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Omar Damazio une Jiu-Jitsu e experiência policial em trajetória voltada à defesa pessoal aplicada à realidade das ruas

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Omar Damazio é policial da tropa de elite do Rio de Janeiro e faixa-preta com mais de 25 anos de carreira - Foto: Divulgação

Mais do que uma trajetória entre o tatame e as ruas, o faixa-preta de Jiu-Jitsu Omar Damazio construiu um trabalho sólido como instrutor ao transformar sua vivência operacional em um modelo de ensino voltado à realidade. Com mais de 25 anos na Polícia Militar, incluindo atuação em unidade de elite, ele desenvolveu uma abordagem prática de defesa pessoal focada em controle, contenção e resposta eficiente em situações críticas.

Omar Damazio é policial da tropa de elite do Rio de Janeiro e faixa-preta com mais de 25 anos de carreira – Foto: Divulgação

Sua base nas artes marciais começou ainda na infância, com passagens por Judô, Capoeira e Kung Fu, experiências que ajudaram a formar disciplina e consciência corporal. No entanto, foi ao longo da carreira que essa base ganhou direcionamento técnico. “Desde muito jovem, sempre estive envolvido com artes marciais. Isso contribuiu para a construção da minha base disciplinar e marcial”, relembra, destacando que essa formação inicial foi fundamental para o desenvolvimento posterior voltado à aplicação prática.

O ponto de virada aconteceu em 2013, ao ingressar no BOPE, quando passou a enxergar o Jiu-Jitsu sob uma ótica operacional. “Foi nesse ambiente que passei a enxergar as artes marciais não apenas como modalidade esportiva, mas como uma ferramenta técnica de controle, contenção e reação em confrontos de curta distância.” A partir desse momento, o foco deixou de ser apenas a performance esportiva e passou a incluir recursos como clinch, quedas, domínio posicional, montada, controle de costas e imobilizações, elementos essenciais para neutralizar ameaças de forma eficiente e proporcional.

Graduado faixa-preta pelo mestre Thiago Torin, Damazio direcionou sua formação para a aplicabilidade profissional do Jiu-Jitsu. “Percebi que o Jiu-Jitsu oferecia soluções concretas para situações em que era necessário controlar, imobilizar e neutralizar resistência com técnica e proporcionalidade”, explica. Essa visão prática passou a orientar tanto sua atuação quanto o desenvolvimento de treinamentos voltados à realidade operacional.

Vivência operacional como base do ensino técnico

A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas na Polícia Militar é a base que sustenta seu trabalho como instrutor. Segundo ele, a vivência nas ruas exige muito mais do que domínio técnico. “A rua impõe um tipo de confronto imprevisível, dinâmico e quase sempre marcado por stress, fadiga e pressão psicológica. Nesses contextos, não basta conhecer técnicas; é preciso saber ler o cenário, decidir rápido e agir com controle.” Essa leitura direta da realidade é o que fundamenta o conteúdo que hoje transmite aos seus alunos.

A formação em operações especiais também foi determinante na construção da sua metodologia. Submetido a treinamentos de alta exigência física e emocional, Damazio desenvolveu uma abordagem baseada em repetição técnica, clareza mental e execução sob pressão. “Desempenho real depende de preparo contínuo e da capacidade de agir com precisão mesmo em condições adversas”, afirma, conectando essa experiência diretamente ao modelo de instrução que aplica atualmente.

Hoje, sua atuação como instrutor vai além do ensino tradicional de defesa pessoal. Ele se posiciona como um formador de profissionais preparados para atuar em ambientes de risco. “Minha metodologia é baseada em simplicidade, eficiência e repetição consciente. Procuro ensinar o que pode ser executado sob pressão, com clareza e adaptação ao contexto real”, explica. O foco está em técnicas que funcionam na prática, permitindo controle da situação e uso proporcional da força.

Dentro dessa proposta, o Jiu-Jitsu aparece como uma ferramenta importante, mas inserida em um sistema mais amplo de técnicas defensivas. Para Damazio, sua relevância está na capacidade de gerenciar confrontos em curta distância. “Ele desenvolve controle corporal, domínio posicional, contenção técnica e capacidade de neutralizar resistência de forma proporcional”, destaca, reforçando sua aplicação em contextos reais de segurança.

