O LFA anunciou oficialmente o card completo de sua próxima edição no Brasil, marcada para o dia 3 de novembro, em Cajamar, município da Região Metropolitana de São Paulo. Além das disputas do cinturão peso pesado, entre Eduardo “Bbzão” Neves e Hugo Cunha, na luta principal; e do título interino do peso leve, entre Gabriel “Pitbull” Costa e Jefferson “Toddynho” Nascimento; o evento terá ainda outros 12 combates entre lutadores que figuram entre os melhores do continente.
O card principal do LFA 171, que tem previsão de início para às 22h de Brasília, será transmitido ao vivo para todo o Brasil e para o restante do mundo, com comentários em português e inglês, com exclusividade pelo UFC Fight Pass, plataforma oficial do maior evento de MMA do planeta.
Entre os destaques do card estão grandes apostas do cenário nacional com potencial para brilharem representando o Brasil mundo afora, como os atletas agenciados pela Knockout Squad: Alessandro Gambulino, Gabi Fujimoto, Gabriel “Pitbull” Costa, Gabriel Silva (que inclusive tem a experiência de ter passado pelo octógono do UFC, para onde pretende voltar), Guilherme Uriel e Michael Oliveira.
Confira abaixo o card completo do evento:
LFA 171
Ginásio do Polvilho, Cajamar-SP
Sexta-feira, 3 de novembro de 2023
Card principal
Peso pesado: Eduardo Neves x Hugo Cunha
Peso leve: Gabriel Costa x Jefferson Nascimento
Peso-pena: Márcio Barbosa x Gian Sarturi
Peso-mosca: Alisson Murilo x Marcos Degli
Peso meio-médio: Michael Oliveira x Antônio Eduardo
Peso pesado: Richard Jacobi x José Augusto
Card preliminar
Peso-mosca: José Ochoa x Juscelino Pantoja
Peso-pena: Gustavo Henrique x Demison Rodrigues
Peso-galo: Gabriel Silva x Carlos Henrique Marques
Peso médio: Alessandro Gambulino x Ryan Gandra
Peso pesado: Guilherme Uriel x Lucas Camacho
Peso meio-médio: Geovanis Palácios x Gabriel Ramos
Peso-palha: Lany Silva x Sarah Barwick
Peso-palha: Gabriella Fujimoto x Thayla Martinelli
Depois de quatro dias de disputas do boxe nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, o Brasil já comemora a classificação de 11 atletas para as quartas de final da competição. Até agora, em nove lutas disputadas, foram oito vitórias. Neste domingo, Beatriz Ferreira, Tatiana Chagas e Yuri Falcão se juntaram a Luiz Oliveira, Viviane Pereira, Caroline Almeida, Michael Douglas e Wanderley Pereira, que também estrearam com vitória, entre os oito melhores de suas categorias. Além deles, Keno Marley, Abner Teixeira e Bárbara Santos entraram de bye na competição e já vão fazer suas primeiras lutas nas quartas. Pelas oitavas de final, falta lutar apenas Jucielen Romeu, que pode ser nesta segunda a décima segunda classificada. O único pugilista eliminado até agora foi Wanderson de Oliveira.
YURI FALCÃO
Na primeira luta deste domingo, Yuri Falcão estreou com vitória neste domingo nos Jogos Pan-Americanos. O lutador competiu na categoria até 63,5 kg e não deu chances para Tyshawn Jones, da Granada. O brasileiro dominou completamente a luta nos dois primeiros rounds e, no terceiro, fez o árbitro abrir contagem duas vezes. Na segunda, o juiz decidiu encerrar a luta e dar a vitória para o pugilista capixaba.
“A gente vem fazendo um belo trabalho há meses, estava confiante, estava bem e a consequência foi a vitória”, disse o Yuri Falcão, que diz não temer nenhum adversário na briga pela medalha de ouro e, consequentemente, pela classificação para os Jogos Olímpicos. “Não tem terror nenhum. Fizemos uma bela base e belos campeonatos de preparação. A gente vai subir lá para ganhar todas, acreditar no trabalho, acreditar nos treinadores e ir atrás das vitórias. A gente veio para ganhar e, para ganhar da gente, vai ser muito difícil”.
