Noite histórica para o MMA nacional !!! Glover conquistando o cinturão dos meio pesados aos 42 anos de idade. Logo depois do evento Thiago Marreta analisou a vitória de Glover e comentou sua possível primeira defesa de cinturão contra Jiri Prochaska. Marreta destrinchou ainda as outras cinco participações brasileiras no evento e escolheu os três futuros oponentes dos pesadelos Makhachev, Chimaev e Petr Yan. Falamos também de Usman x Colby 2, Poirier x Bronx, da chegada de Borrachinha aos meio-pesados e das conquistas brasileiras no PFL na última quarta.
Um dos líderes da American Top Team, Marcos Parrumpinha falou sobre a luta de Amanda Ribas e Virna Jandiroba, que acontece neste sábado no UFC 267 pela divisão dos palhas. Segundo o treinador, a mineira está sedenta para voltar a vencer após a derrota que sofreu para Marina Rodriguez na última luta. Exaltando a adversária, o faixa-preta afirmou que o combate está sendo encarado como uma disputa de cinturão.
Neste sábado (30), o UFC 267 apresenta uma luta principal incrível entre Jan Blachowicz e Glover Teixeira. Trata-se da segunda defesa de título de Blachowicz após conquistar o cinturão vago contra Dominick Reyes e ratificar a defesa do mesmo contra Israel Adesanya. Para Teixeira, o combate significa a segunda chance de conquista após desafiar Jon Jones, em 2014. O que podemos esperar? Um confronto titânico. Na sequência, você conta com o padrão de qualidade Odds Shark nos prognósticos e também com as melhores cotas das casas de apostas esportivas, quando a nossa indicação para melhor retorno é o Bodog.
(R$ 1,33) Jan Blachowicz x Glover Teixeira (R$ 3,35)
Os pessimistas vão apontar que Teixeira tem significativamente mais vitórias por nocaute do que Blachowicz, encerrando 18 lutas desta forma em comparação com oito do atual campeão. Os céticos também podem notar que Glover acerta golpes mais significativos por minuto, marcando 3,75 em comparação com 3,59 de Jan. Nesse caso, porém, as estatísticas não mostram um quadro preciso.
Embora Blachowicz só recentemente tenha descoberto seu poder de nocaute, ele sempre foi um lutador mais polido e versátil do que Teixeira, provavelmente devido à sua vasta experiência no cenário de Muay Thai polonês entre 2006 e 2008 Em 2021, ele também é marcadamente mais rápido do que o brasileiro que, embora ainda seja inegavelmente perigoso, muitas vezes parece que está lutando debaixo d’água.
Não se engane, mesmo aos 41 anos, Glover Teixeira é capaz de surpreender Blachowicz, mas sua velocidade minguante vai lhe causar alguns problemas a qualquer momento que a luta estiver na vertical.
UFC 267: o que levar em conta sobre Jan Blachowicz
Blachowicz não é o lutador mais rápido do Ultimate, mas contra Teixeira – que desacelerou significativamente na fase final de sua carreira – ele estará em vantagem. Para o polonês defender o cinturão, é primordial que sua maior agilidade. Aparentemente, não há razão para que Jan não consiga acertar vários ataques para cada um de Glover. Isso aumenta suas chances de vitória por nocaute. Porém, se ele for capaz de acumular uma vantagem significativa em termos de golpes encaixados, também aumentará suas chances de vitória por decisão.
UFC 267: o que levar em conta sobre Glover Teixeira
Normalmente, os lutadores ficam mais frágeis e lentos à medida que envelhecem. Não parece o caso de Glover Teixeira, que mostrou-se extremamente duro de ser batido em suas últimas lutas. Sua resistência é impressionante, mas é um risco crer somente nisso. Se o brasileiro quer evitar uma derrota por nocaute e, de quebra, ganhar o título dos meio-pesados do UFC, ele precisa manter sua defesa em ponto a cada momento que a luta estiver se desenrolando em pé.
Palpite para Jan Blachowicz x Glover Teixeira no UFC 267
Vitória de Jan Blachowicz por nocaute, com odds a R$ 1,95 para 1 no Bodog.