Ao longo da carreira, sua principal contribuição tem sido transformar experiência operacional em conhecimento técnico estruturado e aplicável. “Procuro formar profissionais capazes de responder com eficiência, proporcionalidade e segurança em situações de risco elevado”, afirma. Como legado, ele busca fortalecer a defesa pessoal como um campo profissional sério, preparando melhor aqueles que atuam diretamente sob pressão. “Quero contribuir para a profissionalização da defesa pessoal, levando uma metodologia prática, clara e funcional para quem precisa estar pronto para agir quando realmente importa.”

Gracie Barra e RFT dominam Copa Helio Gracie da FJJRio

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Segunda etapa do Estadual agitou o ginásio do Botafogo - Foto: Divulgação

O ginásio do Botafogo foi palco, no último final de semana, de um dos capítulos mais emocionantes da temporada 2026 do Jiu-Jitsu fluminense. A Copa Helio Gracie, segunda etapa do Circuito Estadual da FJJRio, reuniu o alto escalão da arte suave em confrontos que definiram a hegemonia das grandes escolas no Rio de Janeiro. Dentro do tatame, a Gracie Barra confirmou sua força institucional ao conquistar o título de campeã geral nas competições de kimono, enquanto a RFT (Renovação Fight Team) impôs seu ritmo e sagrou-se campeã geral nas disputas de No Gi (sem kimono).

Segunda etapa do Estadual agitou o ginásio do Botafogo – Foto: Divulgação

Para além dos números por equipes, o evento foi marcado por histórias de resiliência individual. No absoluto adulto faixa-preta de kimono, a GFTeam protagonizou um “fechamento” de pódio com os atletas João Victor Venturi e Willian Cardoso. A trajetória de Venturi até o ouro, no entanto, foi dramática. O atleta revelou que lutou contra uma forte virose para conseguir competir.

“Eu estava com febre e com a garganta inflamada, então não consegui ir bem na categoria. Mas eu queria muito lutar e resolvi me inscrever no absoluto. Não tinha condições nenhuma, estava com quase 40 graus de febre. Corri para a área médica, tomei quatro remédios diferentes, um banho gelado e decidi lutar. No final deu tudo certo. Finalizei dois adversários muito duros e fechei a final do absoluto com o irmão e professor Willian Cardoso”, contou o campeão.

No No Gi, o brilho ficou por conta do veterano Leonardo Chocolate, da RFT. Em uma demonstração de longevidade e técnica, Chocolate ignorou a possibilidade de lutar em sua faixa etária original para testar-se contra os mais jovens. O resultado foi o título do peso pesadíssimo e do absoluto adulto. Segundo o lutador, o desafio foi incentivado pelo seu mentor: “Eu poderia lutar no master, mas lutar no adulto me diz que eu estou ‘vivo’. Eu só ia lutar no peso, mas por livre e espontânea pressão do meu mestre Marcio Cromado, acabei me inscrevendo no absoluto e saí campeão”.

Transmissão ao vivo

Fora das áreas de luta, a Copa Helio Gracie marcou um avanço histórico na profissionalização do esporte no Estado. O evento marcou a estreia oficial da Flograppling, principal plataforma de transmissão de Jiu-Jitsu do mundo, na cobertura dos torneios da FJJRio. A presidente da federação, Kenya Gracie, destacou que a parceria eleva o patamar dos competidores locais no cenário global.

“Tanto o evento quanto a transmissão foram um verdadeiro sucesso. Ficamos muito felizes em oferecer ao atleta um produto de qualidade e visibilidade internacional. A partir de agora será possível assistir às lutas em tempo real, estudar adversários e acompanhar o evento de qualquer lugar do mundo. Essa foi apenas a primeira de muitas etapas com a transmissão da Flograppling”, afirmou Kenya.

Com o encerramento da segunda etapa, o foco das equipes se volta agora para a realização do Campeonato Estadual, agendado para os dias 16 e 17 de maio na Arena Carioca, na Barra da Tijuca.

Leonardo Picciani defende integração entre projetos sociais e alto rendimento como base do esporte no Brasil

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Ex-ministro do Esporte é faixa-preta de jiu-jitsu - Foto: Divulgação

O esporte, especialmente as artes marciais, ocupa um lugar central na trajetória pessoal e política de Leonardo Picciani. Ex-ministro do Esporte durante os Jogos Olímpicos do Rio, ele associa a prática esportiva a valores formativos e à construção de políticas públicas que conectem base social e alto rendimento, um modelo que, segundo ele, se consolidou de forma espontânea no país.

