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XFC: O Torneio underground que lançou dois campeões do UFC

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O que seria dos nossos campeões de MMA se não tivéssemos no Brasil, nos anos 90 e 2000, plataformas para lançar internacionalmente nossos talentos. Sem eventos como o WVC de Frederico Lapenda, o IVC de Sérgio Batarelli, o Meca de Rudimar e Joinha, o Jungle Fight de Wallid, o Shooto de Andre Pederneiras ou o WOCS de Tatá e Philip Lima, provavelmente o Brasil não seria uma potência no Pride e UFC.

Mas se levarmos em conta o quesito aproveitamento nenhum destes shows atingiu a média do Xtreme Fighting Championship (XFC), promovido pelo ex-lutador do UFC, o brasileiro, Fabiano Iha no Ginásio do Grajaú Tênis Clube, no Rio de Janeiro no dia 29 de abril de 2007. 

Oferecendo uma bolsa de US 1000, acima dos padrões brasileiros da época, o XFC reuniu alguns dos maiores prospectos do Brasil em quatro torneios nas categorias até 77kg, até 88 kg, até 93kg e acima de 93kg. A ideia do promotor Fabiano Iha, era selecionar um atleta de cada divisão para a segunda edição do evento programada para 30 de Julho em Los Angeles. Infelizmente esta foi a única edição do evento, mas não por acaso, todos os 4 campeões não tardariam a chegar ao UFC, ou seja, 100% de aproveitamento: Rafael dos Anjos (até 77kg), Rafael Sapo (até 88kg), Antônio Braga Neto (até 93kg) e Junior Cigano (acima de 93kg). E como sabemos, dois deles se tornariam campeões. 

Cigano e `Paredão lutaram por quase 9 minutos ate o baiano conseguir o nocaute técnico

Texto e fotos: Marcelo Alonso

CONHECI MINHA ESPOSA E AINDA GANHEI US 1000

Rafael dos Anjos lembra que estava começando a carreira e a oportunidade apareceu numa semana complicada. “Lembro que era segunda feira e eu estava com febre tomando soro na veia num hospital público de Niterói quando meu celular tocou e meu manager disse. “Tenho duas notícias pra você uma boa e uma ruim. A boa é que vc vai lutar sábado, a ruim é que são duas lutas numa noite”, lembra RDA. “Mesmo sendo duas lutas de 10 minutos, quando soube do prêmio de US 1000, muito alto para os padrões brasileiros na época, não pensei duas vezes”. 

Rafael dos Anjos abriu o torneio finalizando o atleta do Rio Grande Sul Tiago Minú (Boxer Team) com um mata-leão e na semifinal repetiu o golpe vencendo o duríssimo representante da BTT Maurício Souza, que havia finalizado José Fabiano (Black House) com uma chave de pé. “Não poderia ser melhor, ganhei US 1000 e ainda conheci a minha esposa”, conta Rafael que conheceu  Cristiane, que trabalhava como divulgadora da marca patrocinadora, nos bastidores deste XFC.

Na sequência Dos Anjos, que a época representava a equipe de seu mestre Roberto Gordo, a Gracie Barra Combat Team, venceu o torneio do Fury e, após a vitoriosa estreia internacional no Pancrase japonês (finalizando rápido o japonês Hirayama), foi contratado pelo UFC em 2008, conquistando o cinturão dos leves contra Anthony Pettis em 2015. Na sequência RDA subiu para os welterweight onde logo chegou ao topo do ranking. Hoje aos 41 anos (com 31 vitórias e 17 derrotas) RDA continua contratado pelo UFC podendo se orgulhar de ter enfrentado alguns dos maiores nomes da história do evento em ambas as divisões. 

Rafael dos Anjos (GBCT) finalizou Thiago Minú (Boxer) com um mata-leão

CIGANO ATROPELA DOIS    

A outra grande revelação do evento foi o parceiro de treinos de Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, Junior Cigano, que veio da Bahia para conquistar o GP da categoria acima de 93kg. Cigano fez duas lutas duras, sendo a primeira contra Edson Paredão (Nova Geração Paraíba), a quem venceu por interrupção médica aos 8min46s. Na final Cigano pegou o Joaquim Mamute (GB BH), que havia perdido na semifinal por decisão dos juizes para André Mussi (Fight House), que luxou o braço e não pode voltar para a final. 

Ciente que Cigano era aluno do renomado professor de Boxe da Bahia Luis Dores, o faixa preta de Jiu-Jitsu Mamute logo buscou o jogo de chão. Mas Cigano soube defender a entrada de quedas e ficar batendo por cima. Já no final da luta, Mamute visivelmente cansado da batalha com Mussi, frustrado pelas boas defesas de queda do baiano, acabou desistindo do combate. “O Paredão é muito forte e o Mamute é um grande lutador, tem um excelente chão. Foram lutas muito duras, mas eu consegui me sair bem”, comemorou Cigano, que após mais uma sequencia de três vitórias em eventos nacionais, seria chamado a poucas semanas do UFC 90 para fazer sua estreia contra o bem mais experiente Fabricio Werdum. Quando estreou de forma histórica nocauteando o compatriota em apenas 1 minuto e 20 segundos do primeiro round com um uppercut de direita seguido de golpes no chão. A vitória imediatamente o colocou entre as grandes promessas da divisão dos pesos-pesados e marcou o início de sua caminhada até conquistar o cinturão do UFC em 2011.

