Um ano depois de realizar o primeiro Panamericano de Jiu-Jitsu na Califórnia, o presidente da CBJJ Carlos Gracie Jr. realizou a segunda edição do torneio, desta vez com a participação de 480 atletas, 300 brasileiros. Dentre eles alguns dos maiores nomes da modalidade. A vitória de Jamelão sobre Jean Jaques, a volta de Rigan Machado as competições, as impressionantes atuações de Robinho e Shaolin na faixa marrom, o excelente desempenho de Chico Melo na faixa roxa e a enorme polêmica entre os irmãos Carlson e Carlinhos na apuração dos resultados que definiram a grande campeã do evento. Se em 2026 ainda temos uma eleição onde se discute o tipo de urna (impresso x eletrônico) há exatos 30 anos, este 2º Panamericano foi marcado por uma tremenda confusão na contagem final de pontos, que definiu a grande campeã, entre Barra e Carlson. Das 71 medalhas de ouro em disputa 52 vieram para o Brasil.
Texto e Fotos Marcelo Alonso

Hoje a California é considerada a meca do Brazilian Jiu-Jitsu, mas curiosamente a primeira grande invasão do Jiu-Jitsu brasileiro por aquelas bandas aconteceu há 30 anos quando mais de 300 brasileiros disputaram nos dias 18 e 19 de agosto de 1996, em Redondo Beach, o 2o Campeonato Panamericano de Jiu-Jitsu. Dos 480 atletas inscritos no evento, 300 eram brasileiros, um contingente quatro vezes maior que o do ano passado. A quantidade de competidores foi tanta que nem mesmo a realização das lutas em três ringues, simultaneamente, deu vazão. A competição rolou das 9h às 23h, tanto no sábado como no domingo. Infelizmente, a premiação foi virtual, pois a Federação Americana, responsável pela organização do evento, não deu diplomas e, o que é pior, não encomendou o número suficiente de medalhas, deixando boa parte dos atletas brasileiros voltar para casa sem premiação.
Alguns cascas-grossas que estavam nos EUA não participaram da competição. Fábio Gurgel decidiu priorizar o treinamento para o Ultimate 11, adiando mais uma vez seu tão esperado confronto com Rigan Machado; Nino machucou a mão na última hora. Além de tudo isso, a presença de Rickson ali, do lado do ringue, tão perto, só faltando o kimono… Todos esses fatores, de certa forma, tiraram um pouco do brilho do campeonato na faixa preta. Mas, para contrabalançar, Rigan, Jean Jacques, Renato Barreto, Alexandre Paiva, Jamelão, Roleta, Gordo, Saulo, Márcio Feitosa, João Roque, Alexandre Socka, Marcos Barreto, Bebeo Duarte, Cleber Tomadinha e outras grandes feras brasileiras mostraram, pela primeira vez, ao povo americano o que é um confronto da elite do BJJ.
JAMELÃO VENCE JEAN JACQUES
Apesar de terminar em 0x0, o confronto entre Jean Jacques Machado e Eduardo Conceição, o Jamelão, foi uma das melhores lutas da competição. Jean passou três minutos atacando. Primeiro tentou passar a guarda, Jamelão defendeu; depois tentou um armlock, também impedido; e, finalmente, uma perigosa chave de pé na beira do ringue que, pela careta de Jamelão, quase afetou seus ligamentos.
Apoiado pela vaia da torcida brasileira, que ainda não admite esse golpe, Jamelão saiu, sem fugir do ringue, e passou a impor seu ritmo, iniciando uma reação impressionante. Quase passou a guarda e por pouco não pegou as costas, só não recebendo os pontos pela falta dos ganchos. Vitória incontestável de Jamelão, que foi comemorar com sua equipe. Jean foi muito aplaudido, tanto pelos americanos quanto pelos brasileiros, que reconheceram a beleza do seu jogo, sempre buscando finalizar. Na final, Jamelão cedeu o ouro a Alexandre Paiva, seu companheiro de academia.

