Breno Silva e Ygor Bueno precisaram de apenas um round para vencer as duas principais lutas do DS Fight 12, realizado neste fim de semana no Embaixadores Social Clube. Na luta principal, Breno derrotou Wesley Xavier por nocaute, enquanto Ygor superou Ismael Cruz por nocaute técnico na coprincipal.
Foto: Divulgação
Apresentados pela organização como bicampeões do evento, Breno e Ygor encerraram uma noite marcada por outros combates definidos antes do limite. Entre os profissionais, David Luiz “The King” também venceu no primeiro round ao nocautear Edson “Capitão”.
Na abertura do card principal, Felipe Voador derrotou Lucas do Amaral por nocaute técnico no primeiro assalto. Na sequência, Wanderson da Silva repetiu o resultado diante de João Pedro. Pelo MMA amador, David Alves venceu Guilherme Rossine por decisão unânime.
A programação contou ainda com uma luta de inclusão entre Iuri Coutinho e João Marcos. O confronto terminou empatado e os dois atletas foram aplaudidos pelo público após a disputa.
Confira abaixo todos os resultados:
Breno Silva venceu Wesley Xavier por Nocaute no 1º round
Ygor Bueno venceu Ismael Cruz por Nocaute técnico no 1º round
David Luiz “The King” venceu Edson “Capitão” por Nocaute no 1º round
Wanderson da Silva venceu João Pedro por Nocaute técnico no 1º round
Felipe Voador venceu Lucas do Amaral por Nocaute técnico no 1º round
MMA Amador
David Alves venceu Guilherme Rossine na Decisão unânime
O UFC 331 terá três brasileiros em posições de destaque no card principal deste sábado (19), em Los Angeles, e Vítor Miranda destrinchou no Conexão PVT os desafios de Alexandre Pantoja, Maurício Ruffy e Patrício Pitbull. O comentarista e ex-lutador do UFC analisou os principais aspectos técnicos dos confrontos e chegou a cravar uma finalização de Pantoja sobre Joshua Van no terceiro round.
Vítor Miranda aposta em finalização de Pantoja
Ao analisar a luta principal, Vítor não escondeu sua confiança no ex-campeão.
“Eu vejo uma finalização do Pantoja em cima do Joshua Van por vários motivos.”, disse, “O primeiro elemento que a gente não pode esquecer: que a derrota, a perda do título, foi um acidente, não foi uma perda para atleta, para o outro atleta, para o outro lutador. Não foi um erro de estratégia, não foi uma falta de qualidade técnica, não foi falta de treino, foi uma fatalidade. Ponto”, avaliou Vítor, referindo-se à lesão sofrida pelo brasileiro no primeiro confronto.
Para ele, Pantoja tem condições de pressionar também na trocação antes de criar as oportunidades para levar o confronto ao chão.
“O Pantoja é o mini caos, é o rei do caos. Ele não para, ele é muito agressivo, ele vai para frente o tempo todo, faz o adversário recuar, chegar na grade, e aí numa distância muito mais tranquila o Pantoja entra para queda.”
Ruffy tem pela frente o wrestling de Tsarukyan
Se Vítor demonstrou confiança em Pantoja, sua análise de Maurício Ruffy x Arman Tsarukyan foi bem mais cautelosa. O brasileiro encara um adversário que ocupa o segundo lugar do ranking oficial dos leves, enquanto Ruffy aparece na sétima posição.
“É realmente uma luta bem difícil porque, diferente de outros lutadores, o jogo principal e de mais potência, de mais efetividade do Tsarukyan é o wrestling”
Uma das chaves estaria em frustrar Tsarukyan no início do confronto, evitando oferecer oportunidades de queda e obrigando o armênio a trabalhar para diminuir a distância. A ideia seria preservar energia e, conforme a luta avançasse, aumentar a pressão em busca do poder de definição que tornou Ruffy um dos strikers mais perigosos da categoria.
