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UFC Fight Night tem Overeem e cinco brasileiros; confira favoritos nas apostas

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Um duelo duríssimo entre pesos-pesados e um grupo promissor de brasileiros em busca de mais uma vitória são as grandes atrações do primeiro evento do UFC em fevereiro. De volta de uma temporada na Ilha da Luta, o Ultimate agora ergue o octógono em sua casa, Las Vegas, para o UFC Fight Night deste fim de semana, com Alistair Overeem e Alexander Volkov no main event. Além de apresentar boas lutas, o card oferece ótimas chances para quem curte se divertir e faturar nas casas de apostas esportivas

Dois dos representantes do Brasil entrarão no cage como favoritos, enquanto um aparece correndo por fora. Nos outros dois combates envolvendo brasileiros, o equilíbrio é total, pelo menos de acordo com as cotações calculadas pelos sites de apostas esportivas. Com a idade já pesando, Overeem é o azarão diante de Volkov na luta que fechará a noite. Os odds que mostraremos a seguir, fornecidos pelo Odds Shark, estão à disposição no Bodog, uma das principais casas de apostas do mercado e referência internacional do ramo. 

Peso pesado – (R$ 2,60) Alistair Overeem x Alexander Volkov (R$ 1,50)

O holandês de 40 anos é um dos atletas mais experientes do atual plantel do Ultimate, e a sequência recente de Overeem é boa: duas vitórias, sendo que a última delas foi contra o brasileiro Augusto Sakai. Ainda assim, o russo Volkov, de 32 anos, é o favorito, oferecendo um lucro de R$ 1,50 para 1 no Bodog – afinal, está na faixa etária considerada ideal para a categoria, misturando poder de nocaute com boa condição física. Em seu último combate, Volkov nocauteou Walt Harris no UFC 254.

Peso mosca – (R$ 1,74) Alexandre Pantoja x Manel Kape (R$ 2,05)

O carioca Pantoja perdeu sua última luta, contra Askar Askarov, mas segue bem cotado no UFC – e também nas casas de apostas, pois leva uma pequena vantagem nos odds sobre o angolano Kape. Apelidado de “Prodígio”, Kape tem 27 anos e fará sua estreia no Ultimate (ele vinha atuando no Rizin). Com seis triunfos na companhia e um total de 22 na carreira, Pantoja tem a experiência a seu favor, mas a luta promete bem complicada.

Peso leve – (R$ 1,83) Carlos Diego Ferreira x Beneil Dariush (R$ 1,90) 

O amazonense de 36 anos abre o card principal em um duelo sem favoritos contra Dariush – americano de origem iraniana que engatou uma sequência de cinco vitórias seguidas. Só que o retrospecto recente de Ferreira é ainda melhor, com seis triunfos consecutivos, com direito a finalização sobre Anthony Pettis (UFC 246). Dois cascas-grossas, mas vale a pena acreditar no brasileiro, que pode proporcionar lucro de R$ 1,83 para 1 se vencer.

Peso meio-pesado – (R$ 1,40) Mike Rodriguez x Danilo Marques (R$ 2,95)

Aluno de Demian Maia, o paulista Danilo Marques, de 34 anos, estreou no UFC em 2020 e começou bem sua trajetória na companhia, superando a falta de ritmo após 30 meses sem lutar e derrotando Khadis Ibragimov. Desta vez, porém, sua tarefa é mais complicada, pois o oponente é o americano Mike Rodriguez, favorito neste fim de semana, com odds de R$ 1,40 para 1 no Bodog. Vale lembrar, contudo, que Rodriguez perdeu duas de suas últimas três lutas e mostrou seus pontos vulneráveis nesses duelos.

Peso galo – (R$ 1,40) Karol Rosa x Joselyne Edwards (R$ 2,95) 

A brasileira Karol Rosa é favorita nas casas de apostas, pois vem de duas vitórias e ainda não foi derrotada desde sua chegada ao UFC. Além disso, a oponente é uma substituição de última hora: a panamenha Joselyne Edwards foi escalada no lugar da americana Nicco Montaño, que se lesionou. Boa possibilidade de vitória para o Brasil em Vegas.

