Paulão Filho falou da última edição do ADCC, do domínio de Gordon Ryan, da evolução dos americanos no grappling e das superlutas de boxe. Inclusive, ele apontou falhas do juiz na luta em que Popó nocauteou Pelé nesse domingo.
A disputa pelo cinturão do peso-mosca do Legacy Fighting Alliance 143 promete fortes emoções. Na próxima sexta-feira, em Recife, Karoline Martins, conhecida como “Mão de Pedra”, encara Gabriella Hermógenes no combate que vale o título interino dos moscas feminino e o sonho por uma vaga no UFC.
Karoline Martins tem um histórico de nove vitórias e quatro derrotas em 13 lutas disputadas na carreira. O apelido não esconde o seu principal atributo. Dos nove triunfos, três foram por nocaute e um por finalização. Para a disputa pelo cinturão, a carioca aposta em bastante trocação.
“Acredito que essa luta vá ser bem movimentada, com bastante trocação e com uma grande possibilidade de terminar com nocaute ou finalização, pois não descartamos a possibilidade de levar para o chão”, disse.
O histórico de Gabriella Hermógenes, a adversária pelo cinturão, é semelhante, também com quatro vitórias por nocaute ou finalização. Karoline Martins garante estar preparada para o duelo contra a compatriota e também carioca.
“Treinei muito para essa luta. Trabalhei muito meu grappling, trocação e preparação. Estou bem tranquila, um pouco ansiosa para o dia, aguardando para levar uma excelente luta para os telespectadores. Eles podem esperar uma verdadeira guerra no octógono”, completou Karol, que sonha com uma vaga no UFC.
“O LFA é um excelente evento que impulsiona os lutadores para o UFC. Sem dúvidas é uma excelente oportunidade”, finalizou.
A disputa pelo cinturão do peso-mosca feminino será a segunda luta principal do dia. O grande combate do evento será o título dos meio-pesados entre os brasileiros Bruno Lopes e Willyanedson Paiva.
O LFA 143 terá transmissão da TV Globo para todo o Nordeste e do Canal Combate para todo o Brasil.
Card principal
Peso-meio-pesado: Bruno Lopes x Willyanedson Paiva – disputa do cinturão meio-pesado
Peso-mosca feminino: Karoline Martins x Gabriella Hermógenes – disputa do cinturão interino peso-mosca
Peso-pena: Jair Jesuíno x José Delano – semifinal dos penas
Peso-leve: Augusto Matias x Marcelo Marques
Peso-pena: Gabriel Silva x Caio Machado
Peso-palha feminino: Rose Conceição x Mayara Thays
Peso pesado: Edinaldo Novaes x Maicon Douglas
Card preliminar
Peso-médio: Lucas Fernando x Fábio Aguiar
Peso-pena: Neto Oliveira x Leonardo da Silva
Peso-leve: Kauê Fernandes x José Arly
Peso meio-pesado: Victor Costa x Miguel Firmino
Peso-mosca feminino: Ingrid Silva x Natália Alves
Peso-mosca: Cassio Arduini x Luís Aguiar
Antes de chegarem aos grandes palcos do mundo das lutas, os lutadores brasileiros precisam passar por testes de fogo no cenário nacional, sem pompas, nem bolsas milionárias, mas com desafios de alto nível. Exemplo disso foi o Mesquita Combat, realizado no último final de semana na cidade de mesmo nome, na Baixada Fluminense.
Café faturou título no boxe (Foto: Divulgação)
Na luta principal, Leonardo Café conquistou o cinturão de boxe do evento. O triunfo veio em luta contra João Lucas, a quem o novo campeão já havia vencido. O resultado na revanche se repetiu.
“Estou muito feliz com este com mais esta vitória. Dedico esse título à minha equipe, Mesquita Boxe Team, e minha família”, disse, bastante emocionado, o novo campeão. “É só o começo. Tenho uma grande jornada pela frente, mas em breve vocês me verão nos maiores palcos do mundo, com certeza”, avisou Café.
O evento também promoveu boas lutas de MMA. Entre os destaques está o jovem Mateus “I’m Ready”, promessa da Usina de Campeões. O peso-pena chegou à terceira vitória seguida no MMA, todas por nocaute técnico no primeiro round. A vítima da vez foi José Victor Lobão.
