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ADCC 2005: Roger Gracie, o melhor grappler do mundo

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Oito lutas, oito vitórias por finalização, vencedor da categoria até 99kg e do absoluto e ainda eleito o atleta mais técnico. Assim se resume a consagradora participação de Roger Gracie na 6o edição do ADCC World Submission Wrestling Championship, realizado nos dias 28 e 29 de Maio de 2005 no ginásio The Pyramid, em Long Beach na Califórnia.

Apesar de ser o protagonista do maior show de finalizações já visto nas cinco edições do evento, Roger não brilhou só. Marcelinho Garcia (campeão até 77kg e 3º no absoluto), Ronaldo Jacaré  (campeão até 88kg e vice no absoluto), Leonardo Vieira (campeão até 66kg), Xandi Ribeiro, Fabrício Werdun, Gabriel Napão, Kyra Gracie e Juliana Borges também colaboraram, e muito, para que esta edição batesse dois records: maior número de brasileiros nos pódios e maior índice de finalizações da história da Copa do Mundo dos Grapplers.

 

Texto e fotos Marcelo Alonso

Dez meses se passaram desde o último confronto entre Ronaldo Jacaré e Roger Gracie na disputa da categoria que definiria o maior lutador de Jiu-Jitsu do mundo. E lá estavam os dois novamente frente a frente observados atentamente por quatro mil espectadores que lotavam o ginásio em forma de pirâmide construído no campus da Universidade de Long Beach na Califórnia. Desta vez a disputa valia o título de maior grappler do mundo. 

Roger começa tentando uma guilhotina, Jacaré defende e o Gracie cai fazendo guarda recebendo um ponto negativo. Jacaré tenta derruba-lo duas vezes, Roger cai e levanta na primeira oportunidade e na segunda surpreende o amazonenese com uma Kimura. Jacaré defende e na seqüência os dois se embolam e caem na beira do ringue. O Gracie escapa para as costas, coloca um gancho e posteriormente fecha o triangulo na cintura de Jacaré que se levanta e, com o oponente nas costas, tenta se dirigir para o meio da área de luta, mas não consegue. Roger abraça seu pescoço e aperta o mata-leão obrigando-o a bater. O público levanta e aplaude de pé a consagração do maior Grappler da atualidade, que erguido pelos tios Rickson, Renzo e diversos membros da família comemora a consagração Gracie. “Mostrei hoje quem foi o verdadeiro campeão absoluto de Jiu-Jitsu. Me roubaram aquele título mas eu tomei de volta”, bradou o Gracie se referindo ao último confronto dos dois (julho 2004), quando quebrou o braço de Jacaré, mas o oponente não bateu e acabou vencendo por pontos.               

Para chegar a grande final com Jacaré o Gracie tinha simplesmente finalizado todos os oponentes tanto no peso como no absoluto. A bem da verdade o único que não bateu para Roger fazendo uma luta bem parelha até os primeiros 20 minutos foi Alexandre Cacareco que o enfrentou na final da categoria até 98kg. No início Cacareco surpreendeu chegando perto de passar a guarda do Gracie em duas oportunidades, mas o representante da BTT não resistiu ao maior volume de jogo de Roger e no intervalo para o segundo overtime decidiu desistir. “Senti a falta do Zé Mário no meu córner os caras botam muita pressão, parecia que eu estava sozinho lutando contra toda a família Gracie”, disse após a luta Cacareco. 

Roger Gracie venceu uma batalha contra Cacareco

Para chegar na final do peso Roger venceu Justin Garcia (mata-leão), Eduardo Telles (armlock) e Alexandre Ribeiro (triangulo). Na disputa de terceiro lugar Ribeiro vingou Roger por tabela vencendo o campeão de 2003,  John Olav Einemo por 6×2. Em 2003 Olav havia eliminado Roger Gracie e Cacareco e desta vez foi derrotado por Cacareco (2×0) e Xande Ribeiro (6×2).

Após descansar menos de uma hora, Roger voltou aos tatames para finalizar com um leglock em poucos minutos o aluno de Yuki Nakai, fazendo na seqüência um dos combates mais técnicos do evento contra Fabrício Werdum, que entrou representando a Espanha. Depois de terminar a luta defendendo um armlock, Werdum devolveu o sufoco terminando o primeiro overtime com um leglock encaixado. No segundo tempo extra, Roger chegou às costas de Werdum e pegou o representante espanhol em um mata-leão. No lance final Werdum machucou a costela e saiu da luta preocupado com sua luta no Pride marcado para 28 de agosto, contra o melhor sparring de Emelianenko Fedor. “Mirko vai ficar maluco comigo. Ele me disse para não vir lutar porque o Pride era mais importante. Mas tenho certeza que em duas ou três semanas estarei pronto para lutar” dizia otimista Werdum. 

Antes de enfrentar Jacaré na final Roger enfrentaria pela segunda vez Xandi Ribeiro que assim como Werdum começou melhor mas acabou finalizado. “Até agora não consegui entender como ele conseguiu sair da leglock e do triangulo que encaixei no inicio da luta”, disse Ribeiro ainda impressionado com o mata-leão aplicado pelo oponente.    

DAVI GARCIA X GOLIAS RODRIGUES  

Depois de finalizar 3 dos quatro oponentes e faturar pela segunda vez a categoria, Marcelo Garcia, pesando só 77kg, levantou a platéia fazendo a melhor do evento contra o ex-campeão peso pesado do Ultimate, Ricco Rodrigues, que pesa 128kg. Mostrando uma excelente técnica para chegar às costas do adversário, o campeão do ADCC 2003 surpreendeu Ricco duas vezes, chegando as suas costas e enlouquecendo o ginásio. “Fiquei impressionado porque os americanos todos torceram por mim, foi demais”, comentou mais tarde atleta de Fábio Gurgel.

Na segunda vez em que Garcia chegou às costas do gigante americano, Ricco se jogou no chão e quase machucou o faixa preta. A platéia enlouqueceu e disparou uma sonora vaia. Quando a luta recomeçou, Marcelo botou Rico na guarda e atacou num justo leg-lock e depois uma chave de calcanhar. O grandalhão ainda tentou resistir, mas acabou batendo. O ginásio inteiro se levantou aplaudindo Marcelinho na mais impressionante manifestação da história do ADCC. Marcelinho voltou a levantar a galera na fase seguinte finalizando com um armlock o americano Diego Sanchez, mas emudeceu o estádio na semifinal quando bateu para Jacaré numa kimura de dentro da guarda.Na disputa de terceiro lugar mais um show em cima de Xande Ribeiro que bateu com um mata-leão. 