O XFC pagou US 1000 para os quatro vencedores dos torneios


RAFAEL SAPO E BRAGA NETO

Na categoria até 83kg, o aluno de Vinícius Draculino, Rafael Sapo, brilhou. O atleta da Gracie Barra BH aplicou um belo arm-lock da guarda em Naílson Bahia (Nova União) na semifinal e na final derrotou na decisão unânime dos juizes a Gerson Silva (BTT), que havia sido derrotado na semifinal por Danilo Motoserra (GBCT). Mas como o atleta da Gracie Barra Combat Team não pode voltar para a final, devido a uma fratura na costela, voltou ao ringue. “Eu conto, mas ninguém acredita. Treino seis horas por dia, só não treino mais porque não tenho tempo. Esperei essa oportunidade para lutar lá fora durante muito tempo”, comemorou Sapo, que após mais oito lutas no Brasil, finalmente conseguiria chegar ao UFC, onde lutou entre 2010 e 2017 conquistando 9 vitórias e 7 derrotas.

Campeão mundial peso e absoluto de Jiu-Jitsu na faixa-marrom, o manauara Antônio Braga Neto (GBCT), que só tinha uma luta de Vale-Tudo, mandou muito bem e faturou o GP até 93kg. O faixa-preta finalizou em menos de dois minutos de luta Eduardo Camilo (BTT) com um arm-lock e enfrentou na final o atleta da Black House César de Jesus, que também venceu em menos de dois minutos o seu combate contra André Severo (IFF) na semifinal. Na final, Braga Neto fez seu jogo e colocou César para baixo, onde ficou o tempo todo por cima batendo e chegou a tentar um mata-leão. No final os juizes apontaram Braga Neto vencedor na decisão unânime dos juizes. O Manauara chegaria ao UFC em 2013. Chegou a fazer três lutas (1vitória e 2 derrotas), mas acabou retornando ao Jiu-Jitsu.  

Braga Neto abriu o torneio ate 93kg finalizando Eduardo Camilo (BTT) com um arm-lock




RESULTADOS COMPLETOS:

XFC BRASIL
Grajaú Tênis Clube – Rio de Janeiro
Domingo, 29 de abril de 2007

-77kg:
– Maurício Souza (BTT) finalizou José Fabiano (Black House) com uma chave-de-pé aos 2min;
– Rafael dos Anjos (GBCT) finalizou Thiago Minú (Boxer) com um mata-leão aos 7min28s;
Final: – Rafael dos Anjos (GBCT) finalizou Maurício Souza (BTT) com um mata-leão aos 6min24s;

-83kg:
– Danilo Motoserra (GBCT) derrotou Gerson Silva (BTT) na decisão unânime dos juizes;
– Rafael Sapo (GB BH) finalizou Nailson Bahia (Nova União) com um aram-lock a 1min24s;
Final: – Rafael Sapo (GB BH) derrotou Gerson Silva (BTT) na decisão unânime dos juizes;

-93kg:
– Antônio Braga Neto (GBCT) finalizou Eduardo Camilo (BTT) com um arm-lock a 1min46s;
– Cezar Jesus Ferreira (Black House) derrotou André Severo (IFF) por interrupção do juiz a 1min29s;
Final: – Antônio Braga Neto (GBCT) derrotou Cezar Jesus Ferreira (Black House) na decisão unânime dos juizes;

+93kg:
– André Mussi (Fight House) derrotou Joaquim Ferreira Mamute (GB BH) na decisão dividida dos juizes;
– Junior Cigano (Champion) derrotou Edson Paredão (Nova Geração Paraíba) por nocaute técnico aos 8min46s;
Final: – Junior Cigano (Champion) derrotou Joaquim Mamute (GB BH) por desistência.

 

Toquinho responde Werdum e aceita desafio de Cyborg

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Rousimar Toquinho bateu um papo com Marcelo Alonso no Conexão PVT desta quarta-feira, e falou sobre o desafio com Fabrício Werdum e Roberto Cyborg, além torcida por Valter Walker na divisão dos pesados do UFC.

Toquinho também comentou sua saída do maior evento de MMA do mundo, as polêmicas sobre suas finalizações e muito mais.

Assista no vídeo abaixo.

Bustamante reúne lendas de todas as gerações em sua graduação ao 8º grau

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Foto: Ana Clara Pitombo

Neste domingo, o mestre Murilo Bustamante reuniu dezenas de lendas do esporte de várias academias e diferentes gerações para sua cerimônia de graduação ao 8º grau (faixa-coral vermelha e branca), por seus 38 anos de faixa preta.

Foto: Ana Clara Pitombo

A cerimônia, conduzida pelo jornalista Eduardo Ferreira, foi realizada na AABB na Lagoa, Rio de Janeiro, com a presença de ícones do Jiu-Jitsu e MMA de diversas gerações e diferentes agremiações. Nomes como Rodrigo Minotauro, Ricardo Arona, Ricardo Libório, Ricardo De La Riva, Fernando Pinduka, Carlos Rosado, Otávio Peixotinho e Bebeo Duarte, dividiram o tatame com ex-oponentes de academias rivais como Ralph Gracie, Leonardo Castello Branco, Sergio Zveiter, Hélio Soneca e Vini Campello. Todos fizeram questão de discursar enaltecendo a importância de Murilo para a história do Jiu-Jitsu, Vale-Tudo e MMA.

“Tenho orgulho de dizer que, nas minhas maiores batalhas, tive meu ídolo e mestre ao meu lado. Primeiro campeão mundial de Jiu-Jitsu e primeiro brasileiro a se tornar campeão linear do UFC. E essa grandeza dele se reflete aqui nesta enorme reunião de mestres de várias gerações e agremiações diferentes. Um verdadeiro tributo ao Jiu-Jitsu”, discursou Minotauro, arrancando aplausos de todos os presentes.

