Home Blog

Carlos Prates x Michael Morales: UFC anuncia disputa de cinturão interino

0

O brasileiro Carlos Prates está a uma vitória de conquistar um título inédito para o país no UFC. A organização anunciou neste sábado (24), durante a transmissão do UFC 333, que o paulista enfrentará o equatoriano Michael Morales pelo cinturão interino dos meio-médios (até 77 kg). O confronto será realizado no dia 30 de janeiro de 2027, no UFC 336, em Toronto, no Canadá.

A disputa foi definida após a indisponibilidade de Islam Makhachev, atual campeão linear da categoria, para competir em janeiro. Com isso, o Ultimate decidiu colocar o cinturão interino em jogo entre dois dos principais nomes da divisão.

Aos 33 anos, Prates ocupa a primeira posição no ranking dos meio-médios e terá sua primeira oportunidade de disputar um título no UFC. Caso vença, será o primeiro brasileiro a conquistar um cinturão da categoria na história da organização, incluindo os títulos interinos.

Em oito apresentações no octógono, Prates conquistou sete vitórias, todas por nocaute, e sofreu apenas uma derrota, por decisão dos jurados, diante de Ian Machado Garry. O brasileiro chega à disputa de cinturão embalado por três triunfos consecutivos, incluindo nocautes sobre os ex-campeões Leon Edwards e Jack Della Maddalena.

Do outro lado estará um adversário que também atravessa excelente fase. Aos 27 anos, Michael Morales chega à primeira disputa de cinturão de sua carreira com um cartel perfeito de 19 vitórias em 19 combates profissionais. O equatoriano ocupa a terceira posição no ranking dos meio-médios e venceu todas as sete lutas que disputou no UFC, cinco delas por nocaute. Entre seus resultados mais expressivos estão as vitórias sobre Gilbert Durinho e Sean Brady, que o colocaram definitivamente entre os principais candidatos ao título.

UFC 336 terá duas disputas de cinturão

Além do confronto entre Carlos Prates e Michael Morales, o UFC 336 terá outra disputa de título.

O campeão dos pesos-moscas, Joshua Van, colocará seu cinturão em jogo contra Manel Kape na luta principal do evento.

UFC 336 — 30 de janeiro de 2027

Local: Toronto, Canadá

Lutas anunciadas:

  • Peso-mosca: Joshua Van (campeão) x Manel Kape — cinturão linear
  • Peso-meio-médio: Carlos Prates x Michael Morales — cinturão interino

O restante do card ainda será divulgado pelo UFC.

Jungle Fight 156 consagra Nágila Goku e Fabrício Bakai como campeões do Fight do Milhão 2026

0
Fight do Milhão 2026 chegou ao fim neste sábado - Foto: Rei Fight

Nágila Goku e Fabrício Bakai são os novos campeões do Fight do Milhão. Os dois conquistaram os cinturões da temporada 2026 no Jungle Fight 156, realizado neste sábado (24), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e dividiram R$ 1 milhão em premiação. Na luta principal, Nágila superou Bianca Sattelmayer por nocaute técnico, após uma interrupção médica antes do quinto round, e ficou com o título peso-palha (até 52 kg). Na decisão masculina, pela categoria dos meio-médios (até 77 kg), Bakai venceu Ernane Pimenta no segundo round, depois que o adversário sofreu uma lesão no joelho e não conseguiu continuar.

Fight do Milhão 2026 chegou ao fim neste sábado – Foto: Rei Fight

Nágila Goku, a Rainha da Selva

A final feminina foi bastante movimentada. Nágila e Bianca entraram na Arena Jungle dispostas a trocar golpes desde os primeiros segundos, sem dar muito espaço para a adversária respirar. Bianca começou buscando a iniciativa, conectou golpes em pé e conseguiu levar a disputa para o chão, onde tentou trabalhar por cima. Nágila resistiu à pressão e, ainda no primeiro round, passou a encontrar o rosto da rival com maior frequência. Antes do intervalo, conseguiu uma queda e chegou a ameaçar uma guilhotina, enquanto Bianca já apresentava um corte no rosto.

O segundo round manteve a intensidade, mas Nágila começou a levar vantagem na trocação. A paulista passou a acertar golpes mais limpos e encontrou espaço para atacar de frente, enquanto Bianca respondia sempre que conseguia encurtar a distância. As duas continuaram trocando golpes no terceiro assalto, embora em um ritmo menos acelerado. Nágila soube administrar melhor a distância e chegou ao último intervalo com vantagem na quantidade de golpes conectados.

Bianca voltou para o quarto round tentando mudar o rumo do combate. Conseguiu uma queda, pressionou a adversária contra a grade e buscou controlar a luta no corpo a corpo. Nágila, porém, escapou das tentativas de domínio e voltou a trabalhar em pé. Foi quando encontrou sua melhor sequência na luta, acertando uma série de golpes no rosto de Bianca, que permaneceu de pé e tentou responder mesmo bastante castigada.

Ao fim do quarto round, o rosto de Bianca mostrava as consequências dos golpes recebidos. Durante o intervalo, o médico do Jungle Fight entrou na Arena Jungle para avaliar os ferimentos e decidiu que ela não tinha condições de disputar os cinco minutos restantes. Nágila foi declarada vencedora por nocaute técnico, conquistando o cinturão de Rainha da Selva, chegando à oitava vitória em nove lutas profissionais e garantindo meio milhão de reais.

Fabrício Bakai, o Rei da Selva

Na decisão masculina, Fabrício Bakai assumiu o controle desde o primeiro round diante de Ernane Pimenta. Depois de um início com poucos golpes, o piauiense conseguiu segurar um chute do adversário e levá-lo ao chão. Ernane tentou se levantar, mas Bakai aproveitou o movimento para alcançar suas costas e passou boa parte do assalto procurando espaço para encaixar um estrangulamento. Sem conseguir finalizar, soltou golpes por trás e manteve a pressão, enquanto o paraense já apresentava um sangramento no nariz.

A disputa foi interrompida brevemente nos segundos finais do primeiro round, quando o árbitro advertiu Bakai por golpes na nuca e determinou que os atletas voltassem a lutar em pé. No segundo assalto, o piauiense retomou a estratégia e avançou sobre a perna direita de Ernane junto à grade. O adversário conseguiu defender a primeira tentativa, mas Bakai alcançou novamente suas costas e tentou estabelecer o controle com as pernas.

Durante a movimentação, Ernane perdeu o equilíbrio e sofreu uma lesão no joelho direito. O paraense caiu gritando de dor, obrigando o árbitro a interromper imediatamente o combate. Sem condições de continuar, viu Bakai ser declarado campeão por nocaute técnico. A vitória garantiu a Bakai o cinturão de Rei da Selva e o prêmio de meio milhão de reais.

Presidente e fundador do Jungle Fight, Wallid Ismail comemorou os resultados e ressaltou a disputa feminina, que encerrou a programação. O dirigente também atribuiu à deputada estadual Regina Nunes o incentivo para que todas as etapas do GP feminino fossem realizadas em São Paulo.

“Quero parabenizar a Nágila Goku e o Fabrício Bakai. São dois guerreiros que batalharam muito para chegar até aqui e agora vão poder mudar a vida de suas famílias com esse prêmio. A final feminina foi uma verdadeira guerra, com duas atletas que deram tudo dentro da Arena Jungle. Tenho muito orgulho de ver o MMA feminino nesse nível. E quero dar os créditos à deputada Regina Nunes, nossa madrinha do MMA feminino, que fez questão de trazer todas as etapas desse GP para São Paulo e apoiou o projeto desde o começo”, afirmou Wallid.

