Arquivos Destaques - PVT https://www.portaldovaletudo.com.br/categoria/destaques/ Tudo sobre UFC, MMA e lutas em geral Fri, 26 Aug 2022 00:01:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.portaldovaletudo.com.br/wp-content/uploads/2020/08/cropped-logo-site-32x32.png Arquivos Destaques - PVT https://www.portaldovaletudo.com.br/categoria/destaques/ 32 32 Pentagon Combat: O vexame que deu origem ao ADCC https://www.portaldovaletudo.com.br/pentagon-combat-o-vexame-que-deu-origem-ao-adcc/ Thu, 25 Aug 2022 21:49:22 +0000 https://www.portaldovaletudo.com.br/?p=28249

Quem acompanha nosso canal no Youtube deve ter visto na semana passada o Resenha PVT com Nelson Monteiro. Na entrevista o faixa coral de Carlinhos Gracie trouxe todos os detalhes do fatídico Pentagon Combat, evento que nasceu com a proposta de ser um novo UFC patrocinado pelo Sheik Tahnoon mas acabou num lamentável quebra-quebra que […]

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Quem acompanha nosso canal no Youtube deve ter visto na semana passada o Resenha PVT com Nelson Monteiro. Na entrevista o faixa coral de Carlinhos Gracie trouxe todos os detalhes do fatídico Pentagon Combat, evento que nasceu com a proposta de ser um novo UFC patrocinado pelo Sheik Tahnoon mas acabou num lamentável quebra-quebra que acabou  levando a proibição do Vale-Tudo no Rio de Janeiro em 1998. “O Pai do Tahnoon considerava o Vale-Tudo muito violento e não queria associar o nome do país a um evento deste, então eu dei a ideia ao Tahnnon de fazermos no Rio”, me contou Monteiro.

Talvez por estar morando fora do Brasil desde 1988, sem ter vivenciado in loco, o histórico Vale-Tudo do Grajaú, que acirrou ainda mais a animosidade entre as duas modalidades, Nelsinho tenha imaginado que a rivalidade entre Luta-Livre e Jiu-Jitsu fosse página virada, e decidiu acatar a ideia dos amigos da Gracie Barra de colocar Renzo Gracie enfrentando o ícone máximo da Luta-Livre, Eugênio Tadeu. Uma aposta arriscadíssima num momento onde a grande mídia associava qualquer atividade ligada ao Jiu-Jitsu com baderna de pitboys. O fato é que naquele momento ainda existia um enorme ressentimento por parte da Luta-Livre por tudo que aconteceu em 1991 e, obviamente, um confronto com um membro da família Gracie seria a enredo perfeito para a Grande vingança da Luta-Livre.      

Mas tirando o equívoco no casamento do main event, há de se reconhecer que Nelsinho casou um evento a altura do que Tahnoon planejava, trazendo para o Tijuca Tenis Clube naquele dia 27 de setmbro de 1997 nomes como Oleg Taktarov, Murilo Bustamante, Jerry Bohlander, Marcelo Tigre e  Ricardão.

TAKTAROV NOCAUTEIA EM 52 SEGUNDOS  

Um ano depois de ser nocauteado com aquela histórica pedalada por Renzo Gracie no Alabama, Taktarov veio ao Brasil para lutar com o faixa roxa de Nelson Monteiro e queridinho do Sheik Tahnoon, Sean Alvarez que havia estreado no Japão vencendo Yoji Anjo em 96. Com 17 lutas no currículo, tendo enfrentado nomes como Marco Ruas, Dan Severn, Shamrock e o próprio Renzo, o russo sabia que o faixa roxa tentaria agarrá-lo, mas não deu nem tempo de Alvarez tentar. Na primeira entrada, Oleg soltou um cruzado certeiro que derrubou o grandalhão. Sean ainda tentou cinturar, porém o russo defendeu e definiu a luta com uma mortífera sequência de cruzados e diretos aos 52 segundos do primeiro round. 

Já o parceiro de treinos de Alvarez, o gigante Ricardo Moraes (2,02m 130kg) não teve tanta dificuldade. Na realidade a dificuldade maior foi do treinador do oponente de Moraes, Sergio Muralha, que passou quase 10 minutos tentando convencer seu aluno a lutar. Após dez minutos de muita lábia Muralha decidiu entrar no cage, mas assim que a luta começou passou a correr. Pelo menos até Ricardão alcançá-lo com um cruzado. Sergio já caiu com as duas mãos protegendo a cabeça, claramente pedindo que o arbitro interrompesse o massacre aos 17 segundos. A atitude do lutador mereceu uma vaia ensurdecedora do público. 

Mas o papelão foi compensado por uma guerra que colocou frente a frente os maiores rivais do Vale-Tudo no Nordeste, Marcelo Tigre e Jalmir “Buda” Ferreira. O ódio mútuo ficou claro na luta mais sangrenta da noite. Buda começou melhor, botando Tigre para baixo e iniciando um pesado ground n pound. De guarda fechada Tigre já sangrava bastante quando surpreendeu o rival com um armlock. Buda conseguiu sair, passou a guarda e continuou punindo Marcelo. A luta parecia definida, quando Tigre, mais uma vez surpreendeu raspando, montando, pegando as costas e finalizando Buda com um mata-leão em seis minutos de luta. Na sequência foi a vez do faixa marrom da Gracie Barra, Roni Rustico, estrear bem no Vale-Tudo derrotando o boxer José Henrique Hakhfal com socos da montada.        

BUSTAMANTE E A HISTÓRICA PEDALADA

A polêmica vitória do wrestler Jerry Bohlander sobre Fábio Gurgel no UFC 11, fez a luta entre ele e Murilo Bustamante ser a mais aguardada da noite. Como esperado o combate foi muito técnico com ambos tentando derrubar, até que na troca de esgrima Murilo conseguiu chegar as costas de Bohlander, derrubando o americano na sequência. Mas o lutador da Lion´s Den voltou de pé. Foi quando Murilo resolveu chamá-lo para sua guarda aberta dominando seus dois punhos e o surpreendendo com uma pedalada, semelhante a que Renzo havia feito com Taktarov no ano anterior. Nocaute incontestável aos 5:38 e festa da galera da Carlson Gracie. “Murilo me ensinou muito hoje. Acho que o UFC deveria haver um torneio até 90kg para decidir quem é o melhor do mundo. Eu, Jackson , Murilo e Fabio”, me disse Bohlander após a luta     

Murilo traz Bohlander para a guarda aberta e prepara a pedalada que definiu a luta

A VINGANÇA DA LUTA-LIVRE 

“Quem bate esquece quem apanha, não”. O ditado popular se enquadra perfeitamente no barril de pólvora que foi este Pentagon Combat. Por tudo que passaram dentro e fora do ringue naquela consagradora noite do Jiu-Jitsu no Grajau em 1991, era óbvio ululante que a Luta-Livre não perderia esta chance de vingança no Tijuca Tênis Clube, seis anos depois. Colocar um membro da família Gracie Gracie para enfrentar o maior líder da Luta-Livre (o homem que estava em quase todas as lutas entre os dois estilos) sem um absurdo aparato de segurança, era uma tragédia anunciada. “Foi a nossa revanche do Grajaú. No dia anterior ainda tentei pegar uns convites com o Robson mas ele só me deu três, aí eu me revoltei. Organizei um exército de 200 psicopatas e Invadimos o Tijuca, mostramos para eles como é difícil lutar sobre pressão”, me contou Hugo Duarte no dia seguinte ao evento, explicando a invasão da torcida de Eugenio Tadeu 2 horas antes dos portões do Tijuca serem abertos para Pentagon Combat. 

Considerado favorito, depois de derrotar oponentes muito mais pesados como Oleg Taktarov e Maurice Smith, Renzo Gracie, que tinha 6kg de vantagem sobre Eugênio,  começou a luta dando um sufoco no faixa preta de Brunocilla. Passou sua guarda por diversas vezes, montou duas vezes e chegou perto de finalizá-lo com um mata-leão, mas o coração gigante de Tadeu o fez defender cada tentativa e Renzo começou a ficar cansado e Eugenio cresceu. Depois de derrubar Renzo com um chute nas pernas Eugênio começou a chutar as suas pernas no chão, enquanto Renzo apenas tentava se recuperar sentando no chão. Renzo tentou se levantar novamente, mas Eugenio o colocou pra baixo novamente com um chute nas pernas. Naquela altura, a torcida da Luta-Livre estava louca, sentindo o bom momento, onde dominava completamente a área em volta do ringue. Mas a situação começou a ficar fora de controle quando um representante da Luta-Livre chutou a cabeça de Renzo pela grade e a luta foi interrompida, quando faltava apenas um minuto para o final do round de 10 minutos.

