Rousimar Toquinho Palhares está pronto para reencontrar André Galvão 15 anos depois da final do ADCC de 2011. Os dois brasileiros vão protagonizar a luta principal do ACBJJ 23, marcado para 13 de novembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. Em entrevista ao Conexão PVT, Toquinho contestou a pontuação daquele primeiro encontro, provocou o antigo adversário e demonstrou confiança nas regras da revanche, que permitirão golpes no corpo.
O ex-lutador do UFC não escondeu a empolgação com a oportunidade de enfrentar novamente Galvão, que o derrotou por pontos na decisão do ADCC, na Inglaterra.
“Vai ser a luta, rapaz! O mundo vai parar pra ver essa luta!”, afirmou Toquinho.
Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos
Um ano depois de realizar o primeiro Panamericano de Jiu-Jitsu na Califórnia, o presidente da CBJJ Carlos Gracie Jr. realizou a segunda edição do torneio, desta vez com a participação de 480 atletas, 300 brasileiros. Dentre eles alguns dos maiores nomes da modalidade. A vitória de Jamelão sobre Jean Jaques, a volta de Rigan Machado as competições, as impressionantes atuações de Robinho e Shaolin na faixa marrom, o excelente desempenho de Chico Melo na faixa roxa e a enorme polêmica entre os irmãos Carlson e Carlinhos na apuração dos resultados que definiram a grande campeã do evento. Se em 2026 ainda temos uma eleição onde se discute o tipo de urna (impresso x eletrônico) há exatos 30 anos, este 2º Panamericano foi marcado por uma tremenda confusão na contagem final de pontos, que definiu a grande campeã, entre Barra e Carlson. Das 71 medalhas de ouro em disputa 52 vieram para o Brasil.
Texto e Fotos Marcelo Alonso
Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos
Hoje a California é considerada a meca do Brazilian Jiu-Jitsu, mas curiosamente a primeira grande invasão do Jiu-Jitsu brasileiro por aquelas bandas aconteceu há 30 anos quando mais de 300 brasileiros disputaram nos dias 18 e 19 de agosto de 1996, em Redondo Beach, o 2o Campeonato Panamericano de Jiu-Jitsu. Dos 480 atletas inscritos no evento, 300 eram brasileiros, um contingente quatro vezes maior que o do ano passado. A quantidade de competidores foi tanta que nem mesmo a realização das lutas em três ringues, simultaneamente, deu vazão. A competição rolou das 9h às 23h, tanto no sábado como no domingo. Infelizmente, a premiação foi virtual, pois a Federação Americana, responsável pela organização do evento, não deu diplomas e, o que é pior, não encomendou o número suficiente de medalhas, deixando boa parte dos atletas brasileiros voltar para casa sem premiação.
Alguns cascas-grossas que estavam nos EUA não participaram da competição. Fábio Gurgel decidiu priorizar o treinamento para o Ultimate 11, adiando mais uma vez seu tão esperado confronto com Rigan Machado; Nino machucou a mão na última hora. Além de tudo isso, a presença de Rickson ali, do lado do ringue, tão perto, só faltando o kimono… Todos esses fatores, de certa forma, tiraram um pouco do brilho do campeonato na faixa preta. Mas, para contrabalançar, Rigan, Jean Jacques, Renato Barreto, Alexandre Paiva, Jamelão, Roleta, Gordo, Saulo, Márcio Feitosa, João Roque, Alexandre Socka, Marcos Barreto, Bebeo Duarte, Cleber Tomadinha e outras grandes feras brasileiras mostraram, pela primeira vez, ao povo americano o que é um confronto da elite do BJJ.
JAMELÃO VENCE JEAN JACQUES
Apesar de terminar em 0x0, o confronto entre Jean Jacques Machado e Eduardo Conceição, o Jamelão, foi uma das melhores lutas da competição. Jean passou três minutos atacando. Primeiro tentou passar a guarda, Jamelão defendeu; depois tentou um armlock, também impedido; e, finalmente, uma perigosa chave de pé na beira do ringue que, pela careta de Jamelão, quase afetou seus ligamentos.
Apoiado pela vaia da torcida brasileira, que ainda não admite esse golpe, Jamelão saiu, sem fugir do ringue, e passou a impor seu ritmo, iniciando uma reação impressionante. Quase passou a guarda e por pouco não pegou as costas, só não recebendo os pontos pela falta dos ganchos. Vitória incontestável de Jamelão, que foi comemorar com sua equipe. Jean foi muito aplaudido, tanto pelos americanos quanto pelos brasileiros, que reconheceram a beleza do seu jogo, sempre buscando finalizar. Na final, Jamelão cedeu o ouro a Alexandre Paiva, seu companheiro de academia.
Jamelão passou a dominar a luta e venceu o favorito Jean Jaques na decisão
Rigan Machado voltou aos tatames faturando o título de campeão absoluto. Para chegar ao ouro, o Machado passou a guarda de Roleta no primeiro minuto de luta e depois se defendeu durante 9min das raspadas do “esquijitsu”. Na segunda luta, venceu Jamelão, chegando à final com Roberto Corrêa, o Gordo, que havia derrotado, na semifinal, Saulo Ribeiro, em luta polêmica. Por ter sido seu aluno, Gordo cedeu o título a Rigan. “Os brasileiros subiram muito no meu conceito. O estilo de competição mudou muito. Quero lutar com os melhores no Brasileiro deste ano”, declarou Machado, ansioso. Não se contentando só com a prata, Gordo voltou no domingo e finalizou dois adversários no superpesado, levando o ouro.
O campeão mundial Marcos Barreto conseguiu duas raspagens e uma queda em cima de Marcelo Andrade, ficando com o ouro no galo. Alexandre Socka finalizou seu primeiro adversário com um armlock, mas perdeu na semifinal para João Roque, por 4×2, em luta polêmica. O combate estava empatado quando Socka foi para as costas de João, fora da área do ringue, já com o estrangulamento encaixado. O juiz Royler Gracie parou a luta, mas Socka não obedeceu e continuou apertando, sendo punido com a perda de dois pontos, o que provocou sua derrota. João fechou chave com seu companheiro de equipe Marco Aurélio, que finalizou seus dois adversários.
