Equipes tradicionais do jiu jitsu disputam mais de R$200 mil em premiações no South America, da AJP, em Balneário de Camboriú

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Gracie Barra concorre à premiação - Foto: Divulgação

Ser um atleta de jiu jitsu em tempo integral no Brasil é um privilégio para poucos. A escassez de eventos profissionais aliada a falta de incentivo público e privado faz com que lutadores, há décadas, sejam obrigados a buscar atividades secundárias para bancar os custos básicos e alimentar seus sonhos. No entanto, o futuro é de otimismo. Nunca na história, a arte marcial difundida pelos Gracie recebeu tanto incentivo financeiro e de marketing como nos dias atuais. Muito disso, se deve a entrada dos sheiks árabes no mercado. Desde 2017, foram 74 eventos organizados em terras brasileiras pela Abu Dhabi Jiu Jitsu Pro (AJP), do Sheik Mohamed Bin Zayed, com um investimento estimado em R$20 milhões.

Gracie Barra concorre à premiação – Foto: Divulgação

Nos próximos dias 17, 18 e 19 de março, será a vez da AJP desembarcar no Sul do país. Balneário  Camboriú, em Santa Catarina, receberá o South America Continental Pro, um dos principais eventos do circuito. Serão mais de R$200 mil em premiações para atletas e equipes participantes.

“A AJP ocupa um lugar de prestígio hoje dentro do Jiu Jitsu por conta da nossa organização e por valorizarmos as estrelas do evento que são os atletas, os professores e as academias. O jiu jitsu no Brasil precisa ser tratado de forma profissional, e não com amadorismo. Investimos forte para dar as melhores condições a todos que sonham em viver do jiu jitsu”, explica o gaúcho Elias Eberhardt, representante da AJP no Brasil.

A expectativa da organização é que o evento ultrapasse a marca de 1.000 inscritos. Equipes tradicionais como Alliance e Gracie Barra já se mobilizaram para estarem em peso no evento. Um dos atrativos, obviamente, foi a premiação em dinheiro para atletas e equipes, como explica o faixa preta Rodrigo Fajardo, o Pimpolho, um dos líderes da Gracie Barra em Curitiba.

“A vida do atleta é muito difícil, muitos precisam treinar e trabalhar ao mesmo tempo. Por isso, fico muito feliz em ver um evento que visa a profissionalização do competidor, que cuida do crescimento do jiu jitsu como esporte também. Todos nós vislumbramos que um dia o atleta possa focar só nos treinos e competições, e não tenha que ter outro trabalho, ou tenha que dar aulas e correr atrás de seminários para obter alguma renda. Isso não é bom. Por isso, vamos em peso para o evento. Temos que valorizar quem nos valoriza. E, hoje, enxergamos e apoiamos o investimento e o projeto de crescimento da AJP para os envolvidos no esporte”, afirma Pimpolho.

Figura marcante nos eventos da AJP, Fajardo construiu uma carreira sólida como atleta. Foi campeão europeu, sulamericano e pódio nas principais competições do mundo. Questionado se iria competir o South America Continental Pro, Pimpolho revelou ter outros planos para 2023.

“Meus planos hoje estão mais voltados para a área de treinador, a ideia é ser mais coach, trabalhar na formação de novos atletas, novos professores e ajudar na evolução do esporte como um todo. Já estou há muito tempo nessa batida, conquistei coisas importantes, agora é a vez de tentar retribuir um pouco e dar a vez para a nova geração. Quero me dedicar mais aos meus alunos, a ideia é estarmos presentes em todas as etapas da AJP”, revela Fajardo, que apresenta um pouco da sua rotina no instagram @pimpolhogb.

Os campeões dos absolutos profissionais receberão R$ 5 mil e ainda terão todos os custos pagos pela AJP para disputarem o Grand Slam, no Rio de Janreiro. Já as três melhores equipes receberão a premiação de R$ 5mil, R$2,5mil e R$1,5mil, respectivamente.

As inscrições para o South America Continental Pro podem ser feitas até o próximo dia 10, no próprio site da organização (ajptour.com/pt_BR/event/683).