Campeã Mundial de boxe Rebeca Lima luta nesta segunda-feira - Foto: Divulgação/World Boxing
A seleção brasileira de boxe estreia nesta segunda-feira (19) no Campeonato Pan-Americano Elite de 2026, em Puebla, no México, com três atletas em ação. Rebeca de Lima Santos, Luiz Gabriel Oliveira e Michael Douglas Trindade serão os primeiros brasileiros a subir ao ringue na competição, que segue até o dia 25 de outubro e distribui 56 vagas para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027.
Campeã Mundial de boxe Rebeca Lima luta nesta segunda-feira – Foto: Divulgação/World Boxing
A primeira representante do Brasil será Rebeca de Lima Santos, que enfrenta uma adversária do México na categoria até 60 kg, a partir das 15h (de Brasília). Na sequência, Luiz Gabriel Oliveira encara um uruguaio, também nos 60 kg, com luta prevista para começar a partir das 15h50. À noite, Michael Douglas Trindade enfrenta outro mexicano, na categoria até 55 kg, a partir das 21h50.
Disputado no Ginásio Miguel Hidalgo, o torneio reúne 223 boxeadores de 31 federações nacionais e marca o início da corrida por vagas no boxe para Lima 2027. Os quatro primeiros colocados de cada uma das sete categorias olímpicas masculinas e femininas garantem a classificação, incluindo os dois medalhistas de bronze.
O Pan-Americano também integra o calendário do novo ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028. Além dos três atletas que estreiam nesta segunda-feira, o Brasil conta com nomes como Beatriz Ferreira, Tati Chagas e Viviane Pereira na equipe feminina, além de Yuri Falcão, Wanderley Pereira e Joel Ramos entre os homens.
Entre os adversários internacionais estão o colombiano Juan Pablo Patiño, medalhista de ouro nos Jogos Centro-Americanos de 2026, e o americano Lavant Brownlee, campeão do Torneio Internacional de Boxe Strandja deste ano. Anfitrião da competição, o México participa com 18 atletas, sendo dez homens e oito mulheres.
As lutas terão transmissão ao vivo e gratuita pela plataforma Panam Sports Channel e pela World Boxing TV.
Nagila e Bianca lutarão por meio milhão de reais - Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight
A final feminina do Fight do Milhão será a luta principal do Jungle Fight 156, marcado para o dia 24 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Bianca Sattelmayer e Nágila Goku disputarão o título na última luta da noite. O torneio distribuirá R$ 1 milhão em premiação aos campeões das categorias feminina e masculina, com transmissão ao vivo da Globo, Sportv e Combate. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis no site https://junglefc.com.br/ingressos-final-do-fight-do-milhao.
Nagila e Bianca lutarão por meio milhão de reais – Foto: Carlos Ventura/Jungle Fight
A escolha do confronto feminino para encerrar o evento dá protagonismo a duas atletas que chegaram à decisão com muitos méritos. De um lado, Bianca tenta ampliar uma sequência de quatro anos sem derrotas no Brasil, depois de superar um período de dificuldades. Do outro, Nágila busca o título apenas três anos depois de iniciar a carreira no MMA, modalidade na qual começou aos 29 anos, quando já ouvia que estava velha para competir.
Natural de São José dos Campos, no interior paulista, Bianca tem 30 anos e é conhecida como “Rainha do Caos”. Seu interesse pelo MMA começou aos 14 anos. A trajetória profissional, no entanto, teve um início complicado. A atleta enfrentou uma sequência de seis derrotas e passou a lidar com dificuldades psicológicas que, segundo ela, interferiam diretamente em seu desempenho quando a porta do cage se fechava.
A recuperação começou com mudanças na preparação ao lado de Ricardo Sattelmayer, seu treinador e marido. Desde 2022, Bianca não perde em competições realizadas no Brasil. Fora das competições, também trabalha como professora de Muay Thai, atividade que concilia com a rotina de treinos.
No Fight do Milhão, a paulista estreou com uma finalização por guilhotina sobre Isa Araújo, ainda no primeiro round. Na semifinal, encontrou maior resistência diante de Yasmin Guimarães e precisou dos três rounds para conquistar a vitória por decisão dividida.
Sua adversária na final, Nágila Goku, de 32 anos, nasceu no Guarujá e cresceu em Registro, também no interior de São Paulo. Antes de ingressar no MMA, já havia conquistado títulos no kickboxing e trabalhava dando aulas de Muay Thai. A mudança de modalidade, aos 29 anos, veio acompanhada de críticas pela idade e pela pouca experiência no jiu-jítsu, já que ainda era faixa-branca.