“Ele tem que fazer isso com o Tsarukyan também. Frustrar o Tsarukyan nos primeiros rounds principalmente, os dois primeiros rounds ali talvez, não se expor para a queda porque uma queda no começo da luta se desgasta, gasta energia.”
Apesar de considerar o casamento de estilos especialmente complicado, Vítor vê armas para uma vitória de Ruffy caso o brasileiro consiga manter o confronto nos seus termos.
“Não dá para dizer que ele não tem condição de ganhar. Com certeza tem, e de ganhar de maneira espetacular ainda.”
Pitbull precisa encurtar contra Dooho Choi
Patrício Pitbull também encontrará um adversário embalado. Dooho Choi chega ao UFC 331 em sequência de vitórias, enquanto o brasileiro busca seu segundo triunfo desde que deixou o Bellator e chegou ao UFC.
Para Vítor, o confronto tem ingredientes para proporcionar um dos duelos mais movimentados da noite.
“Me parece uma fortíssima candidata a luta da noite”
Vítor destacou que Pitbull não precisa transformar a luta em uma troca desenfreada desde o início. Pelo contrário: o brasileiro pode utilizar sua experiência, potência e capacidade de selecionar os momentos para atacar, ao mesmo tempo em que introduz a ameaça das quedas e da luta agarrada.
“É ele jogar com consciência, jogar com estratégia de sempre encurtar a distância, colocando agressividade para não deixar o coreano na longa, e jogar naquele no MMA, como diz o Carlão Barreto, né? Colocar a queda, colocar a possibilidade de queda, de luta agarrada para jogo.”
Mesmo reconhecendo os perigos apresentados por Choi, Vítor vê no repertório mais amplo do brasileiro uma possível diferença no confronto.
“Então, é uma luta perigosa para o Patrício. Só que o Patrício é muito mais completo.”
Card completo do UFC 331
O UFC 331 acontece neste sábado, 19 de setembro, na Crypto.com Arena, em Los Angeles. O card principal está previsto para começar às 22h (horário de Brasília).
Card principal
Joshua Van x Alexandre Pantoja — cinturão peso-mosca
Arman Tsarukyan x Maurício Ruffy — peso-leve
Patrício Pitbull x Dooho Choi — peso-pena
Gable Steveson x Sean Sharaf — peso-pesado
Alonzo Menifield x Iwo Baraniewski — peso meio-pesado
Card preliminar
Marlon Vera x Charles Jourdain — peso-galo
Tai Tuivasa x Robelis Despaigne — peso-pesado
Michael Aswell Jr. x Joo Sang Yoo — peso-pena
Ryan Gandra x Ozzy Diaz — peso-médio
Edmen Shahbazyan x Brunno Ferreira — peso-médio
Casey O’Neill x Eduarda Moura — peso-mosca feminino
Giga Chikadze x Joanderson Brito — peso-pena
Dupla da CMSystem entra em ação na sexta-feira - Foto: Divulgação
A CMSystem encerrou o fim de semana com oito medalhas no Campeonato Paranaense de Wrestling e já se prepara para os próximos compromissos no MMA. Depois de conquistar cinco ouros e três pratas no Estadual, a equipe terá André Dedé e Wender “Boyka” Batista em ação na próxima sexta-feira, em lutas que serão transmitidas pela RedeTV!.
No wrestling, a CMSystem subiu ao pódio oito vezes, com cinco títulos e três vice-campeonatos. Entre os campeões esteve Vladimir Calvo, professor da equipe, que também competiu e venceu uma luta casada realizada durante o evento.
A participação no Estadual amplia a atuação da equipe em uma modalidade que faz parte da preparação dos atletas de MMA, especialmente no trabalho de quedas, controle e combate no solo. Após a competição no Paraná, as atenções agora se voltam para dois integrantes do time que entrarão no cage na sexta-feira.
Dupla da CMSystem entra em ação na sexta-feira – Foto: Divulgação
André Dedé enfrenta Arley “Le Boss” Figueiredo pelo LMC 3. Aos 34 anos, o curitibano da CMSystem tem cartel de 16 vitórias e sete derrotas, participou do TUF Brasil 4 e também acumula títulos paranaense e brasileiro de Muay Thai.
