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MTL: A liga que confrontou os maiores times do Brasil

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A Mo Team League (MTL) foi um daqueles projetos que pareciam destinados a transformar definitivamente o MMA brasileiro. Inspirada na extinta International Fight League (IFL), dos Estados Unidos, a competição apostou em um conceito inédito no país: substituir o tradicional confronto entre atletas por disputas entre equipes, cada uma liderada por quatro grandes nomes do esporte nacional: Wanderlei Silva, Pedro Rizzo, Murilo Bustamante e Rogério Minotouro.

Realizada entre 2007 e 2008, ao final da era Pride, a MTL teve apenas três edições. O projeto nasceu da iniciativa da empresária Mônica Marchetti, uma das maiores produtoras de soja do país. Apaixonada pelo esporte após acompanhar inúmeros eventos ao lado do filho, ela acreditava que o MMA brasileiro possuía atletas de nível mundial, mas ainda carecia de organização e valorização profissional.

Para transformar a ideia em realidade, uniu forças com o tetracampeão mundial de jiu-jítsu Fábio Gurgel e com a Reunion, empresa responsável por grandes eventos esportivos no Brasil. Inspirados pelo sucesso da IFL, desenvolveram um formato próprio. Em vez de equipes com nomes de animais, como acontecia na organização americana, cada time recebeu o nome de uma força da natureza: Wild Fire, Tsunami, Avalanche e Hurricane.
Em apenas um mês foram realizados o sorteio dos atletas, a formação das equipes e toda a organização do evento inaugural, realizado no tradicional Club Athletico Paulistano, em São Paulo, que pela primeira vez abria suas portas para uma competição de MMA.

Texto e Fotos Marcelo Alonso

1º FASE: WANDERLEI x BUSTAMANTE

A primeira edição da Mo Team League, realizada em 11 de agosto de 2007, colocou frente a frente duas das maiores estrelas do MMA brasileiro: Murilo Bustamante, líder da BTT e Wanderlei Silva, maior ícone da rival Chute Boxe.

O ambiente era de decisão desde o início. Cerca de dois mil espectadores lotaram o Club Athletico Paulistano para assistir ao primeiro duelo entre equipes da história do MMA nacional.

A Wild Fire abriu vantagem logo na categoria até 70 kg. Luciano Azevedo utilizou toda sua experiência para superar Ocimar Costa em uma luta bastante equilibrada. Depois de dominar boa parte do combate, Luciano encaixou um triângulo no terceiro round, colocando a equipe de Bustamante na frente.

Os Hurricanes responderam imediatamente. Flávio Álvaro derrotou Gerson Conceição por decisão dividida, empatando o confronto em 1 a 1.

Na terceira luta, Wanderlei viu sua equipe virar o placar. Rafael “Sapo” venceu Silmar Rodrigo após três rounds muito disputados, colocando os Hurricanes em vantagem por 2 a 1.

A reação da Wild Fire começou justamente no clássico entre Brazilian Top Team e Chute Boxe. Alexandre Cacareco mostrou enorme superioridade diante de Rafael Monteiro, levou rapidamente a luta para o solo e finalizou com uma kimura ainda no primeiro round, empatando novamente a disputa.

No confronto BTT x Chute Boxe que incendiou a 1º fase Cacareco finalizou Rafael com facilidade

A decisão ficou para os pesos-pesados.

Joaquim Mamute entrou no ringue em busca de revanche contra André Mussi, que o havia derrotado meses antes na final do torneio do XFC. Desta vez, porém, o representante da Wild Fire dominou completamente o combate. Após controlar praticamente toda a luta no chão, conquistou a posição norte-sul e finalizou o adversário no segundo round, garantindo a vitória da equipe de Murilo Bustamante por 3 a 2.

MINOTOURO VENCE RIZZO E GARANTE VAGA NA FINAL

Com a classificação da Wild Fire assegurada, restava definir seu adversário na decisão da temporada.

A segunda edição da Mo Team League aconteceu em 29 de setembro de 2007, novamente em São Paulo, colocando frente a frente a equipe Avalanche, comandada por Rogério Minotouro, e o Tsunami, liderado por Pedro Rizzo.

Assim como havia ocorrido na estreia, o confronto foi extremamente equilibrado e só teve definição no último combate da noite, demonstrando que o formato por equipes aumentava significativamente a emoção do evento.

Um dos grandes destaques foi o então promissor Junior “Cigano” dos Santos. Ainda muito antes de conquistar o cinturão do UFC, Cigano confirmou seu enorme potencial ao nocautear Jair Gonçalves, consolidando-se como uma das maiores promessas dos pesos-pesados brasileiros.

Na 2o edição Cigano nocauteou Jair Sorriso e definiu o placar em favor do time de Minotouro 3 x 2

Outro atleta que brilhou foi Sergio Moraes, que precisou de apenas um round para finalizar André Chatuba com um triângulo. Leonardo Santos também teve atuação destacada ao superar Rafael Bastos em uma das lutas tecnicamente mais refinadas da noite.
A Avalanche ainda contou com a importante vitória de Fábio Maldonado sobre Vitor Miranda, enquanto Maurício Alonso marcou o único ponto do Tsunami ao derrotar Júlio César de Almeida.

