Aluna e professor vibraram com a aprovação - Foto: Arquivo Pessoal
Aluna e professor vibraram com a aprovação – Foto: Arquivo Pessoal
Promessa brasileira do Judô formada nos tatames do projeto social Geração UPP na comunidade do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, a faixa-roxa Yonara da Silva Lopes Angelim, de 18 anos, foi aprovada na peneira do Vasco da Gama, que em 2019 foi apontado como o melhor clube do Brasil na modalidade. No novo time, a atleta usufruirá de um estrutura de ponta, com direito a fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo e parceiros de treino do mesmo nível.
“O projeto foi muito importante para mim, pois foi me fez descobri o que realmente quero para minha vida profissional. Foi onde fiz novos amigos e ganhei uma nova família e, mesmo sem condições de pagar os campeonatos e até mesmo pagar uma faixa, o professor Yponã Carlo nunca deixou que isso me desanimasse. Foi assim que viajei para a Bahia para lutar o Brasileiro Regional. Hoje reconheço e agradeço todo o esforço que ele fez por mim e, se cheguei onde estou, devo primeiramente a Deus e depois ao projeto social de Judô Geração UPP Batan”, exaltou a lutadora, que sonha em integrar a Seleção Brasileira e conquistar a medalha de ouro olímpica.
O projeto social que revelou a jovem Yonara faz parte do trabalho realizado pela parceria entre Legião da Boa Vontade, Super Rádio Brasil, Prime Esportes e Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O faixa-preta responsável por liderar a equipe é o policial Yponã Carlo, que atende a cerca de 50 alunos ativos nos treinamentos. Feliz pela conquista de Yonara, o professor não mediu elogios à atleta.
“Ela é uma atleta extremamente dedicada ao esporte. Desde o primeiro dia em que pisou no tatame percebi um olhar diferenciado nela. Durante os treinamentos mais duros e nas competições o semblante dela era sempre de muita concentração e foco, nunca teve medo de treinar ou competir com atletas maiores e mais fortes que ela, sempre muito determinada. Me sinto muito honrado por ter plantado essa semente que está começando a florescer. Ela é a prova de que o trabalho da prevenção à violência através do Judô feito está fazendo a diferença dentro da comunidade do Jardim Batan, em Realengo.”
Léo Santos tem história no Jiu-Jitsu – Foto: Marcelo Alonso
O peso leve do UFC Leonardo Santos é o convidado do RESENHA PVT desta semana, que vai ao ar na quarta-feira, 22, ao vivo, a partir das 21h. Você pode participar enviando sua pergunta. Para isto, basta acessar o canal do PVT no Youtube, se inscrever e ativar o sininho de notificação. Ou então pelo nosso Instagram e Twiiter.
A menos de um mês de completar 40 anos de idade, Leo Santos está há mais de 10 anos invicto. Sua última derrota foi para o japonês Kazunori Yokota em maio de 2009 pelo Sengoku. Desde então, foram 11 vitórias e um empate. Campeão do TUF Brasil 2, o carioca venceu seis das sete lutas que disputou na organização.
Porém, apesar dos números supracitados, Leo não é um dos lutadores mais utilizados pelo UFC em seus cards. Reflexo disso é que em seus seis anos de organização, ele só lutou sete vezes, o que dá uma média de praticamente uma luta por ano. Esse é um dos assuntos que serão abordados no programa desta quarta-feira.
Preparador físico comemora triunfos de seus atletas ao longo do último ano, e projeta 2020 com novas conquistas - Foto: arquivo pessoal
Preparador físico comemora triunfos de seus atletas ao longo do último ano, e projeta 2020 com novas conquistas – Foto: arquivo pessoal
O ano de 2019 acabou, e Everton Oliveira tem motivos de sobra para comemorar. Profissional da equipe American Top Team, o preparador físico conquistou com seus atletas importantes vitórias ao longo da última temporada, incluindo a manutenção dos dois cinturões do UFC de Amanda Nunes e o novo título de Natan Schulte no PFL. Natural de Curitiba, no Paraná, Everton é responsável pelo condicionamento físico de dezenas de lutadores da ATT, equipe que defende desde 2012. Até hoje, são mais de 70 atletas sob seu comando, mais de 200 lutas profissionais e 12 lutas de título só pelo UFC.
