Um confronto entre atletas de graduações diferentes será uma das atrações do Turris Invitational, marcado para 14 de novembro, no Rio de Janeiro. Aos 16 anos, o faixa-azul Isaque Lima enfrentará o faixa-preta Felipe Porto Schiavon, da Fight Sports, em uma luta casada de jiu-jitsu sem kimono (No Gi). Apesar da diferença de experiência, o adolescente, que já participa de grandes competições, aceitou o desafio após conversar com a família e os professores.

Felipe começou a treinar jiu-jitsu aos 12 anos, em Jacareí, no interior de São Paulo. Em 2017, mudou-se para Miami, nos Estados Unidos, para se dedicar integralmente à modalidade na Fight Sports, sob orientação de Roberto “Cyborg” Abreu e Vagner Rocha. Desde então, conquistou títulos no AJP Tour e subiu ao pódio em competições da Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF), incluindo Mundiais e Pan-Americanos.
Do outro lado estará Isaque, que vê no confronto com um adversário mais graduado a oportunidade de testar seu nível técnico e ganhar experiência competitiva.
“Enfrentar o Felipe, que é um faixa-preta com muito mais experiência, é uma oportunidade muito importante para mim. Tenho apenas 16 anos e ainda tenho muito a aprender. Quero chegar bem preparado, dar o meu melhor e aproveitar essa experiência para evoluir”, afirmou o jovem.
Para Felipe, a diferença de graduação não altera a maneira como pretende encarar o combate. O faixa-preta afirma que a preparação será a mesma adotada diante de qualquer outro adversário.
“Eu não olho para ele como um faixa-azul. Eu olho para ele como o adversário que ele é. Não fico colocando na minha cabeça esse peso de ‘sou faixa-preta, tenho que ganhar’. Minha preocupação é estar preparado, entrar tranquilo e fazer aquilo que eu sei fazer”, explicou.
O atleta da Fight Sports pretende adotar uma postura ofensiva, buscando impor seu jogo desde o início e aproveitar as oportunidades de finalização. Isaque, por sua vez, aposta no trabalho desenvolvido com seus professores para enfrentar um competidor que já acumula experiência em torneios internacionais.
Felipe também considera que o confronto pode mostrar o nível alcançado por atletas que começam a competir ainda na adolescência.
“Essa luta representa algo muito positivo para o Jiu-Jitsu. É uma oportunidade de colocar duas gerações diferentes frente a frente e mostrar como o esporte está evoluindo e como novos atletas estão surgindo cada vez mais cedo”, afirmou.
A primeira edição do Turris Invitational será realizada na Upper Arena e terá lutas casadas com e sem kimono, envolvendo competidores das categorias kids, juvenil, adulto e master.
A programação também contará com um GP No Gi, reunindo atletas das categorias juvenil e adulto, com premiação total de R$ 5 mil. O campeão receberá R$ 3 mil, enquanto o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado ganhará R$ 500.



