Bibiano é o maior campeão da história do evento - Foto: Divulgação
A parceria entre ONE Championship e RedeTV!, que a partir do próximo dia 14 passa a transmitir os shows da organização asiática na TV aberta para todo o Brasil, empolgou o maior campeão da história do evento, o brasileiro Bibiano Fernandes, que vê na novidade a possibilidade de realizar um grande sonho. Dono de 10 defesas de cinturão, o peso-galo não luta no Brasil desde a sua estreia, em 2004.
Bibiano é o maior campeão da história do evento – Foto: Divulgação
“Eu tenho muita vontade de lutar no Brasil. Seria uma honra para mim. Não vejo a hora disso acontecer. Seria um sonho se tornando realidade. Amo meu país, amo meus compatriotas e seria um grande prazer lutar para o público brasileiro”, vislumbra o manauara radicado no Canadá.
Um atrativo que difere o ONE Championship da maioria das outras grandes organizações é o fato do evento combinar as regras atuais do MMA com as que consagrou o extinto Pride FC no final dos anos 90 e início dos anos 2000, como, por exemplo, a permissão para o chamado “tiro de meta”.
“O ONE é diferente e atraente. As regras, a mentalidade. Só quem já foi à Ásia e acompanhou um show do ONE entende o que estou falando”, destaca Bibiano. “Além disso, os lutadores asiáticos têm muita garra, coração e são respeitosos, não são de falar merda, então acredito que isso seja favorável para os patrocinadores”.
O UFC ainda é o principal foco do público do MMA, mas nos últimos anos o mercado se expandiu com o fortalecimento de outras organizações. Prova disso é a migração de renomados atletas para outros eventos e o fato do campeão peso-pena e leve do Bellator Patrício Pitbull e o próprio Bibiano serem apontados como os melhores lutadores de suas categorias no mundo mesmo não estando no Ultimate.
“Nós estamos fazendo história. Os atletas acreditam que a única vitrine é o UFC, mas eu discordo disso. Tem Bellator, Brave, PFL, ONE Championship. Patrício Pitbull e Adriano Moraes (campeão peso-mosca do ONE) são prova disso. O problema é que a maioria dos atletas tem aquela visão conservadora. Eu, não. Busquei a plataforma que me ajudaria a crescer, e o ONE Championship me ajudou bastante. Sou muito feliz e realizado no ONE”, afirma Bibiano, que fechou com o ONE em 2012 após recusar um convite do UFC.
Conhecida por seu espírito aguerrido, a Chute Boxe marcou história. Nos anos 90 e primeira década de 2000, foi uma das protagonistas do cenário nacional e mundial, respectivamente. A agressividade que seus representantes empunhavam dentro dos cages e ringues encantaram fãs no Brasil, EUA e Japão. Embora nomes como Pelé, Wanderlei e Shogun tenham no sangue a personalidade belicosa, foi dentro da academia que o estilo deles foi lapidado. Em um recente bate-papo no PVT, o fundador, Rudimar Fedrigo, o treinador Rafael Cordeiro e as lendas do Pride FC Wanderlei Silva e Maurício Shogun relembraram os testes de fogo que passaram nos treinamentos. Assista:
Se hoje o MMA feminino é tão popular que muitas academias possuem uma quantidade relevante de lutadoras em seu plantel, num passado recente o cenário era diferente. Ainda hoje muitas mulheres treinam com homens, até por preferência, mas há poucos anos isso era inevitável, pois os pares femininos eram escassos. Uma das pioneiras no Vale-Tudo, Cris Cyborg passou por isso, assim como Marina Rodriguez, representante brasileira da nova geração. Assista:
Campeão peso-mosca do ONE Championship, Adriano Moraes foi o convidado do CONEXÃO PVT da última segunda-feira. O brasiliense narrou cada momento da vitória sobre a lenda Demetrious Johnson na semana passada e revelou que, antes da luta, chegou a sonhar com a joelhada que definiu o confronto. Vale ressaltar que o golpe aplicado, com o desafiante sentado no chão, só foi possível graças às regras do evento, que são mais flexíveis que a do UFC, por exemplo. Assista:
https://youtu.be/GKoi3CK-vAA
No bate-papo Adriano Moraes ainda falou sobre a sensação de ter derrotado o ídolo, do reconhecimento da mídia e dos fãs e também sobre uma possível revanche. Sobre a sua história, o lutador revelou que Francisco Massaranduba foi seu empresário nas três primeiras lutas da carreira e como o sucesso nas artes marciais o tirou do mundo das gangues em Brasília. O campeão também disse o que espera de Bibiano Fernandes x John Lineker e analisou as próximas disputas de cinturão do mundo do MMA. Assista na íntegra:
Charles Do Bronx disputa o cinturão peso leve contra Michael Chandler na luta principal do UFC 262, agendado para o dia 15 de maio no Texas. Para Carlão Barreto, o brasileiro possui um ligeiro favoritismo devido ao embalo de oito vitórias consecutivas, mas alerta que o norte-americano tem mais experiências em disputas de cinturão. Assista:
Em pouco tempo os EUA saiu da liderança em número de cinturões no UFC, dando o posto para o Brasil, com três cinturões (dois da Amanda Nunes e um do Deiveson Figueiredo), para a classe daqueles que tem apenas um (Aljamain Sterling). Em contrapartida, o continente africano se tornou uma grande potência com as conquistas de Kamaru Usman e Israel Adesanya (Nigéria) e, mais recentemente, Francis Ngannou (Camarões). Carlão Barreto analisou a atual geografia do maior evento de MMA do mundo, exaltou a África, mas ressaltou a contribuição dos EUA para a mudança do cenário. Assista:
Anderson Silva está de contrato assinado para enfrentar Julio César Chávez Jr. nas regras do Boxe em um grande evento, batizado de “Tributo aos Reis”, no dia 19 de junho em Guadalajara, no México. Ex-treinador do brasileiro e atual de Mike Tyson, Rafael Cordeiro destacou a importância do combate e falou sobre as chances do maior peso médio da história do MMA contra o ex-campeão peso médio do Conselho Mundial de Boxe e filho da lenda Julio César Chávez. Assista:
Sete meses após a péssima luta com The Pedro, Mestre Hulk nocautearia Amaury Bitetti no “Maracanazo do Jiu-Jitsu”
No único confronto entre strikers, China e Fontinelli fizeram valer o ingresso
Realizado no dia 25 de julho de 1994 na casa de shows Ilha dos Pescadores no Rio de Janeiro, o Gaisey Challenge marcou a estréia nos ringues de Claudionor Fontinelli, Johil de Oliveira, além de mestre Hulk e The Pedro, que fizeram no evento principal uma das piores lutas da história do Vale-Tudo. O evento, que foi o primeiro realizado após a histórica vitória do Jiu-Jitsu sobre a Luta-Livre no Grajaú em 1991, teve uma confusão generalizada entre representantes das duas modalidades nos bastidores.
Uma noite tensa e que, por muito pouco, não acaba mal nesta que foi a minha primeira cobertura de um evento de Vale-Tudo para a revista KIAI.
JAPONÊS RESSUSCITA VALE-TUDO NO RIO
Depois da consagração do Jiu-Jitsu com três vitórias em cima da Luta-Livre no Grajaú em 1991, o Rio de Janeiro ficou quase três anos sem ter um evento de Vale-Tudo, até que em 1994 o empresário japonês Miura, empolgado com as vitórias de Rickson Gracie no Japan Open, resolveu fazer um evento no Brasil, em parceria com Franscisco Chagas, com vistas a descobrir talentos brasileiros. Tendo em vista o clima pesado que ainda existia entre as duas modalidades na cidade, a idéia do empresário nesta primeira edição seria não convidar representantes do Jiu-Jitsu pelo menos para lutar no ringue.