No leve, Márcio Feitosa venceu a revanche do 1o Panamericano com Bob Bass por 2×0, ganhou do técnico Cléber Luciano por 4×2 e, na final, levou vantagem na combatividade contra Renato Barreto, que também impressionou, sempre buscando a finalização. Alexandre Russo não ficou entre os três primeiros, mas também teve excelente atuação, perdendo para Barreto em confronto disputadíssimo (2×2).
Roberto Duarte, o Bebeo, foi campeão do pesado, derrotando com tranquilidade Fernando Silva na única luta da categoria. Roleta perdeu no absoluto, mas voltou no meio-pesado, vencendo Ricardo Muller e, na final, Saulo Ribeiro, em luta disputadíssima, ganhando o ouro.
SHOW DE ROBINHO E SHAOLIN NA MARROM
Na faixa marrom o maior destaque foi Vítor “Shaolin” Ribeiro que levou o ouro finalizando três adversários, entre eles Robin Gracie, irmão de Rickson, que declarou: “Gostei muito do jogo do Shaolin. Dos brasileiros, foi o que mais me impressionou”. Seu parceiro de treinos na Nova União, Robson Moura, teve atuação semelhante, finalizando a primeira luta e vencendo a final contra o campeão mundial Maurício Villardo, com larga margem de pontos, faturando o pluma.
Shaolin, grande destaque da marrom, montando em Robin Gracie
Leandro Borgo deu um basta na maré de azar que vinha lhe perseguindo desde o Mundial, quando se contundiu durante a luta final. Desta vez, teve grande atuação e levou o ouro para a Alliance. O segundo lugar ficou com Rodrigo Medeiros, que marcou sua volta aos tatames com uma vitória em cima do técnico Rafael Corrêa.
André Marola derrotou três adversários, faturando o leve. No meio-pesado, Rommel Cardoso foi o melhor e levou o ouro, fechando chave com seu companheiro de equipe Cláudio Arraes. No pesado, Fábio Toscano fechou chave com Rick Willian.
Otávio Duarte teve grande atuação, vencendo no pesadíssimo e no absoluto, passando por adversários do nível de Luís Felipe, Rommel Cardoso, Sérgio Ferrari e José Marcelo; este último ficou com a prata no absoluto.
CHICO MELO LEVA OURO COM QUIMONO DE ROYCE
“Estes caras vêm para os Estados Unidos lutar um Panamericano e não trazem kimono, é mole?” Apesar de estarrecido com o pedido do atleta da Nova União Francisco Mello, Royce Gracie, na maior das boas vontades, atendeu ao simpático cara-de-pau. Parece que o kimono do campeão deu sorte a Chico, que, recém-chegado à faixa roxa, teve a melhor atuação de sua vida. Venceu várias lutas com larga vantagem, tendo ainda conseguido a finalização mais rápida do campeonato (24s), no absoluto, em cima do forte atleta da Barra Luca Atalla, que sempre faz lutas duríssimas com ele. Na final do médio, Chico venceu Rodrigo Medeiros com uma raspagem. “Ano passado, dei uma grande alegria à minha mãe levando a prata para casa; infelizmente, este ano ela faleceu. Dedico a ela esta medalha de ouro”, declarou Chico.
A Ac. Carlson Gracie levou 13 das 30 medalhas disputadas na roxa. No galo, Marcelo Martins teve excelente atuação. Finalizou a primeira luta e venceu a segunda por 6×0, levando o ouro. No pluma, Vinícius Cruz, o Vinicinho, com um jogo solto e sempre buscando a finalização, mais uma vez levou o ouro. Sandro Santiago, mostrando grande evolução no seu Jiu-Jitsu, ficou com a prata. No pena, Leonardo Borges, Suyan Queiróz e Luiz Sérgio Barros, o trio Carlson Gracie, fechou o caixão na categoria. Na leve, Marcelo Rezende arrebentou. Venceu cinco lutas nesta que é considerada uma das mais difíceis categorias da faixa roxa. Para chegar ao ouro, teve que vencer, na final, o duríssimo Anderson Gengiva, que teve boa participação.
Anderson Leal foi outro dos grandes nomes da roxa. O atleta só conseguiu patrocínio aos 48 do segundo tempo, chegando à Califórnia um dia antes da competição. Mesmo com o fuso horário trocado, venceu sete das oito lutas que fez. No absoluto, Anderson perdeu na semifinal para Cláudio Moreno, em luta polêmica, mas no meio-pesado foi campeão. Em todas as lutas que fez, o faixa-preta de judô, quando não botava os adversários para voar com quedas espetaculares, vencia no chão com boa vantagem.
VIRADA DE VIKTOR DORIA LEVA CARLSON A LOUCURA
Viktor Doria entrou na competição com uma lesão nos ligamentos do joelho direito. Mesmo assim, passou por vários adversários, fazendo uma das melhores lutas da competição na final de sua categoria com o havaiano, campeão mundial, Egan Inowe. O havaiano começou melhor, atacando Viktor com um arm lock seguido de uma chave de pé. Nesse momento, John Machado fez um gesto comemorativo com o braço, vibrando com a vitória parcial de seu atleta. No finalzinho, quando a luta parecia definida, Viktor raspou e montou, fazendo seis pontos. Carlson não conteve a vibração e comemorou atravessando pelo meio do ringue, repetindo o gesto de John, ao melhor estilo Zagallo. Foi uma das cenas mais engraçadas do Pan. Quando a luta acabou, Viktor teve de sair do ringue carregado.
Alexandre Baraúna finalizou todas as lutas. Primeiro foi o americano Chris Schaumberg com um triângulo e, na final, o excelente atleta da Carlson, Carlos Alberto Santos, com uma americana. No superpesado, o ouro ficou com Luca Atalla, que mostrou, mais uma vez, aos gringos que tamanho não é documento, finalizando todos os gigantes com quem lutou. Fábio Leopoldo, atleta de São Paulo, ficou com a prata e também brilhou na categoria. Sérgio Cohen venceu no absoluto e foi considerado o atleta mais técnico da faixa, vencendo várias pedreiras. Na final, derrotou Cláudio Moreno, que havia ganho de Egan Inowe e Anderson Leal. Marcelo Hertz também lutou no absoluto, vencendo todas as lutas que fez. Como também lutaria no peso, no dia seguinte, deixou que Cohen, seu companheiro de equipe, lutasse a final.