Foto: Ana Clara Pitombo

Faixa-preta de Carlson Gracie e membro da seleção escolhida para representar o Jiu-Jitsu contra a Luta-Livre em 1991, Murilo fez com Tom Erikson (40kg mais pesado) em 1996, na final do torneio MARS, uma luta que é considerada, junto com Gurgel x Kerr (final do WVC3), como marco na criação de categorias de peso, que permitiram que o Vale-Tudo passasse a ser chamado de MMA. Primeiro campeão brasileiro linear do UFC e cofundador da Brazilian Top Team (BTT), Murilo construiu uma trajetória que ajudou a transformar o Jiu-Jitsu brasileiro em referência mundial.

No sábado, as lendas do Pride Rodrigo Minotauro, Rogerio Minotouro e Ricardo Arona haviam recebido o 6º grau numa cerimonia realizada na academia de Ricardo De La Riva. Os irmãos Nogueiras receberam seus graus de De La Riva, enquanto Arona recebeu das mãos de Ricardo Libório. Paulo Filho também compareceu à cerimônia. De La Riva e Libório são discípulos diretos do mestre Carlson Gracie, falecido em 2006.

Eduardo ‘Bbzão’ estreia na PFL nesta sexta-feira em duelo de nocauteadores

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Bbzão e equipe fazem os últimos ajustes antes de estreia na PFL - Foto: Divulgação

A trajetória de Eduardo “Bbzão” Neves ganha um novo capítulo nesta sexta-feira (7). O peso pesado paraibano faz sua estreia na Professional Fighters League (PFL), na Carolina do Norte, Estados Unidos, onde enfrenta o camaronês Maxwell Djantou Nana, conhecido como “Leonidas”, em um confronto que reúne dois atletas habituados a definirem seus desafios com autoridade.

Bbzão e equipe fazem os últimos ajustes antes de estreia na PFL – Foto: Divulgação

Representante da CMSystem, Bbzão chega à organização embalado pelo currículo construído em eventos internacionais. Ex-campeão do LFA e do Centurion FC, o brasileiro soma nove vitórias e três derrotas na carreira profissional. O dado que mais chama atenção é o poder de definição de suas lutas: oito dos nove triunfos, o equivalente a 89% do total, aconteceram por nocaute.

Do outro lado do cage estará Maxwell Djantou Nana. O camaronês também construiu sua carreira apoiado na força dos golpes. Em dez lutas profissionais, conquistou oito vitórias, seis delas por nocaute, um índice de 75%, além de sofrer apenas duas derrotas.

Confiante para a estreia, Eduardo Neves destacou o período de preparação e afirmou que está pronto para representar o Brasil na organização.

“Estamos prontos, vamos para a guerra.”

Para o treinador Cristiano Marcello, líder da CMSystem, Eduardo Neves chega à estreia na PFL no momento mais consistente da carreira. Segundo ele, o trabalho desenvolvido ao longo do camp buscou potencializar as principais características do peso pesado sem abrir mão da estratégia, em sintonia com a filosofia da equipe de conquistar vitórias com atuações dominantes. Os últimos ajustes foram realizados na Adonai Martial Arts School, na Carolina do Norte.

“O Bbzão fez um camp excelente. Chega muito bem preparado física, técnica e mentalmente. É um atleta explosivo, inteligente e que evoluiu em todos os aspectos do jogo. Na CMSystem, a gente trabalha para vencer, mas vencer dando show, entregando desempenho. Estamos fazendo os últimos ajustes na Adonai Martial Arts School, na Carolina do Norte, academia do meu aluno Rafael Freitas, que abriu as portas para receber a nossa equipe. No corner, estarei ao lado dele e do Fabiano Silva. Fizemos uma preparação muito forte e estamos confiantes de que o Bbzão está pronto para aproveitar essa oportunidade e mostrar todo o seu potencial na PFL”, afirmou Cristiano Marcello.

Jungle Fight 154: Bianca Sattelmayer e Nágila Goku avançam à final do Fight do Milhão

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Nagila e Bianca lutarão por meio milhão de dólares - Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

A decisão do Fight do Milhão feminino será paulista. Bianca Sattelmayer e Nágila Goku venceram suas semifinais neste sábado (1º), no Jungle Fight 154, e disputarão o título do GP dos pesos-palhas (até 52 kg) e o prêmio de meio milhão de reais. Diante de cerca de 10 mil pessoas no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, em São Paulo, as duas confirmaram a força das atletas da casa e garantiram presença na grande final, marcada para 24 de outubro, também na capital paulista.

Nagila e Bianca lutarão por meio milhão de dólares – Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

Bianca Sattelmayer vence no detalhe

Na luta principal, a vaga foi definida no confronto mais equilibrado da noite. Bianca Sattelmayer e a carioca Yasmin Guimarães protagonizaram um duelo de detalhes, alternando momentos de domínio ao longo dos três rounds. Bianca assumiu o centro da Arena Jungle desde o início e caminhou para frente durante boa parte do combate, enquanto Yasmin apostava na movimentação e na mudança constante de ângulos. No primeiro assalto, a paulista conectou 14 dos 32 golpes desferidos, contra nove de 30 da adversária, e levou vantagem na trocação.

O segundo round mudou de cenário. Yasmin conseguiu duas quedas, controlou a luta de solo por mais de um minuto e trabalhou as transições no chão. Bianca, porém, evitou o avanço da carioca, recolocou a luta em pé e voltou a crescer na reta final da parcial, quando as duas trocaram golpes no centro do cage e a paulista conectou os ataques mais contundentes. O terceiro assalto voltou a ser parelho, mas Bianca retomou a iniciativa, caminhou para frente e terminou a luta com vantagem nos golpes significativos da parcial (25 a 16). Ao final dos 15 minutos, dois juízes marcaram vitória da paulista e um apontou triunfo de Yasmin, confirmando a classificação de Bianca por decisão dividida.

