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Rafael Cordeiro prepara homenagem a Mike Tyson durante evento em SP

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O ex-campeão mundial dos pesos-pesados Mike Tyson, considerado um dos maiores nomes da história do boxe, estará no Brasil neste mês para receber uma homenagem pelos 40 anos da conquista de seu primeiro cinturão do Conselho Mundial de Boxe (WBC). A celebração acontecerá no dia 21 de novembro, durante o Kings Championship 3, evento de MMA e boxe organizado por Rafael Cordeiro, no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, em São Paulo.

No dia 22 de novembro de 1986, em Las Vegas, nos Estados Unidos, Tyson nocauteou Trevor Berbick e conquistou o título mundial dos pesos-pesados aos 20 anos, tornando-se o campeão mais jovem da história da categoria.

Em entrevista ao PVT, Rafael Cordeiro, que também é amigo e treinador do americano, falou sobre a emoção de prestar a homenagem ao ex-campeão em seu próprio evento.

“Homenagear Mike Tyson no Brasil e no meu evento é uma honra incrível para mim. Estar ao lado dele foi um privilégio único, que me permitiu conhecer o homem por trás da lenda”, afirmou Cordeiro.

Além de receber uma placa comemorativa durante o Kings Championship 3, Tyson terá outros compromissos no Brasil. O ex-lutador participará de uma feira em São Paulo para promover sua marca de produtos derivados de cannabis e estará presente na coletiva de imprensa do evento, na sexta-feira (20). No domingo (22), visitará o centro de treinamento da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), onde conhecerá crianças atendidas por um projeto social.

A terceira edição do Kings Championship contará com oito lutas de MMA e duas de boxe. Na luta principal, Jonathan Machado enfrentará Vitor Costa pelo cinturão dos pesos-médios.

Já no boxe, o evento terá dois confrontos entre Brasil e Argentina. Viviane Pereira enfrentará Lorena Soledad Balbuena, em duelo até 70kg, enquanto Isaías “Samurai” Filho medirá forças com Matías Agustín Verón, na categoria até 90kg.

André Galvão comenta nova luta contra Toquinho no ACB JJ

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André Galvão

André Galvão aceitou enfrentar novamente Rousimar Palhares, o Toquinho, antes mesmo de conhecer todos os detalhes das regras do combate. Em entrevista ao Conexão PVT, o multicampeão de jiu-jitsu revelou que só depois de dar sua resposta positiva descobriu que a revanche, marcada para 13 de novembro, no Rio de Janeiro, permitiria socos e chutes no corpo dos adversários.

O reencontro acontece 15 anos depois da vitória de Galvão sobre Toquinho no ADCC de 2011, em Londres. Desta vez, os dois estão anunciados para o ACBJJ 23, em um confronto sob as regras do Battle Jiu-Jitsu, modalidade que combina técnicas de grappling com determinados golpes de striking.

Segundo Galvão, a negociação começou com um convite para participar do evento, sem que todas as particularidades do combate tivessem sido apresentadas.

“Cara, na verdade eles já tinham falado pra mim, gostaria de ver eu lutar lá nesse evento deles, no ACBJ. Mas eles não tinham falado pra mim que era Battle Jiu-Jitsu. Então eu aceitei, independente das regras”, contou, com bom humor, “Primeiro eles receberam o meu sim e depois eles foram falando como é que seria a luta.”

O primeiro encontro entre André Galvão e Toquinho aconteceu no ADCC de 2011. Na ocasião, Galvão venceu por 9 a 4 em um combate marcado pela intensidade dos ataques de perna de Palhares e pela capacidade do adversário de neutralizar suas principais armas.

Durante a entrevista, Galvão revelou que havia elaborado uma estratégia específica para enfrentar a explosão física de Toquinho nos minutos iniciais. Ele sabia que o adversário, que já competia no MMA, começaria o confronto em ritmo forte, buscando quedas e finalizações nas pernas.

“E eu consegui segurar ele ali os primeiros 3, 4 minutos que eu sabia que era a hora que ele ia explodir bastante, ele é um cara que vai assim mesmo pra pegar, né? Ele tem uns ataques fortes de perna”, recordou, “Mas é passado, né? Já foi essa luta, faz 15 anos. Hoje tanto eu quanto ele a gente tá mais velho, mais experiente, passamos por muita coisa já, né?”

 

Rousimar Toquinho fala sobre luta contra André Galvão no ACB JJ

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rousimar toquinho palhares

Rousimar Toquinho Palhares está pronto para reencontrar André Galvão 15 anos depois da final do ADCC de 2011. Os dois brasileiros vão protagonizar a luta principal do ACBJJ 23, marcado para 13 de novembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. Em entrevista ao Conexão PVT, Toquinho contestou a pontuação daquele primeiro encontro, provocou o antigo adversário e demonstrou confiança nas regras da revanche, que permitirão golpes no corpo.

O ex-lutador do UFC não escondeu a empolgação com a oportunidade de enfrentar novamente Galvão, que o derrotou por pontos na decisão do ADCC, na Inglaterra.

“Vai ser a luta, rapaz! O mundo vai parar pra ver essa luta!”, afirmou Toquinho.

 

Henrique Cordeiro vence três lutas e conquista GP do BJJ Clubes

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Henrique Cordeiro se consagrou no BJJ Clubes - Foto: João Baptista

Henrique Durans Cordeiro, o “Texugo do Mel”, conquistou o título do Grand Prix (GP) até 66 kg do BJJ Clubes 2026, realizado na última quinta-feira (5), na Upper Arena, no Rio de Janeiro. Representante da Pirâmide Grappling Association, o lutador venceu três adversários no torneio de grappling, disputado sem kimono (No-Gi), e garantiu o troféu ao superar José Victor Martins dos Santos, o José “Lobão”, por decisão dos árbitros na final.

Henrique Cordeiro se consagrou no BJJ Clubes – Foto: João Baptista

A campanha de Henrique começou com uma finalização sobre Ricardo “RK” Guimarães, nas quartas de final. Na sequência, o atleta enfrentou Leonardo Santos e conquistou a vaga na decisão. Do outro lado da chave, José Lobão também chegou à final depois de duas vitórias por finalização, primeiro contra Gabriel Petersen e depois diante de Gabriel Narici.

