BJJ Clubes acontece nesta quinta-feira - João Baptista
Atletas de algumas das principais equipes de jiu-jitsu do país estarão reunidos nesta quinta-feira (5), na Upper Arena, no Rio de Janeiro, para o BJJ Clubes GP e Lutas Casadas 2026. O evento terá como principal atração um Grand Prix (GP) de grappling, modalidade disputada sem quimono, na categoria até 66 kg, além de confrontos em outras divisões de peso.
BJJ Clubes acontece nesta quinta-feira – João Baptista
O GP contará com oito competidores, que disputarão o título em confrontos eliminatórios. Entre os participantes estão Leo Santos, da Alliance, Yuri, da equipe Charles do Bronx/Brothers Club, RK Guimarães, da Nova União, e Henrique “Texugo do Mel”, da Pirâmide Grappling Association.
A chave também terá Gabriel “Gabika”, da Gracie Barra, contra Igor Firmino, da 617 Brazilian Jiu-Jitsu, além do confronto entre Gabriel Petersen, da Calasans BJJ, e José “Lobão”, da Renovação Fight Team (RFT). Os vencedores avançarão às fases decisivas do torneio.
Confira abaixo o card completo:
BJJ Clubes GP e Lutas Casadas 2026
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Upper Arena, Rio de Janeiro (RJ)
66 kg – Leo Santos (Alliance) x Yuri (Charles do Bronx / Brothers Club)
66 kg – RK Guimarães (Nova União) x Henrique “Texugo do Mel” (Pirâmide Grappling Association)
66 kg – Gabriel “Gabika” (Gracie Barra / Vicente Pires) x Igor Firmino (617 Brazilian Jiu-Jitsu)
66 kg – Gabriel Petersen (Calasans BJJ) x José “Lobão” (RFT / Renovação Fight Team)
63 kg – Sabrina de Sousa (Nova União) x Julia Boscher (Rio Fighters)
Semifinal GP 66 kg – Vencedor da luta 1 x Vencedor da luta 2
70 kg – Luan Lacerda (Nova União) x Claudiney “China” (RFT / Renovação Fight Team)
Semifinal GP 66 kg – Vencedor da luta 3 x Vencedor da luta 4
Categoria a confirmar – Ribas (JFC Almeida) x Erik Joabi (Charles do Bronx / Brothers Club)
Final GP 66 kg – Vencedor da primeira semifinal x Vencedor da segunda semifinal
Brasil ampliou a coleção de medalhas em 2026 - Divulgação/CBBoxe
O Brasil encerrou sua participação no Torneio Internacional de Tampere, disputado na Finlândia, com cinco medalhas, sendo uma de ouro, duas de prata e duas de bronze. O principal resultado veio com João Vitor Silva, que conquistou o título da categoria acima de 90kg ao derrotar o francês Angelo Parentaud por nocaute técnico ainda no primeiro round. Além de subir ao lugar mais alto do pódio, o brasileiro foi eleito o melhor atleta da competição.
Brasil ampliou a coleção de medalhas em 2026 – Divulgação/CBBoxe
A vitória de João Vitor aconteceu na manhã de domingo (1º), no ginásio Pyynikki, no combate que encerrou a programação de finais. O brasileiro levou a melhor sobre o adversário francês até a interrupção da luta pelo árbitro central, que decretou o nocaute técnico e confirmou a conquista do título.
O Brasil também disputou outras duas finais, ambas encerradas com medalhas de prata. Na categoria até 60kg, Victoria Barbosa enfrentou a irlandesa Kellie Harrington, bicampeã olímpica nos Jogos de Tóquio-2020 e Paris-2024. A europeia venceu por decisão unânime dos juízes, com placar de 5 a 0, deixando a brasileira com o vice-campeonato.
Na divisão masculina até 70kg, Thauan Lima também ficou com a prata após enfrentar o holandês Finn Bos. O confronto foi decidido pelos juízes ao término dos rounds regulamentares, com vitória do europeu por unanimidade, também por 5 a 0.
As outras duas medalhas brasileiras vieram com Ana Lívia, na categoria feminina até 54kg, e Ruan Santos, na divisão masculina até 65kg. Ambos chegaram ao pódio com o bronze, completando as cinco conquistas da delegação nacional no torneio realizado em Tampere.
