Direto de Baku, no Azerbaijão, André Dida conversou com Marcelo Alonso nesta segunda no Conexão PVT. Dida está no país para a luta do próximo sábado de seu aluno, Brunno Hulk, contra Ikram Aliskerov no UFC. O treinador falou da preparação e dos bastidores para o combate, e as expectativas para o desafio.
Dida analisou também a luta de Poatan contra Ciryl Gane, falou sobre o duelo entre Shogun e Glover Teixeira no evento da Spaten, e reforçou seu desejo de enfrentar a lenda do boxe Acelino Popó.
Neste episódio especial do Conexão PVT, recebemos o Mestre Pedro Valente para uma conversa histórica sobre os bastidores do UFC. Única pessoa a estar presente tanto no lendário UFC 1, em 1993, quanto no recente evento realizado na Casa Branca, Pedro compartilha detalhes inéditos sobre a evolução do esporte.
Descubra como a família Valente e a família Trump se aproximaram através do Jiu-Jitsu, a história centenária que liga a Casa Branca às artes marciais desde a era Roosevelt e segredos dos primórdios do Ultimate, como a ideia original de uma grade elétrica no octógono. Uma verdadeira aula de história sobre o legado da família Gracie e o impacto do Jiu-Jitsu no mundo.
Nesta edição do Conexão PVT, Marcelo Alonso conversou com Fabrício Werdum para uma análise detalhada dos últimos acontecimentos no mundo das lutas. O “Vai Cavalo” abre o jogo sobre sua recente viagem aos Estados Unidos, onde acompanhou de perto o UFC na Casa Branca e a estreia do Brasil na Copa do Mundo.
Werdum analisa as vitórias de Diego Lopes e Ruffy, mas o destaque fica para a discussão sobre as lutas de Ilia Topuria e Alex Poatan. O ex-campeão comenta sobre a estratégia de Poatan contra Cyril Gane.
Além disso, falou sobre o futuro confronto entre Glover Teixeira e Shogun no boxe, os detalhes do Kings Championship em Florianópolis e a importante campanha “Seja Homem, Denuncie” contra a violência doméstica.
Zé Mario dividindo o pódio do absoluto com Roleta e Murilo
Poucos nomes atravessaram tantas fases do jiu-jítsu e das artes marciais brasileiras quanto Zé Mário Sperry. Campeão mundial, vencedor de títulos históricos no ADCC, protagonista da era de ouro do Pride no Japão e um dos fundadores da Brazilian Top Team, o discípulo de Carlson Gracie receberá no próximo dia 26 de junho a faixa coral, graduação reservada aos faixas-pretas que completam 31 anos de faixa-preta.
Zé Mario dividindo o pódio do absoluto com Roleta e Murilo – Foto: Marcelo Alonso
A cerimônia será realizada na Academia Mario Sperry Matriz, em Porto Alegre, com a participação especial do mestre Walter Mattos. A escolha de quem amarrará a faixa na cintura tem um significado particular para Sperry.
“Vou ter a satisfação de receber a faixa coral do meu sócio e grande amigo, Walter Mattos, que foi o grande responsável pela minha transição de atleta amador para atleta profissional. Foi ele quem me incentivou a abandonar minha carreira de economista e me dedicar ao esporte”, conta.
A homenagem leva Sperry de volta a 1996, ano em que conquistou seu primeiro título mundial na faixa-preta. Segundo ele, aquela vitória abriu as portas para uma nova etapa de sua carreira, enquanto o jiu-jítsu brasileiro ampliava sua presença nos principais cenários internacionais.
“Parece que foi ontem que eu comecei a treinar. Esse momento da faixa coral me remete diretamente ao meu primeiro Mundial como faixa-preta. Foi um divisor de águas.”
Ao longo de sua carreira, Sperry tornou-se uma das figuras centrais na expansão do jiu-jítsu e do MMA brasileiro pelo mundo. Em 1998, venceu a categoria até 99 quilos e o absoluto na primeira edição do ADCC, torneio considerado a principal competição de grappling do mundo. No MMA, ajudou a abrir caminhos para uma geração de atletas brasileiros que alcançou projeção internacional nos grandes eventos do Japão e dos Estados Unidos.
