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Alex Poatan x Ciryl Gane: quem vence no UFC Freedom 250?

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O UFC Freedom 250 vai rolar neste domingo direto da Casa Branca, nos Estados Unidos, e terá a aguardada luta de Alex Poatan pelo título interino dos pesos pesados contra Ciryl Gane. O evento vai ter também a disputa pelo cinturão dos leves entre Ilia Topuria e Justin Gaethje, que será o combate principal da noite.

O UFC terá ainda mais dois brasileiros: Maurício Ruffy e Diego Lopes, que enfrentam Michael Chandler e Steve Garcia, respectivamente.

Nos últimos meses, o PVT ouviu vários especialistas sobre o combate de Poatan contra Gane. Assista no vídeo abaixo o que nomes como Vinício Antony, Junior Cigano e Demian Maia, entre outros, pensam sobre esse duelo.

Assista no vídeo abaixo:

Veja abaixo o card completo e o horário do UFC Freedom 250:

UFC FREEDOM 250
Domingo, 14 de junho | Casa Branca, Washington (EUA)
CARD PRINCIPAL – 21h na Paramount+
Ilia Topuria vs Justin Gaethje
Alex Poatan vs Ciryl Gane
Sean O’Malley vs Aiemann Zahabi
Mauricio Ruffy vs Michael Chandler
Bo Nickal vs Kyle Daukaus
Diego Lopes vs Steve Garcia
Josh Hokit vs Derrick Lewis

Com retorno de Bia Ferreira, seleção brasileira disputa Copa do Mundo de Boxe na China

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Bia Ferreira disputa Copa do Mundo de Boxe na China - Foto: Divulgação/COB

Enquanto parte dos brasileiros aguarda o início da Copa do Mundo de Futebol, a seleção brasileira de boxe também entra em clima de Mundial. A equipe nacional está a caminho de Guiyang, na China, onde disputará a etapa chinesa da Copa do Mundo de Boxe da World Boxing entre os dias 15 e 22 de junho.

Bia Ferreira disputa Copa do Mundo de Boxe na China – Foto: Divulgação/COB

A competição representa o segundo compromisso do Brasil no circuito da World Boxing Cup em 2026. A primeira etapa foi realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, em abril, quando a equipe conquistou resultados expressivos e subiu ao pódio em diferentes categorias.

A delegação brasileira chega à Ásia com 13 atletas, sendo seis mulheres e sete homens. O principal destaque é o retorno de Bia Ferreira a uma competição com a seleção após dois anos. Medalhista olímpica e uma das principais referências do boxe brasileiro, ela competirá na categoria até 65 kg.

No masculino, o Brasil será representado por Kelvin Alecrim (55 kg), Luiz Gabriel Oliveira (60 kg), Yuri Falcão (65 kg), Kaian Reis (70 kg), Wanderley Pereira (80 kg) e Joel Ramos (+90 kg). Isaías Ribeiro, que integrava a lista inicial da equipe, ficou fora da viagem após passar por uma cirurgia de emergência.

Entre as mulheres, além de Bia Ferreira, a seleção conta com Radija Gama (51 kg), Tati Chagas (54 kg), Jéssica Coutinho (57 kg), Rebeca Santos (60 kg), Beatriz Ferreira (65 kg), Viviane Pereira (70 kg) e Bárbara Santos (75 kg).

Chefe de equipe e coordenador técnico da seleção brasileira, Mateus Alves destacou o nível da competição e a presença de países tradicionalmente fortes no boxe internacional.

“Na etapa de Foz do Iguaçu tivemos um desempenho muito bom. Agora o torneio deve ser ainda mais forte, porque teremos a participação de seleções asiáticas em peso e também de equipes europeias. O Uzbequistão, que é uma potência no masculino, não esteve na primeira etapa, e o Cazaquistão também não veio com seus principais atletas. Desta vez a tendência é de um nível técnico ainda mais elevado.”

Mateus também ressaltou que a competição faz parte da preparação para os principais objetivos da temporada.

“Estamos usando essa etapa para somar pontos no ranking e dar ritmo competitivo aos atletas. O foco principal da seleção está nos Jogos Sul-Americanos, em setembro, e no Campeonato Pan-Americano, em outubro. Mesmo assim, chegamos com uma equipe bem preparada e com expectativa de voltar a conquistar medalhas.”

A comissão técnica brasileira é formada pelo head coach Juan “Paco” Garcia, pelos treinadores Didio Soares, Darlison Leão e Miriam Lasvega, além do fisioterapeuta Fabio Conrado.