Do lado de fora, porém, os representantes da Arte-Suave estavam em numero bem maior transformando a Ilha dos Pescadores num barril de pólvora, afinal seria a primeira vez, desde o Grajaú, que as grandes lideranças da Luta-Livre, como Hugo Duarte, Denílson Maia, Marco Ruas e Eugênio Tadeu e centenas de seguidores dividiriam espaço com os maiores ícones do Jiu-Jitsu da época Wallid Ismail, Murilo Bustamante, Amaury Bitetti e Renzo Gracie além de praticantes de Jiu-Jitsu de quase todas as academias do Rio.
A ESTREIA DE JOHIL NOS RINGUES
Sem nenhum representante oficial participando do evento, o público do Jiu-Jitsu aproveitou o evento para “secar” e torcer contra os rivais da Luta-Livre, que tinham representantes em quase todas as lutas.
O Aluno de Hugo Duarte, Roberto “Peão” dos Santos abriu a noite levantando a galera da Luta-Livre ao vencer o representante do Kickboxing Pablo Rex com socos da montada no 2º round.
A Luta-Livre continuou seu domínio absoluto na 2º luta da noite, quando Johil de Oliveira da academia Budokan, fez sua estréia nos ringues vencendo o capoeirista Pablo de Jesus em menos de um minuto. Johil derrubou, montou e obrigou Pablo a desistir com socos. “Luta-Livre ! Luta-Livre !” gritava a torcida enquanto o pessoal do Jiu-Jitsu fazia silêncio.
O caldeirão ferveu na terceira luta, quando Álvaro Rocha, que se dizia representante do Jiu-Jitsu, pediu para parar no começo do 1º round após receber uma sequência de socos do representante do Boxe Marcio Stallone. Foi a senha para a torcida da Luta-Livre começar a provocação direta: “Eu, Eu, Eu, o Jiu-Jitsu se fudeu !”. Diante dos gritos Robson Gracie, presidente da Federação carioca de Jiu-Jitsu, pediu que o anouncer explicasse que Álvaro não era faixa marrom e nem representava a Arte –Suave, recebendo uma vaia da torcida rival. A partir daí o clima de animosidade entre as torcidas deixava claro que faltava muito pouco para uma confusão ocorrer.
FONTINELLI X CHINA: A MELHOR LUTA DA NOITE
Num evento marcado pelo baixo nível técnico de chão de todos os oponentes dos representantes da Luta-Livre, os strikers Eduardo China (Muay Thai) e Claudionor Fontinelli (Karate), fizeram valer o ingresso pago pelos quase 2 mil presentes. Fontinelli começou aplicando melhores golpes no 1º round chegando a derrubar e bater muito de dentro da guarda de China, mas o representante do Muay Thai se recuperou no 2º round e conseguiu desestabilizar o oponentes combinando low kicks e socos. E foi numa destas sequências que China conseguiu aplicar um knock down em Fontinelli definindo o combate com socos da montada.
THE PEDRO X HULK: UM MICO COMO TRAMPOLIM
Na luta principal da noite o representante do Kickboxing Pedro Henrique Cesar, que ficaria conhecido como The Pedro, fez sua estreia no Vale-Tudo contra o representante da capoeira Sidney “Hulk” Freitas. Mostrando pouco conhecimento em pé e absolutamente nenhum conhecimento de chão, a dupla chegou a trocar alguns socos até o 3º round, com vantagem clara para Hulk, que chegou a montar em The Pedro duas vezes, mas, sem saber o que fazer, colocava-o entre as cordas e tentava apertar sua garganta e deslocar seu maxilar. Sem obter êxito Hulk passou a tentar jogá-lo para fora do ringue. Numa única oportunidade Pedro pegou as costas de Hulk em pé, mas este sem saber como se defender pulou para fora do ringue com o adversário nas costas caindo em cima da mesa dos juízes. A partir daí, Pedro abaixou a guarda e Hulk passou a não agredi-lo mais. “A gente chegou a fazer segurança juntos eu não conseguia brigar com um amigo”, justificaria The Pedro após o evento. Ao final, sob muitas vaias do público, Hulk foi declarado vencedor.
