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Fury FC: Thiago Silva se consagra vencendo o “Pride brasileiro”

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Wanderlei entregou o cinturão para o aluno de Macaco, que logo passou a ser seu parceiro de treinos na Chute Boxe

São Paulo entrou em definitivo para o mapa do MMA mundial em 2006. Depois de ver o Demolition se firmar como o principal evento de trocação do país e receber o aguardado Super Challenge, a capital paulista ganhou um evento capaz de rivalizar com os maiores espetáculos do planeta: o Fury FC, promovido por Victor Costa, dono da fábrica de kimonos Koral. 

Realizado no Tom Brasil no dia 27 de setembro de 2006, o Fury nasceu com uma ambição declarada: replicar no Brasil o formato do Pride, a maior organização de MMA do mundo na época. “Nossa ideia era fazer um torneio de oito lutadores até 93kg em duas fases, exatamente como o Pride. Nesta primeira edição fizemos a fase inicial, mais cinco superlutas”, explicou o promotor, que realizou no dia 30 de novembro na mesma casa de shows as semifinais e a grande final do GP.

O cuidado com os detalhes impressionou até os lutadores de seis países que participaram das duas primeiras edições ficando hospedados em São Paulo num hotel 4 estrelas. “Acredito que quando você trata os lutadores como eles merecem, eles retribuem com grandes lutas”, disse Viktor Costa. A receita funcionou: 2.500 pagantes lotaram o Tom Brasil e saíram convencidos de ter assistido a algo inédito no país. O evento mereceu elogios rasgados até do campeão do Pride Wanderlei Silva. “Pride brasileiro. Essa foi a primeira impressão que tive ao entrar no evento. Fico feliz em ver promoções de alto nível no Brasil, parece que estamos entrando em um novo degrau nesse esporte”.

Com regras muito semelhantes às do Pride — três rounds de cinco minutos —, o Fury entregou exatamente o que prometeu: um palco de padrão internacional para a nova geração do MMA brasileiro. E, ao longo de suas duas edições, coroou um novo rei da categoria dos médios: Thiago Silva. Além de vários outros talentos, que venceram super lutas, e em breve estariam nos maiores eventos do mundo como Ronaldo Jacaré, Cristiano Marcello, Marco Loro, Givanildo Santana, Luis Banha e Mike Easton.

Wanderlei entregou o cinturão para o aluno de Macaco, que logo passou a ser seu parceiro de treinos na Chute Boxe

Texto e Fotos Marcelo Alonso   

O TERCEIRO SILVA DA CHUTE BOXE 

A saga do campeão começa longe dos holofotes. Vindo do interior paulista, de Ribeirão Preto, Thiago Silva desceu para a capital em busca de uma oportunidade como lutador de vale-tudo. Faixa marrom de jiu-jitsu sob Róbson Moura, da Nova União, procurou a Macaco Gold Team de Jorge Patino Macaco e, três semanas depois, já treinava MMA. Um ano e três meses depois, somava oito vitórias — sete por nocaute — e uma única derrota por finalização. Nunca havia treinado trocação na vida, mas ao chegar à Macaco Gold Team realizou o sonho de treinar também na Chute Boxe, onde lapidou as mãos ao lado dos campeões do Pride Wanderlei Silva e Maurício Shogun.

“Treinar com o Wanderlei e o Shogun melhora a autoestima. Quando olho para o meu oponente penso: esse cara é mais perigoso que o Shogun e o Wanderlei, que são os melhores? Isso faz toda a diferença”, disse Thiago na época. Aos 21 anos, ele se tornaria o novo número 1 da divisão até 93kg do Brasil — e o Fury seria o palco de sua consagração.

O GRAND PRIX, LUTA A LUTA

O torneio começou com os grapplers mostrando serviço. Danilo Motosserra (GBCT) não deu chances ao russo Denis Komkin (Russ Fighters): após cair para baixo, o brasileiro aplicou uma bela raspagem, passou a guarda e, quando Komkin tentou levantar, surpreendeu-o com uma guilhotina apertada, vencendo por finalização aos 1min59s do primeiro round.

Na sequência, entrou no ringue um dos favoritos ao título: Thiago Silva (Chute Boxe/Macaco). O experiente holandês Dave Dalgliesh mal teve tempo de mostrar seu jogo. Thiago precisou de apenas 1min05s para surpreender o europeu com uma chave de calcanhar — um aviso de que o jovem de Ribeirão Preto vinha para valer. “Eu gostaria de enfrentar o Dimitri Wanderley na próxima fase. Ele é um lutador forte, mas acho que consigo vencê-lo”, provocou o chuteboxer.

O campeão da Copa do Mundo de Jiu-Jitsu de 2003, Vitor Viana (Brasa), também teve atuação impressionante. Derrotou facilmente o parceiro de treinos de Fabricio Werdum, João Assis, por interrupção do árbitro aos 1min57s, após derrubar o adversário e alcançar a posição de montada. “Estou muito feliz com esse resultado. Agora vou passar dois meses na Holanda treinando muay thai para a fase final, em 30 de novembro”, garantiu Viana, que cumpriu a promessa à risca.

Fechando a fase inicial, o outro grande nome do torneio confirmou o favoritismo em estilo arrasador. Com apenas 21 anos e seis lutas de MMA no cartel, Dimitri Wanderley (Ataíde Jr) — que já havia nocauteado Claudio Godoi no Storm Samurai 8 e feito a melhor luta do Jungle Fight 6 contra Lyoto Machida — precisou de somente 38 segundos para nocautear o japonês Yusuke Masuda (AACC Japão) com joelhadas. Masuda ficou inconsciente e precisou de oxigênio para se recuperar.