Renzo começou dominando as ações contra Eugênio

Renzo, muito cansado, se levantou e começou a andar pelo ringue quando outro representante da Luta-Livre o agrediu com um soco (por cima do cage) e a luz do ginásio foi apagada. Naquele momento um quebra-quebra generalizado começou entre membros da Luta-Livre e do Jiu-Jitsu. “Eu nunca tinha visto nada como aquilo na minha vida. Parecia uma guerra real”, declarou um perturbado Oleg Taktarov (que minutos antes havia nocauteado Sean Alvarez). 

A polícia estava completamente perdida no meio da batalha na escuridão. Fotógrafos e jornalistas se escondiam embaixo do cage. Para piorar um policial despreparado achou que disparando um tiro na escuridão acabaria com a confusão, o efeito foi oposto. “O cara que atacou o Renzo foi um imbecil. Eu estava tão perto de nocautear Renzo e a Luta-Livre iria finalmente conseguir sua revanche”, reclamou depois um revoltado Eugênio Tadeu. Hugo acreditava que Robson Gracie era o responsável pelo apagão: “Por que as luzes não foram apagadas no começo? Só foram apagadas quando o Eugênio estava ganhando?” argumentou Hugo. Renzo respondeu: “Meu pai estava dentro do ringue comigo quando as cadeiras começaram a ser jogadas dentro do ringue. Como ele poderia ter desligado a luz?”. Eterno rival de Renzo, Wallid aproveitou a bola levantada para alfinetar o Gracie sugerindo uma revanche com Eugênio: “O Renzo não disse que eu era limitado tecnicamente, o que aconteceu com ele, estava entrando na porrada. Estou chocado. O Eugenio está até merecendo uma revanche daquela nossa luta no Grajau”, disse o aluno de Carlson ao final do quebra-quebra. 

No dia seguinte todos os jornais noticiaram a confusão criada pela guerra entre duas artes marciais rivais. Até mesmo a CNN noticiou. A conseqüência não poderia ter sido pior: o governador proibiu eventos de Vale-Tudo no Rio de Janeiro.

Ao final da baderna Zé Mario tira as cadeiras quebradas do cage

FRACASSO DO PENTAGON LEVOU A CRIAÇÃO DO ADCC

Mas como diz o ditado, tem males que vem para o bem, a frustração pelo insucesso do Pentagon fez o Sheik Tahnoon criar o ADCC, realizando sua primeira edição no ano subsequente em seu país. O sucesso da primeira edição motivou Tahnoon a transformar o ADCC num evento anual. Hoje, passados 24 anos da primeira edição, as olimpíadas da luta agarrada estão indo para sua 13º edição numa super edição histórica em Las Vegas com a presença de todos os grandes campeões que receberão uma homenagem especial e indução ao Hall da Fama.   

Carlson sela PAZ no Pride 4

Além ter impacto direto na criação das olimpíadas do Grappling, o Pentagon Combat também serviu como uma espécie de divã para o mundo da luta que, a partir dele, chegou ao fundo do poço no Rio de Janeiro. Algo que pareceu despertar nas duas modalidades um sentimento que era hora de virar a página. E a primeira atitude prática deste armistício partiu de Carlson Gracie nos bastidores do Pride 4, em agosto de 1998, 11 meses após o Pentagon. Na oportunidade Hugo Duarte enfrentaria Mark Kerr, que naquele momento era o lutador mais temido do mundo, e Carlson Gracie decidiu ficar em seu córner. “Hugo veio ao Japão enfrentar um dos maiores lutadores no mundo. Ele tinha seus treinadores pessoais mas eu decide ajudá-lo”, disse Carlson Gracie que foi ao evento para ficar no corner de seus alunos Allan Goes (que empatou com Sakuraba) e Wallid (que perdeu para Akira Shoji). Hugo perdeu a luta, mas nunca esqueceu a atitude de Carlson: “Carlson me ajudou muito e nunca vou esquecer esta atitude dele. Foi ela que melhorou a rivalidade entre o Jiu-Jitsu e a Luta-Livre”.

Na realidade, depois de 1998 o clima entre Luta-Livre e o Jiu-Jitsu começou a melhorar, mas a guerra apenas terminou quando a nova geração da Luta-Livre começou a surgir e os eventos de Vale-Tudo foram se profissionalizando “Os tempos de Guerra terminaram. Na verdade nós não vivemos este tempo de guerra entre o Jiu-Jitsu e a Luta-Livre como nossos mestres. Então nós não temos porque odiar o Jiu-Jitsu como eles”, me disse o campeão do Shooto Alexandre Franca Nogueira em 2000, ao viajar junto com diversos representantes do Jiu-Jitsu para defender o Brasil em Abu Dhabi no ADCC 2000.

Com a profissionalização do esporte passou a ser natural, não só lutadores de modalidades diferentes treinando juntos, como também lutadores de nações diferente representando um mesmo time, muitas vezes apoiando parceiro de treino contra compatriotas, algo inimaginável há alguns anos. Sinal dos tempos. De qualquer maneira a história existe pra ser lembrada. nunca podemos esquecer os caminhos que o nosso esporte precisou passar e os protagonistas que nos permitiram chegar até aqui.    

 

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Maracanazo e calote de 1 milhão marcam volta do vale tudo ao Rio https://www.portaldovaletudo.com.br/maracanazo-e-calote-de-1-milhao-marcam-volta-do-vale-tudo-ao-rio/ Fri, 16 Apr 2021 22:13:19 +0000 https://www.portaldovaletudo.com.br/?p=22919

Se você acompanha o MMA há alguns anos certamente já ouviu falar de algum “empresário empreendedor” que surgiu do nada prometendo realizar um evento para superar o UFC. Em 3 décadas cobrindo este esporte, infelizmente, tive o desprazer de conhecer dezenas deles, mas nenhum com tamanho potencial destrutivo quanto Carlos Alberto Scorzelli. Em 1995, momento […]

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Se você acompanha o MMA há alguns anos certamente já ouviu falar de algum “empresário empreendedor” que surgiu do nada prometendo realizar um evento para superar o UFC. Em 3 décadas cobrindo este esporte, infelizmente, tive o desprazer de conhecer dezenas deles, mas nenhum com tamanho potencial destrutivo quanto Carlos Alberto Scorzelli.

Em 1995, momento de franca recuperação econômica, quando o Brasil começava a colher internacionalmente os frutos do plano real, o diretor da Azagaia Propaganda e Promoções LTDA caiu de paraquedas no mundo da luta prometendo realizar um super evento, chamado Desafio Internacional reunindo os maiores lutadores do mundo em 2 etapas: Torneio nacional (eliminatória brasileira com 8 representantes de modalidades distintas, no dia 23 agosto) e Torneio internacional (com 7 lutadores do mundo todo + o vencedor da etapa nacional), onde o vencedor enfrentaria Rickson Gracie, que havia acabado de vencer duas edições do torneio Japan Open e era considerado o No1 do mundo naquele momento.

APOIO DA PREFEITURA

Para contextualizar vale frisar que o Rio de Janeiro não sediava um grande evento de Vale-Tudo desde o Grajaú em 1991 e Rickson Gracie não lutava na cidade desde sua revanche com Zulu no Maracanãzinho em 1983. A possibilidade de trazer de volta a modalidade tendo como protagonista o maior lutador do mundo naquele momento, fez até a imprensa carioca, tão avessa ao Jiu-Jitsu e VT, passar a dedicar um bom espaço nas páginas esportivas para o Desafio Internacional.

Muito bem relacionado o Sr. Scorzelli acabou trazendo ainda mais credibilidade ao evento ao convidar o respeitadíssimo João Alberto Barreto, principal discípulo de Helio Gracie, para ser diretor técnico do evento. Por intermédio de João Alberto, o promotor chegou a Rickson, que aceitou a proposta e topou vir ao Rio para divulgar o evento na etapa nacional, participando naquela oportunidade de uma reunião com o prefeito César Maia.

