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Glover mira nova luta após Shogun, prevê nocaute de Poatan e revela susto com Raoni

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Glover venceu Shogun no Spaten Fight Night
Foto: Inovafoto/Divulgação Spaten

Glover Teixeira está animado com a possibilidade de voltar a lutar. Em entrevista exclusiva  no Conexão PVT, o ex-campeão dos meio-pesados do UFC revelou que o confronto com Maurício Shogun, no evento da Spaten, reacendeu sua motivação para competir. O mineiro também analisou o desafio de Alex Poatan Pereira contra Sergei Pavlovich e contou detalhes dos momentos de apreensão vividos após a emergência envolvendo Raoni.

Glover quer voltar a lutar após duelo com Shogun

A experiência de dividir o ringue com Shogun deixou Glover empolgado. Além de destacar o respeito pelo antigo campeão do Pride, o veterano comemorou a intensidade do combate e afirmou que já intensificou os treinamentos de olho em uma nova oportunidade.

“Eu vou treinar, já tô treinando pra caramba, essa luta me deu uma motivada”, afirmou Glover.

Questionado sobre possíveis adversários, o ex-campeão citou nomes como Alexander Gustafsson, Vitor Belfort, Junior Cigano e Popó, mas deixou claro que ainda não existe negociação concreta. Aos 46 anos, Glover descartou voltar ao UFC para enfrentar a nova geração, mas se mostrou disposto a medir forças com outros veteranos.

Sobre uma possível revanche com Gustafsson, que o derrotou no UFC em 2017, brincou: “Ah, até porque a torcida será toda minha, né?”

Glover prevê nocaute de Poatan contra Pavlovich

Ao analisar o confronto de Alex Poatan Pereira com Sergei Pavlovich, marcado para dezembro, Glover demonstrou confiança no brasileiro. Para ele, embora qualquer luta entre pesos-pesados represente um grande perigo, as características do russo favorecem o jogo de seu pupilo.

“Nocaute, nocaute. Essa luta não tem como, esses cinco rounds eu acho que não vai pro quinto round”, projetou.

Glover explicou que considera Pavlovich um adversário mais favorável estilisticamente do que Ciryl Gane, principalmente pela diferença de movimentação. Enquanto o francês utiliza mais deslocamentos e entradas e saídas rápidas, o russo costuma avançar e permanecer mais à frente do oponente.

“É uma luta mais fácil pro Poatan em termo do estilo do cara”, avaliou.

Apesar do otimismo, o treinador ressaltou a importância de Poatan controlar a distância, lutar com inteligência e respeitar o poder de nocaute do adversário. Segundo ele, o grande objetivo do brasileiro é conquistar um terceiro cinturão no UFC.

Drama de Raoni foi um dos maiores sustos da carreira

Glover relembrou também a emergência envolvendo Raoni durante a luta contra Raul Rosas Jr no UFC. Acostumado a acompanhar combates violentos ao longo de décadas no MMA, o ex-campeão admitiu que a situação foi especialmente assustadora pela maneira inesperada como aconteceu.

“Do jeito que foi ali foi estranho”, recordou.

Glover contou que acompanhou o atleta no hospital, ao lado de familiares e integrantes da equipe. Segundo ele, Raoni conseguia conversar normalmente e demonstrava lembrar dos acontecimentos da luta, embora a situação ainda exigisse cuidados e exames médicos.

O treinador evitou especular sobre a causa do episódio, explicando que não tinha informações suficientes para apresentar um diagnóstico.

Outro ponto destacado por Glover foi a postura de Laerte, pai e treinador de Raoni, que manteve a serenidade mesmo diante da preocupação de todos. Segundo o ex-campeão, Laerte chegou a tranquilizar os integrantes da equipe enquanto acompanhavam o atendimento médico.

“Ele acalmando a gente, cara. É inacreditável!”, contou Glover.

 

Natália Silva comenta conquista do cinturão e aponta provável desafiante

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natalia silva ufc

Poucos dias depois de conquistar o cinturão peso-mosca do UFC, Natália Silva conversou com o PVT pela primeira vez como campeã e falou sobre a realização de chegar ao topo da maior organização de MMA do mundo depois de uma longa caminhada até receber sua oportunidade.

