Árbitro que expulsou R10 se torna faixa-preta de jiu-jitsu e conquista o bronze no Grand Slam do Rio

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Eduardo Cordeiro Guimarães é faixa preta de jiu-jítsu - Reprodução

Se tivesse que optar entre a carreira de árbitro de futebol ou lutador de jiu-jítsu, qual escolheria? Lidar com a pressão dentro de campo, vaias e xingamentos das arquibancadas não parece fácil. No entanto, entrar em um tatame contra um adversário especialista na arte suave também não chega a ser muito convidativo.

Eduardo Cordeiro Guimarães é faixa preta de jiu-jítsu – Reprodução

Para Eduardo Cordeiro Guimarães, 41, a resposta é fácil: as duas. O carioca, que é árbitro de futebol há 20 anos – 10 deles pela CBF -, integra o quadro da Federação de Futebol de Santa Catarina e viaja o Brasil competindo jiu-jitsu. Na última sexta-feira, 9, participou do Abu Dhabi Grand Slam, no Rio de Janeiro, e conquistou o 3º lugar, na categoria faixa preta, master 3, até 77kg.

“Felicidade muito grande, estou chegando agora na faixa preta, lutando contra uns caras experientes, com 10, 15 anos de faixa preta às vezes. Então essa medalha de bronze é como se fosse de ouro para mim. Minha relação com o jiu jitsu é antiga, fui faixa verde mais novo. Então poder estar vivendo tudo isso hoje depois de tanto tempo é muito gratificante”, comemora Eduardo.

Subir no pódio na sua primeira participação como faixa preta no Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro foi um marco na curta trajetória de Eduardo como lutador. No entanto, no mundo da bola o árbitro acumula alguns episódios marcantes. O principal deles envolve um dos maiores ídolos da história do futebol. Em 2012, durante um clássico entre Flamengo e Fluminense, ele expulsou o craque Ronaldinho Gaúcho, na época com a camisa rubro-negra, ainda no 1º tempo. Apesar de polêmica na época, ele garante não se arrepender da decisão.

“A gente tem que ter coragem e fazer o que tem que ser feito. Foi uma entrada dura e ele já tinha amarelo”.

A firmeza e a postura intransponível dentro de campo sempre acompanhou Eduardo ao longo de sua carreira futebolística. Características que, segundo ele, foram herdadas dos anos de jiu jitsu.

“A parte disciplinar da luta é fundamental. É necessário ter um autocontrole muito grande para ser árbitro, ter uma postura rígida e ser confiante nas tomadas de decisão. Isso tudo, sem dúvidas, o jiu jitsu me ajudou muito e me ajuda até hoje”.

O Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro acontece na Arena Carioca, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, até o próximo domingo, 11, quando serão realizadas as lutas dos faixas pretas e das faixas pretas profissionais. Neste sábado, 10, foram realizadas as disputas profissionais dos faixas roxas e marrons masculinas, e das faixas roxas feminina.