O encontro entre os finalistas foi o único combate de Lobão no GP que não terminou por finalização. Após uma disputa definida pelos árbitros, Henrique levou a melhor e encerrou o torneio invicto, com três vitórias em três apresentações.

Além do GP, que reuniu oito competidores, o BJJ Clubes teve lutas casadas em diferentes categorias. Sabrina de Sousa derrotou Julia Boscher por decisão dos árbitros, enquanto Claudiney Xavier venceu Luan Lacerda pelo mesmo resultado. Felipe Ribas também saiu vitorioso ao finalizar Erik Joab.

BJJ Clubes 2026
Upper Arena – Rio de Janeiro (RJ)
5 de novembro de 2026

Final do GP até 66 kg – Henrique Cordeiro venceu José Lobão por decisão
Luta reserva do GP – R. Souza venceu Ronald Alves por decisão
Quartas de final do GP até 66 kg – Leonardo Santos venceu Yuri Silva por decisão
Quartas de final do GP até 66 kg – Henrique Cordeiro venceu Ricardo Guimarães por finalização
Quartas de final do GP até 66 kg – José Lobão venceu Gabriel Petersen por finalização
Quartas de final do GP até 66 kg – Gabriel Narici venceu Igor Firmino por finalização
Luta casada – Sabrina de Sousa venceu Julia Boscher por decisão
Semifinal do GP até 66 kg – Henrique Cordeiro venceu Leonardo Santos
Luta casada – Claudiney Xavier venceu Luan Lacerda por decisão
Semifinal do GP até 66 kg – José Lobão venceu Gabriel Narici por finalização
Luta casada – Felipe Ribas venceu Erik Joab por finalização

Shooto Brasil 141: Yan Teixeira e Thiago Carvalho disputam cinturão dos moscas

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Duelo vale título dos moscas - Foto: Divulgação

O cinturão dos pesos-moscas (até 56,7 kg) estará em jogo neste domingo (8), na Upper Arena, no Rio de Janeiro. Na luta principal do Shooto Brasil 141, Yan Teixeira e Thiago Carvalho se enfrentam pelo título da categoria. A competição será a penúltima edição da organização em 2026 e terá dez combates, com transmissão pelo YouTube.

Yan chega à disputa após uma vitória por finalização em sua última apresentação no Shooto Brasil. Representante da equipe comandada pelo mestre Aritano Barbosa, o lutador encerrou o confronto aos 2min31s do primeiro round, desempenho que lhe garantiu a oportunidade de disputar o cinturão.

Seu adversário será o cuiabano Thiago Carvalho, que também vem de vitória na organização. Na edição 136, o atleta de Mato Grosso superou seu oponente por decisão unânime dos jurados, após três rounds, e agora terá a primeira oportunidade de conquistar o título peso-mosca.

Além da disputa pelo cinturão, o Shooto Brasil 141 terá outros nove confrontos. As lutas preliminares serão exibidas pelos canais oficiais da organização, enquanto o card principal terá transmissão pelo canal UFC Brasil, no YouTube.

Shooto Brasil 141

Rio de Janeiro (RJ)

8 de novembro de 2026

Card principal

Peso-mosca (56,7 kg) – Yan Teixeira x Thiago “D’Menor” Carvalho
Peso-pena (65,7 kg) – Gustavo “King” Ramalho x Israel Figueira
Peso-leve (70,3 kg) – Gabriel “The Rock” Oliveira x William “Samurai” Poles
Peso-galo (61,2 kg) – Hamyrez Oliveira x Klinger “Do Boxe” Pinheiro Ferreira
Peso casado (até 63 kg) – Luis Santos x Railson Paxão
Peso-galo (61,2 kg) – Jean Felipe Fernandes x Marcelo “Índio Branco”

Card Preliminar

Peso-médio (83,9 kg) – Danilo “Guerreiro” x Douglas Silva
Peso-leve (70,3 kg) – Lucas “Cold” x Warlen “Samurai” Silva
Peso-pena (65,7 kg) – Luis “Pequeno” x Davison “Japa”
Peso-galo (61,2 kg) – Guilherme Lima x Kassio Daniel
Peso-meio-médio (77,1 kg) – Bruno Crispino “Oberyn” x Jomy Salvador

Da comemoração a revolta: polêmica entre Carlson e Carlinhos marca 2º Pan de Jiu-Jitsu

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Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos

Um ano depois de realizar o primeiro Panamericano de Jiu-Jitsu na Califórnia, o presidente da CBJJ Carlos Gracie Jr. realizou a segunda edição do torneio, desta vez com a participação de 480 atletas, 300 brasileiros. Dentre eles alguns dos maiores nomes da modalidade. A vitória de Jamelão sobre Jean Jaques, a volta de Rigan Machado as competições, as impressionantes atuações de Robinho e Shaolin na faixa marrom, o excelente desempenho de Chico Melo na faixa roxa e a enorme polêmica entre os irmãos Carlson e Carlinhos na apuração dos resultados que definiram a grande campeã do evento. Se em 2026 ainda temos uma eleição onde se discute o tipo de urna (impresso x eletrônico) há exatos 30 anos, este 2º Panamericano foi marcado por uma tremenda confusão na contagem final de pontos, que definiu a grande campeã, entre Barra e Carlson. Das 71 medalhas de ouro em disputa 52 vieram para o Brasil.   

Texto e Fotos Marcelo Alonso 

Após a primeira contagem Carlson comemora sendo erguido por seus alunos

Hoje a California é considerada a meca do Brazilian Jiu-Jitsu, mas curiosamente a primeira grande invasão do Jiu-Jitsu brasileiro por aquelas bandas aconteceu há 30 anos quando mais de 300 brasileiros disputaram nos dias 18 e 19 de agosto de 1996, em Redondo Beach, o 2o Campeonato Panamericano de Jiu-Jitsu. Dos 480 atletas inscritos no evento, 300 eram brasileiros, um contingente quatro vezes maior que o do ano passado. A quantidade de competidores foi tanta que nem mesmo a realização das lutas em três ringues, simultaneamente, deu vazão. A competição rolou das 9h às 23h, tanto no sábado como no domingo. Infelizmente, a premiação foi virtual, pois a Federação Americana, responsável pela organização do evento, não deu diplomas e, o que é pior, não encomendou o número suficiente de medalhas, deixando boa parte dos atletas brasileiros voltar para casa sem premiação.