Em entrevista ao Conexão PVT, Natália relembrou a vitória sobre Wang Cong no UFC 332, abriu os bastidores da estratégia montada para a disputa do título, explicou a importância da preparação em altitude no México e revelou que, nos rounds finais, chegou a ter vontade de abandonar momentaneamente o plano do córner para trocar golpes de maneira mais franca com a chinesa.

A nova campeã também começou a olhar para o que vem pela frente. Natália quer voltar ao octógono no primeiro semestre, vê Alexa Grasso como uma possível desafiante e deixou um recado claro para Valentina Shevchenko: depois de passar meses esperando pela ex-campeã, não pretende agora paralisar a categoria aguardando seu retorno.

“Foi uma longa caminhada aí até eu finalmente poder estar disputando o título. E agora, né, o tão esperado momento chegou, me tornei campeã. Nossa, eu tô numa felicidade que não dá nem pra explicar.”

Ao se ver ao lado das brasileiras que já conquistaram cinturões no UFC, Natália dimensionou o tamanho do feito.

“Eu já tô na história já, né? […] Faço parte de um seleto grupo de mulheres que se tornaram campeãs do UFC, isso é… isso é gigante!”

Confira abaixo o bate-papo na íntegra com a campeã:

José Aldo x Marlon Vera: luta de grappling termina empatada no Hype

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josé aldo empatou com marlon vera

José Aldo voltou à ação neste domingo (4) para um reencontro com um velho conhecido. Longe do MMA e sem socos ou chutes desta vez, o ex-campeão do UFC enfrentou Marlon “Chito” Vera em uma luta de grappling no Hype Fighting Championship, em Quito, no Equador. Após dez minutos e sem finalização, o confronto terminou empatado.

A luta foi a principal atração da primeira edição do Hype no Equador. O evento realizado no Coliseo General Rumiñahui reuniu confrontos de grappling e boxe sem luvas, mas colocou frente a frente Aldo e um dos maiores nomes do MMA equatoriano para fechar a noite.

Diante de sua torcida, Chito Vera tomou a iniciativa durante boa parte do começo do duelo. O equatoriano pressionou Aldo e buscou levar a luta para o chão, enquanto o brasileiro adotou uma postura mais defensiva. Depois de passar os primeiros minutos neutralizando as investidas do adversário, Aldo puxou Vera para a guarda. Foi no chão que surgiu o momento de maior perigo do combate: Chito atacou o calcanhar do brasileiro e chegou perto de encaixar a finalização, mas o ex-campeão do UFC conseguiu escapar.

Sem que nenhum dos dois obtivesse a finalização até o encerramento dos dez minutos regulamentares, o duelo terminou empatado. Depois da luta, Aldo elogiou Chito Vera e comentou que sentiu os efeitos da altitude de Quito, localizada a aproximadamente 2.850 metros acima do nível do mar.

“Chito é um grande lutador, representa muito bem essa bandeira. Tentei mostrar um chão pra vocês, mas senti um pouco o ar. Mas gostei muito daqui e senti todo esse carinho do povo do Equador”, declarou o brasileiro após o confronto.

Faixa-azul de 16 anos desafia faixa-preta no Turris Invitational, no Rio de Janeiro

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Duelo está programado para novembro - Foto: Divulgação

Um confronto entre atletas de graduações diferentes será uma das atrações do Turris Invitational, marcado para 14 de novembro, no Rio de Janeiro. Aos 16 anos, o faixa-azul Isaque Lima enfrentará o faixa-preta Felipe Porto Schiavon, da Fight Sports, em uma luta casada de jiu-jitsu sem kimono (No Gi). Apesar da diferença de experiência, o adolescente, que já participa de grandes competições, aceitou o desafio após conversar com a família e os professores.

Duelo está programado para novembro – Foto: Divulgação

Felipe começou a treinar jiu-jitsu aos 12 anos, em Jacareí, no interior de São Paulo. Em 2017, mudou-se para Miami, nos Estados Unidos, para se dedicar integralmente à modalidade na Fight Sports, sob orientação de Roberto “Cyborg” Abreu e Vagner Rocha. Desde então, conquistou títulos no AJP Tour e subiu ao pódio em competições da Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF), incluindo Mundiais e Pan-Americanos.