CRISTOPH E LÉO SANTOS SÃO OS DESTAQUE DA FAIXA AZUL
Uma vitória por 7×0 e depois quatro finalizações seguidas deram, com muita justiça, o título de atleta mais técnico a Daniel Christoph. Os 16 anos do melhor aluno de Saporito (professor da Carlson) não foram empecilho. Daniel botava os adversários para voar, com excelentes raspagens, e depois os finalizava. Vítor Huben fez grande competição, finalizou todas as suas lutas e só perdeu na final do médio para Daniel.
Leonardo Santos foi um dos grandes destaques da faixa azul
No peso galo, o grande nome foi Ricardo Brandão, que venceu sua sexta competição seguida. Suas lutas foram caracterizadas por finalização depois de larga vantagem de pontos. Márcio Okamura e Maurício Silveira, ambos da equipe paulista, mostraram um bom Jiu-Jitsu, ficando respectivamente com a 2ª e a 3ª colocações. No pluma, André Motta, Leonardo Santos e Otávio Gonçalves fecharam chave, levando ouro, prata e bronze para a Ac. Nova União. O campeão mundial Leonardo Santos passou bem por seus adversários, mas as maiores pedreiras da categoria foram quebradas por Otávio e André, que venceu o duro Jean Pierre por combatividade. Já Otávio venceu Dudu Barros em uma luta de raspagens em que a vantagem se alternava a cada momento, terminando 8×6 para Otávio. No pena, a briga final ficou entre Brasília e Niterói. Adriano Pereira, representante de Niterói, teve excelente desempenho, vencendo Alex de Oliveira.
No meio-pesado, Rolles Gracie, filho do lendário Rolls, mostrou grande evolução no seu Jiu-Jitsu. Depois de passar por vários adversários, cruzou com o excelente americano Ammal Eastan, que havia finalizado quatro lutas, e venceu. Marcelo Couto levou a medalha de ouro no pesado, depois de finalizar quatro lutas. No absoluto, o campeão mundial Sean Alvarez destacou-se e venceu Alessandro Sacola, que ganhou cinco lutas até chegar à final.
Carlson ou Barra Gracie: afinal, quem foi a campeã?
Depois de dois dias de exaustiva competição, chegou a vez da contagem dos pontos. Foi aí que a confusão começou. Para o primeiro colocado eram dados nove pontos; para o segundo, três; e, para o terceiro, um. Como as chaves haviam sido escritas à mão, não foi nada rápido. Fim de contagem, anúncio do campeão.
De posse da ficha de resultados, Carlson analisou-a diversas vezes até chegar à conclusão de que seu aluno Alessandro Fandango, azul, vice-campeão no absoluto, fora considerado como Carlson-LA. Seu professor, Marcelo Alonso, garante que inscreveu o atleta como Carlson-RJ. Se antes estava aberta a polêmica, as coisas só tenderam a piorar.
Ao microfone, ouvia-se o nome da Ac. Carlson-RJ. Festa com os atletas levantando o mestre, até ser detectado um erro. Na verdade, a academia campeã era a Barra Gracie. Da comemoração à revolta foi um pulo, com Carlson saindo inconsolável. O erro encontrado foi o esquecimento dos pontos da segunda colocação de Roberto Corrêa, o Gordo, no absoluto. Se antes a Ac. Carlson-RJ tinha dois pontos de dianteira, ficava assim um ponto atrás.
Carlson tentou correr atrás do prejuízo, mas a verdade é que, após o encerramento da competição, ficou impossível esclarecer a polêmica. “Tenho as fichas e garanto: o Fandango entrou como Carlson-LA. O Carlson não sabe perder”, me disse o presidente da CBJJ e dono da Ac. Barra Gracie, Carlos Gracie Jr..
BONDE SINISTRO: O 1º CHOQUE CULTURAL
Desde que saíram do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro com destino a Los Angeles, no dia 10 de agosto, até o dia 24, quando retornaram, os quase cem componentes da delegação brasileira (os outros 200 estavam divididos em grupos menores) não pararam de aprontar.
No avião, tanto na ida quanto na volta, a delegação infernizou o voo da United. Ocorreram desde confusões generalizadas até casos de assédio sexual às comissárias. Nem a Polícia Federal conseguiu conter o ânimo da rapaziada. Carlinhos Gracie, chefe da comitiva, ficou de cabelos brancos e chegou a ser chamado na cabine do comandante.
Os organizadores do Pan tiveram a infeliz ideia de fazer a pesagem, sem avisar a gerência, nas dependências do Hotel Hacienda, onde a delegação estava hospedada. Resultado: quase 400 atletas reunidos e muita confusão. “Eles conseguiram me dar em um dia prejuízo maior que em seis anos à frente da gerência. Vou chamar a polícia para, às 18h, evacuar todos os 20 quartos que eles ocupam”, me disse a gerente do hotel, Linda Murray, nervosa após constatar portas e azulejos danificados. No final, Carlinhos Gracie conseguiu contornar a situação, acalmar a gerente e manter os competidores no hotel.
Um ginásio com capacidade para 3 mil pessoas parecia não ser suficiente para acomodar o público do Jiu-Jitsu. Apesar de haver espaço para todos na arquibancada, a plateia insistia em apinhar-se em volta do ringue, como no Brasil. Foi só estourar uma briga para o chefe de polícia local ir ao microfone e ameaçar interromper a competição por estar fora dos padrões de segurança americanos. Rapidamente apareceram lugares nas arquibancadas. Pelo menos até a saída dos policiais.
vista do ginásio Aviation Park onde Carlos Gracie realizou este 2º panamericano em Hermosa Beach
BOCA NO TROMBONE (Procon do Jiu-Jitsu)
Como nesta época eu cobria o evento sozinho para a Tatame, concorrente da Gracie Mag do presidente Carlos Gracie Jr., ao final destes primeiros grandes eventos organizados pela CBJJ a Tatame era vista quase que como uma espécie de “Procon do Jiu-Jitsu”. O que muitas vezes levava a cenas curiosas como uma fila de atletas ao fim deste Pan para “me fazer reclamações”. Obviamente o Jiu-Jitsu estava engatinhando. Era necessário ter um bom senso de entender isso, mas ao mesmo tempo, como veículo jornalístico a Tatame também tinha a obrigação de fiscalizar e criticar. Algo que inicialmente era visto como “torcida contra”, mas que com o tempo passou a ser entendido como uma etapa importante para evolução da modalidade. Nessa edição da Tatame, por exemplo, decidimos publicar um boxe ao final da reportagem intitulado “Boca no Trombone”, onde publicamos algumas das reclamações que consideramos pertinentes
Ulna Proença (Carlson): “É um absurdo realizar um campeonato com este calor. Com o preço de inscrição a R$ 100 por atleta, por que não mandaram ligar o ar-condicionado do ginásio?”
