Responsável por liderar o camp de Mike Tyson para seu retorno aos ringues, contra Roy Jones Jr., neste sábado, dia 28, Rafael Cordeiro falou ao PVT sobre os bastidores da preparação feita ao longo dos últimos meses e até entregou parte do plano estratégico que será utilizado para neutralizar o adversário. Assista:
LBV e Defesa Civil se uniram para auxiliar vítimas no Norte Fluminense - Foto: Divulgacão
Na próxima semana a parceria entre Legião da Boa Vontade, Super Rádio Brasil AM 940, Prime Esportes, Boomboxe e MMA Social inaugura mais um dojô dentro de um batalhão do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Desta vez é o grupamento de Jacarepaguá, que tem como comandante a tenente-coronel BM Fabiana Cruz, da primeira turma de comandantes mulheres da corporação fluminense.
O espaço, que está sendo estruturado nesta semana, servirá para especialização, treinamento e condicionamento físico dos bombeiros. Ao todo, o grupamento de Jacarepaguá conta com sete faixas-pretas, que utilizam técnicas e filosofia do Jiu-Jitsu e de outras Artes Marciais no dia a dia de operações.
LBV e Defesa Civil se uniram para auxiliar vítimas no Norte Fluminense – Foto: Divulgacão
Mas a parceria vai além da estrutura para treinamentos. Na última sexta-feira, voluntários da LBV, Rede Salvar e membros da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro se uniram em mais uma missão: abastecer moradores do município de Cambuci, no Norte Fluminense, que sofreram com as fortes chuvas na região.
“Agradecemos à LBV pelo auxílio, articulado juntamente com Megabox e Rede Salvar, com cinco toneladas de água potável para Cambuci, que sofreu com chuva e tromba d’água na região o que trouxe bastante problemas para a localidade”, destacou o Subsecretário Estadual de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Coronel BM Márcio Romano. “Os voluntários são uma importante ferramenta de utilidade pública”.
Nesses meses de pandemia do Covid-19 o mutirão solidário liderado pela LBV arrecadou e distribuiu mais de 2 milhões de quilos de mantimentos – entre alimentos e kits de higiene – para famílias impactadas direta e indiretamente pela ação do vírus em todo o Brasil. Instituições e personalidades do mundo da luta, como Rodrigo Minotauro, Thiago Marreta e Amanda Ribas reforçaram o mutirão, que segue de vento em popa para auxiliar aqueles que mais precisam.
Na categoria acima de 98kg Mark Kerr e Carlão Barreto travaram a disputa que todos sonhavam ver no MMA e nunca ocorreu.
Na categoria acima de 98kg Mark Kerr e Carlão Barreto travaram a disputa que todos sonhavam ver no MMA e nunca ocorreu.
Se hoje o Jiu-Jitsu é tido como modalidade de ensino obrigatório nas escolas de Abu Dhabi dando emprego formal com salário de 5 mil dólares para mais de 100 brasileiros não se pode esquecer que tudo começou com o ADCC (Abu Dhabi Combat Club Submission Wrestling World Championship), o evento idealizado pelo Sheik Tahnoon, irmão de Mohamed, para confrontar numa mesma regra os maiores grapplers do mundo. Graças ao sucesso da primeira edição do evento realizado em 1998, Tahnoon resolveu, a partir de 1999, transformar o ADCC numa espécie de Olimpíada da luta agarrada.
O que você faria se a sua família fosse dona de 9% de todo o petróleo do mundo e quisesse mostrar ao mundo a eficiência da sua modalidade de luta preferida, no caso o Jiu-Jitsu ?
Deve ter sido esta a pergunta que Tahnoon Bin Zayed, Sheik dos Emirados Árabes Unidos, se fez quando decidiu criar o ADCC. Apaixonado pelo Jiu-Jitsu, que aprendeu na Califórnia com o brasileiro Nélson Monteiro, Tahnoon decidiu criar o ADCC no intuito de testar seu estilo contra diversos outros como Judô, Wrestling, Sambo, Luta-Livre. Depois do sucesso de um evento teste realizado em 1998 com um número reduzido de convidados, Tahnoon resolveu investir pesado fazendo um torneio mundial em 1999.