O caminho rumo ao título e à classificação para os Jogos Olímpicos tem um adversário de peso a menos na categoria de Yuri Falcão. O três vezes campeão mundial e medalhista olímpico, Lázaro Alvarez, de 32 anos, foi eliminado por decisão unânime dos jurados pelo canadense Wyatt Sanford, medalha de bronze no Campeonato Pan-Americano do ano passado.
BEATRIZ FERREIRA
Bia Ferreira confirmou o favoritismo – Foto: IBA
Campeã dos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, Beatriz Ferreira começou com vitória a defesa do título em Santiago-2023. A brasileira não deu chances à mexicana Esmeralda Reyes e venceu por unanimidade. Apesar disso, a campeã mundial e medalhista olímpica não gostou tanto assim de sua primeira luta na capital chilena.
“Foi muito bom sair vitoriosa, estou no jogo e na briga por esse bicampeonato. Esse é o foco! Eu vim para cá para garantir minha vaga (nos Jogos Olímpicos) e ter uma medalha. Então, eu provei aí que eu estou na briga e que eu sou capaz. Não saiu a luta como eu queria, mas meus treinadores falaram que foi bom. Confio neles! Então acredito que a gente vai melhorar nas próximas”, prometeu a atual campeã.
Apesar de ter dominado a luta, Beatriz Ferreira acredita que poderia ter feito uma exibição melhor. “Acho que falou mostrar um pouco mais do boxe que a equipe está tendo, o boxe que a gente vem treinando. Acho que eu poderia ter divertido mais, mas o importante é sair vitoriosa porque aí tem uma segunda chance de provar que a gente está com esse molejo”.
VITÓRIA SOFRIDA DE TATIANA CHAGAS
Pouco antes da estreia de Beatriz Ferreira, Tatiana Chagas sofreu diante da dominicana Esthefany León, mas conseguiu uma vitória incrível de virada.
A dominicana começou melhor o combate e venceu o primeiro round por decisão unânime dos jurados. Mas Tatiana Chagas voltou com tudo no assalto seguinte e fez com que a arbitragem abrisse contagem após acertar uma sequência forte de golpes na adversária. Depois, a luta voltou a ficar equilibrada e a brasileira acabou caindo. Mas não passou de um susto!
“Ali eu escorreguei! Eu sabia que no primeiro round, ela ia bem, mas depois ia cair o ritmo dela e foi aí que deu para eu mostrar o meu potencial”, explica Tatiana Chagas, que ainda precisou enfrentar uma luta extremamente franca no último round.
As duas boxeadores pouco se defenderam e trocaram muitos golpes, mas a brasileira conquistou a vitória em decisão dividida. Três juízes deram o resultado para Tatiana Chagas, enquanto dois consideraram Esthefany León a vencedora. “Se as minhas lutas não forem emocionantes, eu não lutei”, brincou a brasileira no final do combate.
ÚNICA DERROTA
Depois de vencer as oito primeiras lutas nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil sofreu sua primeira derrota na última noite deste domingo. Wanderson de Oliveira foi derrotado pelo equatoriano José Gabriel Tenório e é o único brasileiro eliminado da competição até agora.
SEGUNDA-FEIRA
O Brasil volta ao ringue dos Jogos Pan-Americanos para mais quatro combates. Às 12h45, Keno Marley pode ser o primeiro brasileiro a conseguir uma vaga nas semifinais. Ele estreia nas quartas de final diante do colombiano Andrés Hurtado Colorado. Na parte da tarde, às 17h45, Jucielen Romeu encara a argentina Milagros Herrera. Ela é a única pugilista do país que ainda compete pelas quartas de final.
Primeiro brasileiro a competir em Santiago, Luiz Oliveira volta ao ringue nesta segunda-feira às 18h diante de Lucas Fernandez Garcia, do Uruguai, e Wanderley Oliveira enfrenta o dominicano Cristian Pinales. Ambos os combates valem pelas quartas de final das respectivas categorias e quem vencer avança à semifinal.