Na luta coprincipal, Rafael “Baby” finalizou Wellington Mexicano com um mata-leão no primeiro round. Isadora também finalizou a adversária, Jessica Leão, mas com uma americana no segundo round. No MMA amador, vitória de Guilherme Couto sobre Kaiki Borges por decisão unânime.
“Estou muito feliz! A casa ficou cheia. O evento foi incrível, todas as lutas foram de tirar o fôlego”, celebrou Bete Tavares, idealizadora do evento.
Projeto social oferecerá aulas de diversas modalidades, incluindo wrestling (Foto: Divulgação)
Unidade responsável por especializar a Polícia Militar do Rio de Janeiro, o Centro de Instrução Especializada e Pesquisa Policial (CIEsPP), localizada no bairro de Ramos, inaugurou recentemente um dojô para a prática de diversas modalidades de artes marciais, tanto para o aprimoramento de policiais quanto para receber crianças e jovens de comunidades ao redor.
Projeto social oferecerá aulas de diversas modalidades, incluindo wrestling (Foto: Divulgação)
A estrutura foi montada numa parceria entre Legião da Boa Vontade, Super Rádio Brasil AM 940, Prime Esportes, Boomboxe e Tintas Nacional, pool que, desde 2009, instalou salas de treinamento de lutas em diversas unidades de forças de segurança no estado do Rio de Janeiro, incluindo Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal. Além disso, também patrocina dezenas de projetos sociais.
“Segurança pública não se faz apenas com a força”, lembra a capitã Paula Mendes. “A prevenção é fundamental. Por isso, a Secretaria de Estado de Polícia está sempre atenta a projetos que possam dar oportunidades aos jovens, a ações que os encaminhem a uma direção certa. O objetivo dessa sala de lutas é atender os jovens que moram nas comunidades adjacentes, como a Roquette Pinto e Maré”.
A maioria dos professores que levarão os ensinamentos técnicos e filosóficos das artes marciais aos jovens das comunidades vizinhas é formada por policiais militares graduados em suas respectivas modalidades de luta.
“Estamos sempre em contato com as escolas em nosso entorno, que nos atentaram para a importância desse tipo de incentivo, de novas experiências aos jovens. Nossos policiais que ficarão à frente do projeto são formados em educação física, são lutadores e darão aulas de qualidade e com uma estrutura de alto nível, de graça, em prol do futuro dessas crianças e da sociedade”, destaca a capitã.
Todas as salas de lutas inauguradas pela LBV e seus parceiros possuem um padrinho. A do CIEsPP é o presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated-RJ), Hugo Gross, que é faixa preta de jiu-jitsu do mestre Fernando Pinduka, faixa-vermelha formado por Carlson Gracie.
“Fiquei muito feliz pelo convite, porque sou um admirador do trabalho da LBV e da Polícia Militar. Adoro participar de eventos de cunho social, acho muito importante. A Sated-RJ é uma grande apoiadora desse tipo de ação, inclusive voltada ao esporte, até porque esporte é cultura. A Sated-RJ se sente honrada por fazer parte disso”, exaltou Hugo Gross.
“O jiu-jitsu mudou a minha vida, me passou segurança, uma sensação de bem-estar, me deu autocontrole, autoconfiança e melhorou minha autoestima. Além disso, as artes marciais realmente tem o poder de tirar as pessoas do mau caminho”, completou o faixa-preta.
Popó levou a melhor sobre o veterano do MMA (foto: José Tramontin /Athletico Paranaense)
Uma noite de gala unindo o esporte ao entretenimento: assim foi a segunda edição do Fight Music Show realizada neste domingo (25), em Curitiba (PR), na Arena da Baixada. Após uma intensa troca de provocações, Popó e Pelé Landy ficaram frente a frente no embate principal do FMS 2. De maneira inapelável, o boxeador baiano nocauteou o precursor do vale-tudo curitibano ainda no 1º round e levou milhares de fãs à loucura.