Para isso o Sheik não economizou e trouxe os maiores nomes do Grappling mundial. Os principais campeões mundiais de Jiu-Jitsu, grandes nomes do Wrestling, judocas e até alguns medalhões do MMA, como Mark Kerr que na época recebeu 20 mil para fazer uma luta com Carlão Barreto (e mais 25 mil para continuar no torneio). As premiações eram 10 mil para os campeões das 5 categorias de peso, 40 mil para o absoluto e 30 mil para a superfight. A melhor finalização, a melhor queda, o atletas mais técnico e os dois lutadores que protagonizassem o melhor combate ainda faturavam US$ 1350.
Estipula-se que Tahnoon tenha gasto mais de 1 milhão de dólares entre passagens, estadia de cinco dias em hotel cinco estrelas e mais premiação para os mais de 300 grapplers do mundo inteiro trazidos para a competição.
A delegação mais numerosa era sem dúvida alguma a brasileira. Fã do Jiu-Jitsu, Tahnoon fez questão de trazer, por intermédio de seus amigos pessoais (Renzo Gracie e Zé Mario Sperry) os maiores nomes em atuação no Jiu-Jitsu. Até o convite dos repórteres era feito pela indicação de um dos dois. Como Luca Atalla da Gracie Magazine, fazia parte da delegação de Renzo, Zé Mario deu um jeito de me colocar, como Tatame, representando a equipe Carlson Gracie.
No final o Brasil ficou na frente no quadro de madalhas (3 de ouro, 2 de prata e 3 de bronze), seguido de Estados Unidos (2 de ouro e 2 de prata), Rússia (1 de ouro, 1 de prata e 1 bronze), Japão (2 de prata, 1 de bronze) e Austrália (1 bronze). Jean Jaques foi apontado o atleta mais técnico e Royler e João Roque ganharam o prêmio de melhor luta da competição
Até 65kg: Royler vence quatro e fatura ouro
Como esperado os brasileiros dominaram inteiramente a divisão mais leve da competição, que mais parecia um campeonato estadual de Jiu-Jitsu do Rio de Janeiro, uma vez que Royler Gracie (Gracie), João Roque (Nova União) e Alexandre Socka (Gracie Barra) foram os grande destaques.
Acostumados a lutarem nas finais da categoria nos principais eventos do Jiu-Jitsu nacional, Roque e Royler fizeram uma das lutas mais parelhas e movimentadas do evento nas quartas de final. O Gracie avançou por ser considerado mais ofensivo na prorrogação. Na semifinal Royler venceu o americano Melchor Manibusan (uma raspagem e 3 passagens de guarda) enquanto Socka precisou de 28 minutos para pegar as costas e finalizar o russo Alexander Plavsky. Na grande final Royler surpreendeu Socka com um leglock em 33 segundos, garantindo a primeira medalha de ouro para o Brasil.
Depois de passar pelo arqui-rival João Roque, Royler Gracie venceu o campeão de 98, Alexandre Soca na final e faturou o título da categoria até 65kg
Até 77kg: Jean Jaques finaliza todas e leva premio de mais técnico
Numa divisão recheada de grandes nomes do MMA como André Pederneiras, Hayato Sakurai, John Lewis e Kaoro Uno, quem brilhou finalizando todas as lutas e recebendo o premio de atleta mais técnico da competição foi Jean Jaques Machado. O carioca enfileirou Ryan Harvey (armlock em 44 segundos), Micah Pitman (mata-leão em 4 minutos), Hayato Sakurai (mata-leão em 5min09s). Na final todos esperavam um luta dura, uma vez que Jean teria pela frente o japonês Kaoro Uno, que havia eliminado o duríssimo Pedro Duarte (2×0) e finalizado John Lewis, mas não deu nem para o cheiro. Mais uma vez o brasileiro brincou, só precisando de pouco mais de 5 minutos para raspar, pegar as costas e aplicar seu terceiro mata-leão na competição garantindo o prêmio de mais técnico.
Até 87kg: Russos eliminam tropa de elite do Jiu-Jitsu brasileiro
Ricardo Libório, Renzo Gracie, Fábio Gurgel e Amaury Bitetti. Em nenhuma outra divisão o favoritismo brasileiro era tão justificado. Com tantos campeões da elite do Jiu-Jitsu nacional as apostas nos bastidores eram para definir qual seria o grande clássico nacional na final. Mas eis que dois russos (professores de Wrestling da equipe do Sheik em Abu Dhabi) jogaram Vodka no Açaí dos brasileiros, não só eliminando um a um todos os favoritos, como fazendo um confronto do Wrestling russo na final.
Libório começou vencendo o japonês Akihiro Gono por 5×0, passando nas quartas de final pelo faixa marrom de Zé Mario, Luis Brito (16 x 0).
