Arya Stark do MMA, atleta da Pitbull Brothers retorna ao cage circular - Foto: Divulgação / Bellator
Cearense luta esta sexta-feira (25) em Connecticut contra a ex-lutadora do UFC Bec Rawlings – Foto: Divulgação / Bellator
Aos 25 anos, a cearense Ilara Joanne está próxima de realizar o maior sonho da sua vida. Empresariada pelo campeão duplo do Bellator Patrício Pitbull, ela fechou contrato com a organização americana e fará a sua estreia nesta sexta-feira (25) na edição 231, que acontece em Connecticut, nos Estados Unidos. Em seu debute, ela terá pela frente a australiana Bec Rawlings, que também estará fazendo a sua estreia no cage circular. Rawlings acabou de deixar o UFC após sete lutas, além de três combates pelo Invicta, evento parceiro do UFC.
“Estou bastante animada para essa estreia, pois é um evento que sempre almejei para a minha carreira. É a realização de um sonho. Não espero nada diferente do que a vitória. Acredito que sou tão experiente quanto ela, pois comecei bem jovem e tenho quase tantas lutas quanto ela. E eu tenho certeza que estou mais bem preparada também”, disse Ilara.
Atualmente morando em Natal, onde fica a sede da Pitbull Brothers, Ilara recentemente foi graduada a faixa-roxa de Jiu-Jitsu. No entanto, seu carro chefe é a trocação. Das oito vitórias conquistadas até hoje na carreira, quatro foram por nocaute e outras duas por finalização. A lutadora, que vem de duas vitórias seguidas por decisão unânime dos juízes, acredita que está preparada para começar a sua caminhada rumo ao título do Bellator. Ela relembrou todas as dificuldades que teve que enfrentar, como a falta de apoio da família e os empregos paralelos para se sustentar como lutadora, antes de chegar neste momento da carreira.
“Desde que morava no interior do Ceará, eu queria isso, mas não fazia ideia da dimensão desse ramo. Tive meu primeiro contato com as artes marciais com 7 anos. Logo que fui pra Fortaleza comecei a treinar Capoeira, Muay Thai e Jiu-Jitsu. Hoje estou aqui, prestes a estrear em um dos maiores eventos do mundo. Mas não foi fácil chegar até aqui. A minha família não queria. Eu trabalhei muito, tanto na academia, como professora, quanto em outras áreas para ajudar em casa e “bancar” o meu sonho. Já fui segurança, vendedora e atualmente sou recepcionista, mas sempre focada em um objetivo. E olha onde Deus me colocou? Sempre sonhei em disputar um cinturão, e se Deus quiser isso vai acontecer”, concluiu.
Atleta da Rio Fighters venceu Pedro Sousa no sábado (19) e chegou a sua quarta vitória no MMA - Foto: Renato Ávila
Atleta da Rio Fighters venceu Pedro Sousa no sábado (19) e chegou a sua quarta vitória no MMA – Foto: Renato Ávila
O retorno de Wellington “Neném” Lopes ao MMA foi com vitória. Após três anos sem pisar no cage, o atleta da Rio Fighters teve uma grande perfomance na noite de sábado (19) pelo Shooto Brasil 97, quando derrotou Pedro Sousa na decisão unânime dos juízes. No período em que ficou sem lutar MMA, Neném se dedicou ao Kickboxing, onde faturou os cinturões do Strikers e do Skaus Combat. A falta de ritmo pesou um pouco no desempenho do jovem lutador, mas ele ficou feliz com o resultado da luta.
“Foi uma vitória bem convincente pra quem estava há três anos sem lutar MMA. Lutar MMA é diferente de lutar Kickboxing. Mas eu vi que estou no caminho certo. Se eu focar nos treinos, vou conseguir, a passos largos, subir muitos degraus e alcançar os meus objetivos. Fiquei muito feliz por ter tido uma ótimo perfomance contra um adversário muito duro. Eu tive pouco tempo de treino para essa luta, menos de dois meses. Eu sabia que poderia cansar. Consegui me manter bem nos dois primeiros rounds, e no terceiro realmente eu senti um pouco. Faltou ritmo, mas vou trabalhar isso nos treinos para chegar melhor na próxima luta”, disse Neném.
