Jiu-jitsu inclusivo é utilizado como ferramenta de inclusão, desenvolvimento motor, socialização e fortalecimento da autonomia - Foto: Divulgação
A Arena do Esporte será um dos espaços da Expo Itaguaí 2026 voltados à participação do público e abrirá sua programação com uma atividade que une esporte e inclusão. No sábado, 4 de julho, o projeto Itaguaí Ação, Esporte e Inclusão promoverá um aulão de jiu-jítsu comandado pelo faixa-preta André Seabra, responsável pela iniciativa que oferece aulas gratuitas para moradores de Itaguaí com deficiências físicas e intelectuais.
Jiu-jitsu inclusivo é utilizado como ferramenta de inclusão, desenvolvimento motor, socialização e fortalecimento da autonomia – Foto: Divulgação
A apresentação levará ao público uma demonstração do trabalho desenvolvido pelo projeto, que utiliza o jiu-jítsu como ferramenta de inclusão, desenvolvimento motor, socialização e fortalecimento da autonomia dos participantes. A atividade integra a programação esportiva da Expo e será aberta aos visitantes.
Na última sexta-feira, 40 alunos do projeto participaram da cerimônia de graduação, conquistando novas faixas em reconhecimento à evolução alcançada nos treinamentos. A solenidade reuniu familiares, professores e integrantes do projeto.
Além do jiu-jítsu inclusivo, a Arena do Esporte oferecerá uma programação diversificada durante os cinco dias da Expo. O espaço receberá torneios de voleibol e futevôlei, clínicas esportivas voltadas para alunos da rede municipal, apresentações de capoeira e kung fu, além do Desafio de Tênis de Mesa, em que o público poderá enfrentar um atleta da modalidade.
Os visitantes também encontrarão um espaço destinado à troca de figurinhas da Copa do Mundo, reunindo colecionadores de diferentes idades durante o evento.
Instalada logo após a entrada principal do Parque de Exposições, a Arena do Esporte funcionará entre os dias 1º e 5 de julho com acesso gratuito, integrando a programação da Expo Itaguaí 2026 ao lado dos shows nacionais, rodeio, atrações culturais, Espaço Agro, feira de artesanato e polo gastronômico.
Bia Ferreira levou o ouro - Foto: Divulgação/World Boxing
O Brasil encerrou a etapa da China da Copa do Mundo de Boxe da World Boxing, no último domingo (21) com quatro medalhas. O principal resultado veio com Beatriz Ferreira, campeã na categoria até 65kg após vencer quatro lutas em seu retorno ao boxe olímpico. A delegação brasileira também conquistou duas medalhas de prata, com Wanderley Pereira e Luiz Oliveira, o Bolinha, além do bronze de Joel Ramos.
Bia Ferreira levou o ouro – Foto: Divulgação/World Boxing
“Primeiro campeonato nesse peso, nessa categoria nova e consegui sair campeã vencendo as quatro lutas contra meninas diferentes, que eu nunca tinha enfrentado. E eu só tenho a agradecer todo o carinho a todo mundo que acredita no meu trabalho. Sinto que estou de volta e cada vez mais forte. Só estou começando, sinto que tenho muita coisa ainda para conquistar.”
A conquista de Bia ganha ainda mais relevância por marcar sua estreia em uma nova divisão de peso. Dona de duas medalhas olímpicas e de dois títulos mundiais na categoria até 60kg, a baiana passou a competir entre as atletas de até 65kg e venceu as quatro lutas disputadas na China.
Na decisão, enfrentou a inglesa Sacha Hickey, quinta colocada no último Campeonato Mundial. Bia dominou o combate e venceu por decisão unânime, recebendo a pontuação favorável dos cinco árbitros.
Após o bronze conquistado nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a brasileira havia direcionado sua carreira exclusivamente ao boxe profissional. O retorno ao circuito olímpico faz parte do planejamento para buscar uma vaga em Los Angeles 2028, mantendo a rotina dividida entre as duas modalidades.
