No próximo domingo, dia 9, a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, será palco da 1ª edição da Copa Fight Jiu-Jitsu, evento competitivo organizado por policiais do projeto social Geração UPP, que há mais de 10 anos levam a filosofia da arte suave e de outras modalidades de luta a crianças e jovens de comunidades.
De acordo com o faixa-preta de jiu-jisu, policial militar e um dos organizadores do evento, Francisco Toledo, “a competição tem como intuito incentivar, reconhecer e valorizar os jovens atletas de projetos sociais e reforçar os laços entre moradores de comunidades e integrantes da polícia carioca”.
Além de alunos dos projetos e policiais, o evento também será aberto a convidados. A iniciativa recebe o apoio da Legião da Boa Vontade, Super Rádio Brasil AM 940, Prime Esportes, Boomboxe, Secretaria de Estado de Polícia, Coordenadoria de Polícia Pacificadora, Grupo Hawk, MedAssef e Taquara Outlet.
Neste sábado, em Arnhen, Holanda, o estádio Gelredome, do clube de futebol Vitesse, recebe o GLORY: Collision 4. Na luta principal, Alistair Overeem volta ao evento de kickboxing e é recebido por Badr Hari. Ambos já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado. Na encarada desta sexta, clima tranquilo entre os pesados.
O card conta ainda com dois brasileiros. Felipe Micheletti enfrenta Donegi Abena, enquanto Cesar Almeida encara Serkan Ozcaglayan. O canal Combate transmite o evento a partir das 13:30hs (de Brasília). O card preliminar, com as lutas dos dois brasileiros, também poderá ser assistido no canal do Glory no Youtube.
Confira abaixo o card, os títulos em jogo (todos em 5 rounds) e fotos da encarada.
Glory Collision 4: Hari vs Overeem Card principal:
Badr Hari vs. Alistair Overeem (3 rounds)
Tiffany Van Soest vs. Sarah Moussaddak (título do peso supergalo)
Sergej Maslobojev vs. Tarik Khbabez (cinturão interino do meio-pesado)
Tyjani Beztati vs. Stoyan Koprivlenski (cinturão dos leves)
Petchpanomrung vs. Abraham Vidales (cinturão dos penas)
Levi Rigters vs. Tariq Osaro (3 rounds)
Card preliminar:
Serkan Ozcaglayan vs. Cesar Almeida Felipe Micheletti vs. Donegi Abena
Michael Boapeah vs. Sergej Braun
Vinicio Antony reconhece o perigo que Alex Poatan oferece a Israel Adesanya para a luta do UFC 281, marcado para 12 de novembro, em Nova Iorque. Todavia, o analista vê o nigeriano a largos passos à frente do brasileiro no quesito MMA.
O UFC 229, em 6 de outubro de 2018, trazia uma luta muito aguardada pelo fãs: Khabib Nurmagomedov e Conor McGregor pelo cinturão dos leves. Era para ser uma noite só de luta, mas terminou em briga. Após Khabib finalizar Conor aos 3:03min do 4º round, o russo gritou para o oponente no chão, provocando. Em seguida, pulou o octógono para agredir o treinador de jiu-jitsu do irlandês, Dillon Danis.
Depois disso, o que se viu foi uma briga generalizada, vários seguranças e policiais tentando apartar as equipes, e Dana White deixando de entregar o cinturão para Khabib no cage, para evitar mais pancadaria. Pouco tempo depois, o russo acabou levando suspensão da NSAC de 9 meses, e multa de 500 mil dólares.
Neste link, matéria sobre o evento e, abaixo, comente no carrossel no Instagram do PVT.
Dedé Pederneiras adiantou no CONEXÃO PVT desta quarta-feira que existe uma negociação para algo grandioso envolvendo José Aldo, que se desligou amigavelmente do UFC. A revelação veio após uma pergunta sobre a possibilidade do ex-campeão de MMA aceitar o desafio de Acelino Popó.
https://youtu.be/-wdJutlTYoU
“O Igor, filho do Popó, me ligou, conversamos por mais de meia hora e eu expliquei que temos uma situação e que a gente está vendo uma coisa bem grande para o Aldo. Nesse momento, a gente não está pensando em nada com o Popó”, disse.