Nágila Goku vira e finaliza

A primeira finalista da noite foi Nágila Goku, empurrada pela torcida paulista. O duelo começou melhor para a mineira Regiane Borges, que pressionou a adversária contra a grade, levou a luta para o chão e controlou boa parte do primeiro round por cima, chegando à meia-guarda antes de Nágila recuperar a posição. Nos instantes finais da parcial, Regiane ainda encaixou uma boa sequência em pé.

Nágila voltou diferente para o segundo assalto. Passou a encontrar os melhores golpes na trocação e chegou a balançar a adversária antes de levar o combate para o grappling. Depois de escapar da primeira tentativa, Regiane não resistiu à segunda guilhotina encaixada pela paulista, que venceu por finalização e garantiu a última vaga na decisão.

A final do Fight do Milhão feminino acontece em 24 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera. Bianca Sattelmayer e Nágila Goku disputarão o cinturão da categoria e o prêmio de meio milhão de reais. Na mesma noite, Ernane Pimenta e Fabrício Bakai decidem o torneio dos meio-médios (até 77 kg), completando a disputa do prêmio total de um milhão de reais, dividido igualmente entre os campeões dos torneios masculino e feminino.

Noite também definiu novos desafiantes

Além das semifinais do GP, o Jungle Fight 154 definiu dois novos desafiantes ao cinturão. Entre os pesos-pesados, o baiano Weslley Alec precisou de apenas 16 segundos para nocautear Guilherme Lazzarini. Uma ponteira no queixo derrubou o adversário, e uma sequência de golpes levou à interrupção imediata do árbitro. Agora, Weslley disputará o título contra o também baiano André Monstro, atual campeão da divisão.

Nos pesos-moscas, o paulista Willians “Jubila” Nogueira confirmou o bom momento ao finalizar Francisco Assis com uma chave de braço em apenas 39 segundos. O resultado credenciou o atleta à disputa de cinturão contra o mineiro Wagner Reis.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail elogiou a performance das quatro semifinalistas e destacou a política de igualdade adotada pela organização desde a criação do Fight do Milhão.

“As quatro atletas deram um show. Foram lutas que levantaram o público e mostraram por que o MMA feminino brasileiro merece cada vez mais espaço. Desde o esboço do Fight do Milhão, decidimos que mulheres e homens disputariam exatamente a mesma premiação. Essa igualdade é um compromisso do Jungle Fight. Também faço um agradecimento especial à primeira-dama Regina Nunes, madrinha do MMA feminino em São Paulo. Foi dela o pedido para que todas as fases do GP feminino fossem realizadas na cidade.”

Wallid também agradeceu o apoio recebido da Prefeitura de São Paulo para a realização do evento.

“Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes, ao vereador George Hato e ao secretário municipal de Turismo, Gustavo Lopes. São homens públicos que acreditam no esporte como ferramenta de inclusão social e trabalham para que São Paulo continue sendo a capital do MMA.”

A primeira-dama Regina Nunes parabenizou as finalistas e destacou o desempenho de todas as atletas que participaram do GP.

“Parabéns a todas as meninas do Fight do Milhão. Vocês deram um grande espetáculo e mostraram a força do MMA feminino. Agora esperamos todos de volta a São Paulo no dia 24 de outubro para a grande final.”

Confira abaixo todos os resultados do evento:

Jungle Fight 154
Ginásio Mauro Pinheiro, Ibirapuera, São Paulo (SP)
1º de agosto de 2026

Fight do Milhão

Bianca Sattelmayer venceu Yasmin Guimarães por decisão dividida (30-27, 28-29, 29-28)

Nágila Goku venceu Regiane Borges por finalização a 2min31s do R2

Demais lutas:

Weslley Alec venceu Guilherme Lazzarini por nocaute técnico aos 16s do R1

Willians “Jubila” venceu Francisco Assis por finalização aos 39s do R1

Enderson Brasil venceu Enzzo Bastos por decisão unânime (triplo 28-27)

Paulo Cezar Araújo venceu Lucas Schmidt por finalização a 1min55s do R1

Rodrigo “Digão” Ramos venceu Rian Souza da Costa por finalização a 4min02s do R1

Bryce de Camargo venceu Marcelo Gabriel da Silva por finalização a 3min01s do R1

Fernando “Gorila” venceu Leonardo Barros por finalização a 1min18s do R2

Rafael dos Santos venceu Gabriel Rickson por decisão unânime (29-26, 29-27, 29-27)

Guilherme Costa venceu Luiz Felipe Chagas por decisão unânime (triplo 29-27)

Pedro “San” Henrique venceu Gabriel Marinho por finalização a 1min17s do R1

MTL: A liga que confrontou os maiores times do Brasil

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A Mo Team League (MTL) foi um daqueles projetos que pareciam destinados a transformar definitivamente o MMA brasileiro. Inspirada na extinta International Fight League (IFL), dos Estados Unidos, a competição apostou em um conceito inédito no país: substituir o tradicional confronto entre atletas por disputas entre equipes, cada uma liderada por quatro grandes nomes do esporte nacional: Wanderlei Silva, Pedro Rizzo, Murilo Bustamante e Rogério Minotouro.

Realizada entre 2007 e 2008, ao final da era Pride, a MTL teve apenas três edições. O projeto nasceu da iniciativa da empresária Mônica Marchetti, uma das maiores produtoras de soja do país. Apaixonada pelo esporte após acompanhar inúmeros eventos ao lado do filho, ela acreditava que o MMA brasileiro possuía atletas de nível mundial, mas ainda carecia de organização e valorização profissional.

Para transformar a ideia em realidade, uniu forças com o tetracampeão mundial de jiu-jítsu Fábio Gurgel e com a Reunion, empresa responsável por grandes eventos esportivos no Brasil. Inspirados pelo sucesso da IFL, desenvolveram um formato próprio. Em vez de equipes com nomes de animais, como acontecia na organização americana, cada time recebeu o nome de uma força da natureza: Wild Fire, Tsunami, Avalanche e Hurricane.
Em apenas um mês foram realizados o sorteio dos atletas, a formação das equipes e toda a organização do evento inaugural, realizado no tradicional Club Athletico Paulistano, em São Paulo, que pela primeira vez abria suas portas para uma competição de MMA.