Picciani começou cedo nas modalidades de combate. “Eu sempre pratiquei esporte, desde criança. Comecei criança praticando esporte de luta, judô, depois o jiu-jitsu”, afirma o faixa-preta de jiu-jitsu. Ao longo dos anos, diversificou a rotina com ciclismo e, atualmente, mantém treinos voltados à saúde.

Ex-ministro do Esporte é faixa-preta de jiu-jitsu – Foto: Divulgação

Ele aponta o impacto direto das lutas na formação pessoal: “Os esportes de artes marciais trazem muitos ensinamentos, muitos valores que são muito importantes para a vida. Primeiro, valores de respeito. Sobretudo aprender a lidar com vitória, aprender a lidar com a derrota, aprender a cair e levantar”.

A experiência no Ministério do Esporte, assumido a menos de três meses da abertura da Olimpíada de 2016, é tratada como um ponto fora da curva na carreira. “Foi uma surpresa, porque eu assumi o ministério faltando 87 dias para o início dos Jogos”, lembra.

Mesmo em meio à instabilidade política do período, ele destaca o resultado do evento: “Foi a oportunidade de estar no momento crucial da realização de um evento que é um evento da humanidade, representando o governo do meu país. Os Jogos Olímpicos foram um grande sucesso”.

Ao avaliar o legado olímpico, Picciani aponta ganhos estruturais e simbólicos, mas também críticas ao período posterior. “Trouxe não só o legado material, mas trouxe um legado imaterial, que foi aproximar ainda mais o brasileiro do esporte”, diz.

Em seguida, faz uma ressalva: “O maior equívoco foi, sem dúvida nenhuma, o período entre 2019 e 2023, quando o governo federal à época optou pela extinção do Ministério do Esporte. Isso eu considero um erro gravíssimo”.

Na discussão sobre modelos esportivos, o ex-ministro rejeita fórmulas importadas e defende uma construção baseada na realidade brasileira. Para ele, o país encontrou um caminho próprio ao combinar inclusão social com formação de atletas. “A gente precisa levar o esporte para cada rincão, para cada canto do Brasil; e, a partir daí, dar a oportunidade de avanço a quem tem talento para seguir”, afirma.

Esse modelo, segundo Picciani, passa pela ampliação do acesso e pela diversidade de modalidades. Ele usa o futebol como exemplo de capilaridade: “O futebol é uma modalidade que está universalizada. Se a gente universalizar outras modalidades, nós vamos ter muito mais talento”. Para isso, aponta a importância de competições regionais e da estrutura descentralizada, que permite a descoberta de atletas fora dos grandes centros.

As artes marciais aparecem, nesse contexto, como ferramenta estratégica. Além do potencial competitivo, ele destaca o papel social das lutas na formação de jovens. “O esporte é uma ferramenta que pode vir associada à educação, à saúde, à segurança pública”, afirma. E completa: “Você ocupa o tempo do jovem, não permite que ele tenha tempo livre para buscar coisas erradas”.

Picciani também relaciona o esporte a temas contemporâneos, como saúde mental e uso excessivo de tecnologia. “O mundo hoje briga contra a hiperconexão e o esporte é uma oportunidade. O tempo que o garoto está ali treinando, ele não está no celular”, diz.

Ao longo da entrevista, o ex-ministro ratificou a ideia de que o esporte atravessa diferentes áreas da vida pública. “O esporte atravessa segurança, educação, economia, saúde mental. É uma transversalidade”, resume. Para ele, a consolidação desse papel depende menos de modelos prontos e mais da capacidade de ampliar o acesso e integrar iniciativas, do projeto social à formação de atletas de elite.

Entre cirurgias, trabalho nas ruas e projetos sociais: os caminhos até o Fight do Milhão 2026

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Fight do Milhão 2026 tem início no próximo dia 25 - Foto: Leonardo Fabri

O caminho até o prêmio masculino de meio milhão de reais começa a ser traçado no próximo dia 25, quando o Jungle Fight 149 abre oficialmente o Fight do Milhão 2026. No Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, nomes de diferentes regiões do país entram em cena na primeira fase do torneio dos meio-médios (até 77 kg), carregando histórias que ajudam a explicar o que está em jogo dentro da Arena Jungle.