Peso mosca – (R$ 1,64) Molly McCann x Lara Procópio (R$ 2,25) 

Se Karol é favorita, a também brasileira Lara Procópio corre por fora contra Molly McCann – até porque a mineira ainda persegue seu primeiro triunfo no Ultimate. Sua oponente, por sua vez, vinha de três vitórias seguidas no UFC até ser batida pela também brasileira Taila Santos no ano passado. Quem acreditar em Lara poderá obter um belo lucro de R$ 2,25 para 1 em caso de vitória do Brasil.

Confira todos os combates e as cotações do Bodog para o evento deste sábado (6/2), no UFC Apex, em Las Vegas (em destaque, os representantes do Brasil):

CARD PRINCIPAL (a partir das 22h, horário de Brasília) 

Peso pesado – (R$ 2,60) Alistair Overeem x Alexander Volkov (R$ 1,50)

Peso galo – (R$ 1,25) Cory Sandhagen x Frankie Edgar (R$ 4,00)

Peso mosca – (R$ 1,74) Alexandre Pantoja x Manel Kape (R$ 2,05)

Peso pena – (R$ 1,20) Cody Stamann x Askar Askar (R$ 4,50)

Peso leve – (R$ 1,83) Carlos Diego Ferreira x Beneil Dariush (R$ 1,90) 

CARD PRELIMINAR (a partir das 19h, horário de Brasília)

Peso leve – (R$ 1,44) Michael Johnson x Clay Guida (R$ 2,75) 

Peso meio-pesado – (R$ 1,40) Mike Rodriguez x Danilo Marques (R$ 2,95) 

Peso pena – (R$ 1,26) Timur Valiev x Martin Day (R$ 3,90) 

Peso casado – (R$ 1,32) Devonte Smith x Justin Jaynes (R$ 3,40) 

Peso galo – (R$ 1,40) Karol Rosa x Joselyne Edwards (R$ 2,95) 

Peso mosca – (R$ 1,64) Molly McCann x Lara Procópio (R$ 2,25) 

Peso pena – (R$ 2,95) Seung Woo Choi x Youseff Zalal (R$ 1,40) 

Peso pena – (R$ 1,54) Ode Osbourne x Jerome Rivera (R$ 2,50)

Parrumpinha relembra trajetória até sua chegada na American Top Team e analisa o cenário atual do MMA

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Um dos fundadores da American Top Team, Marcos Parrumpinha participou do RESENHA PVT na última quinta-feira e contou sobre a sua trajetória no Jiu-Jitsu desde o convite de Carlson Gracie para treinar até a oportunidade que recebeu de integrar aquela que hoje é a maior equipe de MMA do planeta. O faixa-preta também relembrou os treinos na academia de Carlson, os parceiros de treino que mais o impressionaram e os seus maiores rivais. 

Em relação ao cenário atual do MMA, Parrumpinha afirmou que Charles Do Bronx é, por direito, o merecedor de uma disputa de cinturão contra Dustin Poirier; que sua atleta Amanda Ribas ainda não está no momento de disputar cinturão; falou sobre a preparação de Amanda Nunes para a sua próxima defesa de cinturão; e destacou a valentia de Junior Cigano ao fazer questão de enfrentar os adversários mais duros mesmo vindo de resultados negativos. 

Assista ao bate-papo na íntegra: 

https://youtu.be/F6PWqHnVgpw

Werdum revela ‘rolinha’ com Jon Jones e afirma: ‘Bem treinado, eu finalizo ele’

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Ex-campeão dos pesos pesados do UFC, Fabrício Werdum aposta suas fichas que Jon Jones deve terminar o ano em posse do cinturão que um dia foi seu. Além disso, “Vai Cavalo” mostrou interesse em uma possível superluta entre eles. Para isso, ele teria que ser campe ão em sua nova organização, o PFL, e a previsão acima se concretizar. 

Campeão mundial de Jiu-Jitsu e do ADCC, Fabrício Werdum acredita que, bem treinado e em plenas condições, tem tudo para finalizar Jon Jones. E mais, ele ainda revelou com detalhes como foi o “rolinha” entre eles num quarto de hotel em Goiás, que acabou com a intervenção de Rafael cordeiro.