Alguns cascas-grossas que estavam nos EUA não participaram da competição. Fábio Gurgel decidiu priorizar o treinamento para o Ultimate 11, adiando mais uma vez seu tão esperado confronto com Rigan Machado; Nino machucou a mão na última hora. Além de tudo isso, a presença de Rickson ali, do lado do ringue, tão perto, só faltando o kimono… Todos esses fatores, de certa forma, tiraram um pouco do brilho do campeonato na faixa preta. Mas, para contrabalançar, Rigan, Jean Jacques, Renato Barreto, Alexandre Paiva, Jamelão, Roleta, Gordo, Saulo, Márcio Feitosa, João Roque, Alexandre Socka, Marcos Barreto, Bebeo Duarte, Cleber Tomadinha e outras grandes feras brasileiras mostraram, pela primeira vez, ao povo americano o que é um confronto da elite do BJJ.

JAMELÃO VENCE JEAN JACQUES

Apesar de terminar em 0x0, o confronto entre Jean Jacques Machado e Eduardo Conceição, o Jamelão, foi uma das melhores lutas da competição. Jean passou três minutos atacando. Primeiro tentou passar a guarda, Jamelão defendeu; depois tentou um armlock, também impedido; e, finalmente, uma perigosa chave de pé na beira do ringue que, pela careta de Jamelão, quase afetou seus ligamentos.

Apoiado pela vaia da torcida brasileira, que ainda não admite esse golpe, Jamelão saiu, sem fugir do ringue, e passou a impor seu ritmo, iniciando uma reação impressionante. Quase passou a guarda e por pouco não pegou as costas, só não recebendo os pontos pela falta dos ganchos. Vitória incontestável de Jamelão, que foi comemorar com sua equipe. Jean foi muito aplaudido, tanto pelos americanos quanto pelos brasileiros, que reconheceram a beleza do seu jogo, sempre buscando finalizar. Na final, Jamelão cedeu o ouro a Alexandre Paiva, seu companheiro de academia.

Jamelão passou a dominar a luta e venceu o favorito Jean Jaques na decisão

Rigan Machado voltou aos tatames faturando o título de campeão absoluto. Para chegar ao ouro, o Machado passou a guarda de Roleta no primeiro minuto de luta e depois se defendeu durante 9min das raspadas do “esquijitsu”. Na segunda luta, venceu Jamelão, chegando à final com Roberto Corrêa, o Gordo, que havia derrotado, na semifinal, Saulo Ribeiro, em luta polêmica. Por ter sido seu aluno, Gordo cedeu o título a Rigan. “Os brasileiros subiram muito no meu conceito. O estilo de competição mudou muito. Quero lutar com os melhores no Brasileiro deste ano”, declarou Machado, ansioso. Não se contentando só com a prata, Gordo voltou no domingo e finalizou dois adversários no superpesado, levando o ouro.

O campeão mundial Marcos Barreto conseguiu duas raspagens e uma queda em cima de Marcelo Andrade, ficando com o ouro no galo. Alexandre Socka finalizou seu primeiro adversário com um armlock, mas perdeu na semifinal para João Roque, por 4×2, em luta polêmica. O combate estava empatado quando Socka foi para as costas de João, fora da área do ringue, já com o estrangulamento encaixado. O juiz Royler Gracie parou a luta, mas Socka não obedeceu e continuou apertando, sendo punido com a perda de dois pontos, o que provocou sua derrota. João fechou chave com seu companheiro de equipe Marco Aurélio, que finalizou seus dois adversários.

No leve, Márcio Feitosa venceu a revanche do 1o Panamericano com Bob Bass por 2×0, ganhou do técnico Cléber Luciano por 4×2 e, na final, levou vantagem na combatividade contra Renato Barreto, que também impressionou, sempre buscando a finalização. Alexandre Russo não ficou entre os três primeiros, mas também teve excelente atuação, perdendo para Barreto em confronto disputadíssimo (2×2).

Roberto Duarte, o Bebeo, foi campeão do pesado, derrotando com tranquilidade Fernando Silva na única luta da categoria. Roleta perdeu no absoluto, mas voltou no meio-pesado, vencendo Ricardo Muller e, na final, Saulo Ribeiro, em luta disputadíssima, ganhando o ouro.

SHOW DE ROBINHO E SHAOLIN NA MARROM 

Na faixa marrom o maior destaque foi Vítor “Shaolin” Ribeiro que levou o ouro finalizando três adversários, entre eles Robin Gracie, irmão de Rickson, que declarou: “Gostei muito do jogo do Shaolin. Dos brasileiros, foi o que mais me impressionou”. Seu parceiro de treinos na Nova União, Robson Moura, teve atuação semelhante, finalizando a primeira luta e vencendo a final contra o campeão mundial Maurício Villardo, com larga margem de pontos, faturando o pluma.

Shaolin, grande destaque da marrom, montando em Robin Gracie

Leandro Borgo deu um basta na maré de azar que vinha lhe perseguindo desde o Mundial, quando se contundiu durante a luta final. Desta vez, teve grande atuação e levou o ouro para a Alliance. O segundo lugar ficou com Rodrigo Medeiros, que marcou sua volta aos tatames com uma vitória em cima do técnico Rafael Corrêa.

André Marola derrotou três adversários, faturando o leve. No meio-pesado, Rommel Cardoso foi o melhor e levou o ouro, fechando chave com seu companheiro de equipe Cláudio Arraes. No pesado, Fábio Toscano fechou chave com Rick Willian.

