O general da Luta-Livre Hugo Duarte está no Sul do Brasil para compartilhar o seu vasto conhecimento de luta de solo em dois seminários. Nesta sexta-feira, dia 18, a partir das 19h, o local é a cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Já no sábado, mais cedo, às 17h, o veterano estará em Itajaí, Santa Catarina.
Considerado uma das maiores autoridades quando o assunto é chave de pé, calcanhar e joelho, Hugo Duarte promete abrir seu baú de técnicas para os presentes.
“O Sul do Brasil é um dos maiores celeiros de luta de chão e MMA do Brasil, então a ideia é desenvolver ainda mais a nossa Luta-Livre na região. Vou apresentar minhas técnicas preferidas e ficar a disposição de todos”, destaca Hugo. “Agradeço ao Steve Augusto Vieira da equipe Fight Combat pela parceria, ele é o representante da equipe Hugo Duarte aqui no Sul.”
Ex-campeão peso médio do UFC, o australiano Robert Whittaker recebeu a faixa-preta de Jiu-Jitsu no início do mês. O professor do lutador é o brasileiro Alex Prates, convidado desta edição do CONEXÃO PVT. Formado por Zé Mário Sperry, o hoje representante da Gracie Humaitá vive há duas décadas na Austrália, onde possui academias e lapida jovens talentos para o sucesso nas lutas.
https://youtu.be/rK9jjiDGs1c
Além de contar um pouco sobre sua carreira desde o Brasil, Prates falou sobre os planos de Whittaker para 2021. Primeiramente, ele negou que o ex-campeão esteja apalavrado para enfrentar Paulo Borrachinha, como afirmou Wallid Ismail. De acordo com o treinador, a ideia de Whittaker é disputar o cinturão interino ou até mesmo subir para os meio-pesados caso Adesanya conquiste o título da divisão.
Alex Prates também confirmou interesse no desafio feito pelo ex-jogador de rugby Paul Gallen, que na última quarta-feira venceu ninguém menos que Mark Hunt num duelo de Boxe. Após a vitória sobre o ex-campeão do K-1, Gallen mirou Robert Whittaker para um duelo nos ringues que pode render ao ex-campeão do UFC a quantia de US$ 1,5 milhão.
Convidado do RESENHA PVT da última quarta-feira, Artur Mariano relembrou seu início nas artes marciais, quando, ainda na infância, sofria bullying. O grão mestre de Muay Thai também relembrou sua antológica luta contra Wanderlei Silva no IVC em 1997, revelou por que a revanche não aconteceu e falou sobre a aposentadoria precoce dos combates devido a uma trombose.
Artur Mariano também relembrou os bastidores de suas temporadas na Holanda e na Tailândia, a fidelidade ao mestre Luiz Alves, afirmou que o Brasil hoje é uma potência na modalidade e revelou em primeira mão que está abrindo mão do cargo de presidente da Confederação Brasileira da Muay Thai para se dedicar exclusivamente ao MMA. Assista à entrevista completa no vídeo abaixo:
na semifinal Pelé dominou Jorge Pereira e obrigou os juizes a interromperem a 8min15s devido a um forte sangramento
Considerado o evento de Vale-Tudo mais real já realizado na era moderna, o International Vale Tudo (IVC) organizado por Sérgio Batarelli tinha como marca registrada a realização de torneios históricos que tinham como principal atrativo, confrontos entre brasileiros e americanos ou duelos sangrentos entre os arqui-rivais da época: Muay Thai, Wrestling, Jiu-Jitsu e Luta-Livre (Budokan).
O fato é que das 13 edições do IVC realizadas por Sérgio Batarelli, nenhuma teve um torneio até 80kg tão equilibrado e sangrento quanto o IVC 5, realizado no dia 26 de abril de 1998 no auditório do hotel Meliá em São Paulo. Entre os brasileiros estavam nomes como Jorge Pereira (Jiu-Jitsu), Pelé Landi (Muay Thai), Johil de Oliveira (Luta-Livre), Milton Bahia, Eric Tavares e Carlos Indio. Entre os americanos, representantes do Wrestling, estavamDarrel Gohlar, Brian Raynei, Gerald Taylor.