Fight do Milhão 2026 tem início no próximo dia 25 – Foto: Leonardo Fabri

A TV Globo transmite todas as emoções do Fight do Milhão ao vivo, logo após o programa “Altas Horas”. Sportv e Combate transmitem o card do Jungle Fight 149 na íntegra, também ao vivo, a partir das 20h, no horário de Brasília.

Ernane Pimenta (RJ) x Glebson Monteiro (PB)

Entre os destaques está Ernane “The Lion Hunter” Pimenta, dono de um cartel de 11 vitórias e apenas uma derrota, com impressionantes nove triunfos por nocaute. Faixa-preta de jiu-jitsu e com um boxe afiado, ele construiu sua trajetória conciliando o sonho da luta com trabalhos como panfletista, vendedor e segurança. Hoje, campeão do Jungle Fight, ele vê no torneio a chance de consolidar uma virada de vida construída com disciplina.

Se Ernane chega embalado, Glebson Monteiro traz na bagagem uma das histórias mais marcantes do evento. Poucos meses após iniciar no MMA, precisou passar por uma cirurgia delicada para retirada de um coágulo de sangue de meio quilo. A recomendação era parar, mas ele voltou a lutar seis meses depois. Com seis nocautes em sete vitórias, representa a força de quem se recusa a interromper o próprio caminho.

Henerson Neném (RO) x Guilherme Almeida (MG)

Veterano do grupo, Henerson “Neném” Duarte soma 26 lutas profissionais e já conquistou o cinturão do Jungle Fight. Com 19 vitórias divididas entre nocautes e finalizações, ele nunca precisou de decisão dos juízes para vencer. Ex-funcionário concursado do Banco do Brasil, trocou a estabilidade pela incerteza do esporte; uma escolha que hoje define sua identidade dentro e fora da Arena Jungle.

Do outro lado da balança geracional está Guilherme Silva, de apenas 23 anos. Com nove vitórias, todas por nocaute, ele carrega a marca de uma trajetória construída em projetos sociais. Sem recursos, caminhava longas distâncias para treinar e encontrou no esporte uma possibilidade real de transformação. Hoje, além de lutador, também atua como professor e inspira jovens que enxergam no MMA uma saída possível.

Matheus Nogueira (MS) x Martin Farley Berzkalns (SP)

A lista de histórias de superação segue com Matheus “Pantaneiro” Nogueira. Após duas cirurgias e dois anos afastado, ele voltou ao esporte sem patrocínio e sustentando o sonho com trabalhos paralelos. Com estilo agressivo e quatro vitórias por finalização, define sua postura como entrega total: lutar até o limite, independentemente do resultado.

Também no torneio, o paulista Martin Farley Berzkalns aposta na experiência de 18 lutas profissionais e em um estilo agressivo herdado do karatê. Com nove nocautes na carreira, encara o Jungle Fight como uma oportunidade concreta de mudança de vida, construída na consistência ao longo dos anos.

Anderson “Astro da Maldade” (SE) x Matheus “The Monster” Araújo (SP)

Entre os nomes mais tarimbados está Anderson “Astro da Maldade”, ex-campeão do evento e dono de 17 vitórias. O veterano leva para a Arena Jungle a bagagem de quem já trabalhou como carcereiro e encontrou no MMA uma nova direção. Faixa-preta de jiu-jitsu, combina agressividade com leitura de combate, características que o mantém competitivo mesmo diante de adversários mais jovens.

Fechando a lista, Matheus “The Monster” Araújo chama atenção pelo porte físico e versatilidade. Com quase dois metros de altura, divide suas vitórias entre nocautes e finalizações. Sua entrada no esporte veio de forma inusitada, após uma confusão em um campo de futebol, mas rapidamente se transformou em carreira. Hoje, encara o torneio como a chance de se firmar em um cenário mais amplo.

Presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail destaca as histórias de vida por trás dos lutadores, que chegam para a disputa do principal torneio de MMA do continente já como campeões na vida, carregando trajetórias marcadas por superação, disciplina e a busca por uma transformação real através do esporte.