Também no movimentado card, Cris Cyborg estreou com vitória em grande luta contra Simone Silva e Dynho Alves chocou a internet ao nocautear Christian Figueiredo de forma devastadora no duelo de influenciadores. Definitivamente, um show para cerca de 7 mil pessoas no estádio do Athletico Paranaense.
Duelo de lendas consagra Popó
Popó levou a melhor sobre o veterano do MMA (foto: José Tramontin /Athletico Paranaense)
O entrevero na pesagem de sábado (24) já dava o tom de que a luta principal não seria propriamente de exibição. Com “sangue nos olhos”, Popó foi agressivo desde o primeiro momento do duelo e mostrou que o poder de nocaute está em dia, não dando chances para Pelé Landy com apenas 1 minuto e 25 segundos do 1º round. Uma vitória como nos tempos áureos, bem característica do pugilista que encantou o mundo. Após ter o braço levantado, a lenda do boxe desabafou:
“Tenho quatro títulos mundiais, fiz 10 defesas de cinturão e já passei por muitas provocações, mas quando mexem com o ego nosso, da minha família, da minha mãe, aí mexeu com meu coração. Esse nocaute foi pela honra da minha família e um presente pelos meus 47 anos, que completei nesta semana”, declarou Popó ainda no ringue.
Dynho vence Figueiredo e desafia Whindersson
Valendo o cinturão dos influenciadores, o duelo repleto de expectativa entre Dynho Alves e Christian Figueiredo terminou de forma surpreendente. O dançarino impôs um nocaute avassalador ao youtuber em uma bonita sequência de jab e direto, levando o oponente à lona. A cena foi tão impactante que repercutiu intensamente nas redes e foi parar no topo dos trending topics do Twitter. Após o final da luta, os dois se abraçaram respeitosamente e deram um belo exemplo de como deve ser o esporte. E ainda teve tempo para Dynho, cheio de moral, desafiar Whindersson Nunes:
“Eu te admiro muito, mas eu estou lançando o desafio aqui pra você. O cinturão tá comigo, Whindersson, vem buscar! Eu te espero no FMS 3!”, provocou.
Card com estreia de Cyborg e nocautes plásticos
Em uma luta muito técnica, Cris Cyborg mostrou toda a sua categoria contra a experiente Simone Silva e levou a melhor na decisão dos juízes após oito rounds de trocação intensa. Foi a estreia da multicampeã de MMA no boxe e, com certeza, o primeiro de muitos capítulos da curitibana nos ringues. O card também teve como destaques Felipe Sertanejo derrotando Miltinho Vieira no tira-teima entre os dois, Chico Salgado brilhando diante de Sergio Bertoluci e Edivan Pé de Sapo como protagonista do nocaute mais plástico da noite, entre outros momentos marcantes na Arena.
Todo o show foi comandado pelo humorista Tirullipa, que novamente brilhou na figura já popular do “Bruce Lipa” (personagem em alusão a Bruce Buffer, announcer do UFC). Para fechar com chave de ouro, Wesley Safadão finalizou o espetáculo com seus sucessos e embalou o público curitibano. Sem dúvidas, o esporte foi valorizado de forma única junto ao entretenimento em uma noite inesquecível. Prova disso é que, mais uma vez, o FMS figurou entre os assuntos mais falados nas redes sociais.
FIGHT MUSIC SHOW 25 de setembro de 2022 Arena da Baixada – Curitiba (PR)
RESULTADOS OFICIAIS:
CARD PRINCIPAL (BOXE)
Acelino Popó Freitas venceu Pelé Landy por nocaute (1º round)
Cris Cyborg venceu Simone Silva por decisão
Dynho Alves venceu Christian Figueiredo por nocaute (3º round)
Felipe Sertanejo venceu Miltinho Vieira por decisão
Chico Salgado venceu Sergio Bertoluci por nocaute (4º round)
CARD PRELIMINAR (MMA)
Diego Dias venceu John Allan por decisão
Luan Miau venceu William Patolino por nocaute (1º round)
Willian Malvadeza venceu Jackson Tortoro por decisão
Edivan Pé de Sapo venceu Alisson Vicente por nocaute (2º round)
Thor Silva venceu Gabriel Bonfim por nocaute (1º round)
Neste domingo (25), a partir das 17h, o Fight Music Show chega em grande estilo para a sua segunda edição, desta vez em um dos estádios mais modernos do país: a Arena da Baixada, casa do atual finalista da Libertadores. Além das estrelas das lutas principais, o card trará, também, nomes como Chico Salgado (personal trainer de famosos), Felipe Sertanejo, Miltinho Vieira e Thor Silva (filho do lutador Wanderlei Silva), entre outras feras. Tudo isso apresentado pelo humorista Tirullipa, com shows do cantor Wesley Safadão durante os intervalos. O canal Combate transmitirá o evento ao vivo e na íntegra, e os ingressos estão no último lote, podendo ser adquiridos no site oficial do Fight Music Show.
