A CMSystem inaugurou uma nova academia no Ecoville, em Curitiba, com 2 mil metros quadrados e capacidade para receber até 300 alunos simultaneamente. Idealizado pelo ex-lutador e treinador Cristiano Marcello, o espaço reúne a estrutura destinada à preparação de atletas profissionais com aulas para crianças, mulheres, famílias e pessoas que procuram as artes marciais como atividade física, defesa pessoal ou hobby.
Nova sede da CMSystem – Foto: Divulgação
A nova sede conta com dois tatames, de 400 e 700 metros quadrados, ambientes climatizados, spa, sauna, sala de massagem, coworking e bistrô. O complexo também dispõe de estacionamento para mais de 300 veículos. Além do MMA, modalidade ligada à trajetória da equipe, a grade inclui jiu-jítsu, muay thai, boxe, submission e wrestling.
A proposta amplia o perfil de público atendido pela CMSystem, fundada por Cristiano em 2009 e conhecida pela atuação no MMA profissional. A academia pretende utilizar a experiência acumulada no treinamento de atletas de alto rendimento também nas atividades destinadas a quem não tem interesse em competir.
“Queremos oferecer um ambiente seguro, onde a família encontre ferramentas reais, seja a defesa pessoal para a mulher, o fortalecimento mental para uma criança ou a oportunidade de tirar os jovens do excesso de telas para colocá-los com os pés no chão”, afirma Cristiano Marcello.
Faixa-preta de jiu-jítsu formado pela família Gracie, Cristiano passou pela Chute Boxe e participou da preparação de lutadores como Wanderlei Silva, Anderson Silva e Maurício “Shogun” Rua. Como atleta, competiu no MECA, PRIDE FC e UFC, além de participar da edição americana do The Ultimate Fighter. Depois de encerrar a carreira dentro dos ringues e octógonos, concentrou a atuação na formação e preparação de lutadores.
Cristiano diz que a intenção é manter esses diferentes perfis dentro da mesma estrutura. “O tatame funciona como espaço de formação. A nova sede aproxima esses diferentes caminhos, reunindo no mesmo ambiente atletas de elite, praticantes, crianças, mulheres e iniciantes”, afirma.
A Academia CMSystem Ecoville fica na Rua José Nicco, 179, no Ecoville, em Curitiba. O contato para informações sobre as atividades é pelo telefone (41) 98899-5665 e pelo perfil @cmsystemecoville nas redes sociais.
Jean Silva fechou o Noche UFC deste sábado (12) com uma grande vitória. Na luta principal do evento realizado na Desert Diamond Arena, em Glendale, no Arizona, o brasileiro finalizou Jose Miguel Delgado com um mata-leão aos 2min57s do terceiro round.
O resultado levou Jean à segunda vitória consecutiva e melhorou seu cartel para 18 vitórias e três derrotas. O peso-pena da Fighting Nerds vinha de triunfo por decisão sobre Arnold Allen, em janeiro, no UFC 324.
Apesar do desfecho dominante, a luta não começou de forma tranquila para o brasileiro.
Delgado, que aceitou o combate após a saída por lesão de Yair Rodriguez, encontrou espaço para os golpes no primeiro round e chegou a derrubar Jean com uma direita. O brasileiro aumentou o ritmo a partir do segundo assalto, passou a pressionar o adversário contra a grade e também levou o combate para o chão.
A definição veio no terceiro round. Jean conectou uma direita que derrubou Delgado junto à grade, rapidamente pegou as costas e encaixou o mata-leão e conseguiu o aperto necessário para obrigar o adversário a desistir.
Com a vitória, Jean voltou a falar sobre o cinturão dos pesos-penas. Ainda no octógono, o brasileiro mandou seu recado.
“Esta mensagem não é para a divisão. É para o próximo campeão. Quem estiver com esse cinturão, o próximo campeão está aqui”, declarou Jean após a luta.
O triunfo também teve sabor de recuperação no Noche UFC. Um ano antes, Jean havia sido nocauteado por Diego Lopes na luta principal da edição de 2025.
Na segunda luta mais importante da noite, o ex-campeão Brandon Moreno encerrou uma sequência de duas derrotas ao superar Joseph Morales por decisão dividida. Alexa Grasso também saiu vencedora ao bater Manon Fiorot por decisão unânime.