Para investir na carreira, Nágila deixou Registro e mudou-se sozinha para Paraisópolis, na capital paulista, onde passou a se dedicar a uma rotina de treinamentos voltada ao MMA. A decisão exigiu que abandonasse a estabilidade que havia construído no interior para tentar espaço em uma modalidade na qual ainda estava começando.
A trajetória de Nágila também é marcada pela ausência dos pais durante a infância. Segundo a atleta, ambos passaram longos períodos presos e não participaram de sua criação. Ela afirma que uma de suas principais motivações é construir uma história diferente da vivida pela família, buscando independência financeira por meio do esporte.
Nágila estreou no nesta edição do torneio vencendo Fabrizia Ketlnn por decisão unânime. Na semifinal, enfrentou Regiane Borges e garantiu a classificação com uma guilhotina. A finalização teve um significado particular para a atleta, que começou no MMA ouvindo questionamentos sobre sua falta de experiência no jogo de chão.
Além da decisão feminina, o Jungle Fight 156 terá a final masculina do Fight do Milhão entre Fabrício Bakai e Ernane Pimenta, na categoria até 77kg.
Para Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight, a escolha da final feminina como principal combate da noite faz parte da valorização do MMA feminino, o
“Eu sempre acreditei no potencial das mulheres no MMA, . Colocar a final feminina como luta principal de um evento desse tamanho é dar a essas atletas o espaço que elas merecem. Bianca e Nágila chegaram até aqui por mérito, venceram adversárias duríssimas e vão disputar uma premiação que pode transformar suas carreiras. O Fight do Milhão revolucionou o MMA brasileiro em parceria com a TV Globo, e nós só estamos começando”, afirmou o mandatário.
O dirigente também ressaltou a escolha do Ginásio do Ibirapuera, um dos espaços tradicionais do esporte brasileiro, para receber as decisões do torneio.
“São Paulo é a capital do MMA e o Ginásio do Ibirapuera faz parte da história do esporte nacional. Quero agradecer ao prefeito Ricardo Nunes e ao vereador George Hato pelo apoio incondicional ao Jungle Fight e ao esporte como ferramenta de transformação social”, concluiu Wallid Ismail.
Confira abaixo o card completo do evento (sujeito a alterações):
Jungle Fight 156 Ginásio do Ibirapuera, São Paulo (SP) Sábado, 24 de abril de 2026
52kg: Bianca Sattelmayer (SP) x Nágila Goku (SP)
77kg: Fabrício Bakai (PI) x Ernane Pimenta (RJ)
77kg: Matheus Araújo Fonseca (SP) x Rafael “Cabeça” Silva (MG)
52kg: Day Monster (RJ) x Regiane Borges (MG)
120kg: Wilian Roberto dos Santos Alves (SP) x Hugo Cunha (RJ)
61kg: Jhonatha Frazão (RJ) x Luiz “Buakaw” Paes (SC)
66kg: Manoel Aranha (PA) x Cleiton Rocha (SC)
77kg: Lucas Campos (SP) x Marcos Santana dos Santos (SC)
61kg: Queila Braga (SP) x Lorrany Miranda (RJ)
57kg: Rafael Sanson (RS) x Túlio Macena (BA)
66,5kg: Matheus Henrique da Silveira (SC) x Paulo Cezar (SP)
70kg: Matheus Moraes Lima (BA) x Diogo Pink (SP)
66kg: Lucas Schmidt (SC) x Hari Bhakti Fortes Menezes (SP)
84kg: Ulisses Silva (GO) x Felipe Alves (SP)
66kg: Augusto Machado Correia (SP) x Luis Felipe Vieira de Sousa (SP)
61kg: Victor Rodrigues Soares de Miranda (SP) x Hugo Haweroth dos Santos (SC)
O Legacy Fighting Alliance (LFA) alcançou a marca de 400 atletas contratados pelo UFC ao longo de sua história e estabeleceu um novo recorde anual em 2026. Somente neste ano, 39 lutadores que passaram pela organização chegaram à principal liga de MMA do mundo, superando os 36 registrados em 2023. Com os números, o LFA mantém a liderança entre os eventos que mais revelaram atletas para o UFC, resultado de um trabalho de formação e desenvolvimento de talentos que também tem o Brasil como um de seus principais centros de atuação.
A evolução dos números mostra o crescimento da organização nos últimos cinco anos. Em 2022, foram 27 atletas contratados pelo UFC, número que subiu para 36 no ano seguinte. Após uma redução para 22 em 2024, o LFA voltou a registrar crescimento em 2025, com 31 lutadores. Em 2026, a marca chegou a 39 ainda em outubro, estabelecendo o melhor resultado anual da história da companhia.