Além das medalhas, a etapa distribui pontos importantes para o ranking internacional da World Boxing. O campeão de cada categoria recebe 150 pontos, resultado que pode influenciar diretamente a formação das chaves e o posicionamento dos atletas nos principais torneios do ciclo internacional.

Projeto Geração UPP conquista 13 medalhas no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu

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Jovens de comunidades do Rio de Janeiro aumentaram a coleção de medalhas do projeto - Foto: Divulgação - Foto: Divulgação

O Projeto Geração UPP voltou de Barueri, em São Paulo, com 13 medalhas conquistadas no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (CBJJ). Com apoio da Legião da Boa Vontade (LBV), a delegação formada por 54 atletas de comunidades do Rio de Janeiro representou a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro na principal competição infantil da modalidade na América Latina, realizada neste fim de semana.

Jovens de comunidades do Rio de Janeiro aumentaram a coleção de medalhas do projeto – Foto: Divulgação – Foto: Divulgação

Os jovens competidores são moradores das comunidades da Providência, Cidade de Deus, Batan, Santa Marta, Mangueira e Manguinhos. Ao longo do torneio, enfrentaram adversários de diversas regiões do país e conquistaram uma medalha de ouro, sete de prata e cinco de bronze.

Considerado um dos eventos mais relevantes do calendário mundial do jiu-jítsu de base, o Campeonato Brasileiro da CBJJ reuniu 676 equipes, 4.447 atletas e cerca de 4 mil lutas.

Criado em 2009 a partir de uma parceria entre LBV e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o Projeto Geração UPP promove inclusão social por meio do esporte. As aulas são conduzidas por policiais militares e atendem crianças e adolescentes em diferentes comunidades da capital fluminense, utilizando a prática esportiva como ferramenta de desenvolvimento pessoal, disciplina e cidadania.

A participação da delegação contou ainda com o apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, da Super Rádio Brasil, Tintas Nacional e dos supermercados Megabox e Zona Sul. O 5º BAEP da Polícia Militar do Estado de São Paulo também colaborou com a missão, disponibilizando alojamento para os policiais responsáveis pelo acompanhamento dos atletas.

CBAMC realiza Copa Open de Kung-Fu no próximo domingo em Barueri (SP)

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Competição acontece no próximo domingo - Foto: Divulgação/CBMAC

A Copa Open de Kung-Fu acontece no próximo domingo (21/6) com praticantes de diferentes idades, categorias e níveis técnicos no Ginásio José Corrêa, em Barueri (SP). Promovida pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu (CBAMC), a etapa de Barueri integra o calendário oficial da entidade.

Evento reúne talentos das artes marciais chinesas – Foto: Divulgação/CBAMC

Presidente da CBAMC, o Grão-Mestre Edilson Moraes destaca que a chegada da competição ao município amplia o alcance da modalidade e cria novas oportunidades para atletas da região.

“Trazer a Copa Open de Kung-Fu para Barueri pela primeira vez é uma conquista importante para a modalidade. Nosso objetivo é aproximar o Kung-Fu da população, abrir espaço para atletas iniciantes e avançados e fortalecer a prática das artes marciais chinesas”, afirmou.

Além das disputas, o evento, que é o 13º promovido pela CBMAC em 2026, busca promover a integração entre atletas, professores, mestres, familiares e admiradores da modalidade.

O Kung-Fu reúne diferentes estilos das artes marciais chinesas e é praticado por crianças, jovens e adultos em atividades voltadas ao desenvolvimento técnico, físico e disciplinar.

A realização conta com apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e da Escola Mao Chuen de Kung-Fu Wushu.

Copa Open de Kung-Fu Barueri

Data: 21 de junho
Horário: 10h
Local: Ginásio de Esportes José Corrêa
Endereço: Av. Guilherme Perereca Guglielmo, 1000 – Centro, Barueri – SP
Realização: Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu
Apoio: Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e Escola Mao Chuen de Kung-Fu Wushu
Contato: kungfufpckt@hotmail.com
Telefones: 11 98712-1362 / 11 98401-8558

Jiu-jítsu inclusivo leva atletas atípicos ao tatame em evento no Rio de Janeiro

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Evento reuniu alunos de jiu-jitsu inclusivo e a ex-UFC Poliana Botelho - Foto: Iso/Divulgação

O Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro, recebeu neste domingo (14) a primeira edição do Fazendo a Diferença no Jiu-Jitsu (FDJJ), considerado um dos maiores eventos já realizados no país voltados exclusivamente para atletas com deficiência. Ao longo do dia, foram disputadas 50 lutas envolvendo praticantes com diferentes perfis e necessidades, em uma programação dedicada à inclusão por meio do esporte.