O político gostou tanto do projeto que prometeu apoiar o evento, aceitando inclusive posar para a capa do Jornal O Tatame (#5) levando um mata-leão de Rickson. Algo absolutamente inimaginável naquele momento onde a imagem do Jiu-Jitsu era totalmente ligada a pitboys. Estava bom de mais pra ser verdade. E para deixar os fãs ainda mais otimistas na redenção do Vale-Tudo em seu berço, a primeira etapa do evento foi um sucesso.

O MARACANAZO DO JIU-JITSU

Com sua credibilidade junto ao mundo da luta, João Alberto conseguiu trazer grandes nomes de diversos estilos, vindos de diferentes unidades da federação para a seletiva nacional, realizada no dia 23 de agosto de 1995 no Maracanãzinho. Até o lendário Rei Zulu, na época com 53 anos, veio do Maranhão fazer parte da eliminatória, que tinha ainda, The Pedro (Luta-Livre), Mestre Hulk (Capoeira), Fera de Acari (Boxe), James Adler (Kickboxing/Judo), Francisco Nonato (Karate e Jiu-Jitsu), Rostan Lacerda (Karate) e o favoritíssimo Amaury Bitetti (Jiu-Jitsu).

A certeza na vitória de Amaury era tamanha, que antes mesmo dos torneios, a comunidade da Arte Suave só falava do confronto entre Rickson vs Bitetti, que seria uma reedição da rivalidade dos tatames, entre Gracies e Carlson, só que agora nos ringues. Algo que nunca havia ocorrido até aquele momento.  Além de preta no Jiu-Jitsu Amaury era considerado o representante No1 da equipe por ser preta também no Judô e Muay Thai.

A possibilidade de derrota do fenômeno da Carlson na fase nacional do evento não era sequer cogitada. Certeza essa que acabou fazendo alguns torcedores do Jiu-Jitsu, mais ponderados, baterem na madeira ao lembrarem de uma partida de futebol realizada a poucos metros dali há 45 anos, na famigerada final da copa do mundo de 1950 entre Brasil e Uruguai.

Mas a maneira com que Amaury dizimou seus dois primeiros oponentes, só aumentou ainda mais a confiança dos quase 7 mil torcedores do Jiu-Jitsu que lotaram as arquibancadas. Empurrado em sua entrada pelo clássico de Carl Orff, Carmina Burana,  Bitetti fez sua estréia num ringue de Vale-Tudo derrubando, montando e fuzilando Francisco Nonato em 3min57s. Na semifinal o faixa preta da Carlson encarou aquele que teoricamente seria o oponente mais duro do torneio, o kickboxer e faixa preta de Judô maranhense James Adler, que havia nocauteado Rei Zulu meses antes. A fama de pedreira foi confirmada na abertura do torneio quando Adler só precisou de 46 segundos para finalizar o Boxer Fera do Acari com um armlock.

Contra Bitetti, no entanto, o mestre Maranhense sucumbiu a 1min51 com socos da montada.

Enquanto isso do outro lado da chave o azarão mestre Hulk nocauteava o karateca Rostan Lacerda e depois, The Pedro, que vinha de uma improvável vitória sobre Rei Zulú, único lutador que teve o nome gritado por todas as torcidas. Após dominar inteiramente o primeiro round, Zulú cansou no 2º e pediu para o juiz Flávio Behring interromper a luta, colocando The Pedro na semifinal.

Numa repetição melhorada da luta que fizeram, um mês antes, na Ilha dos Pescadores, Hulk desta vez conseguiu definir com socos na montada a 14min43s de luta, tendo só 30 minutos para descansar para a grande final com o favoritíssimo Amaury.

Empurrado pelo clima de já ganhou da torcida do Jiu-Jitsu, Amaury subiu ao ringue para a grande final decidido a trocar golpes com o quase 20kg mais pesado Hulk. E foi depois de uma rápida troca, que Bitetti tentou chutar o capoeirista e perdeu a base, sendo acertado por um cruzado na têmpora, que o levou a lona já desligado. A barulhenta torcida do Jiu-Jitsu silenciou a ver seu representante cair de joelhos recebendo uma seqüência de 12 socos. Claramente incrédulo o árbitro João Alberto ainda esperou a reação do favorito até que intercedeu de maneira tímida ajudando o cambaleante Bitetti enquanto a torcida da capoeira invadia o ringue para comemorar a vitória de seu campeão.

O pessoal do Jiu- Jitsu ainda ensaiou uma volta “no tapetão” mas o próprio Hélio Gracie, mestre de João Alberto Barreto, instruiu o aluno a manter a decisão. Enquanto o Jiu-Jitsu se calava diante do maior Maracanazo da história da modalidade, a torcida da capoeira puxava uma roda com seu novo herói.

seqüência do nocaute de Bitetti publicado pela revista Vale-Tudo

A decepção dos organizadores com a derrota de Bitetti foi tamanha, que tentaram convidá-lo para fazer parte do torneio internacional, mas o faixa preta de Carlson preferiu seguir as regras. “Entrei desconcentrado no clima de já ganhou e perdi, então cumprirei o regulamento, fui vice da fase nacional e vou lutar com o vice da internacional na preliminar da luta do Rickson com o campeão do torneio internacional. Apesar de toda a alegria pela vitória, mestre Hulk preferiu não criar polêmica com a torcida do Jiu-Jitsu. “O Amaury é um grande lutador, mas esta noite eu fui melhor. Agora vou treinar dobrado para representar o Brasil no internacional. Sei que o Rickson é praticamente impossível vencer, mas bem treinado posso surpreender de novo no internacional”

CALOTE DE 1 MILHÃO

O sucesso da primeira etapa repercutiu internacionalmente e a presença de Rickson chancelando o evento motivou lutadores internacionais a participarem da etapa final, que seria realizada em quatro dias (21,22,23 e 24 de outubro).

Scorzelli e João Alberto não conseguiram trazer os já consagrados Taktarov, Shamrock e Kimo, como planejavam, mas de qualquer maneira cumpriram a promessa de trazer 7 representantes, ainda desconhecidos, de diversas modalidades, como o japonês Naoyuki Taira (Karate), o tailandês Bunshima Roong (Muay Thai), o canadense Jean Riviere (Karate Kyokushin), o francês Bertrand Amossou (Jiu-Jitsu),  o iraquiano Mustaq Abdullah (Wrestling), o americano Maurice Travis e o japonês Seiji Yamakawa.

O interesse dos fãs japoneses em verem o maior ídolo da modalidade em ação na grande final motivou a vinda de três profissionais da maior revista japonesa de lutas, a Kakutougi Tsushin.

Mas a confusão começou logo no primeiro sábado (21). Pouco mais de duas mil pessoas se dispuseram a pagar 30 Reais pelo primeiro dia de evento. Mas em três horas assistiram a três preliminares entre lutadores nacionais (James Adler venceu He Man; Marcelo Melo venceu Marcelo Pessoa e Crézio de Souza estrangulou Adauto Soares). Os estrangeiros sequer saíram do hotel Marina Palace, uma vez que os RS 5 mil não haviam sequer sido pagos. Os torcedores exigiram o dinheiro de volta e os promotores prometeram pagar no dia seguinte. Mas no domingo (22) a confusão continuou. A programação estava prevista para começar 17h, passou para 19h e só começou 20h30  quando o canadense Jean Rivierre e Mestre Hulk aceitaram entrar no ringue, mesmo sem receber um tostão. Para piorar Hulk foi nocauteado em 20 segundos e foi direto para o Souza Aguiar onde passou a noite numa maca fria sem nenhum suporte.

Nas outras lutas das quartas de final o tailandês Bunshima Roong (Muay Thai) venceu o japonês o japonês Seiji Yamakawa, o japonês Naoyuki Taira (Karate) derrotou o americano Maurice Travis e o iraquiano Mustaq Abdullah (Wrestling) venceu o francês Bertrand Amossou (Jiu-Jitsu). Mas como não receberam, os lutadores decidiram não voltar para a semifinal no dia seguinte.

RICKSON GRACIE ENVERGONHADO

O irmão de Scorzelli, Carlos Eduardo pagou os lutadores com cheques de uma conta encerrada no Banco do Brasil. Presente no Maracanãzinho Rickson Gracie não acreditou no que viu. Visivelmente constrangido, o bicampeão do Japan Open se limitava a dizer “sem comentário” toda vez que alguém da imprensa buscava um depoimento seu.