“O Fight do Milhão é isso: você pega um cara que venceu cirurgia, outro que treinava caminhando quilômetros,muitos que vieram de projeto social, e coloca todos no mesmo lugar, com as mesmas chances. São histórias reais, de gente que não desistiu. Esses atletas são inspiração para qualquer jovem que sonha em mudar de vida. E esse é o papel do Jungle Fight: gerar oportunidade, transformar vidas”, enfatiza.

“Agradeço ao prefeito Ricardo Nunes, que entende o esporte como uma ferramenta real de inclusão social e transformação; ao vereador George Hato, que sempre esteve ao lado do desenvolvimento esportivo na cidade; e ao ex-secretário de Turismo Rui Alves, que enxergou no Jungle Fight não só o esporte, mas também o impacto econômico e social que ele gera. Essa parceria ativa é o que permite que a gente siga mudando vidas através do MMA”, concluiu Ismail.

Confira abaixo o card completo do evento:

Jungle Fight 149
Ibirapuera, São Paulo (SP)
Sábado, 25 de abril de 2026

Torneio Fight do Milhão Masculino:

77 kg: Ernane Pimenta (RJ) x Glebson Monteiro (PB)
77 kg: Henerson Neném (RO) x Guilherme Almeida (MG)
77 kg: Matheus Nogueira (MS) x Martin Farley Berzkalns (SP)
77 kg: Anderson “Astro da Maldade” (SE) x Matheus “The Monster” Araújo (SP)

Lutas reservas do torneio:

77 kg: André Fischer (DF) x Adolpho Luis Pereira (SC)
77 kg: Gabriel Yamazaki (SP) x Maycon Jonnie (CE)

Outras lutas do card:

66 kg: Manoel Aranha (PA) x Wanderson Santos Veloso (SP)
70 kg: Lucas Rodrigues de Souza (RJ) x Cleiton Morais (RS)
84 kg: Thiago Goulartem (RJ) x Ulisses Silva (GO)
57 kg: Guilherme Alves (SP) x Hailton Lopes (AP)
93 kg: Everton “Gigante” da Rocha (RJ) x Rodolfo dos Santos (PR)
61 kg: Enzzo Bastos (CE) x Maycon Kevin dos Santos (PA)
57.5 kg: Nathalia Pletz (RJ/MG) x Grazi Gouveia (SP)
61kg: Guilherme dos Anjos (SP) x Lucas Lima de Lima (AM)

Boxe brasileiro conquista 10 medalhas nos Jogos Sul-Americanos da Juventude

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Brasil foi um dos destaques da competição - Foto: Leo Barrilari/COB

O Brasil encerrou a participação no boxe dos Jogos Sul-Americanos da Juventude, na Cidade do Panamá, com três medalhas de ouro, conquistadas por Sara dos Santos (57kg), Maira Santos (60kg) e Gustavo Domingues (55kg), além de seis pratas e um bronze, alcançando dez pódios na competição, que se encerrou no último sábado (18).

Brasil foi um dos destaques da competição – Foto: Leo Barrilari/COB

Entre as mulheres, o dia começou com duas decisões contra atletas venezuelanas. Elissandra Santos (51kg) e Sabrina Lima (54kg) ficaram com a prata após derrotas por decisão unânime. A reação brasileira veio na sequência, com Sara dos Santos vencendo a argentina Melanie Acevedo por 5 a 0 na final dos 57kg. Na categoria até 60kg, Maira Santos repetiu o placar ao superar a boliviana Giuliana Velasquez.

Ainda no feminino, Carolina de Vargas foi superada na decisão dos 70kg e garantiu mais uma prata para o país.

No masculino, o destaque foi Gustavo Domingues, que conquistou o ouro nos 55kg ao vencer o argentino Jeremias Manzelli por decisão dividida (3 a 2) . Nas demais finais, o Brasil somou pratas com Maicon dos Santos (60kg), Daniel Barnabé (65kg) e Jean Carlos do Nascimento, que perdeu para o panamenho Norman Simmons.

O único bronze brasileiro veio com Matheus Nascimento, na categoria até 70kg.

Ao longo da competição, o boxe integrou o conjunto de modalidades em que o Brasil manteve presença frequente no pódio dos Jogos Sul-Americanos da Juventude, evento que reúne atletas em formação e serve como etapa de desenvolvimento no cenário internacional.