Confira todos os combates e as cotações do Bodogpara o UFC 267
(R$ 1,33) Jan Blachowicz x Glover Teixeira (R$ 3,35)
(R$ 1,41) Petr Yan x Cory Sandhagen (R$ 2,90)
(R$ 1,15) Islam Makhachev x Dan Hooker (R$ 5,25)
(R$ 1,32) Alexander Volkov x Marcin Tybura (R$ 3,40)
(R$ 4,65) Li Jingliang x Khamzat Chimaev (R$ 1,19)
(R$ 1,28) Magomed Ankalaev x Volkan Oezdemir (R$ 3,65)
(R$ 1,64) Amanda Ribas x Virna Jandiroba (R$ 2,30)
(R$ 2,40) Ricardo Carcacinha x Zubaira Tukhugov (R$ 1,58)
(R$ 1,64) Shamil Gamzatov x Michal Oleksiejczuk (R$ 2,30)
(R$ 3,50) Makwan Amirkhani x Lerone Murphy (R$ 1,30)
(R$ 3,30) Magomed Mustafaev x Damir Ismagulov (R$ 1,36)
Neste sábado, Glover Teixeira, 42 anos de idade, terá a segunda chance de conquistar o cinturão dos meio-pesados do UFC, contra Jan Blachowicz. Na primeira, em 2014, o brasileiro resistiu por cinco rounds contra Jon Jones no auge, mas acabou derrotado por decisão unânime. Em participação no CONEXÃO PVT há poucos meses, Glover fez um comparativo entre as suas duas versões.
Glover Teixeira terá neste sábado a chance de se tornar campeão meio-pesado do UFC. Para isso, ele precisa superar o atual detentor do cinturão, Jan Blachowicz. O PVT fez uma coletânea de lutadores analisando o duelo. Assista e veja o que pensa Ronaldo Jacaré, que já enfrentou o polonês, Demian Maia, Patrício Pitbull, Rafael Cordeiro, Paulão Filho e o campeão do ONE Championship Adriano Moraes.
Um dos responsáveis por afiar a trocação dos atletas da American Top Team, o brasileiro Katel Kubis é o convidado desta edição do RESENHA PVT, um dia após a equipe faturar quatro cinturões na PFL, incluindo os dos brasileiros Raush Manfio e Cara de Sapato. Aluno de Noguchi, o curitibano lembrou toda a sua trajetória na luta, desde a parceria com Anderson Silva, passando pelos treinos na Tailândia, até a consagração na estrelada equipe formada por brasileiros nos EUA. Além disso, o treinador também revelou um novo golpe que está ensinando a seus atletas.
Noite histórica para o MMA nacional. Três brasileiros faturaram juntos quase 17 milhões de reais na noite dessa quarta-feira nas finais do GP da PFL.
Raush Manfio, que até alguns meses fazia faxinas para garantir o sustento da família na Flórida, abriu a noite faturando o primeiro milhão de dólares após vencer Loik Radzhabov numa guerra de 5 rounds na final dos leves. Demitido há 9 meses do UFC Antônio Cara de Sapato veio na sequência finalizando o norueguês Marthin Hamlet no 1º round, faturando o cinturão do GP dos meio-pesados. Bruno Cappelozza fechou a noite vencendo, pela segunda vez, o croata Ante Delija, conquistando o terceiro milhão e o cinturão dos pesados.
Depois desta noite histórica me veio à cabeça o discurso premonitório de Rickson Gracie, que finaliza o livro do colega Felipe Awi (Filho Teu Não Foge À Luta). Após seu irmão Royler Gracie e Eugênio Tadeu lutarem por quase uma hora em 1988 na academia Gracie num confere à portas fechadas, sem vencedores, Rickson disse.
“Parabéns aos dois guerreiros. Estamos aqui nos confrontando, simplesmente para mostrar nosso ponto de vista de provar qual a melhor luta; mas acredito que, futuramente, a gente possa conciliar o interesse técnico, do esporte, da eficiência, com o financeiro, para podermos ganhar dinheiro profissionalmente, vivendo disso. O nosso esporte tem que ser valorizado”.
Se este dia já havia chegado para duas gerações de campeões do Pride e UFC, nesta última quarta-feira foi democratizado pela PFL.