O PAPO DE LUTA desta semana, que foi ao ar excepcionalmente neste domingo, analisou a dança das cadeiras do UFC 294, que teve as saídas de Charles Do Bronx e Paulo Borrachinha para as entradas de Alexander Volkanovski e Kamaru Usman, respectivamente; o fim da parceria entre UFC e USADA; e os resultados do evento deste sábado, com as vitórias de Edson Barboza, Viviane Araújo e Tainara Lisboa.
Encontro aconteceu na manhã desta terça-feira - Divulgação
Representantes do Paraná no UFC São Paulo, marcado para o próximo dia 4, Elizeu Capoeira e Vitor Petrino foram recebidos pelo governador paranaense, Ratinho Júnior, na manhã desta terça-feira (24), no Palácio Iguaçu.
Junto com os lutadores do UFC estavam Cleber Fontana, prefeito de Francisco Beltrão-PR, cidade de Elizeu Capoeira; Ademar Traiano, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná; e o líder da CMSystem, Cristiano Marcello.
Encontro aconteceu na manhã desta terça-feira – Divulgação
“Como um dos maiores times de MMA do mundo e com sede no Paraná, ser recebido pelo chefe maior do nosso estado é uma responsabilidade inerente ao tamanho da grandeza da nossa equipe”, disse Cristiano, que além de ter lutado UFC e Pride, já foi eleito por três vezes o melhor treinador de MMA do Brasil.
“O governador é fã de MMA, acompanha de verdade e disse que vai estar ligado no UFC dia 4 na torcida pelos atletas que representam o estado do Paraná. Com certeza isso é mais uma motivação para o Elizeu e o Vitor”, complementou o faixa-preta de Royler Gracie, filho do grande mestre Hélio Gracie.
Vindo de duas vitórias, Elizeu Capoeira defende o Paraná e o Brasil no duelo contra o russo Rinat Fakhretdinov pelos pesos médios. Invicto, com nove vitórias em nove lutas, Vitor Petrino enfrenta o lituano Modestas Bukauskas pelos meio-pesados.
Jonnatas Gracie demonstrou estilo durante a coletiva de imprensa da última quarta-feira - Bruno Ramôa
À primeira vista, Jonnatas Gracie pode ser confundido com um típico bad boy das artes marciais, com sua cabeça raspada e o corpo repleto de tatuagens. Mas, quem teve a oportunidade de conversar com o lutador nos corredores do hotel Millennium Al Rawdah, em Abu Dhabi, onde está hospedado para lutar no ADXC 1, nesta sexta-feira, 20, logo descobriu que sob essa fachada, há uma personalidade educada, bem articulada e gentil.
Jonnatas Gracie demonstrou estilo durante a coletiva de imprensa da última quarta-feira – Bruno Ramôa
Nascido em Natal e criado no ABC de São Paulo, Jonnatas Gracie começou sua jornada no jiu-jitsu ainda criança. O sucesso repentino nos campeonatos locais fez com que rapidamente se tornasse uma promessa. Não demorou para que o interior paulista ficasse pequeno para seus sonhos, e aos 20 anos, se mudou para os Estados Unidos. Lá, conheceu o ídolo André Galvão e passou a integrar a equipe Atos, em San Diego, onde treina e reside até hoje. A academia passou a ser o refúgio de Jonnatas, e Galvão muito mais do que um professor.
“Sempre fui um cara muito fechado, o André (Galvão) e a Angélica (Galvão) tiveram muito trabalho comigo. Eles sempre me deram muitos conselhos mas nem sempre eu estava aberto a ouvir. Mas aos poucos fui me soltando, ganhando confiança e melhorando esse meu lado. Sempre me preocupei muito em treinar duro, mas não me preocupava tanto com esse outro lado. É importante para a carreira de um atleta, precisa saber se relacionar bem, e isso mudou muito desde minha chegada na Atos e também com a entrada do Dórea na minha carreira. São pessoas que considero os pilares hoje na minha vida. Sou muito grato a eles”.