“Estou muito feliz por tudo que aconteceu profissionalmente em 2019. Junto com a equipe American Top Team, conseguimos grandes feitos, vitórias marcantes, e tudo isso fez com que o ano se tornasse especial para mim”, comemora o profissional.
O último mês de 2019 foi intenso para Everton e seus atletas. No dia 14, pelo UFC 245, Amanda Nunes derrotou Germaine de Randamie e manteve seu reinado na categoria peso-galo. A brasileira teve o braço erguido após lutar por cinco rounds, fato que não acontecia com a campeã desde 2017.
Ter a campeã em ação em alto nível por 25 minutos comprova o sucesso da parceria entre Everton e Amanda, trabalho desenvolvido desde 2014 e por 10 lutas. “Foi ótimo ter a Amanda lutando por cinco rounds. Ela é arrasadora, resolve a maioria das lutas de maneira agressiva, inteligente e rápida, mas desta vez ela provou também estar com o preparo físico pronto para qualquer tipo de luta que aconteça”, avisa o brasileiro.
Everton Oliveira ainda comemorou mais um título em dezembro, e no último dia do mês, fechando 2019 da melhor maneira possível. Natan Schulte despachou Loik Radzhabov por pontos para conquistar o bicampeonato do GP dos leves do evento norte-americano PFL.
Com o catarinense, Everton trabalha desde junho de 2017, pouco antes da arrancada arrasadora de Natan no cage do PFL. Desde então, o bicampeão enfileirou adversários e faturou o acirrado torneio do evento em 2018 e 2019.
“O Natan é um lutador incrível, que trabalha e se dedica muito nos treinamentos, e não é por acaso que tem feito história no PFL. O trabalho que desenvolvo com ele me enche de orgulho porque, em suas recentes competições, por duas vezes ele fez duas lutas na mesma noite, o que requer um condicionamento físico de excelência. Em ambas ocasiões, saímos vitoriosos”, conta empolgado.
Ainda em dezembro do último ano, Everton teve sua primeira luta trabalhando com Marlon Moraes, atual número 1 do ranking do peso-galo do UFC. Logo na estreia, uma pedreira chamada José Aldo. Por três rounds eles duelaram de maneira intensa, e o resultado positivo para Marlon coroou o trabalho com o preparador.
Expectativa de novas conquistas em 2020
Se 2019 foi um ótimo ano para Everton Oliveira e seus atletas, o profissional espera que 2020 seja ainda melhor. Além das manutenções dos títulos dos campeões com quem trabalha, ele confia em novas conquistas e no crescimento profissional de muitos de seus comandados.
Após se apresentar muito bem diante do campeão Jon Jones, em duelo que exigiu o máximo da parte física de ambos, Thiago Marreta é uma das principais apostas dos fãs brasileiros para título no UFC. Everton acredita que o número 1 do ranking peso-meio-pesado retorne em breve ao octógono.
“Nós ficamos muito orgulhosos do que o Marreta apresentou ao mundo na luta contra o Jon Jones. Foi surpresa para muitos, mas não para quem convive com ele. Tínhamos total confiança que era possível ele destronar o campeão, mas não foi possível deste vez. Esperamos que ele tenha uma nova chance ao título em 2020, assim como o Marlon Moraes”, explica.
Everton Oliveira também crê na evolução em 2020 de nomes como Jussier Formiga e Alexandre Pantoja (números 2 e 4 do ranking peso-mosca do UFC, respectivamente), além de Amanda Ribas, 15ª entre as melhores do peso-palha. Neste ano também, o campeão peso-mosca do ONE Championship, Adriano Moraes, colocará seu título em jogo.
“A American Top Team é a maior equipe de MMA do mundo, tem um time muito forte de atletas, e todo ano nos reserva muitos desafios. Estou muito empolgado por tudo que estar por vir em 2020, e tenho certeza que ao final da temporada o resultado será novamente de excelência”, projeta.