Texto e Fotos Marcelo Alonso

1º FASE: WANDERLEI x BUSTAMANTE

A primeira edição da Mo Team League, realizada em 11 de agosto de 2007, colocou frente a frente duas das maiores estrelas do MMA brasileiro: Murilo Bustamante, líder da BTT e Wanderlei Silva, maior ícone da rival Chute Boxe.

O ambiente era de decisão desde o início. Cerca de dois mil espectadores lotaram o Club Athletico Paulistano para assistir ao primeiro duelo entre equipes da história do MMA nacional.

A Wild Fire abriu vantagem logo na categoria até 70 kg. Luciano Azevedo utilizou toda sua experiência para superar Ocimar Costa em uma luta bastante equilibrada. Depois de dominar boa parte do combate, Luciano encaixou um triângulo no terceiro round, colocando a equipe de Bustamante na frente.

Os Hurricanes responderam imediatamente. Flávio Álvaro derrotou Gerson Conceição por decisão dividida, empatando o confronto em 1 a 1.

Na terceira luta, Wanderlei viu sua equipe virar o placar. Rafael “Sapo” venceu Silmar Rodrigo após três rounds muito disputados, colocando os Hurricanes em vantagem por 2 a 1.

A reação da Wild Fire começou justamente no clássico entre Brazilian Top Team e Chute Boxe. Alexandre Cacareco mostrou enorme superioridade diante de Rafael Monteiro, levou rapidamente a luta para o solo e finalizou com uma kimura ainda no primeiro round, empatando novamente a disputa.

No confronto BTT x Chute Boxe que incendiou a 1º fase Cacareco finalizou Rafael com facilidade

A decisão ficou para os pesos-pesados.

Joaquim Mamute entrou no ringue em busca de revanche contra André Mussi, que o havia derrotado meses antes na final do torneio do XFC. Desta vez, porém, o representante da Wild Fire dominou completamente o combate. Após controlar praticamente toda a luta no chão, conquistou a posição norte-sul e finalizou o adversário no segundo round, garantindo a vitória da equipe de Murilo Bustamante por 3 a 2.

MINOTOURO VENCE RIZZO E GARANTE VAGA NA FINAL

Com a classificação da Wild Fire assegurada, restava definir seu adversário na decisão da temporada.

A segunda edição da Mo Team League aconteceu em 29 de setembro de 2007, novamente em São Paulo, colocando frente a frente a equipe Avalanche, comandada por Rogério Minotouro, e o Tsunami, liderado por Pedro Rizzo.

Assim como havia ocorrido na estreia, o confronto foi extremamente equilibrado e só teve definição no último combate da noite, demonstrando que o formato por equipes aumentava significativamente a emoção do evento.

Um dos grandes destaques foi o então promissor Junior “Cigano” dos Santos. Ainda muito antes de conquistar o cinturão do UFC, Cigano confirmou seu enorme potencial ao nocautear Jair Gonçalves, consolidando-se como uma das maiores promessas dos pesos-pesados brasileiros.

Na 2o edição Cigano nocauteou Jair Sorriso e definiu o placar em favor do time de Minotouro 3 x 2

Outro atleta que brilhou foi Sergio Moraes, que precisou de apenas um round para finalizar André Chatuba com um triângulo. Leonardo Santos também teve atuação destacada ao superar Rafael Bastos em uma das lutas tecnicamente mais refinadas da noite.
A Avalanche ainda contou com a importante vitória de Fábio Maldonado sobre Vitor Miranda, enquanto Maurício Alonso marcou o único ponto do Tsunami ao derrotar Júlio César de Almeida.

Ao final das cinco lutas válidas pela disputa entre equipes, a Avalanche venceu por 3 a 2, repetindo exatamente o placar da primeira etapa e garantindo classificação para enfrentar a Wild Fire na decisão da temporada.

O resultado criou o cenário que talvez fosse o mais simbólico possível para a organização. De um lado estaria Murilo Bustamante, líder da Wild Fire e um dos fundadores da Brazilian Top Team. Do outro, Rogério Minotouro, que havia deixado a BTT poucos meses antes ao lado do irmão Rodrigo Minotauro.

Mais do que uma disputa pelo primeiro título da história da MTL, a decisão colocaria frente a frente antigos companheiros de equipe em um momento de enorme transformação do MMA brasileiro.

BUSTAMANTE VENCE MINOTOURO NA FINAL POR 4 X 1

Realizada em 10 de novembro de 2007, no Club Athletico Paulistano, em São Paulo, a final colocou a Wild Fire, de Murilo Bustamante, diante da Avalanche, liderada por Rogério Minotouro. Poucos meses antes, Rogério e Rodrigo Minotauro haviam deixado a BTT para seguir novos caminhos. Embora a separação tivesse sido anunciada de forma amigável, ainda havia um evidente desconforto entre os antigos parceiros.

Na coletiva de imprensa que antecedeu a decisão, Minotouro admitiu que seria estranho enfrentar atletas com quem dividira anos de treinamentos e conquistas.
“É muito estranho estar do outro lado do ringue tendo como adversários parceiros de treinos como Murilo, Cacareco e Gerson.”

Bustamante, por sua vez, ainda demonstrava certo distanciamento dos ex-companheiros. O clima entre os capitães evidenciava que, além do título, havia um forte componente emocional naquela decisão.

As lutas preliminares já deram o tom da noite. Juliano Belgine conquistou o nocaute mais rápido do evento ao derrotar Rafael Motta em apenas 15 segundos, enquanto Cassiano Tytschyo venceu Marcelo Grilo em uma disputa bastante equilibrada.