O adversário de Jonnata nesta primeira edição do ADXC será o carioca Natan Chueng. Os dois se enfrentaram uma única vez, quando ainda eram faixa azul e sonhavam em ter uma oportunidade como essa. Apesar de ter levado a melhor na época, o atleta da Atos sabe que muita coisa mudou. No entanto, sua confiança na vitória segue a mesma.
“Está 1 a 0 para mim esse confronto (risos). Muita coisa mudou daquela luta para cá, tanto eu quanto o Natan amadurecemos muito como atleta e como pessoa e tenho certeza que daremos um grande espetáculo para os fãs. Ele é um atleta que não para, assim como eu. Por isso, acredito que será uma luta intensa, talvez uma das melhores do evento. Minha estratégia é clara, estou indo para finalizar. Aposto que consigo pegar as costas e finalizar com um estrangulamento no pescoço, quem sabe no segundo round”, palpita Jonnatas.
O faixa preta, que está em Abu Dhabi pela quarta vez para competir, também e mostrou surpreso com a estrutura do ADXC 1, e elogiou bastante a atenção dada aos atletas pelos organizadores.
“É incrível o tratamento que eles estão nos dando. Um cuidado imenso, nos deixando livres de qualquer preocupação ou distração que possa atrapalhar nos dias antes da luta. Abu Dhabi tem um lugar especial no meu coração, pois foi o primeiro país que visitei para competir fora do Brasil. Eu era faixa azul quando lutei o World Pro pela primeira vez. Depois voltei de marrom e me sagrei campeão. Por isso, e estou muito feliz em estar aqui novamente, mais maduro e pronto para esse novo desafio”.
Esta entrevista com Jonnatas Gracie revela não apenas a confiança e destreza do lutador no tatame, mas também uma evolução pessoal que transcende os estereótipos. Ele personifica a ideia de que as artes marciais podem moldar não apenas o corpo, mas também a mente e o caráter. Com o ADXC à espreita, os fãs podem esperar uma luta emocionante e, quem sabe, uma atuação surpreendentemente elegante deste bad boy gente boa do jiu-jitsu.
Confira a entrevista na íntegra:
Como o jiu jitsu entrou na sua vida?
Me mudei para o ABC por conta de alguns problemas familiares em Natal, e lá conheci oo projeto social Ryan Gracie. Vi que tinha meu nome, aquilo chamou minha atenção e resolvi começar a treinar. Tinha uns 14 anos.
Apesar de você ter o sobrenome Gracie, você não tem parentesco com a família que difundiu o jiu jitsu no Brasil. De onde surgiu isso?
Sim, muitas pessoas acham isso. Na verdade foi o meu pai quem resolveu colocar. Ele serviu no exército com um dos integrantes da família e sempre foi muito fã deles, então fez essa homenagem a eles. Mas apesar de não ter o sangue Gracie me dou muito bem com todos eles, conheço todos.
Sua família foi sua grande incentivadora?
Na verdade não. Saí de Natal sozinho para morar com uma avó que nem tinha contato. Tivemos alguns problemas lá e por isso não temos uma relação. Mas ganhei outras famílias, fui adotado no ABC por pessoas incríveis que até hoje tenho um carinho imenso. E mais velho ganhei o André e a Angélica, que também são como se fossem minha família.
E quando decidiu que ia seguir a vida de atleta de jiu jitsu para valer?
Foi quando eu estava no Guigo, lá fiz minha formação como atleta e fiquei até a faixa roxa. Esse é outro cara que sou muito grato, foi um pai para mim. Quando ganhei o mundial peso e absoluto na faixa roxa eu passei a acreditar mais em mim e vi que dava pra chegar.
E a oportunidade de ir para o EUA como surgiu?
Foi meu próprio professor Guigo quem me incentivou. Precisava de um treino ainda mais competitivo para elevar meu nível e ele me mandou para lá. Tinha um amigo que já treinava na Atos, o Hulk, e ele conversou com o Galvão para me dar uma chance. Mas antes o Galvão queria me ver lutar. Então entrei em um campeonato sem quimono e fui campeão pegando todo mundo. Ai não teve como não me aceitar (risos).
Foi fácil essa adaptação?