Evento reuniu alunos de jiu-jitsu inclusivo e a ex-UFC Poliana Botelho – Foto: Iso/Divulgação

Idealizado pelo faixa-preta André Seabra, fundador do Instituto Fazendo a Diferença no Jiu-Jitsu, o evento reuniu atletas com autismo, Síndrome de Down, TDAH e outras condições físicas, intelectuais e mentais. A ideia, de acordo com o organizador, foi oferecer um ambiente competitivo adaptado, valorizando a participação esportiva e a convivência entre alunos, familiares e professores.

Ainda segundo Seabra, a iniciativa nasceu da experiência acumulada ao longo de três décadas de trabalho com pessoas com deficiência. Ele explicou que decidiu criar uma competição própria diante do crescimento do número de alunos atendidos pelo projeto. Das 50 lutas realizadas, 45 envolveram atletas treinados pelo instituto, enquanto as demais contaram com participantes de outros grupos que desenvolvem ações semelhantes.

Entre as delegações presentes esteve o projeto social Itaguaí Ação Esporte Inclusão, desenvolvido pela Prefeitura de Itaguaí por meio da Secretaria Municipal de Esportes. Sob a coordenação do próprio professor André Seabra, que também atua no município, a iniciativa levou 25 alunos atípicos para a competição.

A participação do grupo chamou atenção pelo número de atletas e pelo trabalho realizado ao longo do ano. Durante a preparação para o torneio, os alunos participaram de treinamentos adaptados, desenvolvendo fundamentos do jiu-jítsu, condicionamento físico e atividades voltadas à coordenação motora e à socialização.

O Itaguaí Ação Esporte Inclusão oferece aulas gratuitas e utiliza o esporte como ferramenta de desenvolvimento para crianças, adolescentes e adultos com deficiência.

Pablo Sucupira projeta próximos passos de Prates, Borralho e Jean Silva

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Pablo Sucupira

Nesta segunda-feira no Conexão PVT, o treinador da Fighting Nerds, Pablo Sucupira, conversou com Marcelo Alonso sobre o momento de seus atletas no UFC.

Sucupira comentou os próximos passos de nomes como Jean Silva, Caio Borralho e Carlos Prates, além de falar sobre a relação com Maurício Ruffy. O papo aborda desde a gestão de uma equipe com 50 atletas profissionais até as projeções para futuras disputas de cinturão, incluindo o interesse em lutas contra grandes nomes como Conor McGregor e Ilia Topuria, o desentendimento entre Jean e Melk Costa, e muito mais.

Assista no video abaixo:

Shaolin fala sobre os 30 anos do Mundial de Jiu-Jitsu e seus 10 anos como árbitro no UFC

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Shaolin venceu o arquirrival Feitosa e ficou com o ouro no leve

Neste episódio do Resenha PVT, Marcelo Alonso recebe a lenda do Jiu-Jitsu e referência na arbitragem do MMA, Vítor “Shaolin” Ribeiro. Em um papo repleto de nostalgia e bastidores, Shaolin relembra o início de sua trajetória na Nova União, a importância de Dedé Pederneiras em sua formação e histórias inéditas sobre os primórdios do esporte.

O vídeo traz registros históricos, como a icônica parceria entre Dedé e John Lewis, que abriu portas para o Jiu-Jitsu nos EUA e influenciou a criação do UFC moderno. Shaolin também analisa o atual cenário da arbitragem internacional, compartilha sua experiência de 10 anos como árbitro do UFC e revela quem são, em sua opinião, os maiores nomes e as lutas mais marcantes da história da arte suave.

Assista abaixo:

Atletas disputam mais de R$ 200 mil e pontos no ranking no Abu Dhabi Grand Slam Rio

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Abu Dhabi Grand Slam volta ao Rio em julho - Foto: M8 Sports/AJP Brasil

Os atletas que disputarem o Abu Dhabi Grand Slam Rio 2026 terão um incentivo além dos pontos no ranking mundial da AJP. Marcada para os dias 11 e 12 de julho, na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, a competição distribuirá cerca de R$ 240 mil em premiações, contemplando medalhistas das faixas roxa, marrom e preta em diferentes categorias de peso, além da academia campeã geral do evento.

Abu Dhabi Grand Slam volta ao Rio em julho – Foto: M8 Sports/AJP Brasil

A maior fatia da premiação estará concentrada nas disputas da faixa-preta profissional. No masculino, serão sete categorias de peso, cada uma com R$ 9,5 mil distribuídos entre os três primeiros colocados. Somadas, elas representarão R$ 66,5 mil em premiações. Já entre as mulheres, as categorias faixa-preta e faixa-marrom profissionais distribuirão R$ 47,5 mil em cinco divisões de peso.