O Brasil tem participação nessa trajetória. Dos 39 atletas contratados neste ano, pelo menos nove são brasileiros. A lista inclui Mateus Soares, Aieza Bertolso, Marcos Degli, Guilherme Uriel, Hector Santiago, Lucas Fernando, Jefferson Nascimento, Luis Francischinelli e Douglas Lapa. Entre eles, Aieza, Degli, Lucas e Jefferson conquistaram cinturões do LFA antes de chegarem ao UFC.
Foi justamente Douglas Lapa quem levou o LFA à marca de 400 contratados. O brasileiro garantiu seu vínculo com o UFC nesta terça-feira (13), durante o último episódio da temporada de 2026 do Dana White’s Contender Series (DWCS), programa comandado por Dana White para selecionar novos talentos para a organização.
A presença brasileira entre os contratados está ligada à atuação do LFA no país, onde a organização realiza eventos que permitem aos lutadores competir diante de adversários de diferentes níveis de experiência e ganhar visibilidade internacional. Parte desses atletas chega ao UFC por contratação direta, enquanto outros passam pelo Contender Series, no qual precisam convencer os dirigentes da organização a oferecer um contrato.
Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão atribui os resultados ao trabalho de desenvolvimento de atletas e à realização de eventos no Brasil, em parceria com governos que apoiam a promoção do esporte e a criação de oportunidades para novos competidores.
“O LFA tem um papel fundamental na formação de talentos, mas nosso trabalho também está ligado ao incentivo ao esporte no Brasil. Em parceria com os governos que acreditam neste projeto, conseguimos movimentar o cenário esportivo, promover inclusão social e criar oportunidades para atletas que muitas vezes não teriam acesso a uma estrutura desse nível. Desde que chegamos ao país, temos trabalhado para recuperar o espaço do MMA brasileiro e permitir que nossos lutadores cresçam de forma orgânica, com visibilidade e reconhecimento”, afirmou Feijão.
O dirigente também considera que a presença do LFA em diferentes cidades brasileiras contribui para ampliar o alcance das iniciativas esportivas e abrir espaço para atletas que enfrentam dificuldades para construir uma carreira profissional.
“Quando realizamos um evento, existe toda uma movimentação em torno do esporte. São atletas, treinadores, equipes e profissionais envolvidos, além da oportunidade de aproximar a população das competições. O apoio dos governos parceiros é importante para que esse trabalho aconteça e alcance cada vez mais pessoas. O Brasil tem um potencial esportivo enorme, e queremos continuar contribuindo para que novos talentos tenham condições de desenvolver suas carreiras e chegar às maiores organizações do mundo”, acrescentou.
A marca de 400 contratados amplia uma lista que já inclui nomes como Alex Pereira, Alexandre Pantoja, Carlos Prates, Gabriel Bonfim e Luana Santos, todos com passagens pelo LFA antes de competirem no UFC. O resultado de 2026 também supera os registros dos quatro anos anteriores, mesmo com mais de dois meses restantes para o encerramento da temporada.
Os brasileiros Alice Pereira e Brendson Ribeiro foram os destaques nacionais do UFC Vegas 122, realizado neste sábado (10), no Meta Apex, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Em uma edição sem grandes estrelas no card, os dois representantes do Brasil conseguiram vitórias por interrupção ainda no primeiro round, enquanto outros quatro brasileiros saíram derrotados e uma terminou sua luta empatada.
Aos 20 anos, Alice Pereira conquistou sua segunda vitória consecutiva no UFC ao superar a russa Daria Zhelezniakova por nocaute técnico. A jovem brasileira, que compete na divisão dos galos, impôs seu jogo desde o início, levou a adversária ao chão e castigou com golpes no ground and pound.
Bastante machucada, Zhelezniakova não conseguiu retornar para o segundo round, decretando a vitória de Alice por interrupção médica ao final dos primeiros cinco minutos.
Brendson Ribeiro finaliza compatriota e também vence rapidamente
Outro brasileiro que aproveitou a oportunidade foi Brendson Ribeiro. Em um confronto nacional pela divisão dos meio-pesados, ele precisou de apenas 1min49s para finalizar Felipe Franco no primeiro round.
Brendson encaixou uma guilhotina e obrigou o compatriota a desistir, garantindo uma das finalizações de destaque da noite.
MUCH NEEDED FOR THE MAN 🇧🇷
Brendson Ribeiro gets the massive submission victory by jumping gilly!
Melissa Gatto empata, e outros quatro brasileiros são derrotados
A participação brasileira também teve resultados negativos. Na abertura do evento, Melissa Gatto empatou por decisão majoritária com Ernesta Kareckaite.