Em termos competitivos posso até dizer que sim. Treinava com os melhores e conseguia me sair bem. Mas, por outro lado, sempre fui um cara muito fechado, e o André (Galvão) e a Angélica (Galvão) tiveram muito trabalho comigo por isso. Eles sempre me deram muitos conselhos mas nem sempre eu estava aberto a ouvir. Mas aos poucos fui me soltando, ganhando confiança e melhorando esse meu lado. É importante para a carreira de um atleta, precisa saber se relacionar bem, e isso mudou muito desde minha chegada na Atos e também com a entrada do Dórea na minha carreira. São pessoas que considero os pilares hoje na minha vida. Sou muito grato a eles
E como é a sua relação com o André?
Ele é um cara incrível, faz muito pelas pessoas. Cheguei na Atos com uma mão na frente e a outra atrás. Ele pagava uma casa lá e hospedava alguns atletas que não tinham condições de se manter. Fiquei lá um tempo com ele pagando comida, transporte, campeonatos. Muita gente não enxerga esse lado dele, é um cara que ajuda muito as pessoas.
E como foi sua preparação nos Estados Unidos até chegar aqui?
Fizemos muitos treinos específicos, levando em consideração as regras do ADXC. Buscamos fazer treinamentos em octógonos também, para simular o cenário da luta. A principal mudança para esse evento foi que durante os treinos eu procurei focar menos em pontuação e mais em ir paras as costas e pegar. É isso que vai contar.
Essa é a sua quarta vez em Abu Dhabi para lutar. Como é a sua relação com o país e a sensação de estar novamente aqui?
Estou muito feliz. Minha primeira experiência internacional foi aqui. Lutei o World Pro, de faixa azul, ainda garoto. Acabei não sendo campeão mas foi um momento marcante. Depois voltei e me sagrei campeão de faixa marrom, mais experiente, ganhando peso e absoluto. Por isso, tenho um carinho muito grande pela cidade. Hoje, me sinto totalmente adaptado.
E como recebeu o convite do ADXC, como está sendo a experiência?
É incrível o tratamento que eles estão nos dando. Um cuidado imenso, nos deixando livres de qualquer preocupação ou distração que possa atrapalhar nos dias antes da luta. Abu Dhabi tem um lugar especial no meu coração, pois foi o primeiro país que visitei para competir fora do Brasil. Eu era faixa azul quando lutei o World Pro pela primeira vez. Depois voltei de marrom e me sagrei campeão. Por isso, e estou muito feliz em estar aqui novamente, mais maduro e pronto para esse novo desafio,
E seu palpite para a luta contra o Natan Chueng?
Está 1 a 0 para mim esse confronto (risos). Muita coisa mudou daquela luta para cá, tanto eu quanto o Natan amadurecemos muito como atleta e como pessoa e tenho certeza que daremos um grande espetáculo para os fãs. Ele é um atleta que não para, assim como eu. Por isso, acredito que será uma luta intensa, talvez uma das melhores do evento. Minha estratégia é clara, estou indo para finalizar. Aposto que consigo pegar as costas e finalizar com um estrangulamento no pescoço, quem sabe no segundo round.
Isaque Bahiense é uma das estrelas do ADXC 1 - Bruno Ramôa
Apesar de serem velhos conhecidos uns dos outros, Isaque Bahiense e Gustavo Batista, se enfrentarão nesta sexta-feira, 20, na luta principal com quimono do Abu Dhabi Extreme Champioship 1 (ADXC), em Abu Dhabi, em um cenário inédito. Diferente das outras três vezes que se enfrentaram, desta vez, eles estarão cercados por grades dentro de um octógono, e o tempo será dividido em cinco rounds de três minutos.
Durante a coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira, 18, na Mubadala Arena, Isaque falou sobre o novo formato. Ele acredita que as mudanças poderão lhe dar vantagem sobre o rival.
Isaque Bahiense é uma das estrelas do ADXC 1 – Bruno Ramôa
“Os intervalos entre os rounds vão ser importantes para eu conseguir manter o meu ritmo durante toda a luta. Tenho a vantagem de ser um atleta muito explosivo, dessa forma vou conseguir manter a pressão o tempo todo e colocar ele em uma situação difícil”, aposta Isaque.