(Foto: Cahuê Miranda/Athletico Paranaense)
PESAGEM
Teve bate-boca entre lendas, encaradas intensas e um show de entretenimento na pesagem oficial do FMS 2 realizada na noite deste sábado (24), em Curitiba (PR). Com forte presença da imprensa, os protagonistas do espetáculo confirmaram as lutas e aqueceram o clima para o evento deste domingo (25). Estrelas do principal duelo da noite, Acelino Popó Freitas e Pelé Landy se “estranharam” na encarada e precisaram ser contidos pela segurança para não irem às vias de fato.
“Não é promessa, é dívida: ele vai cair, e vai ser por vocês!”, bradou Popó após o tumulto, prometendo nocaute.
“Curitiba, chegamos para ficar. O boxe não será o mesmo depois do Popó me conhecer. Eu vou nocautear!”, devolveu Pelé.
Das 11 lutas do card, 10 foram confirmadas sem maiores problemas na balança, à exceção do confronto entre Patrícia Alujas e Andressa Romero, que teve de ser retirado do evento devido ao fato da atleta paraguaia ter ficado quase seis quilos acima do limite do peso-palha. A forma física impecável de Cris Cyborg, estreante no boxe, também foi destaque, assim como as provocações entre os influencers Christian Figueiredo e Dynho Alves, que buscam “acertar as contas” no ringue e irão disputar o inédito Cinturão dos Influenciadores. O humorista Gui Santana, famoso por imitar diversos personagens, apresentou o evento junto a Mamá Brito, CEO do FMS, animando a plateia presente no estádio do Athletico.
Além das rivalidades acirradas, o Fight Music Show inovou ao trazer um desafio famoso internacionalmente: o Fight Slap Show, popularmente conhecido como Campeonato de Tapas na Cara.
Fight Music Show 2 Horário: 17h Data: 25/09/22 (Domingo) Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR)
CARD COMPLETO: BOXE: Acelino “Popó” Freitas x José Pelé Landy
Cris “Cyborg” Justino X Simone “Cat Woman” Silva
Dynho Alves X Christian Figueiredo
Felipe Sertanejo X Miltinho Vieira
Sergio Bertoluci x Chico Salgado
MMA:
John Allan X Diego Dias
William Patolino X Luan Miau
Jackson Tortora X Willian Malvadeza
Edivan Pé de Sapo X Alisson Vicente
Thor Silva x Gabriel Bonfim
Vinicio Antony participa do RESENHA desta terça - Foto: Arquivo Pessoal
Vinicio Antony não está empolgado para assistir ao desafio de boxe entre Acelino Popó Freitas e Pelé Landy, marcado para este domingo, no Fight Music Show 2, que será realizado na Arena da Baixada, em Curitiba. Para o especialista em luta em pé, melhor seria um duelo entre Popó e Vitor Belfort, que até chegou a ser cogitado.
Quatro meses após vencer Randleman no Pride 32, Shogun nocauteou Overeem
Muita gente vem comparando a suntuosidade e a mega produção da 14º edição do ADCC com o Pride. Pois curiosamente esta mesma arena (Thomas e Mack Center) onde foi realizado o ADCC na semana passada também sediou as duas últimas edições do Pride (32 e 33), que foram na realidade as últimas tentativas do evento japonês de se manter vivo, após as denúncias da ligação com a Yakusa que levaram a ruptura do contrato com a FUJI TV.