Do outro lado estará Isaque, que vê no confronto com um adversário mais graduado a oportunidade de testar seu nível técnico e ganhar experiência competitiva.

“Enfrentar o Felipe, que é um faixa-preta com muito mais experiência, é uma oportunidade muito importante para mim. Tenho apenas 16 anos e ainda tenho muito a aprender. Quero chegar bem preparado, dar o meu melhor e aproveitar essa experiência para evoluir”, afirmou o jovem.

Para Felipe, a diferença de graduação não altera a maneira como pretende encarar o combate. O faixa-preta afirma que a preparação será a mesma adotada diante de qualquer outro adversário.

“Eu não olho para ele como um faixa-azul. Eu olho para ele como o adversário que ele é. Não fico colocando na minha cabeça esse peso de ‘sou faixa-preta, tenho que ganhar’. Minha preocupação é estar preparado, entrar tranquilo e fazer aquilo que eu sei fazer”, explicou.

O atleta da Fight Sports pretende adotar uma postura ofensiva, buscando impor seu jogo desde o início e aproveitar as oportunidades de finalização. Isaque, por sua vez, aposta no trabalho desenvolvido com seus professores para enfrentar um competidor que já acumula experiência em torneios internacionais.

Felipe também considera que o confronto pode mostrar o nível alcançado por atletas que começam a competir ainda na adolescência.

“Essa luta representa algo muito positivo para o Jiu-Jitsu. É uma oportunidade de colocar duas gerações diferentes frente a frente e mostrar como o esporte está evoluindo e como novos atletas estão surgindo cada vez mais cedo”, afirmou.

A primeira edição do Turris Invitational será realizada na Upper Arena e terá lutas casadas com e sem kimono, envolvendo competidores das categorias kids, juvenil, adulto e master.

A programação também contará com um GP No Gi, reunindo atletas das categorias juvenil e adulto, com premiação total de R$ 5 mil. O campeão receberá R$ 3 mil, enquanto o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado ganhará R$ 500.

Natália Silva vence Wang Cong no UFC 332 e conquista cinturão

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Natalia Silva campeã do UFC

Natália Silva escreveu seu nome na história do MMA brasileiro neste sábado (3). A mineira derrotou a chinesa Wang Cong por decisão unânime na luta principal do UFC 332, no Delta Center, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, e conquistou o cinturão peso-mosca feminino. Os três jurados apontaram vitória da brasileira, com placares de 48-47, 48-47 e 49-46.

Com o triunfo, Natália se tornou a primeira brasileira a conquistar o título da categoria até 57 kg do UFC. O cinturão estava vago após Valentina Shevchenko deixar o posto de campeã por conta de uma lesão.

Natália supera Wang em batalha de cinco rounds

Diante de uma adversária perigosa na trocação, Natália utilizou a velocidade e a variedade de golpes que marcaram sua caminhada até o topo da divisão. A brasileira começou melhor o combate e conseguiu construir vantagem durante os primeiros rounds, alternando ataques e dificultando as entradas da chinesa.

Um dos principais momentos aconteceu no segundo assalto, quando Natália acertou um chute alto que abalou Wang. A chinesa, no entanto, permaneceu na luta e cresceu na segunda metade do confronto. Com mais pressão e agressividade, Wang tentou mudar o cenário nos rounds finais e tornou a disputa apertada até o último gongo.

A vantagem construída por Natália foi suficiente. Ao final dos 25 minutos, os juízes marcaram 48-47, 48-47 e 49-46, todos a favor da mineira, confirmando a brasileira como a nova campeã peso-mosca do UFC.

Johnny Walker vence; Deiveson e Rafael dos Anjos são derrotados

Os outros três brasileiros tiveram resultados distintos no UFC 332. Em sua estreia entre os pesos-pesados, Johnny Walker nocauteou Mick Parkin com uma joelhada aos 3min35s do primeiro round. Já Deiveson Figueiredo foi derrotado por Payton Talbott por nocaute técnico aos 2min09s do primeiro round na luta co-principal, enquanto Rafael dos Anjos perdeu para Alexander Hernandez por nocaute técnico aos 3min12s do segundo assalto.

