‘Treinado e na dieta’, Cláudio Hannibal se coloca à disposição do UFC caso caia alguma luta de fevereiro: ‘Estarei pronto’

Brasileiro tenta retomar sequência de vitórias - Foto: Reprodução/Instagram

Cláudio Hannibal não vê a hora de retornar ao octógono. Depois da derrota para James Krause em outubro passado, a primeira desde a sua estreia no MMA em 2007, o meio-médio brasileiro radicado em Londres está no país natal treinando a todo vapor para aproveitar alguma chance que porventura venha a aparecer nos próximos cards do UFC.

Brasileiro tenta retomar sequência de vitórias – Foto: Reprodução/Instagram

“Para este ano eu espero fazer cinco lutas. Quero lutar muito. Se eu acabar rápido, eu vou sempre pedir outra luta. Estou no pé do Alex Davis (empresário), me mantendo treinado, na dieta e, se cair alguma luta em fevereiro, eu vou estar pronto para entrar. Como falei, a meta é fazer cinco lutas este ano, bater meu recorde”, explicou o lutador.

O adversário que será colocado à sua frente pouco importa. A prioridade de Hannibal no momento é voltar a vencer; até porque, mesmo na época em que vinha de cinco triunfos consecutivos na organização, ele nunca teve seus pedidos atendidos.

“Já me falaram para escolher oponentes, mas os caras não quiseram lutar, caras até com nome na empresa. É complicado, porque quem está lá em cima no ranking não quer lutar com quem está abaixo, existe uma espécie de clube social dos ranqueados. Gostaria de lutar com os grandes nomes, mas os caras são ‘mutucas’. Eu não tenho muito o que falar, luto contra qualquer um que o UFC decidir”, destacou.

Impedido de voltar para Londres por conta do lockdown imposto para diminuir os impactos do covid-19, o brasileiro vem treinando na academia Gorillas Fight, em Goiânia, ao lado do peso pesado do ONE Championship Anderson Braddock. Caso tenha luta marcada, a ideia é dar sequência ao camp nos EUA.

“O Anderson Braddock é uma lenda do K-1, já lutou com todos os grandes nomes do Kickboxing e eu estou aproveitando bastante. Pretendo fazer o camp na American Top Team, mas se não der, eu vou fazer no Brasil mesmo, no Rio de Janeiro, ou em São Paulo, ou até mesmo contratando treinadores e parceiros de treinos. Nada vai tirar meu foco este ano”, garante.

Na última terça-feira foi confirmada a disputa de cinturão dos meio-médios. Atual campeão, Kamaru Usman defende o título contra o ex-parceiro de treinos Gilbert Durinho no dia 13 de fevereiro. Para Hannibal, o compatriota entra com o favoritismo.

“Minha aposta é no Durinho. Está numa fase muito boa, o jogo em pé dele evoluiu muito, e ele tem um diferencial que o Kamaru Usman não tem: botar para baixo e finalizar. Os wrestlers não gostam de pegar costas, botar gancho e finalizar. Tenho certeza que se pintar alguma oportunidade o Durinho não vai desperdiçar e vai trazer mais esse cinturão para o Brasil”, acredita.