O Brasil teve ainda Djorden Santos no card preliminar. O peso-médio foi derrotado por Yousri Belgaroui por nocaute técnico aos 4min25s do primeiro round.
Resultados completos do Noche UFC
Card principal
Jean Silva venceu Jose Miguel Delgado por finalização (mata-leão) aos 2min57s do 3º round
Brandon Moreno venceu Joseph Morales por decisão dividida (30-27, 28-29, 30-27)
Tommy McMillen venceu Marwan Rahiki por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-27)
A ideia de tirar vantagens acabou não causando o efeito esperado
Num momento em que a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu acabara de ser criada e os grandes ícones do Jiu-Jitsu tinham poucas chances de se enfrentar, a fórmula dos Desafios e Super Lutas de uma hora de duração voltaram a cair nas graças do público.
Depois de um longo hiato entre os dois confrontos entre Marcelo Behring (Gracie) e Cassio Cardoso (Carlson), realizados em 86 e 87, a histórica luta de Renzo (Barra) e Wallid (Carlson) em 93, trouxe de volta a fórmula.
Foi na esteira deste sucesso que, Francisco Caneppa e Romero Jacaré, da recém fundada Alliance, convidaram Carlson Gracie para que realizassem juntos um tira-teima de 30 minutos entre quatros representantes das duas equipes no ginásio da AABB no dia 23 de novembro de 1994.
A comunidade do Jiu-Jitsu adorou a ideia e compareceu. Quase 2000 pessoas lotaram o ginásio, mesmo tendo que pagar RS 15,00. Com as duas torcidas divididas entre as duas arquibancadas o evento rolou em clima de festa do Jiu-Jitsu e apesar da tradicional rivalidade não houve nenhuma confusão. Ficou decidido pela organização que não haveria bandeiras com as lutas sendo definidas por pontos ou terminariam empatadas.
Do lado da Alliance Octavio Couto, Alexandre Paiva, Castello Branco e Roberto Traven, que enfrentariam em desafios de 30 minutos os alunos de Carlson Gracie, Francisco Toco Albuquerque, Sergio Bolão, Amaury Bitetti e Murilo Bustamante.
Texto Marcelo Alonso
Fotos – Josué Medeiros e Marcelo Alonso
Octavio “Ratinho” Couto x Francisco “Toco” Albuquerque
A luta preliminar entre os faixas marrons Ratinho e Toco acabou sendo a mais solta do desafio com os dois lutadores se revezando na liderança do combate. Por talvez um temor de tomar pontos de uma passagem de guarda quando ganhava o confronto, Toco se expôs e permitiu uma linda ida para às costas, seguida de um estrangulamento bem aplicado por Ratinho, que finalizou o combate transcorridos 8 minutos de uma luta prevista para 15. “Lutei com um grande adversário, o que valorizou minha vitória. Apesar de ter começado em desvantagem estava ciente de que poderia mudar o rumo da luta. Essa vitória foi superimportante para mim”, disse o aluno de Jacaré.
Depois de começar em desvantagem Ratinho pegou as costas e finalizou Toco no confronto entre marrons que abriu a noite
Sérgio “Bolão” Souza x Alexandre “Gigi” Paiva
O primeiro confronto entre faixas pretas foi um empate com gosto de vitória para o Gigi da Master, que atacou por cima o tempo todo, mas esbarrou na já conhecida guarda de seu adversário, que além de difícil de se passar, levava perigo constante de inversão de jogo. Apesar disto, Alexandre quase chegou do lado duas vezes, obrigando a Sérgio Souza ficar de quatro nessas ocasiões, onde mostrou que defende bem a ida para as costas, sempre repondo bem a guarda. Os últimos cinco minutos foram marcados pela certeza de que Bolão perdeu todo gás, mas Alexandre não se aproveitou disto e amargou a divisão da bolsa.
Amaury Bitetti x Castello Branco
No segundo duelo de pretas Bitetti manteve a liderança do início ao fim do combate, mostrando estar no ápice físico e técnico e confirmando seu já conhecido Judô, dando duas brilhantes quedas em um adversário mais pesado e com boa base e definindo o placar em 4 x 0.
No “chão” Amaury também foi mais ofensivo durantes os trinta minutos conquistando a vitória e sendo escolhido pela organização do evento como o melhor lutador da noite.