Ao final das cinco lutas válidas pela disputa entre equipes, a Avalanche venceu por 3 a 2, repetindo exatamente o placar da primeira etapa e garantindo classificação para enfrentar a Wild Fire na decisão da temporada.

O resultado criou o cenário que talvez fosse o mais simbólico possível para a organização. De um lado estaria Murilo Bustamante, líder da Wild Fire e um dos fundadores da Brazilian Top Team. Do outro, Rogério Minotouro, que havia deixado a BTT poucos meses antes ao lado do irmão Rodrigo Minotauro.

Mais do que uma disputa pelo primeiro título da história da MTL, a decisão colocaria frente a frente antigos companheiros de equipe em um momento de enorme transformação do MMA brasileiro.

BUSTAMANTE VENCE MINOTOURO NA FINAL POR 4 X 1

Realizada em 10 de novembro de 2007, no Club Athletico Paulistano, em São Paulo, a final colocou a Wild Fire, de Murilo Bustamante, diante da Avalanche, liderada por Rogério Minotouro. Poucos meses antes, Rogério e Rodrigo Minotauro haviam deixado a BTT para seguir novos caminhos. Embora a separação tivesse sido anunciada de forma amigável, ainda havia um evidente desconforto entre os antigos parceiros.

Na coletiva de imprensa que antecedeu a decisão, Minotouro admitiu que seria estranho enfrentar atletas com quem dividira anos de treinamentos e conquistas.
“É muito estranho estar do outro lado do ringue tendo como adversários parceiros de treinos como Murilo, Cacareco e Gerson.”

Bustamante, por sua vez, ainda demonstrava certo distanciamento dos ex-companheiros. O clima entre os capitães evidenciava que, além do título, havia um forte componente emocional naquela decisão.

As lutas preliminares já deram o tom da noite. Juliano Belgine conquistou o nocaute mais rápido do evento ao derrotar Rafael Motta em apenas 15 segundos, enquanto Cassiano Tytschyo venceu Marcelo Grilo em uma disputa bastante equilibrada.

Quando começaram os confrontos entre as equipes, a Wild Fire mostrou por que chegava à decisão como favorita. Luciano Azevedo abriu o placar ao superar Rafael Manteiga após uma luta intensa, utilizando seu eficiente jogo de quedas e controle no solo para conquistar a vitória na decisão dos juízes.

Minotauro entrega o prêmio a Sergio Moraes

A Avalanche reagiu imediatamente. A grande revelação da competição, Sergio Moraes, confirmou sua excelente fase ao derrotar Gerson Conceição. Com um jogo de solo extremamente eficiente, o futuro atleta do UFC neutralizou completamente a trocação do adversário e empatou o confronto em 1 a 1.

A terceira luta acabou sendo uma das mais equilibradas de toda a temporada. Silmar Rodrigo e Júlio César Field protagonizaram três rounds muito disputados. Depois de dominar o segundo assalto com boas quedas e uma sequência de golpes que quase encerrou a luta, Silmar administrou a vantagem construída e recolocou a Wild Fire à frente no placar.

Com a equipe vencendo por 2 a 1, cabia a Alexandre Cacareco disputar o combate que poderia definir o campeonato. Diante do perigoso boxeador Fábio Maldonado, Cacareco repetiu a estratégia que marcou toda sua campanha na MTL. Ignorou completamente a trocação, encurtou rapidamente a distância e levou a luta para o chão. Apenas 27 segundos depois, uma chave de joelho obrigava Maldonado a desistir, garantindo matematicamente o primeiro título da história da Mo Team League para a equipe de Murilo Bustamante.

Embora o campeonato já estivesse decidido, ainda faltava um dos confrontos mais aguardados da noite. Joaquim Mamute entrou no ringue diante de Junior Cigano carregando duas motivações especiais. Meses antes havia sido derrotado pelo próprio Cigano na final do XFC e já havia iniciado sua campanha de recuperação ao vencer André Mussi na primeira etapa da MTL, também em revanche por uma derrota anterior.
Mais uma vez, Mamute mostrou enorme capacidade de superação. Considerado azarão diante do futuro campeão do UFC, conseguiu levar a luta para o chão logo nos primeiros instantes. Cigano ainda inverteu a posição, mas acabou surpreendido por uma chave de braço aplicada com perfeição pelo atleta da Wild Fire, sendo obrigado a desistir antes mesmo do fim do primeiro round.

A vitória transformou um triunfo apertado em uma goleada por 4 a 1, coroando a campanha dominante da equipe de Murilo Bustamante ao longo de toda a competição.
Ao final da noite, atletas e comissão técnica comemoraram o título abrindo garrafas de champanhe no centro do ringue. Além do prestígio esportivo, cada integrante da equipe campeã recebeu uma premiação de 11 mil dólares, enquanto os vice-campeões ficaram com 2,8 mil dólares por atleta — bolsas consideradas bastante acima da média praticada no MMA brasileiro naquele período.