Dimitri Wanderley abriu o gp nocauteando o japones Yusuke Masuda aos 38s, mas se contundiu e foi substituído por Claudio Godoy na semifinal

Três meses depois, o Tom Brasil recebeu a decisão do título. Na primeira semifinal, Thiago Silva viveu o clássico mais tradicional do MMA brasileiro: Chute Boxe contra BTT, diante de Cláudio Godoy, que substituiu Dimitri, que se contundiu. O lutador da BTT começou bem, trocando golpes e acertando Silva. Mas Thiago rapidamente encurralou Godoy e aplicou uma queda com um direto. Godoy se recuperou e levantou tonto. Apoiado por Rudimar e Macaco no corner, Thiago sentiu o bom momento e aplicou um novo knockdown. Em seguida, encurralou o adversário mais uma vez e finalizou com socos até a interrupção do árbitro. Nocaute no primeiro round — e a final estava assegurada.

Na outra semifinal, Danilo Motosserra impressionou a todos ao aceitar o jogo em pé e entregar um duro combate a Vitor Viana, recém-chegado de seus dois meses de muay thai na Holanda. Viana perdeu o primeiro round por pequena vantagem — Motosserra foi mais agressivo —, mas no segundo derrubou o rival e aplicou três pisões. Em seguida, passou a guarda, montou e pegou as costas, mas o gongo salvou Motosserra. No terceiro round, Viana voltou com o mesmo fôlego, derrubou novamente e castigou por cima. Os árbitros não tiveram dúvida: vitória de Viana por decisão.

A final colocou frente a frente o nocauteador da Chute Boxe e o grappler da Brasa. Thiago Silva precisou de menos de dois minutos para conquistar o cinturão. Após acertar Vitor Viana com um chute nas costelas — reclamado pelo adversário —, o atleta da Macaco/Chute Boxe definiu a luta com um novo chute, desta vez no braço de Viana, que gritou imediatamente “quebrou, quebrou”, obrigando o árbitro Carlão Barreto a interromper o combate, deixando o cinturão dos médios do Fury com Thiago Silva. Para completar a festa, o troféu foi entregue ao campeão pelas mãos do próprio Wanderlei Silva, campeão dos médios do Pride. “Foi uma vitória incontestável. Se continuar treinando duro, tenho certeza de que ainda trará muitas vitórias e títulos para o Brasil”, analisou o Cachorro Louco.

Thiago Silva venceu Vitor Viana por desistência na grande final

Depois de Wanderlei Silva (Pride) e Anderson Silva (UFC), o Fury FC coroava, enfim, outra Silva como o grande nome dos médios no Brasil. A promessa se confirmaria no ano seguinte, com Thiago chegando ao UFC 71 com nocaute relâmpago sobre James Irvin e se tornando um dos melhores pesos meio-pesados do mundo. Após quatro vitórias no UFC Thiago só seria parado por Lyoto Machida, na luta que definiu quem lutaria pelo cinturão com Rashad Evans no UFC 98 

TALENTOS PARA O UFC 

O Fury não foi palco apenas do torneio. Suas superlutas revelaram nomes que, mais tarde, brilhariam no maior palco do MMA mundial.

Ninguém representou melhor essa estirpe do que Ronaldo Jacaré. Após conquistar dois Mundiais de Jiu-Jitsu consecutivos na categoria absoluta, o atleta foi apresentado no ringue do Fury 1 como o melhor lutador de jiu-jitsu do mundo — e fez uma apresentação à altura do título. Diante do confiante lutador de sambo Alexei Prokofiev, que prometera nocauteá-lo. Jacaré simplesmente atropelou o russo. Derrubou, montou e impôs um ground and pound pesado, definindo a luta com um triângulo aos 2min30s do primeiro round. Quem viu aquela atuação não se surpreendeu com o futuro: Jacaré se tornaria campeão mundial do Strikeforce e logo chegaria ao UFC.

Outro que venceu sua super luta no Fury e chegou a lutou no Pride e depois UFC foi Cristiano Marcello. Professor de jiu-jitsu da Chute Boxe, voltou em forma aos ringues nacionais no Fury 2 e mostrou que também era força na trocação. Ciente da difícil tarefa de levar ao chão um wrestler, o faixa-preta trocou golpes com o americano David Kaplan (Lloyd Irvin) e foi amplamente superior em pé. No fim do segundo round, pegou as costas do rival após uma tentativa de queda e, mesmo com Kaplan escapando do mata-leão, encaixou um justo triângulo obrigando o oponente a batucar em desistência.

Cristiano Marcello (CB) finalizou David Kaplan (Lloyd Irvin Team) com triângulo

Luis Banha (Gibi Thai/Gracie SP) protagonizou uma das viradas mais empolgantes do Fury 2 na luta alternativa do GP. João Assis, pupilo de Fabrício Werdum, derrubou Banha e o castigou na guarda, mas o paulista levantou, derrubou Assis e puniu com socos na guarda até a interrupção de Vitor Shaolin no primeiro round um TKO. Em 2007 Banha seria levado ao UFC.

Hélio Dipp (Chute Boxe), que na época era o mais alto peso-médio do mundo com seus 1,96m, voltou ao ringue no Fury 1 depois de quase um ano afastado, desde o nocaute sofrido no Jungle Fight 5, quando quebrou a mandíbula. No clássico Chute Boxe x BTT, diante do faixa-preta Cláudio Godoy, Dipp deu uma aula de agressividade: joelhadas voadoras e chutes altos, que conquistaram a torcida paulista, enquanto Godoy buscava o clinche na maior parte do combate. Vitória por decisão unânime em uma luta que nunca foi ao chão e que devolveu Dipp ao topo da categoria.