O triunfo animou o lutador de 24 anos. Neném não descarta continuar lutando Kickboxing, já que é a sua paixão, mas ele garante que agora o seu foco será o MMA. O atleta da Rio Fighters acredita que se dedicando exclusivamente ao MMA ele conseguirá atingir seus objetivos na carreira, que inclui o cinturão do Shooto.
“Eu acredito que eu possa ter uma chance pelo cinturão. A gente sempre pensa nisso, em chegar ao lugar mais alto. Enfrentei um oponente que vinha de três vitórias seguidas, um garoto muito duro. Então, eu acho que essa luta me mostrou que, se eu me dedicar, tenho chances enormes de ser campeão. Se a oportunidade surgir, vou agarrar com unhas e dentes, e trabalhar forte para sair campeão do evento”, concluiu o casca-grossa.
Brasileira estreia no Glory neste sábado - Foto: Heat/Divulgação
Brasileira estreia no Glory neste sábado – Foto: Heat/Divulgação
O GLORY 70 acontece sábado (26/10), em Lyon, França, e será marcado pela estreia de Bruno Gazani. Um dos kickboxers mais experientes do Brasil, ele finalmente mostrará as habilidades no ringue do maior circuito da modalidade no planeta.
Há três anos, o peso-leve (até 70kg) de São Bernardo do Campo (SP) venceu a edição brasileira do ‘Road to GLORY’, torneio classificatório que proporciona ao campeão um contrato com a organização. Gazani então foi chamado para lutar em 2017, mas uma séria lesão nas costas o impediu de participar. Com isso, foram mais dois anos de espera até a nova convocação, desta vez para enfrentar o francês Michael Palandre, na edição 70.
“Sou o melhor peso-leve da América Latina há anos, e me sinto honrado em finalmente estar entre os melhores do mundo. Depois de tanta espera, pode ter certeza que não chegarei apenas para somar. Vou ‘infernizar’ todo mundo da categoria e ser campeão logo mais”, afirmou o lutador, que ostenta cinturões do WGP e Heat (evento japonês) no currículo.
“O momento atual é propício aos atletas brasileiros no GLORY. O Alex Poatan é, disparado, o melhor atleta peso por peso. É nele que vou me espelhar para essa nova jornada profissional”, completou.
Sobre o adversário da vez, Gazani foi enfático. “Palandre é mais alto, mas estou acostumado a lidar com isso. Ele gosta de trabalhar golpes isolados e de potência. Treinamos muitas alternativas de entradas no raio de ação para vencer essa diferença de envergadura e desenvolver meu jogo característico de pressão e combinações na curta distância”, analisou.
Mudança
O GLORY 70 traria como atração principal a disputa de cinturão meio-médio (até 77kg), entre o franco-camaronês campeão Cedric Doumbé e o holandês Murthel Groenhart. Mas uma lesão no cotovelo a 15 dias do confronto forçou Doumbé a ser retirado do card. Invicto na organização há quatro lutas, o norte-americano Troy Jones aceitou o desafio e agora enfrentará Groenhart pelo cinturão interino da divisão.
No Brasil, o GLORY sempre é transmitido Ao Vivo via Youtube (Preliminares e Super Fight Series), e exclusivo no DAZN (Série Numerada).
GLORY 70
Numbered Series
Murthel Groenhart vs. Troy Jones
Abdellah Ezbiri vs. Zakaria Zougarry
Donovan Wisse vs. Jason Wilnis
Michael Palandre vs. Bruno Gazani
Super Fight Series
Kirill Kornilov vs. Nordine Mahieddine
Matej Penaz vs. Yassine Ahaggan
Jamie Bates vs. Vedat Hoduk
Guerric Billet vs. Mohammed Hendouf
Thong Fairtex vs. Masaya Kubo
Preliminares
Cedric Do vs. Mehdi Kada
Anaelle Angerville vs. Maria Lobo
Yoann Mermoux vs. Said Ahamada
Pimentel teve papel importante na preparação de Bustamante na conquista do cinturão do UFC - Foto: Marcelo Alonso
Pimentel teve papel importante na preparação de Bustamante na conquista do cinturão do UFC – Foto: Marcelo Alonso
Mestre de Jiu-Jitsu e Judô e membro da academia de treinadores do Comitê Olímpico Brasileiro, Márcio Pimentel foi peça fundamental no primeiro cinturão conquistado por um brasileiro após as divisões de peso no UFC. Formado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, o treinador, que hoje mora nos EUA, bateu um papo com o PVT, falou sobre os bastidores da conquista de Murilo Bustamante e comparou a diferença da preparação daquela época para os dias atuais.
