Glover Teixeira está animado com a possibilidade de voltar a lutar. Em entrevista exclusiva no Conexão PVT, o ex-campeão dos meio-pesados do UFC revelou que o confronto com Maurício Shogun, no evento da Spaten, reacendeu sua motivação para competir. O mineiro também analisou o desafio de Alex Poatan Pereira contra Sergei Pavlovich e contou detalhes dos momentos de apreensão vividos após a emergência envolvendo Raoni.
Glover quer voltar a lutar após duelo com Shogun
A experiência de dividir o ringue com Shogun deixou Glover empolgado. Além de destacar o respeito pelo antigo campeão do Pride, o veterano comemorou a intensidade do combate e afirmou que já intensificou os treinamentos de olho em uma nova oportunidade.
“Eu vou treinar, já tô treinando pra caramba, essa luta me deu uma motivada”, afirmou Glover.
Questionado sobre possíveis adversários, o ex-campeão citou nomes como Alexander Gustafsson, Vitor Belfort, Junior Cigano e Popó, mas deixou claro que ainda não existe negociação concreta. Aos 46 anos, Glover descartou voltar ao UFC para enfrentar a nova geração, mas se mostrou disposto a medir forças com outros veteranos.
Sobre uma possível revanche com Gustafsson, que o derrotou no UFC em 2017, brincou: “Ah, até porque a torcida será toda minha, né?”
Glover prevê nocaute de Poatan contra Pavlovich
Ao analisar o confronto de Alex Poatan Pereira com Sergei Pavlovich, marcado para dezembro, Glover demonstrou confiança no brasileiro. Para ele, embora qualquer luta entre pesos-pesados represente um grande perigo, as características do russo favorecem o jogo de seu pupilo.
“Nocaute, nocaute. Essa luta não tem como, esses cinco rounds eu acho que não vai pro quinto round”, projetou.
Glover explicou que considera Pavlovich um adversário mais favorável estilisticamente do que Ciryl Gane, principalmente pela diferença de movimentação. Enquanto o francês utiliza mais deslocamentos e entradas e saídas rápidas, o russo costuma avançar e permanecer mais à frente do oponente.
“É uma luta mais fácil pro Poatan em termo do estilo do cara”, avaliou.
Apesar do otimismo, o treinador ressaltou a importância de Poatan controlar a distância, lutar com inteligência e respeitar o poder de nocaute do adversário. Segundo ele, o grande objetivo do brasileiro é conquistar um terceiro cinturão no UFC.
Drama de Raoni foi um dos maiores sustos da carreira
Glover relembrou também a emergência envolvendo Raoni durante a luta contra Raul Rosas Jr no UFC. Acostumado a acompanhar combates violentos ao longo de décadas no MMA, o ex-campeão admitiu que a situação foi especialmente assustadora pela maneira inesperada como aconteceu.
“Do jeito que foi ali foi estranho”, recordou.
Glover contou que acompanhou o atleta no hospital, ao lado de familiares e integrantes da equipe. Segundo ele, Raoni conseguia conversar normalmente e demonstrava lembrar dos acontecimentos da luta, embora a situação ainda exigisse cuidados e exames médicos.
O treinador evitou especular sobre a causa do episódio, explicando que não tinha informações suficientes para apresentar um diagnóstico.
Outro ponto destacado por Glover foi a postura de Laerte, pai e treinador de Raoni, que manteve a serenidade mesmo diante da preocupação de todos. Segundo o ex-campeão, Laerte chegou a tranquilizar os integrantes da equipe enquanto acompanhavam o atendimento médico.
“Ele acalmando a gente, cara. É inacreditável!”, contou Glover.