Por fim, Marcos Loro (Nova União) protagonizou a melhor luta do Fury 1, em um duelo de gigantes contra o japonês Naoya Uematsu, veterano de 22 lutas. Consciente do perigo das chaves de pé do rival, Loro decidiu manter o combate em pé e usou seus braços mais longos para acertar duros socos e belas joelhados. Além de superior na trocação, venceu no chão com um eficiente ground and pound, derrubando Uematsu três vezes nos rounds finais. Vitória por decisão unânime em uma luta que arrancou aplausos da galera e que ficou marcada pela reverência de Uematsu ao público brasileiro, retribuída com uma calorosa salva de palmas. Loro, com seu jiu-jitsu agressiva e sua trocação afiada, também faria carreira nas maiores organizações do mundo.

No ano seguinte Viktor Costa realizaria mais três edições do Fury e um torneio até 83kg que catapultou Rousimar “Toquinho” Palhares direto para o UFC após uma impressionante sequencia de 3 finalizações, por chave de calcanhar, no 1º round.  Infelizmente o Fury durou pouco (só teve 7 edições) mas deixou um legado importantíssimo para o MMA nacional, tendo lançado mais dezenas de talentos brasileiros para os maiores eventos do mundo na época.  

Charles do Bronx explica luta com Diego Lopes e projeta disputa pelo cinturão

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Charles x Diego UFC 335

Campeão BMF do UFC, Charles Oliveira revelou detalhes dos bastidores de sua luta contra Diego Lopes e deixou claro que pretende voltar à disputa pelo cinturão dos leves. Em entrevista exclusiva no Conexão PVT, o brasileiro contou que inicialmente existiu a possibilidade de enfrentar Arman Tsarukyan, explicou por que o confronto não avançou naquele momento e projetou os próximos passos de sua carreira.

Segundo Charles, o UFC chegou a cogitar uma luta contra Tsarukyan, mas o prazo de preparação era curto, especialmente porque ele vinha de uma lesão. O brasileiro sugeriu que o duelo fosse realizado no fim do ano, mas a negociação não avançou.

Enquanto circulavam rumores sobre um possível confronto com Diego Lopes, Charles garante que ainda não havia recebido uma confirmação. A situação mudou quando seu treinador, Diego Lima, entrou em contato para avisar que Dana White poderia anunciar a luta naquele dia.

“E aí, há duas semanas atrás, eu tava aqui em casa e aí daqui a pouco, do nada, em meio a essas cogitação, o Diego pegou e me ligou e falou bem assim: ‘Ó, acho que o Dana White vai anunciar essa luta hoje’.”

O brasileiro também destacou o respeito pelo adversário, ressaltando a qualidade de Diego tanto na trocação quanto no jiu-jitsu.

“São dois caras que tem grande poder de fogo nas mãos, são dois caras que tem um jiu-jitsu completamente diferenciado”, avaliou, “Se tiver que sair na porrada, vai sair na porrada, mas só quero ir lá e vencer.”

Charles acredita que pode ser o próximo desafiante ao cinturão

Embora esteja concentrado no confronto com Diego Lopes, Charles não esconde que seu principal objetivo continua sendo reconquistar o cinturão dos leves.

Questionado sobre o cenário da divisão, especialmente diante das dúvidas envolvendo o futuro de Justin Gaethje e da presença de Arman Tsarukyan entre os principais candidatos ao título, o brasileiro afirmou que acredita ter credenciais para receber uma nova oportunidade caso vença Diego.

“Passando do Diegão agora, eu acho que o nome pesa, a história que eu tenho com ele pesa, então com certeza seria o próximo da fila a lutar pelo título”, declarou, “O Gaethje não aposentando, eu tenho a maior certeza que eu sou o próximo da fila, mas também, como acabei de falar, respeitando, sabendo que o Arman também tem a oportunidade de lutar pelo título pelo que vem sendo feito.”

 

Após vencer na estreia, Zé Delano enfrenta adversário invicto no UFC

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Ze Delano luta no dia 7 de novembro - Foto: Divulgação

Depois de vencer em sua estreia no UFC, José “Zé” Delano terá pela frente um adversário que ainda não conhece a derrota no MMA. O brasileiro da Brazilian Top Team (BTT) enfrenta Murtazali Magomedov, do Quirguistão, no dia 7 de novembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Conhecido como “The Highlight”, o rival soma 11 vitórias em 11 lutas, todas encerradas antes do limite, sendo cinco por nocaute e seis por finalização.

Ze Delano luta no dia 7 de novembro – Foto: Divulgação

Magomedov também venceu por finalização em sua primeira apresentação no UFC. Apesar do retrospecto do adversário, Delano pretende manter a postura ofensiva que caracteriza seu jogo, mas considera a paciência um fator importante para evitar erros diante de um lutador acostumado a definir os combates antes da decisão dos juízes.

“Ele é resiliente, não se entrega de forma nenhuma, mas acredito que nunca lutou com um cara que tem paciência para levar a luta pelo caminho planejado. Só lutou com pessoas que acabavam indo para o tudo ou nada, e creio que vamos fazer uma boa luta”, analisa o brasileiro.

Delano acredita que a movimentação e o controle da distância poderão ser importantes para neutralizar as investidas do quirguiz. O atleta da BTT também confia na defesa de quedas para manter o confronto nas situações em que considera ter vantagem.

“Ele tem mãos duras no striking e um bom jogo de finalização. É um lutador completo do UFC, como esperamos daqui para frente (risos). Mas eu tenho uma boa defesa de queda e sempre fico buscando a luta. Quando ele errar a distância, vai receber golpe o tempo inteiro. Creio que isso faça com que ele se afobe um pouco, e nós vamos colocar nosso ritmo”, projeta.

O brasileiro afirma que sua equipe estudou as características de Magomedov e se preparou para possíveis mudanças de estratégia durante o combate. A intenção é assumir a iniciativa, sem se precipitar na busca pelo resultado.