Otávio Duarte teve grande atuação, vencendo no pesadíssimo e no absoluto, passando por adversários do nível de Luís Felipe, Rommel Cardoso, Sérgio Ferrari e José Marcelo; este último ficou com a prata no absoluto. 

CHICO MELO LEVA OURO COM QUIMONO DE ROYCE 

“Estes caras vêm para os Estados Unidos lutar um Panamericano e não trazem kimono, é mole?” Apesar de estarrecido com o pedido do atleta da Nova União Francisco Mello, Royce Gracie, na maior das boas vontades, atendeu ao simpático cara-de-pau. Parece que o kimono do campeão deu sorte a Chico, que, recém-chegado à faixa roxa, teve a melhor atuação de sua vida. Venceu várias lutas com larga vantagem, tendo ainda conseguido a finalização mais rápida do campeonato (24s), no absoluto, em cima do forte atleta da Barra Luca Atalla, que sempre faz lutas duríssimas com ele. Na final do médio, Chico venceu Rodrigo Medeiros com uma raspagem. “Ano passado, dei uma grande alegria à minha mãe levando a prata para casa; infelizmente, este ano ela faleceu. Dedico a ela esta medalha de ouro”, declarou Chico.

A Ac. Carlson Gracie levou 13 das 30 medalhas disputadas na roxa. No galo, Marcelo Martins teve excelente atuação. Finalizou a primeira luta e venceu a segunda por 6×0, levando o ouro. No pluma, Vinícius Cruz, o Vinicinho, com um jogo solto e sempre buscando a finalização, mais uma vez levou o ouro. Sandro Santiago, mostrando grande evolução no seu Jiu-Jitsu, ficou com a prata. No pena, Leonardo Borges, Suyan Queiróz e Luiz Sérgio Barros, o trio Carlson Gracie, fechou o caixão na categoria. Na leve, Marcelo Rezende arrebentou. Venceu cinco lutas nesta que é considerada uma das mais difíceis categorias da faixa roxa. Para chegar ao ouro, teve que vencer, na final, o duríssimo Anderson Gengiva, que teve boa participação.

Anderson Leal foi outro dos grandes nomes da roxa. O atleta só conseguiu patrocínio aos 48 do segundo tempo, chegando à Califórnia um dia antes da competição. Mesmo com o fuso horário trocado, venceu sete das oito lutas que fez. No absoluto, Anderson perdeu na semifinal para Cláudio Moreno, em luta polêmica, mas no meio-pesado foi campeão. Em todas as lutas que fez, o faixa-preta de judô, quando não botava os adversários para voar com quedas espetaculares, vencia no chão com boa vantagem.

VIRADA DE VIKTOR DORIA LEVA CARLSON A LOUCURA 

Viktor Doria entrou na competição com uma lesão nos ligamentos do joelho direito. Mesmo assim, passou por vários adversários, fazendo uma das melhores lutas da competição na final de sua categoria com o havaiano, campeão mundial, Egan Inowe. O havaiano começou melhor, atacando Viktor com um arm lock seguido de uma chave de pé. Nesse momento, John Machado fez um gesto comemorativo com o braço, vibrando com a vitória parcial de seu atleta. No finalzinho, quando a luta parecia definida, Viktor raspou e montou, fazendo seis pontos. Carlson não conteve a vibração e comemorou atravessando pelo meio do ringue, repetindo o gesto de John, ao melhor estilo Zagallo. Foi uma das cenas mais engraçadas do Pan. Quando a luta acabou, Viktor teve de sair do ringue carregado.

Alexandre Baraúna finalizou todas as lutas. Primeiro foi o americano Chris Schaumberg com um triângulo e, na final, o excelente atleta da Carlson, Carlos Alberto Santos, com uma americana. No superpesado, o ouro ficou com Luca Atalla, que mostrou, mais uma vez, aos gringos que tamanho não é documento, finalizando todos os gigantes com quem lutou. Fábio Leopoldo, atleta de São Paulo, ficou com a prata e também brilhou na categoria. Sérgio Cohen venceu no absoluto e foi considerado o atleta mais técnico da faixa, vencendo várias pedreiras. Na final, derrotou Cláudio Moreno, que havia ganho de Egan Inowe e Anderson Leal. Marcelo Hertz também lutou no absoluto, vencendo todas as lutas que fez. Como também lutaria no peso, no dia seguinte, deixou que Cohen, seu companheiro de equipe, lutasse a final.

CRISTOPH E LÉO SANTOS SÃO OS DESTAQUE DA FAIXA AZUL

Uma vitória por 7×0 e depois quatro finalizações seguidas deram, com muita justiça, o título de atleta mais técnico a Daniel Christoph. Os 16 anos do melhor aluno de Saporito (professor da Carlson) não foram empecilho. Daniel botava os adversários para voar, com excelentes raspagens, e depois os finalizava. Vítor Huben fez grande competição, finalizou todas as suas lutas e só perdeu na final do médio para Daniel.

Leonardo Santos foi um dos grandes destaques da faixa azul

No peso galo, o grande nome foi Ricardo Brandão, que venceu sua sexta competição seguida. Suas lutas foram caracterizadas por finalização depois de larga vantagem de pontos. Márcio Okamura e Maurício Silveira, ambos da equipe paulista, mostraram um bom Jiu-Jitsu, ficando respectivamente com a 2ª e a 3ª colocações. No pluma, André Motta, Leonardo Santos e Otávio Gonçalves fecharam chave, levando ouro, prata e bronze para a Ac. Nova União. O campeão mundial Leonardo Santos passou bem por seus adversários, mas as maiores pedreiras da categoria foram quebradas por Otávio e André, que venceu o duro Jean Pierre por combatividade. Já Otávio venceu Dudu Barros em uma luta de raspagens em que a vantagem se alternava a cada momento, terminando 8×6 para Otávio. No pena, a briga final ficou entre Brasília e Niterói. Adriano Pereira, representante de Niterói, teve excelente desempenho, vencendo Alex de Oliveira.

