Jair Bolsonaro visita Abu Dhabi e conhece de perto o projeto com o Jiu-Jitsu brasileiro nos Emirados

Nesta foto, sheik é erguido por Zé Mário Sperry após título do ADCC – Foto: Marcelo Alonso

Em visita oficial a Abu Dhabi, o presidente Jair Bolsonaro foi recepcionado no palácio presidencial pelo xeque Mohammed Bin Zayed Al Nahyan e assistiu a uma apresentação do Jiu-Jitsu brasileiro, esporte criado e difundido pela família Gracie. A ligação entre o Jiu-Jitsu brasileiro e Abu Dhabi vem de longa data. Nos anos 90, o xeque Tahnoon Bin Zayed, terceiro filho entre os seis do primeiro casamento do Sultão Bin Zayed, Presidente dos Emirados Árabes Unidos já falecido, começou a praticar a arte suave quando estudava em Nova Iorque. Ao voltar para o seu país, começou a plantar a semente do que hoje é considerado o maior projeto de Jiu-Jitsu do mundo.

O sheik Tahnoon criou o ADCC, maior evento de grappling do mundo, em 1998. Dez anos depois, foi a vez do seu irmão, o xeque Mohammed Bin Zayed Al Nahyan, presidente do país, lançar um projeto ousada, que prometia levar Jiu-Jitsu a todas as escolas de Abu Dhabi. Para isso, foram contratados centenas de professores brasileiros. Onze anos depois, a arte suave se tornou o principal esporte do país, com mais de 76 mil alunos nas escolas. Além disso, as academias em Abu Dhabi já estão oferecendo a modalidade e a polícia e o exército adotaram a arte em seus programas de treinamento.

“Na primeira edição do ADCC, fui campeão peso e absoluto. Neste evento, começou uma amizade com o xeque Tahnoon. Um dia o secretário dele me ligou e disse que precisava de um professor de Jiu-Jitsu para dar aulas no clube. Inicialmente ele queria por um mês. Aí o professor Carlos Santos foi. Durante seis meses foram outros professores. Até que eles pediram para o Carlos Santos ficar lá por um ano. E depois ficou mais um, até que o filho do xeque Mohammed começou a praticar e o xeque se interessou. Eu dei a ideia para o Carlos de criar a federação e fazer competições. Em seguida o próprio xeque teve a ideia de colocar o Jiu-Jitsu nas escolas. Depois foi para as forças armadas e foi ampliando. Hoje eles possuem um grande projeto e a federação mudou para uma empresa que realiza eventos no mundo inteiro. O Jiu-Jitsu influenciou no estilo de vida deles. Eles passaram a se preocupar mais com a estética e com a saúde e começaram a praticar mais outros esportes também”, contou o faixa-preta Zé Mario Sperry, amigo pessoal de Tahnoon.

As competições de Jiu-Jitsu organizados pela federação acontecem no mundo todo. E, no próximo dia primeiro de novembro ela desembarca no Rio de Janeiro com uma das etapas do Grand Slam. O evento, que atingiu a capacidade máxima de participantes, acontece na Arena Carioca 1, na Barra da Tijuca.