“Não estou descartando, mas por enquanto a gente está concentrado em um só foco. Aldo continua com uma mídia muito grande lá fora, então a gente tem certeza que vai conseguir uma coisa grande lá fora”, complementou.
De acordo com o mentor do manauara, ele agora está se dedicando ao boxe e também ao muay thai, modalidades que mais ama. Dedé também falou sobre a sua nova agência de gerenciamento de carreira de lutadores, em sociedade com seu faixa-preta Gustavo Dantas.
A possibilidade de Ketlen Vieira enfrentar Amanda Nunes na disputa pelo cinturão dos pesos-galos feminino do UFC no card do Rio, em janeiro do ano que vem, também foi abordado.
“Ainda não fomos procurados, já cogitei, mas veio uma negativa de lá (por parte do UFC). Acredito que a Amanda possa lutar no Brasil, ou talvez esteja de férias e não queira lutar agora, seria até bom fazer uma entrevista com ela para a gente saber de alguma coisa”, sugeriu.
“Se chegar em cima da hora, talvez eles não tenham main event, porque a gente não vai ser pego de surpresa e uma situação que a gente está perguntando há quatro meses”, completou.
Finfou com a favela do Cantagalo ao fundo: "Em casa" (Foto: Marcelo Alonso)
Nesta quinta, no Rio de Janeiro, estreia o filme “O Faixa Preta: a verdadeira história de Fernando Tererê” contará toda a trajetória do pentacampeão mundial de jiu-jitsu, desde seu começo na arte suave, passando pelas diversas conquistas. Diversos grandes nomes da luta são esperados na première, e um dele seria de Khamzat Chimaev. Porém, o checheno não pode sair de seu país devido a guerra da Rússia contra Ucrânia. Alan Finfou, em entrevista ao PVT no Morro do Cantagalo, de onde ele e Tererê são “crias”, atualizou os fãs quanto à situação do pupilo.
“Logo após a luta, Chimaev pediu para ir à Chechênia visitar a família, depois viria para o Brasil. Quando ele chegou em São Petersburgo soube que o governo russo está recrutando gente para guerra. Ele conseguiu chegar na Chechênia. Não é que ele está preso lá, que pegaram o passaporte, nada disso. É que ninguém pode sair do país. Mas falei com ele hoje mesmo, ele disse que está tudo bem e que estará na Suécia em duas semanas”, contou o treinador de jiu-jitsu.
Finfou com a favela do Cantagalo ao fundo: “Em casa”
Com a desconfortável situação de Chimaev praticamente resolvida, as atenções da equipe se voltam para o próximo adversário no UFC. Após a discussão com Paulo Borrachinha nas instalações do UFC nos EUA, o brasileiro passou a ser uma das opções sobre a mesa. Se depender do carioca Finfou, a luta já está definida para o UFC no Rio de Janeiro em janeiro de 2023.
“A possibilidade de Chimaev e Borrachinha se enfrentarem no Rio não está descartada. Tomara que aconteça, porque quero voltar para cá, vim pra cá de graça (risos). Sei que a favela vai comparecer em peso, e vamos trabalhar para a vitória de um cara que acredita no meu potencial, no meu trabalho”, torce Alan.
Abaixo, o vídeo completo e uma galera de fotos da visita do PVT ao Cantagalo nesta quarta, onde Finfou nos levou a sua academia, na de Tererê, e visitou conosco a lendária academia Nobre Arte, de Claudio Coelho.