Amaury usou seu Judô para aplicar duas quedas e conseguir a vitória sobre Castello
Murilo BustamantexRoberto Traven
O combate mais aguardado da noite acabou decepcionando o público, se tornando o maior exemplo da importância da pontuação normal (com vantagens tambem em lutas longas). No único bom momento da luta o professor da Ac. Strike quase conseguiu uma ida para as costas. Mas Murilo conseguiu repor e a luta terminou empatada. “Não tive o rendimento esperado porque cheguei no ápice no Campeonato Brasileiro e acabei ‘virando o fio’. Ou seja, treinei demais e fiquei cansado. O Traven estava muito bem preparado técnica e fisicamente”, admitiu Murilo. Traven também falou de seu desempenho: “A luta foi dura, só que eu não corri o risco do Murilo, eu quase raspei e peguei as costas colocando os dois ganchos, mas Murilo saiu antes dos pontos. O Murilo era o favorito para os outros, e não para minha equipe. A derrota, para mim, foi horrível”.
Depois de começar em desvantagem Ratinho pegou as costas e finalizou Toco no confronto entre marrons que abriu a noite
Quase 2 mil pessoas lotaram o ginásio da AABB com as torcidas da Carlson e da Alliance divididas entre as duas arquibancadas
Pinduka foi o arbitro da luta entre Bolão e Paiva
A ideia de tirar vantagens acabou não causando o efeito esperado
Bolão puxou Paiva para a guarda, mas o atleta da Alliance não conseguiu a passagem
Paiva chegou do lado duas vezes, mas como não havia vantagem a luta terminou empatada
Paiva chegou do lado duas vezes, mas como não havia vantagem a luta terminou empatada
Paiva tentando raspar Bolão
Paiva com o troféu dado aos participantes
Dois meses após conquistar o ouro no brasileiro Amaury Bitetti enfrentou Castello Branco neste desafio de meia hora
Dois meses após conquistar o ouro no brasileiro Amaury Bitetti enfrentou Castello Branco neste desafio de meia hora
Amaury usou seu Judô para aplicar duas quedas e conseguir a vitória sobre Castello
Amaury usou seu Judô para aplicar duas quedas e conseguir a vitória sobre Castello
Amaury tentando torear buscando a passagem
Castello não permitiu que o atleta da Carlson chegasse as suas costas
O arbitro Renzo Gracie dando a vitória para Amaury
Amaury celebrando com Parrumpinha sob o olhar de seu maior fã, seu pai.
Amauri rindo à toa com o troféu de melhor lutador da noite
Na luta mais aguardada da noite Traven começou fazendo guarda
No melhor momento da luta, Traven quase conseguiu pegar as costas de Bustamante
No melhor momento da luta, Traven quase conseguiu pegar as costas de Bustamante
Alliance e Carlson: Todos os competidores perfilados ao final do evento
Jungle Fight celebra 23 anos com estreia em Niterói - Foto: Rei Fight
O Jungle Fight vai comemorar seus 23 anos com uma novidade em sua trajetória. Pela primeira vez, o maior evento de MMA da América Latina será realizado em Niterói, no Rio de Janeiro. A edição 155 está marcada para o dia 3 de outubro, na Arena Niterói, e terá três disputas de cinturão, incluindo um confronto internacional entre Brasil e Bolívia na luta principal. SporTV e Combate transmitem o evento ao vivo a partir das 20h, no horário de Brasília. Os ingressos foram disponibilizados gratuitamente e esgotaram em menos de 24 horas após o anúncio.
Jungle Fight celebra 23 anos com estreia em Niterói – Foto: Rei Fight
No combate principal, o carioca Oton Jasse coloca o cinturão dos médios, até 84 kg, em jogo contra o boliviano Josias “Búfalo” Nuñez. Atual campeão, Jasse soma 23 vitórias em 33 lutas e construiu boa parte do cartel no jogo de chão. São 20 triunfos por finalização, 17 deles com o triângulo de mão ou suas variações, golpe que lhe rendeu o apelido de “Rei do Triângulo de Mão”.
A conquista do título, porém, veio de uma maneira diferente. Em julho deste ano, Jasse venceu por nocaute com um chute na cabeça e ficou com o cinturão da categoria. Agora, fará sua primeira defesa diante de Nuñez, que chega da Bolívia com nove vitórias em 12 combates. O desafiante venceu cinco vezes por nocaute e três por finalização.