Com uma atuação de gala Pelé Landi (1,82m/80kg) venceu com sobras colocando o nome da Chute Boxe pela primeira vez em destaque no cenário nacional.
Nascido em Cuba e naturalizado brasileiro, Pelé abriu o evento dizimando o Wrestler americano Gerald Taylor (174m/80kg). Foram 13min34s de pau pereira onde Landi, mesmo tendo sido derrubado duas vezes, conseguiu levantar e impor seu jogo. Com saraivadas de socos, cotoveladas e joelhadas o cubano obrigou Batarelli a interromper o combate.
Na mesma chave o faixa preta de Jiu-Jitsu Jorge Pereira (1,80m/80kg) pegava o wrestler Brian Raynei (1,73m/77kg) campeão do Extreme Combat Challenge. O americano partiu com tudo para cima de Jorge derrubando o brasileiro em duas oportunidades. Mas o faixa preta usou sua guarda para cozinhar o americano, que aos 7 minutos já dava sinais de cansaço. Depois de algumas tentativas de raspagem, chaves de pé e ataques de braço, Brian permitiu que Jorge chegasse as suas costas e o brasileiro conseguiu afinalização aos 11min 51s com uma mata-leão.
JOHIL X GOHLAR: A LUTA DA NOITE
As pedreiras do Wrestling que Pelé e Jorge pegaram não se comparavam a Darrel Gohlar. (1,74m/79kg), sem dúvida alguma o mais condecorado wrestler dos quatro trazidos por Batarelli para o show. Gohlar já tinha sido duas vezes vice campeão Pan americano, tendo conseguido algumas vitórias sobre ícones da Greco Romana como RandyCouture e Dan Henderson. Mesmo aos 36 anos e fazendo sua estréia no Vale-Tudo, o americano mostrou a que veio logo nos primeiros segundos. Arremessando Johil ao solo com um plástico Double leg e iniciando seu poderoso ground and Pound, abrindo o supercílio do brasileiro.
Na sequência Johil conseguiu voltar em pé, onde teoricamente levaria vantagem sobre o americano, mas Darrel surpreendeu aceitando a troca franca . Aos 9 min30s quando Johil começava a conectar fortes chutes no joelho de Gohlar, o americano conseguiu acertar um direto no queixo do brasileiro, que caiu imediatamente fazendo guarda. Depois de mais alguns minutos de Ground and Pound, Johil mais uma vez mostrou sua raça levando o wrestler para a luta em pé novamente . A partir daí, o brasuca mesmo já estando todo ensanguentado passou a dominar inteiramente, com potentes chutes na altura do joelho e fortes socos , chegando a desequilibrar o oponente alguma vezes.
Depois de quase 20 minutos de desvantagem em pé, Darrel levou a luta para o chão encurralando-o no córner e passando os últimos 3 minutos da luta imprimindo seu Ground and Pound.
Mas quando o negócio começava a ficar feio para Johil o gongo soou e os juízes por unanimidade decretaram a vitória do representante da Luta-Livre. “Nunca vi um cara tão forte.Venci os primeiros 20 minutos e ele os 10 últimos. Com a minha técnica e a força dele, eu venceria qualquer um no mundo”, me disse Johil comemorando muito com o mestre João Ricardo. Do outro lado Darrel parecia não acreditar na decisão dos juízes. “Ele saiu todo arrebentado e eu inteiro, quero uma nova luta, se ele quiser agora mesmo. Aceito lutar com qualquer brasileiro, mas primeiro quero o Johil”, me disse Darrel a época. Quatro anos mais tarde, em 2002, o faixa preta Marcos Vinícius de Lucia apresentaria Gohlar para Belfort e este o traria ao Brasil. Apaixonado pelo Rio de Janeiro Darrel veio morar na cidade onde iniciou uma verdadeira revolução após passar a ensinar Wrestling na BTT e Nova União, influenciando diretamente na evolução técnica de alguns dos principais representantes brasileiros no MMA mundial.