Para piorar quando voltaram do Maracanãzinho, os lutadores foram expulsos do Marina Palaca por falta de pagamento . E só não dormiram na rua porque Kim Gracie, esposa de Rickson, conseguiu apoio da Artplan que pagou 4 mil reais aos competidores (o contrato previa 5 mil) e arranjou um novo hotel (Leme Palace) onde Roberto Medina, dono da Artplan, tinha credito.

Mas a humilhação não terminou ai. Na tentativa de ir embora, o canadense Jean Rivierre e o iraquiano Mushtaq Abdullah foram retirados duas vezes do avião uma vez que a Varig disse que as passagens foram pagas com cheques sem fundos. “Sou prisioneiro do Brasil “ ironizou Rivierre numa reportagem ao Jornal do Brasil na época. O canadense só conseguiu voltar para a casa no dia 31 graças ao suporte financeiro da Artplan, parentes e empresários.

Rickson, Royler e Zveiter incrédulos com o calote no torneio que definiria seu oponente

“O SCORZELLI FOI  LOUCO DE NÃO EXIGIR UM DOCUMENTO DO CESAR MAIA”

Depois de desaparecer por duas semanas, Scorzelli foi encontrado pela reportagem da revista Vale-Tudo e ainda teve a cara de pau de se dizer magoado com a imprensa. “O cheque não era para ser depositado. Era um caução e deveria ser trocado na bilheteria do Maracanãzinho. Como as bilheterias estavam sobre controle da Suderj, ocorreu todo este problema” argumentou Scorzelli. A Suderj aliás estava na lista dos lesados pelo empresário. Segundo estimativa apurada pela Vale-Tudo, o montante do estelionato chegava a ordem de 1 milhão, sendo RS 600 mil devido aos lutadores;  RS 1,5 mil a Santa Rosa (aluguel do ringue), RS 20 mil a cenógrafos, RS 10 mil para iluminação, RS 12 mil a torcedores, RS 10 mil para a equipe de som, RS 10 mil para a assessoria de imprensa, RS 6 mil a Varig, RS 6 mil a Hotéis, RS 12 mil a Suderj, R$ 1 mil a Ring Girls e um valor não revelado a GlOBOSAT, que pagou adiantado pela transmissão das lutas.

Duas semanas após o evento entrevistei o mestre João Alberto Barreto, que foi sem dúvida, uma das maiores vitimas de Scorzelli. “Fui convidado para dirigir tecnicamente o evento e informado que a prefeitura se interessou em patrocinar o Desafio. Acreditei no que me foi passado pela Azagaia. Segundo estas informações a prefeitura repassaria a uma emissora de TV verbas publicitárias e esta emissora bancaria o evento. Depois chegou a mim que a prefeitura só bancaria metade do prometido. E posteriormente que não bancaria nada. A Azagaia, então, ao invés de cancelar tudo, continuou com suas fantasias delirantes e nocauteou a todos. O Scorzelli foi um louco de não exigir um documento do prefeito confirmando apoio ao evento”, me disse revoltado na época o mestre, sem querer revelar, no entanto, o valor do prejuízo que teve ajudando a organizar o evento.

Infelizmente, no país do jeitinho, a corda acabou arrebentando para o lado dos lutadores e prestadores de serviço e este triste episódio da história da luta no Brasil terminou “sem culpados”. Um senhor incentivo para que dezenas de outros “Scorzellis” continuassem surgindo prometendo novos mega-eventos “maiores que o UFC” e usando a boa fé dos lutadores para promover outros vexames em âmbito nacional e internacional

PELO MENOS UM PONTO POSITIVO

Diante de tantos profissionais lesados, tive a sorte de, por intermédio deste evento, conseguir iniciar uma parceria profissional que mudou minha vida e permitiu que eu continuasse investindo no jornalismo marcial.

Quando eu estava entrando no Maracanãzinho no sábado (21) para cobrir a fase internacional do evento, vi que três repórteres japoneses sem credenciais haviam sido barrados na entrada do ginásio. Percebendo a falta de bom senso do segurança, diante da violência noturna naquela região, sugeri que eu saísse e um deles usasse a minha credencial para entrar com todo equipamento e credenciar sua equipe. Para minha surpresa o segurança aceitou e o problema foi resolvido rapidamente. Ao final do evento Tanikawa, Endo e Nagao resolveram agradecer me convidando para jantar num restaurante japonês em Copacabana.

O papo varou a madrugada e acabou se transformando numa reportagem de 6 páginas destrinchando para os fãs japoneses a história resumida do Vale-Tudo brasileiro. Descobri isso algumas semanas depois ao receber em casa um exemplar da Kakutougi Tsushin junto com uma carta convite de Tanikawa para que eu passasse a ser correspondente de sua revista no Brasil. Foi o empurrão que faltava para eu tomar a decisão mais importante da minha vida: Abandonar meu emprego como biólogo com carteira assinada na Fundação Bio Rio e mergulhar de cabeça numa aposta sem garantias e nem referências: o jornalismo marcial.

Em tempos totalmente analógicos fui a luta. Montei um estúdio, melhorei a estrutura do meu laboratório fotográfico caseiro e passei a cobrir todos os eventos nacionais mandando reportagens (fotos e textos) via sedex quase todas as semanas, afinal a KT era quinzenal (A KIAI, por exemplo, imprimia 4 revistas por ano). Aos poucos o “Brazil Report” caiu nas graças do fã japonês e dos promotores locais que começaram a ter o espaço como uma espécie de cardápio marcial de onde prospectavam nomes como Alexandre Pequeno (Shooto), Wanderlei Silva e Murilo Ninja (Pride) para os eventos locais. Além dos 17 anos de KT, aquele episódio da “credencial” me propiciou ainda conhecer um grande amigo e parceiro profissional, Susumu Nagao, com quem em 2014 tive a honra de lançar um livro (Do Vale-Tudo ao MMA, 100 anos de Luta). Curiosamente, todo este processo se iniciou graças a este vergonhoso episódio protagonizado pelo Sr. Scorzelli.

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Minotauro e Wanderlei na noite de gala do MMA brasileiro https://www.portaldovaletudo.com.br/bau-do-alonso-minotauro-e-wanderlei-na-noite-de-gala-do-mma-brasileiro/ Tue, 22 Sep 2020 22:31:16 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=20140

Com todo respeito a todas as grandes conquistas dos nossos grandes ícones, mas sempre que me pedem para escolher a cobertura mais marcante destes quase 30 anos que venho acompanhando o nosso esporte não tenho dúvidas em apontar o Pride Final Conflict em 2003. Afinal de contas, não há como imaginar uma noite mais vitoriosa […]

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Com todo respeito a todas as grandes conquistas dos nossos grandes ícones, mas sempre que me pedem para escolher a cobertura mais marcante destes quase 30 anos que venho acompanhando o nosso esporte não tenho dúvidas em apontar o Pride Final Conflict em 2003. Afinal de contas, não há como imaginar uma noite mais vitoriosa para o MMA nacional que aquela. Não só pelo fato de os dois maiores ídolos nacionais terem vencidos desafios duríssimos, garantindo a hegemonia brasileira no esporte ao conquistarem, diante de 67 mil japoneses que lotavam o Tokyo Dome, os cinturões mais importantes do MMA, mas principalmente pela presença de Glória Maria, na época a principal repórter do Fantástico.

Por mais que o MMA tenha crescido nos últimos anos, nenhuma matéria sobre MMA foi tão assistida quanto esta que chegou a dar 42 pontos de audiência no Fantástico. Ainda hoje um recorde na história do esporte.

MINOTA, DO INFERNO AO CÉU

O rei das finalizações contra o rei dos nocautes. Assim era noticiada no Japão a batalha dos dois gigantes pesos-pesado do Pride, Rodrigo Minotauro e Mirko Cro Cop. Se Rodrigo tinha a motivação da presença do Fantástico, o Croata sabia que o evento seria transmitido ao vivo em TV aberta para seu país.

A luta entre Minota e Cro Cop valeria o cinturão interino dos pesados, uma vez que Fedor recusara lutar com o croata duas vezes.

Curiosamente Dana White, que junto Com Lorenzo Fertitta tinha ido ao Japão acompanhar seu representante no torneio (Chuck Liddel), dava como certa a vitória do Croata . “O Cro Cop é o atual No1 do mundo, pena que não tenho nenhum pesado para vencê-lo”, me disse a época o cartola.