Outra campeã que entrará na Arena Jungle para defender o título é Layze Cerqueira. A baiana enfrenta a goiana Mayra Cantuária pelo cinturão peso-galo feminino, até 61 kg. Layze tem 14 vitórias em 19 lutas, nove delas por finalização, e não perde desde 2022. A sequência atual é de oito triunfos. Mayra soma 11 vitórias em 19 apresentações e tem quatro finalizações no cartel.
A terceira disputa da noite definirá o novo campeão dos meio-pesados, até 93 kg. Com o cinturão vago, o representante do Rio de Janeiro Luiz Henrique “Lion Heart” enfrenta o paraense Rodolfo Santos. Luiz Henrique contabiliza 18 vitórias em 29 lutas, sendo 14 por via rápida, com nove finalizações e cinco nocautes. Rodolfo, por sua vez, já conhece uma disputa de título do Jungle Fight. O paraense teve uma oportunidade anterior de lutar pelo cinturão e volta a disputar o posto com seis vitórias em dez combates. Cinco desses triunfos foram conquistados por nocaute.
A estreia na cidade era um desejo antigo de Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight. Niterói passa a integrar a lista de municípios fluminenses que já receberam o evento, que chega à edição de número 155 no ano em que completa 23 anos.
“Levar o Jungle Fight para Niterói pela primeira vez é a realização de um desejo antigo. É uma cidade que tem uma estrutura muito boa, é conhecida por suas belezas e também é um celeiro de talentos do MMA. Muitos niteroienses já passaram pela Arena Jungle e mostraram a força da cidade dentro do cage. Agora chegou a hora de levar a Arena Jungle até eles. Vamos comemorar os 23 anos do Jungle Fight com três disputas de cinturão e fazer uma grande festa em Niterói”, afirma Wallid.
“Quero agradecer ao prefeito Rodrigo Neves por abrir as portas de Niterói para o Jungle Fight. Ele entende a força que o esporte tem como ferramenta de inclusão social e vem desenvolvendo um trabalho muito importante nesse sentido na cidade. É uma visão que também faz parte da história do Jungle Fight. Ficamos muito felizes em chegar a Niterói e encontrar uma gestão que acredita no esporte como um caminho para criar oportunidades e transformar a vida de crianças e jovens”, completa Wallid Ismail.
Confira abaixo o card completo (sujeito a alterações):
Jungle Fight 155 – Aniversário de 23 anos Arena Niterói, Niterói (RJ) 3 de outubro de 2026
Rafael Pereira foi o grande nome do LFA 241 - Foto: Divulgação/LFA Brasil
Rafael “Miniman” Pereira conquistou o cinturão mundial peso-galo do LFA neste fim de semana e já definiu o próximo objetivo da carreira. Depois de nocautear Vinicius Pires na disputa pelo título vago da categoria até 61 kg, o mineiro da CMSystem pediu uma oportunidade no UFC ou no Contender Series, programa que seleciona atletas para a principal organização de MMA do mundo.
Rafael Pereira foi o grande nome do LFA 241 – Foto: Divulgação/LFA Brasil
A vitória ampliou uma sequência que começou em 2018. Miniman chegou ao 11º triunfo consecutivo e agora soma 16 vitórias em 20 lutas como profissional. A conquista do cinturão veio após um combate que permaneceu equilibrado durante o primeiro round e no início da segunda parcial.
Foi justamente no segundo assalto que o mineiro encontrou o golpe que decidiu a luta. Miniman acertou Pires com um direto, derrubou o paulista e provocou a interrupção do combate, encerrando a disputa pelo cinturão.
“Eu já sabia que esse cinturão era meu. Sabia que só tinha que vir e fazer o que precisava ser feito, respeitando o adversário e entregando o meu melhor. Conquistei a coroa de número 1. Eu já era o número 1, só peguei o que é meu por direito”, afirmou Miniman após a vitória.
Com o título assegurado, o peso-galo direcionou o discurso para o UFC. Miniman citou Sean Shelby e Hunter Campbell, executivos da organização, ao pedir um contrato e lembrou que já teve uma oportunidade de tentar chegar ao Ultimate por meio do The Ultimate Fighter, mas não conseguiu participar por causa de um problema com o visto.
