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GFTeam domina o Rio Spring International Open da IBJJF

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Equipe fluminense dominou a competição - Foto: Divulgação

A GFTeam confirmou sua força no cenário competitivo do Jiu-Jitsu ao conquistar o título geral do Rio Spring International Open da IBJJF tanto nas disputas com kimono (Gi) quanto sem kimono (No Gi). Coordenador da equipe no campeonato, o faixa-preta Lúcio Flávio comemorou o resultado e destacou o trabalho realizado em toda a estrutura da equipe, que, segundo ele, mantém uma trajetória de protagonismo no Rio de Janeiro.

Equipe fluminense dominou a competição – Foto: Divulgação

“A verdade, e isso é fato, é que no Rio de Janeiro temos dominado o cenário competitivo há muito tempo. Acredito que buscar a excelência todos os dias dentro da nossa equipe, em cada polo, é o segredo para continuarmos tendo essa sede de vencer. Temos uma equipe forte, sólida, grandiosa, que não vai parar de evoluir. Esse resultado mostra que estamos no caminho certo e vamos buscar ir além”, afirmou.

A diferença expressiva em relação aos segundos colocados nas duas modalidades também foi ressaltada pelo coordenador como um reflexo da força da GFTeam. Para Lúcio, porém, o desempenho não é fruto de um único núcleo, mas da soma de esforços de professores e atletas espalhados pelas diferentes filiais.

“Estou muito orgulhoso de todos que participaram desse resultado, professores e atletas, e quero destacar o trabalho de excelência que cada filial vem fazendo dentro de seus polos. Nossa equipe tem excelentes professores, e muitos deles fazem um trabalho silencioso, muitas vezes em um espaço pequeno, mas com uma qualidade incrível. Um resultado desse é a soma de todos esses trabalhos que, juntos, são extraordinários”, explicou.

À frente do time de competição da matriz, Lúcio também destacou a integração entre os diferentes polos da GFTeam. Segundo ele, atletas de diversas filiais participam dos treinamentos na sede, fortalecendo o projeto competitivo liderado pelo mestre Júlio César Pereira.

“Hoje estou à frente do time de competição da matriz e muitos desses alunos, de cada polo, vêm treinar e somar com a equipe. Os professores têm abraçado esse projeto da GFTeam, do mestre Júlio, que é o treino de competição e que é maior que cada um de nós, pois é o trabalho de toda a equipe”, ressaltou.

Além dos resultados coletivos, o coordenador chamou a atenção para o crescimento técnico dos competidores. A evolução apresentada ao longo das lutas, segundo ele, é um dos indicadores mais importantes para avaliar o trabalho desenvolvido, independentemente das medalhas conquistadas.

“Destaco também o empenho e o nível técnico dos atletas, que estão cada vez melhores. Falando dos que acompanho no dia a dia na matriz, percebi evolução no jogo deles em cada luta. Isso é, de fato, o que vai importar, pois será o que eles vão levar para o próximo evento. A medalha passa, mas a evolução técnica, tática, emocional e psicológica, essa sim permanece”, destacou.

Foco na reta final da temporada

Com a dobradinha no Rio Spring International Open, a GFTeam já direciona suas atenções aos próximos compromissos de 2026. Lúcio Flávio revelou que vem registrando observações individuais sobre o desempenho dos atletas para transformar os pontos identificados durante o campeonato em ajustes nos treinamentos.

“Evoluir sempre. Já tenho muitas anotações de cada atleta, dos pontos positivos e negativos que acompanhei, para manter e corrigir nesta semana. Vamos trabalhar as falhas que ainda existem no posicionamento, nas pegadas, na leitura de luta e nas técnicas propriamente ditas”, explicou.

Para além do aspecto técnico, o faixa-preta vê na união do grupo um diferencial cada vez mais importante para sustentar os resultados da equipe. “Algo que está me conquistando cada vez mais nesse grupo é a união que eles estão construindo a cada dia. Isso é nítido de ver e é o que nos torna uma unidade. Existe muito mais que Jiu-Jitsu envolvido em uma equipe sólida e uma história de sucesso. Queremos o sucesso de cada um individualmente, mas todos juntos”, concluiu.

