Alunos de projeto de jiu-jitsu adaptado conquistam medalhas em competição sul-americana

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Alunos do Projeto Itaguaí Ação, Esporte e Inclusão conquistaram suas primeiras medalhas - Divulgação/Prefeitura de Itaguaí

Parte do exército do Projeto Itaguaí Ação, Esporte e Inclusão foi a campo – ou melhor, ao tatame para competir pela primeira vez. Liderados pelo faixa-preta André Seabra, quatro alunos da ação que leva o jiu-jitsu a pessoas com deficiência participaram do Campeonato Sul-Americano da Sport Jiu-Jitsu South American Association (SJJSAF) no último domingo, no Rio de Janeiro.

Alunos do Projeto Itaguaí Ação, Esporte e Inclusão conquistaram suas primeiras medalhas – Divulgação/Prefeitura de Itaguaí

A ação, promovida pela Prefeitura de Itaguaí através da Secretaria Municipal de Turismo e Esporte, conta com outros nove alunos. Os que estiveram em ação no campeonato foram Brian Souza, João Melo, Luana Regina e Gustavo Silva.

“Foi uma imensa satisfação vê-los irem pela primeira vez a um campeonato mostrando toda a técnica e desenvolvimento cognitivo e motor que aprenderam. São alunos de grande comprometimento. Isso é gratificante para nós que somos professores”, destacou André Seabra.

Faixa-preta 5º grau de jiu-jitsu e 3º dan de judô, Seabra é fundador do projeto Fazendo a Diferença no Jiu-Jitsu (@fazendoadifjj), que há 26 anos utiliza a arte suave como ferramenta de inclusão de alunos com deficiência física e mental.

“O Jiu-Jitsu adaptado consegue dar sentido para a vida de vários atletas. Além disso, desempenha o papel de incluir a percepção de competência e identidade pessoal. Identidade está como atleta e não como deficiente. Além da melhora geral na aptidão física, o Jiu-Jitsu adaptado auxilia em um enorme ganho de autonomia e autoconfiança para a realização das atividades do dia a dia, além da melhora da autoestima”, explicou o professor.