Rafael Feijão faz balanço e lista impactos dos dois anos de LFA no Brasil

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Rafael Feijão é presidente do LFA na América do Sul - LFA Brasil

Em julho completou dois anos da primeira edição do LFA no Brasil. 11 edições brasileiras depois, a organização norte-americana está consolidada no cenário nacional e é a principal esperança dos lutadores para chegar ao UFC. A próxima edição, a de número 166, está marcada para o dia 2 de setembro, no município paulista de Cajamar. Presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão fez uma análise desses 24 meses, apontou os impactos no cenário local e o que ainda pretende fazer para ajudar a desenvolver ainda mais a modalidade no país.

Rafael Feijão é presidente do LFA na América do Sul – LFA Brasil

“Antes da primeira edição a gente via o MMA no Brasil bem devagar, carente de novos ídolos, e a vinda do LFA para cá meio que deu uma mexida na água. São 12 eventos, praticamente um atrás do outro, estimulando atletas que estavam sem perspectiva de lutar em um evento internacional. Além de dar a estrutura de um evento global, o LFA ainda dá a vitrine, já que o mundo hoje olha o LFA na hora de captar atletas. A gente está conseguindo produzir lutadores que interessam ao UFC e isso incentiva cada vez mais atletas, até mesmo aqueles talentos que já estavam desacreditados justamente por falta de oportunidade”, destacou Feijão.

Um dos pontos enfatizados pelo promotor, que teve uma carreira consolidada como lutador, tendo sido campeão do Strikeforce, foi a evolução no comportamento de atletas e treinadores. Antes acostumados com os bastidores pouco estruturados da maioria dos eventos locais, hoje, pelo menos aqueles que tiveram experiências no LFA, passaram a entender a importância de uma postura mais profissional.

“Percebemos uma mudança brusca no comportamento no que tange a educação de treinadores e atletas, se encaixando nesse molde que a gente tenta reproduzir o mais próximo ao UFC, para que, quando chegarem lá, o que é o nosso objetivo, eles estarem adaptados a esse sistema, ao modo que o UFC funciona. E a gente consegue ver esses atletas e treinadores se encontrando através do LFA”, elogiou.

Nesses dois anos e 11 edições realizadas, o LFA ajudou lutadores como Luana Santos, Melk Costa e Gabriel Santos a assinarem diretamente com o UFC, além de muitos outros que chegaram ao maior evento de MMA do mundo através do Dana White’s Contender Series.

“Quando vejo um lutador do LFA no UFC me dá uma satisfação imensa. Não só isso, mas quando utilizam as imagens do atleta no LFA é mais satisfatório ainda, porque mostra que o dever foi cumprido. O LFA tem um relacionamento com cada atleta que passa pelo nosso evento, e é muito legal quando eles ligam agradecendo o que a gente fez por ele. Não tem preço ver a realização pessoal de qualquer pessoa e a gente poder fazer parte disso. Esse é o maior prêmio nesse tipo de trabalho. Costumo conversar com o Ed Soares e a gente fala que é muito legal trabalhar, viver fazendo o que ama, e eu amo o que eu estou fazendo e o Ed ama o que ele está fazendo, por isso está dando tudo tão certo. Lógico que o dinheiro importa para pagar as contas, mas uma resposta dessa de um atleta não tem dinheiro que pague”, exaltou o presidente do LFA na América do Sul.

Apesar disso, Rafael Feijão acredita que o LFA ainda tem muito a contribuir para desenvolver o MMA no Brasil a começar pelos próprios atletas. Segundo ele, soluções para gerar cada vez mais oportunidades aos lutadores é a principal pauta nas conversas com o CEO Ed Soares.

“Um dos meus principais objetivos quando assumi a responsabilidade de liderar o LFA no Brasil era realizar o sonho das pessoas. Fui um lutador, sei o que eles passam e minha visão é diferente da maioria dos promotores de eventos. Quero realizar sonhos. Acredito que ainda não atingi o objetivo totalmente, porque são muitos sonhos a serem realizados, e vejo muitos atletas que já estão prontos para estarem lá, mas ainda não dá para abraçar todo mundo. Eu quero gerar ainda mais oportunidades, ajudar esses lutadores a realizarem o sonho. O ser humano vive de sonho e o brasileiro é sonhador, é aguerrido e o nosso produto é um dos melhores do mundo, e produto em um evento de luta é o lutador”, projetou.

A prova do sucesso que o LFA vem fazendo no Brasil é a credibilidade que a companhia conquistou entre os patrocinadores.

“O relacionamento patrocinador e evento é muito importante para gente, não à toa levamos ao pé da letra, à risca a palavra parceria. Sempre buscamos entregar muito mais do que o combinado com os patrocinadores e sempre recebemos um feedback bastante positivo. A gente contrata empresas especializadas em marketing e mídia espontânea dos nossos patrocinadores, buscando sempre vincular os patrocinadores ao evento”, frisou.

Marcado para 2 de setembro, o LFA 166, em Cajamar-SP, vai promover em sua luta principal a disputa do cinturão dos meio-médios, entre Geraldo “Luan Santana” e Magnus Conrado. Assim como todas as edições do evento, esta também será transmitida ao vivo e com exclusividade para o Brasil e o mundo pelo UFC Fight Pass, a plataforma oficial do UFC.