“Nós esperamos algo parecido com o que ele apresentou até agora e, por isso, caso seja o contrário, é algo com que também já estamos acostumados. Mas nós é que vamos imprimir o ritmo da luta. Será agressivo como sempre foi”, garante.

Além da dificuldade técnica do confronto, Delano espera lidar melhor com a pressão de competir no UFC. Embora tenha vencido sua primeira luta na organização, o brasileiro admite que o nervosismo interferiu em seu desempenho nos momentos iniciais dos rounds. Para o segundo compromisso, a preparação foi mantida, mas ele acredita que a experiência anterior poderá ajudá-lo a entrar no octógono mais tranquilo.

“Foi uma boa experiência. Saímos com a vitória, apesar de eu estar bem nervoso no início dos rounds, mas serviu para tirar aquela pressão que sempre há numa estreia. Não mudamos nada em relação à preparação. Tudo como sempre, o mesmo empenho, a mesma dedicação e a mesma vontade de chegar e dar um espetáculo”, afirma.

A segunda apresentação no UFC também será uma oportunidade para Delano dar sequência à carreira na organização. Sem estabelecer prazos para disputar posições de maior destaque, ele prefere concentrar a atenção no próximo adversário.

“Creio que agora vamos entrar mais calmos, sem a pressão da estreia. Estou me sentindo tranquilo, com uma vitória no meu cartel já dentro do maior evento do mundo, e estamos prontos para buscar a segunda. Vamos para cima!”, afirma.

Ao falar sobre os planos para o futuro, Delano adota um discurso prático. O brasileiro quer continuar competindo, conquistar estabilidade financeira com o esporte e aproveitar as oportunidades que surgirem ao longo da carreira.

“Quero fazer boas lutas e pagar minhas contas. Se eu me tornar um grande nome e famoso, será porque o Senhor Jesus quis que eu alcançasse esse lugar e confiou a mim esse local de fala. Por enquanto, meu desejo é lutar bem, pagar minhas contas e me divertir realizando sonhos!”, conclui.

Ex-UFC, Thiago Tavares vira médico e investiga danos cerebrais em lutadores

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thiago tavares no ufc

O ex-lutador do UFC Thiago Tavares trocou o octógono pelos consultórios, mas continua ligado ao mundo das lutas. Depois de construir uma carreira de nove anos na maior organização de MMA do mundo, o catarinense se formou em Medicina e hoje trabalha com atletas de esportes de combate, além de desenvolver um projeto de pesquisa sobre os possíveis danos cerebrais provocados por impactos repetidos na cabeça.

Em entrevista ao Resenha PVT, Thiago contou que decidiu estudar Medicina após encerrar sua trajetória no UFC. Aos 31 anos, voltou à sala de aula, passou por uma universidade na Argentina e concluiu a formação em Santa Catarina. Atualmente, atua na área da saúde mental, atende ex-lutadores e também trabalha como médico em eventos de MMA.

A ligação com o UFC ganhou um novo capítulo em 2025, quando Thiago voltou a participar de um evento da organização no Brasil, desta vez como médico. O reencontro com o octógono foi emocionante para quem disputou 18 lutas na organização.

Pesquisa sobre ETC e casos observados em ex-lutadores

Um dos principais assuntos da entrevista foi a encefalopatia traumática crônica (ETC), doença neurodegenerativa associada à exposição repetida a impactos na cabeça e que preocupa cada vez mais profissionais envolvidos com esportes de contato.

Thiago revelou que atende ex-atletas de organizações como UFC e Pride e relatou ter observado alterações cognitivas e sintomas psiquiátricos em alguns pacientes. Entre os casos mencionados, destacou dois lutadores sob seus cuidados que apresentam manifestações psicóticas, incluindo delírios persecutórios e, em um deles, alucinações.

O médico ressaltou a preocupação com esses quadros ao explicar seu interesse em investigar as consequências neurológicas da carreira esportiva.

A proposta envolve atletas que competiram na organização entre 2010 e 2017, utilizando avaliações cognitivas e um equipamento de eletroencefalograma com auxílio de inteligência artificial. O objetivo é investigar se essas ferramentas podem contribuir para identificar alterações relacionadas à exposição repetida a golpes na cabeça. A pesquisa ainda não apresentou resultados que permitam diagnosticar ETC em vida.

“Não existe uma dose segura de traumas na cabeça, como se fosse”, afirmou Thiago, ao explicar que a preocupação não se limita aos nocautes, mas também à repetição dos impactos ao longo dos anos de treinamento e competição.

Durante a conversa, o ex-lutador também relembrou os sacrifícios que fazia para bater peso, incluindo episódios em que perdeu a consciência na sauna, analisou possíveis causas do episódio de perda de consciência envolvendo Raoni Barcelos e comentou sua decisão de abandonar a carreira esportiva. Apesar dos riscos que hoje conhece melhor, garantiu que voltaria a lutar e defendeu que os atletas recebam mais informações sobre as consequências da profissão, além de maior valorização financeira.

Fight do Milhão: Final feminina será a luta principal do Jungle Fight 156

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Nagila e Bianca lutarão por meio milhão de reais - Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

A final feminina do Fight do Milhão será a luta principal do Jungle Fight 156, marcado para o dia 24 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Bianca Sattelmayer e Nágila Goku disputarão o título na última luta da noite. O torneio distribuirá R$ 1 milhão em premiação aos campeões das categorias feminina e masculina, com transmissão ao vivo da Globo, Sportv e Combate. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no site https://junglefc.com.br/ingressos-final-do-fight-do-milhao.

Nagila e Bianca lutarão por meio milhão de reais – Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

A escolha do confronto feminino para encerrar o evento dá protagonismo a duas atletas que chegaram à decisão com muitos méritos. De um lado, Bianca tenta ampliar uma sequência de quatro anos sem derrotas no Brasil, depois de superar um período de dificuldades. Do outro, Nágila busca o título apenas três anos depois de iniciar a carreira no MMA, modalidade na qual começou aos 29 anos, quando já ouvia que estava velha para competir.