Johil venceu Gohlar na decisão após uma guerra de 30 minutos
O GUERREIRO NÃO SANGRA TRANSBORDA DE HONRA
Depois que Pelé venceu o maior ícone do Jiu-Jitsu paulista, Jorge Macaco, duas vezes, a comunidade do Jiu-Jitsu aguardava ansiosa a oportunidade de um representante carioca da modalidade vingar o Jiu-Jitsu. Faixa preta de Rickson Gracie e com vitórias sobre Ebenezer Braga e Roberto Godói em dois outros torneios de Vale-Tudo até 93kg, Jorge Pereira decidiu aceitar o convite de Batarelli para lutar na categoria de baixo e dar a resposta ao trash talker da Chute Boxe que já se vendia como terror do Jiu-Jitsu.
Quando o combate começou, Jorge clinchou rápido, mas na troca de esgrima acabou sendo colocado para baixo pelo cubano, que vinha treinando Jiu-Jitsu com Hélio Sonequinha e já se sentia confortável para lutar no chão. Num movimento surpreendente, Pelé pulou pelo meio da guarda de Jorge tentando acertá-lo com um pisão. “Boa” reconheceu o próprio Jorge na época. A partir daí Pelé passou a ironizar o oponente mandando beijos e estendendo a mão para ele levantar. Foi então que Jorge aceitou o convite e voltou a luta em pé. Mas não por muito tempo. Na troca de esgrima Pelé conseguiu acertá-lo com uma potente joelhada, abrindo um rombo em seu supercílio que jorrava sangue numa intensidade tal que obrigou os médicos a interromperem o combate a 8 min15s. “Quero continuar to inteirinho disse Jorge após a interrupção fazendo flexões e revoltado. “Um guerreiro não sangra, transborda de honra. Terei o maior prazer de terminar esta luta com o Pelé no IVC 6 ou num desafio a portas fechadas”, disse ao final o faixa preta. Enquanto Pelé voltava ao vestiário para se concentrar para a grande final.
na semifinal Pelé dominou Jorge Pereira e obrigou os juizes a interromperem a 8min15s devido a um forte sangramento
PELÉ VENCE E DECRETA ERA CHUTE BOXE
Depois de 30 minutos de guerra com o Darrel Gohlar, Johil não teve condições de lutar na semifinal com Milton Bahia (1,78m/78kg), que havia vencido na primeira luta o sergipano Eric Tavares (1,80m/79kg). No lugar de Johil entrou seu companheiro de equipe Carlos Danilo (1,80m/77kg), que não suportou o volume de Milton. Na final entre strikers, o melhor chão do paranaense fez a diferença. Pelé caiu por cima e definiu a luta com socos de dentro da guarda, obrigando Bahia a pedir pra parar. Com as três vitórias por nocaute técnico sobre Taylor, Pereira e Bahia, o representante da Chute Boxe decretou que sua equipe chegaria para dominar o cenário.“Temos para todos o pesos. A partir de agora quem vai dominar o mundo é a Chute Boxe”, decretou em tom profético o primeiro atleta reconhecido nacionalmente formado por Rudimar Fedrigo.
WALLID VENCE WRESTLER E DESAFIA PELÉ
Quatro meses depois da vitória sobre Johil, que lhe valeu o título de campeão do IVC até 80kg, Wallid (1,72m/85kg) voltou ao IVC para fazer a super luta do evento contra o wrestler Gary Myers, (1,74m/100Kg). Os dois pemaneceram quase toda a luta clinchados no córner trocando socos e tostões … Quando faltavam três minutos para o fim Wallid finalmente conseguiu derrubar o gringo. E quando estava quase chegando a montada o gongo soou e os jurados deram a vitória por 3 x0 para o brasileiro. Num momento em que os wrestlers começavam a dominar o cenário com vitórias sobre o Jiu-Jitsu, Wallid soube capitalizar: “Eu dedico esta vitória aos que diziam que eu não tinha técnica. Eu sou o vingador do Jiu-Jitsu, venci um campeão mundial de Wrestling, 15kg mais pesado. Meus adversários eu trato da mesma maneira deixo as asas crescerem e depois corto. O próximo da lista vai ser o Pelé que já está com as asas muito compridas para o meu gosto”.