Breno Sivak (Rickson/Royler): “As lutas da faixa preta são sempre no final do dia. Pela primeira vez, sem nenhum cronograma e sem avisar os atletas, resolveram colocá-las na parte da manhã. Gastei R$ 2 mil para chegar aqui e perder por W.O.”
Carlson Gracie: “Cobraram R$ 70 dos atletas americanos e R$ 100 dos brasileiros, por quê? Com o dinheiro que se arrecadou nesta competição, as chaves tinham que ser feitas, no mínimo, por computador. Como sempre, houve manipulação de chave. Fui roubado na contagem final, rasuraram grosseiramente na própria folha, colocando o meu aluno do Rio, Alessandro Fandango, como sendo da minha academia de Los Angeles. Assim, a Barra Gracie ficou na frente dois pontos. Como é que se pode chegar às Olimpíadas com este tipo de atitude?”
Resultados — Categoria Adulto
Campeonato de Jiu-Jitsu
ADULTO AZUL
Categoria (peso)
1º lugar
2º lugar
3º lugar
Galo
Ricardo Brandão (Carlson-RJ)
Marcio Okomura (Equipe Paulista)
Maurício Silveira (Equipe Paulista)
Pluma
André Mota (Lewis/N. União)
Leonardo Santos (Lewis/N. União)
Otávio Gonçalves (Lewis/N. União)
Pena
Adriano Pereira (Fabricio/Luis Paulo)
Alex Oliveira (Jucão)
Gustavo Aragão (Barra Gracie)
Leve
Tiago de Freitas (Machado)
Rodrigo Palhares (Carlson-RJ)
Regis Calixto (Barra Gracie)
Médio
Daniel Christoph (Carlson-RJ)
Vital Huben (Rickson/Royler)
Marc Kompanyetes (Rickson/Royler)
Pesado
Marcelo Couto (Fabricio/Luiz Paulo)
Erick Ferlman (Rickson/Royler)
Maximiliano Araújo (Carlson-RJ)
Super pesado
Glen Barba (Machado)
Marco Vilela (Jucão)
Bruno Fornari (Carlson-RJ)
Pesadíssimo
Sean Alvarez (Monteiro)
Carth Taylor (Joe Moreira)
Robb Stroyke (Machado)
Absoluto
Sean Alvarez (Monteiro)
Alexandre Saloza (Carlson-RJ)
Claudio Godoy (Equipe Paulista)
ADULTO ROXA
Categoria (peso)
1º lugar
2º lugar
3º lugar
Galo
Marcelo Martins (Carlson-RJ)
Vinícius Gaiva (Fabricio/Luiz Paulo)
Julio Cortez (K. Gabrielson)
Pluma
Vinícius Cruz (Carlson-RJ)
Sandro Santiago (Barra Gracie)
Bruno Xavier (Carlson-LA)
Pena
Leonardo Borges (Carlson-RJ)
Suyan Queiros (Carlson-RJ)
Luiz Sérgio Barros (Carlson-LA)
Leve
Marcelo Rezende (Barra Gracie)
Anderson Eduardo (Lewis/N. União)
João Junior (Carlson-LA)
Médio
Francisco Mello (Lewis/N. União)
Rodrigo Medeiros (Rickson/Royler)
Michael Pitimar (Monteiro)
Meio pesado
Anderson Leal (Carlson-RJ)
Michel Zaffir (Barra Gracie)
Léo Leite (Rickson/Royler)
Pesado
Vitor Doria (Carlson-RJ)
Egan Inowe (Machado)
Bean (Ryckson/Royler)
Super pesado
Alexandre Baraúna (Della Riva)
Carlos Alberto Santos (Carlson-RJ)
Chris Schaum Berg (K. Gabrielson)
Pesadíssimo
Luis Carlos Atalla (Barra Gracie)
Fábio Leopoldo (Equipe Paulista)
André Luis Mendes (Casquinha)
Absoluto
Sergio Cohen (Rickson/Royler)
—
Marcelo Herz (Carlson-LA)
ADULTO MARROM
Categoria (peso)
1º lugar
2º lugar
3º lugar
Pluma
Robson Moura (Lewis/N. União)
Mauricio Villardo (Rickson/Royler)
Marcelo Rodrigues (Barra Gracie)
Pena
Vitor Ribeiro (Lewis/N. União)
Eduardo Leitão (Equipe Paulista)
Fernando Lopes (Equipe Paulista)
Leve
André Cândido (Lewis/N. União)
Luiz Felipe Neto (Fábio Santos)
Wander Braga (Jorge Pereira)
Médio
Leandro Borgo (Rickson/Royler)
Rodrigo Medeiros (Carlson-RJ)
Eduardo Lima (Barra Gracie)
Meio pesado
Rommel Cardoso (Barra Gracie)
Claudio Arraes (Barra Gracie)
Eduardo Rocha (Rickson/Royler)
Pesado
Fábio Toscano (Machado)
Rick William (Machado)
Newton Cadan (Equipe Paulista)
Pesadíssimo
Otávio Duarte (Jorge Pereira)
Luiz Felipe (Barra Gracie)
Sérgio Ferrari (Carlson-RJ)
Absoluto
Otávio Duarte (Jorge Pereira)
José Marcelo (Fabricio/Luiz Paulo)
Rommel Cardoso (Barra Gracie)
ADULTO PRETA
Categoria (peso)
1º lugar
2º lugar
3º lugar
Galo
Marcos Barreto (Monir)
Marcelo Andrade (Carlson-RJ)
—
Pluma
Vinicius Magalhães (Barra Gracie)
Alberto dos Santos (Carlson-RJ)
—
Pena
João Roque (Lewis/N. União)
—
Alexandre Correia (Barra Gracie)
Leve
Marcio Feitosa (Barra Gracie)
Renato Barreto (Rickson/Royler)
Cleber Luciano (Rickson/Royler)
Médio
Alexandre Paiva (Rickson/Royler)
Eduardo Conceição (Rickson/Royler)
Anderson Patricio (Rickson/Royler)
Meio pesado
Roberto Magalhães (Barra Gracie)
Saulo Ribeiro (Rickson/Royler)
Ricardo Muller (Rickson/Royler)
Pesado
Luis Roberto Duarte (Carlson-RJ)
Fernando Silva (Liga Cabofriense)
—
Super pesado
Roberto Corrêa (Barra Gracie)
Marcelo Martins (Equipe Paulista)
Guilherme Santos (Lewis/N. União)
Pesadíssimo
Eduardo Galvão (Barra Gracie)
Pedro Santos (Lewis/N. União)
—
Absoluto
Rigan Machado (Machado)
Roberto Corrêa (Barra Gracie)
Eduardo Conceição (Rickson/Royler)
vista do ginásio Aviation Park onde Carlos Gracie realizou este 2º panamericano em Hermosa Beach
Depois de resistir a um armlock e esta chave de pé aplicada por Jean Jaques