Pelo segundo ano consecutivo, a capital paulista recebeu as finais do Fight do Milhão.

“São Paulo é a capital do MMA brasileiro, e a vibração do público no Ginásio do Ibirapuera mostrou isso mais uma vez. Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes e ao vereador George Hato, que trabalham incansavelmente para utilizar o esporte como instrumento de transformação social. Com esse apoio, conseguimos dar oportunidades aos lutadores, abrir espaço para novos talentos e levar o esporte a crianças e jovens de projetos sociais. É um trabalho que chega às famílias e faz diferença na vida de muita gente”, declarou.

A deputada estadual Regina Nunes também comemorou a realização do evento e chamou a atenção para as ações sociais desenvolvidas paralelamente às lutas. Madrinha do MMA feminino no Jungle Fight, ela acompanhou a temporada que terminou com a conquista de Nágila Goku.

“Estou muito feliz pelo sucesso do evento, tenho orgulho de ser madrinha do Jungle Fight no MMA feminino. Além de promover o esporte e revelar grandes talentos, oessa parceria também mostra a força da solidariedade, com arrecadação de ração para os animais e doação de alimentos para a LBV. É a união do esporte com as ações sociais, transformando a energia da luta em oportunidades para ajudar quem mais precisa. Quando esporte e solidariedade caminham juntos, todos saem vencedores”, afirmou a deputada.

O Jungle Fight 156 arrecadou mais de cinco toneladas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social e mais de uma tonelada de ração destinada a cães e gatos de abrigos. A campanha foi realizada em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Legião da Boa Vontade (LBV). Desde o início da colaboração entre o evento e a instituição, aproximadamente 15 toneladas de alimentos já foram arrecadadas.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 156
São Paulo (SP)
24 de outubro de 2026

Nágila Goku venceu Bianca Sattelmayer por nocaute técnico aos 5min do R4
Fabrício Bakai venceu Ernane Pimenta após desistência aos 30s do R2
Rafael Cabeça venceu Matheus Araújo por nocaute a 1min42s do R1
Regiane Borges venceu Day Monster por decisão unânime (29-27, 29-26 e 29-26)
Hugo Cunha venceu Wilian Roberto por finalização aos 2min17s do R2
Cleiton Rocha venceu Manoel Aranha por nocaute aos 2min11s do R1
Marcos Dinamite venceu Lucas Karateca por nocaute técnico aos 4min40s do R2
Lorrany Santos venceu Queila Braga por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28)
Túlio Macena venceu Rafael Sanson por decisão unânime (29-27, 30-27 e 30-27)
Diego dos Anjos venceu Matheus da Silveira por nocaute técnico a 1min03s do R1
Matheus Lima venceu Diogo Pink por nocaute aos 2min44s do R3
Hari Menezes venceu Lucas Schmidt por finalização aos 3min16s do R1
Ulisses Silva venceu Felipe Alves por finalização aos 41s do R1
Luis Felipe Vieira venceu Augusto Machado por finalização a 1min23s do R2

UFC 333: Volkanovski nocauteia Evloev, Yan vence trilogia

0
volkanovski

O UFC 333, realizado neste sábado (24), na Etihad Arena, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, terminou com duas defesas de cinturão e uma marca histórica. Na luta principal, Alexander Volkanovski nocauteou Movsar Evloev no segundo round, impôs a primeira derrota da carreira ao russo e ultrapassou José Aldo em número de vitórias em disputas de título dos pesos-penas. Na penúltima luta, Petr Yan superou Merab Dvalishvili por decisão unânime e manteve o cinturão dos galos.

O Brasil também teve motivos para comemorar. Iasmin Lucindo venceu Nicolle Caliari em um duelo entre brasileiras, enquanto Daniel Willycat superou Bolaji Oki.

Volkanovski nocauteia Evloev e supera José Aldo

Alexander Volkanovski mostrou mais uma vez por que é considerado um dos maiores pesos-penas da história do UFC. Aos 38 anos, o australiano defendeu seu cinturão ao derrotar Movsar Evloev por nocaute técnico aos 4min54s do segundo round.

O russo chegou ao confronto invicto e conseguiu oferecer resistência ao campeão, especialmente no primeiro assalto. No entanto, Volkanovski encontrou o momento decisivo na segunda parcial. Um golpe de direita atingiu Evloev, que recuou e acabou pressionado pela sequência ofensiva do australiano. Volkanovski acompanhou o adversário e continuou golpeando até a interrupção do árbitro.

Além de acabar com a invencibilidade do desafiante, o campeão alcançou um feito expressivo: ultrapassou José Aldo em número de vitórias em lutas pelo cinturão dos penas do UFC, reforçando seu lugar entre os maiores nomes da categoria.

Petr Yan vence Merab Dvalishvili e fecha trilogia com cinturão

Na segunda luta mais importante da noite, Petr Yan e Merab Dvalishvili protagonizaram mais um confronto equilibrado, encerrando a trilogia entre os rivais.

O georgiano começou impondo pressão e buscando quedas constantemente, dificultando as ações ofensivas do campeão nos dois primeiros rounds. A partir do terceiro assalto, porém, Yan conseguiu mudar o cenário. O russo passou a encontrar mais espaço na trocação, conectou golpes importantes na linha de cintura e aumentou seu volume ofensivo. Yan manteve o bom desempenho nos rounds finais e convenceu os três jurados, que marcaram 48 a 47 a seu favor.

Brasileiros vencem duas lutas no UFC 333

O Brasil terminou o UFC 333 com duas vitórias e uma derrota, considerando o confronto direto entre Iasmin Lucindo e Nicolle Caliari.

Na primeira luta da noite, Iasmin Lucindo derrotou Nicolle Caliari por decisão unânime, com triplo 30 a 27, em duelo válido pelo peso-palha feminino.

Lucindo controlou boa parte do combate com seu jogo de solo. Ainda no primeiro round, abriu um corte no rosto da adversária com uma cotovelada giratória. Nos assaltos seguintes, manteve a superioridade no grappling e confirmou sua segunda vitória consecutiva no UFC.

Outro brasileiro a comemorar foi Daniel Willycat, que superou o belga Bolaji Oki por decisão unânime, com triplo 29 a 28. O confronto entre os pesos-penas foi equilibrado durante os três rounds. Oki apresentou golpes potentes, mas o maior volume ofensivo do brasileiro fez a diferença na avaliação dos jurados.

 

Resultados completos do UFC 333

Card principal

  • Alexander Volkanovski venceu Movsar Evloev por nocaute técnico aos 4min54s do 2º round — cinturão dos pesos-penas.
  • Petr Yan venceu Merab Dvalishvili por decisão unânime (48-47, 48-47, 48-47) — cinturão dos pesos-galos.
  • Lone’er Kavanagh venceu Ramazan Temirov por nocaute técnico aos 4min28s do 1º round.
  • Alexander Volkov venceu Rizvan Kuniev por decisão unânime (29-28, 30-27, 30-27).
  • Aaron Pico venceu Losene Keita por nocaute técnico a 1min14s do 1º round.