Na faixa-preta Master 1 masculina, também dividida em sete categorias, a premiação total chegará a R$ 52,5 mil. Cada campeão receberá R$ 4 mil, enquanto os vice-campeões ganharão R$ 2,5 mil e os terceiros colocados, R$ 1 mil.

Os atletas da faixa-marrom profissional masculina disputarão R$ 24,5 mil distribuídos entre sete categorias. Em cada divisão, os campeões receberão R$ 2 mil, os vice-campeões R$ 1 mil e os terceiros colocados R$ 500.

Já os faixas-roxas profissionais terão premiação tanto no masculino quanto no feminino. As sete categorias masculinas distribuirão R$ 21 mil, enquanto as cinco femininas somarão R$ 15 mil. Em ambas as classes, os vencedores receberão R$ 1,5 mil, os vice-campeões R$ 1 mil e os terceiros colocados R$ 500.

As equipes também terão um objetivo financeiro importante. A academia que terminar a competição na liderança da classificação geral receberá um bônus de R$ 12,5 mil, destinado à melhor equipe do evento.

Ao todo, a premiação alcançará R$ 239,5 mil, valor que coloca a etapa carioca entre as mais atrativas do circuito mundial da AJP. Além do dinheiro em jogo, os atletas buscarão pontos importantes para o ranking internacional da organização.

Realizado pela AJP Brasil, o Abu Dhabi Grand Slam Rio chega à sua 12ª edição em solo fluminense e integra um dos circuitos mais importantes do jiu-jítsu mundial. A expectativa é de reunir atletas de diversos países na Arena Carioca 1, que receberá disputas das categorias amadora, profissional e master.

As inscrições seguem abertas no link soucompetidor.com.br. A entrada para o público será gratuita durante os dois dias de competição. Além das disputas de alto rendimento, o evento mantém uma parceria com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro para garantir a participação de atletas oriundos de projetos sociais desenvolvidos em comunidades fluminenses.

“Estamos falando de um dos maiores eventos da modalidade no mundo, que reúne atletas de alto nível, movimenta a economia e cria oportunidades para quem vive o esporte. Uma premiação dessa dimensão valoriza o trabalho dos competidores, fortalece as academias e ajuda a manter o Rio de Janeiro como uma das principais referências do jiu-jítsu mundial”, afirmou o deputado estadual Rafael Picciani, um dos principais apoiadores do evento no Rio.

Sul Fluminense Fight Night anuncia retorno em agosto

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Evento acontece em Três Rios: Divulgação/SFFN

O Sul Fluminense Fight Night (SFFN) voltará ao calendário das artes marciais mistas em 2026. A organização anunciou a realização da 17ª edição do evento para o dia 1º de agosto, na Academia ATS Tubarões, em Três Rios, no Centro-Sul Fluminense.

Evento acontece em Três Rios: Divulgação/SFFN

O retorno foi confirmado pelo organizador André Tadeu, ex-lutador profissional de MMA e treinador. A proposta é retomar as atividades da organização e dar sequência ao trabalho de formação e exposição de atletas da região.

“O Sul Fluminense Fight Night se consolidou ao longo dos anos como uma importante vitrine para atletas da região. Já tivemos competidores que passaram pelo evento e alcançaram grandes organizações internacionais. Nosso objetivo é continuar revelando talentos e fortalecendo o esporte em Três Rios e em todo o Sul Fluminense”, afirmou André Tadeu.

A edição de agosto será a primeira promovida pelo SFFN neste ano. Segundo a organização, a intenção é realizar novas etapas ao longo da temporada e ampliar a presença do evento no circuito regional de MMA.

Desde sua criação, o Sul Fluminense Fight Night serviu de plataforma para atletas que posteriormente ganharam projeção nacional e internacional. Entre os nomes que passaram pelo evento estão o ex-UFC Alex Oliveira e Márcio Barbosa, atleta apontado como uma das promessas da nova geração do MMA brasileiro.

O card completo do SFFN 17, assim como informações sobre ingressos e programação, serão divulgados nas próximas semanas. As atualizações serão publicadas pelos canais oficiais da organização.

Brasileiro desafia modelo tradicional e vira referência no ensino do jiu-jítsu

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Fabrício Lopes é professor da Gracie Barra - Foto: Arquivo pessoal

O crescimento do jiu-jítsu nas últimas décadas ampliou o debate sobre a forma de ensinar a modalidade. Em um cenário marcado pela constante evolução técnica e pelo aumento do número de praticantes recreativos, o professor brasileiro Fabrício Lopes tem se destacado por uma proposta que busca aproximar o aprendizado da lógica do combate.