Jamelão passou a dominar a luta e venceu o favorito Jean Jaques na decisão
Jamelão passou a dominar a luta e venceu o favorito Jean Jaques na decisão
Jamelão passou a dominar a luta e venceu o favorito Jean Jaques na decisão
Roleta vencendo Saulo Ribeiro
Roleta vencendo Saulo Ribeiro
Roberto Gordo venceu Saulo no absoluto e abriu para o mestre Rigan na final. No super pesado Gordo levou o ouro
Wendell e Pederneiras com os grandes destaques da Nova União na Faixa azul pluma: Leonardo Santos, Andre Mota e Otávio Gonçalves
Wallid e Conan com Carlson em sua academia em LA, que virou ponto turístico dos brasileiros que vieram lutar o Pan
Shaolin, grande destaque da marrom, montando em Robin Gracie
Leonardo Santos foi um dos grandes destaques da faixa azul
Professor Otávio de Almeida, líder da equipe paulista, recebendo homenagem da CBJJ
Audiência qualificada: Rickson, Rockson, Taktarov, Belfort, Carlson e Fabio Santos
Carlson, Conan, Belfort e Wallid assistindo ao evento
O presidente da CBJJ, Carlinhos Gracie, ladeado por Rigan, John e o irmão Rilion
Carlinhos Gracie erguido por seus alunos. Ao final a Barra ficou em 1º, Carlson 2º, Nova União em 3º, Machado em 4º e Rickson/Royler 5º
Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos
Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos
Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos
Rigan Machado vingou o irmão Jean Jaque vencendo Jamelão e se sagrando campeão no absoluto
Reclamações de alguns atletas e de Carlson Gracie publicadas ao final da reportagem na revista Tatame
Liderados por Marco Aurelio, João Roque, Shaolin e Robinho, os atletas da Nova União foram destaques neste 2º Pan
Andy Murasaki e Rafael Gamba fazem uma das quartas de final do peso-médio do The Crown 2026, no dia 8 de novembro, na Pirâmide de Long Beach, na Califórnia. De um lado está o bicampeão do evento, que busca o terceiro título seguido. Do outro, o campeão mundial da faixa-marrom, que estreia na faixa-preta justamente contra ele.
*Por Vitor Freitas – VF Comunica
Essa é a luta da primeira rodada que se define mais cedo. Quem ganhar a briga para ficar por baixo nos primeiros minutos sai com uma vantagem enorme. Explico abaixo por quê.
Andy Murasaki – Foto: Ana Assis – VF Conunica
O primeiro teste de Gamba na faixa-preta
Gamba chega ao Crown depois da melhor temporada que um faixa-marrom pode ter. Em 2026, o atleta da Alliance foi campeão europeu, brasileiro e mundial no peso-médio. No Mundial, em junho, venceu as três primeiras lutas com triângulo, bateu Emerson Feitosa na final e recebeu a faixa-preta do professor Mario Reis no próprio pódio, em Long Beach. É o mesmo ginásio onde vai lutar agora.
Poucos meses depois, a primeira luta na nova graduação já é contra o dono das duas últimas coroas da categoria. Em entrevista exclusiva à VF Comunica, Gamba deixou claro que aceitou o convite sabendo disso: “Se tivesse alguém naquela chave que eu tivesse certeza de que perderia, que eu pensasse: ‘Esse cara aqui eu tenho certeza de que não ganho dele’, eu nem sairia de casa e nem aceitaria o desafio”.
Andy chega embalado e com equipe nova
Andy venceu o peso-médio do Crown em 2024 e em 2025, quando bateu Jackson Nagai por 4 a 0 na final. A temporada de 2026 foi de mudança: ele deixou a Atos, passou a defender a AOJ e, na estreia pela nova equipe, foi campeão brasileiro no peso-leve finalizando todos os adversários. No Mundial, caiu para Tarcisio Santos por vantagem.
Nas últimas semanas, subiu de peso para ganhar ritmo. Levou meio-pesado e absoluto no Houston Fall Open e, em seguida, o meio-pesado do Orange County Fall Open, com duas finalizações em duas lutas.
Onde a luta se decide
O jogo de Gamba passa muito pela guarda fechada. Os três triângulos do Mundial mostram onde ele se sente em casa: pernas trancadas na cintura, postura do adversário quebrada e o ataque à espera de um braço mal colocado. Na marrom, isso funcionou muito bem. O problema é que Andy raramente deixa o braço sobrando. Ele é um passador paciente, trabalha a postura e não tem pressa de entrar.
Só que Andy também puxa para a guarda sem problema nenhum, e fez isso no próprio Brasileiro. Se ele escolher esse caminho, quem fica por cima é Gamba, e a luta muda de figura. Gamba também tem passagem e ganha a chance de mostrar que não vive só da guarda fechada. Nesse cenário, quem precisa se defender é Andy, e o novato passa a ditar o ritmo.
Por isso vejo essa luta resolvida nos primeiros minutos, na disputa para saber quem fica por cima e quem vai para a guarda. Andy entra como favorito e tem a chance de confirmar isso logo na estreia. Para Gamba, é a oportunidade de mostrar que chegou para ficar na faixa-preta.