Este seria o primeiro capítulo de uma longa rivalidade, que nunca foi resolvida nos ringues. A pedido de Pelé, Batarelli tentou casar a super luta no IVC 6, mas não houve acordo com relação as bolsas. Como dois dos mais bem sucedidos trash talkers da história do MMA nacional, Wallid e Pelé proporcionaram belas manchetes aos principais veículos da luta por quase seis anos. Até que Wallid se aposentou e já como promotor do Jungle, trouxe Pelé para protagonizar quatro edições seguidas de seu evento (JF3, JF4 , JF5, e JF6).
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Pelé abriu o torneio dizimando o Wrestler americano Gerald Taylor
Pelé abriu o torneio dizimando o Wrestler americano Gerald Taylor
Pelé abriu o torneio dizimando o Wrestler americano Gerald Taylor
Pelé abriu o torneio dizimando o Wrestler americano Gerald Taylor
Jorge Pereira eliminou o wrestler Brian Raynei com um mata-leão a 11m51s
Jorge Pereira eliminou o wrestler Brian Raynei com um mata-leão a 11m51s
Johil venceu Gohlar na decisão após uma guerra de 30 minutos
Johil venceu Gohlar na decisão após uma guerra de 30 minutos
Johil venceu Gohlar na decisão após uma guerra de 30 minutos
Johil venceu Gohlar na decisão após uma guerra de 30 minutos
Muito machucado Johil não conseguiu voltar para a semifinal com Milton Bahia
Quatro anos após o IVC, Gohlar voltou ao Brasil onde passou a ensinar Wrestling na BTT e Nova União
Depois de eliminar Eric Tavares e Carlos Danilo, Milton Bahia foi derrotado por Pelé por TKO na final
na semifinal Pelé dominou Jorge Pereira e obrigou os juizes a interromperem a 8min15s devido a um forte sangramento
na semifinal Pelé dominou Jorge Pereira e obrigou os juizes a interromperem a 8min15s devido a um forte sangramento
na semifinal Pelé dominou Jorge Pereira e obrigou os juizes a interromperem a 8min15s devido a um forte sangramento
na semifinal Pelé dominou Jorge Pereira e obrigou os juizes a interromperem a 8min15s devido a um forte sangramento
na semifinal Pelé dominou Jorge Pereira e obrigou os juizes a interromperem a 8min15s devido a um forte sangramento
quatro meses após vencer Johil e conquistar o cinturão date 80kg do IVC, Wallid venceu o wrestler Gary Myers na decisão
Após a vitória Wallid prometeu “cortar as asas de Pelé”, vencedor do torneio
Wallid comemorando com Carlson e companheiros de equipe
reportagem sobre o IVC 5 publicada na Kakutougi Tsushin
reportagem sobre o IVC 5 publicada na Kakutougi Tsushin
IVC 5 mereceu janela na capa e reportagem de 5 páginas na Tatame #31
IVC 5 mereceu janela na capa e reportagem de 5 páginas na Tatame #31
IVC 5 mereceu janela na capa e reportagem de 5 páginas na Tatame #31
Artur Mariano é uma das principais referências do Muay Thai - Foto: Divulgação
Artur Mariano é o convidado do RESENHA PVT desta quarta-feira, ao vivo, a partir das 20h. Grau preto de Luiz Alves, o grão-mestre vai relembrar do bulliyng na infância aos treinos com Buakaw na Tailândia, da estreia no Vale-Tudo europeu e, claro, da antológica luta com Wanderlei Silva em 1997 no IVC 2.
Artur Mariano é uma das principais referências do Muay Thai – Foto: Divulgação
Presidente da Confederação Brasileira de Muay Thai, vice-presidente da World Muay Thai Federation e fundador do Grupo Pan-Americano, que envolve os países das Américas do Sul e do Norte, Mariano vai analisar o atual momento da modalidade e, claro, relembrar muitas histórias de sua extensa carreira no mundo das lutas.