Card preliminar

  • Dominick Reyes venceu Azamat Murzakanov por nocaute aos 2min40s do 1º round.
  • Abdul Rakhman Yakhyaev venceu Nikita Krylov por nocaute técnico aos 2min38s do 1º round.
  • Abus Magomedov venceu Cam Rowston por finalização (guilhotina) a 1min44s do 1º round.
  • Grant Dawson venceu Nurullo Aliev por decisão unânime (29-27, 29-27, 29-27).
  • Colby Thicknesse venceu Asaf Chopurov por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28).
  • Abubakar Vagaev venceu Jacob Malkoun por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28).
  • Daniel Willycat (Daniel Santos) venceu Bolaji Oki por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28).
  • Kody Steele venceu Noah Gugnon por nocaute aos 3min54s do 1º round.
  • Iasmin Lucindo venceu Nicolle Caliari por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27).

Meca 2: Wanderlei, Anderson, Ninja e Assuério atropelam em Curitiba

0
Depois de lutar duas vezes no UFC e tres no Pride Wanderlei voltou a lutar para sua torcida

A equipe Chute Boxe dominou completamente a segunda edição do Meca World Vale-Tudo, realizada no dia 13 de agosto de 2000, no Ginásio do Circulo Militar, em Curitiba. As feras de Rudimar estiveram presentes em seis das sete lutas realizadas no evento, vencendo em cinco delas. Na luta principal da noite, o ídolo local Wanderlei Silva, presenteou os quase dois mil presentes com um espetacular nocaute em cima do americano Todd Medina. Anderson Silva, Murilo Ninja, Silvio Urutum e  Marcelo Santos completaram a noite vitoriosa da Chute Boxe.

Texto e fotos: Marcelo Alonso

Depois de lutar duas vezes no UFC e tres no Pride Wanderlei voltou a lutar para sua torcida

Três meses depois do sucesso da primeira edição, Rudimar Fedrigo e Jorge Guimarães realizaram a Segunda edição do Meca World Vale-Tudo com transmissão ao vivo pelo Sportv. Desta vez além de Anderson, Nilsão e Ninja, a equipe Chute Boxe veio reforçada por Wanderlei Silva, que já havia feitos duas lutas no UFC e três no Pride. Para enfrentá-lo Joinha e Rudimar trouxeram o americano aluno de Carlson Gracie Todd Medina, que havia acabado de tatuar no peito dois buldogues (simbolos da equipe do mestre).

WANDERLEI APLACA NERVOSISIMO EM 39s

Mesmo já tendo 14 lutas e 12 vitórias no currículo, sendo três delas no Pride, Wanderlei fez questão de atender ao pedido do mestre Rudimar para fazer a luta principal de seu evento, voltando a lutar para os seus fãs de Curitiba. Antes de entrar para fazer a luta principal, porém, Wanderlei me confidenciou: “Lutar em casa é fogo. Há muito tempo que não fico tão nervoso antes de uma luta”. Para azar do americano Todd Medina, o nervosismo de Wanderlei foi convertido em agressividade, e que agressividade!!! Em exatos 38 segundos, Medina já estava no chão recebendo oxigênio dos médicos graças a uma daquelas violentas séries de socos e chutes desferidas pelo brasileiro, que saiu do ringue erguido por sua torcida. Sete meses após esta vitória Wanderlei conquistaria o cinturão do Pride atropelando Sakuraba em 1min38 no Pride 12 e iniciando o reinado mais dominante da história do evento japones que foi realizado entre 1997 e 2007.

A VOLTA POR CIMA DE ANDERSON SILVA 

Três meses após o revés para Luis Azeredo (Godói e Macaco) no Meca 1, Anderson Silva deu um show para a torcida curitibana, só precisando de 1min07s para derrubar o representante do Jiu-Jitsu José Barreto (Glendha Jiu-Jitsu – Paranaguá), com um belo chute na cabeça seguido de chutes e socos que obrigaram o arbitro Pedro Rizzo a interromper a luta. Depois de vencer Claudinor Fontinele na 4o edição do Meca em Dezembro de 2000, Anderson conquistaria seu primeiro cinturão internacional vencendo Hayato Sakurai no Japão em augosto de 2001, finalmente conseguindo deixar seu emprego no McDonalds para se dedicar só aos treinos. Em Junho de 2002 Anderson estrearia no Pride (21) com uma vitória consagradora por nocaute sobre o americano Alex Stiebling, apelidado de Brazilian Killa, após enfileirar seis lutadores brasileiros. 

Três meses após a derrota para Luiz Azeredo Anderson Silva voltou ao meca contra Jose Barreto

NINJA NOCAUTEIA FENÔMENO DA BUDOKAN 

Depois de finalizer o aluno de Macaco Adriano Verdelli na 1o edição, Murilo Ninja teve outro teste de fogo no solo contra o mais tecnico aluno de João Ricardo (Budokan), Israel Albuquerque. E no duelo entre Luta-Livre (Budokan) e Muay Thai (Chute Boxe) a equipe curitibana se saiu melhor. 

Sabendo do excelente jogo em pé de Ninja, Israel tratou de levá-lo para o chão, mas caiu por baixo tentando uma kimura bem defendida pelo faixa roxa de Jiu-Jitsu, que ficou de pé para socá-lo, mas sendo prontamente atacado com uma chave de joelho. Ninja escapou e, quando ia começar a bater, foi novamente surpreendido, desta vez com uma chave de calcanhar. Mais uma vez o representante da Chute Boxe defendeu, caindo montado no atleta da Budokan, que imediatamente bateu. “Foi muito azar. O meu ombro saiu do lugar no meio da luta e eu fui obrigado a pedir para parar”, explicou Israel, pedindo uma chance ao matchmaker do Pride, Koichi Kawasaki, convidado especial do evento, enquanto Ninja aproveitava o microfone de “Joinha” (Sportv) para desafiar o campeão japonês da categoria, Hayato Sakurai, que havia vencido recentemente, em luta dura, Luisinho Azeredo (foi levado ao Japão após vencer Anderson no Meca1).

 

Ninja testou sua faixa roxa de Jiu-Jitsu contra um dos mais tecnico da Luta Livre carioca (Budokan), Israel Albuquerque

ASSUÉRIO VENCE E FICA NA CHUTE BOXE 


Depois de vencer uma série de eventos no Nordeste, Assuério Silva foi convidado por Rudimar Fedrigo para participar do Meca 2 e já veio de mala e cuia. Sabendo que a equipe estava carente de um peso pesado o “Demonio Nordestino” sabia que se tivesse uma vitória maiuscula teria tudo pra conquistar a vaga. Dito e Feito.  Assuério já começou a luta partindo para cima do aluno de Marcelo Ribas Rodrigo Mamute de 128kg. Apoiado pela torcida o gurducho contra-atacou com um cinematográfico double-leg, arremessando os seus 102kg no chão com facilidade. O público imediatamente respondeu: “Mamute! Mamute!”. No chão, Assuério, que treinou Jiu-Jitsu um bom tempo com o faixa preta “Buda”, mostrou malandragem raspando rápido o pesado oponente e chamando-o para a luta em pé. Na troca de golpes, Mamute mais uma vez quase cai vítima de uma incrível seqüência de chutes e socos, mas conseguiu clinchar a tempo derrubando mais uma vez o nordestino. Com uma raspagem, Assuério voltou em pé e, aproveitando o cansaço do oponente, levou-o à lona com um direto na ponta do queixo em 4min28s. Mamute saiu do ringue ovacionado pelo público, que passou um bom tempo gritando seu nome. Apesar do apoio do publico, foi Assuério que conquistou a vaga, já saindo do ginásio para a academia de Sergio Cunha, onde passou a morar. Depois de lutar e vencer em mais duas edições do Meca, Assuério estrearia no Japão como peso pesado da Chute Boxe no Pride 15, finalizando o irmão de Overeem com uma chave de calcanhar. Ele voltaria a lutar na edição 16, quando inclusive protagonizou o episódio que inicio a rivalidade entre BTT e Chute Boxe.