“O próximo passo é conseguir um autógrafo do Sean Shelby e do Hunter na minha carteira de trabalho, porque eu quero entrar para o UFC. Eu mereço. Tive a oportunidade de disputar o TUF, só que o meu visto, infelizmente, foi negado. Queria uma chance de entrar diretamente pelo UFC ou pelo Contender. Tenho certeza de que eles irão aprovar”, disse.
A conquista também colocou Miniman em uma lista que já tinha outros três atletas da CMSystem. Geraldo Luan Santana foi campeão mundial dos meio-médios do LFA, Eduardo “Bebezão” Neves conquistou o cinturão dos pesos-pesados e Erick “Sabugo” Visconde chegou ao título entre os penas. Agora, a equipe também tem Rafael Miniman como campeão peso-galo da organização.
Evento reuniu competidores, treinadores, autoridades e parceiros do projeto - Foto: Divulgação
Criado em 2009, o Geração UPP celebrou 17 anos de atuação com uma solenidade em homenagem aos parceiros que participam das atividades desenvolvidas pelo projeto em comunidades do Rio. O encontro, realizado na segunda-feira (14), no Quartel-General da Polícia Militar, reuniu autoridades, policiais instrutores, representantes de instituições e 150 beneficiados.
Evento reuniu competidores, treinadores, autoridades e parceiros do projeto – Foto: Divulgação
O projeto foi criado pela Secretaria de Estado de Polícia Militar, por meio da então Coordenadoria de Polícia Pacificadora, com o apoio da Legião da Boa Vontade (LBV) e Rádio Brasil. Atualmente, cerca de 6 mil pessoas são atendidas por 101 projetos gratuitos nas áreas de esporte, saúde, educação, cultura e artes marciais, com atividades ministradas por policiais militares.
O secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, dirigiu parte de sua fala às crianças e aos jovens atendidos e agradeceu às instituições que mantêm parceria com o projeto. Ao comentar as conquistas dos participantes, ele associou os resultados à determinação e à confiança no trabalho desenvolvido ao longo dos anos.
“Tanta conquista, tanta determinação, demonstração de guerreiros que são. Como diz a música, ‘quem acredita sempre alcança’. Por mais difícil que seja, se vocês sempre acreditarem em vocês e nas pessoas de bem, vão alcançar. Parabéns à criançada. Acreditem nos pais de vocês, amem apaixonadamente os pais de vocês, porque eles amam vocês loucamente. Muito obrigado pela parceria de todos. Vamos em frente, guerreiros, para mais 17 anos de trabalho”, afirmou Sylvio Guerra.
Presente na solenidade, o ex-lutador de vale-tudo e atual treinador de MMA Pedro Rizzo falou sobre o papel do esporte na relação entre os policiais e os moradores das comunidades e nas oportunidades oferecidas a crianças e adolescentes.
“Eu costumo dizer que, para mim, o esporte é a maior ferramenta de transformação social que existe no mundo, porque dentro do esporte nós somos todos iguais, temos as mesmas regras, os mesmos equipamentos e as mesmas oportunidades para aprender e evoluir”, afirmou Rizzo.
Para o ex-lutador, a convivência proporcionada pelas atividades também permite que crianças e jovens tenham contato com outras possibilidades de formação. “O esporte ensina muito mais do que ganhar ou perder. Ele ensina disciplina, respeito, responsabilidade e perseverança. E, principalmente, ensina o jovem a não desistir diante das dificuldades”, disse.
Presidente do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (Sindcarga), Filipe Coelho abordou a participação de empresas em projetos sociais nas comunidades onde o setor também está presente. “O desenvolvimento social precisa do desenvolvimento econômico, e o desenvolvimento econômico precisa do desenvolvimento social”, afirmou.
Coelho também mencionou as oportunidades oferecidas aos jovens por iniciativas desse tipo. “O que nós pudermos fazer para incutir na cabeça do jovem, morador de comunidade, que existe uma alternativa, que existe um caminho, que nascer e morar em comunidade não define o seu futuro, eu acho que é nossa obrigação”, disse.