Marcelo Garcia vencendo o gigante Rico Rodrigues na melhor luta do evento

Se entre os pesadões Marcelinho deu show no peso venceu com sobras. Depois de finalizar Chris Brennan (armlock) e Marcos Avellan (Mata-Leão), vencendo Léo Santos por pontos na semifinal, Garcia surpreendeu ao finalizar na final, com uma mão de vaca, o brasileiro naturalizado americano, Pablo Popovich, que eliminara ninguém menos que Renzo Gracie (2×0), o vencedor da seletiva nacional Joan Carneiro (2×0) e na semifinal o duro Jake Shields por 5×0. “Agora vou aproveitar pra tirar 15 dias de férias e dar uns seminários aqui pelos Estados Unidos” disse radiante o faixa preta que faturou merecidos US$ 15 mil (10 no peso e 5 no absoluto) pelo show dado neste ADCC 2005.   

Até 66kg: LEOZINHO VENCE REVANCHE COM RANY 

Lutar numa categoria com nomes como Marcio Feitosa, Rany Yahira, Barret Yoshida e Wagney Fabiano já não é tarefa fácil estando 100% imaginem com uma  uma séria lesão no pé esquerdo. “Há um mês quebrei o meu pé em três pontos diferentes e lesionei o ligamento treinando com Demian. Todos os médicos diziam que eu precisaria de pelo menos três meses para voltar a treinar, mas eu decidi vir para cá de qualquer maneira. Tirei o gesso cinco dias antes da competição e voltei a treinar mesmo sentindo muita dor”, relata Leonardo Vieira, último campeão da categoria, que foi obrigado a fazer uma espécie de readaptação de emergência no seu jogo para evitar expor o pé lesionado. “Estou com a cabeça boa e isso é o que mais importa”, declarou Léo minutos antes de provar a teoria na área de lutas 2, onde estreou tratorizando Tetsu Suzuki (vencedor da seletiva japonesa) com belas quedas (antes de valer pontos) e duas pegadas pelas costas.

A segunda vítima do gênio do Jiu-Jitsu foi o Wrestler americano Joe Gilbert, que eliminara Frédson Alves (Gracie) por 4×2. Já no primeiro minuto de luta, Viera ligou o motorzinho e derrubou wrestler, caindo montado com uma guilhotina encaixada. Depois de finalizar Gilbert, Léo eliminou, com uma guilhotina invertida do 69 a grande surpresa da chave, o canadense Rob Di Censo (faixa roxa de Wagney Fabiano) que finalizara logo na primeira luta o duro Albert Crane e posteriormente Gilbert Melendez, algoz do vice campeão de 2003, Barret Yoshida.    

Do outro lado da chave, Rany Yahrya, que perdeu a final da seletiva brasileira para Wagney Fabiano (2×1), devolveu o placar depois de dois overtimes. Fazendo na semifinal outra maratona contra Márcio Feitosa decidida no segundo tempo extra. “Eu estava atacando por cima o tempo todo quando ele encaixou uma guilhotina e, para escapar, tive que ceder os dois pontos”, relembrou Márcio Feitosa, que derrotou Rob Di Censo por pontos na luta pelo terceiro lugar.

A grande final foi um duelo de titãs disputados em 50 minutos. Com o apoio de Rickson em seu córner. Rany virou um leão e endureceu escapando de várias tentativas de queda, passagens e pegadas pelas costas contra atacando com perigo. No terceiro tempo extra, a platéia começou a gritar o nome de Leozinho que voltou decido a definir a fatura. Com um movimento muito técnico, Vieira dominou os dois braços de Rany e finalmente passou sua guarda, fazendo 3×0 e, na seqüência passou de novo, aplicando 6×0 e vencendo o título mais difícil de sua vida. Aplaudido pela platéia de pé Vieira chorou. “A maior parte dos meus amigos me pediu para não lutar, mas eu acredito muito em Deus e senti que ele queria me ensinar alguma coisa. Por isso resolvi vir lutar” disse com os olhos marejados o campeão que até o fim do ano deverá terminar a faculdade de fisioterapia. “Na realidade era para eu estar agora no meu estágio num asilo com 60 velhinhas que aliás me deram muita força para vir lutar e rezaram muito por mim. Agradeço muito a minha equipe, minha esposa e a elas também”, arrematou o campeão.     

Mesmo com o pé machucado Leonardo Vieira conquistou o bicampeonato, vencendo na final o discípulo de Rickson, Rany Yahya, merecendo os cumprimentos de Rickson e Kron

Até 88kg: JACARÉ FINALIZA CONSULADO E MAIS CINCO 

Eram cinco da manhã sol ainda nem havia nascido na madrugada de quarta para quinta, dois dias antes do início do evento, a maioria dos atletas já se encontrava concentrada no Hotel Marriot em Long Beach quando Ronaldo Jacaré em pé com uma pastinha de documentos na mão esperava numa fila a abertura do consulado dos Estados Unidos. “Não havia conseguido marcar entrevista a tempo, mas não conseguia me imaginar fora deste evento por isso resolvi tentar esta última cartada”, lembra Jaca, que graças ao apoio de um amigo do patrocinador, Vitor da Koral quimonos, que trabalha no consulado conseguiu fazer a cobiçada entrevista e pegar o visto embarcando horas depois pra Califórnia. “Quando eu sai do consulado foi uma choradeira danada”, lembra o guerreiro que chegou ao The Pyramid as 10 em ponto hora da abertura da competição. Enquanto atletas e imprensa do mundo mal conseguiam acreditar na saga de Jaca, o brazuca tentava tirar uma soneca minutos antes de sua primeira luta.

Quem pagou caro pelo perrengue de Ronaldo foram seus adversários. Apesar de ter sido muito bem tratado no consulado americano, Jacaré precisou de muito mais tempo para responder as perguntas da entrevista do que pra vencer seus três primeiros oponentes que não chegaram a durar quatro minutos. Depois de derrubar, passar a guarda e finalizar David Belkheiden com uma Kimura na primeira luta o amazonense puxou Robert Sulski para a guarda e definiu com um triângulo e posteriormente derrubou, passou e pegou com um armlock o campeão de Vale-Tudo Denis Hallman na semifinal.