Dois anos após ser finalizado, Coleman teve a chance da revanche em casa
Texto e fotos Marcelo Alonso
A bombástica entrevista de Seiya Kawamata publicada no tabloide japonês Shukan Gendai em abril de 2006, onde o promotor confirmava oficialmente a ligação entre Pride e Yakusa (máfia japonesa), levou a uma crise sem precedentes no maior evento do mundo. A rescisão do contrato com a FUJI TV, que transmitia todas as edições ao vivo em TV aberta no Japão, precipitou um efeito cascata com a perda de quase todos os patrocinadores.
A cartada final da DSE (Dream Stage Entertainment) foi aproveitar o crescimento do mercado americano tentando realizar duas edições subsequentes do evento em Las Vegas com transmissão ao vivo para o Japão pela SkyPerfect (PPV). “América, é com muito orgulho e esforço que chegamos aqui trazendo pra vocês o maior e melhor show de MMA do mundo. O Pride veio pra ficar”, com estas palavras o presidente da DSE Nobuyuki Sakakibara, em inglês, abriu a conferência de imprensa, no dia 19 de outubro, onde foi realizada a pesagem dos lutadores no dia anterior ao Pride Real Deal, sem dúvida um marco na história do esporte.
Depois de quase cinco anos de negociações com a Comissão Atlética de Nevada, os japoneses finalmente desembarcaram na América, trazendo à tira-colo toneladas de equipamentos e uma equipe de 150 profissionais que tinham o desafio de repetir, pela primeira vez fora de casa, o espetáculo que fazem a cada dois meses no Japão desde 1997.
Quem pensava que a enorme popularidade do UFC nos Estados Unidos afetaria a estréia do concorrente japonês já começou a mudar de idéia na cerimônia de pesagem. “Quando poderíamos imaginar que um dia chegaríamos a Las Vegas, a capital do Boxe ? estamos diante de um momento histórico na história do MMA” dizia um emocionado Rudimar Fedrigo ainda impressionado com a quantidade de fãs e jornalistas que tomaram inteiramente o “Coliseu Romano” uma enorme área a frente do hotel Caesar Palace, onde os lutadores estavam hospedados.
Quase 12 mil americanos assistiram a histórica estréia do Pride na terra do Boxe
UFC COM RINGUE
Mas para fincar a bandeira do maior evento do mundo na terra do Boxe e do concorrente americano, UFC, os japoneses precisaram fazer uma série de concessões á Comissão Atlética de Nevada que não permitiu pisões, chutes no chão e exigiu que as lutas fossem divididas em três round de 5 minutos, transformando o Pride USA numa espécie de UFC com ringue.
O público que lotou os 12 mil assentos disponíveis no Thomas & Mack Arena no dia 21 de outubro não gostou das mudanças e demonstrou isso na abertura do show. Quando o anouncer avisou que pisões e chutes no solo eram proibidos o público mandou uma vaia ensurdecedora. Na abertura do evento, quando os lutadores são apresentados ao público num show de luzes, som e fogos, os americanos entenderam a diferença de evento de lutas e espetáculo. Que o diga a vendedora Jeniffer Montgomery, fã do UFC, que havia assistido Anderson Silva se sagrar campeão na semana anterior no UFC 64. “Ontem fui assistir o Circo de Soleil que até então tinha sido o maior show que já vi, mas hoje o Pride superou, o que estes japoneses fazem é impressionante, não dá pra comparar com o UFC que vi sábado passado”, garantiu boquiaberta a nova fã.
HENDO E SHOGUN: DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO
Para marcar com o pé direito o seu primeiro passo nesta tentativa de conquistar mercado americano a Dream Stage Entertainment (DSE) promoveu um evento recheado de lutadores americanos no card, uma espécie de USA contra o mundo. Abrilhantando o card estavam também os principais campeões do evento como Fedor Emelianenko (campeão dos pesados), Maurício Shogun (campeão do GP dos médios) e Dan Henderson (campeão dos meio médios).
As lutas estiveram aquém do que os fãs do Pride estão acostumados a ver, mas mesmo assim o show superou a maioria das edições do UFC.