Wender “Boyka” Batista será o outro representante da CMSystem no cage do evento. O atleta, que vem do Mato Grosso, enfrenta Vinicius Camilo em duelo válido pela categoria dos médios. Boyka chega para o confronto com quatro vitórias e uma derrota no cartel.
Delegação conquistou a melhor campanha do boxe brasileiro na competição - Foto: Bruno Ruas /COB
O boxe brasileiro encerrou os Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 neste fim de semana com sua melhor campanha na competição. A seleção conquistou dez medalhas na Argentina, seis de ouro, duas de prata e duas de bronze. Haziel Franco, Luiz Gabriel “Bolinha” Oliveira, Yuri Falcão, Kaian Reis, Wanderley Pereira e Isaías Ribeiro subiram ao lugar mais alto do pódio.
Delegação conquistou a melhor campanha do boxe brasileiro na competição – Foto: Bruno Ruas /COB
Entre os campeões, Wanderley Pereira chegou ao bicampeonato dos Jogos Sul-Americanos. Medalhista de ouro em Assunção 2022, o Holyfield derrotou o equatoriano Gustiniano Mina na decisão dos 80kg e repetiu o resultado obtido quatro anos antes.
“Meu desempenho foi muito bom. Consegui impor tudo o que a gente treinou, sem dificuldade, sem nada atrapalhando. Então, consegui colocar em prática bastante do que foi feito na academia. Desempenho nota 10. Sentir essa sensação mais uma vez é indescritível”, comemorou Wanderley.
Yuri Falcão deixou para trás a campanha de 2022 ao conquistar o título dos 65kg. O atual vice-campeão mundial derrotou o uruguaio Santiago Cardozo na final e comemorou a evolução desde sua primeira participação nos Jogos, quando havia sido eliminado na estreia.
“Estou muito feliz. Em 2022 foi o meu primeiro Sul-Americano, eu perdi na primeira luta para um atleta olímpico e agora, quatro anos depois, sou campeão. É muito bom, isso é resultado do meu trabalho. Trabalhei muito para estar aqui e esse foi o resultado, vitória por nocaute na última luta”, disse Yuri.
Haziel Franco conquistou o ouro nos 65kg ao vencer a argentina Lucia Muello por 3 a 2 em Rafaela. Aos 25 anos, a brasileira garantiu seu primeiro título sul-americano em uma decisão equilibrada.
“Foi intenso demais. Eu já sabia o tempo todo que esse Sul-Americano era meu. Só segui fazendo o trabalho. Vim bastante preparada para isso”, afirmou Haziel após a final.
Os outros três ouros vieram com Luiz Gabriel “Bolinha” Oliveira, Kaian Reis e Isaías Ribeiro. Bolinha superou o argentino Santiago Celes na decisão dos 60kg, Kaian derrotou o venezuelano Edison Alvarado nos 70kg e Isaías venceu o colombiano Jhojan Caicedo na final dos 90kg.
O Brasil ainda teve dois vice-campeões. Jucielen Romeu ficou com a prata nos 57kg depois de perder por 3 a 2 para a venezuelana Omailyn Cegovia, enquanto Joel Ramos terminou em segundo lugar na categoria acima de 90kg.
As outras duas medalhas brasileiras foram de bronze. Michael Douglas Trindade chegou ao pódio nos 55kg, e Adriele Nascimento terminou em terceiro nos 75kg, completando as dez medalhas conquistadas pela seleção em Santa Fé.
A participação nos Jogos Sul-Americanos também integra o ciclo da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Para muitas crianças, evento foi a oportunidade para o primeiro contato com o cenário competitivo - Foto: Divulgação
Quase 500 crianças e adolescentes participaram do Festival Aliados Jiu-Jitsu, realizado no último domingo, dia 20 de setembro, na FEUC, em Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio. Voltado para jovens de 6 a 15 anos, o evento teve cerca de 90% dos inscritos disputando pela primeira vez uma competição da modalidade. A iniciativa foi organizada pela FJJD-Rio, com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.