Assuério veio de Natal para vencer Rodrigo Silva e passou a integrar a Chute Boxe



ANGELO ARAUJO SURPREENDE NILSON CASTRO 

A nova revelação da Chute Boxe, “Marcelão” abriu a noite fazendo uma luta duríssima contra o representante da Luta-Livre paulista, José Francisco Neto (BVT). Quem pensou que em São Paulo não havia Luta-Livre se impressionou com a atuação dos alunos de Fábio Duarte. Francisco fazia uma excelente luta até ser surpreendido por uma série de joelhadas, caindo nocauteado aos 3min40s do 2º round.

Outra revelação da Luta-Livre paulista foi Alexandre Gomes, que estreiou contra a pedreira “Urutum” (Chute Boxe). Urutum, que perdeu para The Pedro no IVC, dominou a luta em pé, passando a maior parte da luta batendo de dentro da guarda do incansável paulista e venceu por decisão unânime.

Na verdade, o único representante da nova geração da Chute Boxe que não saiu com a vitória foi Nílson de Castro, que perdeu por pontos, após 20 minutos de luta e mais cinco de prorrogação, para o excelente Ângelo (Glendha) Araujo. Nílson começou melhor e, com seu jogo extremamente agressivo em pé, chegou a dar a impressão que a luta não duraria muito. Nada disto. Passados os minutos iniciais, a tranqüilidade e o melhor chão de Ângelo passaram a fazer a diferença levando os juizes a uma decisão unânime. Depois das vitórias no Meca1 e 2 Angelo voltaria a surpreender um favorito (Claudio Godoy) na 3o edição do evento. Após uma bela atuação no IVC Venezuela onde venceu tres lutas na mesma noite e só perdeu a final por exaustão para o americano Alex Stiebling, Araujo conquistaria uma vaga na BTT, onde passou a ser um dos principais sparrings de Minotauro, chegando a enfrentar o irmão de Fedor no evento japones Inoki Bombaye.   

ACB JJ 23 terá Toquinho x Galvão, Gastelum x Rodolfo e Edson Barbosa

0
acb jj

A Farmasi Arena, palco de tantas edições do UFC no Rio de Janeiro, sediará no próximo dia 13 de novembro a 23ª edição do ACBJJ. O cartaz do evento russo foi divulgado ontem com vários grandes nomes do Grappling e do UFC.

Na luta principal, Rousimar Toquinho enfrenta André Galvão numa revanche da grande final até 88kg do ADCC de 2011, quando Galvão venceu por 9×4 em Londres. Desta vez, eles lutarão na divisão até 100Kg e nas regras do Batle Jiu-Jitsu (onde tapas e socos no corpo são permitidos).

Na luta Co-principal os pesos-médios do UFC, Kelvin Gastelum e Rodolfo Vieira, se enfrentarão na divisão até 88kg nas regras do grappling. Outra grande estrela do UFC neste card, ainda não anunciado oficialmente, será Edson Barbosa, que segundo apurações do PVT retornará de sua aposentadoria no UFC 330 em agosto, enfrentando um lutador russo.

acb jj

REVANCHE DO ADCC VALENDO SOCO

A luta principal entre Galvão e Toquinho tem um apelo muito grande no berço do Jiu-Jitsu Gracie, tendo em vista o que estes dois representam para a modalidade. Toquinho sempre foi considerado como o maior heelhooker da história do Jiu-Jitsu (o proprio Valter Walker já o apontou como grande referência). Ele competiu no UFC nas categorias peso-médio e peso-meio-médio entre 2008 e 2013, onde fez 12 lutas e conseguiu oito vitórias (cinco por heelhook). Quando acabou sendo demitido por segurar mais do que devia a posição, acabou passando a ter dificuldades para conseguir oponentes para super lutas de grappling.

Galvão, por sua vez, é considerado um dos maiores competidores da história do jiu-jitsu brasileiro. Cinco vezes campeão mundial e seis vezes vencedor do ADCC, ele também teve uma breve passagem pelo MMA, acumulando um cartel de 5 vitórias e 2 derrotas, antes de voltar seu foco para o treinamento e a liderança da equipe Atos Jiu-Jitsu. Um confronto de ambos, 15 anos depois da histórica final do ADCC de Londres, agora ainda valendo golpes no corpo.

“O Batle Jiu-Jitsu permite soco, chute no corpo (só não vale bater na cabeça). E os rounds são definidos pelo sistema de 10×9 levando sempre em conta tres critérios: Contundência, dominio da luta e agressividade”, explicou ao PVT o promotor do evento e ex-lutador do UFC Davi Ramos. Segundo Davi, a luta entre Gastelum e Rodoldo será nas regras do grappling.

DUELO DE VETERANOS DO UFC

Nascido no Rio de Janeiro e tendo conquistado 5 titulos em mundiais e um no ADCC, Rodolfo Vieira é outro grande idolo da modalidade que deve atrair o publico na luta contra Kelvin Gastelum. O americano, que já disputou o cinturão interino dos pesos-médios do UFC, enfrentou alguns dos maiores nomes da organização ao longo de sua carreira no MMA e também é bastante popular no Brasil. Mesmo não estando em seus melhores momentos no UFC, o classico Jiu-Jitsu Vs Wrestling, entre Rodolfo e Gastelum, certamente vai atrair o interesse dos fãs tanto do JJ quanto do MMA.

Virna Jandiroba quer finalizar Tatiana Suarez e enfrentar Mackenzie

0

Virna Jandiroba não pretende fugir do jogo de chão contra Tatiana Suarez, uma das principais wrestlers do peso-palha do UFC. Em entrevista no Conexão PVT, a lutadora revelou que pretende buscar a finalização no confronto marcado para 7 de novembro, em Las Vegas, e deixou claro seu objetivo: conquistar uma nova oportunidade de disputar o cinturão contra Mackenzie Dern.

“Eu vou buscar finalização, né? Eu acho que é isso, sobretudo. Mas não dispenso, quem sabe, num nocaute e etc. Mas certamente eu vou buscar uma finalização. E eu acho que o, o jogo de chão vai acontecer. Eu não vou evitá-lo, afirmou.

Virna revela estudo antigo de Tatiana e conselhos de Demian Maia

O confronto entre Virna e Tatiana já esteve próximo de acontecer em outras duas oportunidades. Por isso, a brasileira explicou que sua preparação para enfrentar a americana começou muito antes do atual camp.

“Eu acho que a gente conseguiu destrinchar bastante ali, estudar a Tatiana bastante no decorrer de todos esses camps que eu tenho feito”, contou.

Uma das peças importantes desse processo foi Demian Maia. A brasileira revelou que conversou com ele sobre o confronto durante uma preparação anterior, quando recebeu orientações para lidar com o estilo da adversária.

“Em outro momento, no meu último camp pra essa luta, eu fui lá e nós conversamos e ele me deu algumas dicas. O Demian é especialista nisso. Então tô bem aconselhada.”