Os americanos, fizeram bonito para a torcida vencendo 4 das 7 lutas disputadas contra estrangeiros. Dan Henderson (USA) venceu um apático Vitor Belfort (Brasil), por decisão dos juízes; Josh Barnett (USA), finalizou o judoca Pawell Nastula (Polônia) com uma chave de pé; Phil Baroni (USA) finalizou o boxer Nishijima (Japão); o grandalhão Eric Butterbean (USA) nocauteou Sean Ohare (Canada). As derrotas americanas vieram com Maurício Shogun (Brasil) que finalizou Kevin Randleman (USA) com uma chave de pé; kazuhiro Nakamura que venceu Travis Galbraith e na luta principal da noite onde o campeão Fedor Emelianenko (Russia) tratorizou o wrestler Mark Coleman (USA) finalizando-o com um armlock.
Quatro meses depois a organização voltou ao Thomas e Mack Center para a edição 33, que seria a derradeira. Depois de vencerem Randleman e Belfort com facilidade em outubro, Shogun e Dan Henderson voltaram a roubar a cena. Ao atleta da Chute Boxe só precisou de 3min37 para atropelar Overeem, enquanto Henderson nocauteou Wanderlei aos 2m08s do 3º round. Outro brasileiro que não tem boas recordações deste último Pride é Rogerio Minotouro que foi nocauteado em 23 segundos por Romeau Sokodjou.
As duas edições do Pride em Las Vegas foram um sucesso de bilheteria (cada um arrecadou 2milhões de dólares), mas um fracasso na televisão. Menos que cinquenta mil pacotes foram vendidos. O resultado decepcionante foi atribuído, na época, à cultura dos japoneses pouco habituados a eventos em pay-per-view e descontentes por ver um antigo orgulho nacional se mudar para os EUA. Diante da crise não havia mais o que fazer. Percebendo o bom momento a ZUFFA comprou o Pride em 2007, levando junto o contrato de seus principais lutadores, transformando o UFC no maior evento de MMA do mundo.
Sakakibara com os lutadores na conferencia no suntuoso Ceasar Palace
O palco do Pride foi o mesmo utilizado pelo ADCC 15 anos depois
encarada amistosa entre Hendo e Belfort
respeito na encarada entre Randleman e Shogun
Dois anos após ser finalizado, Coleman teve a chance da revanche em casa
Os fãs americanos sedentos para consumir produtos do maior evento de MMA do mundo
Fã americano apostando na derrota de Coleman contra Fedor
Quase 12 mil americanos assistiram a histórica estréia do Pride na terra do Boxe
O campeão da categoria até 83kg, Dan Henderson venceu o ex- ídolo do UFC, Vitor Belfort na decisão
Quatro meses após vencer Belfort, Hendo nocauteou Wanderlei no Pride 33
Shogun finalizou Randelman e sentiu a popularidade da Chute Boxe
Quatro meses após vencer Randleman no Pride 32, Shogun nocauteou Overeem
O no1 do Mundo, Fedor Emelianenko, não deu chances a Mark Coleman na luta principal da noite.
O no1 do Mundo, Fedor Emelianenko, não deu chances a Mark Coleman na luta principal da noite.
A cena das filhas de Coleman chorando no colo do pai deformado foram mostradas no telão e emocionaram toda a arena
Uma semana antes do Pride 32, Anderson Silva se sagrou campeão do UFC
Modalidade ainda teve os Jogos Universitários (Divulgação)
O Brasil tem os seus primeiros campeões brasileiros de Kickboxing Universitário. O primeiro campeonato chancelado pela Confederação Brasileira de Desportos Universitários abriu a semana da Copa Brasil de Kickboxing, em Maringá (PR). Os atletas e suas delegações participaram de dois grandes eventos entre os dias 4 e 7 de setembro. Além do primeiro campeonato universitário, houve o retorno da Copa Brasil.
O 1º Campeonato Brasileiro de Kickboxing Universitário foi grande marco para todos os participantes, afinal, os atletas puderam escrever seus nomes como pioneiros. A entrada do esporte no circuito de Lutas da CBDU é uma das grandes conquistas realizadas pela CBKB nos últimos anos. Agora é possivel afirmar que o Kickboxing é Olímpico e Universitário.