Kung-Fu Fight 46 terá duelos decisivos na disputa por cinturões

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O Kung-Fu Fight chega à sua 46ª edição neste sábado (17), em São Paulo, com confrontos que podem definir os próximos desafiantes aos cinturões da organização. A partir das 16h, o Ginásio Baby Barioni, na Água Branca, recebe 12 lutas, sendo nove profissionais e três semiprofissionais. Entre os participantes estão campeões de edições anteriores, atletas que tentam voltar à disputa por títulos e competidores em busca de posições no ranking.

Um dos confrontos será entre Adriana Simões e Suellen Santos, pela categoria feminina até 55 kg. Suellen vem acumulando pontos no ranking e se aproxima de uma oportunidade pelo cinturão. Uma vitória sobre Adriana pode deixá-la em condições de disputar o título da divisão.

Na categoria até 65 kg, José Uilton volta ao ringue após protagonizar um dos principais resultados do Kung-Fu Fight 44, realizado em agosto. Na ocasião, o brasileiro conseguiu uma virada contra o turco Ozgur Adibelli, que havia vencido os dois primeiros rounds, e encerrou o combate com um chute no rosto do adversário. O golpe foi eleito o melhor nocaute daquela edição. Agora, Uilton enfrenta João Mazutti em busca de mais uma vitória e de pontos para se aproximar da disputa pelo cinturão.

A mesma divisão terá o confronto entre Matheus Vinicius e Fabio Lopes. Matheus tenta se recuperar da derrota para Elisvaldo em uma recente disputa de título. Do outro lado, Fabio, um dos atletas com maior tempo de participação no Kung-Fu Fight, busca voltar a vencer e melhorar sua colocação no ranking. O resultado pode influenciar a definição dos próximos candidatos ao cinturão dos 65 kg.

Entre os pesos até 76 kg, Daniel Anjos enfrenta João Oliveira, que chega ao evento com duas vitórias consecutivas na organização. Oliveira venceu Miguel Imhof na 44ª edição, após o adversário sofrer um corte no supercílio que impediu a continuidade da luta. Agora, terá pela frente Daniel, que havia ficado fora daquele evento por causa de uma fratura no pé.

Outro confronto profissional coloca Wallison Alexandre diante de Wendel Souza, na categoria até 60 kg. Wendel já acumula participações no Kung-Fu Fight e tenta somar mais uma vitória contra Wallison, que busca avançar na divisão.

Organizado pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas (CBAMC), o Kung-Fu Fight utiliza um sistema de pontuação para definir a posição dos atletas em suas respectivas categorias. Os resultados dos combates são considerados na classificação e na escolha dos competidores que poderão disputar os cinturões.

A edição acontece menos de um mês antes do Campeonato Mundial de Kung-Fu 2026, marcado para os dias 14 e 15 de novembro, também em São Paulo. Segundo a CBAMC, representantes de mais de 25 países já confirmaram participação na competição internacional.

O Kung-Fu Fight 46 será realizado no Ginásio Baby Barioni, na Rua Dona Germaine Burchard, 451, na Água Branca, com início às 16h e transmissão pelo YouTube.

Confira abaixo o card completo (sujeito a alterações):

Kung Fu Fight 46
Água Branca, São Paulo
Sábado, 17 de outubro de 2026

Card profissional

76 kg: Daniel Anjos x João Oliveira
65 kg: Matheus Vinicius x Fabio Lopes
65 kg: João Mazutti x José Uilton
60 kg: Wallison Alexandre x Wendel Souza
55 kg: Adriana Simões x Suellen Santos
Absoluto: Luis Araujo x Carlos Sena
70 kg: Antonio Barbosa x Marcelo Matos
55 kg: Bruno Marcelo x Angeluz Rincon
82 kg: Davi Guimarães x Paolo Henkel

Card semiprofissional

65 kg: Everaldo Amorim x Marcelo Santiago
60 kg: Marcos Dagoberto x Gabriel Ferreira
70 kg: Matheus Alves x Lucas Roberto

Marinha do Brasil conquista Campeonato Brasileiro de Boxe com sete medalhas de ouro

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Equipe de boxe da Marinha do Brasil dominou a competição - Foto: Divulgação

A equipe de boxe da Marinha do Brasil conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Boxe da CBBRASIL, realizado entre os dias 10 e 12 de outubro, no Ginásio do Coliseu Boxe Center, em Suzano, São Paulo. Com nove atletas na competição, a equipe terminou com sete medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, somando 28 pontos na classificação geral.

