Elizeu aposta na capoeira para vencer adversário russo em seu retorno ao octógono

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Capoeira (ao centro) reforçado pelo apoio de sua equipe - Divulgação

Elizeu Capoeira retorna ao octógono neste sábado (03/06), em Las Vegas, para medir forças contra o russo Abubakar Nurmagomedov. Aos 36 anos, o brasileiro busca a segunda vitória consecutiva e, consequentemente, dar início a uma retomada na divisão dos meio-médios para correr atrás do tempo perdido, embora ele mesmo dispense a ideia de ter perdido tempo nesse ano e meio que ficou sem competir.

Capoeira (ao centro) reforçado pelo apoio de sua equipe – Divulgação

“Esse ano e meio parado foi muito importante no quesito evolução. Nunca se perde quando se tem um objetivo. Por mais que você esteja parado nas competições, acaba evoluindo de outras formas, e eu fui atrás disso, evoluir no que eu era pendente, organizar minha vida particular. Foi um tempo que eu não perdi, eu só ganhei”, enfatiza o atleta da CMSystem.

O motivo do hiato foi uma suspensão devido ao exame antidoping ter encontrado vestígios da substância proibida ostarina em seu organismo, fruto da ingestão de um suplemento contaminado, como afirma o meio-médio brasileiro. Tormenta superada, o desafio agora é colocar em prática tudo o que foi treinado no último ano e meio que ele passou praticamente internado na academia.

“Ansioso demais para lutar. Curto demais esse processo. Não é um processo fácil, pelo contrário. Ficar longe gera aquela expectativa. Nunca deixei de acreditar que logo eu estaria lá dentro de novo. Me mantive treinando igual, intensifiquei os treinos quando marcou a luta e agora é entregar meu máximo lá dentro e sair com meu braço erguido”, projeta o lutador.

Contra Abubakar Nurmagomedov, Elizeu Capoeira não esconde que o objetivo é definir ao seu melhor estilo: nocauteando. Para isso, o capoeirista, embora exalte as qualidades do russo, aponta a sua arte de origem para conquistar o objetivo no combate. Vale ressaltar que mais de 60% dos triunfos conquistados por ele foram via nocaute. São 14 vitórias das 23 utilizando este método.

“O Abubakar é um cara versátil, tem um bom jogo de distanciamento para buscar o grappling, que é o que ele gosta de fazer, é um cara que espera o momento de você atacar para fazer esse jogo. Ele não é tão agressivo, mas é um cara que sabe o que faz. Treinei muito para esse estilo de luta, vou impor meu ritmo lá dentro e vi ser um lutão. Vou colocar minha capoeira em jogo, meu estilo em jogo”, avisa.