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Joe Moreira relembra episódio que deu origem à mesa redonda com Carlson Gracie e Marco Ruas

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O vídeo de uma mesa redonda liderada por Jorge Guimarães, o “Joinha”, com a participação de Carlson Gracie, Marco Ruas, Joe Moreira e Allan Góes nos anos 90 é um dos maiores clássicos audiovisuais da história das lutas no Brasil. Em recente entrevista ao RESENHA PVT, Joe Moreira relembrou o episódio, que aconteceu porque ele graduou Marco Ruas – então considerado um desafeto do Jiu-Jitsu – a faixa-preta da modalidade. 

Assim como Ruas, Kimo Leopoldo, primeiro adversário de Royce Gracie no UFC 1, também recebeu a faixa-preta de Joe Moreira. Tais graduações geraram bastante polêmica à época, fazendo Joe se aproximar ainda mais dos “desafetos” do Jiu-Jitsu. 

Um dos primeiros não Gracie a dar aulas nos EUA, ele também foi responsável por abrir as portas para centenas de brasileiros no país, além de ter sido peça fundamental na organização do primeiro campeonato Pan-Americano promovido por Carlinhos Gracie.

Apesar disso, Joe Moreira desabafou que não é reconhecido como faixa-preta pela IBJJF e fez duras críticas ao comando da instituição, que, para ele, está perdendo espaço nos EUA. Resultado disso seria a invenção do termo “American Jiu-Jitsu”. 

Assista:

A maior fonte de inspiração de Carlson Gracie

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Nesta segunda-feira, 1 de fevereiro, completou 15 anos do falecimento do grande mestre Carlson Gracie. Como não poderia deixar de ser minha recordação do baú desta semana é sobre uma reportagem que fiz com o mestre há exatos 22 anos conhecendo de perto uma de suas grandes paixões, a rinha de galos.   

Antes que me cancelem ou iniciem um linchamento virtual por apoiar rinhas, peço que me deixem ao menos contextualizar. Antes de ser jornalista, sou formado em biologia. Acho até desnecessário dizer meu absoluto repúdio pela atividade, mas como jornalista eu simplesmente não tinha como negar aquele convite feito por Carlson após um agradável almoço numa tarde de sábado junto com os amigos Paquetá e Rinaldo Santos. Algo me dizia que adentrando no mundo daquela grande paixão do maior formador de campeões da história do Jiu-Jitsu eu conseguiria não só entender melhor a filosofia Gracie como também descobrir a origem de tantas gírias e curiosidades que já estavam incorporadas ao mundo das lutas.  

Quando entramos naquela luxuosa casa localizada na Barra da Tijuca, a impressão que tive é de estar entrando num campeonato de Jiu-Jitsu no Tijuca Tênis Clube. Ao redor de uma enorme arena quase 30 pessoas gritavam ensandecidas enquanto dois galos se engalfinhavam num circulo acarpetado. “Vai que é Mutuca; Este frango d´água, corrido”. Estes e outros termos correntes no vocabulário do mundo do Jiu-Jitsu me fizeram começar a entender de onde Carlson havia tirado sua fixação em valorizar mais seus atletas de brio. “O galo é o bicho mais valente do reino animal. E o único animal que briga por instinto e só para quando perde os sentidos, a não ser quando é mutuca. Eu tenho pavor de galo mutuca, imagina homem”. 

O fato é que Carlson parecia uma criança na Disneylândia e fazia questão de me explicar cada detalhe. Achei curioso o fato de os galos também serem divididos em categorias de tamanho e peso: leve (61cm – 2600g), médios (65cm – 2900g) e pesados (74cm – 3600 g) e antes de entrarem no ringue também passarem por um processo de preparação onde eram colocadas biqueiras de metal e esporas de plástico (2,5cm). Segundo me explicou Carlson, as lutas eram disputadas em 3 rounds de 15 minutos por 5 de descanso. Se o galo deitasse ou parasse de lutar era vencido por tuco (nocaute em “galês”). O combate também podia terminar empatado. 

