Charles do Bronx dispara: ‘É um desrespeito o Chandler ser cotado para o cinturão’

Maior finalizador da história do Ultimate e vindo de sete vitórias seguidas, Charles do Bronx vive uma situação inusitada na organização. Ávido pela oportunidade de lutar contra um atleta que figura entre o Top 5 dos pesos-leves, o paulista considera que muitos estão “fugindo” dele. Em sua opinião, eles estão fazendo de tudo para não enfrentá-lo neste momento.

“Estão falando que o Dustin Poirier não quer lutar. Tá fazendo o que no UFC então? O Dan Hooker disse que luta em novembro, eu topo lutar também. Ele não disse que eu era o próximo? Eu também acho que ele é o próximo pra lutar comigo. Se a luta do cinturão cair, eu entro também, não tem problema. Tony Ferguson tá sem luta, por que não colocam ele pra lutar comigo? Eu luto contra qualquer um deles, mas eles querem lutar comigo? Vão continuar correndo?”, disparou Charles.

Nem mesmo o astro irlandês Conor McGregor, que não luta desde janeiro deste ano, foi poupado pelo pupilo de Diego Lima: “McGregor não sabe se aposenta ou não. Por que ele continua no ranking? Me põe pra lutar com ele! Afirmo que vou ser o primeiro cara a nocauteá-lo!”, desafiou Do Bronx.

A situação do brasileiro se tornou ainda mais desconfortável nesta semana, quando a organização anunciou a contratação de Michael Chandler, ex-Bellator, para ficar de sobreaviso caso Khabib Nurmagomedov ou Justin Gaethje tenham algum problema antes da disputa pelo cinturão da categoria no dia 24 de outubro.

“Eu acho a contratação dele boa para a categoria e para os lutadores. É mais um cara duro que vai entrar no meio de um monte de fera. Mas tem que chegar devagar, pois existe muita gente boa esperando. Eu acho um desrespeito ele ser contratado e já ser cotado para disputar o cinturão da divisão”, criticou o atleta da Chute Boxe São Paulo.

Na sexta colocação do ranking peso-leve, Charles do Bronx não desanima. Apesar de saber que é merecedor de uma oportunidade contra um dos grandes nomes da divisão, ele segue treinando com força total e sabe que seu momento irá chegar em breve.

“São sete vitórias seguidas, finalizando ou nocauteando. Eu preciso lutar contra adversários mais bem ranqueados para provar que mereço estar no topo. Basta eles quererem lutar comigo. Enquanto essa luta não sai, eu sigo treinando firme”, concluiu.