Patrício Pitbull revela fratura na órbita ocular após golpe de Aaron Pico e explica dificuldades no UFC

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Patrício detalha momento da lesão e admite limitações durante a luta Foto: Divulgação/UFC

O brasileiro Patrício Pitbull usou as redes sociais para explicar o que aconteceu durante sua luta contra Aaron Pico no UFC 327, realizado no último sábado. Após um início positivo no combate, o ex-campeão do Bellator teve o desempenho comprometido por uma grave lesão ainda no começo do segundo round.

Patrício detalha momento da lesão e admite limitações durante a luta Foto: Divulgação/UFC

Segundo Pitbull, o momento decisivo da luta foi um golpe direto no olho, que acabou causando fraturas na região. “Eu tomei um golpe limpo dentro do olho, com o olho aberto, uma sequência de jab e direto e acabou fraturando o orbital com essa lateral do nariz. Isso comprometeu a minha visão logo no início do segundo round”, revelou o atleta.

Com a visão prejudicada, o brasileiro precisou mudar completamente sua postura dentro do octógono. “O que me restou foi tentar me proteger dos golpes que estavam vindo. Lógico que tentei atacar também, mas com muito pouco sucesso, sendo atingido com sequência de golpes durante todo o segundo round”, explicou.

Pitbull reconheceu que fez o que estava ao seu alcance diante das circunstâncias. “Infelizmente era o que estava ao meu alcance, nas condições que eu estava”, afirmou, antes de agradecer o apoio recebido. “Eu agradeço a todos que torceram de coração, e que estão preocupados comigo.”

Apesar do resultado e da lesão, o brasileiro mantém confiança em sua trajetória na categoria, mas adota um discurso mais cauteloso em relação ao futuro. “Quero dizer que apesar do coração estar ferido, eu estou bem, estou ciente do que eu posso ainda fazer nessa categoria”, disse.

No entanto, ele admite que será necessário dar alguns passos atrás antes de voltar a pensar grande. “Eu preciso fazer uma caminhada maior. Não falar, por enquanto, sobre título, pois o que eu preciso agora é fazer algumas lutas e me recolocar nessa posição. Estou disposto.”

SFT Gladiadores do Futuro garante contratos com novos talentos do MMA

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Edição deu oportunidade a novatos - Foto: Divulgação/SFT

O SFT Combat realizou, no último sábado (18), na cidade de São Paulo, a terceira edição do Gladiadores do Futuro e deu sequência ao plano de expansão da organização. O evento passou a integrar uma série mensal voltada à revelação de atletas e resultou na contratação de três lutadores após suas vitórias no card.

Edição deu oportunidade a novatos – Foto: Divulgação/SFT

A organização confirmou a assinatura de contrato de Alisson Matheus, Pedro Henrique e Pett Oliveira.

Alisson venceu por nocaute em 53 segundos e recebeu bônus de performance. Pedro Henrique conquistou a vitória por decisão dividida após três rounds. Pett Oliveira também venceu seu combate e garantiu vaga no elenco profissional.

No card feminino, Karen Polar fez sua estreia no MMA profissional e venceu por nocaute técnico no terceiro round.

A organização também anunciou mudanças na programação de eventos. Segundo o a realização de dois cards por mês, com lutas inéditas. A meta é promover pelo menos mais sete edições da série Gladiadores do Futuro até o fim do ano.

As próximas datas confirmadas são:

25 de abril: SFT Combat 60, com disputa de cinturão interino na categoria Xtreme
18 de maio: SFT Gladiadores do Futuro 4
30 de maio: SFT Combat 61, com duas disputas de cinturão
20 de junho: SFT Gladiadores do Futuro 5

Os eventos são transmitidos em canal próprio da organização, disponível em plataformas digitais com programação contínua.

A próxima edição será o SFT 60, marcada para o próximo sábado (25), no Ginásio Centro Esportivo Arthur Friedenreich, em São Paulo. A luta principal terá a disputa do cinturão interino feminino peso-galo na regra Xtreme (striking com luta de MMA).

A entrada será mediante a doação de um item de higiene pessoal, que será destinado a instituições parceiras. Entre os itens aceitos estão sabonete, shampoo, condicionador, absorvente, desodorante, pasta de dente ou escova de dente.

