O Legacy Fighting Alliance (LFA) alcançou a marca de 400 atletas contratados pelo UFC ao longo de sua história e estabeleceu um novo recorde anual em 2026. Somente neste ano, 39 lutadores que passaram pela organização chegaram à principal liga de MMA do mundo, superando os 36 registrados em 2023. Com os números, o LFA mantém a liderança entre os eventos que mais revelaram atletas para o UFC, resultado de um trabalho de formação e desenvolvimento de talentos que também tem o Brasil como um de seus principais centros de atuação.
A evolução dos números mostra o crescimento da organização nos últimos cinco anos. Em 2022, foram 27 atletas contratados pelo UFC, número que subiu para 36 no ano seguinte. Após uma redução para 22 em 2024, o LFA voltou a registrar crescimento em 2025, com 31 lutadores. Em 2026, a marca chegou a 39 ainda em outubro, estabelecendo o melhor resultado anual da história da companhia.
O Brasil tem participação nessa trajetória. Dos 39 atletas contratados neste ano, pelo menos nove são brasileiros. A lista inclui Mateus Soares, Aieza Bertolso, Marcos Degli, Guilherme Uriel, Hector Santiago, Lucas Fernando, Jefferson Nascimento, Luis Francischinelli e Douglas Lapa. Entre eles, Aieza, Degli, Lucas e Jefferson conquistaram cinturões do LFA antes de chegarem ao UFC.
Foi justamente Douglas Lapa quem levou o LFA à marca de 400 contratados. O brasileiro garantiu seu vínculo com o UFC nesta terça-feira (13), durante o último episódio da temporada de 2026 do Dana White’s Contender Series (DWCS), programa comandado por Dana White para selecionar novos talentos para a organização.
A presença brasileira entre os contratados está ligada à atuação do LFA no país, onde a organização realiza eventos que permitem aos lutadores competir diante de adversários de diferentes níveis de experiência e ganhar visibilidade internacional. Parte desses atletas chega ao UFC por contratação direta, enquanto outros passam pelo Contender Series, no qual precisam convencer os dirigentes da organização a oferecer um contrato.
Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão atribui os resultados ao trabalho de desenvolvimento de atletas e à realização de eventos no Brasil, em parceria com governos que apoiam a promoção do esporte e a criação de oportunidades para novos competidores.
“O LFA tem um papel fundamental na formação de talentos, mas nosso trabalho também está ligado ao incentivo ao esporte no Brasil. Em parceria com os governos que acreditam neste projeto, conseguimos movimentar o cenário esportivo, promover inclusão social e criar oportunidades para atletas que muitas vezes não teriam acesso a uma estrutura desse nível. Desde que chegamos ao país, temos trabalhado para recuperar o espaço do MMA brasileiro e permitir que nossos lutadores cresçam de forma orgânica, com visibilidade e reconhecimento”, afirmou Feijão.
O dirigente também considera que a presença do LFA em diferentes cidades brasileiras contribui para ampliar o alcance das iniciativas esportivas e abrir espaço para atletas que enfrentam dificuldades para construir uma carreira profissional.
“Quando realizamos um evento, existe toda uma movimentação em torno do esporte. São atletas, treinadores, equipes e profissionais envolvidos, além da oportunidade de aproximar a população das competições. O apoio dos governos parceiros é importante para que esse trabalho aconteça e alcance cada vez mais pessoas. O Brasil tem um potencial esportivo enorme, e queremos continuar contribuindo para que novos talentos tenham condições de desenvolver suas carreiras e chegar às maiores organizações do mundo”, acrescentou.
A marca de 400 contratados amplia uma lista que já inclui nomes como Alex Pereira, Alexandre Pantoja, Carlos Prates, Gabriel Bonfim e Luana Santos, todos com passagens pelo LFA antes de competirem no UFC. O resultado de 2026 também supera os registros dos quatro anos anteriores, mesmo com mais de dois meses restantes para o encerramento da temporada.