Enquanto isso do outro lado da chave os brasileiros Saulo Ribeiro (atual campeão do peso), Jorge Macaco e Demian Maia (campeão da seletiva nacional) cortavam um dobrado para ver quem ia chegar na final com Jaca. Depois de vencerem seus primeiros oponentes com tranqüilidade, Saulo e Macaco fizeram uma luta duríssima com direito a 4 overtimes para definir o oponente de Demian na semifinal. O guerreiro Macaco, que contundiu a mão no Jungle Fight uma semana antes e precisou tomar infiltração para competir lutou muito bem mas esbarrou na maior experiência do bicampeão e recordista em overtimes no ADCC, Saulo que conseguiu uma queda depois de quase 50 minutos de luta.

Na semifinal porém Saulo não resistiu ao campeão da seletiva nacional que o venceu por uma vantagem e seguiu com moral pra final com o mesmo Jacaré que havia perdido para Saulo na final de 2003. 

Com a explosão de sempre Jacaré começou defendendo uma tentativa de queda de Demian com uma ajustada Kimura. Demian escapou e a luta e mostrando-se muito bem preparado para neutralizar o jogo de Jacaré defendeu dezenas de quedas do amazonense contra-atacando com perigo, mas no overtime acabou penalizado por fugir da guarda do amazonense.

Jacaré venceu Demian Maia

Após a vitória Jacaré arrancou gargalhadas da platéia ao comemorar com sua marca registrada andando no Tatame como um Jacaré.

Depois de dar show no peso Jacaré voltou com tudo e mais um pouco no absoluto vencendo por 6×0 o duríssimo americano David Avellan, finalizando Alexandre Cacareco com um leglock e calando o ginásio na sequência ao finalizar com uma Kimura Marcelo Garcia, que após a vitória sobre Rico Rodrigues havia se transformado no grande nome do evento (até então) e maior xodó da torcida americana. “Já tinha esta estratégia pronta caso lutasse com o Garcia. Puxar pra fechada e atacar sem parar os braços dele que são bem curtos. Deu certo”, comemorou Jacaré sempre contando com o patrocinador Vítor (Koral), faixa marrom de Jiu-Jitsu, em seu córner. Até a grande final do absoluto só Jacaré e Roger permaneciam invictos. Assim como nas últimas duas vezes que se enfrentaram ficava para a última luta do evento a decisão de quem seria o dono da festa. “Ele mereceu o título cometi um erro de deixar ele chegar em sua posição boa e acabei pagando caro por isso”, reconheceu Jacaré já pensando na revanche que deve incendiar o próximo mundial. “Mal posso esperar pra enfrenta-lo de novo na final do absoluto. Se chegarmos lá vai ser outro lutão”, garantiu Jaca.      

+ 99kg: AMERICANOS VENCEM ENTRE OS GIGANTES 

Para não dizer que os brasileiros levaram todos os títulos para casa os americanos contaram com dois consolos, Jeff Monson que faturou a categoria acima de 99kg e Dean Lister que venceu Jean Jaques Machado na Superfight. 

Para vencer na categoria onde o Brasil tinha candidatos fortíssimos como o campeão do ano passado Marcio Pé de Pano, além de Gabriel Napão, Marcio Corleta, Daniel Gracie e Fabrício Werdun (que entrou representando a Espanha), Monsen se mostrou muito bem preparado. Depois de eliminar Karim Byron por pontos e seu companheiro de equipe, o judoca olímpico, Rhadi Ferguson, no segundo overtime, o Homem de Neve contou com uma forcinha de Fabrício Werdun para vence-lo na semifinal. “Faltava um minuto para terminar e eu vi que estava 1×0 para ele e parti pro ataque. Na verdade era um negativo pra ele”, lembra Werdun que faltando 30 segundos viu o wrestler tira-lo das costas caindo por cima e conseguindo os dois pontos que precisava para enfrentar Gabriel Napão na final. Napão chegava com moral na final após vencer, no seu lado da chave, o árabe Mustapha al-Turk, o americano Rico Rodrigues por pontos e finalizar o favorito Pé de Pano com uma chave de panturrilha que lesionou os ligamentos do ex-campeão e o tirou da competição.     

A final não poderia ser mais monótona, Napão puxou pra guarda perdeu um ponto por isso e Jeff administrou a luta até o final conquistando a primeira vitória americana no evento. “Sem Ricardo Libório, Moacyr Boca, Marcos Aurélio e toda a galera da ATT esta vitória não seria possível” nos revelou o faixa roxa de Jiu-Jitsu.

Monson venceu Napão na final da categoria

WERDUM GARANTE 3º LUGAR PARA ESPANHA

Devido a lesão de Pé de Pano, Daniel Gracie que havia sido derrotado por ele por 2×0 na luta anterior foi chamado para disputar o terceiro lugar com Fabrício Werdum, mesmo estando há quase um ano morando na Croácia onde vem ajudando nos treinamentos de chão de Mirko Cro Cop. Fabrício mostrou que não esqueceu o seu chão no Brasil dando um verdadeiro show no representante da família Gracie e vencendo por 5×0.  