Que esta grande conquista da nova geração os ajude a lembrar sempre daqueles que começaram a abrir este caminho. Nomes como Carlos Gracie, George, Hélio, Conde Koma, Geo Mori, irmãos Ono, Carlson, Ivan Gomes, Waldemar Santana, Euclides Pereira, João Alberto, Euclydes Hatem, Rolls, Rei Zulú, Marcelo Behring, Flávio Molina e tantos outros que ajudaram a construir o esporte mas não chegaram a usufruir financeiramente dele.
Thiago Marreta, último a vencer Jan Blachowicz, no início de 2019, e também último a enfrentar Glover Teixeira, sendo finalizado com um mata-leão, disse que, se o compatriota repetir neste sábado a atuação do duelo entre eles, terá grandes chances de capturar o cinturão dos meio-pesados do UFC. Todavia, o atleta da American Top Team vê o atual campeão como o favorito do confronto.
No próximo sábado, Glover Teixeira sobe ao octógono, já com 42 anos de idade, para disputar o cinturão dos meio-pesados diante de Jan Blachowicz. Em sua participação no CONEXÃO PVT, em abril deste ano, o brasileiro já revelava a estratégia: trocar na medida do possível, derrubar e fazer o ground and pound, o mesmo roteiro seguido nas suas últimas vitórias. O veterano também disse ter retirado referências da luta entre o atual campeão e seu compatriota Ronaldo Jacaré, em 2019; na ocasião, o polonês venceu por decisão dividida em um combate bastante acirrado.
Em sua estréia oficial Royler Gracie finalizou canadense Ivan Dee
Em sua estréia oficial Royler Gracie finalizou canadense Ivan Dee
Dois meses depois de realizar a primeira edição do Universal Vale Tudo Fighting em seu país, em março de 1996, o empresário japonês Hideki Miura promoveu a segunda edição do evento em solo brasileiro. Mais especificamente na casa de shows Metropolitan na Barra da Tijuca que recebeu, no dia 24 de Junho, um publico de 4 mil pessoas para assistir sete super lutas nas regras do Vale-Tudo. Seis delas entre brasileiros e estrangeiros. E se na primeira edição, em Tóquio, os representantes da Luta-Livre e Jiu-Jitsu brasileiros venceram 6 das 8 lutas, em casa, o aproveitamento foi de 100%.
CARLÃO, BITA E THE PEDRO TRATORIZAM
O primeiro combate da noite foi o único entre brasileiros. O faixa preta de Jiu-Jitsu Adilson Lima, o Bita (1,76m/96kg) trouxe uma legião de 150 alunos de teresópolis para assisti-lo atropelar em 3min27 o paulista Rackcal “Índio” Rodrigues (1,76m/86kg) representante do Free Style. Bita, que vinha de derrota para Igor Vovchanchyn na Rússia em novembro de 1995, cinturou, montou e estrangulou o oponente, iniciando a noite consagradora do MMA nacional.
Na segunda luta do show foi a vez de The Pedro (1,90/100kg) vencer com tranqüilidade, com socos da montada, o boxer cubano Adolfo De La Rosa (1,85m/80kg). Se no UVF 1, The Pedro havia vencido de virada o gigante do Sumo Koji Kitao na luta principal do evento, desta vez definiu o combate em 2m53s.
Outro grande destaque do UVF 1, Carlão Barreto (1,94/95kg), que havia estreado nos ringues finalizando Yuri Micha, subiu no cage na seqüência para enfrentar o americano John Dixon (1,80/120kg). Três meses antes Dixon havia feito três lutas seguidas num torneio na Rússia, onde havia vencido dois locais só perdendo na final para Igor Vovchanchhyn numa guerra de quase 10 minutos. Carlão começou dando um susto na galera. Na tentativa de derrubar o americano, escorregou e caiu por baixo. Percebendo o bom momento o americano o empurrou contra a grade tentando atingi-lo com joelhadas e socos. Mas, com a calma de sempre, Carlão ouviu as instruções do mestre Carlson em seu córner, se protegeu e aproveitou o ímpeto do americano para raspá-lo, montando na seqüência e definindo a luta com socos a 1m38s.
HOMENAGEM A HÉLIO NA ESTREIA DE ROYLER
No intervalo das lutas, Miura e seu parceiro João Alberto Barreto fizeram uma justíssima homenagem ao mestre Hélio Gracie . que recebeu uma placa, sendo aplaudido de pé pelo público. Minutos depois seu filho Royler Gracie (1,72m /64kg) faria sua estréia oficial no Vale-Tudo finalizando em apenas 1m33s o canadense Ivan Dee (1,64m/63kg). Três semanas depois o Gracie repetiria a mesma receita no Japão finalizando com um mata-leão campeão do Shooto Nobohru Asahi, que já tinha 21 lutas e apenas uma derrota na decisão.