Joaquim Mamute fechou o placar de 4 a 1 ao finalizar Junior Cigano (Avalanche) com uma chave de braço

Empolgada com o sucesso da primeira temporada, a idealizadora da liga, Mônica Marchetti, anunciou novos investimentos para 2008 e revelou uma parceria com Alessandro Renner para ampliar o projeto. Embora a MTL ainda realizasse mais uma edição, a liga acabaria encerrando suas atividades pouco tempo depois.

Mesmo com vida curta, a Mo Team League deixou um legado importante para o MMA nacional. Em uma época marcada pela hegemonia do Pride FC e pela intensa rivalidade entre academias como Brazilian Top Team, Chute Boxe e Ruas Vale Tudo, a organização conseguiu reunir alguns dos maiores nomes da história do esporte em uma competição por equipes, valorizando atletas, oferecendo premiações inéditas para o mercado brasileiro e apresentando um formato que jamais voltou a ser desenvolvido com a mesma ambição. Quase vinte anos depois, a MTL continua sendo lembrada como um dos projetos mais ousados e inovadores da história do MMA brasileiro.

Campeonato Brasileiro Cadete e Juvenil de Boxe reúne promessas do país em Cuiabá

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Campeonato Brasileiro Cadete e Juvenil de Boxe começa na próxima semana - Foto: Divulgação/CBBoxe

A Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) realiza, entre os dias 16 e 22 de agosto, em Cuiabá (MT), o Campeonato Brasileiro Cadete e Juvenil, principal competição nacional das categorias de base da modalidade. O evento reunirá atletas de todo o país em busca dos títulos nacionais e da oportunidade de dar um passo importante rumo às seleções brasileiras de base e ao alto rendimento.

Campeonato Brasileiro Cadete e Juvenil de Boxe começa na próxima semana – Foto: Divulgação/CBBoxe

Tradicional porta de entrada para jovens talentos, o campeonato costuma marcar o início da trajetória de atletas que, nos anos seguintes, passam a integrar equipes nacionais e disputar competições internacionais. Em comum, os participantes carregam o mesmo objetivo: transformar o desempenho no ringue em uma oportunidade de representar o Brasil.

A programação prevê a chegada das delegações no dia 16 de agosto, seguida pelo congresso técnico e sorteio das chaves. Os combates serão disputados entre os dias 17 e 21, com quartas de final, semifinais e decisões no Palácio de Artes Marciais, em Cuiabá.

A edição de 2026 contempla quatro torneios nacionais: o 6º Campeonato Brasileiro Cadete Feminino, o 18º Cadete Masculino, o 10º Juvenil Feminino e o 17º Juvenil Masculino. Podem competir atletas nascidos entre 2010 e 2011, na categoria cadete, e entre 2008 e 2009, na juvenil, desde que atendam aos critérios técnicos e de elegibilidade estabelecidos pela CBBoxe.

A competição terá limite de 217 atletas distribuídos entre as categorias de peso, com até um representante por estado em cada divisão. As vagas foram distribuídas conforme critérios técnicos, levando em consideração o desempenho recente das federações estaduais em competições nacionais e internacionais.

Além da disputa por medalhas, o Campeonato Brasileiro Cadete e Juvenil desempenha papel crucial no desenvolvimento do boxe nacional. Para muitos competidores, trata-se da primeira experiência em um evento de alcance nacional, etapa que frequentemente antecede convocações para períodos de treinamento e competições internacionais organizadas pela Confederação Brasileira de Boxe.

Kung-Fu Fight promove revanche valendo cinturão e duelos Brasil x Turquia

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Kung Fu Fight realiza sua 44ª edição - Divulgação/CBMAC

O Kung-Fu Fight realiza neste sábado (15), no Ginásio Mané Garrincha, em São Paulo, uma das principais edições de seu calendário em 2026. A partir das 16h, o evento terá 14 combates, entre disputas semiprofissionais e profissionais, com dois confrontos entre Brasil e Turquia e uma revanche valendo cinturão. Na luta principal, Victor Henrique e Willian Duarte voltam a se enfrentar, desta vez pelo título profissional da categoria até 76 kg.

Kung Fu Fight realiza sua 44ª edição – Divulgação/CBMAC

O reencontro coloca frente a frente dois campeões pan-americanos do Kung-Fu Fight. No primeiro duelo, Victor venceu por nocaute no quarto round, após uma luta parelha. Agora, ele chega como atual campeão da divisão até 82 kg e desce de categoria com a possibilidade de conquistar seu segundo cinturão na organização.

Willian, por sua vez, terá a oportunidade de escrever um resultado diferente do confronto anterior justamente em uma disputa de título. Além do cinturão dos 76 kg, a luta coloca em jogo a posição dos dois atletas em uma categoria que também receberá outro campeão nesta edição.