A RINHA GRACIE

Carlson não foi o primeiro Gracie a se inspirar na valentia dos galos, a relação da família com as rinhas começou com seu pai, Carlos, que foi um dos introdutores da prática no Rio. “A primeira rinha de galos do Rio se chamava academia, pois foi aberta nos fundos da primeira academia Gracie (Marques de Abrantes 117, no flamengo) assim que meu pai chegou de Belém em 1925”, me revelou Carlson entre um combate e outro.

Segundo Carlson, seu pai tinha fama de ser tão bom treinador de galos que havia uma lenda que dizia que ele uma vez treinou uma galinha que ficou tão boa brigadora, que chegou a vencer vários galos. Verdade ou não, o fato é que, posteriormente, pelo menos nos ringues de Vale-Tudo, seu irmão Hélio e seu filho Carlson provaram estar muito bem treinados.

Outra curiosidade que descobri nesta reportagem foi que Carlson levou vários galistas para o mundo do Jiu-Jitsu. Um bom exemplo é o faixa preta Alberto dos Santos. Filho de Antonio Apaga-Vela dos Santos, uma espécie de Greg Jackson dos galos de Carlson. “Ele treinava meus galos e eu ensinava Jiu-Jitsu para o Albertinho”. A troca foi justa. Albertinho virou faixa preta, campeão brasileiro e até hoje vive dando aulas nos Estados Unidos. Apaga-Vela pagou na mesma moeda e fez vários campeões para o Gracie. “Fizemos muitos campeões como o Bulova, Alcipão, Piolho do Cão, Belzebu, Swástica e galo-tiro”, contou Carlson a época, enumerando seus prediletos.

APAGA-VELA, CARLSON E 2 GALOS NO AVIÃO 

Esta semana publicamos no canal do PVT no Youtube um vídeo onde Allan Góes relembrou uma história onde Carlson tentou levar dois galos para Los Angeles como bagagem de mão. Pois neste dia da reportagem Carlson já havia me contado uma história parecida: “Eu e Apaga-Vela ficamos sabendo da inauguração de um Clube de Galos em Brasilia e embarcamos com dois galos de ônibus. Um galo acabou não brigando e outro empatou e nós ganhamos um bom dinheiro lá, tanto que resolvi voltar de avião e pagar a passagem do Apaga-Vela com galo e tudo. O problema é que pegamos uma escala internacional de um vôo que vinha de Nova York com os dois galos camuflados na bagagem de mão. O que tinha brigado estava quietinho mas o outro queria cantar a qualquer custo. Tinha uma garotinha americana na nosso frente que acabou desconfiando e quase chamou a aeromoça. Mas no final acabou dando tudo certo . O pior foi explicar pro Apaga-Vela, que nunca tinha voado de avião, como nós tínhamos demorado 18 horas pra ir e só duas pra voltar. Ele não se convenceu que o avião voava de jeito nenhum”     

Carlson e o amigo inseparável, o treinador de galos Apaga-Vela

 

CHUTE BOXE E AS RINHAS 

A ligação entre as brigas de galo e o mundo da luta não acabam aí. Quando começaram a lutar Vale-Tudo, os alunos de Rudimar Fedrigo (Chute Boxe) recorreram a um amigo de rinhas e aluno de Carlson, que morava no Paraná. Antônio Carlos (Nico) teve participação fundamental na adaptação dos especialistas de Muay Thai a luta de chão.

GALINHA BRASILEIRA + GALO JAPONÊS

Nesta reportagem, Carlson trouxe a tona uma outra coincidência curiosa entre homens e galos. Segundo o Gracie, os galos japoneses eram os mais técnicos, mas perdiam para os brasileiros na valentia. “O galo japonês puro é mutuca, se não ganha rápido, corre. A melhor cruza que tem é o galo japonês com a galinha brasileira. A galinha brasileira segura a mutucagem do galo japonês, fazendo a melhor raça de galo que existe”, me contou o expert na época.