Renato Moicano foi derrotado pelo australiano Tom Nolan por nocaute técnico na luta principal do UFC Vegas 123, realizado neste sábado (31), em Las Vegas, nos Estados Unidos. O combate terminou aos 1min28s do terceiro round, mas ficou marcado por uma intervenção controversa do árbitro Dan Miragliotta no segundo assalto, quando o brasileiro dominava as costas do adversário no chão.
Moicano começou a luta apostando em sua experiência e na superioridade no grappling. No primeiro round, conseguiu levar Nolan ao solo, conquistar as costas e controlar o australiano, buscando oportunidades para encaixar o mata-leão. Apesar do domínio, não encontrou espaço para finalizar.
No segundo assalto, Nolan passou a oferecer mais perigo na trocação, mas Moicano voltou a conseguir a queda e novamente assumiu as costas do adversário. O brasileiro estabeleceu o controle, enquanto o australiano se defendia das tentativas de finalização. Foi nesse momento que aconteceu o lance mais discutido da noite.
Mesmo com Moicano controlando as costas de Nolan, Dan Miragliotta decidiu interromper a ação no chão e determinar que os lutadores voltassem a lutar em pé, quando faltava aproximadamente um minuto para o encerramento do segundo round.
A decisão surpreendeu porque o brasileiro mantinha uma posição dominante, enquanto Nolan ainda não havia conseguido escapar do controle. Embora o árbitro tenha autoridade para reiniciar o combate diante da falta de atividade, a aplicação desse critério naquela situação provocou questionamentos.
A mudança favoreceu imediatamente o australiano. Com a luta novamente em pé, Nolan encontrou espaço para utilizar sua envergadura e acertou uma joelhada contundente, que abalou Moicano. Na sequência, pressionou com golpes e cotoveladas, chegando perto de conseguir o nocaute antes do intervalo.
O australiano voltou para o terceiro assalto mantendo a pressão dos momentos finais do round anterior. Moicano tentou recorrer novamente à luta agarrada para recuperar o controle, mas Nolan conseguiu inverter a posição durante a ação no chão e terminou por cima. Com o brasileiro em situação defensiva, Nolan iniciou uma sequência de socos e cotoveladas no ground and pound. Diante dos golpes e da dificuldade de reação de Moicano, Miragliotta interrompeu o combate aos 1min28s, decretando a vitória do australiano por nocaute técnico.
Entre os demais brasileiros que participaram do UFC Vegas 123, Luana Santos venceu Yana Santos por decisão unânime, enquanto Rodrigo Sezinando superou Theodor Berggren por nocaute técnico após interrupção médica. Já Talita Alencar perdeu para Piera Rodriguez por decisão unânime, e Tainara Lisboa foi derrotada por Lucia Szabová por nocaute técnico no terceiro round.
Resultados completos do UFC Vegas 123
Card principal
Tom Nolan venceu Renato Moicano por nocaute técnico (socos e cotoveladas) aos 1min28s do 3º round.
Jacobe Smith venceu Randy Brown por decisão unânime (triplo 30-26).
Cody Durden venceu Ode’ Osbourne por decisão unânime (triplo 29-28).
Luana Santos venceu Yana Santos por decisão unânime (triplo 29-28).
Jean-Paul Lebosnoyani venceu Farman Hasanov por nocaute técnico (interrupção médica) aos 2min11s do 3º round.
Card preliminar
Dakota Hope venceu Francis Marshall por decisão dividida (28-29, 29-28, 29-28).
Rodrigo Sezinando venceu Theodor Berggren por nocaute técnico (interrupção médica) ao final do 2º round.
Julian Erosa venceu Jeong Yeong Lee por nocaute aos 1min31s do 1º round.
Zachary Reese venceu Mickey Gall por decisão unânime (triplo 29-27).
Joe Kropschot finalizou Nick Klein com um triângulo de braço invertido aos 1min25s do 3º round.
Piera Rodriguez venceu Talita Alencar por decisão unânime (triplo 30-27).
Lucia Szabová venceu Tainara Lisboa por nocaute técnico aos 3min20s do 3º round.
O treinador Cristian Nogueira, líder da Vale Top Team, está confiante em uma vitória de Carlos Prates sobre Michael Morales na disputa pelo cinturão interino dos meio-médios do UFC. Em entrevista no Conexão PVT, o técnico projetou um nocaute no segundo round e revelou detalhes da estratégia que sua equipe vinha preparando para enfrentar Islam Makhachev, campeão linear da categoria.