Dono do título até 70 kg, Lucas Sorin, do Team Sorin, de Santa Catarina, sobe para os 76 kg e enfrenta Willian Pereira, da Liga Garra de Águia, de Rio Claro. Será a primeira apresentação de Sorin na nova divisão, depois de se estabelecer entre os principais atletas de sua categoria de origem.

O card também terá duas lutas profissionais entre brasileiros e turcos. Até 70 kg, Marcos Reis, da Garras de Tigre, de Mato Grosso do Sul, recebe Nusret Kayhan, do Team Heroes. O turco retorna ao Brasil como campeão pan-americano do Kung-Fu Fight.

Na divisão até 65 kg, José Uilton, do Team Elite Fight, de Santa Catarina, enfrenta Ozgur Adibelli, da Glory House, da Turquia. Uilton já acumula diferentes participações no evento e terá pela frente um adversário que amplia a presença internacional desta edição.

Entre os atletas que buscam uma futura oportunidade de título está Paulo Freitas. Campeão pan-americano do Kung-Fu Fight, o representante do Team Freitas encara João Guilherme, da Liga Garra de Águia de Sergipe, em duelo profissional até 94 kg. Uma vitória pode aproximá-lo de uma disputa pelo cinturão da categoria.

Ao todo, o card reúne atletas de São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Mato Grosso do Sul, além dos dois representantes da Turquia. A programação terá início às 16h e contará com transmissão pelo YouTube.com/@kungfuligaoficial2646.

44º Kung Fu Fight
Sábado, 15 de agosto de 2026, às 16h
Ginásio Mané Garrincha, rua Pedro de Toledo, 1651 – Vila Clementino – São Paulo/SP
Transmissão pelo YouTube.com/@kungfuligaoficial2646

Card profissional

76 kg: Victor Henrique (Liga Garra de Águia – SP) x Willian Duarte (Invictus) – Disputa de cinturão

76 kg: Willian Pereira (Liga Garra de Águia – Rio Claro) x Lucas Sorin (Team Sorin – SC)

70 kg: Marcos Reis (Garras de Tigre – MS) x Nusret Kayhan (Team Heroes – Turquia)

65 kg: José Uilton (Team Elite Fight – SC) x Ozgur Adibelli (Glory House – Turquia)

94 kg: João Guilherme (Liga Garra de Águia Sergipe) x Paulo Freitas (Team Freitas)

76 kg: Daniel Anjos (Clube da Luta) x João Oliveira (Fábrica da Luta)

Absoluto: Vinicius Gustavo (Warriors Fighters – SP) x Lucas Cavalcante (D-Lions – SP)

65 kg: Matheus Piffer (Tríade) x Erick de Carvalho (Team Sorin – SC)

82 kg: Richard Malheiro (Team Sorin – SC) x Laercio Rodrigues (Real Fight – SP)

94 kg: Rafael Brandão (Liga Garra de Águia Sergipe) x José Lucas (Território Fight)

70 kg: Arthur Reis (Liga Garra de Águia Sergipe) x Rodrigo Ribeiro (Team Sorin – SC)

Card semiprofissional

65 kg: Lucas Roberto Gomes (Team Sorin) x Hambam Juliani (Warriors Fighters)

70 kg: Rafael Lopes (Ass. Hung Gar) x Gustavo Gonçalves (Território Fight)

60 kg: Alan Matias (Liga Garra de Águia Sergipe) x Juan Felipe (Warriors Fighters)

Copa Rio Internacional de Judô confirma datas para edição de 2026 no Riocentro

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Evento acontece em outubro - Foto: Divulgação/FJERJ

A 19ª Copa Rio Internacional de Judô já tem data marcada. A Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) confirmou que a edição de 2026 será realizada nos dias 9, 10 e 11 de outubro, no Anfiteatro do Riocentro, na Barra Olímpica, Zona Sudoeste do Rio.

Evento acontece em outubro – Foto: Divulgação/FJERJ

O anúncio das datas dá sequência à preparação para a estreia da competição no novo local. Tradicional no calendário da modalidade, a Copa Rio reúne atletas de diferentes categorias e chega à 19ª edição após a FJERJ anunciar, em julho, o Riocentro como novo palco do evento.

Localizado no Pavilhão 6 do complexo, o Anfiteatro tem 7,7 mil metros quadrados e capacidade para receber milhares de pessoas. O espaço permite concentrar as áreas de competição, atletas e público no mesmo ambiente durante os três dias de evento.

A programação detalhada, os prazos de inscrição e outras informações sobre a edição de 2026 serão divulgados posteriormente pela organização.

Entusiasta do judô, o deputado estadual e ex-secretário estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani destacou a importância da confirmação das datas e projetou a realização do evento no novo palco.

“A Copa Rio já faz parte do calendário esportivo do nosso estado, e agora atletas, equipes e famílias podem se programar para os dias 9, 10 e 11 de outubro. Levar a competição para o Riocentro cria condições para receber o judô com uma estrutura compatível com o tamanho do evento. Esperamos três dias de arquibancadas cheias e muita gente acompanhando o esporte”, afirmou Rafael Picciani.

