empurrão de Conan e a dura em Levine, Minota foi obrigado a rever seus planos.

Três meses após aquele treininho com Levine, o baiano estrearia em seu evento finalizando David Dodd, no WEF 5, com um golpe nunca visto no MMA, um crucifixo em pouco mais de 3minutos. Quatro meses depois a vitima seria Nate Schroeder, que bateria com um armlock no WEF 7. Graças a estas duas finalizações Minotauro foi convidado para lutar no torneio japonês RINGS, onde estreou em outubro finalizando dois oponentes (Valentijim Overeem e Yoriki Kochikine) em menos de dois minutos. 

Percebendo que não conseguiria segurar aquele talento que descobriu na academia de Conan por muito tempo, Levine já o colocou para disputar seu primeiro cinturão, enfrentando o veterano Jeremy Horn, que a esta altura já tinha 44 lutas. 

A experiência, aliás, foi um diferencial para que o americano conseguisse levar a luta por 3 rounds. Mesmo sendo mais agressivo em pé e tendo colocado Horn para baixo diversas oportunidades, Minotauro não conseguiu passar a guarda do americano. 

Mas graças ao amplo domínio, Rodrigo não deixou dúvidas aos juízes vencendo por unanimidade e faturando seu primeiro cinturão de campeão peso-pesado.

Com 4 lutas de MMA Rodrigo enfrentou Jeremy Horn com 44 pelo cinturão do WEF

SHOWMAN PELÉ ACABA COM FAVORITISMO DE MILETICH

Campeão do IVC e com um invejável currículo de 18 lutas e apenas duas derrotas (para Johil e Chuck Liddel), José Pelé Landi foi convidado para fazer sua estréia nos Estados Unidos disputando o cinturão do WEF contra ninguém menos que Pat Miletich, campeão do UFC, que vinha empolgado de uma sequência de 29 lutas e apenas duas derrotas. Miletich havia vencido na decisão Jorge Macaco e nocauteado André Pederneiras. 

Lutando em casa o americano vinha sendo apontado como amplo favorito pelos jornalistas locais. Mas em se tratando de Pelé Landi, o local da luta é detalhe. A maior prova disto foi a maneira relaxada como Pelé entrou no octagon, fazendo passos de break dance para espanto até do mestre Rudimar. “De onde será que o Pelé tira estas coisas ?”, sorria incrédulo o Mestrão ao assistir a performance “não ensaiada” do aluno na entrada.

Assim que a luta começou o campeão do IVC continuou seu show, aproveitando um clinche de Miletich, para derrubá-lo, tentando uma chave de pé na sequência. Miletich defendeu mas acabou surpreendido pelo brasuca que levantou e lhe acertou um chute.

Na sequência Pelé clinchou o americano, acertando uma série de joelhadas, derrubando o oponente com uma rasteira e já caindo atravessado, de onde passou a lhe aplicar joelhadas. Com muito custo o campeão do UFC conseguiu repor a guarda, foi então que Pelé ficou de pé e pulou por cima das pernas do americano, já caindo chutando seu rosto, que começou a sangrar. A esta altura o showman já havia conquistado até a torcida Americana. 

Pouco antes do final do round a luta voltou em pé e Pelé ainda conseguiu acertar alguns low kicks em Miletich. Quando o round terminou o americano, capengando, avisou ao juiz Big John que não teria condições de voltar para o segundo round. “Brasil ! Brasil ! Chute Boxe ! Chute Boxe !” comemorava Pelé ao receber o cinturão de campeão Middleweight do evento das mãos de Jamie Levine.      

BABALÚ VENCE COM MÃO QUEBRADA

Vindo de nove vitórias consecutivas por nocaute ou finalização, Babalú havia vencido duas lutas na primeira fase do RINGS se classificando para a ultima etapa em fevereiro. Antes porém resolveu fazer sua estréia em solo americano no WEF 8.

Mas um acidente inesperado marcaria esta estréia. Enquanto fazia o aquecimento no vestiário com Marco Ruas e Roberto Leitão, o brazuca escorregou e quebrou a mão. “Foi uma sacanagem me colocaram para aquecer num almoxarifado escorregadio. Treinei meses sem me machucar e agora me acontece isso”, dizia preocupado antes da luta Babalú, que teria pela frente a pedreira do wrestling Brad Kohler.