Equipe de boxe da Marinha do Brasil dominou a competição – Foto: Divulgação

A Marinha terminou com 13 pontos de vantagem sobre o CT Carlinhos Furacão, que ficou com o vice-campeonato, com 15 pontos. A AMEES completou o pódio, com 11 pontos, seguida pela Strikings Artes Boxing, com nove, e pela Vikings, com oito. Ao todo, 17 equipes participaram da classificação, e a Marinha foi a única a ultrapassar a marca de 20 pontos.

Além do título por equipes, a Marinha recebeu os dois principais prêmios individuais da competição. Fabrício Adolpho foi eleito o melhor atleta do campeonato, enquanto Nemo Judice, head coach da equipe, recebeu o prêmio de melhor técnico.

A equipe integra o Projeto Lutando com Energia/Marinha/Emgepron, desenvolvido no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. A iniciativa conta com o apoio da Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais) e oferece aos atletas estrutura de treinamento e acompanhamento técnico voltados ao boxe de alto rendimento.

O resultado faz parte do ciclo de competições da equipe, que mantém atletas em preparação para torneios nacionais e internacionais, incluindo os Jogos Mundiais Militares de 2027, que serão realizados no Estados Unidos.

Parceria entre LBV e Jungle Fight inaugura espaços de lutas na Guarda Municipal de Niterói e no Ceasa, no Rio

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Parceria tem como objetivo utilizar as artes marciais como instrumento de transformação social - Foto: Hugo Elevaty Esportes

Dois novos espaços dedicados às artes marciais foram inaugurados na última semana no estado do Rio de Janeiro, por meio de uma parceria entre a Legião da Boa Vontade (LBV), a Super Rádio Brasil e o Jungle Fight. As iniciativas contemplam a Guarda Civil Municipal de Niterói, que recebeu um dojô na sexta-feira (9), e a Ceasa, em Irajá, na Zona Norte da capital, onde foi inaugurado, na quinta-feira (8), um centro de treinamento destinado a trabalhadores e crianças de comunidades vizinhas.

Em Niterói, a entrega dos tatames ocorreu na Cidade da Ordem Pública, no bairro do Barreto, onde funciona o Núcleo de Lutas da Guarda Municipal. O programa já conta com mais de 60 agentes inscritos e será ampliado para atender crianças em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa começou a ser articulada durante o Jungle Fight 155, realizado no início de outubro na cidade, e contou com o apoio do prefeito Rodrigo Neves.

Durante a cerimônia, Wallid Ismail defendeu a aproximação entre as forças de segurança e os moradores por meio do esporte. Para ele, a presença de crianças e adolescentes nos espaços de treinamento também pode contribuir para a construção de uma relação de confiança com os agentes.

“Hoje nós usamos as forças de segurança para prevenção, colocando tatames nos batalhões e nas guardas municipais. Quero que as crianças das comunidades olhem para vocês como ídolos, como heróis. O jiu-jítsu realmente transforma vidas e quero que transforme cada vez mais. Agradeço ao prefeito Rodrigo Neves e à LBV por essa parceria”, afirmou Wallid.

O secretário municipal de Ordem Pública, Gilson Chagas, explicou que o projeto também será direcionado à formação esportiva de jovens de famílias de baixa renda.

“Estamos iniciando um projeto de lutas voltado também para crianças. A LBV tem um papel fundamental na inclusão social e na proteção às famílias. Essa união com o Jungle Fight e a Prefeitura vai permitir que a iniciativa chegue às crianças mais pobres da nossa cidade”, disse o secretário.

Na capital fluminense, o novo Centro de Treinamento de Atividades Esportivas da Ceasa, em Irajá, foi batizado de Geração Ceasa. O espaço receberá trabalhadores do entreposto e crianças e adolescentes das comunidades próximas, sob a coordenação do sargento da Polícia Militar Thiago Karinha, faixa-preta quinto grau de jiu-jítsu.