Michel Pereira enfrenta Kalinn Williams no UFC deste sábado em Las Vegas, o último do ano. Em entrevista ao CONEXÃO PVT, o meio-médio brasileiro revelou que antes do oponente atual a organização lhe ofereceu dois lutadores consagrados para este combate: Robbie Lawler e Anthony Pettis, que, segundo ele, recusaram.
A recusa de Anthony Pettis revoltou Michel Pereira, já que o norte-americano logo em seguida foi anunciado neste card de sábado, quando encara Alex Morono. Engasgado com o fato, o brasileiro adiantou que, em caso de vitória, irá intimar o ex-campeão dos pesos leves para um duelo em 2021.
Sem vencer desde a luta contra Renato Moicano, em fevereiro de 2019, José Aldo retorna ao octógono neste sábado, dia 19, contra Marlon Vera, em Las Vegas. Será a terceira luta do ex-campeão dos penas na divisão dos galos. Para Dedé Pederneiras, é a oportunidade do veterano repetir atuações do passado.
Em entrevista recente ao PVT, o treinador destacou a importância de Rafael Dos Anjos em parte do camp de José Aldo para este desafio e disse estar confiante em um desfecho ao melhor estilo José Aldo: “O Aldo se mantém treinando em pé o tempo todo e bate muito duro nesse peso”, frisou Pederneiras.
O performático Michel Pereira retorna ao octógono neste sábado, dia 19, contra Kalinn Williams em Las Vegas, para onde se mudou recentemente. Em participação no CONEXÃO PVT nessa segunda-feira, o meio-médio falou da adaptação na nova cidade, analisou o adversário, nomeou algumas técnicas nada comuns que utiliza durante suas lutas e reclamou da recusa de lutadores da divisão em enfrentá-lo. Um deles, inclusive, é o alvo do brasileiro em caso de vitória: Anthony Pettis, que luta no mesmo card contra Alex Morono. Assista ao programa completo:
Evento promete contrato com Bellator ao campeão - Foto: Reprodução
O evento curitibano Nação Cyborg está promovendo um torneio entre pesos-galos que dará ao vencedor um contrato com o Bellator. Entretanto, um dos atletas classificados para a próxima fase da competição foi pego de surpresa na semana passada, quando viu seu nome fora do evento que abriga as semifinais, adiado para março devido à pandemia do covid-19. João Paulo Santos, 28 anos, venceu Aleandro Caetano por decisão dividida na primeira fase do torneio, em outubro deste ano, mas foi retirado da disputa por ter lutado outro evento, o Shooto Brasil, no último dia 3, quando venceu Robson Pontes da Cruz por nocaute técnico no segundo round.
“Foi uma surpresa muito desagradável, eu realmente não estava esperando por isso. Quando vi que divulgaram as chaves da semifinal e o meu nome não estava, eu fiquei bastante chateado, porque avisei a eles que lutaria no Shooto, e eles disseram que eu sairia do torneio caso perdesse, mas eu não perdi”, revelou João Paulo. “Lutei no Shooto porque a semifinal seria somente em março. Me mudei recentemente de Curitiba para o Rio de Janeiro e estava precisando de dinheiro para me manter. Inclusive, pagar os custos que tive na minha preparação para o Nação Cyborg, que não me pagou passagens, hospedagem e nem mesmo alimentação, e a bolsa foi só de R$ 300”, desabafou o lutador.
Empresário de João Paulo, Stefano Sartori contestou a decisão do Nação Cyborg.
Evento promete contrato com Bellator ao campeão – Foto: Reprodução
“Situação injusta e extremamente desagradável”, classifica o manager. “Infelizmente o maior prejudicado em toda essa situação é o atleta, que é o elo mais fraco na relação com o evento e, por uma decisão sem base jurídica alguma e totalmente desprovida de senso moral, está vendo sua chance de lutar internacionalmente ser tirada covardemente no tapetão.”