O brasileiro começou defendendo as tentativas de queda do americano, contra atacando com joelhadas, que começaram a incomodar Kohler. Aos poucos o americano começou a mostrar total desespero pelas tentativas frustradas de derrubar Babalú, que não parava de miná-lo com low kicks.

No início do segundo round, Babalú conseguiu bloquear uma tentativa de queda de Brad, que foi derrubado. O brasileiro passou a lateral do oponente e definiu a luta com um tiro de meta certeiro a 59 segundos do 2o round. 

40 dias depois deste evento Babalú e Minotauro voltariam ao Japão para lutar a etapa final do RINGS KOK. Ambos seriam eliminados na decisão por Dan Henderson (Minotauro na semifinal e Babalu na final).

Após quebrar a mão no vestiário, Babalú usou as pernas para vencer Kohler

HUGHES, O TERROR DO JIU-JITSU

Convidado a 20 dias do evento para cobrir a saída de Ricardo De La Riva, o faixa preta de Rickson Gracie, Jorge Pereira, que vinha de uma derrota para Pelé Landi no IVC 5 enfrentou a pedreira Matt Hughes, que já tinha 14 lutas e apenas 1 derrota.

O curioso é que nos bastidores do evento, Pelé e Jorge, que haviam virado inimigos declarados após o IVC 5 se reencontraram na sauna para perder peso e acabaram ficando amigos. “Aqui não tem essa. Somos todos Brasil. Ele estava precisando perder 2kg e o fiz companhia na sauna. Fizemos uma amizade bem legal e combinamos que só lutaremos novamente se a bolsa for realmente vantajosa”, disse Pelé.

Na luta Jorge não teve a menor chance diante do wrestler. Após uma tentativa frustrada de derrubar Hughes, o faixa preta de Rickson resolveu puxá-lo para a guarda tentando uma guilhotina. Hughes defendeu, levantando o carioca, levando-o para o centro do octagon e o arremessando do segundo andar, para delírio da torcida. A partir daí o wrestler chegou a meia-guarda do brasileiro e aplicou seu ground n´pound com maestria. Com uma série de socos e cotoveladas Hughes abriu um enorme corte no supercílio do brasileiro, que mesmo sangrando muito, suportou até o final do round, quando os médicos, tendo em vista o sangramento do lutador, não permitiram sua volta ao segundo round.

Jorge seria o primeiro de uma série de faixas pretas brasileiros vencidos por Hughes. Depois viriam Renato Charuto Veríssimo, Royce Gracie, Renzo Gracie e Ricardo Cachorrão.    

O WEF contou ainda com a participação de Rodrigo Ruas, Alex Paz e Wald Bloise. O sobrinho de Marco Ruas fez uma bela luta com Roman Roytbarg e saiu com um empate. Wald Bloise foi surpreendido com uma americana e Alex Paz com o pesado Ground and Pound de Bobby Hoffman que obrigou o arbitro John Mcarty a interromper a luta a 1min39s do 2º round. 

A CAPA DA GRIPE 

Quando você acumula os papéis de fotógrafo, redator e editor, sua mente precisa ligar o modo turbo ao final de um evento como este, afinal de contas não é toda hora que conquistamos dois cinturões na mesma noite num show com seis brasileiros.

Sabia que a concorrência editorial pela capa da Tatame #50 aquele mês seria dura, afinal Royce havia vencido Takada no Pride, Renzo havia vencido Maurice Smith no Rings e um faixa marrom chamado Ricardo Arona havia sobrado na seletiva nacional para o ADCC 2000. 

Mas não tem saída, fotógrafo-editor tem que trabalhar sempre com a idéia de que sua cobertura será a capa. Na pior das hipóteses você garante uma bela abertura de matéria. Foi o que fiz naquela noite insone. Ainda no calor do show defini que, apesar de Pelé e Minotauro serem as grandes estrelas do evento por terem conquistado cinturões, Babalú e Ruas também mereciam destaque. E antes que todos dormissem liguei para os quatro e marquei 9 da manhã no lobby do hotel. Tarefa inglória num momento onde ícones de equipes distintas mal se falavam. Porém o mais difícil foi convencê-los a tirar a camisa no jardim do hotel naqueles 8 graus que faziam em Rome. 

Sabia que comprar uma briga contra Royce e Renzo Gracie não seria tarefa fácil, mas ao visualizar pelo visor da minha Cânon, aquela reunião de talentos da nova geração do MMA nacional, senti que estava bem respaldado para brigar pela minha capa na reunião editorial, afinal de contas não tínhamos ninguém in loco trazendo os bastidores dos outros dois eventos.