Perto do título, Marcelo Guará luta no dia 31 de janeiro em busca da terceira vitória no Jungle Fight - Foto: Divulgação
Perto do título, Marcelo Guará luta no dia 31 de janeiro em busca da terceira vitória no Jungle Fight – Foto: Divulgação
Desde muito cedo o sergipano Marcelo “Guará” Guarilha se acostumou a enfrentar as adversidades impostas pela vida. Sua primeira agrura aconteceu entre a adolescência e a vida adulta, quando ele perdeu os seus pais. Guará precisou se virar fazendo bicos como motoboy, office boy de funerária, motorista de ônibus e até vendedor de sanduíche para garantir o seu sustento. Depois de muita ralação, ele conseguiu se tornar lutador de MMA e hoje é dono de sua própria academia em Sergipe. Vindo de seis vitórias seguidas, duas delas pelo Jungle Fight, Guará luta no dia 31 de janeiro, na edição 101, contra Fernando “Ben 10”, em luta que poderá definir o próximo desafiante ao cinturão dos galos do Jungle.
“Minha expectativa é a melhor possível. Sou um cara bem versátil, trabalho bem na trocação e também o meu Jiu-Jitsu. Estou bem confiante e empolgado. Eu sei que vou fazer uma boa luta. O Ben 10 é um cara que ganha as suas lutas na decisão e é finalizador. Ele nunca nocauteou um adversário. Então, acredito que ele vá sentir a minha mão. E quando ele sentir a minha mão, ele vai cair. Mas sou muito bom de Jiu-Jitsu também. Onde a luta se desenrolar, eu vou sobressair. Estarei sempre um passo a frente dele. Eu sou o melhor dessa categoria, e vou mostrar isso no dia 31”, garantiu.
Sergipano da cidade de São Cristovão, Guará luta MMA desde 2011 e vai para a sua vigésima luta. No entanto, ele ainda é pouco conhecido do grande público. Seu primeiro contato com as artes marciais aconteceu aos 15 anos, quando ele se mudou com os seus pais para Goiânia.
“Em 2007 eu foi morar em Goiânia, onde tive o meu primeiro contato com a luta. Um mês depois de chegarmos na cidade a minha mãe faleceu. Morei lá por cinco anos antes de voltar a Sergipe. Aí meu pai veio a falecer, logo após a uma luta minha de MMA, em 2013. Cheguei da luta no sábado e ele faleceu no domingo. Comecei sem nenhum apoio. Todo mundo dizia que eu precisava trabalhar, mas eu persisti na luta. Antes de ter a minha academia eu trabalhava como motoboy e office boy em uma funerária. Eu sempre precisei fazer bico antes de ter a minha academia”, contou.
Guará começou no Boxe Chinês e depois foi para o Muay Thai, onde construiu um cartel com 22 vitórias e apenas duas derrotas. Logo no início de carreira ele nocauteou três oponentes para vencer um torneio de Muay Thai. Atualmente ele é o campeão sergipano da modalidade. Fã de Anderson Silva, Rodrigo Minotauro e de Conor McGregor, ele logo se interessou pelo MMA e, em 2011, quando tinha apenas 19 anos, fez a sua estreia nos cages. Guará venceu e recebeu o prêmio de melhor nocaute da noite das mãos do ex-campeão do UFC Renan Barão.
“Eu gostava muito de assistir as lutas de MMA. Sou muito fã do Minotauro e do Anderson Silva. Também sou fã do Conor McGregor. Me espelho muito nele e acho até que luto parecido com ele. Acabei migrando para o MMA em 2011 e hoje só luto MMA. Para lutar novamente Muay Thai só se aparecer uma proposta muito boa, porque hoje eu sou 100% MMA. Mas não tenho apenas a parte em pé não. Eu treino muito Jiu-Jitsu. Sou faixa marrom da modalidade. Estou pronto para tudo”, garante o casca-grossa.
Parceria com a CM System
Quando sobe ao cage, Marcelo Guará não representa apenas a sua equipe. Ele também luta pela bandeira da CM System, equipe liderada pelo ex-lutador do Pride e do UFC Cristiano Marcello. Sempre que se aproxima de uma luta, Guará arruma as suas malas e parte para Curitiba para fazer o seu camp.
