Neste sábado, no UFC Fight Night em Las Vegas, Amanda Lemos surpreendeu Marina Rodriguez e venceu por nocaute técnico no 3º round. Em coletiva após a luta, a paraense falou sobre a estratégia para o confronto.
“O início foi estudado, mas estava com a estratégia montada e a gente treinou esse golpe de encontro, porque vimos que ela usa muito a mão de trás. Eu olhei para ela e vi que ela bambeou, então não pensei duas vezes em acabar a luta”
Sendo a sétima colocada no ranking (antes da luta), com sete vitórias na últimas oito lutas, duas seguidas, Amanda espera disputar o cinturão após vencer a favorita Marina, inclusive pediu para ser reserva da luta entre a campeã Carla Esparza e Weili Zhang, no UFC 281 do próximo sábado. A brasileira também deu seu palpite para o confronto.
Amanda pediu chance de cinturão para Dana White (Foto: UFC)
“Dana, eu estou aqui! Me coloca de reserva para a luta do cinturão. Acredito que Zhang Weili vai vencer. Ela é uma lutadora mais completa e mais forte. Embora Carla Esparza seja perigosa, acredito que Zhang Weili vai vencer, e eu devo ser a próxima desafiante. Então vou voltar para casa, descansar uma semana, voltar para a academia e esperar essa oportunidade”, disse Lemos.
UFC: Rodriguez vs Lemos 5 de novembro de 2022 Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Amanda Lemos venceu Marina Rodriguez por nocaute técnico aos 54s do 3º round
Neil Magny venceu Daniel Rodriguez por finalização aos 3:33min do 3º round
Shayilan Nuerdanbieke venceu Darrick Minner por nocaute técnico a 1:07min do 1º round
Tagir Ulanbekov venceu Nate Maness por finalização aos 2:11min do 1º round
Grant Dawson venceu Mark Madsen por finalização aos 2:05min do 3º round
CARD PRELIMINAR
Miranda Maverick venceu Shanna Young por decisão unânime (triplo 30-26)
Mario Bautista venceu Benito Lopez por finalização aos 4:54min do 1º round
Polyana Viana venceu Jinh Yu Frey por nocaute técnico aos 47s do 1º round
Johnny Muñoz Jr. venceu Liudvik Sholinian por decisão unânime (30-27, 30-27 e 29-28)
Jake Hadley venceu Carlos Candelario por finalização aos 2:39min do 2º round
Tamires Vidal venceu Ramona Pascual por nocaute técnico aos 3:06min do 1º round
Neste sábado, Marina Rodriguez e Amanda Lemos fazem a luta principal do UFC Fight Night. Na pesagem desta sexta, as brasileiras do card fizeram sua parte: Polyana Viana, Tamires Vidal, além de Marina e Amanda, bateram seus pesos. Porém, cinco atletas tiveram problemas para atingirem os limites de suas categorias. Grant Dawson, Benito Lopez, Carlos Candelario e Ramona Pascual (que enfrenta Tamires Vidal) e Shanna Young não bateram peso. Shanna ficou cerca de 400g acima do limite, mas, no tempo concedido para nova tentativa, cortou até o cabelo, e bateu os 57,2kg do peso mosca.
Encarada tranquila entre Marina Rodriguez Amanda Lemos (Foto: UFC)
Já Benito Lopez, Carlos Candelario e Ramona Pascual foram multados em 20% de suas bolsas. Grant Dawson terá que pagar multa para o confronto contra Mark Madsen.
O UFC: Rodriguez vs Lemos deste sábado acontece em Las Vegas e terá transmissão ao vivo e exclusiva do canal Combate a partir das 16:55hs (de Brasília). As duas primeiras lutas também serão exibidas no Combate.com, no Youtube do Combate e no SporTV 3.
UFC Rodriguez x Lemos Sábado, 5 de novembro de 2022 Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (20hs, horário de Brasília):
Marina Rodriguez (52,4kg) vs Amanda Lemos (51,9kg)
Neil Magny (77,3kg) vs Daniel Rodriguez (77,1kg)
Chase Sherman (115,9kg) vs Josh Parisian (120,4kg)
Nate Maness (56,9kg) vs Tagir Ulanbekov (56,5kg)
Mark Madsen (70,3kg) vs Grant Dawson (71,4kg*)
CARD PRELIMINAR (17hs, horário de Brasília):
Darrick Minner (66,2kg) vs Shayilan Nuerdanbieke (66kg)
Miranda Maverick (56,9kg) vs Shanna Young (57,6kg*)
Mario Bautista (61,5kg) vs Benito Lopez (62,8kg*)
Jinh Yu Frey (56,9kg) vs Polyana Viana (56,9kg)
Johnny Muñoz Jr. (61,5kg) vs Liudvik Sholinian (61,5kg)
Jake Hadley (57,2kg) vs Carlos Candelario (58,3kg*)
Ramona Pascual (62,1kg*) vs Tamires Vidal (60,8kg)
Gabriel levou a melhor na luta principal do LFA 146 (Foto: LFA Brasil)
A luta que vai definir o próximo campeão peso-pena do LFA já está casada. Os postulantes são José Delano, que já havia garantido a disputa no final de setembro, e o ainda invicto Gabriel “Mosquitinho” Santos, vencedor da segunda semifinal, realizada nesta sexta-feira, em Cajamar-SP, na última edição do evento americano em solo brasileiro neste ano de 2022.