A mudança de adversário surpreendeu a equipe de Prates, que já trabalhava em um planejamento específico para enfrentar o russo. Apesar disso, Cristian acredita que o confronto com Morales representa uma oportunidade importante para o brasileiro conquistar seu primeiro cinturão no Ultimate.
“Foi uma surpresa assim, porque, pô, já tava tudo certo”, contou o treinador.
Segundo Cristian, a principal mudança na preparação de Prates será a ênfase na movimentação e na trocação. Enquanto o plano contra Makhachev priorizava as defesas de quedas e as maneiras de retornar à luta em pé, diante de Morales a equipe pretende explorar a explosividade do equatoriano para criar oportunidades de contra-ataque.
“Eu penso que ali pro final do segundo round, meio do segundo round, a gente vai acabar com ele”, afirmou.
Embora o foco agora esteja em Morales, Cristian revelou que a equipe já havia desenvolvido um plano detalhado para enfrentar Islam Makhachev. A ideia não era simplesmente impedir as quedas do campeão, mas encontrar maneiras de se levantar rapidamente e castigá-lo na trocação.
Mesmo considerando Makhachev um adversário mais difícil que Morales, o técnico mantém a confiança de que Prates poderá conquistar primeiro o título interino e depois disputar o cinturão linear.
“Nós vamos trazer o interino, 6, 7 meses depois vocês podem ter certeza que vamos buscar esse… O cinturão linear”, projetou.
Durante a entrevista ao Conexão PVT, Cristian também falou sobre a parceria entre Vale Top Team e Fighting Nerds na preparação de Carlos Prates, relembrou sua relação de pai e filho com o lutador, explicou como foi desenvolvido seu estilo agressivo e comentou a ascensão de Marcos Tailandês no UFC, além da trajetória de sua esposa, Kalindra Faria, e de sua filha, Kaylane Faria, no MMA.
Um dos fundadores da Alliance e campeão mundial de jiu-jitsu, Alexandre “Gigi” Paiva conversou com Marcelo Alonso no Resenha PVT, e relembrou histórias marcantes de sua trajetória. Entre os assuntos, o professor falou sobre os treinos com Rickson Gracie, a formação de Fernando Tererê, a passagem de Cauã Reymond pelos tatames e a construção de uma das equipes mais vitoriosas do esporte.
Uma das histórias mais curiosas envolve Rickson Gracie. Gigi contou que ele e Fábio Gurgel procuraram Rickson para intensificar os treinamentos, mas receberam um conselho inesperado: continuar representando seu professor, Romero Jacaré Cavalcanti, e construir o próprio caminho. Embora tenha ficado frustrado inicialmente, Gigi reconhece hoje a importância daquela orientação. “O cara tava coberto de razão”, afirmou.
Gigi também relembrou a superioridade técnica de Rickson nos treinos. Segundo ele, o faixa-preta chegou a passar duas horas enfrentando dezenas de atletas de alto nível, finalizando cada um duas vezes antes de trocar de adversário. “Ele tava sempre uma, duas posições na frente de você”, destacou.
Outro momento especial foi a história de Fernando Tererê, levado à academia por Otávio Ratinho quando ainda era um garoto que tomava conta de carros em Ipanema. Impressionado com o talento do jovem, Gigi passou a ajudá-lo e chegou a recebê-lo em casa durante a preparação para o Mundial de 1996. Para o professor, Tererê se tornou muito mais do que um campeão, abrindo portas para jovens de comunidades que passaram a enxergar no jiu-jitsu uma oportunidade de vida.
A entrevista também trouxe lembranças de Cauã Reymond, que treinou com Gigi antes de alcançar a fama como ator. O professor contou que Cauã era um competidor talentoso, mas precisava proteger o rosto durante os treinos por causa dos trabalhos como modelo. “Ele era bom competindo também”, elogiou.
Sobre a Alliance, Gigi relembrou a formação da equipe ao lado de nomes como Fábio Gurgel e Romero Jacaré, além das dificuldades enfrentadas após a saída de integrantes importantes. Para ele, o segredo da longevidade competitiva está na capacidade de renovar gerações e formar novos campeões.