Ryan e Simões farão a superluta no ainda distante ADCC 2024 (Foto: Flograppling)
Por Alan Oliveira
Após vencer quatro lutas, Yuri Simões foi campeão do cobiçado absoluto no ADCC 2022, em setembro. Além do título, garantiu a oportunidade fazer a superluta contra Gordon Ryan no ainda distante ADCC 2024. Em entrevista ao PVT, descansando após “12 semanas de treino insano, e 95 min de luta em 2 dias”, o brasileiro, que enfrentou o “bicho-papão” quatro vezes e teve quatro derrotas, projeta um duelo inédito, no qual terminará com o braço levantado.
“Acredito que tanto ele quanto eu evoluímos muito. Acho que eu deveria ter vencido o nosso último confronto no mundial No Gi, porém apesar do resultado duvidoso da nossa última luta acredito que aprendi muito sobre ele naquele combate. Talvez eu não o venceria hoje, mas tenho muito tempo para estudá-lo e para evoluir todos os aspectos do meu jogo. Com certeza chegarei mais do que preparado para ser o campeão dessa próxima luta. Sou o mais equipado e preparado no grappling para um confronto contra o Gordon, ninguém vai ganhar dele até 2024. Confio no meu potencial, se eu não acreditar que vou vencer, estou na profissão errada. E eu irei vencê-lo!”, prometeu o campeão, relembrando luta polêmica contra o americano.
“Foi na nossa primeira luta no EBI. Eu havia sido superior no tempo de regulamento e depois ele bateu duas vezes no overtime. Eu afrouxei o estrangulamento, algo natural quando alguém bate, e ele escapou. Você pode assistir a luta e o próprio comentarista falando que eu o finalizei. Na nossa última luta em 2018 eu deveria ter ganhado por uma vantagem de passagem de guarda, e na verdade quem ganhou foi ele por uma vantagem que não existiu”, contestou o lutador: “Mas ele é realmente bom, e está ajudando muito o esporte, está valorizando e trazendo muitos olhos para o jiujitsu”, elogia Yuri.
Yuri Simões venceu Nicholas Meregali na final por duas punições após 0-0, e venceu o Absoluto (Foto: Flograppling)
Apesar de inevitavelmente pensar no duelo, essa não é a prioridade de Simões agora. Ele quer desfrutar depois de vencer oponentes duríssimos e ser campeão do maior evento de grappling do mundo, colocando na estante o cinturão do absoluto ao lado dos conquistados nos 88kg no ADCC 2015 e nos 99kg em 2017.
“Só olhar a minha chave e o nível dos atletas que lutei, e eu lutei com todos em seus respectivos territórios. Caí por cima contra os leg lockers, troquei queda contra os wrestlers, joguei em pé por cima e por baixo contra o Nicholas Meregali. Acredito que fui superior a todos em todas as áreas. Mas sou muito crítico comigo mesmo e sempre procuro observar o que poderia ter feito de melhor”, analisou Simões.
Além na carreira no grappling, Yuri estuda fazer sua terceira luta no MMA, onde lutou pela última vez em fevereiro deste ano, no ONE FC. Dividir-se entre as modalidades não só é uma questão financeira, mas de vontade de se manter ativo.
“Pretendo voltar logo porque eu nasci pra lutar. O dinheiro pra mim não é nem nunca foi o maior motivador pra fazer o que faço. Porém, lógico que não podemos ficar parados, nem nos desvalorizarmos. O MMA ainda paga melhor, porém o grappling está melhorando muito nesse sentido”, finalizou o campeão.
Patrício Pitbull quer lutar no Rio - Foto: Divulgação
Patrício Pitbull revelou durante o CONEXÃO PVT desta terça-feira que já notificou o Bellator sobre seus planos: ou a trilogia contra A.J. McKee ou a descida para a disputa do cinturão dos galos.
A segunda opção é mais difícil, tendo em vista que O GP da categoria ainda está em jogo. Entretanto, o campeão dos penas acredita que, mais cedo ou mais tarde, irá tentar este título, o que, se acontecer, será o terceiro em divisões diferentes – ele já foi campeao dos leves.