Mas a tão aguardada luta entre Fábio Gurgel e Libório nas quartas acabou não ocorrendo. Após apagar o japonês Nobuhiro Tsumaki com um esgana galo, Gurgel foi surpreendido por Sasha (2 x 0), que soube usar as regras para evitar o chão enquanto Fábio tentava trazê-lo a todo custo para sua guarda. Quando faltavam 3 segundos para terminar Sasha pulou nas pernas de Fábio e conseguiu a queda.
Enquanto isso do outro lado da chave Renzo tinha o mesmo problema contra o wrestler e faixa marrom de Jiu-Jitsu Egan Inoue, que o eliminou num lance bem parecido com o de Fábio Gurgel.
Após vencer com tranqüilidade o japonês Akira Shoji por 5 x 0, o tricampeão mundial de Jiu-Jitsu Amaury Bitetti foi eliminado pelo russo Kareem Barchalaev numa das lutas mais contestadas do evento. Com este resultado Libório ficou sendo o único brasileiro nas semifinais.
Enquanto Barkalaev vencia Egan com uma queda, Sasha garantia a final russa repetindo contra Libório a mesma tática que fizera com Gurgel, para desespero do mestre Carlson que não parava de chamar o russo de corrido a beira do ringue. “Qualquer tipo de combate seja ele briga de galo, de peixe, judô ou Wrestling, tem penalização para fuga. Estas regras têm que ser modificadas”, me disse Carlson inconformado logo após a eliminação de seu aluno com duas quedas. Já Nelson Monteiro, professor de Jiu-Jitsu e córner de Kareem e Sasha defendeu os russos. “Libório e Gurgel também correram da luta em pé. Cada um joga na sua especialidade”.
No ano seguinte Barkalaev lutaria na divisão de cima fazendo aquele clássico histórico com Ricardo Arona, que aliás será assunto do nosso próximo Raiz do MMA
Até 99kg: Saulo luta de Kimono em final com Jeff Monson
A divisão até 99kg era outra recheada de lendas do Jiu-Jitsu brasileiro. Rigan Machado, Murilo Bustamante, Roberto Traven, Ricardo Cachorrão, mas levando em conta o que vinha fazendo nos campeonatos mundiais, sem duvida o favorito da divisão era Saulo Ribeiro. E mesmo sendo o lutador mais leve da divisão com 86kg, o aluno de Royler Gracie cumpriu o que se esperava dele. Depois de finalizar o russo Mourat Ozov com um mata-leão em menos de dois minutos, o amazonense foi aplaudido de pé após fazer 16 x 0 no aluno de Shamrock, Vernon White, numa aula de Jiu-Jitsu. Na semifinal, Saulo conseguiu fazer 5 pontos em Murilo Bustamante, que havia eliminado Ricardo Cachorrão (2 x 0), passando a final com o “Homem de Neve” Jeff Monson.
O americano havia feito um jogo muito parecido com os wrestlers russos para eliminar os brasileiros Fabiano Capoane (3×0), Roberto Traven (4×0) e Rigan Machado (decisão). E diante da dificuldade que todos os 3 representantes do Jiu-Jitsu encontraram para segurar o gigante americano, Saulo resolveu inovar entrando para lutar de kimono. A tática inicialmente deu certo, facilitando o brasileiro a puxá-lo para a guarda e buscar ataques, mas no decorrer da luta os 15kg de vantagem e excelente preparo do americano acabaram fazendo a diferença e, depois de 40 minutos (2 prorrogações), Monson foi declarado campeão.
+ 99kg: Mark Kerr vence lutando Jiu-Jitsu
A luta de MMA que todos gostariam de ter visto na final do UFC 15 em 1997 acabou acontecendo na abertura da divisão acima de 99kg. Quando o confronto começou Carlão logo puxou Kerr para a guarda, mas este travou seu quadril impedindo seus ataques e amarrando a luta até o final. Na prorrogação, porém, Mark se antecipou a uma tentativa de raspagem do brasileiro para chegar a sua meia guarda e, na seqüência, ao cem quilos. Carlão esperneou e repôs, mas esta pequena vantagem foi suficiente para o wrestler garantir a vitória.
Depois de passar pelo maior rival em luta dura, Kerr não teve dificuldades para conquistar o título. Fez 6 x 0 em Josh Barnett, 15 x 0 em Chris Hasseman e, na grande final, passou duas vezes a guarda de Sean Alvarez.
