Boxe olímpico terá recurso do VAR a partir de setembro

VAR pode resolver questões polêmicas no Boxe
VAR pode resolver questões polêmicas no Boxe

A tecnologia continua entrando em todos os esportes. Depois do sucesso no futebol, chegou a vez do mundo das lutas receber o árbitro de vídeo. A ideia é que a tecnologia do VAR auxilie a arbitragem em decisões polêmicas, assim como já acontece nos principais campeonatos de futebol do mundo.

A Associação Internacional de Boxe confirmou a utilização da tecnologia a partir de setembro na modalidade olímpica. O foco é a Olimpíada de Tóquio em 2020. Mas diferente do que acontece no futebol, a tecnologia do VAR poderá ser solicitada apenas pela entidade nacional do esporte, pedindo a revisão da luta e o resultado.

Diferente do futebol, onde o juiz solicita revisão do lance na hora, no Boxe, um comitê de quatro juízes será formado para avaliar cada confronto. Para acontecer a revisão, o representante da entidade nacional apresentará um cartão amarelo um minuto após o resultado da luta. Se não acontecer uma mudança imediata, o solicitante ainda poderá pedir uma nova revisão do VAR. Para isso terá que preencher um formulário pedindo a análise e explicando o motivo para o questionamento.

O resultado da revisão não será imediato. O júri irá rever a luta e apenas ao final do dia o resultado será anunciado. Cada país poderá solicitar dois pedidos de revisão de resultado por competição.

VAR no UFC

A tecnologia do VAR também já chegou nos octógonos do UFC, mas não de forma oficial. Em novembro de 2018, no UFC Denver, evento que comemorava os 25 anos da primeira edição da competição, uma decisão da arbitragem com auxílio de vídeo causou polêmica. Foi no confronto entre Chas Skelly e Bobby Moffett.

Após ter vencido o primeiro round, Chas Skelly acabou caindo após um triângulo de mão aplicado pelo adversário. Controlado no chão, Skelly acompanhava os movimentos de Moffett para se manter vivo na luta. Como o golpe estava bem encaixado, o árbitro do confronto, Tim Mills, ficou em dúvida com a condição de Skelly com o golpe e segurou o braço para mantê-lo acordado. O fato é que ele interrompeu a luta e aumentou a polêmica.

Skelly ficou inconformado com a atitude da arbitragem e alegou de todas as maneiras que ele ainda estava ativo para o combate. A confusão ainda durou alguns minutos após a intervenção. O árbitro Tim Mills viu e reviu o lance diversas vezes no monitor que ficava à beira do octógono. Depois de toda a confusão, Mills decidiu manter a vitória de Moffett.

O fato curioso não tirou o brilho da vitória de Moffett, mas indignou muitos que apostavam na vitória de Skelly e o próprio lutador.

A tecnologia do VAR ajudaria a evitar os grandes erros cometidos pela arbitragem no UFC. Como foi o caso do confronto entre Ben Askren e Robbie Lawler pelo UFC 235, em março deste ano. O árbitro Herb Dean foi levado ao erro ao interromper o confronto alegando que Robbie estava desacordado e confirmando a vitória para Askren. A confusão poderia ter sido evitada e revertida se o UFC utilizasse a arbitragem de vídeo. Com as imagens, seria possível avaliar melhor a situação dos lutadores. No final, depois de reclamar demais para a paralisação, Robbie aceitou as desculpas de Herb, que assumiu o erro.

No mesmo evento, o UFC 235, o VAR também teria ajudado a definir mais rápido o confronto entre Diego Sanchez e Mickey Gail. A luta terminou com Sanchez nocauteando o adversário, mas o que o árbitro não viu foi uma mordida e um dedo no olho no confronto, práticas ilegais que até poderiam eliminar Gail antes do nocaute.

Já está comprovado que a tecnologia pode ser uma grande aliada da arbitragem, também no UFC. Basta agora os organizadores da marca aderirem ao árbitro de vídeo. Fica a dica!

*Por: Agência Digital Emarket