Fabrício Lopes é professor da Gracie Barra – Foto: Arquivo pessoal

Faixa-preta formado na tradicional Gracie Barra Matriz, Lopes desenvolveu o chamado “Predictive Adaptation Coaching System”, metodologia que vem sendo aplicada por instrutores e academias no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá. A proposta parte de uma premissa simples: ensinar o aluno a compreender o funcionamento das posições e das reações do adversário, em vez de concentrar o aprendizado apenas na repetição de movimentos.

“O caminho até a faixa-preta de jiu-jítsu costuma ser pavimentado pela repetição exaustiva de movimentos isolados e pelo acúmulo quase enciclopédico de técnicas. No entanto, em um esporte que exige tanto da mente quanto do corpo, busco dar ênfase nas aulas à decodificação da lógica oculta por trás de cada alavanca e transição”, afirma o professor.

Segundo Lopes, um dos problemas mais comuns observados nas academias é o foco excessivo no volume de técnicas ensinadas. Para ele, muitos praticantes passam anos acumulando conhecimento técnico sem desenvolver a capacidade de interpretar situações de combate.

“Quero que meus alunos desenvolvam a habilidade dinâmica de se adaptar e solucionar problemas complexos em frações de segundo”, explica. “Muitos alunos aprendem centenas de técnicas, mas não compreendem plenamente o posicionamento, o timing, as reações ou o processo de tomada de decisão.”

O método desenvolvido por Lopes procura inverter essa lógica. As aulas são estruturadas para desenvolver no aluno a leitura de cenários, a compreensão do posicionamento, o uso das alavancas, o timing das ações e a capacidade de adaptação diante de situações inesperadas.

“A ideia principal por trás do Sistema de Coaching de Adaptação Preditiva é ensinar aos alunos como compreender o jiu-jítsu de forma conceitual, em vez de apenas memorizar técnicas. Meu sistema busca conectar as posições entre si, para que os alunos compreendam por que determinados movimentos funcionam e como adaptá-los dinamicamente durante situações reais de combate”, diz.

Outro ponto central da metodologia é a adaptação do conteúdo ao perfil de cada aluno. Competidores recebem uma abordagem voltada para sistemas de reação e pressão tática, enquanto iniciantes trabalham conceitos fundamentais de posicionamento. Já praticantes mais velhos ou com limitações físicas são orientados a buscar eficiência técnica e economia de movimentos.

“Os alunos aprendem de maneiras distintas, a depender de seus objetivos, idade, experiência e condição física. A estrutura da metodologia permanece a mesma, mas a forma como o conteúdo é transmitido varia conforme o perfil do aluno”, afirma o faixa-preta.

A experiência acumulada por Fabrício Lopes dentro da Gracie Barra também teve influência direta na construção do sistema. O professor destaca que a organização curricular, a padronização do ensino e a progressão de longo prazo observadas na equipe serviram como base para a criação de uma metodologia própria.

“A maior lição que aprendi na Gracie Barra foi a importância da estrutura, da consistência e do desenvolvimento a longo prazo. Esse ambiente me ajudou a compreender que um excelente trabalho de instrução não se resume apenas ao conhecimento técnico. Trata-se também de organização, comunicação e da criação de sistemas que os alunos possam seguir de forma consistente ao longo dos anos”, afirma.

A proposta tem encontrado receptividade entre instrutores que buscam alternativas aos modelos convencionais de ensino. De acordo com Lopes, professores que passaram a utilizar conceitos da metodologia relatam melhora na retenção de alunos, evolução técnica mais consistente e maior capacidade de adaptação durante os treinos.

“Muitos instrutores me relatam que seus alunos compreendem as posições de forma mais profunda e adquirem maior confiança ao aplicar as técnicas sob pressão”, conta.

Embora proponha mudanças na forma de transmitir o conhecimento, o professor afirma que o objetivo não é alterar a essência da arte suave. Para ele, os fundamentos tradicionais seguem como base do processo de aprendizagem.

“Os valores fundamentais, como disciplina, eficiência técnica, alavancagem, paciência, compostura e capacidade de resolução de problemas, permanecem exatamente os mesmos. O que muda é a estrutura de comunicação e a progressão do aprendizado”, diz.

Ao falar sobre a formação de novos professores, Lopes resume a filosofia que orienta seu trabalho.

“Concentre-se menos em demonstrar o quanto você sabe e mais em ajudar os alunos a compreenderem aquilo de que precisam. Um bom instrutor ensina técnicas. Um grande instrutor ensina a compreensão”, conclui.

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