Curiosamente, mais tarde todos me revelariam que ficaram gripados. Mas o esforço valeu a pena. Com esta imagem em mãos consegui emplacar uma das minhas capas prediletas, das 78 que fiz pra Tatame. Uma merecida homenagem a 4 ícones da nova geração, representantes das 3 maiores escolas de Vale-Tudo do Brasil: Ruas Vale-Tudo, Chute Boxe e Carlson Gracie.

 

Flávio Canto relembra títulos no Jiu-Jitsu

Medalhista olímpico, Flávio Canto é considerado um dos judocas mais técnicos de todos os tempos quando o assunto é luta no solo, chamada de ne waza no Judô. Prova disso é que ele foi campeão nos dois campeonatos de Jiu-Jitsu que disputou, ainda na faixa-roxa. No vídeo abaixo, o faixa preta relembra os tempos no Jiu-Jitsu e as vitórias que o sagraram campeão estadual e brasileiro. Assista:

UFC Fight Night: confira os favoritos para apostas no primeiro card de 2021

Além de Max Holloway, que enfrenta Calvin Kattar no main event, há várias outras boas opções de apostas no UFC Fight Night deste fim de semana. O card que abre a temporada 2021 no Ultimate tem veteranos, como Carlos Condit e Matt Brown, e promessas, como o peso-pesado brasileiro Carlos Felipe. O Brasil também é representado por Vanessa Melo, no peso galo. Dos dois, só Felipe é favorito nas casas de apostas esportivas, e Vanessa vai entrar no octógono correndo por fora nos odds. 

Como de costume, as cotações calculadas pelos sites de apostas esportivas oferecem aos fãs das lutas diferentes oportunidades de lucro: você pode optar pelo investimento menos arriscado, como apostar em Holloway na luta principal, ou decidir ousar um pouco mais e receber um retorno superior, caso identifique uma boa chance de surpresa. Os odds que mostraremos logo abaixo, fornecidos pelo Odds Shark, são do Bodog, uma das principais casas de apostas do mercado e referência internacional do ramo. 

Peso meio-médio – (R$ 1,58) Carlos Condit x Matt Brown (R$ 2,40)

Se você quer saber o tamanho da experiência acumulada por Condit e Brown no MMA, só precisa verificar os cartéis dos atletas: somados, eles têm nada menos que 85 combates. O melhor currículo é de Condit, com 31 vitórias e 13 derrotas, Aos 36 anos, o americano vem de um triunfo sobre Court McGee em outubro, resultado que quebrou uma série de cinco derrotas seguidas do veterano. Brown, 40 anos, tem 24 vitórias e 17 derrotas e perdeu no último combate para Miguel Baeza.

Os odds do combate nas casas de apostas favorecem Condit. Um triunfo do ex-campeão interino do peso meio-médio pode proporcionar um lucro de R$ 1,58 para 1 no Bodog. Já uma aposta bem-sucedida em Brown pode fazer o fã das lutas mais do que dobrar o seu investimento, recebendo R$ 2,40 a cada 1 investido. Uma curiosidade: Condit e Brown já deveriam ter se enfrentado em 2013, mas Brown sofreu uma lesão na semana do evento e o combate acabou sendo cancelado. Oito anos depois, eles enfim medem forças.

Peso meio-médio – (R$ 1,32) Santiago Ponzinibbio x Li Jingliang (R$ 3,40)

Aos 34 anos, o argentino Ponzinibbio retorna ao octógono depois de dois anos de muita batalha para superar problemas de saúde que ameaçaram encerrar sua carreira. Antes de se afastar, ele tinha emendado uma sequência impressionante, com sete vitórias seguidas e grandes performances. Esse ótimo histórico justifica seu amplo favoritismo nas casas de apostas: se vencer, o argentino proporciona lucro de R$ 1,32 para 1, o que faz de Santiago Ponzinibbio a grande barbada do evento.

Seu oponente neste fim de semana é o chinês Li Jingliang, de 32 anos, que tem 17 vitórias e seis derrotas no cartel e vem de um revés diante de Neil Magny. Uma vitória do atleta asiático sobre o “argentino gente boa” pode fazer você mais do que triplicar seu dinheiro, já que os odds são de R$ 3,40 para 1. A capacidade de Ponzinibbio como lutador já ficou clara para todos, mas investir no chinês pode ser uma cartada arrojada porque, como se sabe, a falta de ritmo muitas vezes é fatal para os atletas que voltam após muito tempo.