Atualmente vivendo em Idaho, nos Estados Unidos, Gigi administra duas academias com seu filho, reunindo aproximadamente 500 alunos, segundo sua estimativa. Mesmo longe do Brasil, segue dedicado à formação de atletas e à expansão do jiu-jitsu.
Marcos Parrumpinha falou sobre o futuro de três nomes importantes do UFC em entrevista ao Conexão PVT. O técnico da American Top Team comentou a possibilidade de aposentadoria de Renato Moicano, defendeu Arman Tsarukyan na disputa pelo cinturão dos leves e revelou que Alexandre Pantoja está sem previsão de retorno ao octógono.
Sobre Moicano, que enfrenta Tom Nolan neste sábado (31), Parrumpa explicou que a mudança de adversário, após a saída de Brian Ortega, exigiu adaptações na estratégia, mas não prejudicou a preparação. O treinador pretende explorar a pressão, as quedas e o jogo de costas do brasileiro. Questionado sobre uma possível aposentadoria, evitou fazer previsões definitivas.
“Pode ser que pare? Cara, pode, mas eu acredito que não, entendeu?”, afirmou. Parrumpa acredita que Moicano ainda tenha duas lutas restantes no contrato após o próximo compromisso, mas ressaltou que a continuidade da carreira dependerá do resultado, das condições físicas e dos objetivos do atleta.
Em relação a Arman Tsarukyan, Parrumpinha foi enfático ao defender uma oportunidade pelo cinturão dos leves. Para ele, o lutador já demonstrou merecer a disputa, independentemente de o adversário ser Justin Gaethje ou Alexander Volkanovski.
“Eu acho que o número um já tá mais do que provado que é o Arman”, declarou. O treinador também descartou, em sua avaliação, a necessidade de um cinturão interino na categoria, argumentando que Gaethje deverá decidir entre defender o título ou encerrar a carreira.
A situação de Alexandre Pantoja, por sua vez, exige paciência. Segundo Parrumpa, o brasileiro acumulou um desgaste significativo após sucessivos camps de cinco rounds e um processo de recuperação de lesão que acabou impedindo o descanso anteriormente planejado.
“Cara, o Pantoja precisa descansar, não só o corpo como também o mental dele, né?”, explicou. O treinador confirmou que não existe prazo para o retorno: “Ele vai descansar um bom tempo, não temos previsão nenhuma pra volta dele”.
Durante a entrevista, Parrumpa também comentou a preparação de Kayla Harrison para enfrentar Amanda Nunes, elogiou a evolução de Bia Mesquita no MMA e analisou os confrontos entre Alex Poatan e Sergei Pavlovich e entre Charles Oliveira e Diego Lopes.
O UFC deste sábado (31 de outubro) terá Renato Moicano como grande protagonista. O peso-leve enfrenta o australiano Tom Nolan na luta principal do UFC Vegas 123, realizado no Meta APEX, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
O evento terá transmissão ao vivo pelo Paramount+, com início das lutas preliminares às 18h e do card principal às 21h, sempre pelo horário de Brasília. Além de Moicano, outros quatro brasileiros estarão em ação.
Conhecido pelas declarações irreverentes, pelo bordão “Money Moicano” e pela forte presença na internet, o brasileiro busca mais uma vitória para se manter entre os principais nomes da divisão dos pesos-leves.
Onde assistir ao UFC deste sábado e quais são os horários?
O UFC Vegas 123, liderado por Renato Moicano e Tom Nolan, será transmitido ao vivo pelo Paramount+ no Brasil.
A programação começa às 17h, com o pré-show, que poderá ser acompanhado também pelo YouTube e TikTok do UFC Brasil e pela Pluto TV.
Confira os horários:
17h: pré-show – YouTube do UFC Brasil, TikTok, Pluto TV e Paramount+
18h: início do card preliminar – Paramount+
21h: início do card principal – Paramount+
Luta principal: Renato Moicano x Tom Nolan
Todos os horários são de Brasília.
A luta de Moicano será a última da noite, mas o horário exato dependerá da duração dos confrontos anteriores.