Entre os feitos que marcaram sua carreira está a participação na fundação da Brazilian Top Team, equipe que revelou nomes como Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro, Ricardo Arona e Paulo Filho. Ao olhar para trás, ele acredita que o principal legado construído por sua geração está ligado aos valores transmitidos dentro e fora dos tatames.
“O maior legado das artes marciais é a busca incessante pela excelência. Tudo que merece ser feito merece ser bem feito. Sempre procurei transmitir aos atletas a importância da ética, da moral, do respeito e da dedicação máxima ao treinamento.”
O reconhecimento da faixa coral acontece em um momento em que Sperry também busca se aproximar das novas gerações. Após a cerimônia, ele cumprirá uma agenda de seminários no Sul do Brasil, com passagens por Porto Alegre e cidades da região.
Segundo o mestre, os seminários foram pensados como um espaço de troca entre gerações de praticantes.
“Quero reunir atletas que treinaram comigo há muitos anos e conhecer os mais jovens que estão chegando agora. A ideia é compartilhar técnicas, mas também experiências de vida. Tudo o que vivi no ADCC, no Pride, no treinamento de atletas e nas viagens pelo mundo pode ajudar essas pessoas a enfrentar os desafios que encontrarão dentro e fora do esporte.”
Embora reconheça as transformações que o jiu-jítsu passou desde o início de sua caminhada, Sperry acredita que alguns princípios permanecem inalterados. Por isso, quando é questionado sobre o conselho que daria para quem sonha construir uma carreira duradoura na modalidade, ele recorre a uma frase que ouviu de um de seus mestres.
“Não tenha medo de perder, mas tenha pavor de não tentar.”
A faixa coral simboliza mais de três décadas de compromisso com a arte suave. Para Sperry, porém, ela não simboliza um ponto final. Ao contrário, surge como o início de uma nova etapa.
“Quando colocar a faixa na cintura, vou entender que fiz tudo o que pude para elevar a qualidade do esporte e transmitir uma mensagem positiva para as futuras gerações. Mas também será um novo desafio. Vou precisar entender qual é a missão que Deus colocou na minha frente agora.”
Invicto no MMA, brasileiro encara Tahir Abdullaev neste sábado - Foto: Divulgação/LFA Brasil
Jefferson “Toddynho” Nascimento está prestes a viver o momento mais importante de sua carreira. Após construir uma trajetória invicta no MMA e conquistar o cinturão interino dos leves no LFA, o brasileiro fará sua aguardada estreia no UFC neste sábado (27), no Azerbaijão, diante do experiente Tahir Abdullaev, que também estreia na organização.
Invicto no MMA, brasileiro encara Tahir Abdullaev neste sábado – Foto: Divulgação/LFA Brasil
Para Toddynho, o sentimento é de realização, mas também de tranquilidade para mostrar seu potencial no maior palco do MMA mundial. “Nesse momento sinto que estou no lugar onde sempre sonhei. Sempre mentalizei esse contrato chegando e trabalhei muito para chegar aqui. Minha cabeça está muito tranquila”, afirmou o atleta da RFT.
Do outro lado do octógono estará um adversário perigoso. Abdullaev soma 19 vitórias no cartel, sendo 10 por nocaute e sete por finalização. “Ele é um oponente muito experiente e agressivo. A diferença vai ser a minha determinação lá dentro, estou muito feliz e motivado com essa contratação. Fazia tempos que eu não ficava tão animado assim para lutar.”
Com 13 vitórias em 13 lutas, o brasileiro chega embalado pela invencibilidade, mas garante que sua confiança não se apoia apenas no retrospecto perfeito. Segundo ele, a responsabilidade é entregar espetáculo e fazer aquilo que ama. “A minha responsabilidade é dar o melhor lá dentro, me divertir, dar um show e fazer o que eu amo. Eu preciso ser confiante no que eu faço, mas não por nunca ter perdido e sim por trabalhar duro diariamente.”