Um exemplo recente da atuação esportiva ocorreu dois dias antes da solenidade. Dez atletas inscritos no Geração UPP participaram, nos dias 12 e 13 de setembro, do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu Crianças, da CBJJ, e do Sul-Americano de Jiu-Jítsu, da IBJJF. Representantes da Cidade de Deus, Manguinhos, Providência e Batan conquistaram nove medalhas, sendo seis de ouro, uma de prata e duas de bronze. Vitória Vieira, da Cidade de Deus, ganhou dois ouros no Sul-Americano.
Também participaram da solenidade Ana Paula Campos, gestora regional da LBV no Rio, Pedro Paulo Torres, superintendente de Relações Institucionais da Rádio Brasil, Marcelo Turbo, diretor de Segurança do Sindcarga, o ativista Renê Silva, Angelo Assunção, da Arte Suave, e Marcelo Di Blasi, presidente do Instituto Chaya. O evento contou ainda com representantes de outras instituições parceiras do projeto.
Atualmente, o Geração UPP conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, Super Rádio Brasil, UNISUAM, Boomboxe, Tintas Nacional, Patchs Arte Suave e Prime Esportes.
Paulo Borrachinha revelou um novo capítulo da relação conturbada que vive com o UFC. O brasileiro afirmou nesta quarta-feira (9) que pediu para ser liberado pela organização pelo menos duas vezes em 2026, mas teve as solicitações recusadas. Segundo o lutador, que diz ter apenas mais uma luta no atual contrato, a tentativa mais recente aconteceu há poucos dias.
A revelação foi feita durante participação no The Ariel Helwani Show. Questionado por Ariel Helwani sobre sua situação contratual, Borrachinha contou que já tentou antecipar sua saída da companhia.
“Já pedimos para ser liberados, mas eles recusaram”, afirmou.
Segundo o brasileiro, não foi uma tentativa isolada. Borrachinha disse que fez pessoalmente um pedido no início do ano e voltou a procurar o UFC recentemente, desta vez por intermédio de sua empresária e namorada, Tamara Alves.
“Eu pedi em janeiro e eles recusaram. E pedimos novamente há poucos dias. Tamara pediu: ‘Liberem o Paulo’. E eles disseram: ‘Não, não vamos liberá-lo. Você precisa fazer pelo menos mais uma’”, relatou.
Segundo ele, essa “uma” seria justamente a última luta prevista em seu atual vínculo com o UFC.
“Tenho mais uma luta no contrato”, afirmou.
A insatisfação acontece em um momento importante de sua carreira. Em abril, no UFC 327, ele estreou entre os meio-pesados com uma vitória sobre Azamat Murzakanov, nocauteado no terceiro round com um chute na cabeça.
Depois do resultado, Borrachinha passou a cobrar uma luta de maior destaque na categoria e demonstrou publicamente sua insatisfação com os rumos dados pelo UFC à divisão e à sua própria carreira.
Na conversa com Helwani, o brasileiro voltou a questionar as decisões da organização e deixou claro que não está satisfeito com o cenário para sua última luta contratual.
Enquanto tenta resolver sua situação com o UFC, Borrachinha também trabalha em uma mudança importante na gestão de sua carreira. O brasileiro confirmou que está próximo de fechar um acordo com Eddie Hearn e a Matchroom Talent Agency para gerenciamento e patrocínios.
“Ele me enviou o contrato há alguns dias. Eu só preciso assinar e devolver”, revelou, “Eu gosto muito do Eddie. Acho que ele é um cara muito inteligente, muito importante nos esportes de combate”.
Kung Fu Fight teve grandes momentos de emoção - Foto: Pedro Gomes/CBAMC
Watson de Castro conquistou o cinturão até 60 kg no Kung-Fu Fight 45 ao vencer Matheus Piffer no último sábado, dia 12, no Ginásio Mané Garrincha, em São Paulo. Também na categoria até 60 kg, só que no feminino, a campeã Andressa Garcia enfrentou Bárbara Tafuri em um combate que não colocou seu título em jogo.
Kung Fu Fight teve grandes momentos de emoção – Foto: Pedro Gomes/CBAMC
A edição também teve Lucas Cavalcante nocauteando Vinicius Augusto no quinto round, resultado que lhe rendeu o prêmio de melhor nocaute da noite, e Laércio Rodrigues vencendo Igor Gabriel na melhor luta do evento.
No confronto internacional entre Brasil e Chile, válido pelo card semiprofissional, 100% para os donos da casa, com vitórias de Lucas Klayton, Matheus Oliveira e Hambram Juliani sobre Cristian Rossel, Luis Nuñes e Cristian Cabrera, respectivamente.