No card principal, Matheus Camilo foi superado pelo inglês Jai Herbert por decisão unânime na segunda luta mais importante da noite. Ketlen Souza também perdeu por decisão unânime, diante da mexicana Loopy Godinez. Já Ismael Bonfim, que não bateu o peso da categoria, acabou nocauteado pelo argentino Francisco Prado aos 4min23s do primeiro round.
Na luta principal, o norte-americano Brendan Allen venceu o inglês Christian Leroy Duncan por finalização com um mata-leão aos 2min46s do quinto round, chegando à quarta vitória consecutiva no UFC.
Confira todos os resultados do UFC Vegas 122
Card principal
Brendan Allen finalizou Christian Leroy Duncan com um mata-leão aos 2min46s do 5º round.
Jai Herbert venceu Matheus Camilo por decisão unânime (triplo 29-28).
Loopy Godinez venceu Ketlen Souza por decisão unânime (triplo 29-28).
Andre Fili nocauteou Kai Kamaka III com um chute na cabeça aos 22 segundos do 2º round.
Otari Tanzilovi nocauteou Malcolm Wellmaker com um chute na cabeça aos 2min39s do 2º round.
Card preliminar
Julius Walker venceu Gerald Meerschaert por nocaute técnico aos 3min35s do 2º round.
Francisco Prado venceu Ismael Bonfim por nocaute técnico aos 4min23s do 1º round.
Niko Price venceu Leon Shahbazyan por nocaute técnico aos 1min58s do 1º round.
Brendson Ribeiro finalizou Felipe Franco com uma guilhotina aos 1min49s do 1º round.
Allen Frye Jr. nocauteou RJ Harris aos 2min59s do 1º round.
Alice Pereira venceu Daria Zhelezniakova por nocaute técnico (interrupção médica) ao final do 1º round.
Melissa Gatto e Ernesta Kareckaite empataram por decisão majoritária (29-27, 28-28 e 28-28).
Equipe fluminense dominou a competição - Foto: Divulgação
A GFTeam confirmou sua força no cenário competitivo do Jiu-Jitsu ao conquistar o título geral do Rio Spring International Open da IBJJF tanto nas disputas com kimono (Gi) quanto sem kimono (No Gi). Coordenador da equipe no campeonato, o faixa-preta Lúcio Flávio comemorou o resultado e destacou o trabalho realizado em toda a estrutura da equipe, que, segundo ele, mantém uma trajetória de protagonismo no Rio de Janeiro.
Equipe fluminense dominou a competição – Foto: Divulgação
“A verdade, e isso é fato, é que no Rio de Janeiro temos dominado o cenário competitivo há muito tempo. Acredito que buscar a excelência todos os dias dentro da nossa equipe, em cada polo, é o segredo para continuarmos tendo essa sede de vencer. Temos uma equipe forte, sólida, grandiosa, que não vai parar de evoluir. Esse resultado mostra que estamos no caminho certo e vamos buscar ir além”, afirmou.
A diferença expressiva em relação aos segundos colocados nas duas modalidades também foi ressaltada pelo coordenador como um reflexo da força da GFTeam. Para Lúcio, porém, o desempenho não é fruto de um único núcleo, mas da soma de esforços de professores e atletas espalhados pelas diferentes filiais.
“Estou muito orgulhoso de todos que participaram desse resultado, professores e atletas, e quero destacar o trabalho de excelência que cada filial vem fazendo dentro de seus polos. Nossa equipe tem excelentes professores, e muitos deles fazem um trabalho silencioso, muitas vezes em um espaço pequeno, mas com uma qualidade incrível. Um resultado desse é a soma de todos esses trabalhos que, juntos, são extraordinários”, explicou.
À frente do time de competição da matriz, Lúcio também destacou a integração entre os diferentes polos da GFTeam. Segundo ele, atletas de diversas filiais participam dos treinamentos na sede, fortalecendo o projeto competitivo liderado pelo mestre Júlio César Pereira.
“Hoje estou à frente do time de competição da matriz e muitos desses alunos, de cada polo, vêm treinar e somar com a equipe. Os professores têm abraçado esse projeto da GFTeam, do mestre Júlio, que é o treino de competição e que é maior que cada um de nós, pois é o trabalho de toda a equipe”, ressaltou.
Além dos resultados coletivos, o coordenador chamou a atenção para o crescimento técnico dos competidores. A evolução apresentada ao longo das lutas, segundo ele, é um dos indicadores mais importantes para avaliar o trabalho desenvolvido, independentemente das medalhas conquistadas.
“Destaco também o empenho e o nível técnico dos atletas, que estão cada vez melhores. Falando dos que acompanho no dia a dia na matriz, percebi evolução no jogo deles em cada luta. Isso é, de fato, o que vai importar, pois será o que eles vão levar para o próximo evento. A medalha passa, mas a evolução técnica, tática, emocional e psicológica, essa sim permanece”, destacou.