A LENDA DO SALVA-GALO

Quem foi aluno de Carlson Gracie tinha até medo de falar em machucados e contusões próximo ao mestre.  lenda trazida por Carlson para o meio do Jiu-Jitsu é a utilização dos “salva-galos” (antissépticos usados para curar os machucados dos galos após as rinhas) em seus lutadores. “O Salva-galo é uma mistura de plantas que ninguém sabe como é feita. Ele cura tudo, é uma formula milagrosa. Sempre que um lutador meu se machuca, coloco o salva-galo e é tiro e queda”, me garantiu na oportunidade Carlson Gracie contando que uma vez a fórmula milagrosa salvou Carlão Barreto após uma luta sangrenta no IVC. “Ele abriu um corte enorme no supercílio e levou oito pontos, eu botei o salva-galo e no dia seguinte tinha cicatrizado o corte”.

A BRONCA E A LIÇÃO 

Lembro que quando saímos do evento tomei uma bronca quando revelei que continuava odiando rinhas. “Vai me dizer que ficou com nojinho. Que isso rapaz ! a briga da natureza do animal. Um frango de corte vive apenas 72 dias até ser abatido. Um galo de briga vive de 15 meses a 5 anos, depois ele se aposenta e fica só para cruzamento. Além de tudo gera empregos”, tentou me convencer o Poderoso, que odiava ser contrariado.

Apesar de todos os argumentos, Carlson Gracie não me convenceu, mas certamente me ajudou muito a entender melhor um princípio básico do jornalismo: nunca “feche a porta” para uma reportagem por conta de alguma idéia pré-concebida. Como biólogo de formação nunca me imaginei passando próximo a uma rinha de galos, mas como jornalista sai daquela experiência fascinado e até hoje agradeço ao Carlson por ter me ajudado a entender melhor o mundo Gracie e a profissão que escolhi. 

 

Dicionário do galista

Mutuca – frouxo

Corrido – galo que foge da luta

Mangalhado – quando o galo abaixa a cabeça (indicação de que vai perder)

Frango Dágua – galo ruim (fácil de ser vencido)

Cantor de galinha – quando está com medo canta como uma galinha

Escoveiro – Galo sparring, que serve para treinar os galos bons

Escorva – Galo bom

Galo tiro – craque das rinhas

Que cruza – Quando via uma mulher grande e forte

tuco – Nocaute

Eriçar o galo – Aproximar os galos para deixá-los nervosos e prontos para a briga 

*Texto e fotos: Marcelo Alonso

 

Werdum aposta em nocaute de Ngannou sobre Miocic e vê Jon Jones sendo campeão ainda em 2021

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Mike Sloan / Sherdog

Contratado do PFL, Fabrício Werdum avaliou o cenário dos pesos pesados do UFC, divisão na qual foi campeão entre 2014 e 2016. Para a luta deste sábado, ele aposta em nocaute de Alistair Overeem sobre Alexander Volkov; assim como acredita que Francis Ngannou irá nocautear Stipe Miocic, na revanche marcada para 27 de março; mas não vê o camaronês mantendo o título por muito tempo. Para o brasileiro, Jon Jones deve conquistar o cinturão ainda em 2021. Assista a análise do ex-campeão do UFC.

‘Revigorado’ para GP do BJJ Stars, Erberth Santos explica utilização da polêmica ‘vacina do sapo’

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O campeão mundial Erberth Santos é um dos candidatos ao prêmio de R$ 100 mil do GP do peso pesado do BJJ Stars 5, que acontece no próximo sábado, dia 6, em São Paulo. Embora não viva a melhor fase de sua vitoriosa carreira em termos de resultados, o roraimense garante ter retomado a motivação de outrora para voltar a subir no lugar mais alto do pódio. Isso, de acordo com ele, com o auxílio de dois fatores: treinos em Roraima e a mística “vacina do sapo”.

A “vacina do sapo” é um procedimento feito por xamãs indígenas de tribos da Amazônia. De acordo com a tradição, ela purifica o sangue através de substâncias extraídas de certos anfíbios da região, como a perereca Kambô. Nos homens ela é aplicada no braço e nas mulheres, na perna. Proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tratamento não tem qualquer comprovação científica, mas é um recurso utilizado por Erberth para revigorar suas energias.