O calendário internacional de 2026 ainda prevê mais uma etapa da Copa do Mundo e a Superfinal da competição, marcada para novembro, no Cazaquistão.
Rafael Feijão e Renato Junqueira levam o LFA a Brasília no dia 31 de julho - Foto: Divulgação/LFA Brasil
Os números de 2026 ajudam a dimensionar a influência do Legacy Fighting Alliance (LFA) na formação de atletas para o UFC. Somente neste ano, 11 lutadores que passaram pela organização foram contratados diretamente pela principal liga de MMA do mundo. Outros 14 já tiveram presença confirmada na temporada do Dana White’s Contender Series (DWCS), torneio utilizado pelo UFC para selecionar novos talentos.
Rafael Feijão e Renato Junqueira levam o LFA a Brasília no dia 31 de julho – Foto: Divulgação/LFA Brasil
O histórico da organização também impressiona. Desde sua criação, mais de 350 atletas que competiram no LFA chegaram ao UFC, marca inédita entre os eventos de MMA ao redor do mundo. Em 2026, essa lista ganhou novos capítulos com a estreia de José Delano no octógono do UFC e a aguardada chegada de Michael Oliveira à organização, ambos após desenvolverem suas carreiras no LFA.
No Brasil, a sequência de convocações continuou nas últimas edições do evento. Campeão interino dos leves, Jefferson Nascimento defendeu o cinturão no LFA e, menos de um mês depois, recebeu o convite para integrar o elenco do UFC.
Outro nome que seguirá esse caminho é Marcos Degli. O campeão interino peso-mosca conquistou vaga na temporada de 2026 do Dana White’s Contender Series após atuar recentemente em Brasília. Os brasileiros Reginaldo Junior e Frank Silva também disputarão o programa em busca de um contrato com o UFC.
Entre os brasileiros que passaram pelo LFA antes de alcançarem destaque internacional estão Carlos Prates, Gabriel Bonfim, Luana Santos, Alex Pereira e Alexandre Pantoja, atletas que atualmente figuram entre os principais representantes do país no UFC.
Vice-presidente do LFA na América do Sul, Rafael Feijão atribui os resultados ao trabalho contínuo realizado pela organização no desenvolvimento do MMA nacional.
“Nosso objetivo sempre foi oferecer aos atletas brasileiros uma estrutura capaz de prepará-los para competir no mais alto nível. O LFA acompanha esse desenvolvimento de perto, cria oportunidades e permite que esses lutadores cheguem ao UFC prontos para enfrentar os melhores do mundo. Ver tantos brasileiros alcançando esse espaço mostra que esse trabalho vem dando resultado”, afirmou.
Segundo Feijão, o Brasil segue como uma das principais fontes de talentos da organização.
“O LFA nasceu com a proposta de ser um evento de inclusão social e desenvolvimento dos atletas. Criamos um ambiente em que eles conseguem crescer de forma orgânica, conquistar visibilidade, ganhar reconhecimento e chegar preparados aos maiores palcos do esporte. É por isso que tantos lutadores saem daqui para o UFC e outras grandes organizações”, disse Rafael Feijão.
A próxima edição do LFA no Brasil está marcada para 31 de julho, em Brasília. O evento reunirá atletas em busca de espaço na organização e poderá apresentar novos candidatos a integrar o grupo de lutadores que utilizaram o LFA como caminho até o UFC.
Cinturões estarão em jogo no SFT - Foto: Divulgação
O SFT Combat 62 será realizado neste sábado (27), em São Paulo, com duas disputas de cinturão interino. O evento acontece no Ginásio do Centro Esportivo Arthur Friedenreich e terá transmissão em diferentes plataformas, incluindo a Band.
Na luta principal, as invictas Malvada e Mascena se enfrentam pelo cinturão interino do peso-galo do MMA. Além do título em disputa, o confronto marca o encontro de duas atletas que ainda não conhecem a derrota no esporte. Ao fim do combate, uma delas deixará o cage com o cinturão e a outra com o primeiro revés da carreira.