O representante da Dream Art também falou sobre a rivalidade entre os dois, que já trocaram algumas farpas nas redes sociais no passado, e se mostrou confiante em finalizar Batista pela primeira vez. Todos os confrontos anteriores entre eles teve o vencedor definido por pontos.
“Nós já tivemos nossos problemas, mas isso ficou para trás. De qualquer forma, quando eu estou lá dentro sou outra pessoa, dou a minha vida e quero me impor contra o meu adversário. Vou me esforçar ao máximo para conseguir essa finalização”, completa.
Por outro lado, Gustavo Batista que vive um dos melhores anos de sua vida em termos de performance, demonstrou otimismo para a superlota e admitiu ser uma motivação a mais essa revanche contra Isaque.
“Ele acha que está em vantagem por termos rounds mais curtos com intervalos entre eles. Mas vou ter tempo de sobra para mostrar todo o meu jiu jitsu. Essas derrotas que tive para ele me dão uma motivação ainda maior para chegar e dar o meu melhor”, afirma Batista.
Fan Zone terá pesagem oficial e seminário com lendas
A pesagem e as encaradas oficiais do ADXC 1 acontecem nesta quinta-feira, 19, a partir das 11h (Brasília), na Mubadala Arena, durante a Fan Zone. O evento será aberto ao público, que poderá interagir com alguns atletas presentes e participar de um seminário com os ídolos André Galvão e Léo Vieira.
SERVIÇO
Abu Dhabi Extreme Championship (ADXC)
Data: 20 de outubro de 2023
Local: Mubadala Arena, Abu Dhabi – UAE
Hora: 15h (de Brasília)
Transmissão: TX7.AE (streaming)
CARD PRINCIPAL
Neiman Gracie vs. Ben Henderson – No-gi Main event
Isaque Bahiense vs. Gustavo Batista – Gi Main Event
Marvin Vettori vs. Tarek Suleiman – No-gi Co-main Event
Roberto “Cyborg” Abreu vs. Anton Minenko – No-gi Co-main Event
SUPER LUTAS
Tayane Porfirio vs. Giovanna Jara – Gi Super Fight
Abdul-Kareem Al-Selwady vs. Islam Nader Reda – No-gi Super Fight
Fabricio Andrey vs. Marcio Andre – Gi Super Fight
Zayed Alkatheeri vs. Thalison Soares – Gi Super Fight
Marcin Held vs. Guram Kutateladze – No-gi Super Fight
Fellipe Andrew vs. Uanderson Ferreira – Gi Super Fight
Jonnatas Gracie vs. Natan Chueng – No-gi Super Fight
Nathalie Ribeiro vs. Luiza Monteiro – Gi Super Fight
“Big” Dan Manasoui vs. Antonio Assef – No-gi Super Fight
Sarah Galvão vs. Vitoria Gabriella – Gi Super Fight
Ian Cruz e Micaela Jardim ficaram com a prata - Divulgação
A equipe de judô do Botafogo conquistou duas medalhas de prata nos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s), no último final de semana, em Brasília. As conquistas vieram com Ian Cruz, na série ouro, e Micaela Jardim, na série bronze.
Ian Cruz e Micaela Jardim ficaram com a prata – Divulgação
Técnico do Botafogo Judô, o sensei Arcelio Cruz destacou o feito dos dois atletas e lembrou que os JEB’s tem status de Campeonato Brasileiro Estudantil.
“O JEB’s atua com séries ouro, prata e bronze. Na medida que o atleta vai sendo eliminado, ele passa para outra série e participa de uma nova competição, no mesmo dia, e continua na disputa.”, explicou.
“O Ian foi finalista nas últimas duas edições, sendo medalhas de ouro e prata. Já a Micaela estreou este ano e com apenas 12 anos teve uma excelente participação, e sabemos que ela estará mais preparada no próximo ano.”, completou.