Quem espera o vencedor
Quem passar dessa luta enfrenta na semifinal o vencedor de Natan Chueng x Tarcisio Santos. Se for Andy, pode sair ali a revanche do Mundial. Do outro lado da chave estão Mica Galvão x Leonardo “Leleo” Souza e Uanderson Ferreira x José Steve. O campeão de cada categoria leva US$ 20 mil.
Daniel Mendes afia armas de atletas do UFC - Foto: Divulgação
AbdulRakhman Yakhyaev vive um dos melhores momentos de sua carreira. Invicto no MMA, com 11 vitórias em 11 lutas, o checheno alcançou a 13ª posição no ranking do UFC após derrotar Nikita Krylov por nocaute técnico em menos de três minutos, no dia 24 de outubro. Em 2026, foram três resultados expressivos: uma vitória por nocaute, uma por finalização e outra por TKO.
Daniel Mendes afia armas de atletas do UFC – Foto: Divulgação
A evolução também passa pelo trabalho desenvolvido na Fight Sports Deerfield Beach, nos Estados Unidos, onde Abdul chegou no início de 2026. O treinador Daniel Mendes fez questão de reconhecer a base construída anteriormente pelo técnico Eduardo Cachorrão, na Alemanha, e destacou a confiança depositada no novo trabalho.
“Sou um treinador que valoriza de verdade o trabalho de outros treinadores, sem colocar meu ego na frente. Sou grato pela confiança que ele depositou em nosso trabalho. Sabemos a qualidade que temos na Fight Sports Deerfield Beach e a metodologia que desenvolvemos com nossos atletas ao longo dos anos”, afirmou Daniel.
Para o treinador, os resultados são consequência de três fatores: a dedicação e a qualidade do próprio atleta, o scouting dos adversários e o planejamento técnico-tático realizado em parceria com Gesias Cavalcante. Daniel utiliza análise de dados para identificar os caminhos mais eficientes para a vitória.
“Essas vitórias mostram que nosso treinamento tem sido inteligente, específico e direto ao ponto, sempre voltado para um caminho mais inteligente e seguro”, explicou.
Apesar da rápida ascensão, Daniel ressalta que o planejamento precisa considerar o tempo necessário para a evolução do atleta. Segundo ele, os resultados expressivos podem antecipar propostas de confrontos mais duros, criando o desafio de equilibrar oportunidades e desenvolvimento técnico.
Abdul quer chegar ao topo
O próprio Yakhyaev mantém os pés no chão diante da entrada no top 15, mas não esconde a ambição.Ele afirmou estar satisfeito com a evolução da carreira, embora considere que ainda não alcançou nada extraordinário.
“Chegar ao top 15 do UFC é uma grande honra, mas também traz uma responsabilidade adicional. Para mim, isso é apenas o começo. Quero continuar vencendo, evoluindo e provando que pertenço ao topo”, declarou.
O checheno também destacou a importância de ser um atleta completo, capaz de decidir os combates tanto em pé quanto no chão. A variedade de resultados em 2026 reforça essa característica. E os objetivos estão definidos: Yakhyaev quer enfrentar os principais nomes da divisão e conquistar uma oportunidade pelo título.
“Não vim para o UFC apenas para ser um lutador ranqueado. Meu objetivo final é ser campeão do UFC. Estou pronto para lutar contra qualquer atleta do top 10. A maior luta da minha carreira ainda está por vir”, concluiu.
Projeto de intercâmbio pretende ampliar as oportunidades internacionais para atletas e técnicos - Foto: Divulgação
O Martial Arts Championship (MAC) dá mais um passo em seu plano de internacionalização com a participação de Filipe Herculano e Davi Chueng no Pancrase, tradicional evento japonês de MMA, no dia 8 de novembro. A iniciativa faz parte de um projeto de intercâmbio que pretende ampliar as oportunidades internacionais para atletas e técnicos, com parcerias entre eventos de diferentes países.
Projeto de intercâmbio pretende ampliar as oportunidades internacionais para atletas e técnicos – Foto: Divulgação
CEO do MAC, Sandro Leite explica que a proposta surgiu da busca por um modelo de expansão mais sustentável. Em vez de promover eventos independentes no exterior, a ideia é unir organizações em desafios internacionais realizados dentro de seus calendários regulares. O projeto ganhou identidade própria com a criação da X3 Fighting League, que prevê confrontos entre três representantes de cada evento, em um formato no qual vence a edição a organização que conquistar pelo menos duas das três lutas.
“Assim como nós, existem vários eventos ao redor do mundo com o mesmo desafio: internacionalizar com baixo risco e consistência de médio e longo prazo”, afirma Sandro.
A participação no Pancrase será um projeto-piloto parcial, sem cinturão em disputa. Herculano e Chueng representarão o MAC, o Rio de Janeiro e o Brasil diante de atletas japoneses. Segundo Sandro, a proposta vai além dos combates: busca proporcionar uma experiência internacional de alto nível e ampliar o conhecimento cultural dos participantes. A viagem também inclui visitas a locais históricos das artes marciais, como a Kodokan e o Nippon Budokan.
A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Esportes do Rio de Janeiro, liderada pelo secretário Rodrigo Scorzelli. Na parte financeira, o MAC está custeando passagens, hospedagem, transporte, alimentação e auxílio para despesas extras dos atletas.
Além do Pancrase, o MAC já tem acordo com o evento norte-americano 247 Fighting e iniciou conversas com o francês Jungle Strike. A meta de médio prazo é realizar três grandes edições nacionais do MAC e cinco desafios internacionais por temporada, totalizando oito eventos.
“Vejo esse projeto como uma grande oportunidade de crescimento pessoal e profissional para os atletas e técnicos que participarem, além de um caminho mais saudável para internacionalização da nossa marca”, conclui Sandro.
BJJ Clubes acontece nesta quinta-feira - João Baptista
Atletas de algumas das principais equipes de jiu-jitsu do país estarão reunidos nesta quinta-feira (5), na Upper Arena, no Rio de Janeiro, para o BJJ Clubes GP e Lutas Casadas 2026. O evento terá como principal atração um Grand Prix (GP) de grappling, modalidade disputada sem quimono, na categoria até 66 kg, além de confrontos em outras divisões de peso.