O primeiro round começou com Minotauro trazendo o Croata para sua guarda, mas Mirko logo levantou e passou a marcar todas as tentativas de queda do brasileiro, dominando inteiramente as ações no primeiro round, punindo o brasileiro com chutes e socos e aplicando um knock down em Rodrigo, com seu famoso chute alto, no último segundo do round inicial. Rodrigo caiu com uma mão se defendendo e com outra avisando ao juiz que tinha condições de continuar. “Normalmente não coloco emoção nas minhas lutas, mas aquele chute me deixou louco e voltei para definir”, me contaria Minotauro horas depois.

Depois de dominar inteiramente o primeiro round, Mirko voltou relaxado no segundo e , logo em seu primeiro ataque, foi surprendido por um single leg do brasileiro, que após derrubá-lo, montou e aplicou uma série de socos, aproveitando o desespero do Croata para pegar seu braço. Sem dúvida alguma uma das viradas mais sensacionais da história do esporte.

Foto: Susumu Nagao

A CONSAGRAÇÃO DO MR. PRIDE

Mas o GP não começou tão bem para o Brasil, na luta alternativa, Murilo Bustamante, que, substituindo Arona, havia feito luta dura nas quartas de final contra Rampage, acabou sendo nocauteado por Dan Henderson ainda no 1o round.

Depois da derrota de Murilo para Henderson foi a vez de Quinton Rampage, que passou dois dias com um cigarro apagado no canto da boca, cumprir o que prometera na pesagem e literalmente fumar o compatriota Chuck Liddel na primeira semifinal do torneio.

Liddell, que chegara ao evento, na companhia dos patrões Dana e Lorenzo, prometendo unificar os cinturões do Pride e UFC, até começou fazendo um combate parelho, mas quando resolveu atacar se abriu e, após quase ser nocauteado no final do 1o round, não resistiu as mãos rápidas de Rampage. No 2o Quinton novamente acertou uma boa combinação e derrubou Liddel, definindo o duelo com socos de dentro da guarda a 3min10seg.

Depois da luta a equipe do UFC, trazida por Dana, (medicos e massagistas) partiu para o vestiário de Rampage para ajudá-lo a se recuperar.

Enquanto isso na outra semifinal o grande ídolo japonês Hidehiko Yoshida, que vencera Tamura na primeira fase do GP enfrentaria o campeão dos médios do evento, Wanderlei Silva. O apoio dos fãs que receberam o ídolo de pé em sua entrada no ringue não foi em vão.

Depois de passar dois meses treinando com Sakuraba, que já enfrentara o curitibano em três oportunidades, Yoshida endureceu com Wanderlei no 1o round, quando conseguiu clinchá-lo e levar a luta para o chão.

No 2o round, porém, o Mr. Pride partiu com tudo para cima do japonês, que mesmo impressionando a todos ao aceitar a trocação, acabou cansando virando presa fácil para os ataques do brasileiro, que venceu na decisão dos juízes e partiu bastante desgastado para a final.

CINTURÃO COM BURSITE TENDINITE

No intervalo fui ao vestiário de Wanderlei onde Sérgio Cunha fazia uma massagem no campeão sob os olhares atentos do mestre Rudimar, Rafael Cordeiro e Cristiano Marcelo. Ali fiquei sabendo que além do cansaço, Wanderlei estava com duas contusões sérias, uma bursite no cotovelo e uma tendinite no biceps, que o impediram de treinar nas últimas semanas. Mesmo assim o clima no vestiário era de vitória. Foi aí que vi a diferença que faz a cojugação da boa cabeça de um lutador e um bom córner. “Este cinturão é seu campeão e não tem quem tire… Heeeeyyyy”, gritavam os mestres Rafael e Rudimar a todo instante, enquanto Wanderlei parecia tirar uma soneca.

Enquanto isso do lado de lá, Rampage, também vinha de uma luta dura a diferença é que talvez não tivesse a experiência de Wanderlei, que já havia lutado dois torneios no Brasil, fazendo três lutas na mesma noite e sem luvas. Nesta hora o psicológico faz a diferença. E fez.

A última luta da noite, vinha cercada de muita expectativa uma vez que no Pride 25, oito meses antes, após nocautear Randleman, Quinton desafiara Wanderlei ao microfone. “Quero você garoto”. Na oportunidade brasileiro subiu ao ringue e o empurrou dizendo: “Este ringue é meu”. Esta cena foi amplamente mostrada pelos japoneses e acabou sendo excelente para aumentar ainda o entusiamo com a final.

Wanderlei começou com a agressividade de sempre, mas Rampage conseguiu derrubá-lo chegando ao sem quilos, de onde passou a desferir joelhadas e socos. Já com um pequeno corte no supercílio Wand repos a guarda e dominou os braços do oponente, recebendo um cartão amarelo, mas conseguindo o que queria: voltar a luta em pé.

A partir daí Wanderlei partiu para cima e, após atacar com serie de socos, dominou o pescoço do americano e acertou uma joelhada. Quinton riu e recebeu como resposta dois diretos. Foi então que o curitibano acertou mais duas joelhadas e alguns dietos que obrigaram o juiz a interromper definindo o campeão do GP a 6min40s do 2o round. “Fiquei parado seis meses devido a operação no joelho, como era o campeão da categoria, poderia ter ficado de fora esperando o campeão do GP, mas fiz questão de lutar, porque este é o preço que o campeão tem que pagar, os covardes se sentem bem por não serem ameaçados. Ganhar ou perder é detalhe o importante é que partir para dentro”, declararia Wanderlei no vestiário, logo após a luta.

A REVANCHE COM BELFORT – Já naquela época Wanderlei cogitava fazer uma revanche com Belfort, caso este vencesse Couture no UFC. “Eles estão querendo unificar os cinturões dos dois eventos, se o vitor vencer o Couture sera um prazer bater gostoso nele, sera um prazer nocauteá-lo. Quero provar que aquela primeira luta foi um lapso. Entretanto só aceito enfrentá-lo se for campeão do UFC. Para encostar a mão no Silva agora só com o cinturão, senão vá para o final da fila”, me disse a época o campeão do GP. Quem diria que 17 anos depois esta novela ainda estaria em cartaz.

VÍTIMA DA GUERRA FRIA

Naquela época, a guerra entre as equipes brasileiras Chute Boxe e BTT, marca registrada do Pride, também se refletia nos bastidores, onde os managers Motoko Ushida (BTT) e Koichi Kawasaki (Chute Boxe) viviam se bicando.

Infelizmente neste Pride eu acabei sendo a vítima. Ao ver a manager do BTT me ajudando a preencher os papéis de credenciamento, Kawasaki, quis mostrar seu poder e arquitetou junto a organização que negassem o meu credenciamento para fotografar a beira do ringue (como já conseguira em 3 outras edições). Apesar da cobertura jornalística ser interessante para ambas as equipes e nada ter a ver com politicagens, o líder da Chute Boxe nada fez para reverter o quadro, o que me deixou muito chateado, afinal de contas eu era o único fotógrafo brasileiro no evento.

Mas numa noite histórica daquela, marcada pela capacidade de superação de dois guerreiros brasileiros, sabia que não poderia esmorecer. Sem condições de fazer boas imagens no local onde me credenciaram “a quilometros do ringue” decidi usar a minha “criatividade brazuca”. Aproveitei a distração dos seguranças na hora em que as luzes se apagaram para a cerimônia de abertura e escalei uma torre que servia de base para as cameras que passavam por cima do ringue. Não foi o ideal, como seria a ringside, mas pelo menos de lá consegui imagens de um ângulo diferente que acabaram rendendo a capa da revista Tatame. Vale ressaltar que mesmo com toda a perseguição do Sr. Kawasaki e omissão da equipe curitibana, Wanderlei foi estampado na capa daquela edição histórica. 

Glória Maria: “Nunca vi algo tão gradioso quanto o Pride”

Considerada a mais importante e influente repórter da Rede Globo naqueles tempos, Glória Maria chegou ao Japão com a certeza que faria uma matéria sobre a popularidade dos lutadores brasileiros no Japão. “Toda a direção da Globo, assim como eu, é absolutamente contra qualquer tipo de violência… Mas não vim aqui mostrar a luta, até porque não considero o Vale-Tudo um esporte”, me disse a repórter durante o café da manhã dois dias antes do evento.

Mas após conhecer Wanderlei e Minotauro e acompanhar de perto a idolatria dos fãs japoneses numa reportagem onde os dois se enfrentavam no videogame, a jornalista foi mudando de opinião. “Eu tinha uma imagem dos lutadores como trogloditas, o surpreendente foi perceber que não é nada disso. Conheci rapazes normais e inteligentes”.