Renato Moicano tenta frear ascensão de Tom Nolan
Aos 37 anos, Renato Moicano chega para mais uma luta principal do UFC tentando reafirmar sua posição entre os principais pesos-leves da organização. O brasileiro vem de vitória por finalização sobre Chris Duncan, em abril, resultado que interrompeu uma sequência de duas derrotas. Antes disso, Moicano havia disputado o cinturão da categoria contra Islam Makhachev, em janeiro de 2025.
Seu adversário deste sábado representa um desafio diferente. O australiano Tom Nolan chega embalado por cinco vitórias consecutivas no UFC e terá pela frente a maior oportunidade de sua carreira até aqui. Enquanto Nolan tenta conquistar espaço entre os principais nomes da categoria, Moicano aposta na experiência acumulada ao longo de sua trajetória na organização.
Quais brasileiros lutam no UFC deste sábado?
O Brasil terá cinco representantes no UFC Vegas 123.
Além de Renato Moicano, que protagoniza a luta principal, Luana Santos enfrenta Yana Santos no card principal, em duelo importante para a divisão dos pesos-galos femininos.
Nas preliminares, Rodrigo Sezinando mede forças com o sueco Theodor Berggren, Talita Alencar encara Piera Rodriguez e Tainara Lisboa enfrenta Lucia Szabova.
Card completo do UFC Vegas 123
CARD PRINCIPAL – 21H
Renato Moicano x Tom Nolan – peso-leve
Randy Brown x Jacobe Smith – peso meio-médio
Ode’ Osbourne x Cody Durden – peso-mosca
Yana Santos x Luana Santos – peso-galo feminino
Jean-Paul Lebosnoyani x Farman Hasanov – peso meio-médio
CARD PRELIMINAR – 18H
Francis Marshall x Dakota Hope – peso-pena
Rodrigo Sezinando x Theodor Berggren – peso meio-médio
Julian Erosa x Jeong Yeong Lee – peso-pena
Zachary Reese x Mickey Gall – peso-médio
Nick Klein x Joe Kropschot – peso-médio
Talita Alencar x Piera Rodriguez – peso-palha feminino
Lucia Szabova x Tainara Lisboa – peso-mosca feminino
O brasileiro Carlos Prates está a uma vitória de conquistar um título inédito para o país no UFC. A organização anunciou neste sábado (24), durante a transmissão do UFC 333, que o paulista enfrentará o equatoriano Michael Morales pelo cinturão interino dos meio-médios (até 77 kg). O confronto será realizado no dia 30 de janeiro de 2027, no UFC 336, em Toronto, no Canadá.
A disputa foi definida após a indisponibilidade de Islam Makhachev, atual campeão linear da categoria, para competir em janeiro. Com isso, o Ultimate decidiu colocar o cinturão interino em jogo entre dois dos principais nomes da divisão.
Aos 33 anos, Prates ocupa a primeira posição no ranking dos meio-médios e terá sua primeira oportunidade de disputar um título no UFC. Caso vença, será o primeiro brasileiro a conquistar um cinturão da categoria na história da organização, incluindo os títulos interinos.
Em oito apresentações no octógono, Prates conquistou sete vitórias, todas por nocaute, e sofreu apenas uma derrota, por decisão dos jurados, diante de Ian Machado Garry. O brasileiro chega à disputa de cinturão embalado por três triunfos consecutivos, incluindo nocautes sobre os ex-campeões Leon Edwards e Jack Della Maddalena.
Do outro lado estará um adversário que também atravessa excelente fase. Aos 27 anos, Michael Morales chega à primeira disputa de cinturão de sua carreira com um cartel perfeito de 19 vitórias em 19 combates profissionais. O equatoriano ocupa a terceira posição no ranking dos meio-médios e venceu todas as sete lutas que disputou no UFC, cinco delas por nocaute. Entre seus resultados mais expressivos estão as vitórias sobre Gilbert Durinho e Sean Brady, que o colocaram definitivamente entre os principais candidatos ao título.
UFC 336 terá duas disputas de cinturão
Além do confronto entre Carlos Prates e Michael Morales, o UFC 336 terá outra disputa de título.
O campeão dos pesos-moscas, Joshua Van, colocará seu cinturão em jogo contra Manel Kape na luta principal do evento.