A Copa Rio Internacional de Judô tem patrocínio da Light, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Rio de Janeiro. A competição é realizada pelo Instituto Opus Vitae em parceria com a FJERJ e tem a chancela da Confederação Brasileira de Judô.

LFA 238 lota Arena Nilson Nelson e consagra Herbeth Sousa na luta principal

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Herbeth Sousa apagou Paulo Portillo - Foto: Divulgação/LFA Brasil

A Arena Nilson Nelson recebeu grande público na noite desta sexta-feira (31) para o LFA 238: Distrito 1, e a torcida da casa saiu com motivos de sobra para comemorar. Embalado pelo apoio das arquibancadas, o brasiliense Herbeth Sousa confirmou o favoritismo na luta principal ao finalizar o uruguaio Paulo Portillo e dar mais um passo rumo à disputa do cinturão peso-galo da organização ou a uma oportunidade no UFC.

Herbeth Sousa apagou Paulo Portillo – Foto: Divulgação/LFA Brasil

Conhecido pelo jiu-jítsu apurado, Herbeth precisou de menos de cinco minutos para definir o combate. O peso-galo encaixou um triângulo de braço invertido e apagou o adversário aos 4min55s do primeiro round. Foi a 14ª vitória por finalização na carreira do brasiliense, que agora soma 20 triunfos em 22 lutas profissionais, sendo 70% deles por esse caminho. O resultado também ampliou para cinco a sequência de vitórias consecutivas do atleta.

Outro representante do Distrito Federal que levou o público ao delírio foi Gabriel Vinicius. Invicto no MMA profissional, o meio-médio castigou Claudio Nardo com uma sequência de golpes na posição de montada até a interrupção do árbitro, nos primeiros segundos do segundo round. Com o resultado, Gabriel chegou ao cartel de oito vitórias em oito apresentações.

Quem também preservou a invencibilidade foi o peso-leve Juan Pablo Vieira, o “Problema”. O atleta precisou de apenas 1min52s para encaixar um mata-leão sobre Eduardo Terencio e conquistar a décima vitória da carreira. Todas foram encerradas antes do tempo regulamentar, e nenhuma ultrapassou o segundo round.

A noite ainda teve outros destaques. Aristides Dias venceu Alexsandro Cangaty com um nocaute técnico após um soco no corpo. Felipe Rosa definiu o duelo contra Rayan Kadosoe com um upper que levou o adversário à lona ainda no primeiro assalto. Wendrio Chaves abriu caminho para a vitória sobre Thiago Taveira com uma cotovelada giratória antes de liquidar o combate com uma sequência de socos. Já Almir Augusto também venceu por nocaute ao dominar Neto Lopes no terceiro round.

Herbeth Sousa apagou Paulo Portillo — Foto: Divulgação/LFA Brasil

Para o vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão, o evento mais uma vez provou a força do MMA brasileiro e a importância da organização como etapa de desenvolvimento rumo ao UFC.

“Foi uma noite que mostrou a força do MMA brasileiro. Tivemos uma Arena Nilson Nelson lotada, atletas entregando grandes performances e lutas que empolgaram do início ao fim. Tenho convicção de que alguns dos competidores que vimos hoje vão representar o Brasil no UFC nos próximos anos. Esse é o papel do LFA, identificar, desenvolver e lapidar as joias do nosso MMA para que cheguem preparadas aos maiores palcos do mundo.”

Feijão também agradeceu aos parceiros envolvidos na realização da edição do LFA 238 – Distrito 1, oferecido pela Monster Energy, em Brasília.

“Quero agradecer ao secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Renato Junqueira, ao deputado federal Julio Cesar Ribeiro e ao deputado distrital Martins Machado pela parceria e pela confiança no nosso trabalho. Essa união tornou possível mais uma edição do LFA em Brasília e permitiu entregar um grande espetáculo ao público da capital. Esperamos voltar em breve para escrever novos capítulos dessa história.”

Confira abaixo todos os resultados do card:

LFA 238
Arena Nilson Nelson, Brasília-DF
31 de julho de 2026

Herbeth Sousa venceu Paulo Portillo por finalização técnica (triângulo de braço invertido) aos 4:55 do R1
Gabriel Vinicius venceu Claudio Nardo por nocaute técnico (cotoveladas e socos), aos 0:42 do R2
Leonardo Cerboni venceu Wily Pereira por decisão unânime
Juan Pablo Vieira venceu Eduardo Terencio por finalização (mata-leão) aos 1:52 do R1
Daniel Araújo venceu Victor Gabriel por decisão unânime
Aristides Vinícius Dias venceu Alexsandro Cangaty por nocaute técnico (golpes no corpo), aos 3:26 do R2
Felipe Rosa venceu Rayan Kadosoe por nocaute (soco) aos 3:32 do R1
Marcio Cabral venceu Romulo Oliveira por decisão unânime do R3
Wendrio Silva venceu Thiago Taveira por nocaute técnico (socos) aos 4:06 do R2
Ana Carolina Araújo venceu Ramana Toscanelli por decisão unânime
Almir Augusto venceu Neto Lopes por nocaute (soco) aos 3:36 do R3
Pedro Victor de Souza venceu Pedro Ribeiro por nocaute técnico (socos) aos 4:32 do R1
Ricardo Lemos venceu Diego Silva Costa por finalização (triângulo) aos 1:10 do do R1
Julia Barros venceu Amanda Rafaela por decisão dividida