Foco na reta final da temporada
Com a dobradinha no Rio Spring International Open, a GFTeam já direciona suas atenções aos próximos compromissos de 2026. Lúcio Flávio revelou que vem registrando observações individuais sobre o desempenho dos atletas para transformar os pontos identificados durante o campeonato em ajustes nos treinamentos.
“Evoluir sempre. Já tenho muitas anotações de cada atleta, dos pontos positivos e negativos que acompanhei, para manter e corrigir nesta semana. Vamos trabalhar as falhas que ainda existem no posicionamento, nas pegadas, na leitura de luta e nas técnicas propriamente ditas”, explicou.
Para além do aspecto técnico, o faixa-preta vê na união do grupo um diferencial cada vez mais importante para sustentar os resultados da equipe. “Algo que está me conquistando cada vez mais nesse grupo é a união que eles estão construindo a cada dia. Isso é nítido de ver e é o que nos torna uma unidade. Existe muito mais que Jiu-Jitsu envolvido em uma equipe sólida e uma história de sucesso. Queremos o sucesso de cada um individualmente, mas todos juntos”, concluiu.
O Kung-Fu Fight chega à sua 46ª edição neste sábado (17), em São Paulo, com confrontos que podem definir os próximos desafiantes aos cinturões da organização. A partir das 16h, o Ginásio Baby Barioni, na Água Branca, recebe 12 lutas, sendo nove profissionais e três semiprofissionais. Entre os participantes estão campeões de edições anteriores, atletas que tentam voltar à disputa por títulos e competidores em busca de posições no ranking.
Um dos confrontos será entre Adriana Simões e Suellen Santos, pela categoria feminina até 55 kg. Suellen vem acumulando pontos no ranking e se aproxima de uma oportunidade pelo cinturão. Uma vitória sobre Adriana pode deixá-la em condições de disputar o título da divisão.
Na categoria até 65 kg, José Uilton volta ao ringue após protagonizar um dos principais resultados do Kung-Fu Fight 44, realizado em agosto. Na ocasião, o brasileiro conseguiu uma virada contra o turco Ozgur Adibelli, que havia vencido os dois primeiros rounds, e encerrou o combate com um chute no rosto do adversário. O golpe foi eleito o melhor nocaute daquela edição. Agora, Uilton enfrenta João Mazutti em busca de mais uma vitória e de pontos para se aproximar da disputa pelo cinturão.
A mesma divisão terá o confronto entre Matheus Vinicius e Fabio Lopes. Matheus tenta se recuperar da derrota para Elisvaldo em uma recente disputa de título. Do outro lado, Fabio, um dos atletas com maior tempo de participação no Kung-Fu Fight, busca voltar a vencer e melhorar sua colocação no ranking. O resultado pode influenciar a definição dos próximos candidatos ao cinturão dos 65 kg.
Entre os pesos até 76 kg, Daniel Anjos enfrenta João Oliveira, que chega ao evento com duas vitórias consecutivas na organização. Oliveira venceu Miguel Imhof na 44ª edição, após o adversário sofrer um corte no supercílio que impediu a continuidade da luta. Agora, terá pela frente Daniel, que havia ficado fora daquele evento por causa de uma fratura no pé.
Outro confronto profissional coloca Wallison Alexandre diante de Wendel Souza, na categoria até 60 kg. Wendel já acumula participações no Kung-Fu Fight e tenta somar mais uma vitória contra Wallison, que busca avançar na divisão.
Organizado pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas (CBAMC), o Kung-Fu Fight utiliza um sistema de pontuação para definir a posição dos atletas em suas respectivas categorias. Os resultados dos combates são considerados na classificação e na escolha dos competidores que poderão disputar os cinturões.
A edição acontece menos de um mês antes do Campeonato Mundial de Kung-Fu 2026, marcado para os dias 14 e 15 de novembro, também em São Paulo. Segundo a CBAMC, representantes de mais de 25 países já confirmaram participação na competição internacional.
O Kung-Fu Fight 46 será realizado no Ginásio Baby Barioni, na Rua Dona Germaine Burchard, 451, na Água Branca, com início às 16h e transmissão pelo YouTube.