Natural de São José dos Campos, no interior paulista, Bianca tem 30 anos e é conhecida como “Rainha do Caos”. Seu interesse pelo MMA começou aos 14 anos. A trajetória profissional, no entanto, teve um início complicado. A atleta enfrentou uma sequência de seis derrotas e passou a lidar com dificuldades psicológicas que, segundo ela, interferiam diretamente em seu desempenho quando a porta do cage se fechava.

A recuperação começou com mudanças na preparação ao lado de Ricardo Sattelmayer, seu treinador e marido. Desde 2022, Bianca não perde em competições realizadas no Brasil. Fora das competições, também trabalha como professora de Muay Thai, atividade que concilia com a rotina de treinos.

No Fight do Milhão, a paulista estreou com uma finalização por guilhotina sobre Isa Araújo, ainda no primeiro round. Na semifinal, encontrou maior resistência diante de Yasmin Guimarães e precisou dos três rounds para conquistar a vitória por decisão dividida.

Sua adversária na final, Nágila Goku, de 32 anos, nasceu no Guarujá e cresceu em Registro, também no interior de São Paulo. Antes de ingressar no MMA, já havia conquistado títulos no kickboxing e trabalhava dando aulas de Muay Thai. A mudança de modalidade, aos 29 anos, veio acompanhada de críticas pela idade e pela pouca experiência no jiu-jítsu, já que ainda era faixa-branca.

Para investir na carreira, Nágila deixou Registro e mudou-se sozinha para Paraisópolis, na capital paulista, onde passou a se dedicar a uma rotina de treinamentos voltada ao MMA. A decisão exigiu que abandonasse a estabilidade que havia construído no interior para tentar espaço em uma modalidade na qual ainda estava começando.

A trajetória de Nágila também é marcada pela ausência dos pais durante a infância. Segundo a atleta, ambos passaram longos períodos presos e não participaram de sua criação. Ela afirma que uma de suas principais motivações é construir uma história diferente da vivida pela família, buscando independência financeira por meio do esporte.

Nágila estreou no nesta edição do torneio vencendo Fabrizia Ketlnn por decisão unânime. Na semifinal, enfrentou Regiane Borges e garantiu a classificação com uma guilhotina. A finalização teve um significado particular para a atleta, que começou no MMA ouvindo questionamentos sobre sua falta de experiência no jogo de chão.

Além da decisão feminina, o Jungle Fight 156 terá a final masculina do Fight do Milhão entre Fabrício Bakai e Ernane Pimenta, na categoria até 77kg.

Para Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight, a escolha da final feminina como principal combate da noite faz parte da valorização do MMA feminino, o

“Eu sempre acreditei no potencial das mulheres no MMA, . Colocar a final feminina como luta principal de um evento desse tamanho é dar a essas atletas o espaço que elas merecem. Bianca e Nágila chegaram até aqui por mérito, venceram adversárias duríssimas e vão disputar uma premiação que pode transformar suas carreiras. O Fight do Milhão revolucionou o MMA brasileiro em parceria com a TV Globo, e nós só estamos começando”, afirmou o mandatário.

O dirigente também ressaltou a escolha do Ginásio do Ibirapuera, um dos espaços tradicionais do esporte brasileiro, para receber as decisões do torneio.

“São Paulo é a capital do MMA e o Ginásio do Ibirapuera faz parte da história do esporte nacional. Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes e ao vereador George Hato pelo apoio incondicional ao Jungle Fight e ao esporte como ferramenta de transformação social”, concluiu Wallid Ismail.

Confira abaixo o card completo do evento (sujeito a alterações):

Jungle Fight 156
Ginásio do Ibirapuera, São Paulo (SP)
Sábado, 24 de abril de 2026

52kg: Bianca Sattelmayer (SP) x Nágila Goku (SP)
77kg: Fabrício Bakai (PI) x Ernane Pimenta (RJ)
77kg: Matheus Araújo Fonseca (SP) x Rafael “Cabeça” Silva (MG)
52kg: Day Monster (RJ) x Regiane Borges (MG)
120kg: Wilian Roberto dos Santos Alves (SP) x Hugo Cunha (RJ)
61kg: Jhonatha Frazão (RJ) x Luiz “Buakaw” Paes (SC)
66kg: Manoel Aranha (PA) x Cleiton Rocha (SC)
77kg: Lucas Campos (SP) x Marcos Santana dos Santos (SC)
61kg: Queila Braga (SP) x Lorrany Miranda (RJ)
57kg: Rafael Sanson (RS) x Túlio Macena (BA)
66,5kg: Matheus Henrique da Silveira (SC) x Paulo Cezar (SP)
70kg: Matheus Moraes Lima (BA) x Diogo Pink (SP)
66kg: Lucas Schmidt (SC) x Hari Bhakti Fortes Menezes (SP)
84kg: Ulisses Silva (GO) x Felipe Alves (SP)
66kg: Augusto Machado Correia (SP) x Luis Felipe Vieira de Sousa (SP)
61kg: Victor Rodrigues Soares de Miranda (SP) x Hugo Haweroth dos Santos (SC)

LFA chega a 400 atletas contratados pelo UFC e alcança marca histórica na revelação de talentos

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O Legacy Fighting Alliance (LFA) alcançou a marca de 400 atletas contratados pelo UFC ao longo de sua história e estabeleceu um novo recorde anual em 2026. Somente neste ano, 39 lutadores que passaram pela organização chegaram à principal liga de MMA do mundo, superando os 36 registrados em 2023. Com os números, o LFA mantém a liderança entre os eventos que mais revelaram atletas para o UFC, resultado de um trabalho de formação e desenvolvimento de talentos que também tem o Brasil como um de seus principais centros de atuação.