“A ‘vacina do sapo’ é uma das fontes de purificação da alma, do corpo e da mente que os guerreiros indígenas tomam bastante. Procurei fazer o mesmo. Tudo que vem para a nossa evolução pessoal é bem-vindo. Tem pessoas que acreditam e pessoas que não acreditam. O mais importante é você saber o que está acontecendo com você, até porque só quem sabe da sua vida é você mesmo, então é você tem que fazer por ela”, explica o faixa-preta.

Nascido no município de Zé Doca, no Maranhão, Erberth Santos cresceu em Boa Vista, capital de Roraima, onde deu seus primeiros passos no Jiu-Jitsu e, agora, escolheu como cenário para a sua preparação para o BJJ Stars.

“Vim para Roraima para ficar um tempo com a minha família. Saí de São Paulo para ficar um pouco com a minha família antes de me mudar para os EUA, mas assinei o contrato e aproveitei para treinar por aqui. Aqui o clima é diferente, tudo me ajuda. Aproveitei toda essa vibe de ficar aqui em Roraima treinando com meus amigos de infância, antigos adversários, enfim… treinando com todos os meus parceiros. Foi bem motivador”, destaca.

Bastante sincero, Erberth assume ter perdido o foco da carreira, mas garante ter voltado para o jogo como se estivesse no início de uma promissora trajetória.

“A gente passa por momentos difíceis na carreira. Acredito que todo atleta que chega no nível de conquistas que eu conquistei, acaba se desmotivando, e eu me desmotivei bastante, principalmente nos últimos quatro anos. Mas agora me sinto revigorado, de volta, bem fisicamente e mentalmente e estou bem feliz de lutar no BJJ Stars”, garante.

“Sempre fui zebra”

Por seu histórico vitorioso, Erberth Santos se acostumou a ver os holofotes sempre em si nas competições. Porém, ele afirma nunca ter comprado a questão do favoritismo a seu favor, pelo contrário. E agora, vindo de resultados negativos, ele também não liga de estar entre os azarões da disputa.

“Na real eu sempre entrei como zebra nas competições, independentemente de estar no ápice ou vindo de derrotas. Quem me colocava como favorito era a mídia. Já ganhei, já perdi, mas nunca desisti. Tem muitas pessoas que nem tentam, mas eu sempre tento muito, nunca desisto dos meus objetivos. Não vejo diferença em entrar como favorito ou zebra. Sempre vai ser o Erberth lutando ali e tenho certeza que meu nome dá muita audiência.”

Além de Erberth, o GP dos pesos pesados ainda é composto por Felipe Preguiça, Nicholas Meregali, Lucas Hulk, Gutemberg Pereira, Eric Munis, Luiz Panza e Yuri Simões. Ciente dos desafios que deverá superar para se sagrar campeão, Erberth fez questão de exaltar os nomes escalados pela organização.

“A gente ainda não conhece as chaves, mas são sete adversários muito bem preparados, selecionados a dedo, e para ser campeão eu vou ter que enfrentar três deles. Não tem nenhum bobo ali, então qualquer adversário vai ser duro, desde a primeira luta vai ser final de mundial. Vai ganhar quem errar menos. Acredito nisso. Só tem a agradecer ao BJJ Stars pelo convite. Estou chegando. Segura o lobo!”

Devido à pandemia do coronavírus, a edição – mais uma vez – será fechada ao público, que poderá assistir ao evento histórico através do pay-per-view. Acesse agora o site BJJStars.tv e adquira o pacote.

CARD COMPLETO:

BJJ Stars 5

São Paulo, Brasil

Sábado, 6 de fevereiro de 2021

Pay-per-view – AQUI

GP dos pesados (até 97kg)

– Nicholas Meregali

– Gutemberg Pereira

– Lucas “Hulk” Barbosa

– Felipe “Preguiça” Pena

– Erich Munis

– Luiz Panza

– Yuri Simões

– Erberth Santos

Lutas casadas No-Gi

– Isaque Bahiense x Roberto Jimenez

– Vitor Terra x Percio Broca

– Miltinho Vieira x Gabriel Rollo

– Thamara Ferreira x Bia Mesquita

Superlutas de quimono

– Leon Amancio x Mario Reis

– Gustavo Batista x Leandro Lo

Brasileiro Carlos Tizil tem disputa de cinturão marcada no LFA: ‘Título é o passaporte para chegar ao UFC’

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Tizil pode ser o próximo brasileiro campeão no evento americano - Foto: Divulgação

Invicto no MMA, com cinco vitórias contabilizadas, e com apenas 25 anos, Carlos Mota “Tizil” está pronto para fazer a luta mais importante da sua carreira até o momento. No próximo dia 19 de fevereiro, o brasileiro vai disputar o cinturão peso-mosca do LFA diante de Victor Altamirano, na edição de número 100 da companhia, que vai acontecer em Kansas, nos Estados Unidos.