Quando começaram os confrontos entre as equipes, a Wild Fire mostrou por que chegava à decisão como favorita. Luciano Azevedo abriu o placar ao superar Rafael Manteiga após uma luta intensa, utilizando seu eficiente jogo de quedas e controle no solo para conquistar a vitória na decisão dos juízes.

Minotauro entrega o prêmio a Sergio Moraes

A Avalanche reagiu imediatamente. A grande revelação da competição, Sergio Moraes, confirmou sua excelente fase ao derrotar Gerson Conceição. Com um jogo de solo extremamente eficiente, o futuro atleta do UFC neutralizou completamente a trocação do adversário e empatou o confronto em 1 a 1.

A terceira luta acabou sendo uma das mais equilibradas de toda a temporada. Silmar Rodrigo e Júlio César Field protagonizaram três rounds muito disputados. Depois de dominar o segundo assalto com boas quedas e uma sequência de golpes que quase encerrou a luta, Silmar administrou a vantagem construída e recolocou a Wild Fire à frente no placar.

Com a equipe vencendo por 2 a 1, cabia a Alexandre Cacareco disputar o combate que poderia definir o campeonato. Diante do perigoso boxeador Fábio Maldonado, Cacareco repetiu a estratégia que marcou toda sua campanha na MTL. Ignorou completamente a trocação, encurtou rapidamente a distância e levou a luta para o chão. Apenas 27 segundos depois, uma chave de joelho obrigava Maldonado a desistir, garantindo matematicamente o primeiro título da história da Mo Team League para a equipe de Murilo Bustamante.

Embora o campeonato já estivesse decidido, ainda faltava um dos confrontos mais aguardados da noite. Joaquim Mamute entrou no ringue diante de Junior Cigano carregando duas motivações especiais. Meses antes havia sido derrotado pelo próprio Cigano na final do XFC e já havia iniciado sua campanha de recuperação ao vencer André Mussi na primeira etapa da MTL, também em revanche por uma derrota anterior.
Mais uma vez, Mamute mostrou enorme capacidade de superação. Considerado azarão diante do futuro campeão do UFC, conseguiu levar a luta para o chão logo nos primeiros instantes. Cigano ainda inverteu a posição, mas acabou surpreendido por uma chave de braço aplicada com perfeição pelo atleta da Wild Fire, sendo obrigado a desistir antes mesmo do fim do primeiro round.

A vitória transformou um triunfo apertado em uma goleada por 4 a 1, coroando a campanha dominante da equipe de Murilo Bustamante ao longo de toda a competição.
Ao final da noite, atletas e comissão técnica comemoraram o título abrindo garrafas de champanhe no centro do ringue. Além do prestígio esportivo, cada integrante da equipe campeã recebeu uma premiação de 11 mil dólares, enquanto os vice-campeões ficaram com 2,8 mil dólares por atleta — bolsas consideradas bastante acima da média praticada no MMA brasileiro naquele período.

Joaquim Mamute fechou o placar de 4 a 1 ao finalizar Junior Cigano (Avalanche) com uma chave de braço

Empolgada com o sucesso da primeira temporada, a idealizadora da liga, Mônica Marchetti, anunciou novos investimentos para 2008 e revelou uma parceria com Alessandro Renner para ampliar o projeto. Embora a MTL ainda realizasse mais uma edição, a liga acabaria encerrando suas atividades pouco tempo depois.

Mesmo com vida curta, a Mo Team League deixou um legado importante para o MMA nacional. Em uma época marcada pela hegemonia do Pride FC e pela intensa rivalidade entre academias como Brazilian Top Team, Chute Boxe e Ruas Vale Tudo, a organização conseguiu reunir alguns dos maiores nomes da história do esporte em uma competição por equipes, valorizando atletas, oferecendo premiações inéditas para o mercado brasileiro e apresentando um formato que jamais voltou a ser desenvolvido com a mesma ambição. Quase vinte anos depois, a MTL continua sendo lembrada como um dos projetos mais ousados e inovadores da história do MMA brasileiro.

LFA 238 lota Arena Nilson Nelson e consagra Herbeth Sousa na luta principal

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Herbeth Sousa apagou Paulo Portillo - Foto: Divulgação/LFA Brasil

A Arena Nilson Nelson recebeu grande público na noite desta sexta-feira (31) para o LFA 238: Distrito 1, e a torcida da casa saiu com motivos de sobra para comemorar. Embalado pelo apoio das arquibancadas, o brasiliense Herbeth Sousa confirmou o favoritismo na luta principal ao finalizar o uruguaio Paulo Portillo e dar mais um passo rumo à disputa do cinturão peso-galo da organização ou a uma oportunidade no UFC.

Herbeth Sousa apagou Paulo Portillo – Foto: Divulgação/LFA Brasil

Conhecido pelo jiu-jítsu apurado, Herbeth precisou de menos de cinco minutos para definir o combate. O peso-galo encaixou um triângulo de braço invertido e apagou o adversário aos 4min55s do primeiro round. Foi a 14ª vitória por finalização na carreira do brasiliense, que agora soma 20 triunfos em 22 lutas profissionais, sendo 70% deles por esse caminho. O resultado também ampliou para cinco a sequência de vitórias consecutivas do atleta.

Outro representante do Distrito Federal que levou o público ao delírio foi Gabriel Vinicius. Invicto no MMA profissional, o meio-médio castigou Claudio Nardo com uma sequência de golpes na posição de montada até a interrupção do árbitro, nos primeiros segundos do segundo round. Com o resultado, Gabriel chegou ao cartel de oito vitórias em oito apresentações.