A evolução dos números mostra o crescimento da organização nos últimos cinco anos. Em 2022, foram 27 atletas contratados pelo UFC, número que subiu para 36 no ano seguinte. Após uma redução para 22 em 2024, o LFA voltou a registrar crescimento em 2025, com 31 lutadores. Em 2026, a marca chegou a 39 ainda em outubro, estabelecendo o melhor resultado anual da história da companhia.

O Brasil tem participação nessa trajetória. Dos 39 atletas contratados neste ano, pelo menos nove são brasileiros. A lista inclui Mateus Soares, Aieza Bertolso, Marcos Degli, Guilherme Uriel, Hector Santiago, Lucas Fernando, Jefferson Nascimento, Luis Francischinelli e Douglas Lapa. Entre eles, Aieza, Degli, Lucas e Jefferson conquistaram cinturões do LFA antes de chegarem ao UFC.

Foi justamente Douglas Lapa quem levou o LFA à marca de 400 contratados. O brasileiro garantiu seu vínculo com o UFC nesta terça-feira (13), durante o último episódio da temporada de 2026 do Dana White’s Contender Series (DWCS), programa comandado por Dana White para selecionar novos talentos para a organização.

A presença brasileira entre os contratados está ligada à atuação do LFA no país, onde a organização realiza eventos que permitem aos lutadores competir diante de adversários de diferentes níveis de experiência e ganhar visibilidade internacional. Parte desses atletas chega ao UFC por contratação direta, enquanto outros passam pelo Contender Series, no qual precisam convencer os dirigentes da organização a oferecer um contrato.

Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão atribui os resultados ao trabalho de desenvolvimento de atletas e à realização de eventos no Brasil, em parceria com governos que apoiam a promoção do esporte e a criação de oportunidades para novos competidores.

“O LFA tem um papel fundamental na formação de talentos, mas nosso trabalho também está ligado ao incentivo ao esporte no Brasil. Em parceria com os governos que acreditam neste projeto, conseguimos movimentar o cenário esportivo, promover inclusão social e criar oportunidades para atletas que muitas vezes não teriam acesso a uma estrutura desse nível. Desde que chegamos ao país, temos trabalhado para recuperar o espaço do MMA brasileiro e permitir que nossos lutadores cresçam de forma orgânica, com visibilidade e reconhecimento”, afirmou Feijão.

O dirigente também considera que a presença do LFA em diferentes cidades brasileiras contribui para ampliar o alcance das iniciativas esportivas e abrir espaço para atletas que enfrentam dificuldades para construir uma carreira profissional.

“Quando realizamos um evento, existe toda uma movimentação em torno do esporte. São atletas, treinadores, equipes e profissionais envolvidos, além da oportunidade de aproximar a população das competições. O apoio dos governos parceiros é importante para que esse trabalho aconteça e alcance cada vez mais pessoas. O Brasil tem um potencial esportivo enorme, e queremos continuar contribuindo para que novos talentos tenham condições de desenvolver suas carreiras e chegar às maiores organizações do mundo”, acrescentou.

A marca de 400 contratados amplia uma lista que já inclui nomes como Alex Pereira, Alexandre Pantoja, Carlos Prates, Gabriel Bonfim e Luana Santos, todos com passagens pelo LFA antes de competirem no UFC. O resultado de 2026 também supera os registros dos quatro anos anteriores, mesmo com mais de dois meses restantes para o encerramento da temporada.

UFC Vegas 122: Alice Pereira e Brendson Ribeiro vencem; veja os resultados

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alice pereira ufc vegas

Os brasileiros Alice Pereira e Brendson Ribeiro foram os destaques nacionais do UFC Vegas 122, realizado neste sábado (10), no Meta Apex, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Em uma edição sem grandes estrelas no card, os dois representantes do Brasil conseguiram vitórias por interrupção ainda no primeiro round, enquanto outros quatro brasileiros saíram derrotados e uma terminou sua luta empatada.

Aos 20 anos, Alice Pereira conquistou sua segunda vitória consecutiva no UFC ao superar a russa Daria Zhelezniakova por nocaute técnico. A jovem brasileira, que compete na divisão dos galos, impôs seu jogo desde o início, levou a adversária ao chão e castigou com golpes no ground and pound.

Bastante machucada, Zhelezniakova não conseguiu retornar para o segundo round, decretando a vitória de Alice por interrupção médica ao final dos primeiros cinco minutos.

 

Brendson Ribeiro finaliza compatriota e também vence rapidamente

Outro brasileiro que aproveitou a oportunidade foi Brendson Ribeiro. Em um confronto nacional pela divisão dos meio-pesados, ele precisou de apenas 1min49s para finalizar Felipe Franco no primeiro round.

Brendson encaixou uma guilhotina e obrigou o compatriota a desistir, garantindo uma das finalizações de destaque da noite.

Melissa Gatto empata, e outros quatro brasileiros são derrotados

A participação brasileira também teve resultados negativos. Na abertura do evento, Melissa Gatto empatou por decisão majoritária com Ernesta Kareckaite.

No card principal, Matheus Camilo foi superado pelo inglês Jai Herbert por decisão unânime na segunda luta mais importante da noite. Ketlen Souza também perdeu por decisão unânime, diante da mexicana Loopy Godinez. Já Ismael Bonfim, que não bateu o peso da categoria, acabou nocauteado pelo argentino Francisco Prado aos 4min23s do primeiro round.

Na luta principal, o norte-americano Brendan Allen venceu o inglês Christian Leroy Duncan por finalização com um mata-leão aos 2min46s do quinto round, chegando à quarta vitória consecutiva no UFC.