Com somente uma luta na organização, que ocorreu em novembro de 2019, quando derrotou George Martinez por nocaute em apenas 36 segundos de combate, Tizil se vê preparado para alçar voos cada vez maiores. Profissional nas artes marciais mistas desde 2016, após fazer uma luta no MMA amador, o atleta precisou ter paciência até sua disputa de cinturão ser oficializada. Isso porque, por conta da pandemia da Covid-19 e das restrições de viagem para os Estados Unidos, Carlos passou o ano de 2020 sem lutar. Em entrevista , porém, o casca-grossa falou que o período foi importante para evoluir importantes áreas do seu jogo.

Tizil pode ser o próximo brasileiro campeão no evento americano – Foto: Divulgação

“2020 foi um ano um pouco parado em questão de eventos para a gente, mas continuamos nosso treinamento, tivemos tempo para aprender muitas coisas, trabalhar nosso emocional. Meu treinador, Francisco Bueno, trabalha muito bem isso. O tempo sempre é bom para todos, quando a gente faz as coisas certas, o tempo nos fortalece em todos os sentidos. Me sinto um atleta bem evoluído, mas com muito a aprender e evoluir sempre. Esse tempo foi importante para ganhar bagagem e melhorar várias coisas no meu jogo. Foi um ano bem produtivo”, destacou Tizil, que agradeceu pela oportunidade de disputar o cinturão peso-mosca do LFA e fez uma análise do seu adversário visando o importante confronto.

“Fiquei feliz demais, porque é uma grande oportunidade em um evento que abre portas para atletas irem para eventos maiores, como o UFC. Agradeço à organização, e também ao Ed Soares (CEO do LFA) e ao Joinha (empresário). Com apenas uma luta na organização, chego à disputa de cinturão e vou abraçar a oportunidade. Meu adversário é um cara duro, que vem numa sequência boa de vitórias. Tem um nome forte na organização por ter feito muitas lutas por lá, mas estou pronto. A gente teve uma luta marcada contra ele há um tempo, mas na época não rolou, porque tive problemas com o visto. Até meu treinador falou que essa luta seria remarcada futuramente e aconteceu. Trabalhei por muito tempo, tenho feito um belo trabalho com meu treinador, que é um cara excepcional, o melhor que nós temos. Estamos fazendo um trabalho incrível e agora chegou a hora de mostrar isso dentro do cage.”

Em caso de vitória e, consequentemente, com a conquista do cinturão peso-mosca do LFA, Carlos Mota entrará em outro patamar no MMA. O Legacy Fighting Alliance é um dos principais eventos de MMA dos Estados Unidos e é “porta de entrada” para as principais companhias, como Bellator e UFC. Com grandes planos para sua carreira, o atleta nutre o sonho de chegar ao Ultimate e um bom triunfo sobre Victor Altamirano pode “encurtar” o caminho até a organização.

“Acredito que (a conquista do cinturão peso-mosca do LFA) é um passaporte para chegar ao UFC, com certeza, porque a maioria dos atletas que fazem parte do LFA migram para o Ultimate. Estou acreditando na minha boa fase, até mesmo na fase do UFC, que está precisando de atletas dessa categoria e com o meu perfil. Sem dúvida, eu considero que esse sonho está próximo de ser realizado, mas é um passo de cada vez. Estou focado nessa disputa de cinturão, em fazer um belo trabalho, e depois olhar para frente e acreditar ainda mais no sonho de estar no UFC”, projetou.