O projeto foi viabilizado pelo presidente da Ceasa, coronel Marcelo Corbage, que já havia participado da implantação de iniciativas semelhantes em unidades da Polícia Militar, incluindo o Bope e em outros três batalhões nos quais exerceu funções de comando. A proposta segue o modelo do Geração UPP, desenvolvido desde 2009 em parceria com a LBV, que já beneficiou centenas de jovens por meio de aulas ministradas por policiais militares graduados em jiu-jítsu. Entre os participantes estão moradores de comunidades que chegaram a conquistar títulos mundiais e europeus da modalidade.

Segundo Corbage, o Geração Ceasa é o primeiro projeto esportivo da empresa em seus 52 anos de existência. A região do entorno reúne aproximadamente 450 mil moradores distribuídos por 25 comunidades, público que a administração pretende alcançar com as atividades.

“Em todas as unidades pelas quais passei, o projeto Geração estava presente. Quem toca esse trabalho é a LBV, com ações que já deram resultado. A Ceasa também tem uma responsabilidade social e, com essa união entre comerciantes, a empresa pública e os parceiros, queremos mudar a realidade de muitas crianças e adolescentes”, afirmou o coronel.

Responsável pelas atividades, Thiago Karinha explicou que o trabalho pretende alcançar também jovens que abandonaram os estudos ou estão em risco de evasão escolar. A proposta é utilizar as aulas de jiu-jítsu como ponto de partida para outras oportunidades de formação.

“Temos uma metodologia de família, de trazer os jovens que estão fora da escola e prepará-los para um futuro melhor. Acreditamos que essa parceria também poderá oferecer cursos e oportunidades de preparação para o mercado de trabalho. O jiu-jítsu é apenas uma porta de entrada”, explicou.

Além da LBV, da Super Rádio Brasil e do Jungle Fight, as iniciativas contam com a colaboração de parceiros como Boomboxe, Tintas Nacional e Instituto Chaya, que participam do apoio às ações sociais desenvolvidas pela instituição.

As duas inaugurações fazem parte da expansão dos projetos de artes marciais realizados em parceria com a LBV, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social e aproximação entre jovens, comunidades e profissionais da segurança pública.

Glover mira nova luta após Shogun, prevê nocaute de Poatan e revela susto com Raoni

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Glover venceu Shogun no Spaten Fight Night
Foto: Inovafoto/Divulgação Spaten

Glover Teixeira está animado com a possibilidade de voltar a lutar. Em entrevista exclusiva  no Conexão PVT, o ex-campeão dos meio-pesados do UFC revelou que o confronto com Maurício Shogun, no evento da Spaten, reacendeu sua motivação para competir. O mineiro também analisou o desafio de Alex Poatan Pereira contra Sergei Pavlovich e contou detalhes dos momentos de apreensão vividos após a emergência envolvendo Raoni.

Glover quer voltar a lutar após duelo com Shogun

A experiência de dividir o ringue com Shogun deixou Glover empolgado. Além de destacar o respeito pelo antigo campeão do Pride, o veterano comemorou a intensidade do combate e afirmou que já intensificou os treinamentos de olho em uma nova oportunidade.

“Eu vou treinar, já tô treinando pra caramba, essa luta me deu uma motivada”, afirmou Glover.

Questionado sobre possíveis adversários, o ex-campeão citou nomes como Alexander Gustafsson, Vitor Belfort, Junior Cigano e Popó, mas deixou claro que ainda não existe negociação concreta. Aos 46 anos, Glover descartou voltar ao UFC para enfrentar a nova geração, mas se mostrou disposto a medir forças com outros veteranos.

Sobre uma possível revanche com Gustafsson, que o derrotou no UFC em 2017, brincou: “Ah, até porque a torcida será toda minha, né?”

Glover prevê nocaute de Poatan contra Pavlovich

Ao analisar o confronto de Alex Poatan Pereira com Sergei Pavlovich, marcado para dezembro, Glover demonstrou confiança no brasileiro. Para ele, embora qualquer luta entre pesos-pesados represente um grande perigo, as características do russo favorecem o jogo de seu pupilo.

“Nocaute, nocaute. Essa luta não tem como, esses cinco rounds eu acho que não vai pro quinto round”, projetou.

Glover explicou que considera Pavlovich um adversário mais favorável estilisticamente do que Ciryl Gane, principalmente pela diferença de movimentação. Enquanto o francês utiliza mais deslocamentos e entradas e saídas rápidas, o russo costuma avançar e permanecer mais à frente do oponente.