Para muitas crianças, evento foi a oportunidade para o primeiro contato com o cenário competitivo – Foto: Divulgação
A proposta foi criar uma competição adequada principalmente para alunos que ainda não acumulam experiência suficiente para participar de torneios maiores. Segundo Arlans Maia, organizador do festival, a ideia surgiu a partir da própria realidade encontrada nos projetos e academias.
“A ideia do campeonato ‘festival’ teve o intuito de dar oportunidade a vários alunos, particularmente às crianças que ainda não têm condições técnicas para participar de grandes eventos, pois falta experiência”, explicou Arlans.
Além das lutas individuais, o festival teve uma classificação entre os polos participantes. Jardim Guaratiba Magarça, comandado pelo professor Couto, terminou em primeiro lugar, seguido por Palmares, do professor Anderson, e Santíssimo, da professora Renata. Vasconcelos, do professor Lucas, ficou na quarta colocação, enquanto Cosmo, do professor Jack, completou os cinco primeiros.
A realização do evento também envolveu uma parceria com a FJJD-Rio na organização da estrutura da competição. Para Arlans, a divisão das responsabilidades permitiu que a equipe se concentrasse no trabalho com os alunos e na participação dos diferentes polos.
“A importância da parceria com a FJJD-Rio foi fundamental, nos deram a segurança de ficar com todas as responsabilidades para a produção do evento”, afirmou.
O número de estreantes foi um dos pontos ressaltados pelo deputado estadual e ex-secretário estadual de Esporte e Lazer Rafael Picciani.
“Quando quase 500 crianças e adolescentes participam de um festival e a grande maioria vive ali sua primeira experiência em uma competição, temos um exemplo de como o esporte pode ampliar oportunidades. É importante criar espaços adequados para quem está começando, respeitando cada etapa da formação. O jiu-jitsu tem uma presença muito forte no Rio de Janeiro, e iniciativas como essa ajudam a aproximar novos praticantes da modalidade”, afirmou.
A iniciativa tem à frente um nome com quatro décadas de atuação no jiu-jitsu. Faixa-preta desde 1986, Arlans começou a treinar aos 11 anos e mantém sua ligação com o professor Vasco Bento, da linhagem Fadda. Ao longo da trajetória, participou da formação de professores e atletas que seguiram carreira no Brasil e no exterior.
Mais de 1.500 judocas do Brasil e do exterior são esperados no Rio de Janeiro para a 19ª Copa Rio Internacional de Judô, que será realizada de 9 a 11 de outubro, no Anfiteatro do Riocentro, na Barra Olímpica. Com entrada gratuita, a competição reunirá atletas de diferentes gerações, do Sub-11 aos veteranos, e ainda terá programação dedicada ao Judô Inclusivo.
Evento acontece em outubro – Foto: Divulgação
Tradicional no calendário da modalidade, a Copa Rio levará ao mesmo tatame atletas de diferentes idades ao longo dos três dias de competição. A programação também contará ainda com a participação de projetos socioesportivos, reforçando o compromisso do evento com a democratização do acesso ao esporte e com a inclusão por meio do judô.
A edição de 2026 tem patrocínio da Light por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A realização é do Instituto Opus Vitae, em parceria com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), com chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
“Apoiar a Copa Rio Internacional de Judô, que reúne atletas do Brasil e do exterior em um único tatame, é uma forma de incentivar o esporte como caminho de disciplina e superação para crianças e jovens. Para nós, projetos como esse reforçam o propósito de gerar impacto positivo nos territórios onde atuamos”, afirma o diretor adjunto de Relações Institucionais da Light, Daniel Mendonça.
Entusiasta do esporte e com ligação próxima às artes marciais, o deputado estadual e ex-secretário de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, destaca a importância de competições que aproximam atletas, projetos sociais e público.