Confira abaixo o card completo (sujeito a alterações):
Kung Fu Fight 46 Água Branca, São Paulo Sábado, 17 de outubro de 2026
Card profissional
76 kg: Daniel Anjos x João Oliveira
65 kg: Matheus Vinicius x Fabio Lopes
65 kg: João Mazutti x José Uilton
60 kg: Wallison Alexandre x Wendel Souza
55 kg: Adriana Simões x Suellen Santos
Absoluto: Luis Araujo x Carlos Sena
70 kg: Antonio Barbosa x Marcelo Matos
55 kg: Bruno Marcelo x Angeluz Rincon
82 kg: Davi Guimarães x Paolo Henkel
Card semiprofissional
65 kg: Everaldo Amorim x Marcelo Santiago
60 kg: Marcos Dagoberto x Gabriel Ferreira
70 kg: Matheus Alves x Lucas Roberto
Equipe de boxe da Marinha do Brasil dominou a competição - Foto: Divulgação
A equipe de boxe da Marinha do Brasil conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Boxe da CBBRASIL, realizado entre os dias 10 e 12 de outubro, no Ginásio do Coliseu Boxe Center, em Suzano, São Paulo. Com nove atletas na competição, a equipe terminou com sete medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, somando 28 pontos na classificação geral.
Equipe de boxe da Marinha do Brasil dominou a competição – Foto: Divulgação
A Marinha terminou com 13 pontos de vantagem sobre o CT Carlinhos Furacão, que ficou com o vice-campeonato, com 15 pontos. A AMEES completou o pódio, com 11 pontos, seguida pela Strikings Artes Boxing, com nove, e pela Vikings, com oito. Ao todo, 17 equipes participaram da classificação, e a Marinha foi a única a ultrapassar a marca de 20 pontos.
Além do título por equipes, a Marinha recebeu os dois principais prêmios individuais da competição. Fabrício Adolpho foi eleito o melhor atleta do campeonato, enquanto Nemo Judice, head coach da equipe, recebeu o prêmio de melhor técnico.
A equipe integra o Projeto Lutando com Energia/Marinha/Emgepron, desenvolvido no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. A iniciativa conta com o apoio da Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais) e oferece aos atletas estrutura de treinamento e acompanhamento técnico voltados ao boxe de alto rendimento.
O resultado faz parte do ciclo de competições da equipe, que mantém atletas em preparação para torneios nacionais e internacionais, incluindo os Jogos Mundiais Militares de 2027, que serão realizados no Estados Unidos.
Parceria tem como objetivo utilizar as artes marciais como instrumento de transformação social - Foto: Hugo Elevaty Esportes
Dois novos espaços dedicados às artes marciais foram inaugurados na última semana no estado do Rio de Janeiro, por meio de uma parceria entre a Legião da Boa Vontade (LBV), a Super Rádio Brasil e o Jungle Fight. As iniciativas contemplam a Guarda Civil Municipal de Niterói, que recebeu um dojô na sexta-feira (9), e a Ceasa, em Irajá, na Zona Norte da capital, onde foi inaugurado, na quinta-feira (8), um centro de treinamento destinado a trabalhadores e crianças de comunidades vizinhas.
Em Niterói, a entrega dos tatames ocorreu na Cidade da Ordem Pública, no bairro do Barreto, onde funciona o Núcleo de Lutas da Guarda Municipal. O programa já conta com mais de 60 agentes inscritos e será ampliado para atender crianças em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa começou a ser articulada durante o Jungle Fight 155, realizado no início de outubro na cidade, e contou com o apoio do prefeito Rodrigo Neves.
Durante a cerimônia, Wallid Ismail defendeu a aproximação entre as forças de segurança e os moradores por meio do esporte. Para ele, a presença de crianças e adolescentes nos espaços de treinamento também pode contribuir para a construção de uma relação de confiança com os agentes.
“Hoje nós usamos as forças de segurança para prevenção, colocando tatames nos batalhões e nas guardas municipais. Quero que as crianças das comunidades olhem para vocês como ídolos, como heróis. O jiu-jítsu realmente transforma vidas e quero que transforme cada vez mais. Agradeço ao prefeito Rodrigo Neves e à LBV por essa parceria”, afirmou Wallid.
O secretário municipal de Ordem Pública, Gilson Chagas, explicou que o projeto também será direcionado à formação esportiva de jovens de famílias de baixa renda.
“Estamos iniciando um projeto de lutas voltado também para crianças. A LBV tem um papel fundamental na inclusão social e na proteção às famílias. Essa união com o Jungle Fight e a Prefeitura vai permitir que a iniciativa chegue às crianças mais pobres da nossa cidade”, disse o secretário.
Na capital fluminense, o novo Centro de Treinamento de Atividades Esportivas da Ceasa, em Irajá, foi batizado de Geração Ceasa. O espaço receberá trabalhadores do entreposto e crianças e adolescentes das comunidades próximas, sob a coordenação do sargento da Polícia Militar Thiago Karinha, faixa-preta quinto grau de jiu-jítsu.