Absoluto é marcado por “fechamento” brasuca
Além de ser a categoria que pagava melhor (40 mil dólares) o absoluto também definia o protagonista da superfight do ano subseqüente. Os 16 lutadores eram normalmente definidos pelo Sheik pinçando os maiores destaques de cada categoria. Como não poderia deixar de ser a chave teve farta presença brasuca. Sete no total (Traven, Bustamante, Bebeo, Capoane, Luis Brito, Draculino e Pedro Duarte). Completando a lista mais sete americanos, 1 russo e 1 japonês. Nesta quinta de manhã no canal do PVT no Youtube Bebeo Duarte vai contar todos os detalhes dos bastidores deste histórico absoluto que acabou sendo vencido por Roberto Traven, que segundo Carlson Gracie. “Acabou com a creontagem e promoveu a paz no Jiu-Jitsu”
QUADRO DE MEDALHAS
1º BRA – 3 ouros, 2 pratas, 3 bronzes
2º EUA – 2 ouros , 2 pratas
3º RUS – 1 ouro, 1 prata, 1 bronze
4º JAPÃO – 2 pratas, 1 bronze
5º AUSTRALIA – 1 bronze
ATÉ 65KG – Ouro – Royler Gracie (BRA); Prata – Alexandre Socka (BRA); Bronze – Alexander Plavski (RUS)
ATÉ 77KG – Ouro Jean Jaques Machado (BRA); Prata – Kaoro Uno (JAP); Bronze – Hayato Sakurai (JAP)
ATÉ 88kg – Ouro – Kareem Barchalaev (RUS); Prata – Alexander Sasha (RUS); Bronze- Ricardo Libório (BRA)
Minotouro foi medalhista no Pan de 2007 - Foto: Leonardo Fabri
Após alguns meses de espera e negociações, os fãs de Mike Tyson poderão acompanhar o retorno da lenda no próximo sábado (28), em Los Angeles, nos Estados Unidos. No auge de seus 54 anos, o americano vai enfrentar Roy Jones Jr, de 51, em duelo que tem previsão para durar até oito rounds. Tyson e Jones prometem dar o melhor para promover um embate de alto nível aos admiradores da Nobre Arte.
Diferente de Mike Tyson, que não luta desde 2005, quando acabou derrotado por Kevin McBride via nocaute, Roy Jones Jr subiu pela última vez no ringue em fevereiro de 2018, superando Scott Sigmon por decisão unânime dos juízes. Enquanto “Iron Mike” tem um cartel de 50 vitórias (44 nocautes) em 58 lutas como profissional, Jones soma 66 triunfos (47 nocautes) em 75 combates em sua trajetória no Boxe.
Grande nome da história do MMA mundial, com lutas marcantes em sua trajetória no Pride e no UFC, Rogério Minotouro também construiu uma carreira vencedora no Boxe, sendo medalhista de bronze na disputa dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, alem de campeão brasileiro e sul americano. Convidado para ser o comentarista da luta entre Mike Tyson e Roy Jones Jr no canal Combate, que vai transmitir ao vivo com exclusividade, Minotouro falou sobre a expectativa para o retorno de Tyson e fez uma breve análise sobre o que espera para o aguardado confronto.
Minotouro foi medalhista no Pan de 2007 – Foto: Leonardo Fabri
“É muito importante, para mim, comentar essa luta. Na minha infância, logo que comecei a pensar em ser lutador, com 12/13 anos, eu acordava de madrugada para ver as lutas do Mike Tyson. É um dos maiores nomes de todos os tempos no Boxe, junto com o Muhammad Ali. Em compensação, o Roy Jones Jr. é um cara muito técnico, é um ídolo meu, assim como do meu irmão, Rodrigo Minotauro, e do Anderson Silva. São dois estilos diferentes. O Jones joga com a guarda baixa, tem um bom jogo de pernas, esquivas, tem um ótimo jab, enquanto o Tyson encurta a distância, aplica bons uppers, cruzados e golpes na curta distância, além de ser um grande nocauteador. Na verdade, são dois grandes nocauteadores, mas o Tyson tem a mão mais pesada.
O Jones entrou em ação pela última vez há dois anos, estava ativo, já o Tyson não luta desde 2005, e isso vai fazer uma diferença muito grande, porque o ritmo de competição conta muito. O Roy Jones também lutava em categorias mais leves, vai ser interessante ver como ele vai se comportar como peso-pesado diante de um lutador como o Mike Tyson. Vai ser uma grande luta, um clássico, um encontro de dois estilos diferentes de luta. A expectativa é muito grande por uma grande luta”, disse Rogério Minotouro.