O coevento principal também valerá título. Duda Soares e Natália Rangel disputam o cinturão interino do peso-palha do SFT Xtreme, modalidade que combina técnicas de trocação com luvinha de MMA.
O card preliminar terá início às 19h30, com transmissão pelo Canal SFT Combat, disponível em plataformas digitais e TVs conectadas. Já o card principal começa às 23h30, com exibição simultânea pela Band e pelo canal oficial do evento.
A organização também promoverá uma ação solidária. Embora a entrada seja gratuita mediante retirada antecipada de ingresso, o público será incentivado a doar itens de higiene pessoal, como sabonete, shampoo, desodorante, absorventes, pasta e escova de dentes.
Convidado do Conexão PVT desta quarta-feira, Pedro Rizzo analisou os detalhes técnicos que definiram a luta de Alex Poatan contra Ciryl Gane no UFC Freedom 250, no último domingo.
Ele explica o erro de posicionamento contra canhotos, compara o nocaute ao de Fedor Emelianenko e discute se a subida para os pesos-pesados tirou a vantagem de altura do brasileiro.
Evento reuniu praticantes das mais variadas idades - Foto: Divulgação/CBMAC
A Copa Open de Kung-Fu Barueri reuniu cerca de 1.100 atletas no último dia 21 de junho e registrou participação acima da prevista pela organização. Realizada no Ginásio José Corrêa, a competição entrou para a lista das maiores da modalidade no país.
Evento reuniu praticantes das mais variadas idades – Foto: Divulgação/CBMAC
Promovido pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu, com apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, o evento recebeu competidores de diversas cidades, representando academias, associações esportivas e projetos sociais.
Ao longo do dia, foram disputadas provas em diferentes categorias do Kung-Fu, com a participação de crianças, adolescentes, adultos, mestres e veteranos. A programação reuniu atletas em diferentes níveis de experiência, dos estreantes aos praticantes mais experientes.
Uma das marcas da competição foi a presença de jovens atendidos por projetos sociais. Para muitos deles, foi a primeira oportunidade de competir em um torneio oficial, representar suas equipes e disputar medalhas diante do público.
A estrutura montada para o evento mobilizou mais de 150 árbitros, além de coordenadores, mesários, equipes de apoio, profissionais de saúde e voluntários, permitindo a realização simultânea das disputas durante todo o dia.
A competição também reuniu professores, dirigentes, familiares e representantes de entidades esportivas, transformando o ginásio em um ponto de encontro para praticantes da modalidade.
No Conexão PVT desta terça-feira, Jorge Santiago compartilhou os bastidores da histórica vitória de seu atleta, Justin Gaethje, no UFC Freedom 250, realizado dentro da Casa Branca. Santiago relata os rígidos protocolos de segurança do Serviço Secreto e do FBI, detalha a estratégia traçada pela equipe que neutralizou Ilia Topuria, e comenta sobre o futuro de Gaethje na organização.
O treinador também aborda a situação contratual de Kamaru Usman, relembra seus tempos no Japão e opina sobre a transição de Alex Poatan para a categoria dos pesos-pesados.
Faixa-preta de Jiu-Jitsu acumula títulos, forma atletas e assume novo projeto da Alliance em 2026
- Foto: Divulgação
Depois de consolidar sua atuação nas unidades da Alliance em San Diego e Carlsbad, o professor brasileiro Giovanne Guedes dará um novo passo na carreira internacional. Em 2026, ele será responsável pela implantação da Alliance North Scottsdale, no Arizona, ampliando sua atuação no mercado americano.
Faixa-preta de Jiu-Jitsu acumula títulos, forma atletas e assume novo projeto da Alliance em 2026 – Foto: Divulgação
Há cerca de um ano e meio nos Estados Unidos, o faixa-preta de Jiu-Jitsu combina a rotina como treinador com as competições. Em 2025, conquistou o título do American National e viu alunos chegarem ao pódio em diferentes torneios.
“A competição sempre fará parte de quem eu sou. Mas hoje existe algo que me emociona ainda mais: ver meus alunos conquistando seus objetivos. Meu maior legado não serão os títulos que ganhei, mas as vidas que ajudei a transformar através do Jiu-Jitsu”, afirma.