O projeto foi viabilizado pelo presidente da Ceasa, coronel Marcelo Corbage, que já havia participado da implantação de iniciativas semelhantes em unidades da Polícia Militar, incluindo o Bope e em outros três batalhões nos quais exerceu funções de comando. A proposta segue o modelo do Geração UPP, desenvolvido desde 2009 em parceria com a LBV, que já beneficiou centenas de jovens por meio de aulas ministradas por policiais militares graduados em jiu-jítsu. Entre os participantes estão moradores de comunidades que chegaram a conquistar títulos mundiais e europeus da modalidade.
Segundo Corbage, o Geração Ceasa é o primeiro projeto esportivo da empresa em seus 52 anos de existência. A região do entorno reúne aproximadamente 450 mil moradores distribuídos por 25 comunidades, público que a administração pretende alcançar com as atividades.
“Em todas as unidades pelas quais passei, o projeto Geração estava presente. Quem toca esse trabalho é a LBV, com ações que já deram resultado. A Ceasa também tem uma responsabilidade social e, com essa união entre comerciantes, a empresa pública e os parceiros, queremos mudar a realidade de muitas crianças e adolescentes”, afirmou o coronel.
Responsável pelas atividades, Thiago Karinha explicou que o trabalho pretende alcançar também jovens que abandonaram os estudos ou estão em risco de evasão escolar. A proposta é utilizar as aulas de jiu-jítsu como ponto de partida para outras oportunidades de formação.
“Temos uma metodologia de família, de trazer os jovens que estão fora da escola e prepará-los para um futuro melhor. Acreditamos que essa parceria também poderá oferecer cursos e oportunidades de preparação para o mercado de trabalho. O jiu-jítsu é apenas uma porta de entrada”, explicou.
Além da LBV, da Super Rádio Brasil e do Jungle Fight, as iniciativas contam com a colaboração de parceiros como Boomboxe, Tintas Nacional e Instituto Chaya, que participam do apoio às ações sociais desenvolvidas pela instituição.
As duas inaugurações fazem parte da expansão dos projetos de artes marciais realizados em parceria com a LBV, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social e aproximação entre jovens, comunidades e profissionais da segurança pública.
Glover Teixeira está animado com a possibilidade de voltar a lutar. Em entrevista exclusiva no Conexão PVT, o ex-campeão dos meio-pesados do UFC revelou que o confronto com Maurício Shogun, no evento da Spaten, reacendeu sua motivação para competir. O mineiro também analisou o desafio de Alex Poatan Pereira contra Sergei Pavlovich e contou detalhes dos momentos de apreensão vividos após a emergência envolvendo Raoni.
Glover quer voltar a lutar após duelo com Shogun
A experiência de dividir o ringue com Shogun deixou Glover empolgado. Além de destacar o respeito pelo antigo campeão do Pride, o veterano comemorou a intensidade do combate e afirmou que já intensificou os treinamentos de olho em uma nova oportunidade.
“Eu vou treinar, já tô treinando pra caramba, essa luta me deu uma motivada”, afirmou Glover.
Questionado sobre possíveis adversários, o ex-campeão citou nomes como Alexander Gustafsson, Vitor Belfort, Junior Cigano e Popó, mas deixou claro que ainda não existe negociação concreta. Aos 46 anos, Glover descartou voltar ao UFC para enfrentar a nova geração, mas se mostrou disposto a medir forças com outros veteranos.
Sobre uma possível revanche com Gustafsson, que o derrotou no UFC em 2017, brincou: “Ah, até porque a torcida será toda minha, né?”
Glover prevê nocaute de Poatan contra Pavlovich
Ao analisar o confronto de Alex Poatan Pereira com Sergei Pavlovich, marcado para dezembro, Glover demonstrou confiança no brasileiro. Para ele, embora qualquer luta entre pesos-pesados represente um grande perigo, as características do russo favorecem o jogo de seu pupilo.
“Nocaute, nocaute. Essa luta não tem como, esses cinco rounds eu acho que não vai pro quinto round”, projetou.
Glover explicou que considera Pavlovich um adversário mais favorável estilisticamente do que Ciryl Gane, principalmente pela diferença de movimentação. Enquanto o francês utiliza mais deslocamentos e entradas e saídas rápidas, o russo costuma avançar e permanecer mais à frente do oponente.
“É uma luta mais fácil pro Poatan em termo do estilo do cara”, avaliou.
Apesar do otimismo, o treinador ressaltou a importância de Poatan controlar a distância, lutar com inteligência e respeitar o poder de nocaute do adversário. Segundo ele, o grande objetivo do brasileiro é conquistar um terceiro cinturão no UFC.
Drama de Raoni foi um dos maiores sustos da carreira
Glover relembrou também a emergência envolvendo Raoni durante a luta contra Raul Rosas Jr no UFC. Acostumado a acompanhar combates violentos ao longo de décadas no MMA, o ex-campeão admitiu que a situação foi especialmente assustadora pela maneira inesperada como aconteceu.