No meio-pesado, Rolles Gracie, filho do lendário Rolls, mostrou grande evolução no seu Jiu-Jitsu. Depois de passar por vários adversários, cruzou com o excelente americano Ammal Eastan, que havia finalizado quatro lutas, e venceu. Marcelo Couto levou a medalha de ouro no pesado, depois de finalizar quatro lutas. No absoluto, o campeão mundial Sean Alvarez destacou-se e venceu Alessandro Sacola, que ganhou cinco lutas até chegar à final.

Carlson ou Barra Gracie: afinal, quem foi a campeã?

Depois de dois dias de exaustiva competição, chegou a vez da contagem dos pontos. Foi aí que a confusão começou. Para o primeiro colocado eram dados nove pontos; para o segundo, três; e, para o terceiro, um. Como as chaves haviam sido escritas à mão, não foi nada rápido. Fim de contagem, anúncio do campeão.

De posse da ficha de resultados, Carlson analisou-a diversas vezes até chegar à conclusão de que seu aluno Alessandro Fandango, azul, vice-campeão no absoluto, fora considerado como Carlson-LA. Seu professor, Marcelo Alonso, garante que inscreveu o atleta como Carlson-RJ. Se antes estava aberta a polêmica, as coisas só tenderam a piorar.

Ao microfone, ouvia-se o nome da Ac. Carlson-RJ. Festa com os atletas levantando o mestre, até ser detectado um erro. Na verdade, a academia campeã era a Barra Gracie. Da comemoração à revolta foi um pulo, com Carlson saindo inconsolável. O erro encontrado foi o esquecimento dos pontos da segunda colocação de Roberto Corrêa, o Gordo, no absoluto. Se antes a Ac. Carlson-RJ tinha dois pontos de dianteira, ficava assim um ponto atrás.

Carlson tentou correr atrás do prejuízo, mas a verdade é que, após o encerramento da competição, ficou impossível esclarecer a polêmica. “Tenho as fichas e garanto: o Fandango entrou como Carlson-LA. O Carlson não sabe perder”, me disse o presidente da CBJJ e dono da Ac. Barra Gracie, Carlos Gracie Jr..

BONDE SINISTRO: O 1º CHOQUE CULTURAL 

Desde que saíram do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro com destino a Los Angeles, no dia 10 de agosto, até o dia 24, quando retornaram, os quase cem componentes da delegação brasileira (os outros 200 estavam divididos em grupos menores) não pararam de aprontar.

No avião, tanto na ida quanto na volta, a delegação infernizou o voo da United. Ocorreram desde confusões generalizadas até casos de assédio sexual às comissárias. Nem a Polícia Federal conseguiu conter o ânimo da rapaziada. Carlinhos Gracie, chefe da comitiva, ficou de cabelos brancos e chegou a ser chamado na cabine do comandante.

Os organizadores do Pan tiveram a infeliz ideia de fazer a pesagem, sem avisar a gerência, nas dependências do Hotel Hacienda, onde a delegação estava hospedada. Resultado: quase 400 atletas reunidos e muita confusão. “Eles conseguiram me dar em um dia prejuízo maior que em seis anos à frente da gerência. Vou chamar a polícia para, às 18h, evacuar todos os 20 quartos que eles ocupam”, me disse a gerente do hotel, Linda Murray, nervosa após constatar portas e azulejos danificados. No final, Carlinhos Gracie conseguiu contornar a situação, acalmar a gerente e manter os competidores no hotel.

Um ginásio com capacidade para 3 mil pessoas parecia não ser suficiente para acomodar o público do Jiu-Jitsu. Apesar de haver espaço para todos na arquibancada, a plateia insistia em apinhar-se em volta do ringue, como no Brasil. Foi só estourar uma briga para o chefe de polícia local ir ao microfone e ameaçar interromper a competição por estar fora dos padrões de segurança americanos. Rapidamente apareceram lugares nas arquibancadas. Pelo menos até a saída dos policiais.

vista do ginásio Aviation Park onde Carlos Gracie realizou este 2º panamericano em Hermosa Beach

BOCA NO TROMBONE (Procon do Jiu-Jitsu)

Como nesta época eu cobria o evento sozinho para a Tatame, concorrente da Gracie Mag do presidente Carlos Gracie Jr., ao final destes primeiros grandes eventos organizados pela CBJJ a Tatame era vista quase que como uma espécie de “Procon do Jiu-Jitsu”. O que muitas vezes levava a cenas curiosas como uma fila de atletas ao fim deste Pan para “me fazer reclamações”. Obviamente o Jiu-Jitsu estava engatinhando. Era necessário ter um bom senso de entender isso, mas ao mesmo tempo, como veículo jornalístico a Tatame também tinha a obrigação de fiscalizar e criticar. Algo que inicialmente era visto como “torcida contra”, mas que com o tempo passou a ser entendido como uma etapa importante para evolução da modalidade. Nessa edição da Tatame, por exemplo, decidimos publicar um boxe ao final da reportagem intitulado “Boca no Trombone”, onde publicamos algumas das reclamações que consideramos pertinentes     

Ulna Proença (Carlson): “É um absurdo realizar um campeonato com este calor. Com o preço de inscrição a R$ 100 por atleta, por que não mandaram ligar o ar-condicionado do ginásio?”

Breno Sivak (Rickson/Royler): “As lutas da faixa preta são sempre no final do dia. Pela primeira vez, sem nenhum cronograma e sem avisar os atletas, resolveram colocá-las na parte da manhã. Gastei R$ 2 mil para chegar aqui e perder por W.O.”

Carlson Gracie: “Cobraram R$ 70 dos atletas americanos e R$ 100 dos brasileiros, por quê? Com o dinheiro que se arrecadou nesta competição, as chaves tinham que ser feitas, no mínimo, por computador. Como sempre, houve manipulação de chave. Fui roubado na contagem final, rasuraram grosseiramente na própria folha, colocando o meu aluno do Rio, Alessandro Fandango, como sendo da minha academia de Los Angeles. Assim, a Barra Gracie ficou na frente dois pontos. Como é que se pode chegar às Olimpíadas com este tipo de atitude?”

