Ministro do STF Luiz fux lidera seminário de jiu-jítsu em Brasília

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Ministro do STF é faixa-coral de jiu-jítsu - Foto: Divulgação
Ministro do STF é faixa-coral de jiu-jítsu – Foto: Divulgação

No final de novembro, o CT Osvaldo Alves, inaugurado em homenagem à lenda do jiu-jítsu no Superior Tribunal Federal, em Brasília, recebeu um seminário especial liderado pelo faixa-coral de jiu-jítsu e ministro do STF Luiz Fux.

O encontro contou com diversas técnicas e reuniu faixas-preta da Polícia Judicial dos Tribunais Superiores – sendo limitado a 20 atletas. Em declaração, Luiz Fux celebrou o momento de troca, além da memória do GM Osvaldo Alves.

“Foi um seminário para todos os policiais judiciais faixas-preta dos Tribunais Superiores, incluindo o Supremo, Tribunal Federal, STJ, Tribunal do Trabalho, Eleitoral e do Distrito Federal. Passei posições importantes que o professor Osvaldo nos ensinou, e como cada um dos presentes vêm de uma escola diferente, eles gostaram bastante da atividade”, disse o ministro, que completou:

“Passamos mais de 14 técnicas de jiu-jítsu de solo e o evento foi um sucesso. Agora, esperamos repeti-lo bimestralmente”, concluiu o faixa-coral, que treina há 50 anos.

O legado de Osvaldo Alves

Grande nome da história da arte suave, Osvaldo Alves, conhecido como a “Enciclopédia do jiu-jítsu”, faleceu em dezembro de 2022, aos 83 anos, devido a complicações de um câncer de próstata. Um dos principais precursores do esporte no Amazonas, Osvaldo estava internado há uma semana no hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio.

Nascido no dia 10 de dezembro de 1938, no Acre, mas criado no Rio de Janeiro, Osvaldo Alves iniciou na luta aos 5 anos de idade e teve uma vida dedicada ao crescimento do jiu-jítsu. Recentemente, ele estava morando em Manaus, no Amazonas, onde também ajudou a propagar o esporte.

Faixa-vermelha 9º Dan, Osvaldo Alves colecionou histórias marcantes, em especial sobre a evolução da arte suave, daí seu apelido de enciclopédia. Tendo seus primeiros passos nas artes marciais através do Judô, ele teve seu início no jiu-jítsu fazendo parte da academia Gracie, no Rio de Janeiro, por meio de um convite do Grande Mestre Carlos Gracie, que o chamou para integrar sua equipe de alunos.

A partir disso, concentrou seus esforços em aprender o melhor da técnica do jiu-jítsu e do judô. Ainda jovem, chegou a se mudar para o Japão, onde esteve por cinco anos para aperfeiçoar um jogo preciso e técnico nas duas artes marciais. No retorno ao Rio de Janeiro, Osvaldo Alves foi figura importantíssima na disseminação do jiu-jítsu da família Gracie.

Anos depois, já com uma vasta experiência no jiu-jítsu, Osvaldo Alves desenvolveu sua própria academia – batizada de Academia Osvaldo Alves – e se consolidou como uma das principais figuras da história da arte suave. Prova disso são os alunos que ajudou a formar ao longo dos últimos anos, onde é possível citar nomes como Rodrigo Minotauro, Vitor Belfort, Ronaldo Jacaré, Amaury Bitetti, Paulo Filho, Zé Mário Sperry, Carlos Gracie Junior, Bibiano Fernandes, João Roque, Fredson Paixão, Sérgio Penha, o ministro Luiz Fux, entre outros.