A brasileira considera possível que a americana adote uma postura mais conservadora no solo, evitando determinadas progressões para não oferecer oportunidades de finalização.

“Eu acho que ela vai apostar no jogo dela sim, talvez não progredindo tanto, tentando não progredir, tentando amarrar mais, né?”, avaliou.

Virna quer revanche com Mackenzie Dern pelo cinturão do UFC

Além da preparação para Tatiana, Virna deixou claro que continua pensando em uma nova disputa de cinturão contra Mackenzie Dern. As duas se enfrentaram em outubro de 2025, no UFC 321, quando Mackenzie conquistou o título vago do peso-palha por decisão unânime dos juízes. Desde então, Dern defendeu o cinturão com vitória sobre Gillian Robertson, em agosto de 2026.

“Ah, eu gostaria de uma revanche imediata. Mas obviamente que eu sei que existem muitos fatores e que não depende só de mim. Mas é isso, gostaria de ter uma nova chance sim pelo cinturão. Então eu acho que, saindo dessa luta, eu só preciso de uma semana pra descansar. E eu tô pronta pra lutar de novo em janeiro, em fevereiro, sem problema nenhum”.

Jungle Fight 156: Fight do Milhão decide R$ 1 milhão em prêmios neste sábado com transmissão ao vivo da Globo

0
Fight do Milhão 2026 será decidido neste sábado - Foto: Rei Fight

O Fight do Milhão conhecerá seus dois campeões neste sábado (24), com transmissão ao vivo da TV Globo, logo após o programa Altas Horas. As finais feminina e masculina serão as principais atrações do Jungle Fight 156, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e distribuirão R$ 1 milhão em premiação, sendo meio milhão para cada vencedor. O Sportv e o Combate exibem o evento na íntegra, a partir das 20h, no horário de Brasília. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no link https://junglefc.com.br/ingressos-final-do-fight-do-milhao/.

Fight do Milhão 2026 será decidido neste sábado – Foto: Rei Fight

A luta principal da noite será a decisão feminina entre as paulistas Bianca Sattelmayer e Nágila Goku, pela categoria peso-palha (até 52 kg). O confronto será uma revanche de 2022, quando as duas se enfrentaram em uma luta de kickboxing com luvas de MMA. Na ocasião, Nágila venceu por decisão unânime, após três rounds de três minutos. Quatro anos depois, elas voltam a se encontrar, desta vez sob as regras do MMA e com meio milhão de reais em disputa.

Aos 30 anos, Bianca chega à final depois de superar uma sequência negativa no início da carreira. Natural de São José dos Campos, a lutadora conhecida como “Rainha do Caos” enfrentou dificuldades psicológicas que prejudicavam seu desempenho durante os combates. Com mudanças na preparação ao lado do marido e treinador Ricardo, conseguiu se recuperar e dar a volta por cima. No Fight do Milhão, finalizou Isa Araújo com uma guilhotina no primeiro round e, na semifinal, venceu Yasmin Guimarães por decisão dividida.

Sua adversária, Nágila Goku, de 32 anos, começou no MMA aos 29, quando já tinha experiência no kickboxing, mas ainda era faixa-branca no jiu-jítsu. Nascida no Guarujá e criada em Registro, no interior paulista, deixou a cidade onde trabalhava como professora de Muay Thai e mudou-se sozinha para Paraisópolis, na capital, em busca de melhores condições de treinamento. A atleta também cresceu afastada dos pais, que passaram longos períodos presos, e encontrou no esporte uma possibilidade de construir uma vida diferente. Na competição, venceu Fabrizia Ketlnn por decisão unânime e garantiu a vaga na final ao finalizar Regiane Borges com uma guilhotina.

Na final masculina, pela categoria dos meio-médios (até 77 kg), o paraense radicado em Niterói, no Rio, Ernane Pimenta enfrenta o piauiense Fabrício Bakai. Atual campeão da categoria no Jungle Fight, Ernane, de 28 anos, cresceu em Icoaraci, distrito de Belém, e começou no jiu-jítsu por influência do irmão mais velho, que o ajudou a se afastar das influências do crime. Antes de viver exclusivamente do MMA, trabalhava durante o dia fazendo entregas de açaí e em uma lanchonete, enquanto à noite atuava como segurança. No Fight do Milhão, estreou vencendo Edglebson Monteiro por nocaute técnico no segundo round e garantiu vaga na final ao derrotar Guilherme Silva no primeiro round da semifinal.

Do outro lado estará Fabrício Bakai, de 38 anos, que deixou Teresina, no Piauí, e viajou durante três dias de ônibus até Varginha, em Minas Gerais, com apenas R$ 300 no bolso. Sem ter onde morar, passou um mês alojado em um clube sem água encanada ou energia elétrica, tomando banho na piscina gelada durante o inverno mineiro. Para pagar as despesas e continuar treinando, começou a trabalhar como barman em um restaurante da cidade. No torneio, venceu Martin Farley por decisão unânime e, na semifinal, nocauteou Matheus The Monster no último segundo do primeiro round.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail atribui à parceria com a TV Globo a possibilidade de oferecer a maior premiação da históriam do MMA brasileiro. Para ele, o torneio também permite que atletas que enfrentaram dificuldades financeiras tenham condições de investir na carreira e melhorar a vida de suas famílias.

“O Fight do Milhão revolucionou o MMA brasileiro com a maior premiação que já vimos no cenário nacional. Quero agradecer à TV Globo por acreditar nesse projeto e tornar tudo isso possível. Estamos falando de lutadores que trabalharam em dois empregos e enfrentaram muitas dificuldades para chegar até aqui. Agora, dois deles vão receber meio milhão cada e terão a oportunidade de mudar a própria vida e a de suas famílias. É por isso que lutamos para fazer o Jungle Fight crescer, e estamos apenas começando”, declarou Wallid.

Pelo segundo ano consecutivo, São Paulo recebe as finais do Fight do Milhão. A expectativa da organização é repetir a presença de público da edição anterior e lotar novamente o Ginásio do Ibirapuera. Para assistir às lutas, o público deverá apresentar o ingresso gratuito, retirado pelo site oficial, e entregar 1 kg de alimento não perecível na entrada. A arrecadação será destinada a famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de uma parceria entre o Jungle Fight, a Prefeitura de São Paulo e a Legião da Boa Vontade (LBV).

A programação da semana também incluiu atividades voltadas à formação de novos atletas. Crianças atendidas por projetos sociais tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura do evento e treinar dentro da Arena no Jungle Social. A organização ainda promoveu dois dias de Eliminatórias Jungle, seletiva que oferece a competidores em início de carreira a possibilidade de conquistar contratos para lutar no maior evento de MMA da América Latina.

Wallid também agradeceu o apoio de São Paulo para a realização do evento e às atividades sociais desenvolvidas durante a semana.

“São Paulo é a capital do MMA e, pelo segundo ano seguido, recebe as finais do Fight do Milhão. Nossa expectativa é ver o Ibirapuera lotado novamente. Quero parabenizar e agradecer ao prefeito Ricardo Nunes e ao vereador George Hato, que trabalham incansavelmente para utilizar o esporte como instrumento de transformação social. Com esse apoio, conseguimos realizar um evento desse tamanho, abrir oportunidades para novos lutadores e receber crianças de projetos sociais que sonham em seguir esse caminho. É um trabalho que beneficia os atletas, suas famílias e a população’, afirmou.

O vereador George Hato também ressaltou o alcance do Jungle Fight no incentivo à prática esportiva, especialmente entre crianças e jovens de comunidades. Para ele, a realização do evento em São Paulo amplia as oportunidades para quem busca uma carreira no MMA e aproxima os projetos sociais do esporte profissional.

“O Jungle Fight abre portas para jovens que encontram no esporte uma oportunidade de construir um futuro melhor. Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes pelo apoio e pelo compromisso com iniciativas que levam o esporte à população. Investir no esporte é investir em educação, saúde, inclusão social e oportunidades para quem mais precisa. São Paulo tem mostrado a importância desse trabalho, e o Jungle Fight faz parte desse esforço”, afirmou George Hato.

Confira abaixo o card completo:

Jungle fight 156 – Finais do Fight do Milhão
Ginásio do Ibirapuera, São Paulo (SP)
Sábado, 24 de outubro de 2026

52kg: Bianca Sattelmayer (SP) x Nágila Goku (SP)
77kg: Fabrício Bakai (PI) x Ernane Pimenta (RJ)
77kg: Matheus Araújo Fonseca (SP) x Rafael “Cabeça” Silva (MG)
52kg: Day Monster (RJ) x Regiane Borges (MG)
105kg: Wilian Roberto dos Santos Alves (SP) x Hugo Cunha (RJ)
66kg: Manoel Aranha (PA) x Cleiton Rocha (SC)
77kg: Lucas Campos (SP) x Marcos Santana dos Santos (SC)
61kg: Queila Braga (SP) x Lorrany Miranda (RJ)
57kg: Rafael Sanson (RS) x Túlio Macena (BA)
66,5kg: Matheus Henrique da Silveira (SC) x Paulo Cezar (SP)
70kg: Matheus Moraes Lima (BA) x Diogo Pink (SP)
66kg: Lucas Schmidt (SC) x Hari Bhakti Fortes Menezes (SP)
84kg: Ulisses Silva (GO) x Felipe Alves (SP)
66kg: Augusto Machado Correia (SP) x Luis Felipe Vieira de Sousa (SP)

Glover: “Quem diria que o imigrante deportado um dia tomaria café com Donald Trump?”

0
Glover Trump

Glover Teixeira participou do Conexão PVT na semana passada e, entre os assuntos abordados, falou sobre sua biografia “Breaking the Rules”, que será lançada em novembro nos EUA. Escrita pelo jornalista Guilherme Cruz, a obra vai abordar toda a trajetória do ex-campeão do UFC.

45 DIAS ATÉ A FRONTEIRA

A saga de Glover começa em 1999, aos 19 anos, quando, sem perspectiva na pequena Sobrália, no interior de Minas Gerais, repetiu a trajetória de centenas de outros jovens de sua cidade que buscavam o sonho americano. Com a ajuda de coiotes mexicanos, fez uma travessia de cerca de 45 dias, passando pela Colômbia, Guatemala e México. Ficou oito dias em Tijuana esperando a neblina cobrir o deserto e cruzou a pé, de madrugada, até San Diego. Depois foi para Danbury, Connecticut, onde passou a trabalhar na construção civil e no paisagismo. Em 2001, Teixeira começou a treinar na academia de Chuck Liddell e logo passou a ser um de seus principais sparrings, estreando em fevereiro de 2002 (PFC, na Califórnia). No mesmo ano, Glover se apaixonou pela americana Ingrid Peterson e se casou.

Após a derrota na estreia, o brasileiro passou a treinar mais e venceu sete de oito lutas. Mas, quando já entrava no radar do UFC, com o empurrão do amigo Liddell, sua documentação ilegal foi descoberta e ele foi deportado em 2007. Proibido de voltar aos EUA e longe da esposa, Glover ficou no Brasil por quatro anos, lutando em eventos pequenos e aguardando o “waiver” (perdão do governo americano). Nesse intervalo, emendou dez vitórias seguidas no Brasil.

Glover Trump

CARTA MUDA A HISTÓRIA

Angustiada com a separação forçada e sem perspectiva de ter o marido de volta, Ingrid resolveu escrever uma carta ao então deputado Chris Murphy, que se sensibilizou com o relato da cidadã americana. O casal já havia gasto cerca de US$ 8.500 com advogados, sem sucesso, ao longo de quatro anos. O relato emocionado de Ingrid — que contou ter chorado muito enquanto escrevia a carta — comoveu o político, que conseguiu agilizar o processo. No dia 23 de dezembro de 2011, aniversário da própria Ingrid, Glover recebeu o perdão e seu green card, estreando no octógono em maio de 2012.

Nove anos e 21 lutas depois, Teixeira conquistaria o cinturão dos meio-pesados do maior evento do mundo, aos 42 anos. Depois de se aposentar, aos 43, Glover passou a treinar Alex Poatan e teve participação direta na conquista do compatriota nos cinturões do UFC em duas divisões (médios e meio-pesados). E foi como head coach de Poatan que, três anos após sua aposentadoria, o imigrante brasileiro outrora deportado teve a chance de fechar o arco narrativo de sua história no Salão Oval da Casa Branca, tirando uma foto com Donald Trump.

“Quem diria que o imigrante deportado um dia conquistaria o cinturão do UFC e ainda tomaria um café com Donald Trump?”, disse Glover no Conexão PVT. Glover traz estas e muitas outras histórias curiosas de sua trajetória em “Breaking the Rules”, cuja versão em inglês será lançada no dia 8 de dezembro nos EUA e já está disponível para encomendas (pre-order) na Amazon e na Barnes & Noble. Segundo ele, a ideia é lançar a edição em português em 2027.

Quem sabe fazendo o lançamento na semana em que defenderá seu cinturão do Spaten Fight Night na 4ª edição do evento. “Estou aguardando o telefone tocar”, revelou Glover, que finalizou a entrevista deixando claro seu oponente preferencial caso os organizadores levem em conta as três possibilidades que vinham sendo aventadas pelos fãs (Junior Cigano, Vitor Belfort ou Gustafsson). “Qualquer uma destas lendas seria excelente, mas, se eu pudesse escolher, seria o Gustafsson. Primeiro porque já perdi para ele e seria uma revanche; segundo porque não dividiria a torcida brasileira.”

Volkanovski desafia grappling de Evloev e promete vitória por interrupção no UFC 333

0
volkanovski evloev

O campeão peso-pena do UFC, Alexander Volkanovski, está confiante de que poderá fazer o que nenhum adversário conseguiu até agora: derrotar Movsar Evloev. Mais do que defender o cinturão, o australiano acredita que tem condições de vencer o russo por interrupção antes do fim dos cinco rounds da luta principal do UFC 333, marcada para sábado (24), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Em entrevista ao MMA Junkie, Volkanovski questionou a capacidade do desafiante de impor seu jogo de quedas e controle durante os 25 minutos de combate. Invicto em 20 lutas profissionais, Evloev construiu sua trajetória no UFC com dez vitórias consecutivas, todas por decisão dos juízes.

“Não consigo imaginar ele me dominando no grappling durante 25 minutos”, afirmou Volkanovski, “Acredito que posso conseguir uma vitória por interrupção. Acredito que posso fazer isso antes dos cinco rounds”.

Aos 38 anos, Volkanovski chega ao confronto com um cartel de 28 vitórias e quatro derrotas. Depois de perder o cinturão para Ilia Topuria em 2024, o australiano recuperou o título vago ao derrotar Diego Lopes em 2025 e consolidou seu segundo reinado ao vencer o brasileiro novamente em 2026.

Evloev, de 32 anos, construiu sua ascensão na divisão dos penas com um estilo baseado em pressão, quedas, controle posicional e volume de ações ao longo dos rounds. Entre suas principais vitórias estão triunfos sobre Aljamain Sterling, Arnold Allen, Diego Lopes e Lerone Murphy. Apesar da invencibilidade, o russo ainda não conseguiu uma vitória por nocaute ou finalização dentro do UFC. Seus dez triunfos na organização aconteceram por decisão, característica que ajuda a explicar o desafio lançado por Volkanovski.

Além do cinturão peso-pena, o evento contará com outra disputa de título: Petr Yan enfrenta Merab Dvalishvili pela terceira vez, agora com o cinturão peso-galo em jogo.

UFC 333: confira o card completo

Data: Sábado, 24 de outubro de 2026
Local: Etihad Arena, Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos
Transmissão: Paramount+
Card preliminar: 11h (horário de Brasília)
Card principal: 15h (horário de Brasília)

Card principal — 15h

  • Peso-pena (cinturão): Alexander Volkanovski x Movsar Evloev
  • Peso-galo (cinturão): Petr Yan x Merab Dvalishvili
  • Peso-mosca: Lone’er Kavanagh x Ramazan Temirov
  • Peso-pesado: Alexander Volkov x Rizvan Kuniev
  • Peso-pena: Aaron Pico x Losene Keita

Card preliminar — 11h

  • Peso meio-pesado: Azamat Murzakanov x Dominick Reyes
  • Peso meio-pesado: Nikita Krylov x Abdul Rakhman Yakhyaev
  • Peso-médio: Abus Magomedov x Cam Rowston
  • Peso-leve: Grant Dawson x Nurullo Aliev
  • Peso-galo: Colby Thicknesse x Asaf Chopurov
  • Peso-médio: Abubakar Vagaev x Jacob Malkoun
  • Peso-pena: Bolaji Oki x Daniel Santos 🇧🇷
  • Peso-leve: Kody Steele x Noah Gugnon
  • Peso-palha feminino: Iasmin Lucindo 🇧🇷 x Nicolle Caliari 🇧🇷

Card sujeito a alterações pela organização.

 

Fury FC: Thiago Silva se consagra vencendo o “Pride brasileiro”

0
Wanderlei entregou o cinturão para o aluno de Macaco, que logo passou a ser seu parceiro de treinos na Chute Boxe

São Paulo entrou em definitivo para o mapa do MMA mundial em 2006. Depois de ver o Demolition se firmar como o principal evento de trocação do país e receber o aguardado Super Challenge, a capital paulista ganhou um evento capaz de rivalizar com os maiores espetáculos do planeta: o Fury FC, promovido por Victor Costa, dono da fábrica de kimonos Koral. 

Realizado no Tom Brasil no dia 27 de setembro de 2006, o Fury nasceu com uma ambição declarada: replicar no Brasil o formato do Pride, a maior organização de MMA do mundo na época. “Nossa ideia era fazer um torneio de oito lutadores até 93kg em duas fases, exatamente como o Pride. Nesta primeira edição fizemos a fase inicial, mais cinco superlutas”, explicou o promotor, que realizou no dia 30 de novembro na mesma casa de shows as semifinais e a grande final do GP.

O cuidado com os detalhes impressionou até os lutadores de seis países que participaram das duas primeiras edições ficando hospedados em São Paulo num hotel 4 estrelas. “Acredito que quando você trata os lutadores como eles merecem, eles retribuem com grandes lutas”, disse Viktor Costa. A receita funcionou: 2.500 pagantes lotaram o Tom Brasil e saíram convencidos de ter assistido a algo inédito no país. O evento mereceu elogios rasgados até do campeão do Pride Wanderlei Silva. “Pride brasileiro. Essa foi a primeira impressão que tive ao entrar no evento. Fico feliz em ver promoções de alto nível no Brasil, parece que estamos entrando em um novo degrau nesse esporte”.

Com regras muito semelhantes às do Pride — três rounds de cinco minutos —, o Fury entregou exatamente o que prometeu: um palco de padrão internacional para a nova geração do MMA brasileiro. E, ao longo de suas duas edições, coroou um novo rei da categoria dos médios: Thiago Silva. Além de vários outros talentos, que venceram super lutas, e em breve estariam nos maiores eventos do mundo como Ronaldo Jacaré, Cristiano Marcello, Marco Loro, Givanildo Santana, Luis Banha e Mike Easton.

Wanderlei entregou o cinturão para o aluno de Macaco, que logo passou a ser seu parceiro de treinos na Chute Boxe

Texto e Fotos Marcelo Alonso   

O TERCEIRO SILVA DA CHUTE BOXE 

A saga do campeão começa longe dos holofotes. Vindo do interior paulista, de Ribeirão Preto, Thiago Silva desceu para a capital em busca de uma oportunidade como lutador de vale-tudo. Faixa marrom de jiu-jitsu sob Róbson Moura, da Nova União, procurou a Macaco Gold Team de Jorge Patino Macaco e, três semanas depois, já treinava MMA. Um ano e três meses depois, somava oito vitórias — sete por nocaute — e uma única derrota por finalização. Nunca havia treinado trocação na vida, mas ao chegar à Macaco Gold Team realizou o sonho de treinar também na Chute Boxe, onde lapidou as mãos ao lado dos campeões do Pride Wanderlei Silva e Maurício Shogun.

“Treinar com o Wanderlei e o Shogun melhora a autoestima. Quando olho para o meu oponente penso: esse cara é mais perigoso que o Shogun e o Wanderlei, que são os melhores? Isso faz toda a diferença”, disse Thiago na época. Aos 21 anos, ele se tornaria o novo número 1 da divisão até 93kg do Brasil — e o Fury seria o palco de sua consagração.

O GRAND PRIX, LUTA A LUTA

O torneio começou com os grapplers mostrando serviço. Danilo Motosserra (GBCT) não deu chances ao russo Denis Komkin (Russ Fighters): após cair para baixo, o brasileiro aplicou uma bela raspagem, passou a guarda e, quando Komkin tentou levantar, surpreendeu-o com uma guilhotina apertada, vencendo por finalização aos 1min59s do primeiro round.

Na sequência, entrou no ringue um dos favoritos ao título: Thiago Silva (Chute Boxe/Macaco). O experiente holandês Dave Dalgliesh mal teve tempo de mostrar seu jogo. Thiago precisou de apenas 1min05s para surpreender o europeu com uma chave de calcanhar — um aviso de que o jovem de Ribeirão Preto vinha para valer. “Eu gostaria de enfrentar o Dimitri Wanderley na próxima fase. Ele é um lutador forte, mas acho que consigo vencê-lo”, provocou o chuteboxer.

O campeão da Copa do Mundo de Jiu-Jitsu de 2003, Vitor Viana (Brasa), também teve atuação impressionante. Derrotou facilmente o parceiro de treinos de Fabricio Werdum, João Assis, por interrupção do árbitro aos 1min57s, após derrubar o adversário e alcançar a posição de montada. “Estou muito feliz com esse resultado. Agora vou passar dois meses na Holanda treinando muay thai para a fase final, em 30 de novembro”, garantiu Viana, que cumpriu a promessa à risca.

Fechando a fase inicial, o outro grande nome do torneio confirmou o favoritismo em estilo arrasador. Com apenas 21 anos e seis lutas de MMA no cartel, Dimitri Wanderley (Ataíde Jr) — que já havia nocauteado Claudio Godoi no Storm Samurai 8 e feito a melhor luta do Jungle Fight 6 contra Lyoto Machida — precisou de somente 38 segundos para nocautear o japonês Yusuke Masuda (AACC Japão) com joelhadas. Masuda ficou inconsciente e precisou de oxigênio para se recuperar.

Dimitri Wanderley abriu o gp nocauteando o japones Yusuke Masuda aos 38s, mas se contundiu e foi substituído por Claudio Godoy na semifinal

Três meses depois, o Tom Brasil recebeu a decisão do título. Na primeira semifinal, Thiago Silva viveu o clássico mais tradicional do MMA brasileiro: Chute Boxe contra BTT, diante de Cláudio Godoy, que substituiu Dimitri, que se contundiu. O lutador da BTT começou bem, trocando golpes e acertando Silva. Mas Thiago rapidamente encurralou Godoy e aplicou uma queda com um direto. Godoy se recuperou e levantou tonto. Apoiado por Rudimar e Macaco no corner, Thiago sentiu o bom momento e aplicou um novo knockdown. Em seguida, encurralou o adversário mais uma vez e finalizou com socos até a interrupção do árbitro. Nocaute no primeiro round — e a final estava assegurada.

Na outra semifinal, Danilo Motosserra impressionou a todos ao aceitar o jogo em pé e entregar um duro combate a Vitor Viana, recém-chegado de seus dois meses de muay thai na Holanda. Viana perdeu o primeiro round por pequena vantagem — Motosserra foi mais agressivo —, mas no segundo derrubou o rival e aplicou três pisões. Em seguida, passou a guarda, montou e pegou as costas, mas o gongo salvou Motosserra. No terceiro round, Viana voltou com o mesmo fôlego, derrubou novamente e castigou por cima. Os árbitros não tiveram dúvida: vitória de Viana por decisão.

A final colocou frente a frente o nocauteador da Chute Boxe e o grappler da Brasa. Thiago Silva precisou de menos de dois minutos para conquistar o cinturão. Após acertar Vitor Viana com um chute nas costelas — reclamado pelo adversário —, o atleta da Macaco/Chute Boxe definiu a luta com um novo chute, desta vez no braço de Viana, que gritou imediatamente “quebrou, quebrou”, obrigando o árbitro Carlão Barreto a interromper o combate, deixando o cinturão dos médios do Fury com Thiago Silva. Para completar a festa, o troféu foi entregue ao campeão pelas mãos do próprio Wanderlei Silva, campeão dos médios do Pride. “Foi uma vitória incontestável. Se continuar treinando duro, tenho certeza de que ainda trará muitas vitórias e títulos para o Brasil”, analisou o Cachorro Louco.

Thiago Silva venceu Vitor Viana por desistência na grande final

Depois de Wanderlei Silva (Pride) e Anderson Silva (UFC), o Fury FC coroava, enfim, outra Silva como o grande nome dos médios no Brasil. A promessa se confirmaria no ano seguinte, com Thiago chegando ao UFC 71 com nocaute relâmpago sobre James Irvin e se tornando um dos melhores pesos meio-pesados do mundo. Após quatro vitórias no UFC Thiago só seria parado por Lyoto Machida, na luta que definiu quem lutaria pelo cinturão com Rashad Evans no UFC 98 

TALENTOS PARA O UFC 

O Fury não foi palco apenas do torneio. Suas superlutas revelaram nomes que, mais tarde, brilhariam no maior palco do MMA mundial.

Ninguém representou melhor essa estirpe do que Ronaldo Jacaré. Após conquistar dois Mundiais de Jiu-Jitsu consecutivos na categoria absoluta, o atleta foi apresentado no ringue do Fury 1 como o melhor lutador de jiu-jitsu do mundo — e fez uma apresentação à altura do título. Diante do confiante lutador de sambo Alexei Prokofiev, que prometera nocauteá-lo. Jacaré simplesmente atropelou o russo. Derrubou, montou e impôs um ground and pound pesado, definindo a luta com um triângulo aos 2min30s do primeiro round. Quem viu aquela atuação não se surpreendeu com o futuro: Jacaré se tornaria campeão mundial do Strikeforce e logo chegaria ao UFC.

Outro que venceu sua super luta no Fury e chegou a lutou no Pride e depois UFC foi Cristiano Marcello. Professor de jiu-jitsu da Chute Boxe, voltou em forma aos ringues nacionais no Fury 2 e mostrou que também era força na trocação. Ciente da difícil tarefa de levar ao chão um wrestler, o faixa-preta trocou golpes com o americano David Kaplan (Lloyd Irvin) e foi amplamente superior em pé. No fim do segundo round, pegou as costas do rival após uma tentativa de queda e, mesmo com Kaplan escapando do mata-leão, encaixou um justo triângulo obrigando o oponente a batucar em desistência.

Cristiano Marcello (CB) finalizou David Kaplan (Lloyd Irvin Team) com triângulo

Luis Banha (Gibi Thai/Gracie SP) protagonizou uma das viradas mais empolgantes do Fury 2 na luta alternativa do GP. João Assis, pupilo de Fabrício Werdum, derrubou Banha e o castigou na guarda, mas o paulista levantou, derrubou Assis e puniu com socos na guarda até a interrupção de Vitor Shaolin no primeiro round um TKO. Em 2007 Banha seria levado ao UFC.

Hélio Dipp (Chute Boxe), que na época era o mais alto peso-médio do mundo com seus 1,96m, voltou ao ringue no Fury 1 depois de quase um ano afastado, desde o nocaute sofrido no Jungle Fight 5, quando quebrou a mandíbula. No clássico Chute Boxe x BTT, diante do faixa-preta Cláudio Godoy, Dipp deu uma aula de agressividade: joelhadas voadoras e chutes altos, que conquistaram a torcida paulista, enquanto Godoy buscava o clinche na maior parte do combate. Vitória por decisão unânime em uma luta que nunca foi ao chão e que devolveu Dipp ao topo da categoria.

Por fim, Marcos Loro (Nova União) protagonizou a melhor luta do Fury 1, em um duelo de gigantes contra o japonês Naoya Uematsu, veterano de 22 lutas. Consciente do perigo das chaves de pé do rival, Loro decidiu manter o combate em pé e usou seus braços mais longos para acertar duros socos e belas joelhados. Além de superior na trocação, venceu no chão com um eficiente ground and pound, derrubando Uematsu três vezes nos rounds finais. Vitória por decisão unânime em uma luta que arrancou aplausos da galera e que ficou marcada pela reverência de Uematsu ao público brasileiro, retribuída com uma calorosa salva de palmas. Loro, com seu jiu-jitsu agressiva e sua trocação afiada, também faria carreira nas maiores organizações do mundo.

No ano seguinte Viktor Costa realizaria mais três edições do Fury e um torneio até 83kg que catapultou Rousimar “Toquinho” Palhares direto para o UFC após uma impressionante sequencia de 3 finalizações, por chave de calcanhar, no 1º round.  Infelizmente o Fury durou pouco (só teve 7 edições) mas deixou um legado importantíssimo para o MMA nacional, tendo lançado mais dezenas de talentos brasileiros para os maiores eventos do mundo na época.  

Siga o PVT

103,000FansLike
123,000FollowersFollow
51,000FollowersFollow
163,000SubscribersSubscribe