Werdum responde Toquinho e Brigadeiro e Rafael fala da 2ª edição do Kings em Floripa

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Marcelo Alonso recebeu Fabricio Werdum e Rafael Cordeiro nesta quinta-feira no Conexão PVT.

A poucas horas de embarcar de Los Angeles para Florianópolis, onde irá realizar nos dias 7 e 8 de agosto a 2ª edição do Kings Championship, Cordeiro trouxe detalhes do evento e comentou o encontro de Mike Tyson e fãs brasileiros, que viralizou na Copa do Mundo.

Embaixador do evento, Werdum explicou o cancelamento de sua trilogia com Cigano, que aconteceria no evento, e respondeu aos desafios de Rousimar Toquinho e Marcelo Brigadeiro.

“Eu respeito o Toquinho como homem, mas não o admiro como lutador. Já o Fantasma da Luta pode ser bom como treinador ou comentarista, mas como lutador… Seria como o Real Madrid aceitar um desafio de um time de várzea”.

Assista no vídeo abaixo.

Resenha PVT: Pezão revisita momentos marcantes de sua carreira

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Peso pesado assinou com evento de Boxe de mão pelada - Foto: Marcelo Alonso

No Resenha PVT desta semana, recebemos Antônio “Pezão” Silva para um papo imperdível sobre sua trajetória no MMA.

Pezão abre o jogo sobre seus momentos no mundo das lutas: desde a vitória histórica sobre a lenda Fedor Emelianenko até a rivalidade explosiva e a vitória avassaladora contra Alistair Overeem, além da guerra contra Mark Hunt.

Pezão também fala abertamente sobre sua saúde (acromegalia), a polêmica do TRT, sua transição para a aposentadoria e o que pensa da nova geração de pesos pesados.

Assista no vídeo abaixo:

Jungle Fight 154: Fight do Milhão conhecerá as finalistas do GP feminino neste sábado

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Neste sábado, apenas duas seguem na busca pelo prêmio - Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

Chegou a hora de conhecer as finalistas do Fight do Milhão feminino. Neste sábado (2), a TV Globo transmite ao vivo, logo após o programa “Altas Horas”, os dois confrontos que definirão quem seguirá na disputa pelo prêmio de meio milhão de reais e pelo cinturão de rainha da selva. O Jungle Fight 154 acontece no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, em São Paulo, com transmissão completa também pelo Sportv e Combate, a partir das 20h. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível ou um pacote de ração, com retirada antecipada do ingresso digital no site https://junglefc.com.br/ingressos-154.

A confirmação dos confrontos veio nesta sexta-feira (31), durante a pesagem oficial no Garagem 55 Mooca, centro de entretenimento temático conhecido por reunir carros e motos icônicas. As quatro classificadas passaram pelo desafio da balança sem problemas. Yasmin Guimarães e Bianca Sattelmayer registraram 52,3 kg, enquanto Regiane Borges marcou 51,9 kg e Nágila Goku ficou com 52,1 kg.

Neste sábado, apenas duas seguem na busca pelo prêmio – Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight

Uma das vagas na decisão será disputada entre a paulista Bianca Sattelmayer e a carioca Yasmin Guimarães. As duas chegam embaladas por vitórias por finalização na fase inicial do torneio, em maio. Yasmin precisou de menos de três minutos para finalizar a uruguaia Xiomara Piriz com um mata-leão. Bianca respondeu com uma guilhotina sobre a carioca Isa Araújo.

Na outra semifinal, a paulista Nágila Goku encara a mineira Regiane Borges. Regiane conquistou a classificação ao derrotar Maria Alice por nocaute técnico ainda no primeiro round. Nágila teve um desafio diferente. Depois de um início equilibrado diante de Fabrizia Ketlinn, cresceu na luta, assumiu o controle das ações e venceu por decisão unânime.

O presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, destacou a importância de manter o mesmo prêmio para homens e mulheres e afirmou que o crescimento do MMA feminino passa por iniciativas que valorizem as atletas dentro e fora da arena. Segundo ele, São Paulo foi escolhida como a casa do torneio feminino por um incentivo direto da primeira-dama Regina Nunes, a quem chama de madrinha do MMA feminino na capital.

“Desde o início, decidimos que homens e mulheres disputariam a mesma premiação. O talento não tem gênero, e eu sempre acreditei no MMA feminino. As meninas entregam grandes lutas e merecem o mesmo reconhecimento. Fazer essas semifinais em São Paulo também atende a um pedido especial da primeira-dama Regina Nunes, que abraçou essa causa e se tornou a madrinha do MMA feminino em São Paulo. Ela acredita no esporte como ferramenta de transformação e nos ajuda a abrir portas para essas atletas”, afirmou Wallid.