PVT: Qual sua formação e quando começou a trabalhar com Jiu-Jitsu e MMA?
Márcio Pimentel: Dei inicio ao trabalho em preparação física em 1998, junto com o professor de Jiu-Jitsu Paulo Caruso. Eu estava fazendo minha transição de atleta para técnico, quando passei a atuar como técnico de Judô da Universidade Gama Filho e como também havia treinado jiu-jitsu no Carlson Gracie e com o professor Júlio na UGF, começamos um trabalho primeiro com os atletas de judô, na época Flavio Canto, Leo Leite, Ângelo Paiva, Frederico Flexa, entre outro e atletas de Jiu-Jitsu, como Vitor Shaolin, Leo Santos, e alguns alunos do Paulo. Pouco tempo depois passamos a ter uma procura do pessoal do MMA.
PVT: Como foram os bastidores da conquista do cinturão de Murilo Bustamante no UFC?
MP: Na verdade comecei o trabalho com o Murilo pouco antes da disputa do cinturão. Primeiro ele me procurou para o treinamento para a luta contra o Chuck Liddell no final de setembro de 2001, quando tivemos aproximadamente 3 meses para trabalhar.
Quando esta luta contra o Liddel acabou eu lembro do Dana White entrar no vestiário e elogiar a performance do Murilo, e em certo momento da conversa o Teteo me perguntou se o Murilo conseguiria descer para a categoria 84kg. Como eu acompanhei todo o treinamento de perto e vi que o Murilo não perdeu peso, inclusive pesou menos de 93kg, eu falei que acreditava que não seria problema pesar 84kg.
Voltamos para o Brasil com a luta contra o Dave Menne já acertada para janeiro de 2002, fizemos uma recuperação e voltamos aos treinos pois tínhamos mais 3 meses para disputar o cinturão e tivemos de fazer alguns ajustes nos treinos em função da perda de peso.
A conquista do cinturão foi bem marcante por ser o primeiro brasileiro campeão no UFC após a divisão em categorias, tudo isso em cerca de 6 meses. Hoje vejo a grandeza do UFC e saber que fiz parte do inicio, da primeira conquista, é gratificante como treinador.
Acredito também que foi o momento da virada de página por conta do resultado ter me dado uma visibilidade pelo treinamento planejado e dividido com a equipe, pois de uma forma geral o treinamento era muito empírico e conseguimos colocar ciência no esporte, através de planejamento, controlando os sistemas energéticos e musculares, conseguindo trabalhar com a equipe multidisciplinar, onde mantínhamos conversas constantes para poder tirar o melhor do Murilo para que ele chegasse na sua melhor forma física e técnica no dia da luta.
Após a conquista do Murilo comecei a ter uma maior procura de atletas querendo saber como funcionava o trabalho e no ano seguinte treinei o Saulo Ribeiro para o ADCC em São Paulo. Já treinava o Leo Leite e o Flavio Canto, ambos na seleção brasileira de judô, depois veio a medalha olímpica do Flávio, os títulos mundiais do Leo Leite, o Vitor Shaolin no jiu-jitsu e depois no MMA, o Pedro Rizzo também no UFC, a Kyra Gracie, Márcio Pé de Pano no UFC e muitos outros atletas que acreditaram que não era só o trabalho de treinador e sim como planejar todo seu treinamento.
PVT: Como você vê a evolução da preparação física do tempo do Murilo para os dias de hoje?
MP: Acredito estar entre os primeiros treinadores a colocar o planejamento dentro do treinamento de MMA. Quando falo planejamento digo todo contexto do treinamento, uma vez que antigamente os atletas de uma forma geral treinavam por conta própria, faziam seus treinamentos com a experiência adquirida com seus treinadores e etc.