Rigan Machado voltou aos tatames faturando o título de campeão absoluto. Para chegar ao ouro, o Machado passou a guarda de Roleta no primeiro minuto de luta e depois se defendeu durante 9min das raspadas do “esquijitsu”. Na segunda luta, venceu Jamelão, chegando à final com Roberto Corrêa, o Gordo, que havia derrotado, na semifinal, Saulo Ribeiro, em luta polêmica. Por ter sido seu aluno, Gordo cedeu o título a Rigan. “Os brasileiros subiram muito no meu conceito. O estilo de competição mudou muito. Quero lutar com os melhores no Brasileiro deste ano”, declarou Machado, ansioso. Não se contentando só com a prata, Gordo voltou no domingo e finalizou dois adversários no superpesado, levando o ouro.
O campeão mundial Marcos Barreto conseguiu duas raspagens e uma queda em cima de Marcelo Andrade, ficando com o ouro no galo. Alexandre Socka finalizou seu primeiro adversário com um armlock, mas perdeu na semifinal para João Roque, por 4×2, em luta polêmica. O combate estava empatado quando Socka foi para as costas de João, fora da área do ringue, já com o estrangulamento encaixado. O juiz Royler Gracie parou a luta, mas Socka não obedeceu e continuou apertando, sendo punido com a perda de dois pontos, o que provocou sua derrota. João fechou chave com seu companheiro de equipe Marco Aurélio, que finalizou seus dois adversários.
No leve, Márcio Feitosa venceu a revanche do 1o Panamericano com Bob Bass por 2×0, ganhou do técnico Cléber Luciano por 4×2 e, na final, levou vantagem na combatividade contra Renato Barreto, que também impressionou, sempre buscando a finalização. Alexandre Russo não ficou entre os três primeiros, mas também teve excelente atuação, perdendo para Barreto em confronto disputadíssimo (2×2).
Roberto Duarte, o Bebeo, foi campeão do pesado, derrotando com tranquilidade Fernando Silva na única luta da categoria. Roleta perdeu no absoluto, mas voltou no meio-pesado, vencendo Ricardo Muller e, na final, Saulo Ribeiro, em luta disputadíssima, ganhando o ouro.
SHOW DE ROBINHO E SHAOLIN NA MARROM
Na faixa marrom o maior destaque foi Vítor “Shaolin” Ribeiro que levou o ouro finalizando três adversários, entre eles Robin Gracie, irmão de Rickson, que declarou: “Gostei muito do jogo do Shaolin. Dos brasileiros, foi o que mais me impressionou”. Seu parceiro de treinos na Nova União, Robson Moura, teve atuação semelhante, finalizando a primeira luta e vencendo a final contra o campeão mundial Maurício Villardo, com larga margem de pontos, faturando o pluma.

Leandro Borgo deu um basta na maré de azar que vinha lhe perseguindo desde o Mundial, quando se contundiu durante a luta final. Desta vez, teve grande atuação e levou o ouro para a Alliance. O segundo lugar ficou com Rodrigo Medeiros, que marcou sua volta aos tatames com uma vitória em cima do técnico Rafael Corrêa.
André Marola derrotou três adversários, faturando o leve. No meio-pesado, Rommel Cardoso foi o melhor e levou o ouro, fechando chave com seu companheiro de equipe Cláudio Arraes. No pesado, Fábio Toscano fechou chave com Rick Willian.
Otávio Duarte teve grande atuação, vencendo no pesadíssimo e no absoluto, passando por adversários do nível de Luís Felipe, Rommel Cardoso, Sérgio Ferrari e José Marcelo; este último ficou com a prata no absoluto.
CHICO MELO LEVA OURO COM QUIMONO DE ROYCE
“Estes caras vêm para os Estados Unidos lutar um Panamericano e não trazem kimono, é mole?” Apesar de estarrecido com o pedido do atleta da Nova União Francisco Mello, Royce Gracie, na maior das boas vontades, atendeu ao simpático cara-de-pau. Parece que o kimono do campeão deu sorte a Chico, que, recém-chegado à faixa roxa, teve a melhor atuação de sua vida. Venceu várias lutas com larga vantagem, tendo ainda conseguido a finalização mais rápida do campeonato (24s), no absoluto, em cima do forte atleta da Barra Luca Atalla, que sempre faz lutas duríssimas com ele. Na final do médio, Chico venceu Rodrigo Medeiros com uma raspagem. “Ano passado, dei uma grande alegria à minha mãe levando a prata para casa; infelizmente, este ano ela faleceu. Dedico a ela esta medalha de ouro”, declarou Chico.