A primeira-dama Regina Nunes ressaltou a importância de receber o torneio na capital paulista e convidou o público para acompanhar o evento.

“A semifinal do GP feminino do Fight do Milhão não poderia ser em outro lugar senão São Paulo. A gente sabe o quanto o esporte muda a vida das pessoas, então é muito importante apoiar. Estão todos convidados a trazer 1 kg de alimento não perecível ou de ração e assistir ao Jungle Fight.”

Wallid também destacou o papel de São Paulo na formação de atletas e agradeceu o apoio do poder público para a realização do evento.

“São Paulo é a capital do MMA no Brasil. Não é por acaso que lutadores do Brasil inteiro escolhem São Paulo para construir suas carreiras. Quero parabenizar o prefeito Ricardo Nunes, o secretário de Turismo Gustavo Lopes e o vereador George Hato por fazerem de São Paulo uma referência no esporte e por entenderem que investir em eventos como esse também é investir em inclusão social.”

O secretário municipal de Turismo, Gustavo Lopes, destacou os reflexos do Jungle Fight para a economia e para o turismo da capital.

“O prefeito Ricardo Nunes tem promovido grandes eventos em São Paulo para fortalecer o turismo. Quando recebemos um evento desse porte, compatível com o tamanho da cidade, praticamente toda a rede hoteleira é ocupada, os restaurantes recebem mais clientes, a arrecadação aumenta e turistas de outros estados e países passam a conhecer São Paulo. Além da importância esportiva, o Jungle Fight é um evento muito relevante para o turismo da cidade.”

O vereador George Hato também ressaltou o impacto social da organização e agradeceu o apoio da Prefeitura de São Paulo.

“O Jungle Fight realiza um trabalho que vai muito além das lutas. O evento cria oportunidades, incentiva a prática esportiva e mostra como o esporte pode transformar vidas e contribuir para a saúde da população. Agradeço ao prefeito Ricardo Nunes pelo apoio à realização de mais uma edição e por acreditar em iniciativas que geram inclusão social por meio do esporte.”

Confira abaixo o card completo do evento:

Jungle Fight 154
Ginásio Mauro Pinheiro, Ibirapuera, São Paulo (SP)
Sábado, 1 de agosto de 2026

Fight do Milhão:

52 kg: Bianca Sattelmayer (SP) x Yasmin Guimarães (RJ)
52 kg: Nágila Goku (SP) x Regiane Martins Borges Silva (MG)

Demais lutas:

102 kg: Weslley Alec (BA) x Guilherme Lazzarini (SP)
57 kg: Francisco Assis (RJ) x Willians “Jubila”(SP)
61 kg: Enzzo Bastos (CE) x Enderson Brasil (RJ)
66 kg: Lucas Schmidt (SC) x Paulo Cezar (SP)
70 kg: Rian Souza da Costa (MA) x Rodrigo “Digão” Ramos (SP)
84 kg: Bryce De Camargo (EUA) x Marcelo Gabriel da Silva (SP)
84 kg: Fernando “Gorila” (RJ) x Leonardo Barros (SP)
62 kg: Rafael dos Santos (SP) X Gabriel Rickson (AM)
61 kg: Luiz Felipe Chagas (RJ) x Guilherme Costa (SP)
66 kg: Pedro “San” Henrique (MS) x Gabriel Marinho (RJ)

AJP Tour Capão da Canoa (RS) abre inscrições e inicia contagem regressiva para etapa que vale 600 pontos no ranking

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Etapa vale pontos importantes no ranking mundial - Foto: Divulgação/AJP

A contagem regressiva para o AJP Tour Capão da Canoa (RS) International Jiu-Jitsu Championship 2026 começou oficialmente com a abertura do período de inscrições. Os atletas interessados têm até o dia 1º de setembro para confirmar participação na competição, que será disputada nos dias 5 e 6 de setembro, no Ginásio Municipal Otto Birlem, e integra o calendário da AJP, a federação de jiu-jitsu de Abu Dhabi, referência mundial na modalidade.

Etapa vale pontos importantes no ranking mundial – Foto: Divulgação/AJP

Link para inscrição: https://soucompetidor.com.br/pt-br/eventos/todos-os-eventos/p2754-ajp-tour-capao-da-canoa-international-jiu-jitsu-championship-gi-2026-edicao/.

A etapa gaúcha distribui 600 pontos ao campeão de cada categoria, pontuação considerada valiosa para atletas que disputam posições no ranking internacional da AJP. Ao longo da temporada, o circuito reúne competidores de diferentes países e transforma cada evento em uma oportunidade importante para quem busca classificação e projeção no cenário internacional.