Resultados completos do UFC 332

Card principal

  • Natália Silva venceu Wang Cong por decisão unânime (48-47, 48-47 e 49-46) — cinturão peso-mosca feminino
  • Payton Talbott venceu Deiveson Figueiredo por nocaute técnico — R1, 2:09
  • Esteban Ribovics venceu King Green por nocaute técnico — R1, 4:08
  • Roberto Soldic venceu Khaos Williams por decisão unânime (29-28, 29-27 e 29-27)
  • Roman Kopylov venceu Ateba Gautier por nocaute técnico — R1, 3:12

Card preliminar

  • Imanol Rodriguez venceu Alden Coria por nocaute técnico — R1, 3:11
  • Damian Pinas venceu Andrey Pulyaev por nocaute — R1, 1:15
  • Marcus McGhee venceu Anthony Romero por nocaute técnico — R1, 4:58
  • Anthony Wint venceu Lucas Armand por nocaute técnico — R1, 0:23
  • Johnny Walker venceu Mick Parkin por nocaute — R1, 3:35
  • Jacobe Smith venceu Bruce Whitehead por nocaute técnico — R1, 1:32
  • Alexander Hernandez venceu Rafael dos Anjos por nocaute técnico — R2, 3:12
  • Ismail Naurdiev venceu Marvin Vettori por decisão unânime (29-28, 29-28 e 29-28)
  • Eric Nolan venceu Court McGee por nocaute técnico — R3, 3:26

UFC 335 terá Charles do Bronx x Diego Lopes pelo BMF e Poatan x Pavlovich

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Charles x Diego UFC 335

O UFC anunciou duas grandes lutas com protagonismo brasileiro para fechar seu calendário de eventos numerados em 2026. Charles “Do Bronx” Oliveira vai defender o cinturão BMF contra Diego Lopes na luta principal do UFC 335, enquanto Alex “Poatan” Pereira encara o russo Sergei Pavlovich na co-luta principal. O evento acontece no dia 12 de dezembro, na T-Mobile Arena, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Os confrontos foram anunciados durante a transmissão do UFC 332, realizado neste sábado (3), em Salt Lake City. Charles x Diego será disputado em cinco rounds e valerá o cinturão BMF. Poatan x Pavlovich também terá cinco assaltos, mas não terá título em jogo.

Charles x Diego UFC 335

Charles conquistou o BMF em março, no UFC 326, ao dominar Max Holloway durante cinco rounds e vencer por decisão unânime, com triplo 50-45. O ex-campeão dos leves utilizou principalmente seu grappling para neutralizar o havaiano e acrescentar mais um cinturão à carreira.

Será a primeira defesa de Charles como campeão BMF.

Diego Lopes, por sua vez, sobe de categoria depois de duas oportunidades de conquistar o cinturão dos penas. O brasileiro radicado no México vem de uma vitória contundente sobre Steve Garcia no UFC Freedom 250, evento realizado na Casa Branca em junho.

A outra grande atração do UFC 335 será o retorno de Alex Poatan. O brasileiro decidiu permanecer entre os pesos-pesados e terá pela frente Sergei Pavlovich, atual número 2 do ranking da categoria. Poatan ocupa a terceira posição.

Ex-campeão dos médios e dos meio-pesados, Poatan tentou adicionar um terceiro cinturão à coleção em junho, quando enfrentou Ciryl Gane pelo título interino dos pesados no UFC Freedom 250. O francês, porém, venceu o brasileiro por nocaute técnico no segundo round.

Ex-desafiante ao cinturão interino dos pesados, Pavlovich atravessa uma sequência de três vitórias e, em sua apresentação mais recente, voltou a mostrar seu poder de nocaute ao liquidar Tallison Teixeira em menos de um minuto.