“É uma luta mais fácil pro Poatan em termo do estilo do cara”, avaliou.

Apesar do otimismo, o treinador ressaltou a importância de Poatan controlar a distância, lutar com inteligência e respeitar o poder de nocaute do adversário. Segundo ele, o grande objetivo do brasileiro é conquistar um terceiro cinturão no UFC.

Drama de Raoni foi um dos maiores sustos da carreira

Glover relembrou também a emergência envolvendo Raoni durante a luta contra Raul Rosas Jr no UFC. Acostumado a acompanhar combates violentos ao longo de décadas no MMA, o ex-campeão admitiu que a situação foi especialmente assustadora pela maneira inesperada como aconteceu.

“Do jeito que foi ali foi estranho”, recordou.

Glover contou que acompanhou o atleta no hospital, ao lado de familiares e integrantes da equipe. Segundo ele, Raoni conseguia conversar normalmente e demonstrava lembrar dos acontecimentos da luta, embora a situação ainda exigisse cuidados e exames médicos.

O treinador evitou especular sobre a causa do episódio, explicando que não tinha informações suficientes para apresentar um diagnóstico.

Outro ponto destacado por Glover foi a postura de Laerte, pai e treinador de Raoni, que manteve a serenidade mesmo diante da preocupação de todos. Segundo o ex-campeão, Laerte chegou a tranquilizar os integrantes da equipe enquanto acompanhavam o atendimento médico.

“Ele acalmando a gente, cara. É inacreditável!”, contou Glover.

 

Jovens de projeto social do Rio sobem ao pódio no Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu em Lisboa

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Trio carioca fez bonito na Europa - Foto: Divulgação

Três jovens de comunidades do Rio de Janeiro atendidos pelo projeto social Geração UPP conquistaram quatro medalhas, sendo duas de ouro e duas de prata, em competições internacionais de jiu-jitsu realizadas no último fim de semana, em Lisboa, Portugal. Davi Carvalho, do Morro da Providência, e Bernardo da Silva, da comunidade Nova Brasília, subiram ao pódio no Campeonato Europeu Infantil da Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF), uma das principais entidades da modalidade no mundo. Ana Laura, também de Nova Brasília, conquistou outras duas medalhas no Lisboa Open, organizado pela mesma federação.

Trio carioca fez bonito na Europa – Foto: Divulgação

Disputado nos dias 10 e 11 de outubro, o Campeonato Europeu Infantil integra o calendário internacional da IBJJF, responsável por algumas das competições mais importantes do jiu-jitsu mundial. Davi Carvalho conquistou o título de sua categoria, enquanto Bernardo, conhecido como “Bernardo Pitbull”, ficou com o vice-campeonato. Os dois encerraram a participação com medalhas.

Davi já acumulava resultados internacionais antes de viajar a Portugal. Em 2025, foi campeão europeu infantil na Itália e venceu o Pan Kids Sem Kimono, nos Estados Unidos. Neste ano, conquistou o Virginia Open e a medalha de bronze no Pan Kids, também em território americano. No Brasil, foi campeão sul-americano pela CBJJ, campeão brasileiro pela CBJJO e vice-campeão brasileiro pela CBJJ.

Bernardo também chegou a Lisboa com experiência em competições fora do país. Em 2026, havia conquistado a prata no Europeu Infantil disputado na Irlanda e o vice-campeonato europeu com kimono da IBJJF. Na temporada, venceu ainda o Mundial Sem Kimono da CBJJO, o Campeonato Brasileiro da CBJJD e o Pan-Americano da CBJJD.

A terceira representante do projeto, Ana Laura, competiu no Lisboa Open, realizado nos dias 9 e 10 de outubro. A jovem conquistou o ouro na categoria sem kimono (No Gi) e a prata na disputa com kimono (Gi). Ela já havia vencido, neste ano, os campeonatos brasileiros com e sem kimono da CBJJO, além do Mundial Sem Kimono da mesma entidade.

Os três atletas viajaram acompanhados pelo terceiro-sargento da Polícia Militar Estevam Felissimo, professor de jiu-jitsu do Geração UPP no Complexo do Alemão. As passagens da delegação foram custeadas pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, por meio da Lei de Contrapartida Social de Incentivo ao Esporte.

