Buchecha retorna ao cage nesta sexta-feira - Divulgação/ONE Championship
Treze vezes campeão mundial de Jiu-Jitsu, Marcus Buchecha ainda não passou de três minutos numa luta de MMA. Nas duas que fez, finalizou antes do 3º minuto. Convidado do CONEXÃO PVT, o atleta da American Top Team falou sobre seu processo evolutivo neste novo desafio e disse ter realmente se apaixonado pela modalidade.
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Buchecha também disse não ter pressa de ir para o UFC, afirmou que ser campeão do ONE está nos seus planos e que acredita que ele e seus parceiros de treinos dominarão a categoria dos pesos pesados nos maiores eventos de MMA do mundo. Por falar nos atletas da ATT, o paulista deu seu palpite para as principais lutas do UFC 269.
Em relação ao Jiu-Jitsu, Buchecha compartilha da ideia de Rodolfo Vieira, que disse estar inteiramente focado no MMA, o que impede de voltar, pelo menos por enquanto, aos tatames competitivos. Ainda dentro das quatro linhas, o peso pesado disse não acreditar que a luta entre André Galvão e Gordon Ryan aconteça no próximo ADCC.
Raulian Paiva enfrenta Sean O’Malley pela divisão dos galos neste sábado em Las Vegas. Em participação no CONEXÃO PVT há duas semanas, o brasileiro analisou o confronto, falou da diferença de altura entre eles, garantiu estar blindado quanto às palhaçadas do americano e disse acreditar que ele não irá aguentar sua pressão. Raulian acredita que deva nocautear ou finalizar até o segundo round.
Depois de quase 19 minutos de luta, Wallid venceu o rival da Luta-Livre
Fábio Gurgel x Mark Kerr, Wanderlei x Arthur Mariano, Ruas x Taktarov 2, Pelé x Macaco 2, Pelé x Johil. O que todos estes clássicos que marcaram a história do Vale-Tudo nacional tem em comum? Todos foram realizados no suntuoso Hotel Maksoud Plaza em São Paulo, que esta semana fechou as portas.
Em homenagem a este palco tão importante para a história do nosso esporte, relembramos nesta 38º edição do nosso baú, o IVC 3, realizada por Sérgio Batarelli no auditório do primeiro 5 estrelas de São Paulo, no dia 10 de dezembro de 1997.
Dois meses depois do histórico IVC 2, que ficou marcado pela final entre as duas maiores escolas do Muay Thai brasileiro (Chute Boxe e Boxe Thai), naquele sangrento clássico entre Wanderlei e Artur Mariano, Batarelli voltou a apimentar seu evento com uma rivalidade nacional: Jiu-Jitsu e Luta-Livre. Enquanto na super luta Wallid Ismail sobrepujou Johil de Oliveira; no torneio de pesos- pesados, The Pedro, precisou vencer dois representantes do Jiu-Jitsu para faturar o cinturão mais importante do Brasil.
Depois de quase 19 minutos de luta, Wallid venceu o rival da Luta-Livre
Por Marcelo Alonso
Após o famigerado duelo entre Eugênio Tadeu e Renzo Gracie, que acabou num triste quebra-quebra entre as torcidas do Jiu-Jitsu e da Luta-livre no Tijuca Tênis Clube, uma lição parecia ter ficado clara para os promotores brasileiros: Ainda não era hora de se fazer um evento no Brasil confrontando ícones das duas modalidades, certo?
“Não, pelo menos a 400 km do Rio de Janeiro”, cravou Sérgio Batarelli, que dois meses após aquele Pentagon Combat, organizou a 3º edição do seu IVC no principal palco do Vale-Tudo paullista colocando na super luta, dois dos maiores ícones das duas modalidades: Johil de Oliveira (1,72m/82kg), da Budokan, e Wallid Ismail (1,70m/84kg) da Carlson Gracie.
Apesar de o histórico na luta apontar um leve favoritismo para Wallid, o discípulo de Carlson vinha de uma derrota para Takahashi no UFC 12, enquanto Johil chegava ao evento cheio de moral com 10 vitórias seguidas, sendo a última sobre ninguém menos que Pelé Landy no WVC 4.
E os dois não economizaram gentilezas antes da luta: “Vou passar com a minha Ferrari por cima do fusquinha dele”, alfinetou Wallid, sendo prontamente respondido pelo aluno de João Ricardo e Luiz Alves na conferência de imprensa: “Já encomendei dois caixões, um para ele e outro maior para a língua dele”, disse Johil.
A rivalidade entre Luta-Livre e Jiu-Jitsu também não podiam faltar nas provocações: “Depois desta luta ele será um novo discípulo do Jiu-Jitsu e eu, como bom homem, serei seu mestre”, ironizou o faixa preta de Carlson, enquanto o representante da Luta-Livre Budokan respondia a altura: “Vou fazer com a cara dele o mesmo que fiz com a do Pelé e depois enterrá-lo numa cova bem funda para ele desenvolver seu Jiu-Jitsu, porque em cima da terra quem domina é a Luta-Livre”.