após a péssima estréia contra Hulk, The Pedro se transformaria em um dos lutadores mais experientes do cenário nacional chegando a fazer 27 lutas
CONFUSÃO E “TERREMOTO” NO INTERVALO
Mas se dentro do ringue a luta era morna, do lado de fora o clima fervia. No intervalo do 3º para o 4º round, Hugo e Denílson discutiram com Amaury e Wallid. Foi quando um faixa marrom da Barra Gracie acertou uma cadeirada em Hugo e o tempo fechou. Naquele, corre-corre centenas de cadeiras foram empurradas simultaneamente pelo público, que tentava correr para se proteger, causando um estrondo que mais parecia um terremoto. Um policial federal da Luta-Livre e outro do Jiu-Jitsu chegaram a sacar suas armas, mas graças a Deus, os dois lados chegaram a um acordo. Por incrível que pareça, o evento ainda continuou. Com mais dois rounds de mamãezada que garantiram a este confronto o título de pior Vale-Tudo da história. No final do 6º assalto, Hulk foi apontado vencedor, terminando o evento em alto astral com uma roda de capoeira em cima do ringue. Curiosamente, após esta luta, tanto The Pedro quanto Hulk passariam a treinar chão, bem como melhorar suas habilidades em pé se transformando em lutadores de verdade. The Pedro passou a ser um dos mais requisitados pesos pesados do esporte tendo lutado no Pride, IVC, UVF e M-1. Em seus 7 anos de carreira, The Pedro chegou a lutar 27 vezes conseguindo 19 vitórias.
Hulk escreveria seu nome na história sete meses depois (janeiro de 1995), no Desafio Internacional de Vale-Tudo, quando protagonizou o “Maracanazo do Jiu-Jitsu” ao nocautear na final do torneio, Amaury Bitetti, considerado o maior nome do Jiu-Jitsu daquele momento. Hulk chegou a fezer 9 lutas de MMA tendo conquistado 5 vitórias.
*Texto e fotos: Marcelo Alonso
Hulk x The Pedro
após a péssima estréia contra Hulk, The Pedro se transformaria em um dos lutadores mais experientes do cenário nacional chegando a fazer 27 lutas
Sete meses após a péssima luta com The Pedro, Mestre Hulk nocautearia Amaury Bitetti no “Maracanazo do Jiu-Jitsu”
Robson Gracie subiu ao ringue para explicar que o boxer Stalone não vencera um atleta do Jiu-Jitsu
Sem luvas, sem regras e sem técnica, The Pedro e Hulk brigaram por 30 minutos (6 rounds de 5 minutos)
No único confronto entre strikers, China e Fontinelli fizeram valer o ingresso
Rafael Dos Anjos e Islam Makhachev lutariam em novembro do ano passado, mas a luta não aconteceu devido a uma lesão do russo. Agora, no que depender do brasileiro, o confronto não deve ocorrer tão cedo. Número 7 do ranking e com o cinturão da divisão no seu currículo, o ex-campeão não vê motivos para enfrentar o rival, que figura na 11ª posição. Dos Anjos ainda destacou seu histórico para rebater as acusações de que estaria correndo do combate. Assista:
Lyoto Machida e Ryan Bader se enfrentam nesta sexta-feira, dia 9, no Bellator, quase nove anos depois da primeira luta entre eles, quando, ainda pelo UFC, o brasileiro levou a melhor com um nocaute no segundo minuto de combate. O PVT pegou as análises de Patrício Pitbull e Vinicio Antony, ex-treinador do Dragão. Assista: