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Carlson Gracie domina 1º Brasileiro de Jiu-Jitsu de 1994

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Carlson Gracie com seus campeões, Bitetti, Bustamante e Bolão, garantiu o primeiro lugar entre academias no 1º brasileiro da CBJJ

Um ano após o sucesso do brasileiro Mameluc de Jiu-Jitsu organizado por Andre Pederneiras no clube Hebraica no Flamengo, Carlinhos Gracie Jr. fundou a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu e promoveu nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 1994, no Clube Akxe clube Akxe na Barra da Tijuca o primeiro Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu.

Marco zero da nova Confederação o evento reuniu mais de 700 atletas vindos de treze estados brasileiros em disputas marcadas por rivalidade, técnica e combates intensos e uma emocionante homenagem ao pai do Jiu-Jitsu brasileiro, Carlos Gracie, que havia falecido no dia 7 de outubro.

Carlson Gracie com seus campeões, Bitetti, Bustamante e Bolão, garantiu o primeiro lugar entre academias no 1º brasileiro da CBJJ

Nomes já consagrados como Royler Gracie, Amaury Bitetti, Fabio Gurgel, Traven, Bustamante, Bolão, Castello Branco dividiram o tatame com futuros ídolos, que marcariam as futuras gerações, como Vitor Belfort (campeão peso e absoluto juvenil azul 17 anos) e outros grandes destaques que levaram o ouro em suas categorias no azul juvenil 16 anos: Ricardo Vieira, Paulo Filho, Ricardo Arona, Vitor Shaolin, Léo Leite e Robson Moura; e depois ainda lutaram no absoluto.

Os atletas mais técnicos da competição foram: Royler Gracie (preta), Mario Sperry (marrom), Flávio Canto (roxa) e Rafael Correa (azul).  Carlson Gracie entrou com força total no evento e conquistou o 1º lugar por equipes, seguido da Barra Gracie, Master e Behring, que já mostrava a força do Jiu-Jitsu paulista.

Abaixo transcrevi na íntegra a reportagem que fiz para revista KIAI
Texto e fotos: Marcelo Alonso

Finalmente, os professores de Jiu Jitsu das principais escolas do Rio de Janeiro deixaram de lado as costumeiras “briguinhas e rixas” e resolveram apoiar Carlos Gracie Júnior, presidente da Confederação Brasileira de Jiu Jitsu, e unidos, organizaram o I Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu-94, evento que — apesar de alguns senões que podem ser perfeitamente sanados em competições futuras — constituiu-se num brilhante espetáculo, provando que, com a união de todos, o Jiu Jitsu brasileiro crescerá cada vez mais, em todos os sentidos.

Cerca de 700 atletas participaram do I Brasileiro realizado na Academia Akxe, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, representando os Estados de São Paulo, Amazonas, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal, além do Rio de Janeiro.

Os professores que deram apoio total ao presidente da CBJJ foram: Carlson Gracie, Jacaré e Royler Gracie.

As lutas foram realizadas em 4 dojos, simultaneamente, sendo a pesagem dos atletas realizadas “in loco”, no dia das lutas. O nível técnico nunca foi tão alto, justamente por não haver boicotes de academias, e lá estavam os maiores lutadores de Jiu Jitsu do Brasil em todas as faixas. O maior exemplo foi a maciça presença dos faixas pretas no ringue, proporcionando ao público um verdadeiro show de Jiu Jitsu, através de confrontos antológicos, como: Murilo Bustamante vs. Leonardo Castelo Branco (vencido pelo primeiro: 3×2), Fábio Gurgel vs. Sérgio Souza (Fábio ganhou na combatividade), Amaury Bitetti vs. Traven (vencido pelo primeiro: 2×0), Amaury Bitetti vs. Marcelo Figueiredo (enfrentaram-se 2 vezes; na primeira o Amaury ganhou por 2×0; na segunda, pela categoria Absoluto, Amaury finalizou Marcelo em 37 segundos de luta, com um belo arm lock na guarda), e Royler Gracie vs. Socka (ambos tinham vencido dois adversários da chave e encontraram na final; Royler ganhou a luta finalizando Socka com um triângulo, apagando o atleta da Barra por alguns segundos e levando o público ao delírio).

Carlson Gracie apoiando o irmão Carlinhos em seu primeiro evento como presidente da CBJJ

Os cariocas ganharam a maioria dos títulos; os amazonenses fizeram 3 campeões e 1 vice; Santa Catarina fez dois campeões; e São Paulo fez 5 campeões e 3 vice, com destaque especial para a Academia Behring, que ficou em 4º lugar na categoria Adulto Geral, o que demonstra o grande desenvolvimento do Jiu Jitsu em todo o País, principalmente em São Paulo, que dentro em breve será o rival mais acirrado para o Rio de Janeiro.

Infelizmente, o evento foi realizado em um local pequeno demais para o nível do nosso Jiu Jitsu. Mesmo com a construção de arquibancadas, o local só tinha capacidade para 500 pessoas. Na sexta-feira, o recinto já se encontrava lotado. Desta forma, os organizadores tiveram a infeliz ideia de cobrar ingresso (R$ 10), no domingo, quando aconteceriam as melhores lutas, para tentar reduzir o público. O que de nada adiantou, sendo estimado nesse dia um público de 4.000 pessoas, que se apinharam até nos tatames. A organização do evento não foi digna do nível técnico dos atletas. Houve pontos negativos, como: invasão da area de luta pelo público por falta de lugares nas arquibancadas e o horário da realização das lutas muito extenso (das 10h00 da manhã às 23h00 da noite), prejudicando os atletas. O local escolhido não podia comportar público de um Campeonato Brasileiro, levando-se em conta o fato de que o espaçoso Ginásio Gama Filho, onde aconteceu o Campeonato Carioca, foi oferecido pelo professor Pedro Gama Filho, aos organizadores do Brasileiro. E mais: o sistema de comunicação foi deficiente, causando problemas na chamada dos atletas; as premiações foram realizadas sem nenhum tipo de cerimônia, apesar de haver um pódio no local; e o Campeonato Brasileiro ficou à mercê do fechamento do clube, às 22 horas. Um absurdo.

Mas houve pontos positivos como: as medalhas oferecidas; o entendimento entre os organizadores, que pouparam o público das confusões habituais; a presença maciça de todos os Estados; a inovação de se usar apenas dois bandeiras por luta, cabendo ao juiz a decisão final, em caso de dúvida, medida esta que diminuiu sensivelmente o número de reclamações e trouxe maior legitimidade aos resultados.

Lutaram no campeonato todos os maiores nomes do nosso Jiu Jitsu, com exceção de Wallid Ismail que se limitou a ficar do lado de fora provocando seus maiores adversários, que compareceram para lutar. Foi o caso de Fábio Gurgel, que após vencer Sérgio Souza, da mesma academia de Wallid, foi obrigado a ouvir desaforos do mesmo. Fábio respondeu a Wallid: “Entra nos campeonatos que a gente resolve esta diferença”.

DESTAQUES

FAIXA AZUL

Vítor Belfort (Ac. Carlson Gracie), campeão do Meio Pesado e do Absoluto Juvenil 17 anos.

Vitor Shaolin (Andre Pederneiras), campeão no peso leve juvenil 16 anos e vice no absoluto (venceu Robinho na primeira luta, Paulão na semifinal e perdeu para Léo Leite na final)

Rafael Correa (Barra Gracie), atleta mais técnico na Faixa Azul – Adulto, venceu 5 adversários, inclusive o maior rival da categoria, Pedro Duarte (Ac. Murilo Bustamante).

Roberto Atalla (Barra Gracie), venceu a maioria dos adversários pegando as costas e finalizando com extrema técnica. Campeão da categoria Médio.

Cláudio Moreno (Clube Barra), venceu na categoria Absoluto. Surpreende pela calma e serenidade que contrastam com a rapidez que finaliza a maioria de seus adversários.

Vitor Belfort venceu peso e absoluto no juvenil azul 17 anos

FAIXA ROXA

Flávio Canto (Gama Filho), atleta mais técnico da categoria. Ganhou o Estadual na categoria Leve, subiu para o Médio e também ganhou no Brasileiro, vencendo com facilidade todos os adversários que enfrentou. Apesar de ser Faixa Preta e campeão brasileiro de Judô, Flávio Canto venceu todas as lutas no chão, mostrando uma superioridade técnica absoluta sobre todos os adversários.

Wagney Fabiano (Mello), mostrou grande técnica, vencendo na categoria mais disputada da Faixa Roxa, adversários do nível de Roninho (Master) e Rodrigo (Carlson).

Ricardo Rey (Ac. Carlson) continua imbatível no Peso Pesado; não tem adversários à altura há muito tempo. Adversários que ele vencia com facilidade já estão na Marrom há muito tempo.

Sérgio Ferrari (Sérgio Souza), campeão do Super Pesado; muita técnica, está invicto há um bom tempo. Também foi campeão estadual.

Cléber Gadelha (Monteiro – Manaus), mostrou o alto nível técnico do Jiu Jitsu amazonense, vencendo adversários muito difíceis com finalizações. Campeão do Peso Pluma.

FAIXA MARROM

José Mário (Carlson Gracie), atleta mais técnico da Faixa Marrom, campeão da Pesadíssimo e Absoluto. Seria Faixa Preta em qualquer outra academia. Tem nível para lutar com qualquer faixa preta do cenário nacional, de igual para igual.

Múzio de Angeles (Strike), venceu com muita técnica todos os seus adversários, sagrando-se campeão na categoria Leve.

Márcio Feitosa (Barra Gracie), acabou de pegar a Marrom e já chegou “passando o rodo”. Não tinha adversários na roxa e continua sem adversários na Marrom – Peso Pena.

Zé Mario Sperry foi campeão no peso e absoluto e considerado o atleta mais técnico da faixa marrom

FAIXA PRETA

Royler Gracie (Ac. Gracie), desde o Estadual, depois daquele 0x0 e um certo sufoco, Royler estava com Socka entalado na garganta. Como ele mesmo disse: “Vim para lutar com o Socka, os dois primeiros foram aquecimento”, referindo-se à final com Socka, da Barra Gracie depois de vencer os dois primeiros adversários. Socka também vinha de duas vitórias por finalização. A tão esperada luta não demorou muito. Royler finalizou Socka com um belo triângulo. A tão esperada luta não demorou muito. Royler finalizou Socka com um belo triângulo, Socka não quis bater e apagou por 2 segundos. Royler ganhou além do título de campeão brasileiro na categoria Leve, o título de Faixa Preta mais técnico da competição. Na sua segunda luta com Sonequinha, da Barra Gracie, Royler deu uma raspagem nunca vista no Jiu Jitsu, que acabou virando moda nas academias do Rio de Janeiro, após a competição.

MELHORES LUTAS

Roninho (Master) vs. Parrupinha (Carlson) Faixa Roxa – 2×0

Os dois atletas, de reconhecido nível técnico, fizeram uma “lutaça”, mas Roninho levou a melhor, raspando Parrupinha e quase conseguindo finalizá-lo no fim da luta com um belo arm lock (2×0).

Marcelo Mello (Carlson) vs. Flávio Canto (Gama Filho) Faixa Roxa – 0x6

Flávio nem se deu conta que estava lutando com um dos melhores lutadores da Ac. Carlson, e como faz com todos os seus adversários, passou o rodo. Flávio passou a guarda de Marcelo com a maior tranquilidade do mundo (2×0) e depois ainda pegou as costas, ganhando a luta por 6×0. Na final, Flávio lutou com o campeão paulista, Jorge Patino, da Companhia Athlética, que vinha fazendo ótimas lutas, e finalizou com um estrangulamento pelas costas.

Rolker Gracie (Gracie) vs. Carlos Rollisson (Carlson)  Preta – Master – 2×4

Luta altamente técnica disputada palmo a palmo entre duas feras da categoria Master. Em jogo a rivalidade entre as duas principais linhagens da família Gracie, de um lado Rolker Gracie, filho mais velho de Hélio Gracie, do outro Carlos Rollisson, um dos alunos mais antigos de Carlson Gracie. Carlos raspou Rolker, fazendo 2×0 logo no início da luta. Rolker, por sua vez, devolveu a raspagem (2×2), empatando no marcador. Carlos ainda conseguiu uma outra raspagem, fazendo 4×2. No finalzinho, Rolker quase consegue virar a luta, passando a guarda de Carlos, mas a luta terminou antes. Vitória de Carlos Rollisson.

Murilo Bustamante (Carlson) vs. Castello Branco (Strike) Preta  S. Pesado – 6×2

Sem dúvida uma das lutas mais emocionantes do campeonato. Castello começou bem, marcando dois pontos de queda em cima do adversário, mas como ele mesmo definiu após a luta, foi com muita sede ao pote, entrando muito afoito para encaixar um armlock no preta da Carlson. A partir daí, Bustamante fez prevalecer sua maior experiência, passando a guarda do adversário duas vezes, mostrando-se em excelente forma, e ganhando a luta de virada (6×2). Castello está de parabéns, este é seu primeiro ano na Faixa Preta, e já mostrou a que veio. Murilo com esta vitória sagrou-se bicampeão brasileiro na categoria.

Fábio Gurgel (Master) vs. Sergio Souza (Carlson) – Faixa Preta – Pesado – 2×2

Outra “lutaça” que levou o público ao delírio. Bolão raspou Fábio no início da luta, fazendo 2 pontos, e comemorando muito. A luta voltou em pé, foi quando Fábio marcou 2 pontos de queda no adversário e passou a dominar a luta, chegando a pegar as costas nos segundos finais. Mas a luta terminou antes que ele estabilizasse a posição e fizesse 4 pontos. Resultado final: 2×2. Fábio ganhou na bandeirada, pois foi muito mais combativo, conquistando mais um título brasileiro na categoria. Ao final da luta Fábio sentiu uma contusão no joelho e decidiu não participar da disputa no Absoluto, quando enfrentaria Murilo Bustamante. Wallid que não lutou no campeonato, começou a chamar Fábio de frouxo. Fábio rebateu: “Paraíba, com você eu nem discuto. Quando você voltar a entrar em campeonatos, a gente resolve esta diferença”.

Murilo acabou ficando também com o título da categoria Absoluto, que lhe foi cedido por Amaury Bitetti, por serem da mesma academia.

Fábio Gurgel venceu Bolão de virada na final do pesado faixa preta

Royler Gracie (Gracie) vs. Alexandre Soca (Barra Gracie) – Faixa Preta – Pena

Luta final da categoria. Ambos lutaram duas vezes, ganhando com certa facilidade de seus adversários iniciais. Eles já haviam se cruzado no Estadual, tendo a luta terminado empatada (0x0). Royler saiu vitorioso na bandeirada, resultado que não convenceu ao público. Já no Brasileiro, antes da luta, Royler declarou: “Eu vim para lutar com o Soca, os outros dois foram só aquecimento”. Resultado: Royler entrou com tudo, raspando o adversário e em seguida encaixando-lhe um triângulo nos minutos iniciais da luta. Soca não conseguiu sair do triângulo e por se recusar a bater, acabou apagando por alguns segundos. Vitória de Royler Gracie por finalização.

HOMENAGEM A CARLOS GRACIE 

Falecido no mês anterior ao evento (7/10/94) o mestre Carlos Gracie, pai de Carlinhos e criador da dinastia Gracie, recebeu uma bela homenagem de todos durante a competição, quando todos ficaram de pé e deram as mãos respeitando o minuto de silêncio, seguido de aplausos, comovendo a todos.  

A OPINIÃO DO PRESIDENTE DA CBJJ

O Jiu Jitsu vem num crescente desenvolvimento, onde a sua organização é fator de extrema importância. Os campeonatos de Jiu Jitsu vêm de um modo geral melhorando bastante, e sua estrutura começa a se fazer notar. Sobre o Campeonato Brasileiro de 1994 (o próximo Brasileiro será no segundo semestre de 1995), disse:

“Tivemos alguns tropeços de estrutura básica, como aceitar inscrições na véspera, o que tumultuou as chaves, duração do evento além do tempo, e acomodações um pouco apertadas e desconfortáveis para o público assistente. Este foi o lado negativo do evento, vamos agora ao seu lado positivo: clube de primeira linha, com o conforto de banheiros limpos, lojas de comida confortáveis e com uma alimentação saudável, localização do clube no coração da Barra da Tijuca, o melhor bairro do Rio. Público compareceu em massa, com pessoas bonitas e saudáveis. A mídia deu uma cobertura que nunca tinha dado antes, saindo um clipe do evento na TV Globo, em programa nobre. Mas o melhor da festa foram as lutas que ultrapassaram a melhor das expectativas. No meu ver, este evento, com alguns pontos, é claro, que terão de melhorar em um futuro bem próximo, foi excelente para o Jiu Jitsu como um todo”.

Carlos Gracie Jr.

 

CLASSIFICAÇÃO FINAL GERAL

ADULTO – EQUIPE

A classificação final geral por equipe, na categoria Adulto, foi a seguinte:

1º – Academia Carlson Gracie (RJ) – 36 pontos
2º – Academia Barra Gracie (RJ) – 36 pontos
3º – Academia Master (RJ) – 8 pontos
4º – Academia Behring (SP) – 7 pontos

5º – Academia Osvaldo Alves (RJ) – 6 pontos
6º – Academia Bolão (RJ) – 5 pontos

 

ADULTO — FAIXA PRETA

Pluma
Campeão: Alberto Santos (Carlson)
Vice: Vinícios Campelo (Master)

Pena
Campeão: Royler Gracie (Gracie)
Vice: Alexandre Carneiro (Barra Gracie)

Leve
Campeão: Renzo Gracie (Barra Gracie)
Vice: Luiz Carlos Valois (Carlson)

Médio
Campeão: Ailson Brites (Barra Gracie)
Vice: Roberto Correa (Barra Gracie)

Meio-Pesado
Campeão: Amaury Bitetti (Carlson)
Vice: Marcelo Figueiredo (Borges)

Pesado
Campeão: Fábio Gurgel (Master)
Vice: Sérgio Souza

Super Pesado
Campeão: Murilo Bustamante (Carlson)
Vice: Leonardo Castello Branco (Strike)

Pesadíssimo
Campeão: Rogério Olegário (Oswaldo Alves)
Vice: Ronald Bauer (Bauer)

Absoluto
Campeão: Amaury Bitetti (Carlson)
Vice: Murilo Bustamante (Carlson)

Deiveson Figueiredo fala sobre luta no UFC Macau e desejo de lutar no Brasil

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Nesta edição do Conexão PVT, Marcelo Alonso bateu um papo com Deiveson Figueiredo direto de Macau, na China. O “Deus da Guerra” abre o jogo sobre sua preparação para a luta principal do UFC deste sábado contra Song Yadong, os desafios do fuso horário e a nova fase na carreira.

Deiveson detalha sua estratégia após treinar com as equipes Fighting Nerds e Pitbull Brothers, comenta sobre a evolução no corte de peso na nova categoria e o desejo de lutar na próxima edição do UFC no Brasil. Ele também analisa seus “GOATs” da divisão peso-mosca e comenta sobre as atuações de Alex Poatan e Jean Silva, e muito mais.

Assista no video abaixo.

Vitor Miranda projeta futuro de Prates e Borrachinha e analisa Poatan x Gane

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Nesta quarta-feira no Conexão PVT, Marcelo Alonso recebeu Vitor Miranda para uma aula sobre os últimos acontecimentos e o futuro dos brasileiros no UFC. Vitor detalha a performance técnica impressionante de Carlos Prates contra Jack Della Maddalena, além da resiliência de Sean Strickland contra Khamzat Chimaev e o que isso ensina para os próximos desafiantes.

Vitor abre o jogo sobre os bastidores do corte de peso, relatando sua experiência pessoal drástica e como a mudança nas regras da USADA impactou o desempenho dos atletas, elogiando a subida de Paulo Borrachinha para os meio-pesados. O comentarista do UFC fez ainda uma análise sobre a subida de Alex Poatan para a categoria dos pesados e os desafios que o aguardam contra Ciryl Gane.

Jungle Fight 150: lutadoras dão show e definem semifinais do GP feminino do Fight do Milhão

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Jungle Fight 150 definiu as semifinalistas do Fight do Milhão - Foto: Carlos Ventura

Nem mesmo a chuva e o frio da noite deste sábado (23/5) foram capazes de afastar o público paulistano, que lotou o ginásio do Pelezão, em São Paulo, e acompanhou um verdadeiro espetáculo das guerreiras da selva no início da caminhada do Fight do Milhão feminino, disputado na divisão dos palhas (até 52 kg). A edição 150 do Jungle Fight definiu as quatro semifinalistas do torneio que vai pagar meio milhão de reais à campeã, mesma premiação do GP masculino.

Jungle Fight 150 definiu as semifinalistas do Fight do Milhão – Foto: Carlos Ventura

A luta principal fechou a noite histórica na Arena Jungle em alto nível. Representando São Paulo, Nágila Goku superou a goiana Fabrizia Ketlin por decisão unânime após três rounds movimentadíssimos. Longilínea e com uma movimentação quase artística, Fabrizia começou melhor, conectando chutes e dificultando a aproximação da paulista. Durante boa parte do primeiro round, Nágila encontrou dificuldades para cortar a distância e encaixar os golpes.

O cenário mudou nos segundos finais da etapa inicial. Após encurtar o combate, Nágila acertou uma forte direita que abalou Fabrizia, que precisou agarrar a adversária para sobreviver até o gongo. Mais confiante nos rounds seguintes, a paulista passou a pressionar, conseguiu quedas e conectou os golpes mais contundentes. Fabrizia resistiu e seguiu competitiva até o fim, mas não evitou a vitória de Nágila, por decisão unânime, que incendiou o ginásio e carimbou sua vaga na semifinal do torneio.

A adversária da paulista será a mineira Regiane Borges, que garantiu seu passaporte para a próxima fase ao vencer a fluminense Maria Alice por nocaute técnico no primeiro round. Após derrubar a rival e dominar a posição no solo, Regiane montou e aplicou uma sequência de golpes até a interrupção do árbitro, já no minuto final da parcial inicial.

A outra chave da semifinal foi definida com duas finalizações ainda no primeiro round. A paulista Bianca Sattelmayer levou a melhor sobre a carioca Isa Araújo em um duelo movimentado desde os primeiros instantes. Depois de balançar a adversária com um chute alto e pressionar na curta distância, Bianca aproveitou uma tentativa de queda da rival para encaixar uma guilhotina e forçar a desistência.

Na semifinal, Bianca enfrentará a carioca Yasmin Guimarães, que precisou de menos de três minutos para confirmar sua vaga. Após pressionar a uruguaia Xiomara Piriz na grade e levar a luta para o chão, Yasmin pegou as costas da adversária e encaixou um mata-leão justo, obrigando a uruguaia a desistir.

Ao fim do evento, o presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, exaltou o desempenho das atletas e classificou a noite como um marco para o MMA feminino.

“Foi uma noite histórica para o MMA feminino. As oito lutadoras deram um show dentro da Arena Jungle e mostraram mais uma vez o tamanho do talento que existe no Brasil. O Fight do Milhão feminino começou em grande estilo e, pela valorização que acreditamos para o esporte, as quatro semifinalistas passam agora a integrar a folha de pagamento mensal do Jungle Fight”, afirmou o mandatário

Wallid também destacou o apoio recebido em São Paulo e agradeceu às autoridades responsáveis pela realização do evento.

“O público de São Paulo mais uma vez lotou a arena, vibrou do começo ao fim e mostrou a força do MMA na cidade. Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes, ao vereador George Hato, ao deputado federal Felipe Becari e ao deputado estadual Rui Alves por acreditarem no esporte como ferramenta de inclusão social e ajudarem a transformar São Paulo na capital do MMA”, disse.

A próxima edição do Jungle Fight acontece no dia 6 de junho, na Farma Conde Arena, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, com as semifinais do GP masculino do Fight do Milhão.

“Quero convidar toda a população de São José dos Campos para lotar a Farma Conde Arena e fazer outra grande festa do MMA brasileiro. Também agradeço ao prefeito Anderson Farias, ao deputado federal Milton Vieira e ao vereador Milton Vieira Jr. por abrirem as portas da cidade e apoiarem o esporte como instrumento de inclusão social”, finalizou Wallid Ismail.

Confira abaixo os resultados completos do evento:

Jungle Fight 150
São Paulo, SP
23 de maio de 2026

Nágila Goku venceu Fabrizia Ketlinn por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28)
Regiane Borges venceu Maria Alice por nocaute técnico aos 4min47 do R1
Bianca Sattelmayer venceu Isabella Araújo “Isa” por finalização aos 4min18s do R1
Yasmin Guimarães venceu Xiomara Piriz por finalização aos 2min57s do R1
Day Monster venceu Erianny Castaneda por finalização aos 2min11s do R2
Ryan Rubens venceu Fábio FB por nocaute técnico aos 2min33s do R1
Digão Ramos venceu Mayck Zika por decisão unânime
Murilo Bento venceu Mateus Fidelis por nocaute aos 4min3s do R3
Kaká Moreno venceu Johnatan Brito Gomes por nocaute técnico a 1min36s do R3
Nicolas Conrado venceu Pedro Dom por decisão unânime (triplo 28-29)
Peso-mosca: Mateus “Adesanya” venceu Matheus Duarte por finalização aos 26s do R1
Marcelo Gabriel venceu Matheus “Bomba” por nocaute técnico aos 2min9s do R1
Cissa Slayer venceu Isa Felix por finalização aos 4min52s do R2

Shooto Brasil 137 terá disputa de cinturão feminino na luta principal no Rio de Janeiro

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Shooto Brasil acontece na próxima sexta-feira - Foto: João Baptista

O Shooto Brasil anunciou a luta principal da edição 137, marcada para o próximo sábado, dia 29 de maio, na Upper Arena, no Rio de Janeiro. O destaque da noite será a disputa do cinturão vago da categoria peso-mosca feminino entre Tatiane Aguiar e Thalita Soares.


Shooto Brasil acontece na próxima sexta-feira – Foto: João Baptista

Representando o Espírito Santo, Tatiane Aguiar chega à disputa após uma longa trajetória nas artes marciais. A atleta capixaba atua profissionalmente há cerca de 19 anos e construiu a carreira com apresentações regulares no cenário nacional, mantendo atividade constante no MMA.

Do outro lado estará a paraibana Thalita Soares, natural de Cabedelo. A lutadora iniciou sua relação com os esportes de combate ainda na infância, influenciada pelo pai, praticante de taekwondo. Em 2017, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a integrar a equipe Tropa Thai, academia pela qual segue treinando e competindo atualmente.

Outro nome em destaque no card será Yan Teixeira, que retorna ao MMA profissional após quase quatro anos afastado. Aos 31 anos, o atleta volta ao cage para enfrentar o amazonense David Ruan, de 26, em confronto válido pela divisão dos moscas.

A programação do Shooto Brasil ainda contará com outros combates de destaque, incluindo Pedro Campos diante de Neto Mota, Rogério Sobrinho contra Breno Marinho e o duelo entre Walber dos Anjos e Ronildo Cabral pela categoria meio-médio.

Shooto Brasil 137
Upper Arena, Rio de Janeiro-RJ
29 de maio de 2026

57 kg: Tatiane Aguiar x Thalita Soares
66 kg: Bruno Fernando x Charles Duarte
66 kg: Neto Mota x Pedro Campos
66 kg: Rogério Sobrinho x Breno Marinho
66 kg: Jeimison Oliveira x Mohamed Camara
57 kg: Yan Teixeira x David Ruan
57 kg: Ricardo Amador x Wilber Rocha
77 kg: Ronildo Cabral x Walber dos Anjos
84 kg: Rodrigo Gomes x Douglas Silva
Peso combinado: Arthur Mota x Mindaugas Bartkus
Peso combinado: Carlos Satiro x Jorge Luiz

Werdum analisa evento da Netflix e revela proposta para lutar grappling

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Fabrício Werdum conversou com Marcelo Alonso no Conexão PVT desta segunda-feira e não faltou assunto no bate-papo. O faixa-preta analisou os combates do evento de MMA da Netflix do último sábado, revelando que apostaria em Robelis Despaigne em uma eventual luta contra Francis Ngannou e contou o que espera do combate entre Alex Poatan e Ciryl Gane.

Werdum também comentou os casos recentes de assédio no Jiu-Jitsu, o que rolou após a confusão no evento da Spaten, as novidades do seu podcast e até da convocação da seleção brasileira.

Assista no vídeo abaixo.

Ronda Rousey finaliza Gina Carano em 17 segundos

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No evento inaugural de MMA da Most Valuable Promotions (MVP), realizado em Los Angeles e transmitido pela Netflix, neste sábado, Ronda Rousey brilhou em seu retorno ao MMA e finalizou Gina Carano, também de volta ao esporte, em apenas 17 segundos com um armlock.

Sem dar chances para a rival, Rousey foi direto para a queda e encaixou um armlock, forçando Carano a dar os três tapinhas de desistência.

O Brasil teve quatro representantes no evento e saiu com duas vitórias e duas derrotas.

Philipe Lins teve a ingrata missão de receber Francis Ngannou de volta ao cage. Lins tentou se movimentar, mas acabou sucumbindo ao assustador poder de nocaute do camaronês, sendo nocauteado aos 4:31 do primeiro round.

Junior Cigano foi superado pelo cubano Robelis Despaigne, que aproveitou sua envergadura e conquistou o nocaute técnico ainda no primeiro round.

Adriano Moraes protagonizou uma das lutas mais dramáticas da noite. Enfrentando Phumi Nkuta, o ex-campeão do ONE garantiu uma finalização por mata-leão faltando apenas um segundo para o fim da luta.

Irmã do campeão do UFC Alex Poatan, Aline Pereira fez um duelo muito parelho na trocação contra Jade Masson-Wong, e levou a melhor na decisão dividida dos juízes após três rounds.

Resultados Completos do MVP MMA: Rousey vs. Carano

Card Principal

Ronda Rousey venceu Gina Carano por finalização (chave de braço) – Round 1, 0:17

Mike Perry venceu Nate Diaz por nocaute técnico (interrupção do córner) – Round 2, 5:00

Francis Ngannou venceu Philipe Lins por nocaute – Round 1, 4:31

Salahdine Parnasse venceu Kenneth Cross por nocaute técnico – Round 1, 4:18

Robelis Despaigne venceu Junior Cigano por nocaute – Round 1, 2:59

Card Preliminar

Namo Fazil venceu Jake Babian por finalização (estrangulamento d’arce) – Round 2, 0:58

Adriano Moraes venceu Phumi Nkuta por finalização técnica (mata-leão) – Round 3, 4:59

Jason Jackson venceu Jefferson Creighton por nocaute – Round 1, 0:20

David Mgoyan venceu Albert Morales por decisão unânime (29–28, 30–26, 30–27)

Aline Pereira venceu Jade Masson-Wong por decisão dividida (29–28, 27–30, 29–28)

Brandon Jenkins venceu Chris Avila por decisão dividida (29–28, 28–29, 29–28)

Polícia Militar do Rio abre batalhão para novo projeto social de jiu-jitsu

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Matilha Jiu-Jitsu atende crianças e jovens que moram próximo ao BAC - Foto: Divulgação

O tatame montado dentro do Batalhão de Ações com Cães (BAC), em Olaria, na Zona Norte do Rio, ganhou um significado que vai além do treinamento esportivo. O espaço passou a receber crianças, adolescentes, familiares e moradores da região para o início do projeto social Matilha Jiu-Jitsu, iniciativa criada para aproximar a comunidade da corporação por meio do esporte.

Matilha Jiu-Jitsu atende crianças e jovens que moram próximo ao BAC – Foto: Divulgação

O projeto funciona dentro da estrutura do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e oferece aulas gratuitas de jiu-jitsu para crianças, jovens e adultos às terças e quintas-feiras, além de uma turma de defesa pessoal feminina às quartas. A proposta é unir filhos de policiais e moradores das comunidades do entorno, como Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro, em um ambiente voltado à disciplina, convivência e formação cidadã.

A aula inaugural, realizada no último dia 9, reuniu nomes conhecidos do cenário das lutas, entre eles o faixa-coral Wallid Ismail, além dos faixas-pretas Pedro Alex Bombom e Pedro Lucas Soares. O evento também contou com a presença do tenente-coronel Luciano, comandante do BAC, oficiais, praças, familiares e representantes da Legião da Boa Vontade e da Super Rádio Brasil, parceiras históricas de ações sociais ligadas ao jiu-jitsu no estado.

A iniciativa integra um trabalho realizado há mais de 15 anos pela Polícia Militar em parceria com a LBV, Super Rádio Brasil e parceiros da iniciativa privada. Ao longo desse período, policiais faixas-pretas passaram a liderar projetos dentro de batalhões e comunidades, acompanhando alunos em competições nacionais e internacionais e utilizando o esporte como ferramenta de inclusão.

Responsável pelo Matilha Jiu-Jitsu, o 3º sargento Emerson Moreira conhece essa realidade desde a adolescência. Faixa-preta de jiu-jitsu e judô, campeão brasileiro pela CBJJ e integrante do batalhão desde 2014, ele começou a treinar aos 14 anos dentro de um projeto social realizado em uma unidade da Polícia Militar.

“Eu sou cria de comunidade, sou morador da Favela do Aço. Conheci a arte marcial dentro de um projeto no batalhão quando tinha 14 anos. Eu não tinha condição de pagar academia nem de comprar kimono, e aquela oportunidade mudou a minha vida”, contou o policial.

Hoje, além da carreira na corporação, Emerson acompanha o crescimento de antigos alunos que conheceu ainda crianças nos tatames.

“As crianças que eu dava aula lá atrás hoje já são homens. Muitos ainda me chamam de tio nos campeonatos. A gente percebe que o esporte consegue criar vínculo, respeito e perspectiva. Não estou preocupado em formar campeões. Isso acontece como consequência. O principal é formar cidadãos”, afirmou.

Segundo o sargento, a presença do projeto dentro do batalhão também ajuda a construir uma relação diferente entre jovens da comunidade e a Polícia Militar.

“Muitas vezes as pessoas acham que a violência se combate apenas com repressão. O esporte mostra outro caminho. Quando o Estado investe em projeto social, ele cria oportunidade e aproxima as pessoas”, disse.

O comandante do BAC, tenente-coronel Luciano, destacou que o objetivo do projeto também é apresentar às crianças o ambiente da unidade militar e os valores trabalhados dentro da corporação.

“Para a gente é muito importante iniciar esse projeto de jiu-jitsu no batalhão para mostrar às crianças não apenas a arte marcial, mas também um pouco da nossa rotina, dos nossos valores e da nossa ética. A ideia é que elas levem isso para a vida, no modo de agir e de conviver, e cresçam com referências positivas dentro da sociedade”, afirmou.

O Matilha Jiu-Jitsu já começou com boa adesão. No segundo dia de atividades, o projeto registrou 27 participantes entre crianças e adultos. A expectativa da organização é ampliar o número de atendidos nas próximas semanas.

As aulas acontecem na Rua Paranapanema, 769, nos fundos da unidade do BAC, em Olaria.

Ítallo Vilardo analisa subidas de peso de Poatan e Borrachinha

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O convidado do Conexão PVT desta sexta-feira foi o preparador físico Ítallo Vilardo. Considerado um dos mais respeitados do ramo na atualidade, ele falou bastante sobre assuntos que estão em alta no momento, como a perda de peso e mudanças de categoria. Vilardo analisou o desempenho de Khamzat Chimaev em sua última luta, a bem sucedida subida de Paulo Borrachinha e deu suas impressões sobre a ida de Alex Poatan para os pesos pesados.

Além disso, contou sobre as diferenças do mercado brasileiro e americano na sua profissão, e muito mais.

Assista no vídeo abaixo:

HCC 24: Evento em Guarapari vira vitrine para nova geração do MMA e aposta no crescimento do esporte feminino

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HCC 24 acontece neste sábado - Foto: Divulgação

O crescimento do MMA no Espírito Santo passa, há alguns anos, pelo cage do Haidar Champion Combat. Marcado para o dia 30 de maio, em Guarapari, o HCC 24 chega cercado pela expectativa de manter o papel que consolidou o evento como uma das principais plataformas de desenvolvimento do esporte no estado.

HCC 24 acontece neste sábado – Foto: Divulgação

Ao longo de suas edições, o HCC ganhou espaço no cenário regional por abrir portas para atletas em diferentes fases da carreira, principalmente lutadores em processo de transição para o profissionalismo. Em um mercado onde a falta de eventos costuma limitar oportunidades, a continuidade da organização é vista por integrantes do meio como importante para manter ativo o circuito competitivo capixaba.

O evento também ficou marcado pelo incentivo ao MMA feminino. Em diferentes momentos, o HCC esteve entre as poucas organizações do Espírito Santo a manter presença frequente de mulheres nos cards, contribuindo para o surgimento e permanência de atletas na modalidade.

Um dos principais nomes desta edição será Driely Neves, que disputa o cinturão internacional peso-mosca contra Oriana Fernandes. A lutadora construiu uma trajetória marcada por mudanças radicais para seguir no esporte. Ex-professora concursada, deixou a carreira estável para dedicar-se integralmente ao MMA e atualmente trabalha como motorista por aplicativo para custear treinos, viagens e preparação.

Hoje radicada em Minas Gerais, Driely integra a equipe Ribas Family, liderada pela família da atleta do UFC Amanda Ribas, onde também treina ao lado de nomes como Thainara “Burguesinha”.

Além das atletas, o protagonismo feminino também aparece fora das lutas. A professora Fabiana, faixa-preta de jiu-jitsu e profissional de educação física, integra a equipe de arbitragem e tornou-se a primeira mulher árbitra da história do HCC.

O card do HCC 24 terá ainda combates de MMA, grappling, jiu-jitsu e kickboxing, reunindo atletas de diferentes regiões do Espírito Santo e de outros estados.

Card oficial – HCC 24

MMA

Abner Rodrigues x Rodrigo Burgos — peso pesado (até 110 kg, peso combinado)
Driely Neves x Oriana Fernandes — peso-mosca (cinturão internacional)
Guilherme Ouríques Targino x Zacarias Lemes Rocha — peso-pena
João André Luna x Mathias Melgaço Guedes — peso-pena
Paulo Sergio Iori x Fernando Cesar Medeiros Siqueira — peso-meio-médio
Juliana Costa x Carla Sarmento Chave — peso-galo
Joel da Silva Bertulano x Ezio Rocha Junior — peso-médio
Erick Souza x Maykon dos Santos Cardoso — peso-galo

Grappling / Jiu-Jitsu

Guilherme Galego x Diogo Lima — No-Gi até 100 kg
Rrnalt x Cobra
Representante de Guarapari x Representante de Vitória

Kickboxing

Vinícius x Jonas — até 70 kg

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