Batarelli revela episódios inéditos sobre rivalidade com Zorello, luta com Rei Zulu e ‘suicídio’ de ex-presidente do Pride

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O RESENHA PVT dessa terça-feira está imperdível. O programa, que foi ao ar ao vivo, está disponível na íntegra em nosso canal no youtube. O convidado foi o empresário Sergio Batarelli, importante figura dos bastidores dos esportes de contado do Brasil.

Em mais de 2 horas de bate-papo, Batarelli falou sobre os fatores que, para ele, foram determinantes para a crise do MMA brasileiro. Ele também falou do problema que o UFC pode enfrentar caso entre na Ali Act, lei que impede o monopólio dos eventos.

Sobre sua luta contra Rei Zulu, no longínquo ano de 1984, Batarelli disse que soube depois que o duelo serviu como uma espécie de teste, promovido por Robson Gracie, para ele enfrentar Rickson. Como foi finalizado com uma guilhotina, o duelo contra o Gracie jamais aconteceu.

“Na época, eu não fazia a mínima ideia do que era uma guilhotina. Depois eu fui treinar Jiu-Jitsu. O que passou na minha cabeça? Vou dar soco no saco dele (Rei Zulu), ninguém estava de coquilha. Lembro de ter dado dois, senti as bolas dele esmagarem na minha mão. E ele não soltou. Na hora eu imaginei: vou enfiar a mão e vou esmagar. Valia tudo… Só que não deu tempo, eu apaguei”, narrou Batarelli. “No camarim o Hélio Gracie veio me cumprimentar: ‘você é dos meus, apaga mas não bate, um guerreiro!’ Guerreiro nada, eu perdi a luta.”

A rivalidade contra Paulo Zorello também foi assunto. Batarelli contou três episódios inéditos sobre a época em que estavam na ativa nos ringues. Em um deles, segundo sua versão, o rival teria se escondido dentro do banheiro durante um encontro marcado por um amigo em comum, que tentava promover as pazes.

“Entrei na sala de reunião, daqui a pouco entra quem? O Zorello. Quando ele entrou eu corri para cima, corri mesmo… Ele se trancou dentro da porra do banheiro. ‘Só luto dentro do ringue, quer brigar põe a luva, eu não sou brigão’. Ficou trancado lá e eu fui embora.”

Presente nos bastidores dos principais eventos de luta do mundo, o empresário brasileiro sabe como poucos o que acontecia por trás dos panos do extinto Pride. Idealizador do evento japonês, Naoto Morishita foi encontrado morto, enforcado por uma corda, depois do GP de 2003. Segundo Batarelli, o suicídio não foi tão espontâneo como foi noticiado.

“Algumas pessoas, não importa quem, elas não matam o cara, elas vão matando a família inteira, que é para o cara sofrer, e o último a morrer é o cara. O convite dele foi esse: você vai lá, se mata e está tudo bem, sua família vai ficar bem vai ter um dinheirinho, mas vaza que o negócio é nosso. Esse cara que emprestou o dinheiro nomeou o Sakakibara para ser o comandante.”

Atualmente atuando no ramo do Boxe, Batarelli fez projeções sobre as carreiras de seus principais atletas: Esquiva Falcão e Robson Conceição, que lutam no mesmo card do Boxing For You, dia 31 de março, no Portobello Resort, em Mangaratiba, Rio de Janeiro. O empresário também divulgou que irá lançar um livro e uma arena de lutas com capacidade para 700 pessoas em São Paulo, que ficará disponível para locação.