A Ac. Carlson Gracie levou 13 das 30 medalhas disputadas na roxa. No galo, Marcelo Martins teve excelente atuação. Finalizou a primeira luta e venceu a segunda por 6×0, levando o ouro. No pluma, Vinícius Cruz, o Vinicinho, com um jogo solto e sempre buscando a finalização, mais uma vez levou o ouro. Sandro Santiago, mostrando grande evolução no seu Jiu-Jitsu, ficou com a prata. No pena, Leonardo Borges, Suyan Queiróz e Luiz Sérgio Barros, o trio Carlson Gracie, fechou o caixão na categoria. Na leve, Marcelo Rezende arrebentou. Venceu cinco lutas nesta que é considerada uma das mais difíceis categorias da faixa roxa. Para chegar ao ouro, teve que vencer, na final, o duríssimo Anderson Gengiva, que teve boa participação.
Anderson Leal foi outro dos grandes nomes da roxa. O atleta só conseguiu patrocínio aos 48 do segundo tempo, chegando à Califórnia um dia antes da competição. Mesmo com o fuso horário trocado, venceu sete das oito lutas que fez. No absoluto, Anderson perdeu na semifinal para Cláudio Moreno, em luta polêmica, mas no meio-pesado foi campeão. Em todas as lutas que fez, o faixa-preta de judô, quando não botava os adversários para voar com quedas espetaculares, vencia no chão com boa vantagem.
VIRADA DE VIKTOR DORIA LEVA CARLSON A LOUCURA
Viktor Doria entrou na competição com uma lesão nos ligamentos do joelho direito. Mesmo assim, passou por vários adversários, fazendo uma das melhores lutas da competição na final de sua categoria com o havaiano, campeão mundial, Egan Inowe. O havaiano começou melhor, atacando Viktor com um arm lock seguido de uma chave de pé. Nesse momento, John Machado fez um gesto comemorativo com o braço, vibrando com a vitória parcial de seu atleta. No finalzinho, quando a luta parecia definida, Viktor raspou e montou, fazendo seis pontos. Carlson não conteve a vibração e comemorou atravessando pelo meio do ringue, repetindo o gesto de John, ao melhor estilo Zagallo. Foi uma das cenas mais engraçadas do Pan. Quando a luta acabou, Viktor teve de sair do ringue carregado.
Alexandre Baraúna finalizou todas as lutas. Primeiro foi o americano Chris Schaumberg com um triângulo e, na final, o excelente atleta da Carlson, Carlos Alberto Santos, com uma americana. No superpesado, o ouro ficou com Luca Atalla, que mostrou, mais uma vez, aos gringos que tamanho não é documento, finalizando todos os gigantes com quem lutou. Fábio Leopoldo, atleta de São Paulo, ficou com a prata e também brilhou na categoria. Sérgio Cohen venceu no absoluto e foi considerado o atleta mais técnico da faixa, vencendo várias pedreiras. Na final, derrotou Cláudio Moreno, que havia ganho de Egan Inowe e Anderson Leal. Marcelo Hertz também lutou no absoluto, vencendo todas as lutas que fez. Como também lutaria no peso, no dia seguinte, deixou que Cohen, seu companheiro de equipe, lutasse a final.
CRISTOPH E LÉO SANTOS SÃO OS DESTAQUE DA FAIXA AZUL
Uma vitória por 7×0 e depois quatro finalizações seguidas deram, com muita justiça, o título de atleta mais técnico a Daniel Christoph. Os 16 anos do melhor aluno de Saporito (professor da Carlson) não foram empecilho. Daniel botava os adversários para voar, com excelentes raspagens, e depois os finalizava. Vítor Huben fez grande competição, finalizou todas as suas lutas e só perdeu na final do médio para Daniel.