O Botafogo Judô agora se prepara para os últimos compromissos da temporada 2023, que ainda tem uma competição estadual neste mês de novembro, a Seletiva Nacional sub-18 e sub-21 da CBJ e o Troféu Brasil para a classe Sênior.
Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, e pelo sexto ano consecutivo, o SFT realizou uma edição especial para destacar a causa, com um card totalmente feminino. O evento aconteceu no último sábado (21), na Zona Leste de São Paulo, e teve duas disputas de cinturão em jogo.
Evento consagrou campeãs – Foto: SFT
Na luta principal da noite, Fernanda Barbosa dominou o duelo contra Geisy Nascimento e venceu por nocaute no final do último round para conquistar o cinturão peso-mosca da organização. Já na luta coprincipal, num duelo bastante equilibrado, a atual campeã, Priscila Vargas, acabou perdendo seu título para a desafiante Laysa da Silva por decisão unânime.
Ainda pelo card principal, a ex-UFC Viviane Sucuri venceu Rayla Nascimento por decisão unânime. Pela categoria XTREME, Giovanna Biondo não deu chances para Maju Bertin, a superando por nocaute no R1.
Destaque também para os duelos internacionais no card preliminar, com vitórias das brasileiras por 2 a 1 no confronto. Bianca Sattelmayer e Angela Rosa venceram por nocaute, no Xtreme e MMA, respectivamente. Por fim, a indiana Pryia Sharma venceu a brasileira Ireni Guerreira por decisão unânime.
SFT 43 – OUTUBRO ROSA VI
Card principal
DISPUTA DE CINTURÃO – Peso Mosca – MMA
Fernanda Barbosa (SP) venceu Geisy Nascimento (PR) por nocaute no R5
DISPUTA DE CINTURÃO – Peso Mosca – XTREME
Laysa da Silva (SP) venceu Priscila Vargas (PR) por decisão unânime
Viviane Sucuri (CE) venceu Rayla Nascimento (PA) por decisão unânime– PESO MOSCA – MMA
Giovanna Biondo (SP) venceu Maju Bertin (SP) por nocaute no R1 – PESO GALO – XTRME
Card preliminar
Pryia Sharma (ÍNDIA) venceu Ireni Guerreira (BRA/SC) por decisão unânime – PESO PALHA – MMA
Bianca Sattelmayer (SP) venceu Catherine Tacone por nocaute no R2– PESO PALHA – XTREME
Angela Rosa (BRA/SP) venceu Sofia Esquer (ARG) por nocaute no R2 – PESO MOSCA – MMA
Ingridy Emillay (SP) venceu Jaqueline Lopes (SP) por decisão unânime – PESO PENA – XTREME
Zeny Souza (SP) venceu Naty Soares (BA) por decisão unânime – XTREME
Card semi-pro
Ana Santos (SP) venceu Yara Antunes (SP) por finalização no R2 – PESO PALHA – MMA
Lana Karine (SP) venceu Regiane Borges (MG) por decisão unânime – PESO MOSCA – MMA
Jessika Silva (PR) venceu Jocilele Silva (SP) por nocaute no R1 – PESO MOSCA – XTREME
Graziela Silva (MG) venceu Ketelyn Farias (SP) por decisão unânime – PESO PALHA – MMA
Grappling
Cleiana Sousa (MA) venceu Ana Monteiro (SP) por finalização
Gracie Barra foi a grande campeã por equipes - Divulgação/ISBJJA
“Um tremendo sucesso para a modalidade”. Foi assim que o Diário de Coimbra, mais tradicional jornal da cidade, descreveu a primeira edição do Europeu de Jiu-Jitsu da ISBJJA, realizado em parceria com a CBJJD no último fim de semana (21 e 22 de outubro), justamente em Coimbra, Portugal.
Gracie Barra foi a grande campeã por equipes – Divulgação/ISBJJA
Bastante aguardado, o campeonato reuniu mais de 700 atletas de diferentes países no Pavilhão Multidesportos Mário Mexia, tais como Rússia, Polônia, Alemanha, Espanha, Brasil, Argentina, Itália, Angola, Moçambique, e claro, Portugal, consagrando diversos campeões.