Criado há 17 anos, o Geração UPP oferece aulas gratuitas de jiu-jitsu para crianças e adolescentes de comunidades cariocas, ministradas por policiais militares. O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre as secretarias estaduais de Polícia Militar e de Esporte e Lazer, a Legião da Boa Vontade (LBV), a Super Rádio Brasil e instituições privadas. Entre os apoiadores estão o Instituto Chaya, o Sindicarga, a Prime Esportes, a Tintas Nacional e a Boomboxe.

Ao longo dos anos, a iniciativa passou a atender diferentes comunidades do Rio, utilizando o esporte como parte das ações de aproximação entre a Polícia Militar e os moradores. Além das aulas, o trabalho permite que alunos participem de competições estaduais, nacionais e internacionais, como as realizadas em Portugal.

Para o comandante de Polícia de Proximidade, coronel Heitor, os resultados obtidos em Lisboa estão relacionados ao trabalho de prevenção desenvolvido nas unidades da Polícia Militar, que oferecem atividades esportivas como alternativa de formação e convivência para crianças e adolescentes.

Brasileiro de Kung-Fu define classificados para o Mundial

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Competição abriu caminho para o Mundial - Foto: Pedro Gomes/CBAMC

Os medalhistas do 32º Campeonato Brasileiro de Kung-Fu já têm um novo desafio pela frente. Após conquistarem vagas no Campeonato Mundial de 2026, os atletas classificados voltarão a São Paulo nos dias 14 e 15 de novembro para enfrentar competidores de mais de 25 países. A seletiva nacional foi realizada no último domingo (11), no Ginásio Mauro Pinheiro, no bairro do Paraíso, com mais de 2 mil participantes e público superior a 4 mil pessoas, segundo a Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas (CBAMC).

Competição abriu caminho para o Mundial – Foto: Pedro Gomes/CBAMC

Os competidores chegaram ao Brasileiro após passarem pelas etapas estaduais. Ao longo do torneio, atletas de diferentes idades e categorias disputaram medalhas de ouro, prata e bronze, resultados que garantiram a classificação para o Mundial, também programado para o Ginásio Mauro Pinheiro.

Para o presidente da CBAMC, grão-mestre Edilson Moraes, a participação de delegações de diferentes regiões é resultado do trabalho desenvolvido por professores, academias e associações na formação dos atletas.

“É uma alegria imensa ver atletas de diferentes estados brasileiros reunidos em um evento dessa dimensão. O Campeonato Brasileiro não é apenas uma competição, é a demonstração da força, da união e do crescimento do nosso esporte. Cada atleta que esteve aqui representa o trabalho de um mestre, de uma academia, de uma associação e de tantas pessoas que acreditam no Kung-Fu”, afirmou.

Com a definição dos classificados, a CBAMC concentra agora os preparativos para o Campeonato Mundial. A programação começará no sábado, 14 de novembro, com o World Kung-Fu Fight, dedicado aos combates profissionais entre atletas de diferentes países.

No domingo (15), a partir das 10h, serão realizadas as disputas das demais modalidades das artes marciais chinesas, entre elas Taolu, também conhecido como Katis, Tai Chi Chuan, Shuai Jiao, Kuoshu, Sanda e Toy Tcha.

Segundo a organização, delegações de mais de 25 países já confirmaram participação. A expectativa é que os brasileiros classificados no campeonato nacional tenham a oportunidade de enfrentar adversários de diferentes escolas e tradições das artes marciais chinesas.

“Estamos preparando um Mundial histórico. Já temos mais de 25 países confirmados e estamos trabalhando intensamente para oferecer uma estrutura à altura dos maiores eventos internacionais. Queremos receber atletas do mundo inteiro e mostrar a força do nosso país, a qualidade dos nossos competidores e a capacidade que o Brasil tem de organizar grandes campeonatos”, disse Edilson Moraes.

O presidente também afirmou que a entidade pretende ampliar a participação de federações, associações e academias nas competições organizadas pela CBAMC, independentemente da região de origem.

“Todos são bem-vindos à CBAMC. Nossa Confederação trabalha para todos, independentemente do estado, da federação ou da associação a que pertençam. Quem ainda não participa dos nossos eventos e deseja fazer parte desse trabalho pode entrar em contato conosco. Estamos de portas abertas para receber todos”, declarou.