“O esporte precisa ser tratado como política de Estado, porque chega a diferentes gerações e tem um papel importante na educação e na inclusão. Sei o quanto modalidades como o judô podem contribuir para a formação de crianças e jovens. A Copa Rio reúne atletas de vários lugares e mostra também como o incentivo público, aliado à iniciativa privada, pode ajudar a criar condições para que esses projetos e competições aconteçam”, afirmou Rafael Picciani.
Serviço:
Evento: Copa Rio Internacional de Judô 2026
Data: 9 a 11 de outubro de 2026
Local: Anfiteatro do Riocentro
Endereço: Avenida Salvador Allende, 6555 – Barra Olímpica, Rio de Janeiro – RJ, CEP 22783-127
Mais informações: @judoriofjerj
Entrada: Gratuita
Alexandre Pantoja terá neste sábado (19) a oportunidade de recuperar o cinturão peso-mosca do UFC, e Anderson França, um dos responsáveis pelo trabalho de striking do brasileiro, está confiante em um desfecho antes do limite. Em entrevista ao Conexão PVT diretamente de Los Angeles, o treinador da American Top Team (ATT) projetou uma possível finalização sobre Joshua Van no quarto round, embora considere o equilíbrio uma das marcas da revanche.
Pantoja e Van fazem a luta principal do UFC 331, na Crypto.com Arena. O brasileiro tenta recuperar o cinturão que perdeu para o rival em dezembro de 2025, em um confronto encerrado de maneira precoce após Pantoja sofrer uma lesão com apenas 26 segundos de luta. Desde então, Van defendeu o título ao nocautear Tatsuro Taira no quinto round.
Desta vez, Anderson acredita que o público poderá ver muito mais do confronto, e revelou que o camp foi estruturado para deixar Pantoja preparado para uma batalha de cinco rounds.
“Esse camp acho que foi maravilhoso, cara. Ele sempre treinou com dois atletas fazendo sparring. Então o Parrumpa puxou muito o gás dele pra que ele esteja pronto pra ele poder lutar os 5 rounds”, contou Anderson ao PVT, “Essa luta o Pantoja tem que ser muito inteligente pra manter o ritmo e não deixar cair o ritmo. Porque com certeza a gente sabe que o Joshua Van vai subir o ritmo do primeiro pro segundo, pro terceiro, pro quarto e pro quinto. Se deixar ele confortável, ele realmente vai botar muita pressão.”
A equipe também estudou atentamente a vitória de Van sobre Taira. Segundo Anderson, aquele confronto apresentou situações que podem ser exploradas pelo brasileiro.
“As brechas que ele teve contra o Taira acho que foram muito importantes pra gente poder analisar de uma forma geral o que a gente pode fazer na luta.”
Apesar de destacar o boxe e o volume do campeão, Anderson acredita que Pantoja pode apresentar ameaças em diferentes áreas. O treinador chamou atenção inclusive para a potência das mãos do ex-campeão.
“O pessoal não tem noção, cara, mas o Pantoja tem a mão pesada”, disse, “Acho que essa luta é 50/50. Mas eu acredito que o Pantoja pode finalizar no quarto round, se Deus quiser.”
Ruffy x Tsarukyan: “A pior luta pro Ruffy”
Se Pantoja será a principal atração do UFC 331, outro brasileiro estará no centro de um dos confrontos mais aguardados da noite. Maurício Ruffy enfrenta Arman Tsarukyan na co-luta principal, em um duelo de cinco rounds que reúne dois dos principais nomes do peso-leve.
Anderson França conhece o trabalho de Tsarukyan na ATT, embora tenha feito questão de esclarecer que não participou diretamente deste camp. Por outro lado, estudou detalhadamente o jogo de Ruffy quando o confronto foi marcado.
E o treinador não economizou elogios ao brasileiro.