Segundo Guedes, a experiência nos Estados Unidos exigiu uma adaptação ao perfil do público, que busca na modalidade tanto o desempenho esportivo quanto qualidade de vida.
“O mercado americano valoriza muito a organização, a experiência do aluno e a construção de comunidade. Meu desafio foi unir a excelência técnica e a mentalidade vencedora do Jiu-Jitsu brasileiro com a capacidade de acolher pessoas comuns que querem melhorar suas vidas”, diz.
A metodologia do professor é baseada em técnica, fortalecimento mental e formação de valores. O foco, segundo ele, vai além dos resultados em competições.
“Meu objetivo sempre foi formar pessoas capazes de vencer na vida. Quando técnica, mente e caráter caminham juntos, o resultado é inevitável: pessoas mais fortes física, mental e emocionalmente”, afirma.
À frente da nova unidade da Alliance no Arizona, Guedes diz que pretende priorizar a construção de uma cultura dentro da academia.
“O maior desafio não é construir uma academia. É construir uma cultura. Quero criar um ambiente onde crianças aprendam respeito e coragem, adultos recuperem a confiança e famílias encontrem um lugar saudável para crescer juntas”, conclui.
WASHINGTON, DC - JUNE 14: Ciryl Gane of France strikes Alex Pereira of Brazil in the UFC interim heavyweight championship fight during the UFC Freedom 250 event on the South Lawn at the White House on June 14, 2026 in Washington, DC. (Photo by Jeff Bottari/Zuffa LLC)
O UFC Freedom 250 rolou neste domingo e contou com sete combates, todos eles terminando pela via rápida.
Na luta mais aguardada pelos brasileiros, Ciryl Gane mostrou todo seu poder de fogo e nocauteou Alex Poatan, impedindo o brasileiro de conquistar seu terceiro cinturão.
Já na disputa do título dos leves, Justin Gaethje aprontou pra cima de Ilia Topuria, e venceu por nocaute técnico após castigar o rosto do lutador espanhol.
Quem também brilhou no evento foi Maurício Ruffy e Diego Lopes, que passaram por Michael Chandler e Steve Garcia, respectivamente.
Confira abaixo as análises de Jonas Bilharinho e Daniel Mendes no Depois do Gongo com Marcelo Alonso.
Resultados | UFC Freedom 250: Topuria x Gaethje
Domingo, 14 de junho | Casa Branca, Estados Unidos
Card Completo
Justin Gaethje venceu Ilia Topuria por nocaute técnico (desistência do corner) aos 5m00s do 4° round
Ciryl Gane venceu Alex “Poatan” Pereira por nocaute técnico a 1m27s do 2° round
Sean O’Malley venceu Aiemann Zahabi por nocaute aos 4m02s do 2° round
Josh Hokit venceu Derrick Lewis por nocaute técnico aos 4m09s do 2° round
Mauricio Ruffy venceu Michael Chandler por nocaute técnico aos 4m29s do 1° round
Bo Nickal venceu Kyle Daukaus por nocaute técnico aos 4m34s do 1° round
Diego Lopes venceu Steve Garcia por nocaute aos 2m42s do 2° round
Marinha do Brasil é o boxe brasileiro nos Jogos Mundiais Militares - Foto: Divulgação/CEFAN
Faltando pouco mais de um ano para os 8º Jogos Mundiais Militares de Verão, que serão disputados em 2027, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a equipe do Projeto Lutando com Energia/Marinha/Emgepron já trabalha com foco na principal competição do esporte militar internacional. Considerado o segundo maior evento multiesportivo do mundo, atrás apenas dos Jogos Olímpicos, o torneio reúne atletas militares de mais de 100 países e costuma contar com medalhistas olímpicos e campeões mundiais em diversas modalidades.