O Campeonato Mundial de Kung-Fu 2026 será realizado no Ginásio Mauro Pinheiro, na Rua Abílio Soares, 1300, no Paraíso, em São Paulo. A entrada será gratuita nos dois dias de competição.

Natália Silva comenta conquista do cinturão e aponta provável desafiante

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natalia silva ufc

Poucos dias depois de conquistar o cinturão peso-mosca do UFC, Natália Silva conversou com o PVT pela primeira vez como campeã e falou sobre a realização de chegar ao topo da maior organização de MMA do mundo depois de uma longa caminhada até receber sua oportunidade.

Em entrevista ao Conexão PVT, Natália relembrou a vitória sobre Wang Cong no UFC 332, abriu os bastidores da estratégia montada para a disputa do título, explicou a importância da preparação em altitude no México e revelou que, nos rounds finais, chegou a ter vontade de abandonar momentaneamente o plano do córner para trocar golpes de maneira mais franca com a chinesa.

A nova campeã também começou a olhar para o que vem pela frente. Natália quer voltar ao octógono no primeiro semestre, vê Alexa Grasso como uma possível desafiante e deixou um recado claro para Valentina Shevchenko: depois de passar meses esperando pela ex-campeã, não pretende agora paralisar a categoria aguardando seu retorno.

“Foi uma longa caminhada aí até eu finalmente poder estar disputando o título. E agora, né, o tão esperado momento chegou, me tornei campeã. Nossa, eu tô numa felicidade que não dá nem pra explicar.”

Ao se ver ao lado das brasileiras que já conquistaram cinturões no UFC, Natália dimensionou o tamanho do feito.

“Eu já tô na história já, né? […] Faço parte de um seleto grupo de mulheres que se tornaram campeãs do UFC, isso é… isso é gigante!”

Confira abaixo o bate-papo na íntegra com a campeã:

José Aldo x Marlon Vera: luta de grappling termina empatada no Hype

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josé aldo empatou com marlon vera

José Aldo voltou à ação neste domingo (4) para um reencontro com um velho conhecido. Longe do MMA e sem socos ou chutes desta vez, o ex-campeão do UFC enfrentou Marlon “Chito” Vera em uma luta de grappling no Hype Fighting Championship, em Quito, no Equador. Após dez minutos e sem finalização, o confronto terminou empatado.

A luta foi a principal atração da primeira edição do Hype no Equador. O evento realizado no Coliseo General Rumiñahui reuniu confrontos de grappling e boxe sem luvas, mas colocou frente a frente Aldo e um dos maiores nomes do MMA equatoriano para fechar a noite.

Diante de sua torcida, Chito Vera tomou a iniciativa durante boa parte do começo do duelo. O equatoriano pressionou Aldo e buscou levar a luta para o chão, enquanto o brasileiro adotou uma postura mais defensiva. Depois de passar os primeiros minutos neutralizando as investidas do adversário, Aldo puxou Vera para a guarda. Foi no chão que surgiu o momento de maior perigo do combate: Chito atacou o calcanhar do brasileiro e chegou perto de encaixar a finalização, mas o ex-campeão do UFC conseguiu escapar.

Sem que nenhum dos dois obtivesse a finalização até o encerramento dos dez minutos regulamentares, o duelo terminou empatado. Depois da luta, Aldo elogiou Chito Vera e comentou que sentiu os efeitos da altitude de Quito, localizada a aproximadamente 2.850 metros acima do nível do mar.

“Chito é um grande lutador, representa muito bem essa bandeira. Tentei mostrar um chão pra vocês, mas senti um pouco o ar. Mas gostei muito daqui e senti todo esse carinho do povo do Equador”, declarou o brasileiro após o confronto.

Instituto Reação é campeão da 19ª Copa Rio de Judô

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Copa Rio é uma das mais tradicionais do circuito nacional - Foto: Carol Brandão

Um dos mais tradicionais e prestigiados eventos do calendário do Judô brasileiro, a Copa Rio chegou à sua 19ª edição no último fim de semana, no Anfiteatro do Riocentro. E quem levou a melhor foi o Judô Comunitário Instituto Reação, que se sagrou campeão com 19 ouros, 14 pratas e 30 bronzes, terminando o quadro geral de medalhas à frente de Clube de Regatas do Flamengo (14-08-16), Umbra – Club de Regatas Vasco da Gama (11-11-19), Minas Tênis Clube – MG (10-08-19) e Associação Primaverense de Judô – MT (04-02-02).