Modalidade ainda teve os Jogos Universitários (Divulgação)
Paulo Zorello, presidente da CBKB e Wako Panam (Confederação Pan Americana de Kickboxing) e vice-presidente da Wako (World Association of Kickboxing Organizations – Associação Mundial de Organizações de Kickboxing), falou sobre o Campeonato Universitário. “Já na primeira edição um bom número de atletas, um excelente número de universidades com representantes. Isso mostra que mais uma vez a CBKB oportunizou os seus filiados e está no caminho certo para o desenvolvimento do esporte em todo o território nacional. Essa divisão do esporte universitário era algo que a gente já buscava há algum tempo e tenho certeza que vai crescer muito. Nosso objetivo não é somente organizar o campeonato universitário dentro de um evento oficial da CBKB e sim participar do JUBs. Esse é o principal objetivo e, com certeza, conquistaremos”, destacou.
O Campeonato Brasileiro Universitário foi promovido em 4 de setembro. Puderam participar como atletas universitários os jovens de 18 a 25 matriculados em instituições de ensino superior. A modalidade disputada foi o Light Contact e os competidores participaram também da Copa Brasil, que foi realizada em sequência no mesmo local.
Foram 38 atletas inscritos, sendo um desclassificado na primeira etapa (pesagem oficial). Conforme a CBDU, 29 lutas foram realizadas, divididas em cinco categorias. Duas femininas: até 60kg e até 70kg. Três masculinas: até 69kg, até 79kg e até 89kg. Os atletas participantes representaram 26 universidades do Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Distrito Federal.
Para José Francisco Marques Cardoso, diretor universitário da Federação de Kickboxing do Estado do Rio de Janeiro e membro da Comissão Nacional de Kickboxing Universitário da Confederação Brasileira de Kickboxing, a representatividade dos atletas foi significativa. “Não foi maior, pois se enquadrar na categoria universitária torna a participação mais seletiva. Temos muitos atletas na idade, mas poucos são acadêmicos em nível superior. A Confederação Brasileira de Kickboxing está para firmar parcerias com diversas universidades no país onde facilitará o ingresso dos nossos atletas nas faculdades”, adiantou.
“Esses atletas possuem grande espírito de liderança, disciplina, responsabilidade e vontade de vencer. A missão da CBKB, além de fomento do kickboxing em nível nacional, é a contribuição social”, finalizou.
Lucas Jacob, membro da Comissão Nacional de Kickboxing Universitário da Confederação Brasileira de Kickboxing, também comenta sobre os desafios desse primeiro campeonato. “Foi diferente do que a gente já estava acostumado, principalmente, por ter a situação de abranger a maior parte das universidades possíveis e a gente tentar se conectar com todos os estudantes. Então, a gente começou o trabalho de levantamento dos universitários da CBKB há mais de um ano, intensificamos esse trabalho em fevereiro deste ano e fomos avançando. Feito isso, começamos a enviar os convites e entramos em contato com os representantes de delegações e continuamos trabalhando para mostrar a importância de participar e se envolver no campeonato universitário”, relatou.
“A ideia é que a gente consiga implementar o kickboxing nas etapas do circuito de desporto universitário: Jogos Universitários de Luta, Jogos Estaduais Universitários, entre outros, e assim a gente coloque o esporte em todo circuito universitário, não só no Brasil, mas nos panamericanos e circuitos mundiais de competições universitárias”, acrescentou.
COPA BRASIL
Após o 1° Campeonato Brasileiro de Kickboxing Universitário, foi realizada a Copa Brasil de Kickboxing. As competições aconteceram no mesmo local e seguiram até o dia 7 de setembro. No total, 602 atletas competiram em todas as modalidades do kickboxing. Representantes de 17 estados estiveram presentes. Desses 602 participantes, em torno de 300 foram classificados para o Panamericano deste ano, que será realizado em Cascavel (PR).