BJJ Clubes acontece nesta quinta-feira – João Baptista
O GP contará com oito competidores, que disputarão o título em confrontos eliminatórios. Entre os participantes estão Leo Santos, da Alliance, Yuri, da equipe Charles do Bronx/Brothers Club, RK Guimarães, da Nova União, e Henrique “Texugo do Mel”, da Pirâmide Grappling Association.
A chave também terá Gabriel “Gabika”, da Gracie Barra, contra Igor Firmino, da 617 Brazilian Jiu-Jitsu, além do confronto entre Gabriel Petersen, da Calasans BJJ, e José “Lobão”, da Renovação Fight Team (RFT). Os vencedores avançarão às fases decisivas do torneio.
Confira abaixo o card completo:
BJJ Clubes GP e Lutas Casadas 2026
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Upper Arena, Rio de Janeiro (RJ)
66 kg – Leo Santos (Alliance) x Yuri (Charles do Bronx / Brothers Club)
66 kg – RK Guimarães (Nova União) x Henrique “Texugo do Mel” (Pirâmide Grappling Association)
66 kg – Gabriel “Gabika” (Gracie Barra / Vicente Pires) x Igor Firmino (617 Brazilian Jiu-Jitsu)
66 kg – Gabriel Petersen (Calasans BJJ) x José “Lobão” (RFT / Renovação Fight Team)
63 kg – Sabrina de Sousa (Nova União) x Julia Boscher (Rio Fighters)
Semifinal GP 66 kg – Vencedor da luta 1 x Vencedor da luta 2
70 kg – Luan Lacerda (Nova União) x Claudiney “China” (RFT / Renovação Fight Team)
Semifinal GP 66 kg – Vencedor da luta 3 x Vencedor da luta 4
Categoria a confirmar – Ribas (JFC Almeida) x Erik Joabi (Charles do Bronx / Brothers Club)
Final GP 66 kg – Vencedor da primeira semifinal x Vencedor da segunda semifinal
Brasil ampliou a coleção de medalhas em 2026 - Divulgação/CBBoxe
O Brasil encerrou sua participação no Torneio Internacional de Tampere, disputado na Finlândia, com cinco medalhas, sendo uma de ouro, duas de prata e duas de bronze. O principal resultado veio com João Vitor Silva, que conquistou o título da categoria acima de 90kg ao derrotar o francês Angelo Parentaud por nocaute técnico ainda no primeiro round. Além de subir ao lugar mais alto do pódio, o brasileiro foi eleito o melhor atleta da competição.
Brasil ampliou a coleção de medalhas em 2026 – Divulgação/CBBoxe
A vitória de João Vitor aconteceu na manhã de domingo (1º), no ginásio Pyynikki, no combate que encerrou a programação de finais. O brasileiro levou a melhor sobre o adversário francês até a interrupção da luta pelo árbitro central, que decretou o nocaute técnico e confirmou a conquista do título.
O Brasil também disputou outras duas finais, ambas encerradas com medalhas de prata. Na categoria até 60kg, Victoria Barbosa enfrentou a irlandesa Kellie Harrington, bicampeã olímpica nos Jogos de Tóquio-2020 e Paris-2024. A europeia venceu por decisão unânime dos juízes, com placar de 5 a 0, deixando a brasileira com o vice-campeonato.
Na divisão masculina até 70kg, Thauan Lima também ficou com a prata após enfrentar o holandês Finn Bos. O confronto foi decidido pelos juízes ao término dos rounds regulamentares, com vitória do europeu por unanimidade, também por 5 a 0.
As outras duas medalhas brasileiras vieram com Ana Lívia, na categoria feminina até 54kg, e Ruan Santos, na divisão masculina até 65kg. Ambos chegaram ao pódio com o bronze, completando as cinco conquistas da delegação nacional no torneio realizado em Tampere.
Renato Moicano foi derrotado pelo australiano Tom Nolan por nocaute técnico na luta principal do UFC Vegas 123, realizado neste sábado (31), em Las Vegas, nos Estados Unidos. O combate terminou aos 1min28s do terceiro round, mas ficou marcado por uma intervenção controversa do árbitro Dan Miragliotta no segundo assalto, quando o brasileiro dominava as costas do adversário no chão.
Moicano começou a luta apostando em sua experiência e na superioridade no grappling. No primeiro round, conseguiu levar Nolan ao solo, conquistar as costas e controlar o australiano, buscando oportunidades para encaixar o mata-leão. Apesar do domínio, não encontrou espaço para finalizar.
No segundo assalto, Nolan passou a oferecer mais perigo na trocação, mas Moicano voltou a conseguir a queda e novamente assumiu as costas do adversário. O brasileiro estabeleceu o controle, enquanto o australiano se defendia das tentativas de finalização. Foi nesse momento que aconteceu o lance mais discutido da noite.
Mesmo com Moicano controlando as costas de Nolan, Dan Miragliotta decidiu interromper a ação no chão e determinar que os lutadores voltassem a lutar em pé, quando faltava aproximadamente um minuto para o encerramento do segundo round.
A decisão surpreendeu porque o brasileiro mantinha uma posição dominante, enquanto Nolan ainda não havia conseguido escapar do controle. Embora o árbitro tenha autoridade para reiniciar o combate diante da falta de atividade, a aplicação desse critério naquela situação provocou questionamentos.
A mudança favoreceu imediatamente o australiano. Com a luta novamente em pé, Nolan encontrou espaço para utilizar sua envergadura e acertou uma joelhada contundente, que abalou Moicano. Na sequência, pressionou com golpes e cotoveladas, chegando perto de conseguir o nocaute antes do intervalo.
O australiano voltou para o terceiro assalto mantendo a pressão dos momentos finais do round anterior. Moicano tentou recorrer novamente à luta agarrada para recuperar o controle, mas Nolan conseguiu inverter a posição durante a ação no chão e terminou por cima. Com o brasileiro em situação defensiva, Nolan iniciou uma sequência de socos e cotoveladas no ground and pound. Diante dos golpes e da dificuldade de reação de Moicano, Miragliotta interrompeu o combate aos 1min28s, decretando a vitória do australiano por nocaute técnico.