Peso pesado – (R$ 1,50) Carlos Felipe x Justin Tafa (R$ 2,60)

Confronto de promessas no octógono: o brasileiro Felipe, o “Boi”, de 26 anos, pega Justin Tafa, australiano de 27 anos. O representante do Brasil chega como favorito: R$ 1,50 para 1 no Bodog, contra R$ 2,60 para 1 em caso de triunfo da Austrália. O melhor currículo de Carlos Boi explica essa diferença: são nove vitórias e apenas uma derrota (Justin Tafa tem quatro vitórias e um revés). O brasileiro perdeu em sua estreia no Ultimate, mas já deu a volta por cima ao derrotar Yorgan de Castro no combate seguinte.

Peso galo – (R$ 1,42) Sarah Moras x Vanessa Melo (R$ 2,80)

No outro combate com representação brasileira, Vanessa Melo é a azarã diante de Sarah Moras, canadense de 32 anos. Vanessa tem a mesma idade e um cartel até superior: dez vitórias e oito derrotas, contra seis vitórias e sete derrotas da canadense. Ainda assim, um triunfo de Moras paga R$ 1,42 para 1 no Bodog, enquanto a vitória da brasileira devolve R$ 2,80 para 1. Isso se explica pela sequência recente de Vanessa: ela perdeu seus últimos três combates e chega para o primeiro card de 2021 precisando da vitória a todo custo.

Confira todos os combates e as cotações do Bodog para o UFC deste sábado (16/1), na Etihad Arena, na Ilha da Luta em Abu Dhabi (em negrito, os representantes do Brasil):

CARD PRINCIPAL (a partir das 17h, horário de Brasília) 

Peso pena – (R$ 1,62) Max Holloway x Calvin Kattar (R$ 2,30)

Peso meio-médio – (R$ 1,58) Carlos Condit x Matt Brown (R$ 2,40)

Peso meio-médio – (R$ 1,32) Santiago Ponzinibbio x Li Jingliang (R$ 3,40)

Peso médio – (R$ 1,37) Joaquin Buckley x Alessio Di Chirico (R$ 3,10)

Peso médio – (R$ 2,30) Punahele Soriano x Dusko Todorovic (R$ 1,62) 

CARD PRELIMINAR (a partir das 14h, horário de Brasília)

Peso médio – (R$ 1,74) Phil Hawes x Nassourdine Imavov (R$ 2,05)

Peso galo – (R$ 1,87) Wu Yanan x Joselyne Edwards (R$ 1,87)

Peso pesado – (R$ 1,50) Carlos “Boi” Felipe x Justin Tafa (R$ 2,60)

Peso meio-médio – (R$ 3,10) David Zawada x Ramazan Emeev (R$ 1,37)

Peso galo – (R$ 1,43) Sarah Moras x Vanessa Melo (R$ 2,80)

Peso pena – (R$ 2,75) Jacob Kilburn x Austin Lingo (R$ 1,44)

 

UFC Fight Night: preview de apostas da luta principal entre Max Holloway x Calvin Kattar

Primeiro evento do Ultimate em 2021, o UFC Fight Night deste sábado (16), na Fight Island, em Abu Dhabi, terá como luta principal o combate entre penas que colocará frente a frente Max Holloway x Calvin Kattar. Principal referência em sites de apostas esportivas,  o Odds Shark traz o prognóstico do confronto e os odds do Bodog para que você tire o máximo proveito do seu palpite.

Peso pena – (R$ 1,62) Max Holloway x Calvin Kattar (R$ 2,30)

O ex-campeão dos penas Max Holloway encabeça o primeiro card do UFC em 2021 ao enfrentar Calvin Kattar, sexto colocado no ranking, no evento principal do UFC Fight Night. Holloway é agora o principal candidato da divisão do peso-pena após uma série de duas lutas contra Alexander Volkanovski, que viu Max perder o título que detinha por mais de três anos. Sua revanche, em julho do ano passado, resultou em uma polêmica vitória por decisão dividida para Volkanovski, em uma batalha acirrada que muitos observadores acreditavam que Holloway venceu. 