No dia da luta Glória, após assitir a uma orquestra sinfônica com quase 60 componentes fazendo a abertura do Pride para quase 70 mil fãs totalmente ensandecidos, a jornalista  já parecia hipnotizada. “Já vi shows e espetáculos no mundo inteiro e nunca vi algo tão gradioso quanto isso”.

Quando as lutas começaram, a profissional deu lugar a torcedora e Glória simplesmente perdeu a linha. “Nos dias que antecederam o Pride eu convivi com cada um dos lutadores acompanhando as dificuldades e superações, por isso veio uma coisa meio de novela, porque todos os brasileiros começaram mal. O Murilo perdeu, ai o Wanderlei teve dificuldades com o Yoshida, naquele momento eles não eram mais lutadores distantes, eram amigos próximos que eu tinha feito, então quando vi meus amigos em dificuldades, é claro, torci, gritei… Na luta do Rodrigo eu xinguei tanto aquele Croata. No final foi maravilhoso, o Rodrigo virou a luta e venceu e o Wanderlei idem. Foi realmente muito emocionante, surpreendente eu nunca imaginei que pudesse torcer tanto numa luta”, disse Glória, que já na conferência de imprensa se assumia como fã.

“Para mim foi a descoberta de um esporte, uma modalidade de luta que, te confesso, odiava e agora dou a mão a palmatória. Foi um espetáculo além de qualquer expectativa”.

O resultado de tanta motivação foi mostrado no Fantástico da semana sequinte. Após decupar mais de 8 horas de fita, a jornalista mostrou o MMA a milhões de brasileiros, em uma material excepcional de 6 minutos e totalmente despida de preconceitos.

A repercussão da reportagem foi tão boa que na semana seguinte Glória esteve na casa de Minotauro para mostrar aos fãs brasileiros como vivia aquele ídolo tão conhecido no Japão e ainda desconhecido no Brasil.

No final, depois da reportagem que fez na casa de Minotauro a jornalista, do alto de seus 25 anos de experiência, me revelou ter aprendido uma lição: “a gente nunca deve julgar as coisas pela aparência e nem à distância, temos que entrar no olho do furacão para ver como ele é”.

Fotos: Marcelo Alonso e Susumu Nagao.

 

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Charles do Bronx dispara: ‘É um desrespeito o Chandler ser cotado para o cinturão’ https://www.portaldovaletudo.com.br/charles-do-bronx-ataca-rivais-e-dispara-e-um-desrespeito-o-chandler-ser-cotado-para-o-cinturao/ Tue, 22 Sep 2020 17:32:42 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=20126

Maior finalizador da história do Ultimate e vindo de sete vitórias seguidas, Charles do Bronx vive uma situação inusitada na organização. Ávido pela oportunidade de lutar contra um atleta que figura entre o Top 5 dos pesos-leves, o paulista considera que muitos estão “fugindo” dele. Em sua opinião, eles estão fazendo de tudo para não […]

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Maior finalizador da história do Ultimate e vindo de sete vitórias seguidas, Charles do Bronx vive uma situação inusitada na organização. Ávido pela oportunidade de lutar contra um atleta que figura entre o Top 5 dos pesos-leves, o paulista considera que muitos estão “fugindo” dele. Em sua opinião, eles estão fazendo de tudo para não enfrentá-lo neste momento.

“Estão falando que o Dustin Poirier não quer lutar. Tá fazendo o que no UFC então? O Dan Hooker disse que luta em novembro, eu topo lutar também. Ele não disse que eu era o próximo? Eu também acho que ele é o próximo pra lutar comigo. Se a luta do cinturão cair, eu entro também, não tem problema. Tony Ferguson tá sem luta, por que não colocam ele pra lutar comigo? Eu luto contra qualquer um deles, mas eles querem lutar comigo? Vão continuar correndo?”, disparou Charles.

Nem mesmo o astro irlandês Conor McGregor, que não luta desde janeiro deste ano, foi poupado pelo pupilo de Diego Lima: “McGregor não sabe se aposenta ou não. Por que ele continua no ranking? Me põe pra lutar com ele! Afirmo que vou ser o primeiro cara a nocauteá-lo!”, desafiou Do Bronx.

A situação do brasileiro se tornou ainda mais desconfortável nesta semana, quando a organização anunciou a contratação de Michael Chandler, ex-Bellator, para ficar de sobreaviso caso Khabib Nurmagomedov ou Justin Gaethje tenham algum problema antes da disputa pelo cinturão da categoria no dia 24 de outubro.

“Eu acho a contratação dele boa para a categoria e para os lutadores. É mais um cara duro que vai entrar no meio de um monte de fera. Mas tem que chegar devagar, pois existe muita gente boa esperando. Eu acho um desrespeito ele ser contratado e já ser cotado para disputar o cinturão da divisão”, criticou o atleta da Chute Boxe São Paulo.

Na sexta colocação do ranking peso-leve, Charles do Bronx não desanima. Apesar de saber que é merecedor de uma oportunidade contra um dos grandes nomes da divisão, ele segue treinando com força total e sabe que seu momento irá chegar em breve.

“São sete vitórias seguidas, finalizando ou nocauteando. Eu preciso lutar contra adversários mais bem ranqueados para provar que mereço estar no topo. Basta eles quererem lutar comigo. Enquanto essa luta não sai, eu sigo treinando firme”, concluiu.

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Rakic, Kim, Ankalaev são os mais cotados do UFC neste sábado https://www.portaldovaletudo.com.br/rakic-kim-ankalaev-sao-os-mais-cotados-do-ufc-em-29-de-agosto/ Thu, 27 Aug 2020 21:33:51 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=18114

O UFC tem mais um evento neste sábado (29/08) em Las Vegas. A grande atração da noite é o duelo entre Anthony Smith e Aleksandar Rakic. Confira abaixo os odds do MMA para este e outros embates. Peso meio-pesado – (R$ 3,40) Anthony Smith x Aleksandar Rakic (R$ 1,33) Na luta principal da noite é […]

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O UFC tem mais um evento neste sábado (29/08) em Las Vegas. A grande atração da noite é o duelo entre Anthony Smith e Aleksandar Rakic. Confira abaixo os odds do MMA para este e outros embates.

Peso meio-pesado – (R$ 3,40) Anthony Smith x Aleksandar Rakic (R$ 1,33)

Na luta principal da noite é Aleksandar Rakic que chega como favorito, pagando R$ 1,33 por real aplicado, segundo dados do Odds Shark. Atual número 9 do Peso meio-pesado, ele até vem de derrota para Volkan Oezdemir, mas antes disso acumulava quatro triunfos seguidos, sendo que dois por nocautes.

Anthony Smith, por sua vez, até vem melhor no ranking, em 5º lugar, porém, atravessa período instável, com dois reveses nas últimas quatro apresentações. Com isso corre por fora, oferecendo R$ 3,40 para R$ 1,00.

Peso meio-pesado – (R$ 1,30) Magomed Ankalaev x Ion Cutelaba (R$ 3,50)

Só que quem chega ainda mais cotado para vencer é Magomed Ankalaev, o que rende R$ 1,30 para cada real nas casas de apostas esportivas. O russo atravessa uma fase espetacular, com quatro triunfos consecutivos. Na última, em fevereiro deste ano, conseguiu um nocaute para cima do próprio Ion Cutelaba, com apenas 38 segundos do primeiro round. Desta forma, o atleta da Moldávia é azarão, pagando R$ 3,50 para R$ 1,00.

Peso palha – (R$ 3,50) Alexa Grasso x Ji Yeon Kim (R$ 1,30)

Rendendo os mesmos R$ 1,30 para R$ 1,00 está Ji Yeon Kim. Isso acontece porque embora a sul-coreana até atravesse uma fase ruim, o rendimento é superior ao de Alexa Grasso, inclusive chegando de vitória diante de Nadia Kassem, em outubro do ano passado. Enquanto Grasso foi superada por Carla Esparzo exatamente um mês antes. A recuperação neste sábado em Las Vegas dá R$ 3,50 por real investido.

Peso pena – (R$ 2,00) Ricardo Lamas x Bill Algeo (R$ 1,80)

Já o duelo mais equilibrado é entre Bill Algeo e Ricardo Lamas, no qual o retorno mínimo neste embate é de 80% de lucro nos sites de apostas esportivas. O valor é pago em caso de vitória de Algeo, que chega para a estreia no UFC com um cartel de respeito, com 13 vitórias em 17 lutas. Do outro lado Lamas tem que por fim a má fase, após perder três das quatro lutas nos últimos três anos.