Lutar no Azerbaijão, em território favorável ao rival, é encarado por Toddynho como combustível extra. O brasileiro vê o desafio fora de casa como um fator motivacional e acredita que isso pode torná-lo ainda mais leve na luta. “Não vou negar que lutar fora de casa me deixa ainda mais motivado e me deixa ainda mais leve para a luta.”
Chamado em cima da hora e fora de sua categoria habitual, Jefferson deixa claro que o objetivo é impactar e marcar seu nome logo de cara. “Mesmo sendo chamado em cima da hora e fora da minha categoria, vocês podem esperar um show! Vim para fazer história e mostrar para o mundo quem é Jefferson ‘Toddynho’”, finalizou.
Bia Ferreira levou o ouro - Foto: Divulgação/World Boxing
O Brasil encerrou a etapa da China da Copa do Mundo de Boxe da World Boxing, no último domingo (21) com quatro medalhas. O principal resultado veio com Beatriz Ferreira, campeã na categoria até 65kg após vencer quatro lutas em seu retorno ao boxe olímpico. A delegação brasileira também conquistou duas medalhas de prata, com Wanderley Pereira e Luiz Oliveira, o Bolinha, além do bronze de Joel Ramos.
Bia Ferreira levou o ouro – Foto: Divulgação/World Boxing
“Primeiro campeonato nesse peso, nessa categoria nova e consegui sair campeã vencendo as quatro lutas contra meninas diferentes, que eu nunca tinha enfrentado. E eu só tenho a agradecer todo o carinho a todo mundo que acredita no meu trabalho. Sinto que estou de volta e cada vez mais forte. Só estou começando, sinto que tenho muita coisa ainda para conquistar.”
A conquista de Bia ganha ainda mais relevância por marcar sua estreia em uma nova divisão de peso. Dona de duas medalhas olímpicas e de dois títulos mundiais na categoria até 60kg, a baiana passou a competir entre as atletas de até 65kg e venceu as quatro lutas disputadas na China.
Na decisão, enfrentou a inglesa Sacha Hickey, quinta colocada no último Campeonato Mundial. Bia dominou o combate e venceu por decisão unânime, recebendo a pontuação favorável dos cinco árbitros.
Após o bronze conquistado nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a brasileira havia direcionado sua carreira exclusivamente ao boxe profissional. O retorno ao circuito olímpico faz parte do planejamento para buscar uma vaga em Los Angeles 2028, mantendo a rotina dividida entre as duas modalidades.
O calendário internacional de 2026 ainda prevê mais uma etapa da Copa do Mundo e a Superfinal da competição, marcada para novembro, no Cazaquistão.
Rafael Feijão e Renato Junqueira levam o LFA a Brasília no dia 31 de julho - Foto: Divulgação/LFA Brasil
Os números de 2026 ajudam a dimensionar a influência do Legacy Fighting Alliance (LFA) na formação de atletas para o UFC. Somente neste ano, 11 lutadores que passaram pela organização foram contratados diretamente pela principal liga de MMA do mundo. Outros 14 já tiveram presença confirmada na temporada do Dana White’s Contender Series (DWCS), torneio utilizado pelo UFC para selecionar novos talentos.
Rafael Feijão e Renato Junqueira levam o LFA a Brasília no dia 31 de julho – Foto: Divulgação/LFA Brasil
O histórico da organização também impressiona. Desde sua criação, mais de 350 atletas que competiram no LFA chegaram ao UFC, marca inédita entre os eventos de MMA ao redor do mundo. Em 2026, essa lista ganhou novos capítulos com a estreia de José Delano no octógono do UFC e a aguardada chegada de Michael Oliveira à organização, ambos após desenvolverem suas carreiras no LFA.
No Brasil, a sequência de convocações continuou nas últimas edições do evento. Campeão interino dos leves, Jefferson Nascimento defendeu o cinturão no LFA e, menos de um mês depois, recebeu o convite para integrar o elenco do UFC.
Outro nome que seguirá esse caminho é Marcos Degli. O campeão interino peso-mosca conquistou vaga na temporada de 2026 do Dana White’s Contender Series após atuar recentemente em Brasília. Os brasileiros Reginaldo Junior e Frank Silva também disputarão o programa em busca de um contrato com o UFC.