“O Maurício Ruffy é o sniper, né, cara? É um atleta extremamente talentoso. O Ruffy é um atleta extremamente talentoso, luta nas duas bases, faz spinning back, chuta, faz giro de calcanhar, dá joelhada pulando. Então é um atleta extremamente perigoso que tem que evitar de ter brecha. Eu acho que o Ruffy, na parte em pé, seria o maior striker da divisão peso-leve, acho que sem dúvida nenhuma.”
O elogio, porém, veio acompanhado de um alerta. Na visão de Anderson, as características de Tsarukyan tornam o armênio-russo um adversário particularmente difícil para o brasileiro.
“Pro Ruffy, o casamento de luta, acho que o Arman seria a pior luta pro Ruffy. O Ruffy é um atleta extremamente talentoso, mas o jogo não casa. E o Arman, o QI de luta dele é altíssimo. Então eu acho que nesse ponto o Arman não vai parar, vai manter o game plan, acho que ele tem tudo pra botar pra baixo e conseguir a vitória.”
No bate-papo, Anderson fala também sobre o retorno de Kayla Harrison, os treinos de Bia Mesquita, Edson Barboza, e muito mais.
O UFC 331 será realizado neste sábado (19), na Crypto.com Arena, em Los Angeles, com Alexandre Pantoja tentando recuperar o cinturão peso-mosca diante de Joshua Van. O evento terá transmissão ao vivo pelo Paramount+ e contará com vários brasileiros no card.
A programação começa às 17h30 (horário de Brasília), com o pré-show. O card preliminar está marcado para 18h30, enquanto o principal começa às 22h.
Além de Pantoja na luta principal, Mauricio Ruffy e Patrício Pitbull estão entre os brasileiros escalados para o evento.
Onde assistir ao UFC 331 ao vivo?
UFC 331: Van x Pantoja 2
Data: sábado, 19 de setembro de 2026 Local: Crypto.com Arena, Los Angeles, Estados Unidos Pré-show: 17h30 Card preliminar: 18h30 Card principal: 22h Onde assistir: Paramount+
Van x Pantoja 2 vale o cinturão
A luta principal coloca frente a frente Joshua Van e Alexandre Pantoja em uma revanche valendo o cinturão dos moscas. Pantoja perdeu o título para Van em dezembro de 2025, quando sofreu uma lesão no início do confronto. Antes disso, o brasileiro havia defendido o cinturão quatro vezes, contra Brandon Royval, Steve Erceg, Kai Asakura e Kai Kara-France.
Van, por sua vez, chega ao UFC 331 depois de defender o título pela primeira vez ao nocautear Tatsuro Taira no quinto round no UFC 328. Agora, Pantoja terá a oportunidade de recuperar o cinturão justamente contra o adversário que encerrou seu reinado.
Mauricio Ruffy enfrenta Tsarukyan na luta co-principal
O Brasil também terá um representante na segunda luta mais importante da noite. Mauricio Ruffy enfrenta Arman Tsarukyan em um confronto de cinco rounds pela divisão dos leves. Outro nome de destaque é Patrício Pitbull. O ex-campeão do Bellator enfrenta o sul-coreano Dooho Choi no card principal.
Ryan Gandra, Brunno Hulk, Eduarda Moura e Joanderson Brito completam a participação brasileira no evento.
Card completo do UFC 331
Card principal
Joshua Van x Alexandre Pantoja — cinturão peso-mosca
Arman Tsarukyan x Mauricio Ruffy — peso-leve
Patrício Pitbull x Dooho Choi — peso-pena
Gable Steveson x Sean Sharaf — peso-pesado
Alonzo Menifield x Iwo Baraniewski — peso meio-pesado
Card preliminar
Marlon Vera x Charles Jourdain — peso-galo
Tai Tuivasa x Robelis Despaigne — peso-pesado
Michael Aswell Jr. x Joo Sang Yoo — peso-pena
Ryan Gandra x Ozzy Diaz — peso-médio
Edmen Shahbazyan x Brunno Ferreira — peso-médio
Casey O’Neill x Eduarda Moura — peso-mosca
Giga Chikadze x Joanderson Brito — peso-pena
O Master Fighting Championship realiza sua sétima edição no dia 7 de novembro, no ParkShopping Canoas, no Rio Grande do Sul, com expectativa de receber 3 mil pessoas e com transmissão ao vivo pelo Canal Combate e Globoplay. O MFC 7 terá entre as atrações um GP na categoria até 57 kg, no qual atletas entram na competição como amadores e os finalistas disputam a decisão no card profissional.