A jornada de Judô no Riocentro contou com a participação de 1221 atletas de 146 agremiações e 20 unidades federativas de todas as regiões do país, somando um total de 1591 lutas. Classe por classe, o Instituto Reação venceu a Sênior (6-5-7), a Cadete (4-2-6) e a Sub-13 (4-2-7), enquanto o Flamengo ganhou a Júnior (4-3-4) e a Umbra – Vasco faturou a Sub-15 (4-2-6). Associação Primaverense de Judô – MT ficou com o título da classe Veteranos com 4 ouros, 1 prata e 1 bronze.

Copa Rio é uma das mais tradicionais do circuito nacional – Foto: Carol Brandão

Grande destaque da vitoriosa campanha do Instituto Reação, Rafael Falcão venceu a categoria Meio-Leve (66kg) na classe Sênior. Aos 17 anos, Rafael Falcão vive uma ótima temporada internacional na classe Cadete, já tendo conquistado três medalhas – prata na Copa Europeia de Teplice e bronze na Copa Europeia de Faro e no Campeonato Pan-Americano. O jovem judoca comentou sobre a oportunidade de competir na classe Sênior e comparou a organização da Copa Rio ao que de melhor tem encontrado mundo afora:

“A Copa Rio foi uma competição muito boa, com uma organização do mesmo nível das competições europeias e pan-americanas. Por eu ser mais novo, poder participar desta Copa Rio foi uma grande oportunidade, pois enfrentei adversários muito bons, mais experientes, vindos de fora do Rio de Janeiro, e consegui colocar o meu Judô em prática”.

Trazendo uma medalha de prata da Copa Pan-Americana de Lima e com o próximo desafio internacional já agendado, a vencedora da categoria Meio-Pesado (78kg) na classe Sênior, Karol Gimenes, do Flamengo, também elogiou a estrutura da Copa Rio, desde a área de aquecimento à atuação dos árbitros:

“Estou muito feliz com o meu resultado. Competir nesta Copa Rio foi uma preparação muito boa para o Grand Slam do fim do mês, em Abu Dhabi. Gostei muito da estrutura desta edição da Copa Rio. A área de luta estava muito boa, arejada, e, na área de aquecimento, as televisões informavam as chaves assim que elas saíam. Isso tudo é muito importante para os atletas. Além disso, a arbitragem foi muito assertiva, bem compatível com a que encontramos nos eventos internacionais”.

Integrando a volumosa delegação mineira do Minas Tênis Clube, com mais de 60 integrantes presentes, André Humberto fez bonito ao ganhar a categoria Pesado (+100kg) na classe Sênior. O recém-medalhista de prata na Copa Pan-Americana de Lima aplaudiu o nível da Copa Rio dentro e fora dos tatames:

“Primeiramente, gostaria de parabenizar a Federação do Rio por esta Copa Rio. Foi uma competição de nível muito alto e com uma organização impecável, de nível internacional. Além de tudo, esta Copa Rio é um ótimo parâmetro para os próximos desafios. Tive a oportunidade de enfrentar adversários bem fortes que vão estar no Campeonato Brasileiro, que também será aqui no Rio de Janeiro, e fiquei muito feliz com o meu desempenho”.

Com o patrocínio da Light, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, a Copa Rio Internacional de Judô 2026 é realizada pelo Instituto Opus Vitae em parceria com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) e chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Incentivador do judô e da Copa Rio, o deputado estadual e ex-secretário de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, comemorou o sucesso do evento e ressaltou a importância de manter o apoio a competições que também abrem espaço para novos talentos.

“A Copa Rio mostrou mais uma vez a força do judô brasileiro. Foram mais de 1.200 atletas, de diferentes estados, competindo em uma estrutura que oferece condições tanto para quem está começando quanto para quem já disputa torneios internacionais. É muito bom ver jovens talentos dividindo os tatames com atletas experientes e tendo a oportunidade de evoluir. Esse é o tipo de evento que merece continuidade e investimento, porque ajuda a formar novos campeões e mantém o Rio de Janeiro no calendário das grandes competições da modalidade”, afirmou Picciani.

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