A competição será aberta a atletas de todas as nacionalidades e contemplará desde crianças até competidores master, passando pelas categorias juvenil, amadora e profissional. As disputas ocorrerão nas faixas branca, cinza, amarela, laranja, verde, azul, roxa, marrom e preta, de acordo com a divisão de idade e graduação de cada participante.

Conhecida por sua extensa faixa de areia e pela vocação para receber visitantes desde o início do século passado, quando começou a se consolidar como balneário de veraneio, Capão da Canoa troca, por alguns dias, o movimento típico das férias pelo fluxo de atletas, equipes e familiares vindos de diferentes regiões do Brasil.

Além da disputa esportiva, a etapa deve produzir reflexos na economia local. A expectativa é de aumento na ocupação da rede hoteleira, maior movimento em bares, restaurantes, comércio e serviços de transporte, além da geração de empregos temporários ligados à organização da competição.

Para o vice-prefeito de Capão da Canoa, Renato Silveira, a competição confirma o município como destino para grandes eventos esportivos e amplia sua visibilidade no cenário nacional e internacional.

“Receber uma etapa da AJP Tour é motivo de orgulho. Além de colocar Capão da Canoa no mapa de um dos maiores circuitos de jiu-jitsu do mundo, o evento mostra a capacidade da cidade de receber competições de grande porte e apresentar sua estrutura e hospitalidade aos visitantes”, afirmou.

À frente da organização local, o faixa-preta Luís Brito, representante do Instituto General de Ensino (IGE), destaca que o período de inscrições marca o início da reta final para a realização do evento e faz um convite aos atletas.

“Entramos na contagem regressiva para uma etapa muito importante da AJP. Nossa expectativa é receber competidores de todo o Brasil em uma estrutura preparada para oferecer uma grande experiência dentro e fora dos tatames. Esse é um evento que fortalece o jiu-jitsu, movimenta o turismo e gera benefícios para a economia de Capão da Canoa”, disse.

TSKF completa 30 anos e celebra trajetória de Gabriel Amorim na formação do Kung Fu tradicional no Brasil

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Templo Shaolin de Kung Fu completa 30 anos em 2026 - Foto: Divulgação/CBAMC

A TSKF (Templo Shaolin de Kung Fu) completa 30 anos em 2026 com uma trajetória que acompanha parte da consolidação do Kung Fu tradicional no Brasil. Fundada em 18 de junho de 1996, em São Paulo, pelo Grão-Mestre Gabriel Pires de Amorim, a escola tornou-se uma das principais referências nacionais no ensino do estilo Louva-a-Deus Sete Estrelas e na formação de praticantes, professores e mestres.

Templo Shaolin de Kung Fu completa 30 anos em 2026 – Foto: Divulgação/CBAMC

Criada inicialmente no bairro Jardim Aeroporto, a TSKF expandiu suas atividades ao longo dos anos. A primeira filial foi inaugurada em Pinheiros, em 1999, e, desde 2002, a matriz funciona na região da Saúde. Nesse período, milhares de alunos passaram pela instituição, que mantém como foco a preservação das tradições das artes marciais chinesas aliada à formação técnica e cultural de seus praticantes.

A história da escola está diretamente ligada à trajetória de Gabriel Amorim. Natural de Maracás (BA), ele iniciou sua formação no Kung Fu em 1980 e integra a nona geração do estilo Louva-a-Deus Sete Estrelas. Além da atuação como mestre, também participou da organização dos primeiros campeonatos de Kung Fu Clássico realizados no Brasil, em 1999 e 2001, e de edições do Brazil International Kung Fu Championship Tournament entre 2007 e 2011.

Atualmente, Gabriel Amorim é diretor da Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas (CBAMC) e segue acompanhando as atividades da TSKF, contribuindo para a formação de novos instrutores, árbitros e atletas. Sua proposta de ensino associa o desenvolvimento técnico aos princípios tradicionais da modalidade, como disciplina, respeito e responsabilidade.

As comemorações pelos 30 anos da TSKF ganharam projeção internacional em julho, quando Gabriel Amorim participou do U.S. International Kuo Shu Championship Tournament, em Baltimore, nos Estados Unidos. Durante o evento, recebeu uma placa de reconhecimento da United States Kuo Shu Federation, entregue pelo Grão-Mestre Huang Chien-Liang, em homenagem à sua contribuição para a difusão das artes marciais chinesas e ao trabalho desenvolvido pela escola ao longo de três décadas.

A homenagem também destacou o significado do termo chinês *Shifu*, utilizado para definir o mestre responsável por transmitir conhecimento, valores e exemplos às novas gerações. O reconhecimento simboliza a projeção internacional de um trabalho iniciado há 30 anos em São Paulo e que segue formando praticantes dentro e fora do país.

Ao chegar às três décadas de atividade, a TSKF reúne uma rede de professores, mestres e ex-alunos que ajudam a manter vivo o ensino do Kung Fu tradicional. A continuidade desse trabalho fez da escola uma das instituições mais longevas e reconhecidas da modalidade no Brasil, preservando técnicas, rituais e princípios que atravessam gerações.

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