Superfight: JEAN JAQUES PERDE PARA LISTER  

Considerado um dos favoritos para vencer a categoria até 77kg, o veterano Jean Jaques Machado, foi surpreendido a poucas semanas do evento com um convite para substituir Ricardo Arona na Superfight contra o americano Dean Lister. Por ser um dos finalistas do Pride GP midleweight, Arona resolveu se retirar da Super Luta a pedido dos dirigentes japoneses levando os promotores do ADCC a convidar o maior finalizador da história do evento para substitui-lo “Quando soube do convite fui direto para uma churrascaria brasileira que tem aqui perto, não aguentava mais passar fome para bater 77” no confidenciou o veterano que na reunião de regras não parecia nada temeroso com o golpe mais perigos de Lister, a chave de pé que já fez vítimas do nível de Saulo Ribeiro e Alexandre Cacareco. “Na verdade gostaria muito que ele tentasse, pois quem dá chave de pé se expõe ao contra ataque e eu não gosto de amarração, luto pra matar ou morrer”, disse Jean deixando claro que já tinha uma estratégia clara para o jogo de Lister. O que o Machado não contava é que do outro lado, treinando o americano por quase um mês, estava o bicampeão mundial absoluto de Jiu-Jitsu Rodrigo Comprido. “O instrui para ele manter as costas do Jean todo o tempo no chão e só atacar uma chave de pé caso tivesse certeza absoluta que pegaria”, nos revelou Comprido após vencer o pesadíssimo Wade Rome na luta alternativa da categoria acima de 99kg. Dean seguiu a risca as orientações o técnico. Jean Jaques começou puxando pra guarda e ganhando um ponto negativo sendo obrigado a se expor e abrir espaços para Lister pontuar com uma passagem uma montada e uma pegada pelas costas. “apesar de representar os Estados Unidos queria dizer aos brasileiros que represento o Jiu-Jitsu de vocês” disse ao microfone em português claro o americano que recebeu na saída do ringue um beijo da namorada brasileira a gaúcha, Flávia, que conheceu Lister no último mundial de Jiu-Jitsu e desde então mora com ele nos Estados Unidos. Apesar da derrota Jean foi ovacionado pelo público e ao microfone agradeceu ao Sheik Tahnoon e seu braço direito. Guy Nievens pela realização do evento terminando o discurso garantindo que estará de volta a sua categoria daqui a 2 anos.                 

Dean Lister venceu Jean Jaques com tranquilidade na Superfight

JULIANA E KYRA ROUBAM A FESTA NO FEMININO 

Depois de conquistarem um lugar ao sol no Jiu-Jitsu e no Vale-Tudo as mulheres chegaram com força nesta primeira edição em que puderam disputar a Copa do mundo dos grapplers. Entre as leves (até 60kg) Kyra Gracie deu show, vencendo suas três oponentes com clara superioridade técnica. “Meu jogo de quimono é muito baseado nas pegadas por isso muita gente achou que eu não fosse me adaptar no submission”, nos revelou a faixa marrom que passou os seis meses antes da luta treinando com o Tio Renzo em Nova York. A adaptação não poderia ser melhor, em todas as três lutas que fez Kyra não se viu ameaçada em nenhum momento. Sempre em busca da finalização a Gracie venceu a duríssima Erica Montoya por 4×2, finalizou a japonesa Megumi Fuji com um triangulo, fechando sua participação com chave de ouro ao vencer na final, por 5×0, a experiente faixa preta, Leka Vieira.

A final brazuca foi tão movimentada que roubou a atenção do público da final da categoria até 88kg entre Jacaré e Demian Maia, que era disputada no ringue ao lado. Depois de aplicar uma queda, obrigar Leka a ficar de pé para sair de um armlock, conectando na seqüência com um omoplata e  terminando nas costas, Kyra mereceu aplausos entusiasmados do público. Muito assediada pela imprensa japonesa após a vitória, a representante da família Gracie descartou a possibilidade de lutar Vale-Tudo. “Por enquanto não penso nisto. Agora vou voltar a treinar de quimono para o Mundial”, revelou a Gracie que faturou US$ 2 mil pela vitória.         

Kyra Gracie deu show de técnica vencendo Leca Vieira com tranquilidade na final feminina leve

 

Na categoria acima de 60kg e também no absoluto quem ditou as regras foi a campeão brasileira de Wrestling, Faixa preta de Jiu-Jitsu, aluna de Fernando Boi (Nova União), Juliana Borges que venceu com tranqüilidade todas as seis lutas. Infelizmente no peso Juliana caiu de cara com outra forte representante brasileira, a campeão mundial Hanette Quadros que depois de levar duas quedas acabou eliminada logo na primeira fase. Na seqüência a brasileira garantiu o título com duas goleadas de 10×0. Primeiro na japonesa Megumi Yabushita e na final sobre a belíssima aluna dos irmãos Machado, Stacy Cartwright.

Na categoria absoluto, que nada mais foi que uma reedição dos pesados, Juliana mais uma vez tratorizou todo mundo. A primeira vítima Foi Kizzma Button (6×0), depois Amanda Buckner 5×0 e na final a consagrada lutadora de Vale-Tudo Tara La Rosa por 3×0. “Foi uma experiência maravilhosa. Estou muito feliz de poder levar duas vitórias para o Brasil e ainda receber uma excelente premiação para isso”, nos disse após o evento a goiana que recebeu US$ 7 mil dólares de prêmio pelas duas vitórias (2 no peso e 5 no absoluto).             
 

 

CAMPEÕES ADCC 2005

 

Até 66kg – 1o Leonardo Vieira; 2o Rany Yahya, 3º Marcio Feitosa

Até 77kg – 1º Marcelo Garcia, 2º Pablo Popovich; 3º Jake Shields

Até 88kg – 1º Ronaldo Jacaré; 2º  Demian Maia; 3º Saulo Ribeiro

Até 98kg –  1º Roger Gracie; 2º Alexandre Cacareco; 3º Xande Ribeiro

Acima de 98kg – 1º Jeff Monson; 2º Gabriel Napão; 3º Fabrício Werdum 

Absoluto – 1º Roger Gracie; 2º Ronaldo Jacaré; 3º Marcelo Garcia 

 

Feminino (Até 60 kg)  – 1º Kyra Gracie; 2º Leka Vieira; 3º Megumi Fuji   

Feminino (Acima de 60kg) – 1º Juliana Borges; 2º Stacy Catwright; 3o Kisma Button Feminino (absoluto) – 1º Juliana Borges; 2º Tara La Rosa; 3º Amanda Buckner

Super Luta – 1º Dean Lister (USA); 2º – Jean Jaques Machado (Brasil)  

Alex Poatan x Ciryl Gane: quem vence no UFC Freedom 250?

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O UFC Freedom 250 vai rolar neste domingo direto da Casa Branca, nos Estados Unidos, e terá a aguardada luta de Alex Poatan pelo título interino dos pesos pesados contra Ciryl Gane. O evento vai ter também a disputa pelo cinturão dos leves entre Ilia Topuria e Justin Gaethje, que será o combate principal da noite.

O UFC terá ainda mais dois brasileiros: Maurício Ruffy e Diego Lopes, que enfrentam Michael Chandler e Steve Garcia, respectivamente.