Quem também preservou a invencibilidade foi o peso-leve Juan Pablo Vieira, o “Problema”. O atleta precisou de apenas 1min52s para encaixar um mata-leão sobre Eduardo Terencio e conquistar a décima vitória da carreira. Todas foram encerradas antes do tempo regulamentar, e nenhuma ultrapassou o segundo round.

A noite ainda teve outros destaques. Aristides Dias venceu Alexsandro Cangaty com um nocaute técnico após um soco no corpo. Felipe Rosa definiu o duelo contra Rayan Kadosoe com um upper que levou o adversário à lona ainda no primeiro assalto. Wendrio Chaves abriu caminho para a vitória sobre Thiago Taveira com uma cotovelada giratória antes de liquidar o combate com uma sequência de socos. Já Almir Augusto também venceu por nocaute ao dominar Neto Lopes no terceiro round.

Herbeth Sousa apagou Paulo Portillo — Foto: Divulgação/LFA Brasil

Para o vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão, o evento mais uma vez provou a força do MMA brasileiro e a importância da organização como etapa de desenvolvimento rumo ao UFC.

“Foi uma noite que mostrou a força do MMA brasileiro. Tivemos uma Arena Nilson Nelson lotada, atletas entregando grandes performances e lutas que empolgaram do início ao fim. Tenho convicção de que alguns dos competidores que vimos hoje vão representar o Brasil no UFC nos próximos anos. Esse é o papel do LFA, identificar, desenvolver e lapidar as joias do nosso MMA para que cheguem preparadas aos maiores palcos do mundo.”

Feijão também agradeceu aos parceiros envolvidos na realização da edição do LFA 238 – Distrito 1, oferecido pela Monster Energy, em Brasília.

“Quero agradecer ao secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, ao deputado federal Julio Cesar Ribeiro e ao deputado distrital Martins Machado pela parceria e pela confiança no nosso trabalho. Essa união tornou possível mais uma edição do LFA em Brasília e permitiu entregar um grande espetáculo ao público da capital. Esperamos voltar em breve para escrever novos capítulos dessa história.”

Confira abaixo todos os resultados do card:

LFA 238
Arena Nilson Nelson, Brasília-DF
31 de julho de 2026

Herbeth Sousa venceu Paulo Portillo por finalização técnica (triângulo de braço invertido) aos 4:55 do R1
Gabriel Vinicius venceu Claudio Nardo por nocaute técnico (cotoveladas e socos), aos 0:42 do R2
Leonardo Cerboni venceu Wily Pereira por decisão unânime
Juan Pablo Vieira venceu Eduardo Terencio por finalização (mata-leão) aos 1:52 do R1
Daniel Araújo venceu Victor Gabriel por decisão unânime
Aristides Vinícius Dias venceu Alexsandro Cangaty por nocaute técnico (golpes no corpo), aos 3:26 do R2
Felipe Rosa venceu Rayan Kadosoe por nocaute (soco) aos 3:32 do R1
Marcio Cabral venceu Romulo Oliveira por decisão unânime do R3
Wendrio Silva venceu Thiago Taveira por nocaute técnico (socos) aos 4:06 do R2
Ana Carolina Araújo venceu Ramana Toscanelli por decisão unânime
Almir Augusto venceu Neto Lopes por nocaute (soco) aos 3:36 do R3
Pedro Victor de Souza venceu Pedro Ribeiro por nocaute técnico (socos) aos 4:32 do R1
Ricardo Lemos venceu Diego Silva Costa por finalização (triângulo) aos 1:10 do do R1
Julia Barros venceu Amanda Rafaela por decisão dividida

Werdum responde Toquinho e Brigadeiro e Rafael fala da 2ª edição do Kings em Floripa

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Marcelo Alonso recebeu Fabricio Werdum e Rafael Cordeiro nesta quinta-feira no Conexão PVT.

A poucas horas de embarcar de Los Angeles para Florianópolis, onde irá realizar nos dias 7 e 8 de agosto a 2ª edição do Kings Championship, Cordeiro trouxe detalhes do evento e comentou o encontro de Mike Tyson e fãs brasileiros, que viralizou na Copa do Mundo.

Embaixador do evento, Werdum explicou o cancelamento de sua trilogia com Cigano, que aconteceria no evento, e respondeu aos desafios de Rousimar Toquinho e Marcelo Brigadeiro.

“Eu respeito o Toquinho como homem, mas não o admiro como lutador. Já o Fantasma da Luta pode ser bom como treinador ou comentarista, mas como lutador… Seria como o Real Madrid aceitar um desafio de um time de várzea”.

Assista no vídeo abaixo.

Resenha PVT: Pezão revisita momentos marcantes de sua carreira

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Peso pesado assinou com evento de Boxe de mão pelada - Foto: Marcelo Alonso

No Resenha PVT desta semana, recebemos Antônio “Pezão” Silva para um papo imperdível sobre sua trajetória no MMA.

Pezão abre o jogo sobre seus momentos no mundo das lutas: desde a vitória histórica sobre a lenda Fedor Emelianenko até a rivalidade explosiva e a vitória avassaladora contra Alistair Overeem, além da guerra contra Mark Hunt.

Pezão também fala abertamente sobre sua saúde (acromegalia), a polêmica do TRT, sua transição para a aposentadoria e o que pensa da nova geração de pesos pesados.

Assista no vídeo abaixo:

Jungle Fight 154: Fight do Milhão conhecerá as finalistas do GP feminino neste sábado

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Neste sábado, apenas duas seguem na busca pelo prêmio - Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

Chegou a hora de conhecer as finalistas do Fight do Milhão feminino. Neste sábado (2), a TV Globo transmite ao vivo, logo após o programa “Altas Horas”, os dois confrontos que definirão quem seguirá na disputa pelo prêmio de meio milhão de reais e pelo cinturão de rainha da selva. O Jungle Fight 154 acontece no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, em São Paulo, com transmissão completa também pelo Sportv e Combate, a partir das 20h. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível ou um pacote de ração, com retirada antecipada do ingresso digital no site https://junglefc.com.br/ingressos-154.