“A parceria com a CM System começou através de um amigo meu, o Diego Santos. Ele foi lutar em Ponta Grossa e acabou ficando por lá. Depois de um tempo ele migrou para a CM System através do Rodrigo Hulk. Ele passou lá um tempo e eu fiz contato com ele para poder treinar lá. Ele falou com o Cristiano Marcello, que autorizou a minha ida. A primeira vez eu fiquei no alojamento da equipe. Aí depois de um tempo eu fechei uma parceria com o Cristiano. Toda vez que tenho uma luta eu faço o camp com eles. Lá tem o Elizeu Capoeira, o Luan Miau, o Godzilla, o Marcelo Zulu no Wrestling, que é o melhor professor com quem eu já treinei, entre vários outros nomes que me ajudam bastante”, contou.
O dia 31 de janeiro será especial para Guará. O combate no Jungle será a luta mais importante da sua carreira, pois poderá levá-lo a uma disputa de cinturão. Aos poucos o lutador vai ganhando o seu espaço e com isso dando uma vida melhor para a sua família.
“Eu tenho dois filhos, e o meu menino mais novo é autista. Então, é bem complicado conciliar treino, emprego e os cuidados com ele. Mas sei que estou no caminho certo para dar uma vida melhor pra eles. Tenho certeza que vou chegar ao topo e dar uma estabilidade para a minha família. E sei que a próxima luta pode ser o começo da realização deste sonho”, concluiu.
A última etapa da temporada 2019/2020 do Abu Dhabi Jiu Jitsu Pro (AJP) e em terras brasileiras será em Gramado, Rio Grande do Sul. Sucesso de público e de organização nos anos anteriores, a cidade gaúcha receberá, pela primeira vez, uma etapa continental do circuito, o Abu Dhabi Continental Pro.
O evento, que promete reunir os principais atletas sul-americanos de jiu-jitsu da atualidade acontecerá entre os dias 29 e 1º de março, no ginásio municipal José Francisco Perini, o Perinão, na região central do município. A expectativa da organização é ultrapassar a marca de 1.500 atletas. As inscrições estão abertas até o dia 21 de fevereiro e podem ser feitas através do site.
Jacó Schaumloeffel, Secretário Municipal de Esporte e Lazer da cidade, falou sobre a importância de receber mais um grande evento da federação.
“Este evento movimenta toda a cidade e incentiva a prática esportiva. Para Gramado estes eventos trazem um grande público, muitos atletas trazem a família. O turismo esportivo representa uma fatia importante da economia local.
Também temos uma contrapartida social com inscrições para os projetos sociais. Só traz benefícios”.
Quem também comemorou o retorno do evento a Gramado foi Felipe Fioreze, dono da rede hoteleira Fioreze.
“É um evento que agrega muito para nossa cidade, pois trazem um grande fluxo de visitantes em um período de baixa ocupação. Parabenizo a organização juntamente com secretaria de esportes de Gramado pela iniciativa, iremos trabalhar para promover uma experiência positiva entre atletas e visitantes”.
A AJP ainda não divulgou oficialmente quais serão as premiações no Continental Pro de Gramado. Para saber mais informações, acesse o site oficial da Federação, clicando aqui (https://ajptour.com/en/event/235).
Gramado Continental Pro
Data: 29 de fevereiro a 01 de março de 2020
Local: Perinão, em Gramado (RS)
Inscrições: aqui
Pedro Machado manteve a invencibilidade - Foto: Marcos Santos
Pedro Machado manteve a invencibilidade – Foto: Marcos Santos
Quando foi escalado para lutar no Future MMA, o carioca Pedro Machado enxergou a oportunidade como um divisor de águas em sua curta carreira no MMA. E, se o intuito era causar uma boa impressão em sua estreia, pode-se dizer que ele atingiu o objetivo. Na última sexta-feira (17), pelo Future MMA 11, que foi realizado em São Paulo, ele precisou de menos de três minutos para finalizar Maicon “Pitbull” (Team Soto) com uma chave de calcanhar invertida. Foi a terceira vitória por finalização do faixa-marrom de Luta Livre, que manteve a sua invencibilidade no MMA.
“Gostei muito da minha atuação. Acredito que causei uma primeira boa impressão. Apesar de ter sido uma vitória rápida, consegui mostrar uma boa progressão do meu jogo de solo durante o combate. Iniciei com uma queda de sacrifício, caímos na meia guarda e eu ganhei a montada. Ele conseguiu reverter, mas quando eu cai por baixo já ataquei o triângulo. No momento em que ele “posturou” para defender eu ataquei uma omoplata e por fim terminei girando na chave de calcanhar invertida”, contou o atleta da Rio Fighters.