Confira todos os resultados do UFC Vegas 122

Card principal

  • Brendan Allen finalizou Christian Leroy Duncan com um mata-leão aos 2min46s do 5º round.
  • Jai Herbert venceu Matheus Camilo por decisão unânime (triplo 29-28).
  • Loopy Godinez venceu Ketlen Souza por decisão unânime (triplo 29-28).
  • Andre Fili nocauteou Kai Kamaka III com um chute na cabeça aos 22 segundos do 2º round.
  • Otari Tanzilovi nocauteou Malcolm Wellmaker com um chute na cabeça aos 2min39s do 2º round.

Card preliminar

  • Julius Walker venceu Gerald Meerschaert por nocaute técnico aos 3min35s do 2º round.
  • Francisco Prado venceu Ismael Bonfim por nocaute técnico aos 4min23s do 1º round.
  • Niko Price venceu Leon Shahbazyan por nocaute técnico aos 1min58s do 1º round.
  • Brendson Ribeiro finalizou Felipe Franco com uma guilhotina aos 1min49s do 1º round.
  • Allen Frye Jr. nocauteou RJ Harris aos 2min59s do 1º round.
  • Alice Pereira venceu Daria Zhelezniakova por nocaute técnico (interrupção médica) ao final do 1º round.
  • Melissa Gatto e Ernesta Kareckaite empataram por decisão majoritária (29-27, 28-28 e 28-28).

Marinha do Brasil conquista Campeonato Brasileiro de Boxe com sete medalhas de ouro

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Equipe de boxe da Marinha do Brasil dominou a competição - Foto: Divulgação

A equipe de boxe da Marinha do Brasil conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Boxe da CBBRASIL, realizado entre os dias 10 e 12 de outubro, no Ginásio do Coliseu Boxe Center, em Suzano, São Paulo. Com nove atletas na competição, a equipe terminou com sete medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, somando 28 pontos na classificação geral.

Equipe de boxe da Marinha do Brasil dominou a competição – Foto: Divulgação

A Marinha terminou com 13 pontos de vantagem sobre o CT Carlinhos Furacão, que ficou com o vice-campeonato, com 15 pontos. A AMEES completou o pódio, com 11 pontos, seguida pela Strikings Artes Boxing, com nove, e pela Vikings, com oito. Ao todo, 17 equipes participaram da classificação, e a Marinha foi a única a ultrapassar a marca de 20 pontos.

Além do título por equipes, a Marinha recebeu os dois principais prêmios individuais da competição. Fabrício Adolpho foi eleito o melhor atleta do campeonato, enquanto Nemo Judice, head coach da equipe, recebeu o prêmio de melhor técnico.

A equipe integra o Projeto Lutando com Energia/Marinha/Emgepron, desenvolvido no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. A iniciativa conta com o apoio da Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais) e oferece aos atletas estrutura de treinamento e acompanhamento técnico voltados ao boxe de alto rendimento.

O resultado faz parte do ciclo de competições da equipe, que mantém atletas em preparação para torneios nacionais e internacionais, incluindo os Jogos Mundiais Militares de 2027, que serão realizados no Estados Unidos.

Parceria entre LBV e Jungle Fight inaugura espaços de lutas na Guarda Municipal de Niterói e no Ceasa, no Rio

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Parceria tem como objetivo utilizar as artes marciais como instrumento de transformação social - Foto: Hugo Elevaty Esportes

Dois novos espaços dedicados às artes marciais foram inaugurados na última semana no estado do Rio de Janeiro, por meio de uma parceria entre a Legião da Boa Vontade (LBV), a Super Rádio Brasil e o Jungle Fight. As iniciativas contemplam a Guarda Civil Municipal de Niterói, que recebeu um dojô na sexta-feira (9), e a Ceasa, em Irajá, na Zona Norte da capital, onde foi inaugurado, na quinta-feira (8), um centro de treinamento destinado a trabalhadores e crianças de comunidades vizinhas.

Em Niterói, a entrega dos tatames ocorreu na Cidade da Ordem Pública, no bairro do Barreto, onde funciona o Núcleo de Lutas da Guarda Municipal. O programa já conta com mais de 60 agentes inscritos e será ampliado para atender crianças em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa começou a ser articulada durante o Jungle Fight 155, realizado no início de outubro na cidade, e contou com o apoio do prefeito Rodrigo Neves.

Durante a cerimônia, Wallid Ismail defendeu a aproximação entre as forças de segurança e os moradores por meio do esporte. Para ele, a presença de crianças e adolescentes nos espaços de treinamento também pode contribuir para a construção de uma relação de confiança com os agentes.

“Hoje nós usamos as forças de segurança para prevenção, colocando tatames nos batalhões e nas guardas municipais. Quero que as crianças das comunidades olhem para vocês como ídolos, como heróis. O jiu-jítsu realmente transforma vidas e quero que transforme cada vez mais. Agradeço ao prefeito Rodrigo Neves e à LBV por essa parceria”, afirmou Wallid.

O secretário municipal de Ordem Pública, Gilson Chagas, explicou que o projeto também será direcionado à formação esportiva de jovens de famílias de baixa renda.

“Estamos iniciando um projeto de lutas voltado também para crianças. A LBV tem um papel fundamental na inclusão social e na proteção às famílias. Essa união com o Jungle Fight e a Prefeitura vai permitir que a iniciativa chegue às crianças mais pobres da nossa cidade”, disse o secretário.

Na capital fluminense, o novo Centro de Treinamento de Atividades Esportivas da Ceasa, em Irajá, foi batizado de Geração Ceasa. O espaço receberá trabalhadores do entreposto e crianças e adolescentes das comunidades próximas, sob a coordenação do sargento da Polícia Militar Thiago Karinha, faixa-preta quinto grau de jiu-jítsu.