Um atleta do MMA treina boxe ou muay thai, jiu-jitsu ou luta livre, wrestling ou judô e a preparação física, sendo que cada um destes treinamentos feitos por um treinador diferente. É nessa hora que entra a importância do planejamento e acompanhamento do mesmo, pois antigamente cada etapa de preparação não era respeitada, não havia controle das cargas de treinamento para que o atleta conseguisse ter a sua melhor performance no dia do combate.
PVT: Quais os pontos positivos e negativos dos camps de treinamento?
MP: Acho super valido os camps quando o foco é total no atleta que tem uma luta marcada. O atleta vai ter seus treinamentos todos monitorados e estudados, podendo ter seus sparings de acordo com o adversário e todo seu treinamento voltado para que ele possa evoluir gradativamente e atingir sua melhor forma para a data da luta.
Para atletas que ficam em camps sucessivos sem nenhuma luta marcada o risco é muito grande deste atleta ter um over-training, pois não tem planejamento e acompanhamento para saber qual volume e intensidade que ele pode e deve treinar (o famoso virar o fio).
Porém vejo isso com uma realidade somente para os atletas que estão com contratos em eventos grandes, como o UFC. Atletas iniciantes é difícil, pois os eventos chamam os atletas em cima da hora e estes precisam se manter num limiar mais elevado com um maior risco de passar do ponto e se lesionar, porém sem este risco pode aparecer uma luta em cima da hora e o mesmo não ter tempo hábil para chegar bem na luta.
PVT: O que você acha da tecnologia na preparação física, como o centro de performance do UFC?
MP: Acho fantástico, pois com a tecnologia junto a ciência pode-se ter o melhor de cada atleta. Poder avaliar e testar o atleta para saber como ele se encontra clinicamente, fisiologicamente e psicologicamente, saber o que ele precisa para que possa ter a melhor performance dia a dia ate a hora da luta.
O treinador ter acesso a isso para fazer o planejamento adequado de acordo com os resultados dos testes e avaliações a probabilidade de sucesso é bem maior, porém, para isso, é necessário que um dos treinadores tenha uma formação que permita que ele tenha conhecimentos para receber as avaliações e colocar tudo dentro do planejamento.
Vi em muitos treinamentos de atletas alguns treinadores querendo que seu treinamento fosse “melhor” ou mais “forte/puxado” que o do outro treinador e isso acabava levando o atleta a treinamentos exaustivos e o prejudicando pois em determinado momento ele já não rendia.
A falta de conhecimento cientifico da alguns treinadores é um grande problema, pois como, de uma forma geral, muitos treinadores não possuem formação ou conhecimento cientifico em treinamento, faz com que ele conduza o treinamento de forma empírica e que particularmente não acho que caiba nos dias de hoje. Vejo como primordial que em toda equipe tenha um profissional formado e capacitado para elaborar todo o período de treinamento do atleta.
PVT:: Como esta sua vida nos Estados Unidos?
MP: Hoje divido minha vida aqui dando aulas de jiu-jitsu desde crianças a adultos na American Top Team East Orlando, no judô estou fazendo o planejamento e dando treinamento físico e técnico para dois atletas da seleção americana, inclusive um deles indo para o campeonato mundial sub 21 em Marrocos em outubro, e também venho atuando como arbitro em diversos eventos de jiu-jitsu, o que foi uma novidade que tenho gostado de fazer e atuar. Na preparação física tenho feito alguns trabalhos de consultoria para a Gama Filho Martial Arts e alguns atletas individualmente.
Minotauro foi um dos presentes no lançamento do projeto - Foto: Divulgação
Minotauro foi um dos presentes no lançamento do projeto – Foto: Divulgação
Casa cheia, ou melhor, Palácio lotado para celebrar a inclusão das Artes Marciais nas escolas municipais do Rio Janeiro, na última segunda-feira. O Palácio da Cidade recebeu representantes do jiu-jitsu, muay thai, boxe, judô e capoeira, atividades que passam a ser implementadas gratuitamente aos sábados nas unidades de ensino.
“O jovem estudante com mais uma ferramenta de foco e disciplina, como são os esportes de combate, cresce muito mais bem preparado para os desafios diários na vida adulta “, enfatizou Rodrigo Minotauro discursando em meio à solenidade oficial.
Responsável pelo projeto Escola de Lutas, o vereador e faixa-preta de jiu-jitsu Marcelo Arar está tão otimista que prevê: “Entre o Carnaval e final de 2020 eu vejo crianças e adolescentes migrando do ensino particular para ter acesso a essa revolução que é a educação aliada às Artes Marciais”.
Não é para menos, em um ano, mil escolas serão beneficiadas com a iniciativa, o que significa 100 mil jovens contemplados com o projeto. “
Sempre estive envolvida com projetos sociais e aulas de jiu-jitsu, e mais do que nunca entendo o impacto positivo que a prática das Artes Marciais causa nos jovens, tornando-os saudáveis, motivados, longe da ociosidade e até mesmo alunos melhores dentro da escola”, explicou a pentacampeã mundial de jiu-jitsu Kyra Gracie.
Mestre Camisa, a maior referência mundial na capoeira, reforçou o coro e disse que “independentemente da modalidade, o jovem passa a conhecer bem mais de si mesmo e impor limites muito mais audaciosos”.
O projeto Escola de Lutas ainda oferece uma refeição pré-treino, e o almoço, em seguida a aula marcial todo sábado. Os amantes das lutas vibraram com o pontapé inicial de uma idealização de anos e que, certamente, vai se tornar uma tendência nacional, com potencial para ter mais aulas ainda em outros dias da semana.
Manauara derrotou ex-parceiro de treinos pela primeira vez - Foto: Divulgação
Manauara derrotou ex-parceiro de treinos pela primeira vez – Foto: Divulgação
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Esse é um ditado que encaixa com perfeição no feito alcançado pelo faixa-preta Lucas Pinheiro no último sábado (19) na Filadélfia. O manauara disputou o cinturão dos penas do Fight To Win contra o campeão mundial João Miyao, que já foi seu parceiro de treino. Eles se enfrentam em competições com e sem kimono desde a faixa azul, e Lucas nunca havia o derrotado. Mas pra tudo na vida tem uma primeira vez. Com uma grande exibição, Lucas conseguiu impôr o seu jogo e venceu na decisão dos juízes, faturando o cinturão da organização.
“Muitas pessoas me falaram que foi a melhor luta da noite. Ataquei do começo ao fim, foram muitas chaves de pé. E o que eu tinha treinado pra defender o jogo dele, deu certo. Estou muito feliz que dessa vez deu tudo certo. Eu sempre acreditei que poderia vencê-lo, pois quando eu treinava com ele, era sempre assim: um dia ele ganhava ganhava, no outro dia eu ganhava. Agora eu consegui provar para o mundo o que eu já sabia. Assim como nos treinos, essa vitória significa que estamos no mesmo nível”, disse o atleta da Atos.
A última vez que os dois se enfrentaram foi na final do Mundial No Gi, em 2017. Dois anos depois, muita coisa mudou na vida dos dois lutadores. João se tornou campeão Mundial da IBJJF de kimono e faturou o tricampeonato Mundial No Gi. Lucas mudou de academia e conquistou dezenas de medalhas em torneios com e sem kimono, com destaque para os recentes títulos do American National e do Pan-Americano No Gi.
“Muita coisa mudou desde a última vez que lutamos. Agora eu faço parte de um novo time, onde tenho um treino melhor e sou orientado pelos professores André Galvão e Angélica Galvão. Também me tornei professor da Atos, e considero meu emprego atual muito melhor. Além de todo apoio emocional do meu chefe, que me motiva muito, ele também coordena meus horário de trabalho de uma forma que não me prejudique no treino, principalmente quando tenho super luta marcada ou um campeonato se aproximando. Fora isso, eu mudei de nutricionista, tenho um profissional super competente que planeja a minha alimentação da melhor forma possível. Tudo isso ajuda muito e soma com a minha fé e vontade de vencer”, concluiu Lucas.
Curitibana chegou ã quarta vitória seguida - foto: Marcell Fagundes
Curitibana chegou ã quarta vitória seguida – foto: Marcell Fagundes
O Shooto Brasil realizou mais uma edição na noite deste sábado, dia 19 de outubro. Na ViVi Arena, localizada no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, o show de número 97 foi repleto de emoção. Na luta principal da noite o título da divisão peso-palha feminino conheceu sua primeira campeã. Julia Polastri bateu Jéssica Delboni na decisão unânime e faturou o cinturão da categoria. A noite contou ainda com o retorno de Kaue Fernandes, campeão peso super-pena do Shooto. Ele subiu de categoria para enfrentar Bruno Tsunami e fez a festa da galera ao vencer também por decisão unânime. Outros destaques da noite foram as vitórias de Cemey Meiota e Felipe Queiroz.
A luta principal do Shooto 97 valia o primeiro cinturão peso-palha feminino da história do evento. A lutadora do Invicta FC Jéssica Delboni, que é companheira de treinos da xará Bate-Estaca, ex-campeã do UFC, encarou a curitibana Julia Polastri. E as duas protagonizaram um duelo estudado, principalmente no inicio, com Jéssica levando vantagem nas investidas no chão. No segundo round, Delboni apertou o ritmo e continuou controlando a luta no chão, mas quando o duelo foi para a trocação Julia Polastri surpreendeu e aplicou uma bela sequência que forçou o arbítrio a interromper o combate e decretar vitória da curitibana por nocaute. Assim, Polastri se sagrou a primeira campeã peso-palha do Shooto Brasil.
No co-main evento a presença de um nome bem conhecido. Kaue Fernandes, uma das promessas da Nova União e campeão peso super-pena do Shooto, subiu de categoria para encarar Bruno Tsunami. E o que se viu dentro do ringue foi uma atuação cerebral de Kauê. Aplicando os melhores golpes desde o início do duelo e controlando a luta com bons socos e chutes na longa distância, ele foi muito superior nos dois rounds iniciais e quase finalizou o duelo após um knockdown. No terceiro assalto, Fernandes só manteve o ímpeto e não teve dificuldades para sair vencedor por decisão unânime. Esta é a sexta vitória da invicta carreira do carioca.
O evento contou ainda com outras oito lutas e os destaques foram as vitórias de Cemey Meiota, Luis Felipe Dias e Ricardo Lima. Enquanto o primeiro protagonizou um belo nocaute sobre Júnior Suicida, o segundo bateu Adercino Marmita também com um lindo nocaute. Já Ricardo fez ainda mais bonito. O lutador aplicou um nocaute relâmpago sobre Davison Japonês que começou com um cruzado devastador. O card contou ainda com a vitória de Felipe Queiroz sobre Jhony Rodrigo e o triunfo de Jorge Lucas sobre Wanderberg Arma Humana, ambos por finalização. Wellington Neném, Andressa Gauchinha e Jefferson Toddynho foram os outros vencedores da noite.
Shooto Brasil 97 – Resultados oficiais
Julia Polastri venceu Jéssica Delboni por nocaute aos 4mim e 35seg do segundo round
Kaue Fernandes venceu Bruno Tsunami por decisão unânime
Felipe Queiroz finalizou Jhony Rodrigo com um mata-leão aos 4min e 11seg do primeiro round
Cemey Meiota venceu Júnior Suicida a 1min e 29seg do primeiro round
Wellington Neném venceu Pedro Sousa por decisão unânime
Luiz Felipe Dias venceu Adercino de Jesus por nocaute aos 31seg do segundo round
Jorge Lucas finalizou Wanderberg Arma Humana com um katagatame aos 4min e 20seg do primeiro round
Andressa Romero venceu Kenia Stefani por decisão unânime
Ricardo Lima venceu Davison Japonês por nocaute aos 41seg do primeiro round
Jefferson Toddynho finalizou Marcelo Santos com uma americana aos 2min e 58seg do primeiro round
Max Denner faturou a cinta até 70kg - Foto: Rafael Lavô / Território Tupiniquim
Max Denner faturou a cinta até 70kg – Foto: Rafael Lavô / Território Tupiniquim
O Jungle Fight coroou dois novos campeões nesse sábado, em sua 96ª edição, realizada no Clube Labareda, em Belo Horizonte. Na luta principal, Natália Silva finalizou Gabi Marçal com um armlock para conquistar o cinturão peso-mosca feminino da organização.
Uma luta antes, pelos pesos leves, Max Denner levou a melhor sobre Elysson Machado com um nocaute técnico ainda no primeiro round, manteve a invencibilidade e garantiu o cinturão da categoria do evento presidido por Wallid Ismail.
No geral, das 14 lutas disputadas, apenas quatro foram para a decisão dos juízes laterais. Nas demais, sete terminaram por finalização e três por nocaute técnico.
Confira abaixo os outros resultados:
Jungle Fight 96
Belo Horizonte, MG
19 de outubro de 2019
Natalia Silva finalizou Gabi Marçal com um armlock
Max Denner venceu Elysson Machado por nocaute técnico
Heider Caetano finalizou Romario Martins
Werley Mão de Pedra venceu Heinrich Caceres por decisão unânime
Carlos Monstro venceu João Victor Zaiden por nocaute técnico
Fernando Ben 10 venceu João Oliveira por decisão unânime dos jurados
Adriano Nunes venceu Joelson Nascimento por nocaute técnico
Patricio Tiradentes venceu Gabriel Vitorino por decisão unânime dos jurados
Deberson The Prince venceu Fhabio Mir por decisão dividida dos jurados
Após meses de provocações, enfim os meio-pesados Matheus Buffa e Fabão Vasconcelos resolveram suas diferenças dentro do cage. Melhor para Buffa, que nocauteou o rival no primeiro round após começar o duelo em desvantagem, na luta principal do Future MMA 9, realizado nesse sábado, dia 19 de outubro, em São Paulo. Além de lavar a alma, o curitibano ainda se sagrou campeão da categoria.
Em posse do cinturão, Matheus Buffa fez questão de homenagear os quatro bombeiros que morreram na última sexta-feira numa missão de resgate no Rio de Janeiro. “Gostaria de manifestar minhas sinceras condolências aos militares que perderam suas vidas na tentativa de salvar a vida dos outros. Se foram como heróis”, discursou o novo campeão.
Os primeiros momentos de combate deixaram claro o nível de desavença entre os lutadores. Sem primarem pela estratégia, eles se entregaram a uma franca trocação, e por pouco Fabão Vasconcelos não põe fim ao duelo no minuto inicial. Recuperado dos golpes sofridos, Matheus Buffa encontrou um cruzado certeiro, levou o oponente a knockdown e definiu com potentes marretadas no ground and pound, garantindo o cinturão.
Nocautes arrasadores ditaram o enredo da edição
Bilharinho mandou Robocop para a lona no primeiro round – Foto: Marcos Santos
Devido ao número de altas performances da edição, o Future MMA optou por premiar os quatro lutadores que melhor definiram seus combates, não havendo prêmios de melhor luta e melhor lutador, excepcionalmente. Os agraciados com os bônus de US$ 500 cada um foram o meio-pesado Matheus Buffa, o peso-pena Jonas Bilharinho, o peso leve Rodrigo Lídio e o peso-mosca Alan Gabriel Tilico.
De volta ao MMA após um hiato de quase quatro anos, Jonas Bilharinho, 29 anos, mostrou que ainda pode ir muito longe. Depois de castigar Junior Robocop com chutes e socos, o atleta da Team Nogueira definiu o combate com uma joelhada voadora espetacular, levando o oponente a beijar a lona no primeiro round. Assista:
Rodrigo Lídio e Alan Gabriel Tilico usaram as mãos para mandarem seus adversários ao tablado, em lances que lembraram clássicos do Boxe. Ambos precisaram de apenas um golpe para derrubar Evandro Barbosa e Lucas Fenômeno, respectivamente, ainda no primeiro assalto.
Desafiante número 1 do cinturão peso-pena do LFA, Rafael Coxinha foi abafado pelo estratégico jogo do faixa-preta de Luta-Livre Esportiva Luís Betão Nogueira. Com uma enorme variação de quedas, o veterano do Bellator não deu espaço para o karateca soltar suas armas, garantindo o triunfo por decisão dividida após três rounds de muita força.
Quem também não teve uma noite feliz foi o campeão peso-galo do Titan FC, Rudson Caliocane. Sem conseguir encontrar seu jogo, ele foi surpreendido pelo invicto Matheus Bocão, que apresentou um vasto cardápio de golpes de Muay Thai. Embora não tenha conseguido o nocaute, o jovem Bocão, de 20 anos, venceu por decisão unânime e anotou a sétima vitória em sete lutas, isso em apenas três meses como profissional.
Empate e princípio de confusão
Numa verdadeira guerra de três rounds, o Boxe aliado ao Judô de João Alicate superou a velocidade e o alto refino técnico do faixa-preta de taekwondo Bruno Korea. Entretanto, devido a um golpe ilegal no primeiro round, o que rendeu a dedução de um ponto de Alicate, o combate terminou empatado por decisão majoritária, com dois juizes pontuando 28 a 28 nas papeletas.
Antes escalado para enfrentar Daniel Willycat, que assinou com o Brave CF na semana do evento, o trash-talker Guilherme Prodígio teve que enfrentar Filipe da Silva, parceiro de equipe do adversário primário. Agressivo, Prodígio foi melhor no primeiro round e teve a vitória confirmada no segundo, após Filipe lesionar o joelho ao pisar em falso e não conseguir seguir no combate. Ainda no decágono, o polêmico peso-pena provocou os membros da Chute Boxe Diego Lima presentes na arena, o que gerou um princípio de confusão, evitado pela rápida ação dos seguranças.
Confira abaixo os resultados completos do evento:
Future MMA 9
Expo Center Norte, São Paulo-SP
19 de outubro de 2019
Matheus Buffa nocauteou Fabão Vasconcelos aos 3:08 do R1
Betão Nogueira venceu Rafael Coxinha por decisão dividida (29×28, 28×29 e 30×27)
João Alicate e Bruno Korea empataram por decisão majoritária (29×27, 28×28 e 28×28)
Jonas Bilharinho nocauteou Junior Robocop aos 4:26 do R1
Denis Alagoas finalizou Assis Sousa com um mata-leão aos 3:36 do R3
Guilherme Prodígio venceu Filipe da Silva por nocaute técnico (desistência) aos 0:22 do R2
Rodrigo Lídio nocauteou Evandro Barbosa aos 3:31 do R1
Matheus Bocão venceu Rudson Caliocane por decisão unânime (triplo 30×27)
Alan Gabriel Tilico nocauteou Lucas Fenômeno aos 2:15 do R1
Uyran Presunto finalizou André Fischer com um armlock aos 2:56 do R2
Zé Reborn venceu Lucas Faria por nocaute técnico a 0:38 do R1
Manoel Maranhão venceu Carlos Crocodilo por decisão unânime (triplo 29×28)
Guilherme Senegal venceu Thiago TKS por nocaute técnico a 1:54 do R1
Danilo Espera venceu Neone Hatake por decisão dividida (29×29, 28×29 e 29×28
Meio-pesados disputam cinturão na luta principal deste sábado - Foto: Marcos Santos
Meio-pesados disputam cinturão na luta principal deste sábado – Foto: Marcos Santos
Disputa de cinturão confirmada para o Future MMA 9, que acontece neste sábado, dia 19, na Expo Center Norte, em São Paulo. Postulantes ao título inaugural dos meio-pesados, os desafetos Matheus Buffa e Fabão Vasconcelos não tiveram problemas para bater o peso abaixo do limite da categoria. Na tensa encarada, palavras de intimidação rolaram soltas.
Por falar em encaradas nervosas, o jovem Lucas Fenômeno, escalado no card a pedido de Rodrigo Minotauro, simulou uma metralhadora com as mãos e apontou para o rosto do adversário, Alan Gabriel Tilico, para tentar desestabilizá-lo; e o sempre enérgico Gabriel Prodígio empurrou o oponente, Filipe da Silva, cobrando-o por ter estourado o peso: “Bate o peso, p***!”
Além de Filipe da Silva, que ficou 800g acima dos 66,3kg da divisão dos penas, e teve que ceder 20% de sua bolsa para o adversário, o peso-mosca Lucas Oliveira também teve problemas para atingir o limite de sua categoria. Após negociações com a equipe do adversário, Zé Reborn, as partes chegaram ao acordo de lutar no peso combinado até 59,5kg. Ainda assim, Oliveira teve que repassar 20% de sua bolsa.
O Future MMA 9 será transmitido ao vivo, em inglês e português e em alta definição, pelo pelo aplicativo oficial do evento, disponível para download gratuito tanto para Android, no Google Play, quanto para IOS, na App Store.