Nos últimos meses, o PVT ouviu vários especialistas sobre o combate de Poatan contra Gane. Assista no vídeo abaixo o que nomes como Vinício Antony, Junior Cigano e Demian Maia, entre outros, pensam sobre esse duelo.

Assista no vídeo abaixo:

Veja abaixo o card completo e o horário do UFC Freedom 250:

UFC FREEDOM 250
Domingo, 14 de junho | Casa Branca, Washington (EUA)
CARD PRINCIPAL – 21h na Paramount+
Ilia Topuria vs Justin Gaethje
Alex Poatan vs Ciryl Gane
Sean O’Malley vs Aiemann Zahabi
Mauricio Ruffy vs Michael Chandler
Bo Nickal vs Kyle Daukaus
Diego Lopes vs Steve Garcia
Josh Hokit vs Derrick Lewis

Fábio Gurgel: “O Mark Kerr me deu esse anel”

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O general da Alliance Fábio Gurgel foi o convidado do Conexão PVT da ultima quarta-feira. Na conversa com Marcelo Alonso, Fábio falou do 16º titulo mundial da Alliance no adulto, apontou os maiores destaques deste 30º Mundial e trouxe detalhes curiosos de seu encontro com Mark Kerr nos bastidores do evento, 30 anos depois da histórica final no torneio de Vale-Tudo WVC 3.

“Ele está representando uma marca de anel para medição de sono e me deu um de presente. Curiosamente estou lançando no Brasil um produto de bioperformance corporativa que se chama Impulso +. Exatamente com o objetivo de levar a cultura do Jiu-Jitsu, para cuidar da saúde dos colaboradores, para grandes empresas. Começamos a conversar sobre esta sinergia. Então batemos um papo super agradável de quase meia hora, inclusive sobre o filme dele”, contou Fábio, revelando que foi a partir de “Smashing Machine”, que surgiu a ideia do documentário contando sua trajetória, “O pessoal do filme tentou comprar os direitos da luta do Lapenda (produtor do WVC), que não teve interesse em vender. Isso despertou nele a vontade de contar o outro lado da história. O Lapenda me procurou e assim nasceu a ideia do documentário sobre a minha trajetória”.

Fabio explicou também que o documentário não vai ser 100% sobre a luta.

“Obviamente aquela luta é icônica na minha trajetória, mas o documentário não é só sobre ela. Eu fiz parte do Vale-Tudo de 1991 contra a Luta-Livre, depois lutei no UFC 11, fui quatro vezes campeão mundial de Jiu-Jitsu, mas tem muita gente que lutou e conquistou muito mais do que eu no Jiu-Jitsu e no Vale-Tudo e até como professor, o que acho que torna minha história interessante é o todo. Formei centenas de campeões, criamos a parceria mais longeva e a academia mais vencedora (Alliance tem 40 anos e é a academia que mais ganhou títulos mundiais) e ainda transformamos isso num modelo de negócios que impacta milhões de pessoas, afinal hoje temos 300 escolas em 32 países e mais de 60 mil alunos. Então se juntar tudo talvez pouca gente tenha feito o que fiz. Já estamos em fase de produção. Estou ansioso para começarmos as filmagens”.

O filme será produzido por Frederico Lapenda, dirigido pelo premiado Wolney Atalla (Sequestro), com patrocínio do banco BTG Pactual, e já está em fase de produção.

Jungle Fight 151: Ernane Pimenta e Fabrício Bakai avançam para a final do Fight do Milhão

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Ernane Pimenta e Fabrício Bakai se enfrentam na grande final - Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

A temporada 2026 do Fight do Milhão masculino já tem seus finalistas. Diante de uma Farma Conde Arena lotada, em São José dos Campos (SP), o Jungle Fight 151 definiu neste sábado (6) os dois atletas que seguem na disputa pelo prêmio de meio milhão de reais reservado ao campeão dos meio-médios (até 77 kg). Ernane Pimenta e Fabrício Bakai resolveram seus desafios ainda no primeiro round e avançaram para a decisão marcada para o dia 25 de outubro.

Ernane Pimenta e Fabrício Bakai se enfrentam na grande final – Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

O primeiro classificado foi o paraense radicado no Rio de Janeiro Ernane Pimenta. Em um duelo entre dois perigosos nocauteadores, o atual campeão da categoria precisou de apenas 1 minuto e 17 segundos para, com um boxe afiado, balançar e nocautear o mineiro Guilherme Silva com uma sequência insana de combinações.

Na sequência, foi a vez o piauiense radicado em Minas Gerais Fabrício Bakai mostrar o poder de suas mãos. Mas antes disso, ele passou praticamente o round inteiro mochilado nas costas do amazonense radicado em São Paulo Matheus The Monster, que sobreviveu às tentativas de finalizações, mas não ao cruzado de esquerda potente que entrou limpa no queixo no último segundo do primeiro round.

Fabrício Bakai e Ernane Pimenta se encontram no dia 25 de outubro, num duelo Rio de Janeiro x Minas Gerais, para decidirem quem será o rei da selva e embolsará o prêmio de meio milhão de reais.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail destacou a atmosfera criada pelo público em São José dos Campos.

“Foi uma noite incrível. A Farma Conde Arena ficou completamente lotada, o público vibrou do início ao fim e mostrou mais uma vez a força do MMA no Vale do Paraíba. São José dos Campos e toda a região abraçaram o Jungle Fight e transformaram o evento em um grande espetáculo.”

Wallid também fez questão de agradecer aos responsáveis pela realização do evento.

“Quero agradecer ao deputado federal Milton Vieira, ao prefeito Anderson Farias, ao secretário de Esportes Tiago Dias, ao vereador Milton Vieira Filho e ao Manoel, da Farma Conde. Todos acreditam no esporte como ferramenta de inclusão social e trabalham para criar oportunidades para milhares de jovens. O sucesso desta edição é resultado desse esforço conjunto.”

Um dos principais articuladores da chegada do Jungle Fight à cidade, o deputado federal Milton Vieira celebrou o impacto social do evento.

“Foi um evento sensacional, vimos inclusão da juventude, das pessoas que não acreditavam mais em nada, mas quando entraram aqui sabem que podem vencer e ganhar dinheiro através do esporte, lutando no Brasil. Vamos fazer mais uma edição em novembro. Lutadores do Vale do Paraíba, treinem bastante.”