Wallid Ismail (1,70/85kg), que no UVF 1 vencera o australiano Denis Kefalinus, subiu ao cage logo após Royler precisando de 4 minutos para finalizar o japonês Tatsumi Usuda (1,75/87kg) também com um mata-leão.
João Alberto Barreto homenageando o mestre Helio Gracie, que viu a estreia do filho Royler
HUGO DUARTE ATROPELA GIGANTE EM 8 SEGUNDOS
Quando o nomes de Hugo Duarte (1,83m/98kg) foi anunciado por Fernando Vanucci, a torcida do Jiu-Jitsu, em maior numero, ensaiou uma vaia e soltou o coro. “Recordar é viver o Rickson acabou com você”. A pilha pareceu motivar o general da Luta-Livre que não deu nem chances para o gigante americano Gerry Harris (2,07/127kg), que havia perdido para Paul Varelans no UFC 7. Assim que a luta começou, Hugo encurtou, cinturou e arremessou o grandalhão no chão com um kataguruma, definindo a luta com uma saraivada de socos da montada. O atropelo calou a torcida do Jiu-Jitsu e acordou a da Luta-Livre que retribuiu gritando o nome do ídolo . “Hugo ! Hugo ! Hugo !”
BUSTAMANTE DÁ AULA EM OPONENTE 31KG MAIS PESADO
Depois de duas alterações, primeiro seria Tank Abbott e depois Paul Varelans, o representante do Jiu-Jitsu Murilo Bustamante (1,87m/89kg) acabou enfrentando o americano Joe Charles (1,87/120kg) fechando o evento com o melhor combate da noite.
Assim como Carlão, Bustamante começou caindo por baixo sendo imprensado na grade pelo oponente, mas logo conseguiu uma bela raspagem, chegando a montada com 2 minutos de luta. Na seqüência Murilo colocou o joelho na barriga do oponente e fez chover pedras, me garantindo a imagem da capa da Tatame daquele mês. O americano ainda conseguiu escapar e voltou de pé, mas o faixa preta de Carlson não tardou a chegar as suas costas, saindo de uma gravata técnica, derrubando o oponente, na seqüência e definindo a luta a 3m08s com um Katagatami, fechando a goleada brasileira.
Apesar de não ter trazido ao Brasil oponentes a altura dos nossos lutadores, a segunda edição do UVF foi considerado um grande sucesso, principalmente por resgatar a auto-estima da comunidade da luta no Brasil, que vinha abalada com o vexame mundial promovido por Carlos Alberto Scorzelli naquele Desafio Internacional no Maracanãzinho, em outubro de 1995. O fato é que graças ao UVF de Miura, o WVC de Frederico Lapenda e o IVC de Sérgio Batarelli, o mercado brasileiro resgatou sua credibilidade no exterior, passando a produzir grandes eventos e exportar talentos para o UFC e o Pride.
Na luta principal da noite Murilo Bustamante finalizou Joe Charles 31kg mais pesado
No único duelo nacional Adilson Bita finalizou o paulista Rackal “Indio” Rodriguies
Hugo Duarte tratorizou o gigante Gerry Harris em 8 segundos
João Alberto Barreto homenageando o mestre Helio Gracie, que viu a estréia do filho Royler
Em sua estréia oficial Royler Gracie finalizou canadense Ivan Dee
Depois de finalizar Yuri Misha no UVF 1, Carlão atropelou o americano John Dixon 25kg mais pesado
Carlson, Conan, Tetel, Bolão, Amaury e Léo Dília comemorando a vitória de Carlão nos bastidores
Wallid finalizou o japones Katsumi Usuda no 1º round
Usuda após a luta
The Pedro vencendo o cubano Adolpho De La Rosa na abertura da reportagem da revista KIAI
The Pedro vencendo o cubano Adolpho De La Rosa na abertura da reportagem da revista KIAI
coletânea de fotos do UVF 2 publicada na 12º edição da Tatame
que estampou Murilo Bustamante vencendo Joe Charles na capa