A confirmação dos confrontos veio nesta sexta-feira (31), durante a pesagem oficial no Garagem 55 Mooca, centro de entretenimento temático conhecido por reunir carros e motos icônicas. As quatro classificadas passaram pelo desafio da balança sem problemas. Yasmin Guimarães e Bianca Sattelmayer registraram 52,3 kg, enquanto Regiane Borges marcou 51,9 kg e Nágila Goku ficou com 52,1 kg.

Neste sábado, apenas duas seguem na busca pelo prêmio – Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

Uma das vagas na decisão será disputada entre a paulista Bianca Sattelmayer e a carioca Yasmin Guimarães. As duas chegam embaladas por vitórias por finalização na fase inicial do torneio, em maio. Yasmin precisou de menos de três minutos para finalizar a uruguaia Xiomara Piriz com um mata-leão. Bianca respondeu com uma guilhotina sobre a carioca Isa Araújo.

Na outra semifinal, a paulista Nágila Goku encara a mineira Regiane Borges. Regiane conquistou a classificação ao derrotar Maria Alice por nocaute técnico ainda no primeiro round. Nágila teve um desafio diferente. Depois de um início equilibrado diante de Fabrizia Ketlinn, cresceu na luta, assumiu o controle das ações e venceu por decisão unânime.

O presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, destacou a importância de manter o mesmo prêmio para homens e mulheres e afirmou que o crescimento do MMA feminino passa por iniciativas que valorizem as atletas dentro e fora da arena. Segundo ele, São Paulo foi escolhida como a casa do torneio feminino por um incentivo direto da primeira-dama Regina Nunes, a quem chama de madrinha do MMA feminino na capital.

“Desde o início, decidimos que homens e mulheres disputariam a mesma premiação. O talento não tem gênero, e eu sempre acreditei no MMA feminino. As meninas entregam grandes lutas e merecem o mesmo reconhecimento. Fazer essas semifinais em São Paulo também atende a um pedido especial da primeira-dama Regina Nunes, que abraçou essa causa e se tornou a madrinha do MMA feminino em São Paulo. Ela acredita no esporte como ferramenta de transformação e nos ajuda a abrir portas para essas atletas”, afirmou Wallid.

A primeira-dama Regina Nunes ressaltou a importância de receber o torneio na capital paulista e convidou o público para acompanhar o evento.

“A semifinal do GP feminino do Fight do Milhão não poderia ser em outro lugar senão São Paulo. A gente sabe o quanto o esporte muda a vida das pessoas, então é muito importante apoiar. Estão todos convidados a trazer 1 kg de alimento não perecível ou de ração e assistir ao Jungle Fight.”

Wallid também destacou o papel de São Paulo na formação de atletas e agradeceu o apoio do poder público para a realização do evento.

“São Paulo é a capital do MMA no Brasil. Não é por acaso que lutadores do Brasil inteiro escolhem São Paulo para construir suas carreiras. Quero parabenizar o prefeito Ricardo Nunes, o secretário de Turismo Gustavo Lopes e o vereador George Hato por fazerem de São Paulo uma referência no esporte e por entenderem que investir em eventos como esse também é investir em inclusão social.”

O secretário municipal de Turismo, Gustavo Lopes, destacou os reflexos do Jungle Fight para a economia e para o turismo da capital.

“O prefeito Ricardo Nunes tem promovido grandes eventos em São Paulo para fortalecer o turismo. Quando recebemos um evento desse porte, compatível com o tamanho da cidade, praticamente toda a rede hoteleira é ocupada, os restaurantes recebem mais clientes, a arrecadação aumenta e turistas de outros estados e países passam a conhecer São Paulo. Além da importância esportiva, o Jungle Fight é um evento muito relevante para o turismo da cidade.”

O vereador George Hato também ressaltou o impacto social da organização e agradeceu o apoio da Prefeitura de São Paulo.

“O Jungle Fight realiza um trabalho que vai muito além das lutas. O evento cria oportunidades, incentiva a prática esportiva e mostra como o esporte pode transformar vidas e contribuir para a saúde da população. Agradeço ao prefeito Ricardo Nunes pelo apoio à realização de mais uma edição e por acreditar em iniciativas que geram inclusão social por meio do esporte.”

Confira abaixo o card completo do evento:

Jungle Fight 154
Ginásio Mauro Pinheiro, Ibirapuera, São Paulo (SP)
Sábado, 1 de agosto de 2026

Fight do Milhão:

52 kg: Bianca Sattelmayer (SP) x Yasmin Guimarães (RJ)
52 kg: Nágila Goku (SP) x Regiane Martins Borges Silva (MG)

Demais lutas:

102 kg: Weslley Alec (BA) x Guilherme Lazzarini (SP)
57 kg: Francisco Assis (RJ) x Willians “Jubila”(SP)
61 kg: Enzzo Bastos (CE) x Enderson Brasil (RJ)
66 kg: Lucas Schmidt (SC) x Paulo Cezar (SP)
70 kg: Rian Souza da Costa (MA) x Rodrigo “Digão” Ramos (SP)
84 kg: Bryce De Camargo (EUA) x Marcelo Gabriel da Silva (SP)
84 kg: Fernando “Gorila” (RJ) x Leonardo Barros (SP)
62 kg: Rafael dos Santos (SP) X Gabriel Rickson (AM)
61 kg: Luiz Felipe Chagas (RJ) x Guilherme Costa (SP)
66 kg: Pedro “San” Henrique (MS) x Gabriel Marinho (RJ)

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