Wallid apareceu para lutar com uma botinha de Wrestling que não deixava duvidas com relação a sua tática: derrubar e bater, coincidentemente a mesma que consagrara Johil na luta com Pelé no WVC 4. Mas quando a luta começou o elemento surpresa acabou ajudando o representante do Jiu-Jitsu, que partiu para a trocação, encurralando Johil e o derrubando. Este movimento acabaria definindo a luta, uma vez que Ismail passou quase 5 minutos batendo no oponente. Batarelli chegou a interromper a luta e reiniciá-la de pé, mas Johil já bastante machucado e com o olho esquerdo fechado não conseguiu reagir. Ismail derrubou novamente e, após encurralá-lo na rede a beira do ringue, obrigou o representante da Luta-Livre a desistir aos 9min48s de luta.
Após o confronto os dois se abraçaram e mostraram que o Pentagon Combat seria mesmo o último capítulo da rivalidade entre as duas modalidades.
The Pedro vence dois do Jiu-Jitsu na mesma noite
Se a super luta foi marcada por um clássico entre Jiu-Jitsu e Luta-Livre o torneio que valia o cinturão dos pesados do maior evento do Brasil na época acabou sendo marcado por dois confrontos entre as duas modalidades.
Com 13 lutas e apenas três derrotas, The Pedro (1,90m/105kg) chegou ao evento como favorito. “Tem dois atletas do Jiu-Jitsu no torneio, hoje vou vencer os dois e mostrar que sou infinalizável”, me disse antes da luta o figuraço, que estreou dominando inteiramente o confronto com o faixa preta Ismael Souza (1,81m/82kg).
Ismael passou mais de 15 minutos por baixo se defendendo das investidas do representante da Budokan e quando a luta voltou em pé, segurou nas cordas em três oportunidades para não cair e acabou desclassificado aos 18min12s.
No outro lado da chave era a vez do representante do Muay Thai, Sidney Leopardo Negro (1,88m/102kg), incorrer no mesmo erro ao ser clinchado pelo faixa roxa de Jiu-Jitsu Jorge Navalhada (1,71m/91kg). Após três avisos de Batarelli, Sidney também acabou sendo desclassificado aos 2min05s de luta.
O “infinalizável” The Pedro comemorando com os mestres Luiz Alves e João Ricardo
A grande final foi a revanche do 3º frestyle de Belém quando Navalhada venceu The Pedro na decisão. Desta vez porém, The Pedro veio muito melhor preparado e dominou inteiramente o confronto. Navalhada passou a luta inteira por baixo limitando-se a fazer guarda se defendendo dos socos do atleta da Budokan. Após 30min de total domínio os jurados decidiram em favor do representante da Luta-Livre, que passou a ter o cinturão mais importante do Vale-Tudo nacional. No final The Pedro contemporizou apontando o mérito da vitória para ele e não para sua modalidade “Venci o JJ duas vezes nesta noite e provei que não existe melhor luta e sim melhor lutador”. Dali a seis meses The Pedro enfrentaria o maior desafio de sua carreira no Pride 3 quando lutou contra o invicto Mark Kerr e acabou sendo finalizado com uma Kimura a 2min13s de luta. The Pedro voltaria ao caminho das vitórias ao nocautear Silvio Urutum no IVC 8 e só perderia seu cinturão em Janeiro de 1999, quando foi derrotado por Carlão Barreto no IVC 10.
Na primeira luta do torneio Navalhada venceu o representante do Muay Thai leopardo Negro, que foi desclassificado por segurar nas cordas
Na primeira luta do torneio Navalhada venceu o representante do Muay Thai leopardo Negro, que foi desclassificado por segurar nas cordas
Depois de perder para Navalhada em Belém, The Pedro deu o troco na final do IVC 3
O “infinalizável” The Pedro comemorando com os mestres Luiz Alves e João Ricardo
Dois meses após o clássico entre Renzo e Eugênio no Rio (Pentagon) , Wallid e Johil se enfrentaram em São Paulo no IVC
Carlson Gracie e equipe comemoram a vitória de Wallid a beira do ringue
Depois de quase 19 minutos de luta, Wallid venceu o rival da Luta-Livre
IVC 3 em reportagem da revista japonesa Kakutougi Tsushin
IVC 3 em reportagem da revista japonesa Kakutougi Tsushin
IVC 3 em reportagem da revista japonesa Kakutougi Tsushin
Lendas do MMA, Paulão Filho e Pelé Landy analisaram o próximo desafio de Charles Do Bronx’s, que neste sábado defende o cinturão peso leve do UFC contra Dustin Poirier. Para Paulão, o brasileiro deve vencer. Já Pelé prega calma. Segundo ele, o atual campeão precisa de mais rodagem para ser considerado um grande favorito.