Evento acontece em novembro – Foto: Divulgação
Criado há pouco mais de dois anos, o MFC vem ampliando seu público no Rio Grande do Sul. Uma das edições anteriores reuniu aproximadamente 1,5 mil pessoas no Clube Farrapos, em Porto Alegre. A projeção da organização para novembro, portanto, é dobrar esse número e realizar a maior edição do evento até agora.
A chegada ao Combate e ao Globoplay também amplia a exposição do MFC fora do estado. Nas redes sociais, segundo dados apresentados pela organização, o evento registrou 2,6 milhões de visualizações nos últimos 30 dias e reúne cerca de 12,1 mil seguidores no Instagram. Os organizadores informam ainda que as transmissões do MFC 6 no YouTube, divididas entre os cards Principal, Prospects e Grappling, somaram 83,7 milhões de visualizações.
Pelo formato anunciado, os participantes do GP iniciam o torneio como amadores e a final será realizada no card profissional, respeitados os requisitos esportivos e regulamentares para a mudança de categoria. A proposta é criar uma oportunidade de transição para lutadores que buscam ingressar no MMA profissional.
O campeão do GP também receberá R$ 2 mil. A premiação foi anunciada por Vinicius LokDog, atleta do UFC que passou a patrocinar o evento.
O MFC foi criado por Rafael Sombra e Fernanda Jacobi e tem Rodrigo Gonzalez, da Ogro Produções e Marketing, como atual produtor. Esta será a terceira produção de Gonzalez a chegar às plataformas da Globo.
“Estou muito feliz com o trabalho que vem sendo feito e sou extremamente grato à Fernanda e ao Rafael pela oportunidade. Quando entrei no projeto, não imaginava que chegaríamos aonde estamos, muito menos com essa velocidade. Tenho muito orgulho do que estamos construindo. Com certeza absoluta, o MFC é o futuro do MMA brasileiro”, afirma Rodrigo Gonzalez.
Seminário reuniu professores da GFTeam em Vista Alegre - Foto: Divulgação
Uma equipe de jiu-jitsu nascida na Zona Norte do Rio tornou-se uma rede presente nos cinco continentes e abriu caminhos para que jovens que chegaram aos tatames em busca de uma oportunidade se tornassem campeões ou construíssem uma profissão ensinando a modalidade pelo mundo. À frente desse processo está o mestre Julio Cesar Pereira, faixa-coral 8º grau e líder da GFTeam, que mantém na formação de novas gerações uma das bases do trabalho desenvolvido pela equipe.
Seminário reuniu professores da GFTeam em Vista Alegre – Foto: Divulgação
A dimensão alcançada pela GFTeam poderá ser vista neste domingo, dia 20, quando 1.464 atletas participarão do Nacional GFTeam, no ginásio do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio. O número é recorde de inscrições na competição interna e reúne integrantes de diferentes filiais da equipe.
O campeonato também ajuda a financiar a participação de atletas da GFTeam em torneios internacionais. Parte da arrecadação é destinada ao instituto ligado à equipe, que utiliza os recursos para auxiliar competidores com despesas de viagens para eventos como o Mundial, o Europeu e competições em Abu Dhabi.
“É uma das maneiras que a gente encontrou para poder gerir dinheiro e ajudar os atletas”, explicou Julio Cesar.