Aos 27 anos, ele fez apenas a sua terceira luta como profissional, mas vem mostrando maturidade ao planejar cuidadosamente a sua carreira. O primeiro passo, que era vencer em um grande evento nacional como o Future, foi dado com sucesso. Agora, o pupilo do ex-lutador do Pride e do UFC Miltinho Vieira espera receber novas oportunidades para continuar mostrando o seu valor.
“Como eu disse anteriormente, essa luta seria um divisor de águas na minha carreira. Espero que, a partir de agora, muitas outras coisas boas apareçam pra mim. O Future MMA me permite trabalhar o pré luta, o dia da luta, e o pós luta também. É o modelo de negócio em que eu acredito no Mixed Martial Arts. Dito isso, acredito que voltarei a lutar noa organização sim”, concluiu o casca-grossa.
Mesmo sem muita mídia, o brasileiro Carlos Diego Ferreira vem bagunçando a divisão dos pesos leves. Invicto desde 2015, ele já soma seis vitórias consecutivas. A mais recente foi no último sábado, pelo UFC 246, em Las Vegas, EUA. A vítima foi o ex-campeão peso leve Anthony Pettis, que foi dominado e finalizado, com um mata-leão no segundo round.
Além de Pettis, outros nomes conhecidos da divisão caíram diante da eficiência do Jiu-Jitsu do amazonense. Foram eles: Rustam Khabilov e Mairbek Taisumov, ambos em 2019. No UFC desde 2014, Carlos Diego Ferreira venceu oito dos 10 combates que disputou dentro do octógono. Seus únicos reveses foram em 2015, contra Beneil Dairush e Dustin Poirier, respectivamente.
Com o monólogo apresentado diante de Donald Cerrone na luta principal do UFC 246, realizado no último sábado, em Las Vegas, EUA, Conor McGregor se tornou o primeiro lutador a aplicar nocautes em três categorias distintas na maior organização de MMA do mundo: nos penas, nos leves e, agora, nos meio-médios.
Para derrubar o Cowboy americano, o irlandês necessitou de apenas 40 segundos dentro do octógono. Foi o tempo suficiente para acertar ombradas, dois chutes altos, joelhada e seus famigerados socos de esquerda, incluindo cruzados e diretos. O show só acabou graças à interrupçÃo do árbitro Herb Dean.
Irlandês não tomou conhecimento do americano - Foto: Mike Fridley / Sherdog.com
Irlandês não tomou conhecimento do americano – Foto: Mike Fridley / Sherdog.com
Conor McGregor voltou com tudo. O irlandês precisou de apenas 40 segundos para atropelar o duríssimo Donald Cerrone na luta principal do UFC 246, realizado no último sábado, em Las Vegas, EUA.
Já em seu primeiro movimento na luta, McGregor lançou um direto de esquerda que passou raspando na cabeça de Cowboy, que o agarrou. Na sequência, o irlandês desferiu ombradas para magoar o rosto do americano. A partir daí, um verdadeiro show: chute alto na cabeça, joelhada e socos no ground and pound, sendo interrompido apenas pela ação do árbitro Herb Dean.
“Mais uma vez fiz história: sou o primeiro a nocautear nos penas, nos leves e nos meio-médios”, vibrou o ex-campeão dos penas e dos leves, que se colocou a disposição para enfrentar ‘qualquer um desses idiotas’.”
Único brasileiro em ação no card, Carlos Diego Ferreira emplacou a sexta vitória consecutiva ao dominar e finalizar o ex-campeão peso leve Anthony Pettis, com um mata-leão no segundo round.