Entre os demais brasileiros que participaram do UFC Vegas 123, Luana Santos venceu Yana Santos por decisão unânime, enquanto Rodrigo Sezinando superou Theodor Berggren por nocaute técnico após interrupção médica. Já Talita Alencar perdeu para Piera Rodriguez por decisão unânime, e Tainara Lisboa foi derrotada por Lucia Szabová por nocaute técnico no terceiro round.
Resultados completos do UFC Vegas 123
Card principal
Tom Nolan venceu Renato Moicano por nocaute técnico (socos e cotoveladas) aos 1min28s do 3º round.
Jacobe Smith venceu Randy Brown por decisão unânime (triplo 30-26).
Cody Durden venceu Ode’ Osbourne por decisão unânime (triplo 29-28).
Luana Santos venceu Yana Santos por decisão unânime (triplo 29-28).
Jean-Paul Lebosnoyani venceu Farman Hasanov por nocaute técnico (interrupção médica) aos 2min11s do 3º round.
Card preliminar
Dakota Hope venceu Francis Marshall por decisão dividida (28-29, 29-28, 29-28).
Rodrigo Sezinando venceu Theodor Berggren por nocaute técnico (interrupção médica) ao final do 2º round.
Julian Erosa venceu Jeong Yeong Lee por nocaute aos 1min31s do 1º round.
Zachary Reese venceu Mickey Gall por decisão unânime (triplo 29-27).
Joe Kropschot finalizou Nick Klein com um triângulo de braço invertido aos 1min25s do 3º round.
Piera Rodriguez venceu Talita Alencar por decisão unânime (triplo 30-27).
Lucia Szabová venceu Tainara Lisboa por nocaute técnico aos 3min20s do 3º round.
O treinador Cristian Nogueira, líder da Vale Top Team, está confiante em uma vitória de Carlos Prates sobre Michael Morales na disputa pelo cinturão interino dos meio-médios do UFC. Em entrevista no Conexão PVT, o técnico projetou um nocaute no segundo round e revelou detalhes da estratégia que sua equipe vinha preparando para enfrentar Islam Makhachev, campeão linear da categoria.
A mudança de adversário surpreendeu a equipe de Prates, que já trabalhava em um planejamento específico para enfrentar o russo. Apesar disso, Cristian acredita que o confronto com Morales representa uma oportunidade importante para o brasileiro conquistar seu primeiro cinturão no Ultimate.
“Foi uma surpresa assim, porque, pô, já tava tudo certo”, contou o treinador.
Segundo Cristian, a principal mudança na preparação de Prates será a ênfase na movimentação e na trocação. Enquanto o plano contra Makhachev priorizava as defesas de quedas e as maneiras de retornar à luta em pé, diante de Morales a equipe pretende explorar a explosividade do equatoriano para criar oportunidades de contra-ataque.
“Eu penso que ali pro final do segundo round, meio do segundo round, a gente vai acabar com ele”, afirmou.
Embora o foco agora esteja em Morales, Cristian revelou que a equipe já havia desenvolvido um plano detalhado para enfrentar Islam Makhachev. A ideia não era simplesmente impedir as quedas do campeão, mas encontrar maneiras de se levantar rapidamente e castigá-lo na trocação.
Mesmo considerando Makhachev um adversário mais difícil que Morales, o técnico mantém a confiança de que Prates poderá conquistar primeiro o título interino e depois disputar o cinturão linear.
“Nós vamos trazer o interino, 6, 7 meses depois vocês podem ter certeza que vamos buscar esse… O cinturão linear”, projetou.
Durante a entrevista ao Conexão PVT, Cristian também falou sobre a parceria entre Vale Top Team e Fighting Nerds na preparação de Carlos Prates, relembrou sua relação de pai e filho com o lutador, explicou como foi desenvolvido seu estilo agressivo e comentou a ascensão de Marcos Tailandês no UFC, além da trajetória de sua esposa, Kalindra Faria, e de sua filha, Kaylane Faria, no MMA.
Um dos fundadores da Alliance e campeão mundial de jiu-jitsu, Alexandre “Gigi” Paiva conversou com Marcelo Alonso no Resenha PVT, e relembrou histórias marcantes de sua trajetória. Entre os assuntos, o professor falou sobre os treinos com Rickson Gracie, a formação de Fernando Tererê, a passagem de Cauã Reymond pelos tatames e a construção de uma das equipes mais vitoriosas do esporte.
Uma das histórias mais curiosas envolve Rickson Gracie. Gigi contou que ele e Fábio Gurgel procuraram Rickson para intensificar os treinamentos, mas receberam um conselho inesperado: continuar representando seu professor, Romero Jacaré Cavalcanti, e construir o próprio caminho. Embora tenha ficado frustrado inicialmente, Gigi reconhece hoje a importância daquela orientação. “O cara tava coberto de razão”, afirmou.
Gigi também relembrou a superioridade técnica de Rickson nos treinos. Segundo ele, o faixa-preta chegou a passar duas horas enfrentando dezenas de atletas de alto nível, finalizando cada um duas vezes antes de trocar de adversário. “Ele tava sempre uma, duas posições na frente de você”, destacou.
Outro momento especial foi a história de Fernando Tererê, levado à academia por Otávio Ratinho quando ainda era um garoto que tomava conta de carros em Ipanema. Impressionado com o talento do jovem, Gigi passou a ajudá-lo e chegou a recebê-lo em casa durante a preparação para o Mundial de 1996. Para o professor, Tererê se tornou muito mais do que um campeão, abrindo portas para jovens de comunidades que passaram a enxergar no jiu-jitsu uma oportunidade de vida.
A entrevista também trouxe lembranças de Cauã Reymond, que treinou com Gigi antes de alcançar a fama como ator. O professor contou que Cauã era um competidor talentoso, mas precisava proteger o rosto durante os treinos por causa dos trabalhos como modelo. “Ele era bom competindo também”, elogiou.
Sobre a Alliance, Gigi relembrou a formação da equipe ao lado de nomes como Fábio Gurgel e Romero Jacaré, além das dificuldades enfrentadas após a saída de integrantes importantes. Para ele, o segredo da longevidade competitiva está na capacidade de renovar gerações e formar novos campeões.
Atualmente vivendo em Idaho, nos Estados Unidos, Gigi administra duas academias com seu filho, reunindo aproximadamente 500 alunos, segundo sua estimativa. Mesmo longe do Brasil, segue dedicado à formação de atletas e à expansão do jiu-jitsu.