Holloway (21-6) poderia possivelmente considerar mudar de categoria, mas, enquanto isso, ele se mantém ativo servindo como uma espécie de “guardião” dos três primeiros lugares no peso pena. Embora ainda tenha apenas 29 anos, o havaiano continua sendo um dos campeões mais talentosos do UFC na memória recente. Ele conquistou o título vago, em dezembro de 2016, e unificou o cinturão, em junho de 2017, com uma vitória por paralisação sobre o ex-campeão José Aldo.

Aliás, ele parou Aldo novamente em sua revanche, de dezembro de 2017, antes de superar Brian Ortega, anteriormente invicto, em dezembro de 2018. Sua outra defesa veio contra o icônico ex-campeão Frankie Edgar. Resumindo, um currículo invejável e que, por isso, faz  diferença nas cotações das casas de apostas esportivas.

Kattar está saindo de uma sequência de vitórias consecutivas de duas lutas em 2020. O nativo de Boston é tão duro e corajoso quanto parece. Ele possui incrível poder de nocaute e resiliência incomparável. Depois de compilar um recorde de 16-2, ele se juntou ao peso pena do UFC, onde compilou um recorde de 6-2. 

Raio-x: Max Holloway x Calvin Kattar 

Kattar tem triunfos marcantes, com na luta contra Burgos, Lamas, Stephens e, mais recentemente, Dan Ige. Suas derrotas vieram pelas mãos de Renato Moicano e Zabit Magomedsharipov, mas Kattar está em um nível completamente diferente em 2021. “O Boston Finisher” provavelmente quebraria os três primeiros colocados da divisão se ele fosse capaz de derrotar Holloway.

Esta luta é certamente uma maneira espetacular de começar 2021. Holloway e Kattar devem proporcionar aos fãs uma emocionante luta em pé, mas com dois planos de jogo muito diferentes. Max tentará utilizar seu volume de ataque e movimento, enquanto Calvin marchará em frente procurando acertar um tiro poderoso. 

Holloway não tem a força para lançar Kattar com um golpe certeiro, então ele terá que usar sua velocidade e precisão para frustrar seu oponente enquanto descarrega combinações de dois a quatro socos. Enquanto isso, o plano de jogo de Kattar será exatamente o oposto. 

Palpite: o mercado coloca Holloway como favorito, mas nossa dica é pela vitória de Kattar, por sua ascensão na categoria e melhor momento, tanto na parte técnica como física.

Confira todos os combates e as cotações do Bodog para o UFC Fight Night deste sábado (16/01), em Abu Dhabi:

(1.62) Max Holloway vs. Calvin Kattar (2.30)

(1.58) Carlos Condit vs. Matt Brown (2.40)

(1.32) Santiago Ponzinibbio vs. Li Jinglang (3.40)

(1.37) Joaquin Buckley vs. Alessio Di Chirico (3.10)

(1.62) Dusko Todrovic vs. Punahele Soriano (2.30)

(1.74) Phil Hawes vs. Nassourdine Imavov (2.05)

(1.87) Wu Yanan vs. Joselyne Edwards (1.87)

(2.40) Tom Breese vs. Omari Akhmedov (2.20)

(1.50) Carlos Felipe vs. Justin Tafa (2.60)

(1.37) Ramazan Emeev vs. David Zawada (3.10)

(1.43) Sarah Moras vs. Vanessa Melo (2.80)

(1.44) Austin Lingo vs. Jacob Kilburn (2.75)

 

Confiante, Patrício Pitbull reafirma desafio a Dana White valendo prêmio de GP em disputa

Em entrevista no CONEXÃO PVT dessa quarta-feira, Patrício Pitbull reafirmou o desejo de enfrentar o campeão peso-pena do UFC, que atualmente é Alexander Volkanovski. Semifinalista do GP dos penas do Bellator que dará ao vencedor 1 milhão de dólares, o brasileiro revelou que pretende apostar todo o montante em si mesmo num potencial confronto entre as organizações. Patrício ainda afirmou acreditar que o Bellator deve passar o UFC nos próximos anos e citou a “era Pride” como exemplo de que tudo pode mudar.