UFC 246
Las Vegas, EUA
18 de janeiro de 2020
Conor McGregor venceu Donald Cerrone por nocaute técnico no R1
Holly Holm venceu Raquel Pennington por decisão unânime
Alexey Oleinik finalizou Maurice Greene com um armlock no do R2
Brian Kelleher finalizou Ode Osbournecom uma guilhotina no R1
Carlos Diego Ferreira finalizou Anthony Pettis com um mata-leão no R2
Roxanne Modafferi venceu Maycee Barber por decisão unânime
Sodiq Yusuff venceu André Fili na decisão unânime
Askar Askarov venceu Tim Elliott por decisão unânime
Drew Dober venceu Nasrat Haqparast por nocaute técnico no R1
Aleksa Camur venceu Justin Ledet por decisão unânime
Sabina Mazo venceu JJ Aldrich por decisão dividida
Gabriel Braga chegou a cinco vitórias em cinco lutas como profissional - Foto: Marcos Santos
Gabriel Braga chegou a cinco vitórias em cinco lutas como profissional – Foto: Marcos Santos
Gabriel Braga levou a melhor no duelo de invictos pesos-penas contra Loibe Neto, na luta principal do Future MMA 11, evento realizado nessa sexta-feira, 17 de janeiro, em São Paulo-SP. Após três rounds marcados por extrema técnica, o filho do veterano Diego Braga teve o braço levantado por decisão unânime dos jurados, anotando a sua terceira vitória na organização, a quinta como profissional.
As três vitórias de Gabriel Braga no Future MMA não foram apenas dentro do decágono. Para garantir vaga nos cards em que atuou, o carioca de 21 anos precisou derrotar três oponentes no sistema de votação proposto pelo evento, no qual o fã escolhe os lutadores que querem ver em ação. Tal retrospecto garantiu à jovem promessa a chance de disputar o cinturão peso-pena da categoria.
“Ninguém melhor do que o público para palpitar sobre o que ou quem eles querem assistir, eles são os consumidores do produto. E a vitória de Gabriel Braga confirmou que os fãs sabem o que estão fazendo. Então, por ser um dos atletas que mais venceu votação no Future e, claro, pelo que já fez dentro do decágono, Gabriel mostrou que está pronto para lutar pelo cinturão. Talvez em abril ou maio”, declarou Jorge Oliveira, CEO do evento.
Outro destaque do card foi o veterano Thiago Manchinha, que desbancou o iraniano Alireza Noei. Depois de sofrer um knockdown no primeiro round, o brasileiro conseguiu frustrar as tentativas de quedas do wrestler e abriu caminho para dois chutes precisos na cabeça. O segundo, já no último round, balançou Noei. Sem desperdiçar o momento, Manchinha conseguiu pegar as costas e encaixar um mata-leão, que acabou apagando o oponente.
“Respeito muito o meu adversário, fizemos uma grande luta, mas não vim aqui para ser mais um, nem para servir de escada para ninguém, vim para ser campeão. Vi na imprensa que ele era o terror iraniano, mas aqui é Brazilian Jiu-Jitsu”, vibrou Manchinha, que aproveitou para desafiar outro atleta do Future. “(Guilherme) Prodígio, cadê você, comédia? Falador passa mal!”
Pelos meio-pesados, Jailton Malhadinho confirmou o favoritismo sem correr riscos. Em menos de três minutos de luta, ele derrubou Leonardo Black e o castigou com socos até a interrupção do árbitro, anotando 11ª vitória em 13 lutas como profissional. Mas o nocaute mais impressionante da noite veio na joelhada voadora de Marcos Vinicius Sorriso, que levou Robson Punk para a lona faltando poucos segundos para o final do combate.
Confira abaixo os resultados completos do evento:
Future MMA 11
São Paulo, SP
17 de janeiro de 2019
Gabriel Braga venceu Loibe Neto por decisão unânime (39×27, 30×27 e 29×28)
Jailton Malhadinho venceu Leonardo Black por nocaute técnico (socos) a 1:58 do R1
Rodrigo Jones venceu Alexandre Silva por decisão unânime (triplo 30×27)
Thiago Manchinha venceu Alireza Noei por finalização (mata-leão) a 1:27 do R3
Luann Panterinha venceu Fábio Henrique Nascimento por finalização (mata-leão) aos 4:58 do R2
Leonardo Leleco venceu Flavio Magon por finalização (baseball choke) aos 4:20 do R1
Marcos Vinicius Sorriso venceu Robson Punk por nocaute (joelhada voadora) aos 4:26 do R3
Elvis Caiçara venceu Cristiano Billy por decisão unânime (triplo 30×27)
Pedro Machado finalizou Maicon Pitbull com uma chave de calcanhar aos 2:16 do R1