Sobre McKee, Pitbull garante que não se negará a enfrentá-lo novamente na casa do americano, mas que a sua preferência é lutar numa possível edição no Brasil. Por falar nessa possibilidade, o potiguar revelou que empresários do Sul do país estão negociando um evento do Bellator na região. Para o campeão, o ideal seria realizar o show em Natal, cidade que possui dois campeões: ele e o irmão, Patricky.
“Sei que os empresários são do Sul, mas espero que olhem com carinho para Natal; afinal, temos 2 campeões e o público lotaria a nossa maior arena para nos assistir”, acredita.
Pitbull comentou ainda a possibilidade de enfrentar José Aldo numa luta de boxe no FMS ou em uma promoção da Showtime, parceira do Bellator; e deu seus pitacos sobre a possibilidade remota de Charles Oliveira lutar no UFC Rio enfrentando o campeão dos penas Volkanovski.
A pouco mais de um mês para a disputa de cinturão dos leves entre seu irmão e Usman Nurmagomedov, Patrício revelou que o Kennedy Monday, filho do lendário campeão de wrestling Keny Monday, está sendo peça fundamental no camp de Patricky.
“Ele está imitando muito bem o jogo do Usman. Tenho certeza que ele nunca lutou com alguém com o peso da mão do meu irmão. Se tivesse que apostar num resultado seria nocaute no 2o ou no 1o round”, finalizou Pitbull.
Uma das lutas mais especuladas para estarem no card do UFC 283, no Rio de Janeiro em janeiro de 2023, Deiveson Figueiredo vs Brandon Moreno 4 acontecerá no evento. Segundo postagem do brasileiro no Instagram, o contrato já está assinado para a unificação do cinturão linear contra o mexicano, campeão interino.
As três últimas lutas do “Deus da Guerra” foram contra Moreno: empate e defesa de título em dezembro de 2020, derrota em junho de 2021 e retomada de cinturão em janeiro de 2022. Moreno, além destas três lutas, venceu Kai-Kara France em julho deste ano e conquistou o cinturão interino.
Foi na Amazônia em que Carlos Gracie e o Mitsuyo Maeda se encontraram e iniciaram a propagação do Jiu-Jitsu pelo Brasil. Celeiro de grandes campeões, a região no norte do país tem sua importância homenageada no filme “O clã das jiboias”. Com roteiro de Gustavo Soranz e Heraldo Daniel, a produção traz a história do jiu-jitsu na região Amazônica, especialmente em Manaus e Belém, com continuidade no Rio de Janeiro.
O documentário promove um resgate histórico-antropológico sobre o esporte de maior impacto cultural do Amazonas. O filme se desdobra em três atos: o início da arte na Amazônia, a hegemonia de atletas consagrados no esporte e projetados para o exterior e atualmente, a força do esporte local. A obra já foi exibida algumas vezes em Manaus e há negociação para que seja disponibilizado em algum serviço de streaming em breve.
“O filme não fala só de jiu-jitsu, mas de cultura, antropologia, da luta, costumes e da maneira de vivência na Amazônia, com costumes e medicina da floresta. Levamos o melhor daqui para o Rio de Janeiro, como o açaí, a tapioca. É um ‘lifestyle’, não apenas o jiu-jitsu”, disse Heraldo ao site Em Tempo: “O projeto agora é colocar as legendas em inglês e japonês no filme. Queremos que o filme seja conhecido no mundo. Estamos em busca de mais parcerias para fechar o filme e colocar no streaming, pois ainda tem custos. Queremos torná-lo mundial”, disse o roteirista.
O documentário conta com entrevistas de nomes como Reyson Gracie, Reila Gracie, Carlão Barreto, Marcelo Alonso, Sérgio Bolão, Wallid Ismail, Luís Valois, Xande Ribeiro, Saulo Ribeiro, Paulo Coelho e Ketlen Viera.
A equipe técnica conta com Heraldo Daniel no roteiro, produção e direção; o roteiro e montagem é de Gustavo Soranz; Erlan Souza na fotografia; Almerio Augusto também na produção e pesquisa com Rildo Heros; a parte de som com Caio de Biase e Ricardo Juliani na animação.