O Combate vai transmitir ao vivo com exclusividade a volta de Mike Tyson aos ringues. Os assinantes do canal vão acompanhar a DISPUTA contra o americano Roy Jones Jr., além de outras quatro lutas. A TV Globo exibi a reprise da luta na madrugada de sábado para domingo, após o Supercine.
Convidado do RESENHA PVT há poucos dias, o mestre de Karatê Yoshizo Machida contou sobre a sua história desde a saída do Japão até a adaptação no Brasil, relembrou os momentos marcantes dos filhos lutadores e falou sobre a curiosa urinoterapia. Segundo o líder do clã Machida, a urina ingerida cura alguns tipos de doenças, como conjuntivite e caspa, e citou um episódio envolvendo Lyoto, que antes não acreditava nos benefícios da prática. Assista:
Renato Moicano testou positivo para o covid-19 e sua luta contra Rafael Fiziev, originalmente marcada para o próximo sábado, dia 28, precisou ser adiada para o UFC do dia 12 de dezembro. O peso-pena brasileiro participou de uma edição gravada do CONEXÃO PVT poucos dias antes do teste, falou sobre seu atual momento, relembrou episódios marcantes de sua carreira, analisou o combate contra o quirguistanês e revelou que foi recusado por alguns ranqueados de sua divisão, incluindo o ex-campeão dos leves Anthony Pettis. Assista na íntegra:
Evento foi realizado em São Paulo - Foto: Edu Rocha
O SFT promoveu, no último sábado (21), sua edição de número 25 e o grande destaque ficou por conta de Wellington Predador. Fazendo a luta principal do evento diante de Bruno Viana, o peso-pena teve uma atuação de gala e, conhecido por ser um grande finalizador, mostrou que também está com sua trocação em dia. Prova disso é que o paulista, de apenas 21 anos, conseguiu nocautear seu adversário ainda no primeiro round, em pouco mais de quatro minutos, e emplacou sua quinta vitória em seis lutas realizadas na organização.
Evento foi realizado em São Paulo – Foto: Edu Rocha
No co-main event, fazendo sua estreia pelo SFT, Marcio Velaminho, número 3 do ranking da categoria peso-leve na China – onde fez diversas lutas ao longo dos últimos anos -, deu um show de Jiu-Jitsu. Em ação contra a fera Anderson Buzika, o baiano de 32 anos precisou de apenas três minutos para encaixar um justo triângulo de mão e forçar os três tapinhas de Buzika, mostrando que pode ser mais um nome de alto nível na divisão dos leves da organização. Foi o sétimo triunfo de Velaminho em suas últimas oito apresentações no MMA profissional.
Outras boas vitórias marcaram o card do último sábado. Em uma das melhores lutas do evento, Bruno Gafanhoto teve uma atuação dominante em duelo contra Isaias Simões e saiu vencedor na decisão unânime dos jurados após três rounds de luta, emplacando sua quarta vitória consecutiva no SFT. Outro confronto de alto nível, este válido pelo SFT Xtreme (que promove duelos de Kickboxing com os atletas utilizando luvas de MMA), Raphael Dengue fez revanche contra Cícero Evangelista e voltou a sair vitorioso, desta vez por nocaute ainda no round inicial.
O SFT 25 contou ainda com outros dois confrontos no Semipro, com atletas que estão na transição do MMA amador rumo ao profissional. Na categoria meio-médio, o invicto Matheus Rocha mostrou um melhor nível na luta em pé e venceu Nilton Gomes na decisão unânime, dando fim à invencibilidade do seu oponente. Na luta de abertura da edição, Sarah Filipini foi declarada vencedora sobre Mayara Mota por nocaute técnico (interrupção médica) no intervalo do primeiro para o segundo round.
Próximo evento da companhia, o SFT 26 acontece no próximo dia 5 de dezembro. Na luta principal da noite, pela categoria peso-médio, Eduardo Camelo vai medir forças contra Cleber Sousa, enquanto no co-main event, Marcílio Muniz e Wagner Mangaba vão disputar o título inaugural peso-leve do SFT Xtreme.