Marinha do Brasil é o boxe brasileiro nos Jogos Mundiais Militares – Foto: Divulgação/CEFAN
Uma das potências da competição no boxe, o Brasil mantém, por meio da Marinha do Brasil e com apoio da Emgepron, um grupo permanente de 25 atletas de alto rendimento que treinam na estrutura do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. Além das instalações esportivas, a equipe conta com médicos, dentistas, nutricionistas e profissionais de diferentes áreas que acompanham diariamente a preparação dos atletas.
À frente da preparação física e técnica está o treinador Nemo Judice, que conduz um planejamento voltado especificamente para os Jogos Mundiais Militares. Segundo ele, o desafio passa pelo momento em que o atleta precisa alcançar sua melhor condição.
“O grande segredo é fazer com que o atleta atinja o pico de performance justamente na competição militar. Muitos deles disputam o calendário da seleção brasileira e precisam de uma adaptação entre o ciclo civil e o ciclo militar. Nossa metodologia foi desenvolvida para administrar esse conflito e fazer com que eles cheguem no melhor nível possível quando realmente importa”, afirma.
O trabalho é conduzido por uma comissão técnica formada para atender diferentes frentes da preparação. Nemo conduz a preparação da equipe ao lado do auxiliar técnico Gidelson Silva, que foi campeão dos Jogos Mundiais Militares lutando a final com o braço quebrado, além de ser um dos principais nomes da história recente do boxe militar brasileiro, e pelo auxiliar de preparação física suboficial Vanderval Fernandes.
A comissão conta ainda com um fisioterapeuta especializado em esportes de combate, responsável pelo acompanhamento preventivo e pela recuperação dos atletas, além do comandante Marcelo Ferreira, chefe da equipe e responsável pela gestão operacional e administrativa da equipe.
Segundo o professor Nemo, a experiência acumulada pelos profissionais é um dos diferenciais da equipe.
“Temos uma comissão técnica com vivência internacional e conhecimento específico dos Jogos Mundiais Militares. Cada profissional exerce uma função importante para que o atleta possa se dedicar exclusivamente ao treinamento.”
O reforço da fisioterapia também faz parte da estratégia. O acompanhamento acontece antes, durante e depois dos treinos para reduzir o risco de lesões e acelerar a recuperação dos atletas.
“A fisioterapia tem um papel central na prevenção de lesões no boxe. Conseguimos identificar riscos precocemente, acompanhar os atletas durante toda a rotina de treinamento e atuar tanto na prevenção quanto na reabilitação quando necessário”, explica Paulo Dutra, fisioterapeuta da equipe.
Além do grupo que permanece em treinamento integral no CEFAN, a Marinha acompanha outro núcleo formado por atletas convocados para a seleção brasileira, que seguem o calendário internacional da Confederação Brasileira de Boxe e retornam periodicamente para períodos de treinamento e avaliações. A definição da equipe principal para os Jogos deve ocorrer até o fim deste ano.
Entre os nomes que despontam como candidatos a medalha estão Yuri Falcão, Wanderlei Oliveira, Luiz Gabriel, Isaías Ribeiro e Edson Kalango, bicampeão mundial de clubes.
Para o comandante Marcelo Ferreira, a profundidade do elenco é outro ponto forte do projeto.
“Temos atletas que disputam o circuito internacional pela seleção brasileira e outros que seguem a metodologia da Marinha em treinamento integral. A diferença entre eles muitas vezes está apenas na quantidade de competições disputadas. Confiamos no nosso processo, desenvolvido ao longo de mais de 16 anos, e sabemos que qualquer um deles tem condições de representar o Brasil em alto nível.”
Os resultados dão respaldo ao planejamento. Nas últimas participações em Jogos Mundiais Militares e Campeonatos Mundiais Militares, a equipe conquistou 26 medalhas e quatro pódios por equipes, desempenho que colocou o Brasil entre as principais referências da modalidade no esporte militar.
Para o professor Nemo, esses números são consequência de um conceito que orienta toda a preparação.
“Seguimos um princípio ensinado pelo cientista desportivo Armando de la Rosa, que dizia que um grande treinador não é aquele que ganha medalhas em todas as competições, mas aquele que faz sua equipe conquistar resultados nas competições mais importantes.”