O Kung-Fu Fight 45 foi realizado pelo Instituto Liga + Esporte e pela Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu (CBAMC).
Confira abaixo todos os resultados do Kung-Fu Fight 45
Profissional
Watson de Castro venceu Matheus Piffer
Andressa Garcia venceu Bárbara Tafuri
Angeluz Rincon venceu Vitor Casado
João Mazutti venceu Wallison Alexandre
Laércio Rodrigues venceu Igor Gabriel
Rodrigo Ribeiro venceu Marcelo Matos
Lucas Cavalcante venceu Vinicius Augusto
Semiprofissional
Vitor Hugo Romão venceu Erick de Carvalho
Hambram Juliani venceu Cristian Cabrera
Matheus Oliveira venceu Luis Nuñes
Fabiano Joaquim venceu Ivan Borgueti
Mateus Pantojo venceu Gabriel Ferreira
Lucas Klayton venceu Cristian Rossel
Eduardo Brigadeiro é faixa-preta 6º grau - Foto: Divulgação
Radicado nos Estados Unidos há mais de uma década, Eduardo “Brigadeiro” Venâncio estará no Rio de Janeiro neste sábado para ministrar um seminário na matriz da Brigadeiro Jiu Jitsu, na Barra da Tijuca. Faixa-preta 6º grau formado por Ricardo De La Riva, ele retorna à academia onde desenvolveu parte de um trabalho iniciado há quase quatro décadas. O encontro será fechado e destinado a convidados.
Eduardo Brigadeiro é faixa-preta 6º grau – Foto: Divulgação
A aula terá fundamentos, estratégia, defesa pessoal e conceitos desenvolvidos por Brigadeiro ao longo da carreira. A proposta é trabalhar princípios que possam ser utilizados por praticantes de diferentes graduações, com atenção à compreensão das situações encontradas durante uma luta.
“Quero apresentar princípios que possam ser aplicados por diferentes níveis de praticantes, do iniciante ao faixa-preta, mostrando não apenas o que fazer, mas principalmente por que fazer, quando aplicar e como adaptar cada conceito às características individuais do atleta”, explica Brigadeiro. “O objetivo é que cada participante saia do seminário não somente com novas técnicas, mas com uma compreensão mais ampla do jiu-jitsu e de como continuar evoluindo depois do evento.”
A maneira de ensinar também mudou ao longo dos anos. Se no início da carreira havia maior preocupação com a quantidade de técnicas transmitidas, hoje Brigadeiro concentra o trabalho na compreensão dos fundamentos e na capacidade de cada aluno utilizá-los de acordo com suas características.
“Com a experiência, entendemos que ensinar bem não significa simplesmente apresentar centenas de técnicas. Significa construir fundamentos sólidos e fazer com que o aluno compreenda distância, base, pressão, alavanca, timing, controle, transições, tomada de decisão e eficiência de movimento”, afirma.
A trajetória de Brigadeiro nas artes marciais começou ainda na infância, primeiro no judô. O contato com o jiu-jitsu ocorreu por meio de Cláudio França e ganhou espaço no Riviera Country Club, também na Barra da Tijuca. Ainda nas faixas coloridas, começou a auxiliar nas aulas e, posteriormente, deu continuidade ao trabalho no local. Durante sua formação, tornou-se aluno de Ricardo De La Riva, de quem recebeu a faixa-preta.
A partir dessa base surgiu a Brigadeiro Jiu Jitsu. Segundo o professor, mais de 150 faixas-pretas foram formados por ele ao longo da carreira. Entre os nomes está Thaís Ramos, primeira mulher faixa-preta campeã mundial da IBJJF. Como competidor, Brigadeiro conquistou o bronze no Mundial de 1996 e venceu o Long Beach International Open e o Atlanta Summer International Open na categoria Master 3, em 2016.
No fim de 2015, Brigadeiro mudou-se para a Flórida e iniciou uma nova etapa da carreira. Nos Estados Unidos, passou a trabalhar com diferentes perfis de alunos e teve experiências com universidades, atletas e profissionais de segurança pública, incluindo um período de treinamento com uma unidade do FBI em Jacksonville.