No peso galo, o grande nome foi Ricardo Brandão, que venceu sua sexta competição seguida. Suas lutas foram caracterizadas por finalização depois de larga vantagem de pontos. Márcio Okamura e Maurício Silveira, ambos da equipe paulista, mostraram um bom Jiu-Jitsu, ficando respectivamente com a 2ª e a 3ª colocações. No pluma, André Motta, Leonardo Santos e Otávio Gonçalves fecharam chave, levando ouro, prata e bronze para a Ac. Nova União. O campeão mundial Leonardo Santos passou bem por seus adversários, mas as maiores pedreiras da categoria foram quebradas por Otávio e André, que venceu o duro Jean Pierre por combatividade. Já Otávio venceu Dudu Barros em uma luta de raspagens em que a vantagem se alternava a cada momento, terminando 8×6 para Otávio. No pena, a briga final ficou entre Brasília e Niterói. Adriano Pereira, representante de Niterói, teve excelente desempenho, vencendo Alex de Oliveira.
No meio-pesado, Rolles Gracie, filho do lendário Rolls, mostrou grande evolução no seu Jiu-Jitsu. Depois de passar por vários adversários, cruzou com o excelente americano Ammal Eastan, que havia finalizado quatro lutas, e venceu. Marcelo Couto levou a medalha de ouro no pesado, depois de finalizar quatro lutas. No absoluto, o campeão mundial Sean Alvarez destacou-se e venceu Alessandro Sacola, que ganhou cinco lutas até chegar à final.
Carlson ou Barra Gracie: afinal, quem foi a campeã?
Depois de dois dias de exaustiva competição, chegou a vez da contagem dos pontos. Foi aí que a confusão começou. Para o primeiro colocado eram dados nove pontos; para o segundo, três; e, para o terceiro, um. Como as chaves haviam sido escritas à mão, não foi nada rápido. Fim de contagem, anúncio do campeão.
De posse da ficha de resultados, Carlson analisou-a diversas vezes até chegar à conclusão de que seu aluno Alessandro Fandango, azul, vice-campeão no absoluto, fora considerado como Carlson-LA. Seu professor, Marcelo Alonso, garante que inscreveu o atleta como Carlson-RJ. Se antes estava aberta a polêmica, as coisas só tenderam a piorar.
Ao microfone, ouvia-se o nome da Ac. Carlson-RJ. Festa com os atletas levantando o mestre, até ser detectado um erro. Na verdade, a academia campeã era a Barra Gracie. Da comemoração à revolta foi um pulo, com Carlson saindo inconsolável. O erro encontrado foi o esquecimento dos pontos da segunda colocação de Roberto Corrêa, o Gordo, no absoluto. Se antes a Ac. Carlson-RJ tinha dois pontos de dianteira, ficava assim um ponto atrás.
Carlson tentou correr atrás do prejuízo, mas a verdade é que, após o encerramento da competição, ficou impossível esclarecer a polêmica. “Tenho as fichas e garanto: o Fandango entrou como Carlson-LA. O Carlson não sabe perder”, me disse o presidente da CBJJ e dono da Ac. Barra Gracie, Carlos Gracie Jr..
BONDE SINISTRO: O 1º CHOQUE CULTURAL
Desde que saíram do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro com destino a Los Angeles, no dia 10 de agosto, até o dia 24, quando retornaram, os quase cem componentes da delegação brasileira (os outros 200 estavam divididos em grupos menores) não pararam de aprontar.
No avião, tanto na ida quanto na volta, a delegação infernizou o voo da United. Ocorreram desde confusões generalizadas até casos de assédio sexual às comissárias. Nem a Polícia Federal conseguiu conter o ânimo da rapaziada. Carlinhos Gracie, chefe da comitiva, ficou de cabelos brancos e chegou a ser chamado na cabine do comandante.
Os organizadores do Pan tiveram a infeliz ideia de fazer a pesagem, sem avisar a gerência, nas dependências do Hotel Hacienda, onde a delegação estava hospedada. Resultado: quase 400 atletas reunidos e muita confusão. “Eles conseguiram me dar em um dia prejuízo maior que em seis anos à frente da gerência. Vou chamar a polícia para, às 18h, evacuar todos os 20 quartos que eles ocupam”, me disse a gerente do hotel, Linda Murray, nervosa após constatar portas e azulejos danificados. No final, Carlinhos Gracie conseguiu contornar a situação, acalmar a gerente e manter os competidores no hotel.
Um ginásio com capacidade para 3 mil pessoas parecia não ser suficiente para acomodar o público do Jiu-Jitsu. Apesar de haver espaço para todos na arquibancada, a plateia insistia em apinhar-se em volta do ringue, como no Brasil. Foi só estourar uma briga para o chefe de polícia local ir ao microfone e ameaçar interromper a competição por estar fora dos padrões de segurança americanos. Rapidamente apareceram lugares nas arquibancadas. Pelo menos até a saída dos policiais.