Resultados — Categoria Adulto

Campeonato de Jiu-Jitsu

ADULTO AZUL

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Galo Ricardo Brandão (Carlson-RJ) Marcio Okomura (Equipe Paulista) Maurício Silveira (Equipe Paulista)
Pluma André Mota (Lewis/N. União) Leonardo Santos (Lewis/N. União) Otávio Gonçalves (Lewis/N. União)
Pena Adriano Pereira (Fabricio/Luis Paulo) Alex Oliveira (Jucão) Gustavo Aragão (Barra Gracie)
Leve Tiago de Freitas (Machado) Rodrigo Palhares (Carlson-RJ) Regis Calixto (Barra Gracie)
Médio Daniel Christoph (Carlson-RJ) Vital Huben (Rickson/Royler) Marc Kompanyetes (Rickson/Royler)
Pesado Marcelo Couto (Fabricio/Luiz Paulo) Erick Ferlman (Rickson/Royler) Maximiliano Araújo (Carlson-RJ)
Super pesado Glen Barba (Machado) Marco Vilela (Jucão) Bruno Fornari (Carlson-RJ)
Pesadíssimo Sean Alvarez (Monteiro) Carth Taylor (Joe Moreira) Robb Stroyke (Machado)
Absoluto Sean Alvarez (Monteiro) Alexandre Saloza (Carlson-RJ) Claudio Godoy (Equipe Paulista)

 

ADULTO ROXA

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Galo Marcelo Martins (Carlson-RJ) Vinícius Gaiva (Fabricio/Luiz Paulo) Julio Cortez (K. Gabrielson)
Pluma Vinícius Cruz (Carlson-RJ) Sandro Santiago (Barra Gracie) Bruno Xavier (Carlson-LA)
Pena Leonardo Borges (Carlson-RJ) Suyan Queiros (Carlson-RJ) Luiz Sérgio Barros (Carlson-LA)
Leve Marcelo Rezende (Barra Gracie) Anderson Eduardo (Lewis/N. União) João Junior (Carlson-LA)
Médio Francisco Mello (Lewis/N. União) Rodrigo Medeiros (Rickson/Royler) Michael Pitimar (Monteiro)
Meio pesado Anderson Leal (Carlson-RJ) Michel Zaffir (Barra Gracie) Léo Leite (Rickson/Royler)
Pesado Vitor Doria (Carlson-RJ) Egan Inowe (Machado) Bean (Ryckson/Royler)
Super pesado Alexandre Baraúna (Della Riva) Carlos Alberto Santos (Carlson-RJ) Chris Schaum Berg (K. Gabrielson)
Pesadíssimo Luis Carlos Atalla (Barra Gracie) Fábio Leopoldo (Equipe Paulista) André Luis Mendes (Casquinha)
Absoluto Sergio Cohen (Rickson/Royler) — Marcelo Herz (Carlson-LA)

 

ADULTO MARROM

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Pluma Robson Moura (Lewis/N. União) Mauricio Villardo (Rickson/Royler) Marcelo Rodrigues (Barra Gracie)
Pena Vitor Ribeiro (Lewis/N. União) Eduardo Leitão (Equipe Paulista) Fernando Lopes (Equipe Paulista)
Leve André Cândido (Lewis/N. União) Luiz Felipe Neto (Fábio Santos) Wander Braga (Jorge Pereira)
Médio Leandro Borgo (Rickson/Royler) Rodrigo Medeiros (Carlson-RJ) Eduardo Lima (Barra Gracie)
Meio pesado Rommel Cardoso (Barra Gracie) Claudio Arraes (Barra Gracie) Eduardo Rocha (Rickson/Royler)
Pesado Fábio Toscano (Machado) Rick William (Machado) Newton Cadan (Equipe Paulista)
Pesadíssimo Otávio Duarte (Jorge Pereira) Luiz Felipe (Barra Gracie) Sérgio Ferrari (Carlson-RJ)
Absoluto Otávio Duarte (Jorge Pereira) José Marcelo (Fabricio/Luiz Paulo) Rommel Cardoso (Barra Gracie)

 

ADULTO PRETA

Categoria (peso) 1º lugar 2º lugar 3º lugar
Galo Marcos Barreto (Monir) Marcelo Andrade (Carlson-RJ) —
Pluma Vinicius Magalhães (Barra Gracie) Alberto dos Santos (Carlson-RJ) —
Pena João Roque (Lewis/N. União) — Alexandre Correia (Barra Gracie)
Leve Marcio Feitosa (Barra Gracie) Renato Barreto (Rickson/Royler) Cleber Luciano (Rickson/Royler)
Médio Alexandre Paiva (Rickson/Royler) Eduardo Conceição (Rickson/Royler) Anderson Patricio (Rickson/Royler)
Meio pesado Roberto Magalhães (Barra Gracie) Saulo Ribeiro (Rickson/Royler) Ricardo Muller (Rickson/Royler)
Pesado Luis Roberto Duarte (Carlson-RJ) Fernando Silva (Liga Cabofriense) —
Super pesado Roberto Corrêa (Barra Gracie) Marcelo Martins (Equipe Paulista) Guilherme Santos (Lewis/N. União)
Pesadíssimo Eduardo Galvão (Barra Gracie) Pedro Santos (Lewis/N. União) —
Absoluto Rigan Machado (Machado) Roberto Corrêa (Barra Gracie) Eduardo Conceição (Rickson/Royler)

 

Andy Murasaki vai encarar fenômeno da Alliance de cara no Crown 2026

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Andy Murasaki - Foto: Ana Assis - VF Conunica

Andy Murasaki e Rafael Gamba fazem uma das quartas de final do peso-médio do The Crown 2026, no dia 8 de novembro, na Pirâmide de Long Beach, na Califórnia. De um lado está o bicampeão do evento, que busca o terceiro título seguido. Do outro, o campeão mundial da faixa-marrom, que estreia na faixa-preta justamente contra ele.

*Por Vitor Freitas – VF Comunica

Essa é a luta da primeira rodada que se define mais cedo. Quem ganhar a briga para ficar por baixo nos primeiros minutos sai com uma vantagem enorme. Explico abaixo por quê.