A vivência americana foi incorporada ao método que pretende apresentar no Rio. Com formação em Educação Física, Administração, Marketing Esportivo e Treinamento Desportivo de Alto Rendimento, Brigadeiro procura aproximar a experiência adquirida no tatame de conceitos de treinamento e performance.
“Pretendo compartilhar justamente essa integração, o conhecimento tradicional do Brazilian Jiu-Jitsu aliado à metodologia moderna de treinamento, performance e desenvolvimento humano”, diz.
Mesmo acompanhando as transformações do jiu-jitsu competitivo, Brigadeiro defende a preservação de fundamentos ligados à origem da modalidade. Para ele, novas técnicas, preparação física e estratégias voltadas às regras precisam conviver com defesa pessoal, domínio posicional, escapes e controle.
“Não podemos ensinar o esporte de 2026 utilizando exclusivamente os mesmos métodos utilizados há trinta anos. Por outro lado, existe uma diferença entre evoluir o jiu-jitsu e perder a identidade do jiu-jitsu”, avalia. “A competição é uma extraordinária ferramenta de desenvolvimento, mas não pode representar todo o sistema.”
O trabalho iniciado no Rio também atravessou fronteiras. De acordo com Brigadeiro, a organização mantém academias, equipes associadas, representantes, parcerias ou projetos que já alcançaram mais de 14 países. A lista inclui Brasil, Estados Unidos, Portugal, Uruguai, Argentina, Holanda, Marrocos, Inglaterra, Espanha, Noruega, Israel, Austrália e Tanzânia. Ele ressalta que nem todas as operações são filiais e que a atual etapa busca organizar essa expansão sob uma metodologia comum de ensino e formação de professores.
Para Brigadeiro, o número de alunos que passaram a ensinar jiu-jitsu tornou-se uma das principais medidas do trabalho desenvolvido ao longo da carreira.
“Uma medalha representa um momento. Um professor bem formado pode impactar centenas ou milhares de vidas durante décadas”, afirma. “Meu objetivo não é simplesmente produzir bons competidores ou excelentes faixas-pretas. Quero formar pessoas capazes de carregar conhecimento e valores para a próxima geração.”
Essa visão também está nos planos para 2027. Um dos projetos de Brigadeiro é ampliar a atuação do Instituto Brigadeiro, iniciativa que pretende conciliar a formação de atletas com educação e desenvolvimento de jovens. A proposta prevê identificar talentos e oferecer caminhos para o alto rendimento, sem limitar o trabalho aos que seguirem uma carreira competitiva.
“Nem toda criança que entrar em um projeto de jiu-jitsu será um atleta profissional, mas todas podem ser impactadas pela educação”, afirma.
A intenção é acompanhar os jovens dentro e fora do tatame, levando em consideração aspectos como desempenho escolar, comportamento e desenvolvimento pessoal. O projeto também pretende apresentar diferentes possibilidades profissionais ligadas à modalidade, da carreira como atleta às funções de professor, treinador, árbitro e gestor esportivo.
“Queremos fortalecer ainda mais a conexão entre esporte e educação, criando oportunidades de formação dentro e fora do tatame”, diz Brigadeiro.
Copa Open aconteceu no último fim de semana - Foto: Pedro Gomes/CBAMC
A Copa Open de Kung-Fu, Tai Chi e Boxe Chinês reuniu mais de 900 atletas no último domingo, dia 13, no Ginásio Mané Garrincha, em São Paulo. A competição foi uma das últimas etapas de preparação antes do Campeonato Paulista.
Copa Open aconteceu no último fim de semana – Foto: Pedro Gomes/CBAMC
A programação incluiu disputas de Kung-Fu tradicional, Tai Chi e Boxe Chinês, com categorias para iniciantes, intermediários e avançados. Crianças, jovens, adultos e idosos participaram das provas ao longo do dia.
Para parte dos competidores, a Copa Open também funcionou como preparação para o Campeonato Paulista. Atletas e equipes que disputarão a competição estadual utilizaram o evento para testar apresentações, estratégias e o trabalho desenvolvido nos treinamentos.
A etapa estadual terá peso adicional nesta temporada por fazer parte do caminho classificatório para o Campeonato Mundial. A partir das competições estaduais, os atletas avançam no calendário que pode levar à disputa internacional.
A Copa Open foi realizada pelo Instituto Liga + Esporte, com apoio da Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas – Kung-Fu (CBAMC).