BOCA NO TROMBONE (Procon do Jiu-Jitsu)
Como nesta época eu cobria o evento sozinho para a Tatame, concorrente da Gracie Mag do presidente Carlos Gracie Jr., ao final destes primeiros grandes eventos organizados pela CBJJ a Tatame era vista quase que como uma espécie de “Procon do Jiu-Jitsu”. O que muitas vezes levava a cenas curiosas como uma fila de atletas ao fim deste Pan para “me fazer reclamações”. Obviamente o Jiu-Jitsu estava engatinhando. Era necessário ter um bom senso de entender isso, mas ao mesmo tempo, como veículo jornalístico a Tatame também tinha a obrigação de fiscalizar e criticar. Algo que inicialmente era visto como “torcida contra”, mas que com o tempo passou a ser entendido como uma etapa importante para evolução da modalidade. Nessa edição da Tatame, por exemplo, decidimos publicar um boxe ao final da reportagem intitulado “Boca no Trombone”, onde publicamos algumas das reclamações que consideramos pertinentes
Ulna Proença (Carlson): “É um absurdo realizar um campeonato com este calor. Com o preço de inscrição a R$ 100 por atleta, por que não mandaram ligar o ar-condicionado do ginásio?”
Breno Sivak (Rickson/Royler): “As lutas da faixa preta são sempre no final do dia. Pela primeira vez, sem nenhum cronograma e sem avisar os atletas, resolveram colocá-las na parte da manhã. Gastei R$ 2 mil para chegar aqui e perder por W.O.”
Carlson Gracie: “Cobraram R$ 70 dos atletas americanos e R$ 100 dos brasileiros, por quê? Com o dinheiro que se arrecadou nesta competição, as chaves tinham que ser feitas, no mínimo, por computador. Como sempre, houve manipulação de chave. Fui roubado na contagem final, rasuraram grosseiramente na própria folha, colocando o meu aluno do Rio, Alessandro Fandango, como sendo da minha academia de Los Angeles. Assim, a Barra Gracie ficou na frente dois pontos. Como é que se pode chegar às Olimpíadas com este tipo de atitude?”
Resultados — Categoria Adulto
Campeonato de Jiu-Jitsu
ADULTO AZUL
| Categoria (peso) | 1º lugar | 2º lugar | 3º lugar |
| Galo | Ricardo Brandão (Carlson-RJ) | Marcio Okomura (Equipe Paulista) | Maurício Silveira (Equipe Paulista) |
| Pluma | André Mota (Lewis/N. União) | Leonardo Santos (Lewis/N. União) | Otávio Gonçalves (Lewis/N. União) |
| Pena | Adriano Pereira (Fabricio/Luis Paulo) | Alex Oliveira (Jucão) | Gustavo Aragão (Barra Gracie) |
| Leve | Tiago de Freitas (Machado) | Rodrigo Palhares (Carlson-RJ) | Regis Calixto (Barra Gracie) |
| Médio | Daniel Christoph (Carlson-RJ) | Vital Huben (Rickson/Royler) | Marc Kompanyetes (Rickson/Royler) |
| Pesado | Marcelo Couto (Fabricio/Luiz Paulo) | Erick Ferlman (Rickson/Royler) | Maximiliano Araújo (Carlson-RJ) |
| Super pesado | Glen Barba (Machado) | Marco Vilela (Jucão) | Bruno Fornari (Carlson-RJ) |
| Pesadíssimo | Sean Alvarez (Monteiro) | Carth Taylor (Joe Moreira) | Robb Stroyke (Machado) |
| Absoluto | Sean Alvarez (Monteiro) | Alexandre Saloza (Carlson-RJ) | Claudio Godoy (Equipe Paulista) |
ADULTO ROXA
| Categoria (peso) | 1º lugar | 2º lugar | 3º lugar |