Treinador de Carlos Tizil, Francisco Bueno acompanha há anos o seu pupilo e é peça fundamental da grande evolução que o lutador vem apresentando ao longo do tempo. Animado com a oportunidade do atleta em disputar o título, “Chicão” também exaltou o quão essencial foi o longo período de treinos para Tizil e tem plena confiança na vitória do atleta no próximo dia 19.

“O período sem lutar era o que a gente precisava. Foi uma evolução de décadas, não foi só de um ano de pandemia. Tudo acontece no tempo certo e na hora certa, então ele esta muito preparado, vai chegar para essa disputa de título em sua melhor versão, o resultado à história pertence. Esse cinturão é dele, do Brasil, isso é questão de tempo. Chegou a hora de ir para o UFC. Ainda temos uma jornada para amadurecer um pouco mais, a evolução é contínua e o Tizil já entendeu isso perfeitamente. É um atleta extremamente dedicado e talentoso. A hora chegou e tenho certeza que em breve vocês vão ver o melhor atleta peso-por-peso”, concluiu.

Whindersson Nunes vai lançar evento de MMA para revelar atletas na Grande São Paulo

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Trio pretende fomentar o MMA no Brasil - Foto: Divulgação/New Champion

Uma das principais figuras da internet brasileira, Whindersson Nunes está cada vez mais envolvido com o mundo das lutas. Após fazer uma luta de boxe amadora no final de 2019, o atleta projeta uma luta de exibição contra a lenda Popó Freitas ainda em 2021. Membro da equipe Capital da Luta, capitaneada por Caio Franco e pelo ex-lutador do UFC Lucas Mineiro, Whindersson anunciou nesta quarta-feira seus planos para realizar, junto a seus treinadores, seis edições de um evento de MMA, com lutas amadoras e profissionais, dentro da Grande São Paulo, buscando revelar atletas que buscam o sonho de viver do esporte. A notícia foi confirmada por Mineiro.

Trio pretende fomentar o MMA no Brasil – Foto: Divulgação/New Champion

“Acredito que, principalmente durante a pandemia, muitos atletas e aspirantes que tinham o sonho de lutar profissionalmente encontraram dificuldades pela falta de eventos,” disse Lucas Mineiro, lutador com passagens pelo UFC que atualmente compete pela organização árabe Brave CF. “Felizmente, o Whindersson, que está vivendo e respirando esse mundo da luta aqui na academia todo dia, fazendo sparrings com nossos atletas amadores e profissionais, enxergou essa necessidade e nos procurou, disposto em ajudar a movimentar o cenário do MMA no Brasil.”

Ainda sem nome, a organização projeta todas as seis edições dentro do ano de 2021, com média de 14 lutas por edição sendo 10 profissionais e quatro amadoras. “Vamos dar oportunidades para atletas de projetos sociais, que buscam realizar o sonho de serem lutadores. Comecei em um projeto social e cheguei no UFC, então acredito nessa ideia. Sei que com certeza há muitos talentos no Brasil para buscar e revelar,” completou Mineiro.

A tendência é que a primeira edição da organização aconteça ainda no final de fevereiro. “Não queremos perder tempo, estamos bem focados nesse projeto e a tendência é ter tudo fechado e anunciado dentro da próxima semana,” disse Caio Franco, treinador também de nomes como Luana Dread, do UFC, e celebridades como Ana Hickmann e Maísa Silva.

Werdum revela convite do BBB e explica sociedade com Mike Tyson para trabalhar com CBD no Brasil

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Se preparando para a estreia no PFL em abril, Fabrício Werdum foi o convidado do CONEXÃO PVT dessa terça-feira. O peso pesado elogiou o tratamento que vem recebendo na nova empresa, falou sobre os planos para 2021 e exaltou a possibilidade de uma superluta com Jon Jones caso ambos sejam campeões em suas organizações. Werdum também analisou os duelos entre Overeem e Volkov, Miocic e Ngannou e Durinho x Usman. Além disso, o ex-campeão do UFC revelou ter sido convidado para participar da edição passada do Big Brother Brasil, falou sua torcida para a edição atual e também da sociedade com Mike Tyson trazendo o Tyson Ranch para o Brasil com foco no CBD. Assista:

https://youtu.be/bgovth1MCnI

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