Entre os brasileiros que passaram pelo LFA antes de alcançarem destaque internacional estão Carlos Prates, Gabriel Bonfim, Luana Santos, Alex Pereira e Alexandre Pantoja, atletas que atualmente figuram entre os principais representantes do país no UFC.
Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão atribui os resultados ao trabalho contínuo realizado pela organização no desenvolvimento do MMA nacional.
“Nosso objetivo sempre foi oferecer aos atletas brasileiros uma estrutura capaz de prepará-los para competir no mais alto nível. O LFA acompanha esse desenvolvimento de perto, cria oportunidades e permite que esses lutadores cheguem ao UFC prontos para enfrentar os melhores do mundo. Ver tantos brasileiros alcançando esse espaço mostra que esse trabalho vem dando resultado”, afirmou.
Segundo Feijão, o Brasil segue como uma das principais fontes de talentos da organização.
“O LFA nasceu com a proposta de ser um evento de inclusão social e desenvolvimento dos atletas. Criamos um ambiente em que eles conseguem crescer de forma orgânica, conquistar visibilidade, ganhar reconhecimento e chegar preparados aos maiores palcos do esporte. É por isso que tantos lutadores saem daqui para o UFC e outras grandes organizações”, disse Rafael Feijão.
A próxima edição do LFA no Brasil está marcada para 31 de julho, em Brasília. O evento reunirá atletas em busca de espaço na organização e poderá apresentar novos candidatos a integrar o grupo de lutadores que utilizaram o LFA como caminho até o UFC.
Convidado do Conexão PVT desta quarta-feira, Pedro Rizzo analisou os detalhes técnicos que definiram a luta de Alex Poatan contra Ciryl Gane no UFC Freedom 250, no último domingo.
Ele explica o erro de posicionamento contra canhotos, compara o nocaute ao de Fedor Emelianenko e discute se a subida para os pesos-pesados tirou a vantagem de altura do brasileiro.
Evento reuniu praticantes das mais variadas idades - Foto: Divulgação/CBMAC
A Copa Open de Kung-Fu Barueri reuniu cerca de 1.100 atletas no último dia 21 de junho e registrou participação acima da prevista pela organização. Realizada no Ginásio José Corrêa, a competição entrou para a lista das maiores da modalidade no país.
Evento reuniu praticantes das mais variadas idades – Foto: Divulgação/CBMAC
Promovido pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu, com apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, o evento recebeu competidores de diversas cidades, representando academias, associações esportivas e projetos sociais.
Ao longo do dia, foram disputadas provas em diferentes categorias do Kung-Fu, com a participação de crianças, adolescentes, adultos, mestres e veteranos. A programação reuniu atletas em diferentes níveis de experiência, dos estreantes aos praticantes mais experientes.
Uma das marcas da competição foi a presença de jovens atendidos por projetos sociais. Para muitos deles, foi a primeira oportunidade de competir em um torneio oficial, representar suas equipes e disputar medalhas diante do público.
A estrutura montada para o evento mobilizou mais de 150 árbitros, além de coordenadores, mesários, equipes de apoio, profissionais de saúde e voluntários, permitindo a realização simultânea das disputas durante todo o dia.
A competição também reuniu professores, dirigentes, familiares e representantes de entidades esportivas, transformando o ginásio em um ponto de encontro para praticantes da modalidade.
No Conexão PVT desta terça-feira, Jorge Santiago compartilhou os bastidores da histórica vitória de seu atleta, Justin Gaethje, no UFC Freedom 250, realizado dentro da Casa Branca. Santiago relata os rígidos protocolos de segurança do Serviço Secreto e do FBI, detalha a estratégia traçada pela equipe que neutralizou Ilia Topuria, e comenta sobre o futuro de Gaethje na organização.
O treinador também aborda a situação contratual de Kamaru Usman, relembra seus tempos no Japão e opina sobre a transição de Alex Poatan para a categoria dos pesos-pesados.