Daniel Mendes projeta luta decisiva de Durinho no UFC

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Daniel Mendes afia o jogo de Gilbert Durinho - Foto: Arquivo Pessoal

O treinador Daniel Mendes vive um momento de intensa atividade no MMA internacional, acompanhando de perto diferentes fases de carreira de seus atletas. Enquanto o invicto Abdul Rakhman Yakhyaev desponta como promessa em ascensão no UFC, o foco principal da semana está em Gilbert Durinho, que encara Mike Malott neste sábado (18) em uma luta decisiva para seu futuro na organização.

Daniel Mendes afia o jogo de Gilbert Durinho – Foto: Arquivo Pessoal

Sobre Durinho, Mendes não esconde a confiança na capacidade de recuperação do atleta, mesmo após uma sequência de resultados negativos. “Ele sempre foi um dos caras mais dedicados que já treinei na vida. Está trabalhando a parte mental com um profissional da psicologia esportiva e sempre aberto a aprender. Apesar das últimas derrotas, essa luta é uma ótima oportunidade para mostrar que ele ainda tem lenha de boa qualidade para queimar.”

A preparação para um momento como esse exige ajustes finos, principalmente no aspecto mental e estratégico. Com vasta experiência no corner de grandes eventos, Mendes aposta em um plano de luta inteligente para recolocar o brasileiro no caminho das vitórias dentro do UFC.

Promessa em ascensão

Paralelamente, o treinador também acompanha a evolução de Abdul Rakhman Yakhyaev, que segue invicto e já soma duas vitórias no UFC. O trabalho com o jovem atleta tem sido desenvolvido em conjunto com Gesias Cavalcante, dentro de um ambiente que prioriza comunicação e interdisciplinaridade.

“O trabalho com o Abdul Rakhman tem sido sensacional. Ele é muito novo, mas já extremamente disciplinado e dedicado”, explicou Mendes. Segundo ele, o foco tem sido o aprimoramento técnico, principalmente na trocação. “Estamos trabalhando ajustes de postura, correção de chutes e uso de fintas, que são fundamentais no MMA.”

O treinador também fez questão de reconhecer o trabalho anterior realizado com o atleta. “Não posso deixar de mencionar o Carlos Eduardo, o ‘Cachorrão’, que foi fundamental na formação dele até a chegada ao UFC. É importante valorizar quem merece.”

Com características que indicam um lutador completo, Yakhyaev já demonstra maturidade para atuar em todas as áreas do combate. “Ele entendeu a necessidade de variação no MMA. Não é um atleta de uma área só, e isso faz toda a diferença.”

Para o próximo desafio, contra Julius Walker, o planejamento ainda será detalhado. “Ainda vamos nos reunir para definir a estratégia, mas acredito que nosso striking pode ser um diferencial, sem deixar de lado o jogo de chão. Vou fazer todo o scout do adversário nas próximas semanas.”

Metodologia única para perfis distintos

Mesmo lidando com atletas em momentos opostos de carreira, Mendes mantém a coerência em sua metodologia de trabalho. “O padrão é o mesmo para todos. Trabalhamos com análise de adversários e buscamos sempre o caminho mais inteligente para a vitória, com base nos dados que levantamos nos scouts. O objetivo é encontrar as soluções mais seguras e eficientes, independentemente do estilo ou do momento do atleta”, concluiu.

Shooto Brasil 136 promove disputa de cinturão interino dos leves

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Luta principal vale cinturão dos leves - Foto: João Baptista

O Shooto Brasil 136 terá na sua luta principal a disputa do cinturão interino dos pesos leves (70,3 kg) entre Wendell “Índio Acreano” e Jeferson “Cyborg”, no dia 17 de abril, na Upper Arena. O confronto marca a mudança de categoria de Wendell, que abriu mão do título dos penas para buscar um novo cinturão.

Luta principal vale cinturão dos leves – Foto: João Baptista

A criação do título interino ocorre devido à ausência do campeão linear da divisão, Thiago “Manchinha”, afastado por lesão. Com isso, a organização colocou frente a frente o atleta acreano e o representante de Goiânia em um duelo direto pela liderança da categoria.

Na luta coprincipal, Micael de Jesus enfrenta o campeão peso-mosca Juscelino Pantoja em luta que não vale o cinturão. O combate funciona como teste para ambos dentro do cenário nacional.