UFC 336 — 30 de janeiro de 2027
Local: Toronto, Canadá
Lutas anunciadas:
Peso-mosca: Joshua Van (campeão) x Manel Kape — cinturão linear
Peso-meio-médio: Carlos Prates x Michael Morales — cinturão interino
O Legacy Fighting Alliance (LFA) anunciou o card completo de sua próxima edição no Brasil, marcada para 13 de novembro, no Ginásio do Polvilho, em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo. O LFA 246 terá 13 combates, sendo seis no card principal e sete nas preliminares, com duas disputas de cinturão mundial. O evento encerrará o calendário brasileiro da organização em 2026, ano em que a liga norte-americana alcançou a marca de 400 atletas contratados pelo UFC ao longo de sua história.
Foto: Divulgação/LFA Brasil
A luta principal colocará frente a frente Raiane Vinuto e Natalia Alves pelo cinturão vago do peso-palha feminino. Raiane soma seis vitórias em sete combates profissionais e não perde desde 2023, enquanto Natalia chega invicta, com oito triunfos em oito apresentações. O título pertencia a Aieza Bertolso, que deixou a categoria após conquistar um contrato com o UFC.
A segunda disputa de cinturão será entre Gabriel Vinicius e João Paulo Silva, que se enfrentarão pelo título vago dos meio-médios. Gabriel está invicto, com oito vitórias, enquanto João Paulo acumula dez triunfos e quatro derrotas.
O card principal contará ainda com o confronto entre Lincon Santos e Rafael Montouro, no peso-mosca, além de Derick Borges contra Fernando Noriega, no peso-galo. Entre as mulheres, Taynara Silva enfrentará Laura Vasconcelos no peso-palha. Vagner dos Santos e Lucas Silva completam a programação principal, em duelo válido pela categoria dos meio-médios.
Nas preliminares, estão previstos sete combates, com a participação de atletas como Beatriz Consuli, que soma seis vitórias e uma derrota, e Kaua Campos, invicto em cinco apresentações. A programação também terá disputas nas categorias peso-pena, peso-leve, peso-pesado, peso-mosca e peso-palha feminino.
A escolha de Cajamar para encerrar a temporada brasileira mantém uma relação iniciada em 2022. Com a realização do LFA 246, o município chegará à marca de 13 edições da organização, sendo a cidade que mais recebeu eventos do LFA no Brasil. A competição também será a sexta promovida pela liga norte-americana no país em 2026.
Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão avalia a parceria com o município e a importância da realização de eventos esportivos para a população.
“Fechar o ano em Cajamar, com duas disputas de cinturão, tem um significado especial pra gente. Muitos atletas que lutaram na cidade estão hoje no UFC, e o público de Cajamar viu isso de perto. A gente traz um esporte de alto nível, com entrada gratuita e arrecadação de alimentos, abrindo espaço para inspirar crianças e jovens da cidade, e ajudar famílias que mais precisam. É essa a marca que queremos deixar em cada cidade que recebe o LFA.”
Os ingressos para o LFA 246 já estão disponíveis gratuitamente, mediante cadastro antecipado na plataforma Sympla, acessível pelo link https://www.sympla.com.br/evento/lfa-246/3618897?share_id=copiarlink. Cada ingresso deverá ser trocado por um litro de óleo de cozinha convencional, dentro do prazo de validade, na entrada do ginásio. A iniciativa é realizada em parceria com a Prefeitura de Cajamar e o Fundo Social de Solidariedade, que destinará os alimentos arrecadados a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Para entrar, o público deverá apresentar o ingresso e um documento com foto. A classificação é livre, mas menores de idade precisam estar acompanhados de um responsável legal. Os ingressos são limitados à capacidade do ginásio. Os portões serão abertos às 16h30, com início das preliminares às 17h e do card principal às 21h, que terá transmissão ao vivo pela ESPN Brasil. As lutas preliminares selecionadas serão exibidas pelo canal LFA Fight Network, no YouTube.
