Oito meses após lesão parecida com a de Anderson Silva, brasileiro retorna ao cage no ACA desta sexta-feira, na Rússia

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Brasileiro tem duas vitórias em três lutas na organização russa - Foto: Divulgação/ACA

Não bastasse a pandemia do coronavírus, o peso-mosca brasileiro Charles Blackout passou outro perrengue que atrasou seus planos em 2020: uma grave fratura na fíbula, bem parecida com a lesão de Anderson Silva na luta contra Chris Weidman em 2013, embora a do ex-campeão do UFC tenha sido na tíbia. Basicamente, a canela do cearense partiu ao meio, comprometendo, inclusive, alguns ligamentos. 

Brasileiro tem duas vitórias em três lutas na organização russa – Foto: Divulgação/ACA

“Na hora eu já pensei: ‘ferrou’. Foi uma dor muito forte, não sabia qual seria a sequência da minha carreira. O Airton (Nogoceke, treinador) me levou para o hospital na hora, fiz os exames e no dia seguinte já estava operando”, relembra o lutador, que sofreu o acidente durante um treinamento em junho. “Foi ainda mais difícil porque eu estava com luta marcada no ACA para novembro daquele ano, e era o dinheiro que eu contava, já que, por conta da pandemia, eu não estava nem podendo dar aula particular. Ou seja, minha vida parou”. 

Resiliente, Blackout não deixou se abalar, focou na recuperação e, cinco meses depois, já estava de volta aos tatames para retomar os treinamentos. Totalmente recuperado e bastante confiante, ele retorna ao cage nesta sexta-feira, dia 26, pela 118ª edição do Absolute Championship Akhmat (ACA), na Rússia. 

“Assim que eu coloquei o pé no chão na primeira vez após a lesão, que eu vi que ia conseguir andar, eu já sabia que em seguida conseguiria voltar a chutar. Ali minha cabeça já voltou ao normal, voltei a ter segurança para me movimentar e chutar e sabia que voltaria a lutar em breve”, explica o lutador, que possui um cartel de 12 vitórias e duas derrotas.

O adversário do brasileiro é o tajikistanês Azan Garofov, que venceu 12 das 13 lutas que disputou como profissional. Especialista em Jiu-Jitsu sem kimono, Blackout acredita que tem o antídoto para anular o rival. 

“Ele é um cara guerreiro, vem de uma região de guerra, literalmente. Estudamos ele, vimos todas as últimas lutas dele, mas eu tenho jogo para fazer frente contra qualquer um. Pode vir do Tajiquistão, da Chechênia, do fim do mundo que vamos passar em cima. “Sei que ele é striker, mas eu não tenho receio de trocar. Inclusive, acredito muito no meu queixo e sei que posso neutralizá-lo na grade. Além do mais, tive muito suporte no meu treinamento, tive ajuda do Josiel Açougueiro, que luta no mesmo dia, então estou muito confiante.”