De acordo com Sartori, não há contrato assinado por parte do atleta que garanta exclusividade ao Nação Cyborg.
“Inclusive, solicitamos ao evento o envio de documento assinado pelo atleta que desse exclusividade ao evento e até agora estou esperando o anexo. Por essa razão essa substituição é absolutamente incorreta e sem respaldo jurídico”, alega. “Vamos recorrer à justiça para corrigir isso. Gostaria de ressaltar também que o atleta em momento algum deixou de cumprir os seus compromissos com o evento. Além disso, ele está preparado e sem nenhuma lesão que o impeça de lutar a semifinal. A substituição foi decidida de forma unilateral pelo evento, que sequer nos procurou antes de tomar a decisão, soubemos pela mídia.”
O empresário também ressaltou que a luta no Shooto Brasil foi essencial para que João Paulo conseguisse pagar suas contas, tendo em vista que lutador de MMA só recebe quando luta, e que a única motivação de participar do torneio do Nação Cyborg é a possibilidade de garantir um contrato com o Bellator.
“O Nação Cyborg não custeou os gastos com passagem nem hotel, e o valor da bolsa era irrisório, o que obrigou o atleta a investir financeiramente para poder sair do Rio de Janeiro e participar do evento em Curitiba. É lamentável, é absolutamente imoral você pagar um valor de bolsa que não equivale sequer a meio salário mínimo, marcar a semifinal para cinco meses depois das quartas de final e ainda exigir que um atleta profissional não possa exercer sua profissão, sem ter sequer um contrato de exclusividade firmado com o atleta. É lamentável que o amadorismo e a falta de bom senso ainda seja absolutamente comum no nosso dia a dia; mas pode ter certeza que vamos recorrer dessa decisão e se a justiça for feita o João Paulo volta ao GP”, promete o manager.
LAS VEGAS, NEVADA - DECEMBER 12: (L-R) Mackenzie Dern punches Virna Jandiroba of Brazil in their women's strawweight bout during the UFC 256 event at UFC APEX on December 12, 2020 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Jeff Bottari/Zuffa LLC)
Deiveson Figueiredo e Brandon Moreno entregaram uma das melhores lutas de 2020, nesse final de semana em Las Vegas. Devido a um ponto deduzido por conta de um golpe não intencional nas partes baixas do desafiante, Deivison viu a vitória escapar. Entretanto, o empate majoritário garantiu a manutenção do título do campeão.
https://www.youtube.com/watch?v=j2scVpUoPG4
Outro destaque foi o peso leve Charles Do Bronx, que, com seu eficaz Jiu-Jitsu, impediu que o ex-campeão Tony Ferguson conseguisse soltar seu jogo. Foi uma vitória maiúscula por decisão unânime, a oitava desde que o brasileiro retornou aos pesos leves.
Mackenzie Dern e Virna Jandiroba também deram um grande espetáculo. No fim, vit’roia da americana brasileira por decisão unânime.
Ronaldo Jacaré, Junior Cigano, Renato Moicano foram nocauteados. Jacaré e Moicano caíam ainda no primeiro round, para Kevin Holland e Rafael Fiziev, e Cigano, no segundo, para Ciryl Gané.
Confira abaixo os resultados do evento:
UFC 256
12 de dezembro de 2020
Las Vegas, EUA
Deiveson Figueiredo e Brandon Moreno empataram por decisão majoritária
Charles do Bronx venceu Tony Ferguson por decisão unânime
Mackenzie Dern venceu Virna Jandiroba por decisão unânime
Kevin Holland venceu Ronaldo Jacaré por nocaute no R1
Ciryl Gané venceu Junior Cigano por nocaute técnico no R2
Cub Swanson venceu Daniel Pineda por nocaute no R2
Rafael Fiziev venceu Renato Moicano por nocaute no R1
Gavin Tucker venceu Billy Quarantillo por decisão unânime
Tecia Torres venceu Sam Hughes por nocaute técnico (interrupção médica) no R1
Chase Hooper finalizou Peter Barrett com um a chave de tornozelo no R3