RESULTADOS COMPLETOS:
SFT 25 São Paulo (SP) Sábado, 21 de novembro de 2020
Wellington Predador derrotou Bruno Viana por nocaute no 1R
Marcio Velaminho finalizou Anderson Buzika com um triângulo de mão no 1R
Bruno Gafanhoto derrotou Isaias Simões por decisão unânime dos jurados
Raphael Dengue derrotou Cícero Evangelista por nocaute no 1R
Matheus Rocha derrotou Nilton Gomes por decisão unânime dos jurados
Sarah Filipini derrotou Mayara Mota por nocaute técnico (interrupção médica) no 1R
Líder dos treinamentos de Mike Tyson para seu retorno aos ringues, neste sábado, em luta – teoricamente – de exibição contra Roy Jones Jr., Rafael Cordeiro destrinchou os treinamentos da lenda do Boxe para o aguardado momento, e deixou claro que o objetivo é nocautear o adversário. Assista:
Deiveson Figueiredo cumpriu a promessa de definir a luta contra Alex Perez ainda no primeiro round. Com uma atuação irretocável, o campeão finalizou o desafiante com uma guilhotina nesse sábado e defendeu pela primeira vez o cinturão peso-mosca. Assista:
https://youtu.be/gVG3eR0QP-M?t=131
A vitória do paraense foi tão rápida e sem sustos que assim que desceu do octógono ele já estava de novo compromisso marcado. Deiveson retorna no dia 12 de dezembro para defender o título contra Brandon Moreno.
A campeã peso-mosca feminino, Valentina Shevchenko, também defendeu com sucesso o seu título, mas sem a tranquilidade de Deiveson. Isso porque Jennifer Maia deu um grande trabalho. No fim, a quirguiz venceu por decisão unânime.
Não fosse a vitória de Deiveson Figueiredo na luta principal, o Brasil teria passado em branco no card. No card principal, Mauricio Shogun foi derrotado por nocaute técnico por Paul Craig no segundo round; no preliminar, Ariane Lipski, também por nocaute técnico no segundo round, foi superada por Antonina Shevchenko, irmã da campeã peso-mosca.
UFC 255
Las Vegas, EUA
12 de dezembro de 2020
Deiveson Figueiredo finalizou Alex Perez com uma guilhotina no R1
Valentina Shevchenko venceu Jennifer Maia por decisão unanime
Tim Means venceu Mike Perry por decisão unânime
Katlyn Chookagian venceu Cynthia Calvillo por decisão unânime
Paul Craig venceu Mauricio Shogun por nocaute técnico no R2
Brandon Moreno venceu Brandon Royval por nocaute técnico no R1
Joaquin Buckley venceu Jordan Wright por nocaute no R2
Antonina Shevchenko venceu Ariane Lipski por nocaute técnico no R2
Nicolas Dalby venceu Daniel Rodriguez por decisão unânime
Alan Jouban venceu Jared Gooden por decisão unânime
Kyle Daukaus venceu Dustin Stoltzfus por decisão unânime
Sasha Palatnikov venceu Louis Cosce por nocaute técnico no R3
Logo após as derrotas de Maurício Shogun, Ariane Lipski e Jennifer Maia e a vitória de Deiveson Figueiredo na luta principal do UFC 255, o líder da Kings MMA, Rafael Cordeiro entrou ao vivo conosco no Depois do Gongo para analisar a noite brasuca.
Rafael se negou a cogitar a aposentadoria de Shogun e elogiou bastante a atuação de Jennifer Maia que, apesar da derrota por pontos, entregou uma excelente luta com a campeã Valentina Shevchenko. Levando em conta que a também paranaense Jessica Andrade pode ser a próxima desafiante, Rafael a aconselhou a focar no sistema defensivo e, diante da atuação dominantes do campeão dos moscas, Deiveson Figueiredo, apostou num longo reinado do campeão.
Eleito o maior trenador de MMA do mundo por dois anos consecutivos, Rafael falou ainda da chegada de Werdum a Los Angeles neste fim de semana e da expectativa para sua estreia na PFL. Comentou também a volta vitoriosa de Rafael dos Anjos ao peso leve e de Alex Poatan ao MMA.
Mike Tyson, que Volta aos ringues no próximo sábado contra Roy Jones Jr, também esteve em pauta. Durante quase 9 minutos, Cordeiro destrinchou seus treinos diários, trouxe detalhes de seus últimos sparrings e garantiu que não acredita que o ex-campeão subirá ao ringue para uma luta “exibição”. Cordeiro falou ainda de sua relação de amizade com Mike e disse acreditar que o ex-campeão possa voltar a lutar com Holyfield e também contra grandes nomes do boxe na atualidade como Tyson Fury.
A entrevista completa você acompanha no vídeo acima.