Peso meio-médio – (R$ 3,00) Robbie Lawler x Neil Magny (R$ 1,40)

Também pelo Card Principal, Neil Magny dá R$ 1,40 para cada real com um triunfo. O lutador está em grande fase, com quatro vitórias em cinco lutas. Enquanto Robbie Lawler é uma grande zebra após ter perdido três seguidos e com isso rende R$ 3,00 para R$ 1,00.

Como apostar?

Para lucrar com as apostas esportivas e já investir neste evento em Las Vegas é fácil. Basta fazer um cadastro no Bodog, preenchendo informações de contato e endereço. É preciso também criar um login com email e senha. Na sequência é só efetuar um depósito com o valor que você desejar aplicar nos embates e dar os seus palpites.

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Veja o quanto rendeu cada luta do UFC Munhoz x Edgar

Duelo decisivo entre Cormier e Miocic garantiu cifras altas

Veja as lutas e as cotas para os duelos do UFC deste sábado (29/08), em Las Vegas, nos Estados Unidos

CARD PRINCIPAL (22h, horário de Brasília):

Peso meio-pesado – (R$ 3,40) Anthony Smith x Aleksandar Rakic (R$ 1,33)

Peso meio-médio – (R$ 3,00) Robbie Lawler x Neil Magny (R$ 1,40)

Peso palha – (R$ 3,50) Alexa Grasso x Ji Yeon Kim (R$ 1,30)

Peso pena – (R$ 2,00) Ricardo Lamas x Bill Algeo (R$ 1,80)

Peso meio-pesado – (R$ 1,30) Magomed Ankalaev x Ion Cutelaba (R$ 3,50)

CARD PRELIMINAR (19h, horário de Brasília):

Peso médio – (R$ 2,10) Maki Pitolo x Impa Kasanganay (R$ 1,72)

Peso palha – (R$ 1,30) Mallory Martin x Hannah Cifers (R$ 3,50)

Peso médio – (R$ 1,80) Alessio di Chirico x Zak Cummings (R$ 2,00)

Peso pena – (R$ 3,00) Alex Caceres x Giga Chikadze (R$ 1,40)

Peso palha – (R$ 2,00) Polyana Viana x Emily Whitmire (R$ 1,80)

Peso meio-médio – (R$ 1,25) Sean Brady x Christian Aguilera (R$ 4,00)

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Pedro Munhoz é favorito nas casas de apostas contra Frankie Edgar no UFC https://www.portaldovaletudo.com.br/pedro-munhoz-e-favorito-nas-casas-de-apostas-contra-frankie-edgar-no-ufc/ Wed, 19 Aug 2020 22:57:39 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=18039

O UFC segue em Las Vegas e a grande atração deste sábado (22/08) é o embate entre Pedro Munhoz e Frankie Edgar. Confira o que esperar desta luta e das demais do Card Principal, além dos odds do UFC.  (R$ 1,40) Pedro Munhoz x Frankie Edgar (R$ 3,00) Apesar de ter perdido em junho do […]

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O UFC segue em Las Vegas e a grande atração deste sábado (22/08) é o embate entre Pedro Munhoz e Frankie Edgar. Confira o que esperar desta luta e das demais do Card Principal, além dos odds do UFC

(R$ 1,40) Pedro Munhoz x Frankie Edgar (R$ 3,00)

Apesar de ter perdido em junho do ano passado, para Aljamain Sterling, Pedro Munhoz aparece como o mais cotado para a grande luta da noite, contra Frankie Edgar. Isso acontece principalmente porque antes deste revés, Munhoz acumulou três triunfos seguidos, sendo que dois por nocautes ainda no primeiro round. Ganhando novamente neste sábado rende R$ 1,40 por real aplicado nas casas de apostas esportivas.

Já Edgar, que chega de duas derrotas consecutivas, corre por fora, oferecendo R$ 3,00 para R$ 1,00.

(R$ 1,08) Mariya Agapova x Shana Dobson (R$ 8,00)

Ó que quem aparece como a mais cotada da noite é Mariya Agapova, dando R$ 1,08 para cada real. Afinal, estamos falando de uma lutadora que só sofreu uma derrota na carreira e que estreou com vitória no UFC neste ano, diante de Hannah Cifers. Enquanto Shana Dobson amarga três derrotas seguidas e não sabe o que é ganhar desde 2017, ficando como grande zebra do evento, pagando R$ 8,00.

(R$ 3,00) Marcin Prachnio x Mike Rodriguez (R$ 1,40)

Quem também merece atenção é Mike Rodriguez. O norte-americano tenta se recuperar de uma derrota por nocaute para Da Um Jung, em dezembro do ano passado e tem boa chance de ter sucesso, pois enfrenta um adversário que não atua desde setembro de 2018 e que antes disso havia sido derrotado duas vezes seguidas. Confirmando a expectativa, Rodriguez garante R$ 1,40 por real aplicado, enquanto Marcin Prachnio dá R$ 3,00.

(R$ 2,10) Ovince St.Preux x Alonzo Menifield (R$ 1,72)

Já o duelo mais equilibrado é entre Ovince St. Preux e Alonzo Menifield, no qual o retorno mínimo é de 72% de lucro nos sites de apostas esportivas. O valor é pago em caso de triunfo de Menifield, que conta com apenas uma derrota em 10 apresentações no MMA. St. Preux, por outro lado, vive péssima fase, com três reveses nas últimas quatro lutas.

(R$ 1,53) Daniel Rodriguez x Takashi Sato (R$ 2,62)

Completa o Card Principal Daniel Rodriguez contra Takashi Sato. Aqui, o favoritismo é todo do norte-americano, que ganhou todos os últimos oito compromissos e que se ganhar neste sábado paga R$ 1,53 para cada real, segundo dados do Odds Shark. Sato, por sua vez, tenta manter a boa fase após recuperar o caminho das vitórias neste ano, batendo Jason Witt, com um nocaute no primeiro round. Um novo triunfo vale R$ 2,62.

Como apostar?

Para começar a lucrar com as casas de apostas esportivas e já investir neste evento em Las Vegas é simples. Basta fazer um cadastro no Bodog, criando um login com email e senha. Na sequência é só efetuar um depósito com o valor que você desejar aplicar nos embates e dar os seus palpites.

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Veja o quanto rendeu cada luta do UFC Lewis x Oleynick

Card Preliminar do UFC na Ilha da luta garantiu cifras altas

Veja as lutas e as cotas para os duelos do UFC deste sábado (22/08), em Las Vegas, nos Estados Unidos

CARD PRINCIPAL (21h30, horário de Brasília):

Peso galo – (R$ 1,40) Pedro Munhoz x Frankie Edgar (R$ 3,00)

Peso meio-pesado – (R$ 2,10) Ovince St.Preux x Alonzo Menifield (R$ 1,72)

Peso meio-pesado – (R$ 3,00) Marcin Prachnio x Mike Rodriguez (R$ 1,40)

Peso mosca – (R$ 1,08) Mariya Agapova x Shana Dobson (R$ 8,00)

Peso meio-médio – (R$ 1,53) Daniel Rodriguez x Takashi Sato (R$ 2,62)

CARD PRELIMINAR (18h30, horário de Brasília): 

Peso palha – (R$ 2,25) Amanda Lemos x Mizuki Inoue (R$ 1,66)

Peso leve – (R$ 2,25) Austin Hubbard x Joe Solecki (R$ 1,66)

Peso meio-médio: Dwight Grant x Adversário a ser anunciado

Peso meio-pesado – (R$ 2,00) Ike Villanueva x Jordan Wright (R$ 1,80)

Peso meio-médio – (R$ 1,80) Carlton Minus x Matthew Semelsberger (R$ 2,00)

Peso galo – (R$ 1,18) Timur Valiev x Mark Striegl (R$ 5,00)

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No aniversário da Lei Maria da Penha, LBV entrega kimonos para professoras do projeto Empoderadas https://www.portaldovaletudo.com.br/no-aniversario-da-lei-maria-da-penha-lbv-entrega-kimonos-para-professoras-do-projeto-empoderadas/ Wed, 19 Aug 2020 10:32:47 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=18011

Entusiasta das artes marciais como ferramenta de transformação social, a Legião da Boa Vontade – em parceria com a Super Rádio Brasil AM 940 e a Prime Esportes – doou diversos kimonos para as professoras do Empoderadas, projeto social apoiado pela Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Rio de Janeiro, que dá assistência a […]

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Projeto atende a mulheres no estado do RJ – Foto: Leonardo Fabri

Entusiasta das artes marciais como ferramenta de transformação social, a Legião da Boa Vontade – em parceria com a Super Rádio Brasil AM 940 e a Prime Esportes – doou diversos kimonos para as professoras do Empoderadas, projeto social apoiado pela Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Rio de Janeiro, que dá assistência a mulheres vítimas de violência e as ensina técnicas de defesa pessoal . A entrega das armaduras aconteceu nesse final de semana, na academia Tico Jiu-Jitsu, na Ilha da Gigóia, no Rio de Janeiro, em meio a comemoração de 16 anos da criação da Lei Maria da Penha.