 

Lutas anunciadas para o UFC 335

  • Charles Oliveira x Diego Lopes — cinturão BMF, peso-leve, luta principal
  • Alex Pereira x Sergei Pavlovich — peso-pesado, co-luta principal de cinco rounds
  • Joe Pyfer x Bo Nickal — peso-médio
  • Brandon Moreno x Charles Johnson — peso-mosca

Finalizações definem campeões no Jungle Fight 155 em noite de casa cheia em Niterói

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Jungle Fight 155 consagrou Luis Henrique Lion Heart, Layze Cerqueira e Oton Jasse - Foto: João Guilherme

Três disputas de cinturão, três finalizações. Oton Jasse, Layze Cerqueira e Luis Henrique “Lion Heart” saíram campeões do Jungle Fight 155, realizado neste sábado (3), em uma Arena Niterói completamente lotada. A edição comemorou os 23 anos do maior evento de MMA da América Latina e marcou a estreia da organização na cidade, com a torcida acompanhando um card que terminou com os três títulos da noite definidos antes da decisão dos jurados.

Jungle Fight 155 consagrou Luis Henrique Lion Heart, Layze Cerqueira e Oton Jasse – Foto: João Guilherme

Na luta principal, Oton Jasse defendeu o cinturão dos médios da maneira que o tornou conhecido no MMA. Josias “Búfalo” Núñez tentou encurtar a distância e levar o brasileiro para baixo, mas acabou entrando justamente no terreno em que o campeão costuma ser mais perigoso. Oton encontrou espaço para encaixar o triângulo de mão e apertou até conseguir a desistência do boliviano. Foi a 20ª finalização por triângulo de mão da carreira do carioca, que mais uma vez resolveu uma luta com o golpe que se tornou sua marca registrada.

Se Oton recorreu à sua especialidade, Layze Cerqueira precisou de paciência para resolver uma história que havia começado oito anos antes. A baiana colocou o cinturão em jogo contra Mayra Cantuária, algoz no primeiro encontro entre as duas, em 2018, quando a goiana venceu por decisão unânime. Desta vez, depois de dois rounds equilibrados e divididos entre as adversárias, a campeã encontrou a definição no terceiro.

Layze já vinha procurando a finalização até conseguir chegar às costas e encaixar o mata-leão. Mayra tentou resistir, mas não encontrou saída e bateu em desistência. A campeã manteve o título e devolveu a derrota sofrida no primeiro confronto, agora sem deixar a definição nas mãos dos jurados.

O cinturão dos meio-pesados, que estava vago, teve um começo diferente. Rodolfo dos Santos mostrou logo nos primeiros minutos por que cinco de suas seis vitórias haviam sido conquistadas por nocaute no primeiro round. O paraense usou as mãos para dificultar as aproximações de Luis Henrique “Lion Heart”, mas o carioca não demorou a encontrar o caminho para mudar o cenário do combate.

Lion Heart encurtou a distância, levou a luta para o chão e passou a guarda. Por cima, atacou com golpes no ground and pound e chegou a buscar uma kimura antes de avançar novamente na posição. Já perto do fim do primeiro round, encaixou um crossface e aumentou a pressão até Rodolfo dar os três tapinhas.

A estreia em Niterói também movimentou a cidade fora da Arena Jungle. A programação da semana incluiu ações com projetos sociais, uma Eliminatórias para novos lutadores e a Fan Fest montada na área externa da arena. No sábado, três toneladas de alimentos não perecíveis foram arrecadadas na entrada em uma ação realizada pelo Jungle Fight em parceria com a Prefeitura de Niterói e a Legião da Boa Vontade (LBV). Os alimentos serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. Com o resultado desta edição, a parceria entre Jungle Fight e LBV chegou à marca de dez toneladas arrecadadas em menos de um ano.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail citou a presença de atletas locais no card, a Fan Fest e a capacidade de uma edição movimentar diferentes setores da cidade.

“O Jungle Fight trabalha o lado do turismo e toda a cadeia produtiva do esporte, dando oportunidade para os lutadores da cidade. Fizemos as Eliminatórias Jungle para incluir novos jovens no mercado de trabalho e aumentamos o número de lutas para ter o máximo possível de atletas de Niterói, além da Fan Fest para o público. Niterói é uma cidade belíssima, de frente para a Baía de Guanabara, com praias, cultura e investimento em segurança pública e em programas de esporte como prevenção. Existe uma convergência muito grande entre os objetivos do Jungle Fight e da Prefeitura de Niterói, e acredito que o evento vem para ficar e fazer parte do calendário anual da cidade. Agradeço muito ao prefeito Rodrigo Neves por ter aberto as portas da cidade e pelo trabalho de excelência que faz também usando o esporte como instrumento de inclusão social. ”, afirmou Wallid.