Andy Murasaki – Foto: Ana Assis – VF Conunica

O primeiro teste de Gamba na faixa-preta

Gamba chega ao Crown depois da melhor temporada que um faixa-marrom pode ter. Em 2026, o atleta da Alliance foi campeão europeu, brasileiro e mundial no peso-médio. No Mundial, em junho, venceu as três primeiras lutas com triângulo, bateu Emerson Feitosa na final e recebeu a faixa-preta do professor Mario Reis no próprio pódio, em Long Beach. É o mesmo ginásio onde vai lutar agora.

Poucos meses depois, a primeira luta na nova graduação já é contra o dono das duas últimas coroas da categoria. Em entrevista exclusiva à VF Comunica, Gamba deixou claro que aceitou o convite sabendo disso: “Se tivesse alguém naquela chave que eu tivesse certeza de que perderia, que eu pensasse: ‘Esse cara aqui eu tenho certeza de que não ganho dele’, eu nem sairia de casa e nem aceitaria o desafio”.

Andy chega embalado e com equipe nova

Andy venceu o peso-médio do Crown em 2024 e em 2025, quando bateu Jackson Nagai por 4 a 0 na final. A temporada de 2026 foi de mudança: ele deixou a Atos, passou a defender a AOJ e, na estreia pela nova equipe, foi campeão brasileiro no peso-leve finalizando todos os adversários. No Mundial, caiu para Tarcisio Santos por vantagem.

Nas últimas semanas, subiu de peso para ganhar ritmo. Levou meio-pesado e absoluto no Houston Fall Open e, em seguida, o meio-pesado do Orange County Fall Open, com duas finalizações em duas lutas.

Onde a luta se decide

O jogo de Gamba passa muito pela guarda fechada. Os três triângulos do Mundial mostram onde ele se sente em casa: pernas trancadas na cintura, postura do adversário quebrada e o ataque à espera de um braço mal colocado. Na marrom, isso funcionou muito bem. O problema é que Andy raramente deixa o braço sobrando. Ele é um passador paciente, trabalha a postura e não tem pressa de entrar.

Só que Andy também puxa para a guarda sem problema nenhum, e fez isso no próprio Brasileiro. Se ele escolher esse caminho, quem fica por cima é Gamba, e a luta muda de figura. Gamba também tem passagem e ganha a chance de mostrar que não vive só da guarda fechada. Nesse cenário, quem precisa se defender é Andy, e o novato passa a ditar o ritmo.

Por isso vejo essa luta resolvida nos primeiros minutos, na disputa para saber quem fica por cima e quem vai para a guarda. Andy entra como favorito e tem a chance de confirmar isso logo na estreia. Para Gamba, é a oportunidade de mostrar que chegou para ficar na faixa-preta.

Quem espera o vencedor

Quem passar dessa luta enfrenta na semifinal o vencedor de Natan Chueng x Tarcisio Santos. Se for Andy, pode sair ali a revanche do Mundial. Do outro lado da chave estão Mica Galvão x Leonardo “Leleo” Souza e Uanderson Ferreira x José Steve. O campeão de cada categoria leva US$ 20 mil.

Daniel Mendes participa da ascensão de AbdulRakhman Yakhyaev ao top 15 do UFC

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Daniel Mendes afia armas de atletas do UFC - Foto: Divulgação

AbdulRakhman Yakhyaev vive um dos melhores momentos de sua carreira. Invicto no MMA, com 11 vitórias em 11 lutas, o checheno alcançou a 13ª posição no ranking do UFC após derrotar Nikita Krylov por nocaute técnico em menos de três minutos, no dia 24 de outubro. Em 2026, foram três resultados expressivos: uma vitória por nocaute, uma por finalização e outra por TKO.

Daniel Mendes afia armas de atletas do UFC – Foto: Divulgação

A evolução também passa pelo trabalho desenvolvido na Fight Sports Deerfield Beach, nos Estados Unidos, onde Abdul chegou no início de 2026. O treinador Daniel Mendes fez questão de reconhecer a base construída anteriormente pelo técnico Eduardo Cachorrão, na Alemanha, e destacou a confiança depositada no novo trabalho.

“Sou um treinador que valoriza de verdade o trabalho de outros treinadores, sem colocar meu ego na frente. Sou grato pela confiança que ele depositou em nosso trabalho. Sabemos a qualidade que temos na Fight Sports Deerfield Beach e a metodologia que desenvolvemos com nossos atletas ao longo dos anos”, afirmou Daniel.

Para o treinador, os resultados são consequência de três fatores: a dedicação e a qualidade do próprio atleta, o scouting dos adversários e o planejamento técnico-tático realizado em parceria com Gesias Cavalcante. Daniel utiliza análise de dados para identificar os caminhos mais eficientes para a vitória.

“Essas vitórias mostram que nosso treinamento tem sido inteligente, específico e direto ao ponto, sempre voltado para um caminho mais inteligente e seguro”, explicou.

Apesar da rápida ascensão, Daniel ressalta que o planejamento precisa considerar o tempo necessário para a evolução do atleta. Segundo ele, os resultados expressivos podem antecipar propostas de confrontos mais duros, criando o desafio de equilibrar oportunidades e desenvolvimento técnico.

Abdul quer chegar ao topo

O próprio Yakhyaev mantém os pés no chão diante da entrada no top 15, mas não esconde a ambição.Ele afirmou estar satisfeito com a evolução da carreira, embora considere que ainda não alcançou nada extraordinário.

“Chegar ao top 15 do UFC é uma grande honra, mas também traz uma responsabilidade adicional. Para mim, isso é apenas o começo. Quero continuar vencendo, evoluindo e provando que pertenço ao topo”, declarou.

O checheno também destacou a importância de ser um atleta completo, capaz de decidir os combates tanto em pé quanto no chão. A variedade de resultados em 2026 reforça essa característica. E os objetivos estão definidos: Yakhyaev quer enfrentar os principais nomes da divisão e conquistar uma oportunidade pelo título.

“Não vim para o UFC apenas para ser um lutador ranqueado. Meu objetivo final é ser campeão do UFC. Estou pronto para lutar contra qualquer atleta do top 10. A maior luta da minha carreira ainda está por vir”, concluiu.