O card também inclui o confronto entre Aridriano Oliveira e David Juan, pela divisão dos moscas, além do retorno de Guilherme Doin ao Shooto Brasil, onde enfrenta Paulo Ricardo “Cangaceiro” em luta válida pelos leves.

Confira abaixo o card completo:

Shooto Brasil 136
Upper Arena, Rio de Janeiro (RJ)
Sexta-feira, 17 de abril de 2026

Peso leve (70,3 kg): Wendell “Índio Acreano” x Jeferson “Cyborg”
Peso galo (61,2 kg): Micael de Jesus x Juscelino Pantoja
Peso mosca (56,7 kg): David Juan x Aridriano Oliveira
Peso mosca (56,7 kg): Nildean Paes x Thiago Carvalho
Peso pena (65,8 kg): Leonardo Willians x Lucas Ananias
Peso galo (61,2 kg): Victor Gabriel x Carlos Veras
Peso meio-médio (77,1 kg): Lucas Tupi x Tadd Ilgas
Peso leve (70,3 kg): Paulo Ricardo “Cangaceiro” x Guilherme Doin
Peso pena (65,8 kg): Reidney de Oliveira Campos x Yarlei Martins Andrade Jr.
Peso pena (65,8 kg): Myllena Messias x Fernanda Guersone
Peso galo (61,2 kg): Renan Gonçalves x João Roque
Peso galo (61,2 kg): Luis Fernando x Ralph Mattos
Peso pena (65,8 kg): Gabriel de Oliveira x Ayslan Brajão
Peso palha (52,2 kg): Laisa Silva x Ethiene de Brito Pereira

Borrachinha vence russo no UFC 327 e Ulberg conquista cinturão

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Miami foi palco do UFC 327 neste sábado, e viu o neozelandês Carlos Ulberg nocautear o ex-campeão Jiri Prochazka no primeiro round, conquistando o cinturão dos meio pesados. O evento teve também Paulo Borrachinha e Vicente Luque subindo de categoria com sucesso ao conquistarem vitórias importantes.

No co-main event, Paulo Borrachinha voltou a mostrar seu poder de fogo ao vencer o invicto Azamat Murzakanov por nocaute no terceiro round (1min23s), com um belo chute na cabeça. A vitória marca a estreia do brasileiro na categoria dos meio pesados e o coloca imediatamente como nome forte na divisão.

Nas preliminares, Vicente Luque conquistou uma vitória espetacular em sua estreia nos médios ao finalizar Kelvin Gastelum no primeiro round com um D’Arce choke. 

Já Johnny Walker foi derrotado por Dominick Reyes em uma morna, perdendo na decisão dividida, e Patrício Pitbull foi superado por Aaron Pico por decisão unânime.

Na luta principal da noite, que valia o título vago dos 93kg, Carlos Ulberg sentiu uma lesão no joelho no início do combate contra Jiri Prochazka. Mesmo assim, seguiu em frente e conseguiu uma impressionante vitória por nocaute ainda no primeiro round, sagrando-se campeão.

Resultados | UFC 327: Prochazka x Ulberg
Sábado, 11 de abril – Kaseya Center, Miami
Card Principal
Carlos Ulberg venceu Jiri Prochazka por nocaute técnico aos 3m45s do 1° round
Paulo Borrachinha venceu Azamat Murzakanov por nocaute técnico a 1m23s do 3° round
Josh Hokit venceu Curtis Blaydes por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28)
Dominick Reyes venceu Johnny Walker por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28)
Cub Swanson venceu Nate Landwehr por nocaute técnico aos 4m06s do 1° round
Card Preliminar
Aaron Pico venceu Patricio Pitbull por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28)
Kevin Holland venceu Randy Brown por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27)
Mateusz Gamrot venceu Esteban Ribovics por finalização (triângulo) aos 4m19s do 2° round
Tatiana Suarez venceu Loopy Godinez por finalização (mata-leão) aos 2m29s do 2° round
Chris Padilla e MarQuel Mederos terminou em empate majoritário (28-28, 28-28, 29-27)
Vicente Luque venceu Kelvin Gastelum por finalização (triângulo de mão) aos 4m08s do 1° round
Charles Radtke venceu Francisco Prado por decisão unânime (30-26, 30-26, 30-26)

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