O prefeito Rodrigo Neves relacionou a chegada do Jungle Fight à utilização da Arena Niterói para eventos esportivos e culturais e ao trabalho com o esporte direcionado aos jovens.

“O Jungle Fight é um evento que desperta a curiosidade e a vontade da juventude de praticar artes marciais. E, por outro lado, a Arena Niterói foi construída para receber grandes eventos esportivos e culturais. E já recebeu grandes eventos nessas poucas semanas de inauguração. Então, a chegada do Jungle Fight é muito importante porque esse evento é o maior evento de MMA da América Latina. E as pessoas vão conhecer a Arena Niterói e vão conhecer a cidade de Niterói. Então, é uma convergência muito grande de objetivos. Porque a gente acredita no esporte como uma ferramenta também de prevenção à violência. O esporte como um elemento de transformação da vida dos jovens. E, ao mesmo tempo, o evento está ajudando muito, contribuindo muito na divulgação nacional e internacional de Niterói”, afirmou Rodrigo Neves.

Depois da passagem por Niterói, o Jungle Fight segue para São Paulo. A edição 156 está marcada para 24 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera, e receberá as aguardadas finais do Fight do Milhão 2026.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 155 – Aniversário de 23 anos
Arena Niterói, Niterói (RJ)
3 de outubro de 2026

Oton Jasse finalizou Josias “Búfalo” Núñez com um triângulo de mão a 0:50 do R1
Layze Cerqueira finalizou Mayra Cantuária com um mata-leão a 1:00 do R3
Luís “Lion Heart” Henrique finalizou Rodolfo dos Santos com um crossface aos 4:41 do R1
Eliwelton Travassos venceu Lukas Eduardo por nocaute técnico aos 4:40 do R2
Douglas Andrew venceu Alex Lescano por nocaute técnico aos 3:00 do R1
Luiz Henrique da Silva venceu Felipe Rodrigues Brito por decisão unânime
Marcos Paulo “Vuvuzela” venceu Nildean Paes por nocaute técnico aos 3:06 do R1
Pedro Henrique Varela venceu Marcos Vinicius por nocaute técnico aos 2:39 do R1
Matheus Cardoso finalizou Fred Roberto com um mata-leão aos 4:59 do R2
Wana Muniz venceu Larissa Samuel por nocaute técnico a 0:20 do R1
Rayra Ferreira venceu Sabrina de Souza por nocaute técnico aos 3:02 do R1
João Miguel da Silva venceu por nocaute aos 3:16 do R1
Cecília Pereira venceu Driely Neve por decisão unânime
Rodrigo Baviera venceu Raian Wilber por decisão unânime
Marlon “Perrega” venceu Max Lima por decisão unânime
Luan Victor “PQD” finalizou Jefferson Dantas com um mata-leão 4:02 do R1
Ronaldy Medina venceu Gabriel Sampaio por nocaute aos 0:07 do R1

Jovens de comunidades do Rio representam o Brasil no Europeu de Jiu-Jitsu em Portugal

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Jovens lutam neste fim de semana no Velho Continente - Foto: Divulgação

Três jovens de comunidades cariocas atendidos pelo projeto social Geração UPP estão em Lisboa, Portugal, para representar o Brasil no Campeonato Europeu Infantil de Jiu-Jitsu Sem Kimono 2026, organizado pela Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF), neste fim de semana. Davi Carvalho, do Morro da Providência, e Bernardo da Silva e Ana Laura, ambos da comunidade Nova Brasília, integram a delegação acompanhada pelo policial militar e professor de jiu-jitsu Estevam, da UPP Nova Brasília.

Jovens lutam neste fim de semana no Velho Continente – Foto: Divulgação

Há 17 anos, o Geração UPP oferece aulas de jiu-jitsu para crianças e adolescentes de comunidades do Rio de Janeiro, ministradas por policiais militares. O projeto utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social e já revelou atletas que conquistaram títulos nacionais e internacionais. Para a competição em Portugal, as passagens dos integrantes da delegação foram custeadas pela Secretaria estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro.