Em recente participação no CONEXÃO PVT, Diego Lima deu alguns detalhes sobre a preparação de Charles Do Bronx ‘s para a luta do próximo sábado contra Dustin Poirier valendo a defesa do cinturão peso leve do UFC. Segundo o treinador da Chute Boxe, o atual campeão irá se apresentar em sua versão mais completa. Em relação a palpite, Diego Lima disse ter apenas uma certeza: a de que esta luta não vai chegar às mãos dos juízes.
Líder da American Top Team, Conan Silveira participou do CONEXÃO PVT nesta terça-feira diretamente de Las Vegas, onde no sábado acontece o UFC 269. Além do amplo favoritismo de Amanda Nunes contra Julianna Peña na disputa do cinturão peso-galo feminino, o treinador também disse acreditar em um nocaute de Dustin Poirier sobre Charles Do Bronx’s no combate que vale o título dos leves. Pedro Munhoz, que enfrenta Dominick Cruz; e Santiago Ponzinibbio, que encara Geoff Neal, são os outros representantes da equipe no card. Conan ainda falou do futuro do filho, Josua Silveira, campeão peso médio e meio-pesado do LFA, e apontou Kayla Harrison como favorita num hipotético duelo contra Cris Cyborg.
Em entrevista ao CONEXÃO PVT na semana passada, Pedro Munhoz, que vem de derrota para José Aldo, em agosto, e já esteve com Petr Yan na American Top Team, disse que, caso a revanche aconteça, seu compatriota entra como o favoritismo contra o russo. Vale lembrar que na primeira luta entre eles, em 2020, Aldo acabara de chegar na divisão dos galos e acabou nocauteado no 5º round.
Está no ar mais uma edição do PAPO DE LUTA. No programa de número 31, Carlão Barreto e Marcelo Alonso analisaram as vitórias de José Aldo e Marcus Buchecha e a derrota de Léo Santos para Clay Guida no último final de semana. No quadro ‘Palpites do Carlão”, o comentarista deu um prognóstico das lutas dos brasileiros no UFC do próximo final de semana, no qual Charles Do Bronx’s defende o cinturão dos leves contra Dustin Poirier e Amanda Nunes, o dos galos, contra Julianna Peña.
Ex-campeão retorna ao octógono em agosto (Foto: UFC)
Com a vitória sobre Rob Font no último final de semana, José Aldo se colocou entre os postulantes ao cinturão peso-galo do UFC. Por enquanto, o título está dividido entre o linear – com Aljamain Sterling – e interino – com Petr Yan. Ao que tudo indica, os dois devem se enfrentar no primeiro semestre de 2022 – a depender da recuperação do nigeriano. Caso nada de extraordinário aconteça, o brasileiro teria pela frente T.J. Dillashaw. Pelo menos é o que ele sugeriu após a luta de sábado, o que foi corroborado por seu ex-parceiro de treinos Vitor Shaolin, convidado do DEPOIS DO GONGO do evento.
José Aldo se encontrou na categoria dos galos. A vítima da vez foi o até então quarto colocado da divisão, Rob Font. No UFC do último sábado, em Las Vegas, o brasileiro levou a melhor por decisão unânime após amplo domínio, anotando o terceiro triunfo consecutivo.
Parceiro de treinos de José Aldo, o peso leve Léo Santos não teve o mesmo sucesso na noite. Num combate entre veteranos, o ídolo do Jiu-Jitsu foi finalizado por Clay Guida com um mata-leão no início do segundo round, amargando a segunda derrota seguida.
Confira abaixo os resultados do evento:
UFC Aldo x Font
Las Vegas, EUA
4 de dezembro de 2021
José Aldo venceu Rob Font por decisão unânime
Rafael Fiziev venceu Brad Riddell por nocaute no R3
Jamahal Hill venceu Jimmy Crute por nocaute no R1
Clay Guida finalizou Leonardo Santos com um mata-leão no R2
Chris Curtis venceu Brendan Allen por nocaute técnico no R2
Alex Morono venceu Mickey Gall por decisão unânime
Dusko Todorovic venceu Maki Pitolo por nocaute técnico no R1
Manel Kape venceu Zhalgas Zhumagulov por nocaute técnico no R1
Bryan Barberena venceu Darian Weeks por decisão unânime
Cheyanne Vlismas venceu Mallory Martin por decisão unânime
William Knight venceu Alonzo Menifield por decisão unânime
Claudio Puelles finalizou Chris Gruetzemacher com uma chave de joelho no R3
Vince Morales venceu Louis Smolka por nocaute no R1