Além da entrega dos kimonos, o local também foi palco de demonstrações de técnicas de defesa pessoal, interação entre professoras e alunas e palestras da psicóloga Nathalie Bezerra de Mello e de policiais militares do programa Patrulha Maria da Penha. Líder do Empoderadas, que hoje atende a cerca de 4 mil mulheres no estado do Rio de Janeiro, a faixa preta de Jiu-Jitsu Erica Paes exaltou a parceria entre as instituições. 

“Além dos kimonos, a gente também conseguiu apoio da LBV para fortalecer as atendidas pela Patrulha Maria da Penha, então a gente tem conseguido ajudar muitas famílias com cestas de alimentos e kits de limpezas graças a esta parceria iluminada. Já foram quase 10 toneladas de mantimentos entregues em todo o estado do Rio”, destacou a ex-lutadora de MMA, que fundou o projeto em 2015. 

Integrante do Patrulha Maria da Penha, a cabo PM Nathália ressaltou a importância de ações do tipo para frear o aumento da violência contra a mulher, que teve uma alta neste período de pandemia. Segundo ela, programas como o Empoderadas são importantes para elevar a confiança das mulheres.

Campanha sinal vermelho foi lançada em junho – Foto: Leonardo Fabri

“É um excelente projeto porque ele agrega. Além de trazer informações, ele ensina as mulheres a se defenderem com aulas de defesa pessoal gratuita. Isso é muito importante, não apenas para ensiná-las a se defender, mas também para elevar a autoestima”, disse a policial, que também falou da campanha Sinal Vermelho. 

“Com um ‘X’ vermelho desenhado na palma da mão, seja com caneta, batom ou qualquer outra coisa, a mulher vítima de violência pode ir a uma farmácia e pedir socorro sem se expor. Treinados, os atendentes entrarão em contato com a polícia. No site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem o nome das farmácias participantes”, explicou. 

Faixa preta precisa de ajuda

Uma das professoras do Empoderadas teve a casa incendiada no início deste mês e acabou perdendo tudo o que tinha. Para ajudá-la, o projeto está recebendo doações de móveis, objetos domésticos, roupas e também em dinheiro. Quem puder ajudar pode entrar em contato através do instagram @empoderadas.rj ou do telefone 24 992932125 (falar com Marjory Santos).

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Chateado pelo primeiro revés no UFC, Herbert Burns planeja luta de recuperação ainda este ano: ‘Essa derrota não vai me parar’ https://www.portaldovaletudo.com.br/chateado-pelo-primeiro-reves-no-ufc-herbert-burns-planeja-luta-de-recuperacao-ainda-este-ano-essa-derrota-nao-vai-me-parar/ Wed, 19 Aug 2020 10:27:20 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=18009

Herbert Burns viu sua sequência de vitórias ser quebrada por Daniel Pineda no último sábado, pelo UFC 252, realizado em Las Vegas, EUA. Foi apenas a terceira derrota do brasileiro em sua carreira, a primeira dentro da organização. Apesar da chateação pelo resultado, ele garante que vai manter o trabalho que vem sendo desenvolvido dentro […]

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Peso-pena brasileiro sucumbiu diante do experiente Daniel Pineda e vai precisar voltar algumas casas dentro da divisão – Foto: Arquivo Pessoal

Herbert Burns viu sua sequência de vitórias ser quebrada por Daniel Pineda no último sábado, pelo UFC 252, realizado em Las Vegas, EUA. Foi apenas a terceira derrota do brasileiro em sua carreira, a primeira dentro da organização. Apesar da chateação pelo resultado, ele garante que vai manter o trabalho que vem sendo desenvolvido dentro de sua equipe e projetou uma luta de recuperação ainda em 2020, que seria a sua quarta apresentação no ano.

“Tiveram dois erros técnicos: perdi o controle no chão, faltou tentar levantar no primeiro round; e ser um pouco mais agressivo no ground and pound, não só tentar a finalização”, admitiu. “Mas não é porque aconteceu a derrota que eu tenho que mudar tudo. Tenho apenas que ajustar algumas coisas, pois muitas estão sendo feitas da forma correta. Não estou feliz, senti muito a derrota, mas nada que vá me parar. Vou voltar aos treinos, recuperar o que tem que recuperar, ajustar o que tem que ajustar e voltar no final do ano, novembro ou dezembro.”

Além dos erros supracitados, Herbert Burns também lembrou do curto tempo que teve para se preparar para a luta, algumas lesões que influenciaram e também o desgaste que teve para tentar atingir o peso limite da divisão, o que acabou não acontecendo.

“Vinha de uma sequência muito forte de treinamentos, vários camps seguidos e peguei a luta em cima da hora, com duas semanas, então tive pouco tempo de preparação, além de umas pequenas lesões que me impediram de treinar 100%. Mesmo assim acreditei na minha vitória a todo momento. Não consegui bater o peso e isso influenciou bastante no meu desempenho, porque dei a vida para perder o peso, e isso impactou na minha performance física”, explicou.

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Reila Gracie é a convidada do RESENHA PVT desta quinta-feira https://www.portaldovaletudo.com.br/reila-gracie-e-a-convidada-do-resenha-pvt-desta-quinta-feira/ Wed, 19 Aug 2020 09:46:11 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=17999

O RESENHA PVT desta semana está mais que especial. A convidada desta quinta-feira, 20, é Reila Gracie, autora do livro “Carlos Gracie: o criador de uma dinastia”, importante obra para o entendimento do Jiu-Jitsu e do Vale Tudo. O bate-papo ao vivo começa às 19h no canal do PVT no Youtube. Clique, acesse, se inscreva […]

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Filha de Carlos, Reila Gracie escreveu o principal livro da história da família – Foto: Arquivo Pessoal

O RESENHA PVT desta semana está mais que especial. A convidada desta quinta-feira, 20, é Reila Gracie, autora do livro “Carlos Gracie: o criador de uma dinastia”, importante obra para o entendimento do Jiu-Jitsu e do Vale Tudo. O bate-papo ao vivo começa às 19h no canal do PVT no Youtube. Clique, acesse, se inscreva e ative o sininho de notificação.

Filha de Carlos Gracie e mãe do multicampeão Roger Gracie, Reila vai abordar os pontos mais marcantes do livro, contar sobre a infância do pai, salientar a importância de Carlos e George para a família, explicar a influência de Conde Koma para o desenvolvimento do Jiu-Jitsu e outros pontos intrigantes da história do criador da maior dinastia de lutadores que se tem notícias.

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Thiago Marreta é o convidado do CONEXÃO PVT desta terça-feira https://www.portaldovaletudo.com.br/thiago-marreta-e-o-convidado-do-conexao-pvt-desta-terca-feira/ Mon, 17 Aug 2020 16:44:53 +0000 https://portaldovaletudo.com.br/?p=17947 A menos de um mês de seu retorno ao octógono, Thiago Marreta é o convidado do CONEXÃO PVT desta terça-feira, dia 18, ao vivo a partir das 16h.  Morando nos EUA há cerca de um mês, o meio-pesado, que enfrenta o compatriota Glover Teixeira no dia 12 de setembro, em Las Vegas, vai falar sobre […]

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A menos de um mês de seu retorno ao octógono, Thiago Marreta é o convidado do CONEXÃO PVT desta terça-feira, dia 18, ao vivo a partir das 16h. 

Morando nos EUA há cerca de um mês, o meio-pesado, que enfrenta o compatriota Glover Teixeira no dia 12 de setembro, em Las Vegas, vai falar sobre a luta, claro, e sobre o aguardado retorno.

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