Entre as equipes, a grande campeã geral (juvenil/adulto/master) foi a Gracie Barra, com 20 medalhas de ouro, 17 de prata e 11 de bronza. Em segundo veio a GFTeam, com a BRAVE Fight Team em terceiro. Icon JJ e Wish Roll completaram o Top 5, respectivamente. Já no kids (pré-mirim ao infanto-juvenil), o título ficou com a Wish Roll, seguida por Gracie Barra (2ª), ZR Team (3ª), Alliance (4ª) e Marcão Arte Suave (5ª).
Presidente da CBJJD e vice da ISBJJA, Rogério Gavazza celebrou o sucesso do Europeu 2023, que levou toda a estrutura e organização de mais de 15 anos do Circuito Mineirinho, realizado no Brasil, para terras portuguesas.
“Demos o pontapé inicial para a nossa entrada na Europa com um evento que vinha gerando grande expectativa e correspondeu. Tudo ocorreu conforme o planejado, foram dois dias de muitas lutas boas, apresentando um novo formato de competição aqui em Portugal”, analisou Gavazza, que completou:
“Queria agradecer ao apoio da Câmara Municipal de Coimbra, Açaí Amazon e Bull Fight, nossos patrocinadores. Graças a eles e à nossa equipe conseguimos fazer um evento impecável, com medalhas de alta qualidade, estrutura, cronograma à risca e o principal: no melhor e mais bonito pavilhão que já realizamos um evento de Jiu-Jitsu”.
No sábado (21), primeiro dia do Europeu de Jiu-Jitsu da ISBJJA, o show ficou por conta dos atletas no juvenil, adulto e master. Outro destaque foi a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre Portugal no Desafio de Seleções.
Já no domingo (22), os kids tomaram conta do Pavilhão Multidesportos Mário Mexia, em um momento especial citado por Gavazza: “Os pais e professores adoraram o Festival Kids, 100% aprovado. Além disso, tivemos sete superlutas no Desafio Novos Talentos, onde as crianças tiveram a oportunidade de se sentirem as estrelas da festa”, afirmou o organizador. “Devido ao sucesso, já estamos trabalhando para lançar o Circuito Nacional Português no ano que vem”, concluiu.
Bolinha abriu bem as ações do boxe brasileiro em Santiago - Foto: CBBoxe
O Brasil começou com o pé direito sua campanha nos Jogos Pan-Americanos Santiago-2023. No primeiro evento com um atleta brasileiro em ação, o pugilista Luiz Gabriel de Oliveira, o Bolinha, venceu sua luta pelas oitavas de final da categoria até 57kg. Dessa forma, o atleta avançou para as quartas de final e precisa vencer mais uma luta para garantir um lugar no pódio.
Bolinha abriu bem as ações do boxe brasileiro em Santiago – Foto: CBBoxe
Luiz Gabriel Oliveira encarou o canadense Victor Tremblay na manhã desta quinta-feira (19). O brasileiro começou bem na luta fazendo bons golpes no adversário. No final do primeiro round, o árbitro abriu contagem pela primeira vez depois que Bolinha encaixou um direto no rosto do canadense. Após vitória do paulista na opinião de todos os juízes no primeiro assalto, os atletas partiram para o segundo, onde o árbitro encerrou a luta após mais uma abertura de contagem, decretando a vitória do brasileiro por RSC no segundo round.
“Gostei bastante do meu desempenho. Fizemos uma preparação maravilhosa e esse resultado só mostra como estamos bem. Do jeito que foi a vitória hoje, com certeza indica que vou seguir muito bem no torneio para chegar na final e trazer a medalha de ouro para o Brasil”, disse o pugilista após o combate.
Bolinha volta ao ringue do Centro Olímpico de Treinamento do Chile na segunda-feira (23). Pelas quartas de final da chave da categoria até 57kg masculina, o brasileiro enfrenta o uruguaio Lucas Fernandez. A próxima pugilista do Brasil a lutar nos Jogos Pan-Americanos será Viviane Pereira. Ela lutará contra a argentina Lorena Balbueba pelas oitavas da categoria até 75kg feminina na sessão matutina desta sexta-feira (20).