Entre os representantes está Davi Carvalho, do Morro da Providência, que acumula resultados expressivos fora do país. Em 2025, conquistou o Campeonato Europeu Kids, na Itália, e o Pan Kids Sem Kimono, nos Estados Unidos. Neste ano, voltou a competir em solo americano, onde venceu o Virginia Open e conquistou a medalha de bronze no Pan Kids. No Brasil, foi campeão sul-americano pela CBJJ, campeão brasileiro pela CBJJO e vice-campeão brasileiro pela CBJJ.

Morador de Nova Brasília, Bernardo da Silva também chega a Portugal com experiência internacional. Em 2026, conquistou o vice-campeonato europeu infantil na Irlanda e a prata no Europeu com kimono da IBJJF. Na temporada, venceu ainda o Mundial Sem Kimono da CBJJO, o Campeonato Brasileiro da CBJJD e o Pan-Americano da CBJJD. O jovem também foi campeão sul-americano nas modalidades com e sem kimono pela CBJJO e liderou o ranking da entidade por três temporadas consecutivas, entre 2023 e 2025.

A terceira integrante da delegação, Ana Laura, também de Nova Brasília, conquistou oito medalhas nas competições disputadas em 2026, sendo sete de ouro e uma de bronze. Entre seus principais resultados estão os títulos mundiais sem kimono e brasileiros com e sem kimono pela CBJJO, além dos títulos sul-americanos nas duas modalidades. A atleta também venceu o Internacional Kids, em São Paulo, e competições realizadas no Espírito Santo e na Bahia.

Para o policial militar e faixa-preta Thiago Diorgenes, coordenador do Geração UPP, a participação dos alunos em competições internacionais é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de quase duas décadas, com apoio de instituições que acompanham o projeto desde sua criação.

“São 17 anos de uma parceria que vai muito além da competição. A Legião da Boa Vontade é uma instituição que caminha conosco, somando forças e contribuindo diretamente para os resultados do projeto. A gente costuma dizer que entra comando, sai comando, mas a LBV permanece. Ao longo desses anos, são milhares de histórias, vidas transformadas e gerações marcadas pelo projeto. Histórias como as de Vitória Vieira, Marion Timóteo e, mais recentemente, Davi Carvalho mostram que esse trabalho continua dando frutos”, afirmou.

Segundo o coordenador, a continuidade das parcerias permite que crianças e adolescentes permaneçam nas atividades esportivas e tenham condições de participar de competições dentro e fora do Brasil. A presença dos três jovens em Portugal também demonstra a importância do apoio financeiro para que atletas de famílias de baixa renda possam disputar torneios internacionais.

O deputado estadual Rafael Picciani, ex-secretário estadual de Esporte e Lazer, também ressaltou a importância do investimento público em iniciativas esportivas voltadas às comunidades.

“Quando o poder público investe no esporte, está investindo também no futuro desses jovens. Ver atletas de comunidades do Rio de Janeiro representando o Brasil em uma competição internacional mostra o potencial que existe dentro dos nossos projetos sociais. Muitos desses meninos e meninas não teriam condições de viajar sem esse apoio. O Geração UPP faz um trabalho importante há 17 anos, aproximando a polícia das comunidades e oferecendo oportunidades por meio do jiu-jitsu. Parabenizo à LBV e a todos os nossos policiais pelo trabalho desenvolvido nessas quase duas décadas”, afirmou Rafael Picciani.

O Geração UPP é fruto de uma parceria entre as secretarias estaduais de Polícia Militar e de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, a Legião da Boa Vontade (LBV), a Super Rádio Brasil e parceiros como Boomboxe, Tintas Nacional e Instituto Chaya. A atuação conjunta permite a manutenção das aulas gratuitas de jiu-jitsu nas comunidades, além de contribuir para a formação dos alunos e a participação dos atletas em competições nacionais e internacionais.