O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias, ressaltou a parceria com a organização.

“Foi um espetáculo. São José dos Campos se sente honrada por poder receber o Jungle Fight. Estaremos sempre de braços abertos para recebê-los.”

O vereador Milton Vieira Filho também destacou a relação entre o evento e os projetos sociais ligados ao esporte.

“Foi um evento incrível demais. A Arena Farma Conde é a casa do Jungle Fight no Vale do Paraíba. Jungle Fight é inclusão social através do esporte.”

Já o secretário municipal de Esportes, Tiago Dias, valorizou a presença do evento na cidade.

“Foi fantástico. São José dos Campos recebeu de braços abertos o maior evento de MMA da América Latina e estaremos sempre aqui apoiando o esporte.”

Representando a Farma Conde, patrocinadora e parceira da edição, Roberto Couto comemorou o resultado alcançado.

“Foi um evento maravilhoso, uma arena cheia, essa energia. Para a gente foi uma honra e esperamos receber o Jungle Fight mais vezes aqui.”

Após definir os finalistas do Fight do Milhão masculino, o Jungle Fight volta suas atenções para a próxima edição regular. O Jungle Fight 152 acontece no dia 27 de junho, em Macaé, com disputa de cinturão. Já o Fight do Milhão retorna em 1º de agosto, quando serão realizadas as semifinais do torneio feminino.

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 151
Farma Conde Arena, São José dos Campos (SP)
6 de junho de 2026

Fabrício Bakai venceu Matheus The Monster por nocaute técnico 4min59s do R1
Ernane Pimenta venceu Guilherme Silva por nocaute técnico a 1min17s do R1
Rafael Cabeça venceu Adolpho Gaúcho por nocaute aos 4min25s do R1
Guilherme Lazzarini venceu Junio Mendes por nocaute técnico aos 2min42s do R1
Oton Jasse venceu Gustavo Jones por finalização a 1min01s do R1
Igor Makachev venceu Everson Silva por finalização a 1min54s do R1
Lukas Avattar venceu Matheus Galudão por finalização a 3min54s do R1
Glaudir Santos venceu Jose Hailton por finalização a 1min02s do R3
Guilherme Alves venceu Hudson Machado por nocaute técnico a 1min51s do R2
Caio Viking venceu Bruno César Eltoro por decisão unânime
Victor Anderson venceu João Pepeu por decisão unânime (triplo 30-27)
Bruce Lee Almeida venceu Jargu Rospigliosi por finalização aos 12s do R1
Luís Gusmão venceu Felipe Alves por nocaute a 1min21s do R1

Com retorno de Bia Ferreira, seleção brasileira disputa Copa do Mundo de Boxe na China

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Bia Ferreira disputa Copa do Mundo de Boxe na China - Foto: Divulgação/COB

Enquanto parte dos brasileiros aguarda o início da Copa do Mundo de Futebol, a seleção brasileira de boxe também entra em clima de Mundial. A equipe nacional está a caminho de Guiyang, na China, onde disputará a etapa chinesa da Copa do Mundo de Boxe da World Boxing entre os dias 15 e 22 de junho.

Bia Ferreira disputa Copa do Mundo de Boxe na China – Foto: Divulgação/COB

A competição representa o segundo compromisso do Brasil no circuito da World Boxing Cup em 2026. A primeira etapa foi realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, em abril, quando a equipe conquistou resultados expressivos e subiu ao pódio em diferentes categorias.

A delegação brasileira chega à Ásia com 13 atletas, sendo seis mulheres e sete homens. O principal destaque é o retorno de Bia Ferreira a uma competição com a seleção após dois anos. Medalhista olímpica e uma das principais referências do boxe brasileiro, ela competirá na categoria até 65 kg.

No masculino, o Brasil será representado por Kelvin Alecrim (55 kg), Luiz Gabriel Oliveira (60 kg), Yuri Falcão (65 kg), Kaian Reis (70 kg), Wanderley Pereira (80 kg) e Joel Ramos (+90 kg). Isaías Ribeiro, que integrava a lista inicial da equipe, ficou fora da viagem após passar por uma cirurgia de emergência.

Entre as mulheres, além de Bia Ferreira, a seleção conta com Radija Gama (51 kg), Tati Chagas (54 kg), Jéssica Coutinho (57 kg), Rebeca Santos (60 kg), Beatriz Ferreira (65 kg), Viviane Pereira (70 kg) e Bárbara Santos (75 kg).

Chefe de equipe e coordenador técnico da seleção brasileira, Mateus Alves destacou o nível da competição e a presença de países tradicionalmente fortes no boxe internacional.

“Na etapa de Foz do Iguaçu tivemos um desempenho muito bom. Agora o torneio deve ser ainda mais forte, porque teremos a participação de seleções asiáticas em peso e também de equipes europeias. O Uzbequistão, que é uma potência no masculino, não esteve na primeira etapa, e o Cazaquistão também não veio com seus principais atletas. Desta vez a tendência é de um nível técnico ainda mais elevado.”

Mateus também ressaltou que a competição faz parte da preparação para os principais objetivos da temporada.

“Estamos usando essa etapa para somar pontos no ranking e dar ritmo competitivo aos atletas. O foco principal da seleção está nos Jogos Sul-Americanos, em setembro, e no Campeonato Pan-Americano, em outubro. Mesmo assim, chegamos com uma equipe bem preparada e com expectativa de voltar a conquistar medalhas.”

A comissão técnica brasileira é formada pelo head coach Juan “Paco” Garcia, pelos treinadores Didio Soares, Darlison Leão e Miriam Lasvega, além do fisioterapeuta Fabio Conrado.

Além das medalhas, a etapa distribui pontos importantes para o ranking internacional da World Boxing. O campeão de cada categoria recebe 150 pontos, resultado que pode influenciar diretamente a formação das chaves e o posicionamento dos atletas nos principais torneios do ciclo internacional.

Pablo Sucupira projeta próximos passos de Prates, Borralho e Jean Silva

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Pablo Sucupira

Nesta segunda-feira no Conexão PVT, o treinador da Fighting Nerds, Pablo Sucupira, conversou com Marcelo Alonso sobre o momento de seus atletas no UFC.