| Galo | Marcelo Martins (Carlson-RJ) | Vinícius Gaiva (Fabricio/Luiz Paulo) | Julio Cortez (K. Gabrielson) |
| Pluma | Vinícius Cruz (Lewis/N. União) | Sandro Santiago (Barra Gracie) | Bruno Xavier (Carlson-LA) |
| Pena | Leonardo Borges (Carlson-RJ) | Suyan Queiros (Carlson-RJ) | Luiz Sérgio Barros (Carlson-LA) |
| Leve | Marcelo Rezende (Barra Gracie) | Anderson Eduardo (Lewis/N. União) | João Junior (Carlson-LA) |
| Médio | Francisco Mello (Lewis/N. União) | Rodrigo Medeiros (Rickson/Royler) | Michael Pitimar (Monteiro) |
| Meio pesado | Anderson Leal (Carlson-RJ) | Michel Zaffir (Barra Gracie) | Léo Leite (Rickson/Royler) |
| Pesado | Vitor Doria (Carlson-RJ) | Egan Inowe (Machado) | Bean (Ryckson/Royler) |
| Super pesado | Alexandre Baraúna (Della Riva) | Carlos Alberto Santos (Carlson-RJ) | Chris Schaum Berg (K. Gabrielson) |
| Pesadíssimo | Luis Carlos Atalla (Barra Gracie) | Fábio Leopoldo (Equipe Paulista) | André Luis Mendes (Casquinha) |
| Absoluto | Sergio Cohen (Rickson/Royler) | — | Marcelo Herz (Carlson-LA) |
ADULTO MARROM
| Categoria (peso) | 1º lugar | 2º lugar | 3º lugar |
| Pluma | Robson Moura (Lewis/N. União) | Mauricio Villardo (Rickson/Royler) | Marcelo Rodrigues (Barra Gracie) |
| Pena | Vitor Ribeiro (Lewis/N. União) | Eduardo Leitão (Equipe Paulista) | Fernando Lopes (Equipe Paulista) |
| Leve | André Cândido (Lewis/N. União) | Luiz Felipe Neto (Fábio Santos) | Wander Braga (Jorge Pereira) |
| Médio | Leandro Borgo (Rickson/Royler) | Rodrigo Medeiros (Carlson-RJ) | Eduardo Lima (Barra Gracie) |
| Meio pesado | Rommel Cardoso (Barra Gracie) | Claudio Arraes (Barra Gracie) | Eduardo Rocha (Rickson/Royler) |
| Pesado | Fábio Toscano (Machado) | Rick William (Machado) | Newton Cadan (Equipe Paulista) |
| Pesadíssimo | Otávio Duarte (Jorge Pereira) | Luiz Felipe (Barra Gracie) | Sérgio Ferrari (Carlson-RJ) |
| Absoluto | Otávio Duarte (Jorge Pereira) | José Marcelo (Fabricio/Luiz Paulo) | Rommel Cardoso (Barra Gracie) |
ADULTO PRETA
| Categoria (peso) | 1º lugar | 2º lugar | 3º lugar |
| Galo | Marcos Barreto (Monir) | Marcelo Andrade (Carlson-RJ) | — |
| Pluma | Vinicius Magalhães (Barra Gracie) | Alberto dos Santos (Carlson-RJ) | — |
| Pena | João Roque (Lewis/N. União) | — | Alexandre Correia (Barra Gracie) |
| Leve | Marcio Feitosa (Barra Gracie) | Renato Barreto (Rickson/Royler) | Cleber Luciano (Rickson/Royler) |
| Médio | Alexandre Paiva (Rickson/Royler) | Eduardo Conceição (Rickson/Royler) | Anderson Patricio (Rickson/Royler) |
| Meio pesado | Roberto Magalhães (Barra Gracie) | Saulo Ribeiro (Rickson/Royler) | Ricardo Muller (Rickson/Royler) |
| Pesado | Luis Roberto Duarte (Carlson-RJ) | Fernando Silva (Liga Cabofriense) | — |
| Super pesado | Roberto Corrêa (Barra Gracie) | Marcelo Martins (Equipe Paulista) | Guilherme Santos (Lewis/N. União) |
| Pesadíssimo | Eduardo Galvão (Barra Gracie) | Pedro Santos (Lewis/N. União) | — |
| Absoluto | Rigan Machado (Machado) | Roberto Corrêa (Barra Gracie) | Eduardo Conceição (Rickson/Royler) |
































