Professor abre portas da academia para crianças treinarem Jiu-Jitsu de graça, na Bahia 

Professor Índio e seus aluninhos - Foto: arquivo pessoal
Professor Índio e seus aluninhos – Foto: arquivo pessoal

Campeão de solidariedade. Assim podemos definir Wévson Militão, popularmente conhecido como “Índio”, que ministra aulas de Jiu-Jitsu na Oca Dojo Jiu-Jitsu Brasileiro, em Salvador, na Bahia. Em paralelo aos seus negócios, Índio decidiu mudar a trajetória de crianças através do esporte. Os pequenos que não têm condições para pagarem a academia ficam com acesso livre para treinar gratuitamente.

“Comecei a pensar em desenvolver o projeto quando percebi a necessidade da comunidade em ter uma ocupação para desviar a atenção das drogas e das más companhias”, explica Wévson, antes de revelar os poderes que o esporte pode proporcionar.

“Não denominei o projeto. Dou seguimento à arte buscando realizar a inclusão de crianças sem condições de pagar uma academia de Jiu-Jitsu. Com o Jiu-Jitsu, essas crianças desenvolvem disciplina, respeito e companheirismo. A maior lição que eu posso passar para os meus alunos é que nunca sabemos tudo e vivemos em busca de aprender com o outro. Na minha visão, o esporte pode mudar a vida de uma criança ou adolescente, pois trabalha o equilíbrio emocional, postura e regras. A arte desenvolve o seu lado físico e fortalece seu psicológico.”

A atitude do professor baiano tem gerado frutos e empresários do esporte decidiram investir. A empresa Braus Fight, através do seu programa “Rolling for a Reason”, doou kimonos para as crianças da academia. Foi um grande incentivo, como conta o Índio.

“A doação de kimono foi muito importante, além de incentivar as crianças a treinarem cada vez mais. Alguns alunos não tem condição de comprar um kimono e seus uniformes, mas a Braus foi capaz de deixar todo mundo contente no tatame”, encerra.