Para Durinho, Jon Jones tem poucas chances no pesado: ‘Não o vejo ganhando do Ngannou’

Jon Jones já decretou sua subida para os pesos pesados, embora ainda não tenha nada oficial em relação a data de estreia e adversário. Estudioso do cenário do UFC, o peso meio-médio Gilbert Durinho avaliou a decisão do maior meio-pesado de todos os tempos e, apesar de reconhecer seus feitos, acredita que não foi uma boa escolha no quesito competitivo. Segundo o brasileiro, o americano tem poucas chances contra o atual campeão, Stipe Miocic, e menos ainda contra Francis Ngannou, possível próximo desafiante. Assista:

Patrício Pitbull e Mano Santana destacam a importância do Karatê para o MMA e como Borrachinha pode se beneficiar com a adaptação

O CONEXÃO PVT dessa quarta-feira recebeu Patrício Pitbull e o treinador de Karatê Mano Santana, que, além do duplo campeão do Bellator, também afia o jogo de Lyoto Machida, Henry Cejudo e, agora, Paulo Borrachinha. O peso médio do UFC foi um dos assuntos abordados durante a entrevista. Para Patrício e Mano, a noção de distância que o Karatê permite pode ser o que faltava no jogo do mineiro. 

Patrício Pitbull também falou sobre seus planos para 2021, que inclui três defesas do cinturão peso-pena; e novamente se colocou à disposição para abrir mão do cinturão peso leve caso o Bellator dê a disputa para seu irmão, Patricky, que detém atualmente a maior sequência de vitórias na categoria. O campeão também falou o que pretende fazer com o prêmio de 1 milhão de dólares do GP dos penas: apostar contra o campeão da categoria no UFC em uma superluta entre eles. 

Confira o bate-papo na íntegra:

Brasileiro lança livro ensinando novo método de defesa pessoal

Após passar 23 dos seus 28 anos como bombeiro-militar, tendo experiência real nos mais variados tipos de situações, como surtos psicóticos, suicidas, pessoas sob efeito de drogas, turbas, agressões com facas, bastões, armas e fogo e outras, o Subtenente do Corpo de Bombeiros do Paraná Marcel Marcus Manholi, faixa-preta em Jiu-Jitsu, Judô e versado em Kali, nos apresenta sua metodologia de ensino de Jiu Jitsu voltada para sobrevivência urbana e autodefesa.

Tendo como escopo a internalização de uma “cultura de segurança”, o livro “Jiu Jitsu – Goshinjutsu & Buki Waza” apresenta um currículo simples, devolvendo a quem realmente precisa, a possibilidade de se defender. O livro é pautado em quatro tópicos: Análise e Gerenciamento de Risco, Controle de Stress e Ansiedade em Situação de Combate, Uso de Equalizadores de Força – armas de letalidade reduzida e, somente em último caso, defesa pessoal desarmada. Para quem se interessar ele já está disponível nas lojas amazon (versão física e digital).

Deiveson Figueiredo empolgado para estreia do irmão no UFC: ‘Enxergo uma cópia do Adesanya’

Irmão de Deiveson Figueiredo, Francisco Figueiredo, o “Sniper”, de 31 anos, estreia no UFC no próximo dia 20 diante de Jerome Rivera na Ilha da Luta, em Abu Dhabi. Dois anos mais novo que o campeão dos moscas, ele é mais uma esperança paraense na categoria. Para o irmão mais velho, é questão de tempo até ele chegar às cabeças da divisão, o que, invariavelmente, pode decretar sua subida para os galos. Deiveson ainda afirmou que, diante de Rivera, Francisco deve ter uma performance à lá Israel Adesanya. Confira:

Everton Oliveira afirma que recuperação de Thiago Marreta foi seu trabalho mais desafiador: ‘Chorei depois da luta’

Responsável por afiar o condicionamento físico de inúmeros campeões mundiais, o preparador da American Top Team Everton Oliveira afirmou que o trabalho de recuperação de Thiago Marreta foi o mais difícil de sua carreira. Vale lembrar que o meio-pesado rompeu todos os ligamentos do joelho esquerdo e parcialmente os do direito na luta de cinco rounds contra Jon Jones em julho de 2019. 

Após a cirurgia, Thiago Marreta ainda precisou ficar por algum tempo na cadeira de rodas, evoluiu para muletas e, com muita fisioterapia, conseguiu retornar ao octógono 1 ano e quatro meses depois. Apesar da derrota para o compatriota Glover Teixeira, o fato de Marreta conseguir lutar de igual para igual após tudo o que aconteceu foi considerado uma vitória por Everton, que confessou ter chorado ao final do combate.

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