MAC inicia intercâmbio internacional com foco na carreira dos atletas

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Projeto de intercâmbio pretende ampliar as oportunidades internacionais para atletas e técnicos - Foto: Divulgação

O Martial Arts Championship (MAC) dá mais um passo em seu plano de internacionalização com a participação de Filipe Herculano e Davi Chueng no Pancrase, tradicional evento japonês de MMA, no dia 8 de novembro. A iniciativa faz parte de um projeto de intercâmbio que pretende ampliar as oportunidades internacionais para atletas e técnicos, com parcerias entre eventos de diferentes países.

Projeto de intercâmbio pretende ampliar as oportunidades internacionais para atletas e técnicos – Foto: Divulgação

CEO do MAC, Sandro Leite explica que a proposta surgiu da busca por um modelo de expansão mais sustentável. Em vez de promover eventos independentes no exterior, a ideia é unir organizações em desafios internacionais realizados dentro de seus calendários regulares. O projeto ganhou identidade própria com a criação da X3 Fighting League, que prevê confrontos entre três representantes de cada evento, em um formato no qual vence a edição a organização que conquistar pelo menos duas das três lutas.

“Assim como nós, existem vários eventos ao redor do mundo com o mesmo desafio: internacionalizar com baixo risco e consistência de médio e longo prazo”, afirma Sandro.

A participação no Pancrase será um projeto-piloto parcial, sem cinturão em disputa. Herculano e Chueng representarão o MAC, o Rio de Janeiro e o Brasil diante de atletas japoneses. Segundo Sandro, a proposta vai além dos combates: busca proporcionar uma experiência internacional de alto nível e ampliar o conhecimento cultural dos participantes. A viagem também inclui visitas a locais históricos das artes marciais, como a Kodokan e o Nippon Budokan.

A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Esportes do Rio de Janeiro, liderada pelo secretário Rodrigo Scorzelli. Na parte financeira, o MAC está custeando passagens, hospedagem, transporte, alimentação e auxílio para despesas extras dos atletas.

Além do Pancrase, o MAC já tem acordo com o evento norte-americano 247 Fighting e iniciou conversas com o francês Jungle Strike. A meta de médio prazo é realizar três grandes edições nacionais do MAC e cinco desafios internacionais por temporada, totalizando oito eventos.

“Vejo esse projeto como uma grande oportunidade de crescimento pessoal e profissional para os atletas e técnicos que participarem, além de um caminho mais saudável para internacionalização da nossa marca”, conclui Sandro.

Alliance lidera o AJP Tour Gramado (RS)

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Etapa internacional agitou a Serra Gaúcha - Foto: @iury_foto

A Alliance foi o principal nome entre as equipes que disputaram o AJP Tour Gramado International Jiu-Jitsu Championship 2026, realizado no último domingo (1º), na Vila Olímpica Pedro Tissot, em Gramado, na Serra Gaúcha. A competição, integrante do circuito internacional da Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro, terminou com 481 medalhas registradas, sendo 194 de ouro, 177 de prata e 110 de bronze. Com disputas desde as categorias infantis até os masters, o campeonato movimentou a cidade com a chegada de competidores, treinadores e familiares.

Etapa internacional agitou a Serra Gaúcha – Foto: @iury_foto

Entre os faixas-pretas profissionais, a Alliance conquistou os quatro títulos masculinos. Felipe Carvalho venceu a categoria até 69 kg, Samuel Arrieche ficou com o ouro até 85 kg, Vinicius Martins foi campeão até 94 kg e Robson Chaves terminou em primeiro lugar até 120 kg. Os resultados deram à equipe protagonismo nas principais disputas masculinas da competição.

No feminino, Brenda Oliveira, da Commando Group, conquistou o título profissional até 55 kg, enquanto Cintia Honorato, da Equipe A, venceu a divisão até 70 kg. As duas categorias reuniram atletas das faixas marrom e preta, conforme o regulamento da competição.

Outro resultado foi o de Paloma Schilling, da Vértice-83, de Estrela (RS), que conquistou o ouro na categoria master 1 até 62 kg, destinada às faixas marrom e preta. A atleta disputou seu primeiro campeonato como faixa-preta depois de 12 anos de prática e venceu as duas lutas por finalização. Na primeira, utilizou uma chave de panturrilha e, na segunda, garantiu a vitória com um triângulo.

A Garra Team, de Bento Gonçalves, também teve participação expressiva, com cinco medalhas. Emanuel Trindade conquistou a prata entre os faixas-pretas profissionais até 69 kg, enquanto Rafael Nunes foi campeão na faixa-marrom profissional até 77 kg. João Neves venceu a categoria Kids 3, faixa-cinza até 30 kg, e Kauê Oliveira terminou em segundo lugar entre os faixas-azuis amadores até 85 kg. Ryan Barbosa dos Santos completou os resultados da equipe com o bronze no juvenil, faixa-azul até 60 kg.

A presença de uma etapa internacional do circuito da AJP em Gramado também teve reflexos fora dos tatames. Conhecida pelo turismo, a cidade recebeu atletas e equipes de outras regiões, acompanhados por professores, familiares e torcedores. Esse deslocamento gera demanda por hospedagem, alimentação e transporte, ampliando a circulação de visitantes e a atividade econômica associada ao calendário esportivo. Não foi divulgado, porém, um balanço financeiro específico sobre o impacto do campeonato.

A competição também ofereceu pontos para o ranking da AJP, com 600 pontos previstos para os campeões de cada categoria, conforme as regras da entidade. A pontuação atrai atletas interessados em melhorar suas posições na classificação internacional e acrescenta importância esportiva à etapa realizada na Serra Gaúcha.

O AJP Tour Gramado International Jiu-Jitsu Championship 2026 contou com o patrocínio da Prefeitura de Gramado, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, e apoio da RBT Internet, William & Sons Coffee Co. e Grande Hotel Canela. A realização foi do Grupo Austral e da Acetas Impacto em Ação. A International Vision Investments e a IVSM também estiveram vinculadas ao evento.

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