Dois dias antes do Nacional, o Centro de Treinamento da GFTeam, em Vista Alegre, também recebeu professores e integrantes da equipe para um seminário interno com Julio Cesar. O encontro realizado nesta quinta-feira foi dedicado à troca de experiências, ao planejamento das próximas ações e à avaliação do trabalho desenvolvido nas diferentes academias.
A prática faz parte da rotina de uma organização que cresceu geograficamente e precisa manter contato entre seus professores. Julio Cesar conta que procura reunir os técnicos aproximadamente a cada dois meses.
“É muito bom para trocar informações, aprender, planejar tudo o que a gente vai fazer no próximo ano, rever o que nós acertamos e o que nós erramos. Eu gosto muito de reunir, pelo menos a cada dois meses, todos os técnicos das academias”, afirmou.
A expansão levou a GFTeam para fora do Brasil e criou uma rede internacional de academias.
“Graças a Deus, hoje a GFTeam está nos cinco continentes. Até na Austrália nós já chegamos. Na Nova Zelândia também. Então, na Ásia, na Europa, na América do Sul. Estamos nos cinco continentes”, disse.
A história, no entanto, começou longe dessa estrutura internacional. A origem está na Vila da Penha e na tradição de jiu-jitsu da Academia Muniz Salomão, ligada à linhagem de Oswaldo Fadda. Foi a partir desse ambiente que Julio Cesar desenvolveu uma concepção na qual o resultado esportivo divide espaço com a educação e a preparação dos alunos para a vida profissional.
“A gente sempre foi muito preocupado com o educacional. Estamos mais preocupados em formar o cidadão do que propriamente fazer o campeão. A nossa preocupação, a filosofia, é formar o campeão da vida. Um bom policial, um bom médico, um bom cabeleireiro, um ser humano melhor. Esse é o nosso DNA”, afirmou.
Essa filosofia ganhou outra dimensão conforme a equipe cresceu. Alguns dos jovens formados nos tatames da GFTeam chegaram aos principais campeonatos de jiu-jitsu. Para outros, a modalidade abriu uma possibilidade profissional como professores em países onde a equipe estabeleceu filiais.
Julio Cesar cita como exemplo um trabalho desenvolvido na academia com jovens que deixam o Nordeste para treinar no Rio. A partir da formação recebida na equipe, alguns são encaminhados para trabalhar no exterior quando academias da GFTeam procuram professores brasileiros.
“Os meninos que vêm do Nordeste começam a treinar jiu-jitsu aqui e daqui ganham o mundo. Não só sendo campeão mundial, mas indo dar aula em Abu Dhabi, nos Estados Unidos, na Ásia ou na Austrália. Onde nós temos filiais, sempre pedem professores qualificados aqui do Brasil e a gente consegue indicar esses meninos para lá”, contou.
É nesse percurso que o trabalho esportivo da GFTeam se encontra com iniciativas de inclusão social. Para Julio Cesar, ampliar o acesso ao jiu-jitsu depende também de parcerias capazes de criar condições para que crianças e adolescentes permaneçam nos projetos e encontrem oportunidades a partir do esporte. O mestre cita Leonardo e Rafael Picciani entre os apoiadores dessa atuação.
“Eu sempre quis ter uma parceria com alguns políticos que realmente fazem política certa. Encontramos no Leonardo e no Rafael Picciani aquelas pessoas que realmente estão preocupadas em fazer o negócio andar, preocupadas com as crianças, com os adolescentes. Bateu de frente essa parceria muito boa e a gente está em frente, se Deus quiser”, disse.
A trajetória de Julio Cesar também acompanha a transformação da própria equipe. Como competidor, acumulou títulos ao longo da carreira e, como treinador, participou da formação de sucessivas gerações. Hoje, enquanto a GFTeam chega a diferentes partes do mundo, o mestre continua recorrendo à origem na Vila da Penha para definir o que pretende transmitir a quem entra em suas academias.
“Estamos mais preocupados em formar o cidadão do que propriamente fazer o campeão. O campeão é o preço que ele vai pagar dentro da academia. Mas a nossa preocupação, a filosofia, é formar o campeão da vida.”