“Do jeito que foi ali foi estranho”, recordou.
Glover contou que acompanhou o atleta no hospital, ao lado de familiares e integrantes da equipe. Segundo ele, Raoni conseguia conversar normalmente e demonstrava lembrar dos acontecimentos da luta, embora a situação ainda exigisse cuidados e exames médicos.
O treinador evitou especular sobre a causa do episódio, explicando que não tinha informações suficientes para apresentar um diagnóstico.
Outro ponto destacado por Glover foi a postura de Laerte, pai e treinador de Raoni, que manteve a serenidade mesmo diante da preocupação de todos. Segundo o ex-campeão, Laerte chegou a tranquilizar os integrantes da equipe enquanto acompanhavam o atendimento médico.
“Ele acalmando a gente, cara. É inacreditável!”, contou Glover.
Trio carioca fez bonito na Europa - Foto: Divulgação
Três jovens de comunidades do Rio de Janeiro atendidos pelo projeto social Geração UPP conquistaram quatro medalhas, sendo duas de ouro e duas de prata, em competições internacionais de jiu-jitsu realizadas no último fim de semana, em Lisboa, Portugal. Davi Carvalho, do Morro da Providência, e Bernardo da Silva, da comunidade Nova Brasília, subiram ao pódio no Campeonato Europeu Infantil da Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF), uma das principais entidades da modalidade no mundo. Ana Laura, também de Nova Brasília, conquistou outras duas medalhas no Lisboa Open, organizado pela mesma federação.
Trio carioca fez bonito na Europa – Foto: Divulgação
Disputado nos dias 10 e 11 de outubro, o Campeonato Europeu Infantil integra o calendário internacional da IBJJF, responsável por algumas das competições mais importantes do jiu-jitsu mundial. Davi Carvalho conquistou o título de sua categoria, enquanto Bernardo, conhecido como “Bernardo Pitbull”, ficou com o vice-campeonato. Os dois encerraram a participação com medalhas.
Davi já acumulava resultados internacionais antes de viajar a Portugal. Em 2025, foi campeão europeu infantil na Itália e venceu o Pan Kids Sem Kimono, nos Estados Unidos. Neste ano, conquistou o Virginia Open e a medalha de bronze no Pan Kids, também em território americano. No Brasil, foi campeão sul-americano pela CBJJ, campeão brasileiro pela CBJJO e vice-campeão brasileiro pela CBJJ.
Bernardo também chegou a Lisboa com experiência em competições fora do país. Em 2026, havia conquistado a prata no Europeu Infantil disputado na Irlanda e o vice-campeonato europeu com kimono da IBJJF. Na temporada, venceu ainda o Mundial Sem Kimono da CBJJO, o Campeonato Brasileiro da CBJJD e o Pan-Americano da CBJJD.
A terceira representante do projeto, Ana Laura, competiu no Lisboa Open, realizado nos dias 9 e 10 de outubro. A jovem conquistou o ouro na categoria sem kimono (No Gi) e a prata na disputa com kimono (Gi). Ela já havia vencido, neste ano, os campeonatos brasileiros com e sem kimono da CBJJO, além do Mundial Sem Kimono da mesma entidade.
Os três atletas viajaram acompanhados pelo terceiro-sargento da Polícia Militar Estevam Felissimo, professor de jiu-jitsu do Geração UPP no Complexo do Alemão. As passagens da delegação foram custeadas pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, por meio da Lei de Contrapartida Social de Incentivo ao Esporte.
Criado há 17 anos, o Geração UPP oferece aulas gratuitas de jiu-jitsu para crianças e adolescentes de comunidades cariocas, ministradas por policiais militares. O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre as secretarias estaduais de Polícia Militar e de Esporte e Lazer, a Legião da Boa Vontade (LBV), a Super Rádio Brasil e instituições privadas. Entre os apoiadores estão o Instituto Chaya, o Sindicarga, a Prime Esportes, a Tintas Nacional e a Boomboxe.
Ao longo dos anos, a iniciativa passou a atender diferentes comunidades do Rio, utilizando o esporte como parte das ações de aproximação entre a Polícia Militar e os moradores. Além das aulas, o trabalho permite que alunos participem de competições estaduais, nacionais e internacionais, como as realizadas em Portugal.
Para o comandante de Polícia de Proximidade, coronel Heitor, os resultados obtidos em Lisboa estão relacionados ao trabalho de prevenção desenvolvido nas unidades da Polícia Militar, que oferecem atividades esportivas como alternativa de formação e convivência para crianças e adolescentes.