Sucupira comentou os próximos passos de nomes como Jean Silva, Caio Borralho e Carlos Prates, além de falar sobre a relação com Maurício Ruffy. O papo aborda desde a gestão de uma equipe com 50 atletas profissionais até as projeções para futuras disputas de cinturão, incluindo o interesse em lutas contra grandes nomes como Conor McGregor e Ilia Topuria, o desentendimento entre Jean e Melk Costa, e muito mais.

Assista no video abaixo:

Shaolin fala sobre os 30 anos do Mundial de Jiu-Jitsu e seus 10 anos como árbitro no UFC

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Shaolin venceu o arquirrival Feitosa e ficou com o ouro no leve

Neste episódio do Resenha PVT, Marcelo Alonso recebe a lenda do Jiu-Jitsu e referência na arbitragem do MMA, Vítor “Shaolin” Ribeiro. Em um papo repleto de nostalgia e bastidores, Shaolin relembra o início de sua trajetória na Nova União, a importância de Dedé Pederneiras em sua formação e histórias inéditas sobre os primórdios do esporte.

O vídeo traz registros históricos, como a icônica parceria entre Dedé e John Lewis, que abriu portas para o Jiu-Jitsu nos EUA e influenciou a criação do UFC moderno. Shaolin também analisa o atual cenário da arbitragem internacional, compartilha sua experiência de 10 anos como árbitro do UFC e revela quem são, em sua opinião, os maiores nomes e as lutas mais marcantes da história da arte suave.

Assista abaixo:

Brasileiro desafia modelo tradicional e vira referência no ensino do jiu-jítsu

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Fabrício Lopes é professor da Gracie Barra - Foto: Arquivo pessoal

O crescimento do jiu-jítsu nas últimas décadas ampliou o debate sobre a forma de ensinar a modalidade. Em um cenário marcado pela constante evolução técnica e pelo aumento do número de praticantes recreativos, o professor brasileiro Fabrício Lopes tem se destacado por uma proposta que busca aproximar o aprendizado da lógica do combate.

Fabrício Lopes é professor da Gracie Barra – Foto: Arquivo pessoal

Faixa-preta formado na tradicional Gracie Barra Matriz, Lopes desenvolveu o chamado “Predictive Adaptation Coaching System”, metodologia que vem sendo aplicada por instrutores e academias no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá. A proposta parte de uma premissa simples: ensinar o aluno a compreender o funcionamento das posições e das reações do adversário, em vez de concentrar o aprendizado apenas na repetição de movimentos.

“O caminho até a faixa-preta de jiu-jítsu costuma ser pavimentado pela repetição exaustiva de movimentos isolados e pelo acúmulo quase enciclopédico de técnicas. No entanto, em um esporte que exige tanto da mente quanto do corpo, busco dar ênfase nas aulas à decodificação da lógica oculta por trás de cada alavanca e transição”, afirma o professor.

Segundo Lopes, um dos problemas mais comuns observados nas academias é o foco excessivo no volume de técnicas ensinadas. Para ele, muitos praticantes passam anos acumulando conhecimento técnico sem desenvolver a capacidade de interpretar situações de combate.

“Quero que meus alunos desenvolvam a habilidade dinâmica de se adaptar e solucionar problemas complexos em frações de segundo”, explica. “Muitos alunos aprendem centenas de técnicas, mas não compreendem plenamente o posicionamento, o timing, as reações ou o processo de tomada de decisão.”

O método desenvolvido por Lopes procura inverter essa lógica. As aulas são estruturadas para desenvolver no aluno a leitura de cenários, a compreensão do posicionamento, o uso das alavancas, o timing das ações e a capacidade de adaptação diante de situações inesperadas.

“A ideia principal por trás do Sistema de Coaching de Adaptação Preditiva é ensinar aos alunos como compreender o jiu-jítsu de forma conceitual, em vez de apenas memorizar técnicas. Meu sistema busca conectar as posições entre si, para que os alunos compreendam por que determinados movimentos funcionam e como adaptá-los dinamicamente durante situações reais de combate”, diz.

Outro ponto central da metodologia é a adaptação do conteúdo ao perfil de cada aluno. Competidores recebem uma abordagem voltada para sistemas de reação e pressão tática, enquanto iniciantes trabalham conceitos fundamentais de posicionamento. Já praticantes mais velhos ou com limitações físicas são orientados a buscar eficiência técnica e economia de movimentos.

“Os alunos aprendem de maneiras distintas, a depender de seus objetivos, idade, experiência e condição física. A estrutura da metodologia permanece a mesma, mas a forma como o conteúdo é transmitido varia conforme o perfil do aluno”, afirma o faixa-preta.

A experiência acumulada por Fabrício Lopes dentro da Gracie Barra também teve influência direta na construção do sistema. O professor destaca que a organização curricular, a padronização do ensino e a progressão de longo prazo observadas na equipe serviram como base para a criação de uma metodologia própria.

“A maior lição que aprendi na Gracie Barra foi a importância da estrutura, da consistência e do desenvolvimento a longo prazo. Esse ambiente me ajudou a compreender que um excelente trabalho de instrução não se resume apenas ao conhecimento técnico. Trata-se também de organização, comunicação e da criação de sistemas que os alunos possam seguir de forma consistente ao longo dos anos”, afirma.

A proposta tem encontrado receptividade entre instrutores que buscam alternativas aos modelos convencionais de ensino. De acordo com Lopes, professores que passaram a utilizar conceitos da metodologia relatam melhora na retenção de alunos, evolução técnica mais consistente e maior capacidade de adaptação durante os treinos.

“Muitos instrutores me relatam que seus alunos compreendem as posições de forma mais profunda e adquirem maior confiança ao aplicar as técnicas sob pressão”, conta.

Embora proponha mudanças na forma de transmitir o conhecimento, o professor afirma que o objetivo não é alterar a essência da arte suave. Para ele, os fundamentos tradicionais seguem como base do processo de aprendizagem.

“Os valores fundamentais, como disciplina, eficiência técnica, alavancagem, paciência, compostura e capacidade de resolução de problemas, permanecem exatamente os mesmos. O que muda é a estrutura de comunicação e a progressão do aprendizado”, diz.

Ao falar sobre a formação de novos professores, Lopes resume a filosofia que orienta seu trabalho.

“Concentre-se menos em demonstrar o quanto você sabe e mais em ajudar os alunos a compreenderem aquilo de que precisam. Um bom instrutor ensina técnicas. Um grande instrutor ensina a compreensão”, conclui.