O projeto foi viabilizado pelo presidente da Ceasa, coronel Marcelo Corbage, que já havia participado da implantação de iniciativas semelhantes em unidades da Polícia Militar, incluindo o Bope e em outros três batalhões nos quais exerceu funções de comando. A proposta segue o modelo do Geração UPP, desenvolvido desde 2009 em parceria com a LBV, que já beneficiou centenas de jovens por meio de aulas ministradas por policiais militares graduados em jiu-jítsu. Entre os participantes estão moradores de comunidades que chegaram a conquistar títulos mundiais e europeus da modalidade.

Segundo Corbage, o Geração Ceasa é o primeiro projeto esportivo da empresa em seus 52 anos de existência. A região do entorno reúne aproximadamente 450 mil moradores distribuídos por 25 comunidades, público que a administração pretende alcançar com as atividades.

“Em todas as unidades pelas quais passei, o projeto Geração estava presente. Quem toca esse trabalho é a LBV, com ações que já deram resultado. A Ceasa também tem uma responsabilidade social e, com essa união entre comerciantes, a empresa pública e os parceiros, queremos mudar a realidade de muitas crianças e adolescentes”, afirmou o coronel.

Responsável pelas atividades, Thiago Karinha explicou que o trabalho pretende alcançar também jovens que abandonaram os estudos ou estão em risco de evasão escolar. A proposta é utilizar as aulas de jiu-jítsu como ponto de partida para outras oportunidades de formação.

“Temos uma metodologia de família, de trazer os jovens que estão fora da escola e prepará-los para um futuro melhor. Acreditamos que essa parceria também poderá oferecer cursos e oportunidades de preparação para o mercado de trabalho. O jiu-jítsu é apenas uma porta de entrada”, explicou.

Além da LBV, da Super Rádio Brasil e do Jungle Fight, as iniciativas contam com a colaboração de parceiros como Boomboxe, Tintas Nacional e Instituto Chaya, que participam do apoio às ações sociais desenvolvidas pela instituição.

As duas inaugurações fazem parte da expansão dos projetos de artes marciais realizados em parceria com a LBV, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social e aproximação entre jovens, comunidades e profissionais da segurança pública.

Glover mira nova luta após Shogun, prevê nocaute de Poatan e revela susto com Raoni

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Glover venceu Shogun no Spaten Fight Night
Foto: Inovafoto/Divulgação Spaten

Glover Teixeira está animado com a possibilidade de voltar a lutar. Em entrevista exclusiva  no Conexão PVT, o ex-campeão dos meio-pesados do UFC revelou que o confronto com Maurício Shogun, no evento da Spaten, reacendeu sua motivação para competir. O mineiro também analisou o desafio de Alex Poatan Pereira contra Sergei Pavlovich e contou detalhes dos momentos de apreensão vividos após a emergência envolvendo Raoni.

Glover quer voltar a lutar após duelo com Shogun

A experiência de dividir o ringue com Shogun deixou Glover empolgado. Além de destacar o respeito pelo antigo campeão do Pride, o veterano comemorou a intensidade do combate e afirmou que já intensificou os treinamentos de olho em uma nova oportunidade.

“Eu vou treinar, já tô treinando pra caramba, essa luta me deu uma motivada”, afirmou Glover.

Questionado sobre possíveis adversários, o ex-campeão citou nomes como Alexander Gustafsson, Vitor Belfort, Junior Cigano e Popó, mas deixou claro que ainda não existe negociação concreta. Aos 46 anos, Glover descartou voltar ao UFC para enfrentar a nova geração, mas se mostrou disposto a medir forças com outros veteranos.

Sobre uma possível revanche com Gustafsson, que o derrotou no UFC em 2017, brincou: “Ah, até porque a torcida será toda minha, né?”

Glover prevê nocaute de Poatan contra Pavlovich

Ao analisar o confronto de Alex Poatan Pereira com Sergei Pavlovich, marcado para dezembro, Glover demonstrou confiança no brasileiro. Para ele, embora qualquer luta entre pesos-pesados represente um grande perigo, as características do russo favorecem o jogo de seu pupilo.

“Nocaute, nocaute. Essa luta não tem como, esses cinco rounds eu acho que não vai pro quinto round”, projetou.

Glover explicou que considera Pavlovich um adversário mais favorável estilisticamente do que Ciryl Gane, principalmente pela diferença de movimentação. Enquanto o francês utiliza mais deslocamentos e entradas e saídas rápidas, o russo costuma avançar e permanecer mais à frente do oponente.

“É uma luta mais fácil pro Poatan em termo do estilo do cara”, avaliou.

Apesar do otimismo, o treinador ressaltou a importância de Poatan controlar a distância, lutar com inteligência e respeitar o poder de nocaute do adversário. Segundo ele, o grande objetivo do brasileiro é conquistar um terceiro cinturão no UFC.

Drama de Raoni foi um dos maiores sustos da carreira

Glover relembrou também a emergência envolvendo Raoni durante a luta contra Raul Rosas Jr no UFC. Acostumado a acompanhar combates violentos ao longo de décadas no MMA, o ex-campeão admitiu que a situação foi especialmente assustadora pela maneira inesperada como aconteceu.

“Do jeito que foi ali foi estranho”, recordou.

Glover contou que acompanhou o atleta no hospital, ao lado de familiares e integrantes da equipe. Segundo ele, Raoni conseguia conversar normalmente e demonstrava lembrar dos acontecimentos da luta, embora a situação ainda exigisse cuidados e exames médicos.

O treinador evitou especular sobre a causa do episódio, explicando que não tinha informações suficientes para apresentar um diagnóstico.

Outro ponto destacado por Glover foi a postura de Laerte, pai e treinador de Raoni, que manteve a serenidade mesmo diante da preocupação de todos. Segundo o ex-campeão, Laerte chegou a tranquilizar os integrantes da equipe enquanto acompanhavam o atendimento médico.

“Ele acalmando a gente, cara. É inacreditável!”, contou Glover.

 

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