Campeã de MMA amador, Michele Oliveira supera embolia pulmonar e celebra volta à ação

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Lutadora possui títulos no jiu-jítsu e no MMA amador - Arquivo pessoal/Michele Oliveira

Faixa-preta de Jiu-Jitsu e campeã mundial de MMA amador em 2017, a lutadora Michele Oliveira sofreu um duro baque na sua carreira – e na vida – no fim do ano passado, quando após passar por uma cirurgia no joelho, sentiu dores nas costas e, ao retornar ao hospital, foi diagnosticada com embolia pulmonar (obstrução de uma artéria do pulmão pelo acúmulo de material sólido).

Lutadora possui títulos no jiu-jítsu e no MMA amador – Arquivo pessoal/Michele Oliveira

Desde então, dez meses se passaram, e depois de completar o tratamento e mostrar muita resiliência, Michele Oliveira está de volta aos treinos e pronta para retornar à ação. Aos 28 anos, ela lutou pela última vez em julho de 2022, quando derrotou Roxanne Modafferi pelo evento de grappling UFC Fight Pass Invitational.

“Confesso que quando eu vim para o Brasil fazer a cirurgia, estava muito segura e tranquila por ter todo um time capacitado cuidando de mim, e principalmente o Dr. Leonardo Metsavaht, que desde a minha primeira crise lombar, anos atrás, mostrou que era possível continuar quando parecia ser difícil. Quando precisei operar o LCA, ele mais uma vez esteve ao meu lado. Três semanas depois, porém, eu tive a embolia… Foi uma fase em que aprendi a ser resiliente, me conectei comigo e com Deus. Foi um momento onde pude me transformar e criar uma força que muitas vezes a gente nem sabe de onde tirar. Hoje sou grata por tudo o que passei, foi um divisor de águas na minha vida”, recordou a lutadora, que continuou:

“Com toda certeza (essa foi a maior luta da minha vida). Nós, que somos atletas, sabemos que a trajetória e o caminho são difíceis, cheios de desafios. Eu passei muitas dificuldades e aprendi com todas elas. Essa foi mais uma que me fez forte, eu poderia nem estar aqui pra contar, mas graças a Deus eu venci. Estou ansiosa para voltar fazer o que amo, quem me conhece sabe que sempre que posso estou em movimento, em atividade, e agora saber que estou pronta é uma das minhas maiores maiores vitórias”.

O período sem lutar MMA é ainda maior, desde 2021, quando a brasileira conheceu sua primeira derrota na modalidade, pelo evento LFA. Porém, motivada a retomar sua carreira, Michele Oliveira, que ainda soma dois triunfos no cartel, planejou os seus próximos passos, inclusive com duelo marcado para novembro.

“Irei lutar MMA no dia 4 de novembro contra a Thatyane Mayara, pelo evento Extreme Combat, na Bahia. Quero poder sentir novamente a sensação de entrar ali e dar o meu melhor. Já o Jiu-Jitsu fez e faz parte da minha vida, eu vim da modalidade e mesmo que por hobby, para me testar, sempre que tiver oportunidade eu quero competir. Mas o foco agora é fazer a minha volta, lutar MMA”, revelou Michele Oliveira.

“O MMA nunca deixou de ser uma prioridade, é de fato o meu foco, e eu tenho todo um time que está pensando e planejando a minha carreira, que é a Iridium Sports, e com certeza os caminhos serão trilhados da melhor forma, acima disso tudo com a permissão de Deus. Eu estou muito motivada, o meu mental com certeza está bem preparado, nesse tempo me coloquei em muitas situações mentais que eu precisava para a minha evolução, e foi bom vencer e enfrentar cada uma delas. Busquei os melhores profissionais em todos os aspectos da minha carreira de forma que eu pudesse estar preparada, como Orlando Folhes, meu preparador físico, e a partes de ortopedia e fisioterapia com a 3DGYm e a Biocinética, respectivamente”, completou.

Em busca de correr atrás do tempo perdido, Michele Oliveira mira não apenas vitórias e títulos, mas também ser uma inspiração para outros lutadores e pessoas em geral que passaram ou passam por uma situação como a dela. Já o seu grande sonho? Chegar no UFC e ser campeã.

“O UFC é a maior organização de MMA do mundo, um sonho, mas hoje estou focada em poder fazer um excelente trabalho na organização que for, acredito que na hora e no momento certo as oportunidades irão chegar. Agradeço a todos que torcem por mim e que estão comigo nessa trajetória, viver da luta não é fácil, porém com muita persistência e resiliência, eu acredito que chegarei mais longe do que posso imaginar”, encerrou a brasileira.