“Realizar essa Copa Brasil mais uma vez no Paraná foi um prazer para a CBKB, principalmente, da forma que o estado, a delegacia, sabiamente comandada pelo professor Fábio Galvão, tem demonstrado a expertise na realização dos grandes eventos. Haja vista, o campeonato sul-americano no ano passado, Copa Brasil esse ano e também logo mais o campeonato panamericano que será em Cascavel. Cascavel, terra do nosso presidente da Comissão de Mídia e meu assessor pessoal, Jeferson Lazaro, que tem trabalhado muito para o desenvolvimento do kickboxing em todo o estado”, avaliou Paulo Zorello.
O Paraná conquistou o grande título da Copa Brasil. Zorello pontuou que “isso não é fruto do acaso”. “É fruto de um trabalho sério, trabalho diário, trabalho com objetivos. Algo que o comando da delegacia, os faixas-pretas do estado e os filiados têm mostrado que têm toda percepção da necessidade de fazê-lo. O Paraná está de parabéns, todos os participantes estão de parabéns. Foram 17 estados. Recorde de participação de estados. O kickboxing vem crescendo cada vez mais e a Copa Brasil demonstrou que é um campeonato que atrai realmente”, encerrou.
Gabi Hermógenes busca o título do LFA (Foto: Marcell Fagundes/LFA Brasil)
A edição 143 do Legacy Fighting Alliance (LFA) promete agitar Recife no dia 30 de setembro. O evento de artes marciais mistas contará com duas disputas de cinturão entre brasileiros. E um dos combates será entre Gabriella Hermógenes e Karoline Martins, no peso-mosca (até 57 kg), que sonham com uma vaga no UFC.
Gabi Hermógenes busca o título do LFA (Foto: Marcell Fagundes/LFA Brasil)
Nascida no Rio de Janeiro, Gabriella mudou-se para Natal, no Rio Grande do Norte, ainda pequena. Há seis anos, ela começou no MMA. Em sua carreira, venceu sete de oito lutas, e chega embalada por seis vitórias consecutivas. A carioca fez uma análise do combate diante da compatriota Karoline Martins.
“Espero uma luta muito boa. Pelo meu estilo e da minha adversária, acredito que será um belo combate. Ela tem um estilo striker, bem parecido com o meu”, disse.
Gabriella terá pela frente uma adversária conhecida como “Mão de Pedra”. Karoline Martins tem nove vitórias em 13 lutas na carreira, sendo quatro por nocaute ou finalização. Porém, Gabi não se intimida. No seu histórico, ela também soma quatro triunfos por nocaute ou finalização.
“Acredito sim que essa minha luta pode ser uma entrada na organização (UFC). Estou treinando bastante luta agarrada, principalmente jiu-jitsu, para ficar cada vez mais completa”, completou.
A disputa pelo cinturão do peso-mosca feminino será a segunda luta principal do dia. O grande combate do evento será o título dos meio-pesados entre os brasileiros Bruno Lopes e Willyanedson Paiva. O LFA 143 terá transmissão da TV Globo para todo o Nordeste, do Canal Combate para todo o Brasil, e do UFC Fight Pass para o resto do mundo.
Os ingressos para o LFA 143 estão à venda no site https://www.bilheteriadigital.com/lfa-brasil-30-de-setembro.
Confira abaixo o card completo do evento:
LFA 143
Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, Recife-PE
30 de setembro de 2022
Card principal
Peso-meio-pesado: Bruno Lopes x Willyanedson Paiva – disputa do cinturão meio-pesado
Peso-mosca feminino: Karoline Martins x Gabriella Hermógenes – disputa do cinturão interino peso-mosca
Peso-pena: Jair Jesuíno x José Delano – semifinal dos penas
Peso-leve: Augusto Matias x Marcelo Marques
Peso-pena: Gabriel Silva x Caio Machado
Peso-palha feminino: Rose Conceição x Mayara Thays
Peso pesado: Edinaldo Novaes x Maicon Douglas
Card preliminar
Peso-médio: Lucas Fernando x Fábio Aguiar
Peso-pena: Neto Oliveira x Leonardo da Silva
Peso-leve: Kauê Fernandes x José Arly
Peso meio-pesado: Victor Costa x Miguel Firmino
Peso-mosca feminino: Ingrid Silva x Natália Alves
Peso-mosca: Cassio Arduini x Luís Aguiar