Aos 60 anos, árbitro Flavio Almendra calça as luvas para luta de despedida no boxe

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Flavio Almendra volta aos ringues para despedida como lutador - Foto: Hugo Elevaty Esportes

Quem acompanha eventos de luta pelo Brasil provavelmente já viu Flavio Almendra dentro de um ringue ou de um cage. Mas quase sempre mediando as disputas, como árbitro. Na próxima quarta-feira (10), em Maceió, o público terá a oportunidade de vê-lo em um papel que muitos sequer conheceram. Aos 60 anos, Almendra volta a competir oficialmente ao enfrentar Eduardo Canuto, 64, na luta principal do evento Coliseu Strikers.

Flavio Almendra volta aos ringues para despedida como lutador – Foto: Hugo Elevaty Esportes

O duelo reúne dois veteranos dos esportes de combate. De um lado, Eduardo Canuto, que é irmão do folclórico repórter Márcio Canuto, retorna após 14 anos afastado das competições. Do outro, Flávio Almendra encerra um hiato ainda maior. Afastado das lutas profissionais há mais de 25 anos, ele encontrou no convite uma chance de fechar um capítulo que, segundo ele, ficou em aberto.

“Eu sempre ficava emocionado quando via um atleta fazer sua luta de despedida e colocar as luvas no centro do ringue. Eu nunca tive isso. Simplesmente parei de lutar. Agora apareceu a oportunidade de encerrar esse ciclo”, afirmou.

A luta será disputada nas regras do boxe, em seis rounds de dois minutos, com possibilidade de nocaute e decisão por pontos. A organização trabalha para registrar o duelo no Guinness Book como a luta oficial entre os atletas mais velhos a se enfrentarem na modalidade.

Criado no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, Almendra começou nas artes marciais ainda criança. Passou pelo judô, mergulhou no muay thai nos anos 1980 e construiu uma trajetória que atravessa praticamente toda a história recente das lutas no Brasil. Lutou boxe, full contact, jiu-jitsu, luta livre e kickboxing antes de se tornar uma das principais referências da arbitragem nacional.

Curiosamente, sua fama como árbitro acabou escondendo a carreira de atleta.

“Todo mundo me conhece, mas quase ninguém me viu lutar. Eu estava me aposentando quando o Pedro Rizzo estava fazendo as primeiras lutas dele. A maioria das pessoas que me acompanha hoje só me conhece como árbitro.”

A motivação para voltar ao ringue vai além do aspecto esportivo. Almendra conta que a família atravessa um momento importante após decidir comprar o imóvel onde funciona o brechó administrado por sua esposa há 17 anos. Segundo ele, a bolsa da luta ajudará a viabilizar a entrada necessária para o financiamento.

“Quando surgiu a oportunidade da luta, era praticamente o valor que eu precisava para completar a entrada. Eu entendi aquilo como uma oportunidade que apareceu no momento certo.”

Se a volta aos treinos exigiu adaptação, a expectativa do público também virou combustível. Desde o anúncio do combate, mensagens de incentivo se multiplicaram entre atletas, treinadores e antigos companheiros de jornada.

“Ninguém acreditava quando a notícia saiu. Depois que entenderam que era verdade, o telefone não parou. Tem gente querendo torcer por mim e tem gente querendo me ver apanhar também”, brincou.

O respeito pelo adversário, porém, permanece intacto. Almendra lembra que chegou a arbitrar uma luta de despedida de Canuto anos atrás e reconhece a importância do rival para o esporte.

“Tenho profunda admiração por ele. Mas agora ele está no meu caminho. Dentro do ringue, é eu ou ele.”

O Coliseu Strikers será transmitido ao vivo para todo o Brasil pelo canal do Metrópoles no YouTube.

Gabriel Bonfim e Belal Muhammad estão com odds equilibradas para UFC Vegas

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O UFC Vegas 118v vai rolar neste sábado no Meta APEX e tem Gabriel Bonfim contra Belal Muhammad na luta principal da noite. O duelo está com as odds equilibradas, com Belal pagando 1,87, enquanto o brasileiro está com 1,92. Praticamente um empate técnico.

O card está cheio de brasileiros e você pode dar os seus pitacos lá nos nossos parceiros da 1xBet, mas lembre-se que você precisa ter mais de 18 anos e de se divertir com responsabilidade.

Confira abaixo os resultados da pesagem e o card completo do evento:

Resultados da Pesagem | UFC Vegas 118: Muhammad x Bonfim
Sábado, 6 de junho | Meta Apex, Las Vegas
Card Principal – 21 horas no Paramount+
Peso meio-médio (até 77,1 Kg): Belal Muhammad (77,3 Kg) x Gabriel Bonfim (77,3 Kg)
Peso-médio (até 82,9 Kg): Brendan Allen (84,1 Kg) x Edmen Shahbazyan (84,3 Kg)
Peso-leve (até 70,3 Kg): Fares Ziam (70,7 Kg) x Tom Nolan (70,3 Kg)
Peso-galo (até 61,2 Kg): Bryce Mitchell (61,4 Kg) x Santiago Luna (61,6 Kg)
Peso meio-pesado (até 92,9 Kg): Iwo Baraniewski (93,4 Kg) x Junior Tafa (93,4 Kg)
Card Preliminar – 18 horas no Paramount+
Peso casado (até 58,9 Kg): Matt Schnell (58,7 Kg) x Alessandro Costa (58,7 Kg)
Peso-galo (até 61,2 Kg): Marcus McGhee (61,6 Kg) x John Yannis (61,6 Kg)
Peso-mosca (até 56,7 Kg): Bruno Silva (57,1 Kg) x Edgar Chairez (57,1 Kg)
Peso-galo (até 61,2 Kg): Priscila Cachoeira (61,4 Kg) x Chelsea Chandler (61,2 Kg)
Peso-pena (até 65,7 Kg): Jordan Leavitt (66 Kg) x Joanderson Brito (66 Kg)
Peso-mosca (até 56,7 Kg): Jeisla Chaves (56,2 Kg) x Yuneisy Duben (56,7 Kg)
Peso-palha (até 52,1 Kg): Ketlen Souza (52,6 Kg) x Ariane Carnelossi (52,6 Kg)

 

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