Confira abaixo o card completo do evento (sujeito a alterações):
LFA 246 Ginásio do Polvilho, Cajamar (SP) 13 de novembro de 2026
Card principal
Peso-palha feminino: Raiane Vinuto vs. Natalia Alves (cinturão)
Peso-meio-médio: Gabriel Vinicius vs. João Paulo Silva (cinturão)
Peso-mosca: Lincon Santos vs. Rafael Montouro
Peso-galo: Derick Borges vs. Fernando Noriega
Peso-palha feminino: Taynara Silva vs. Laura Vasconcelos
Peso-meio-médio: Vagner dos Santos vs. Lucas Silva
Card preliminar
Peso-mosca feminino: Carol Araujo vs. Beatriz Consuli
Peso-mosca: Adam Santos vs. Claudio Meireles
Peso-pena: Paulo Cezar Araujo vs. Kaua Campos
Peso-palha feminino: Isabella Araujo vs. Laryssa Leila
Peso leve: Edson Gonçalves vs. Raycon Matiele
Peso pesado: Bruno de Jesus vs. Marllon Santos
Peso-pena: Pedro Henrique Prado vs. Pedro Henrique Costa
O público pode acompanhar as novidades sobre o evento no YouTube, nas redes sociais oficiais e no site oficial:
Megaton participou de todas as edições do Mundial desde sua criação - Foto: VF Comunica
Em 1996, Wellington “Megaton” Dias conquistou a medalha de prata na primeira edição do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, no Rio de Janeiro. Quase três décadas depois, em 2025, o brasileiro voltou a se inscrever na categoria adulto faixa-preta, desta vez como faixa-coral, para enfrentar Andy Murasaki. A trajetória do atleta, que participou de todas as edições do Mundial desde sua criação, é o tema do primeiro episódio de Mat Stories, série documental produzida pela Kingz em parceria com a VF Comunica.
Megaton participou de todas as edições do Mundial desde sua criação – Foto: VF Comunica
Lançado em setembro, durante a semana do Mundial Master, o episódio foi dirigido, filmado e conduzido pelo jornalista Vitor Freitas, com participação dos diretores de criação Beatriz Lina e Gabriel Mendes. A produção está disponível gratuitamente no canal da Kingz no YouTube, com entrevistas em inglês.
A história começa antes da chegada de Megaton ao jiu-jitsu. Ainda no judô, sob orientação do professor Rogério Camões, Wellington ganhou o apelido por causa da força com que projetava seus companheiros de treino. Foi também nessa época que se aproximou de Royler Gracie, seu vizinho e parceiro de surfe, que o convidou para treinar na Gracie Humaitá. Em 1985, aos 18 anos, recebeu de Royler a faixa-preta.
Posteriormente, Megaton mudou-se para Phoenix, nos Estados Unidos, onde abriu a primeira academia de jiu-jitsu do Arizona. Também fundou a Federação de Jiu-Jitsu do Arizona, entidade que continua presidindo. Pai da lutadora Mackenzie Dern, ele acompanhou o desenvolvimento da modalidade no país e permaneceu ativo nas competições mesmo depois de completar quatro décadas como faixa-preta.
O documentário aborda essas diferentes fases da carreira, incluindo a experiência como professor e a decisão de continuar enfrentando adversários mais jovens. A repercussão do episódio contou com manifestações de atletas como Renzo Gracie e André Galvão. Jorge Britto, por sua vez, recordou um conselho recebido de Megaton quando ainda era adolescente, durante um período de preparação para o Mundial no Brasil.
“Aprenda a ensinar e aprenda a falar inglês”, teria dito Megaton, segundo Britto, que atribui importância à orientação em sua trajetória profissional.
“A ideia era ir além dos títulos e resultados e mostrar como ele chegou até aqui, o que marcou a trajetória dele e por que ele se tornou uma figura tão importante no esporte. O Megaton inspira pela carreira e também pela energia, pela alegria e pelo jeito positivo de levar a vida”, afirmou Vitor Freitas.
A proposta da série é apresentar histórias de atletas e professores que participaram do desenvolvimento do jiu-jitsu em diferentes países. Segundo Freitas, outros personagens já estão sendo considerados para os próximos episódios.
“O Jiu-Jitsu tem muitas histórias que merecem ser contadas, e o Megaton era o jeito perfeito de começar. Isso é só o começo”, acrescentou.
Fundada em 2011, em Winnipeg, no Canadá, e instalada em San Diego, nos Estados Unidos, desde 2014, a Kingz tem como CEO o faixa-preta da Gracie Humaitá Bruno Munduruca. Para ele, a produção também busca registrar relatos de personagens que acompanharam a expansão internacional da modalidade.
“Em parceria com a VF Comunica, estamos dando vida às histórias marcantes das pessoas que ajudaram a fazer do Jiu-Jitsu o que ele é hoje”, afirmou.