Vitor Petrino desafia Curtis Blaydes para luta no UFC 335, em dezembro

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Vitor Petrino quer lutar ainda este ano - Foto: UFC by Zuffa

Vitor Petrino quer encerrar 2026 diante de um dos principais nomes dos pesos pesados do UFC. O brasileiro desafiou Curtis Blaydes para uma luta no UFC 335, marcado para 12 de dezembro, em Las Vegas, e já manifestou à organização o interesse pelo confronto. Agora, segundo Petrino, falta a resposta do americano para que as conversas possam avançar.

Vitor Petrino quer lutar ainda este ano – Foto: UFC by Zuffa

O duelo colocaria frente a frente dois atletas que vêm de vitória e ocupam posições próximas no ranking da categoria. Petrino aparece atualmente na nona colocação, enquanto Blaydes é o sétimo.

Aos 29 anos, Petrino atravessa sua melhor sequência desde que chegou ao UFC. O mineiro está invicto desde que deixou os meio-pesados e subiu para a categoria acima de 93 kg. Foram quatro vitórias consecutivas, contra Austen Lane, Thomas Petersen, Steven Asplund e Serghei Spivac.

O resultado sobre Spivac, em agosto, levou o brasileiro ao grupo dos dez primeiros colocados da divisão e abriu espaço para a busca por adversários mais bem posicionados. É nesse cenário que Petrino mira Blaydes para sua próxima apresentação.

“Curtis, estou esperando você. Nós dois estamos vindo de vitória, estamos próximos no ranking e essa é a luta que faz sentido agora. Eu já falei com o UFC e, da minha parte, está resolvido. Quero lutar no dia 12 de dezembro, em Las Vegas. Agora falta você aceitar. Tenho respeito pela sua história, mas quero o seu lugar no ranking. Se acha que vai continuar na minha frente, aceita a luta e a gente resolve isso lá dentro”, afirmou o atleta da CMSystem.

Blaydes vem de vitória sobre Waldo Cortes-Acosta, no dia 12 de setembro. O americano tem cartel de 20 vitórias e seis derrotas e soma 13 triunfos por nocaute ao longo da carreira.

Deiveson faz camp na Tailandia e promete anular Talbot

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Deiveson e Leo elias

Vindo de uma sequência de quatro derrotas nas ultimas cinco lutas, o ex-campeão dos moscas, Deiveson Figueiredo, está ciente que precisa trazer novas armas para seu jogo se quiser continuar no UFC. Programado para enfrentar o talentoso americano Payton Talbot (11-1) no co main event do UFC 332 no próximo sábado, o brasileiro, hoje 11º no ranking dos galos do UFC, buscou mais uma vez novidades para voltar a coluna de vitórias.

Depois de treinar com Henry Cejudo, Charles Oliveira na Chute Boxe e Patricio Pitbull na Pitbull Brothers, “Daico” decidiu afiar seu Muay Thai na Tailândia.

“Na verdade eu tinha vindo para cá passar um mês afiando meu Muay Thai e conhecendo a Tailândia, que era um sonho antigo. Quando cheguei, o UFC me ofereceu essa luta e decidi fazer o camp todo aqui”, contou ao PVT o brasileiro, otimista com as lições aprendidas com o headcoach da Phuket Fight Club, Léo Elias.

Deiveson e Leo elias

Considerado o melhor treinador estrangeiro (não tailandês) na terra do Muay Thai, Elias já treinou campeões locais como Panpayak Jitmungnon (campeão do Lumpinee e Rajadamnern e três vezes eleito lutador do ano), além de grandes nomes do MMA que passam por lá, como Carlos Prates, Shara Bullet e Cara de Sapato.

“O Elias é tudo o que falam dele mesmo. Trabalhamos bastante volume de golpes. E também tive uma ajuda grande de lutadores da Chechenia, Daguestão e Uzbequistão na parte de grappling. Pude aprender muito com eles”.

Perguntado como pretende vencer o fenômeno americano Figueiredo desconversou. “Eu sempre procuro misturar o jogo. O que posso dizer é que estou pronto para anular o jogo do Talbot, onde a luta se desenrolar”, garantiu o brasileiro, que terá em seu corner, além de Elias, Junior Dedinho (Jiu-Jitsu) e Maizena (Boxe).