Gabriel levou a melhor na luta principal do LFA 146 (Foto: LFA Brasil)
A vitória que credenciou Gabriel Mosquitinho veio em meio a uma guerra contra Márcio Ticoto, que quase definiu o combate com um nocaute no primeiro round. Todavia, Gabriel não se entregou, se recuperou e voltou disposto a definir. E assim o fez. Com 9 segundos do segundo assalto, ele mandou Ticoto à lona com um chute alto e emendou uma sequência de socos até a interrupção do árbitro.
Agora confirmada, porém sem data definida, a luta entre José Delano e Gabriel Mosquitinho coloca frente a frente dois lutadores completos, que podem definir em qualquer área e a qualquer momento. Delano possui 12 vitórias em 14 lutas, com quatro nocautes e três finalizações. Com o triunfo desta sexta, Gabriel chegou a nove vitórias em nove lutas, com quatro finalizações e dois nocautes.
Na penúltima luta da noite, Felipe Buakaw dominou Rangel Anaconda nos três rounds e garantiu a 19ª vitória na carreira, a quarta de forma consecutiva. Uma luta antes, Jean Matsumoto passou por Inaildo Santos, também por decisão unânime, mantendo um cartel perfeito de 12 vitórias em 12 lutas. O nocaute mais rápido da noite foi de Manuel Minoto, aos 21 segundos de luta, sobre Allan Oliveira.
O LFA retorna ao Brasil em 2023. Em 2022, foram cinco eventos realizados, sendo dois no Rio de Janeiro, dois no estado de São Paulo (Caraguatatuba e Cajamar) e um em Recife, este que foi o maior da história da organização, com direito a um público de cerca de 10 mil pessoas. Ao todo, foram 122 oportunidades distribuídas em 61 lutas promovidas ao longo do ano.
Confira abaixo os resultados completos desta edição:
LFA 146 Cajamar, SP 4 de novembro de 2022
Márcio Barbosa venceu Gabriel Santos por nocaute aos 0:09 do R2
Felipe Douglas venceu. Rangel de Sá por decisão unânime (30-26, 30-27, 30-27)
Jean Matsumoto venceu Inaildo Santos por decisão unânime (29-28 x 3)
Carlos Prates venceu Moacir Rocha por nocaute aos 4:15 do R1
Felipe dos Santos venceu Hugo Paiva por decisão unânime (29-28 x 3)
Luana Santos venceu Waleska Sousa por decisão unânime (30-27, 30-26, 30-25)
Danilo Adreani finalizou Yan Teixeira (cross-face) aos 2:46 do R2
Janaína Silva venceu Nayara Hemily por decisão unânime (30-27 x 3)
Julia Polastri venceu Bianca Sattelmayer por nocaute técnico aos 0:51 do R3
Reginaldo Júnior finalizou Marcos Zinhani (mata-leão) aos 2:21 do R1
Levi Rodrigues venceu Leonardo Genuíno por nocaute técnico aos 2:32 do R1
Manuel Minoto venceu Allan Oliveira por nocaute técnico aos 0:21 do R1
Gabriela Fujimoto venceu Gabrielle Campelo por nocaute técnico aos 2:37 do R3
Patricky venceu o compatriota Roberto Satoshi no último final de semana - Divulgação/Bellator
Para Vinicio Antony, Patricky Pitbull tem que ficar esperto diante do perigoso Usman Nurmagomedov, mas vê vantagem do brasileiro no confronto marcado para o dia 18 de novembro pelo cinturão peso leve do Bellator.
Cinturão dos meio-médios estará em disputa (Foto: WGP)
O WGP Kickboxing está de volta a Curitiba. Pela quarta vez na sua história, o evento chega à capital paranaense com um card de tirar o fôlego. A edição 67 vai ser realizada no Ginásio do Tarumã, nesta sexta-feira, dia 4 de novembro. E o principal destaque da noite é a disputa de título na divisão dos Meio-Médios (até 71,8kg) entre o anfitrião Petros Cabelinho e o ex-campeão Ravy Brunow. O evento vai contar também com as duas quartas de finais restantes do All-Star GP na categoria dos Super-Médios (até 78,1kg) e com as presenças dos anfitriões Ariel Machado e Jhonatan Diniz, dois grandes nomes do Kickboxing nacional. A transmissão fica por conta do Canal Combate para todo o Brasil a partir das 21h. O Undercard também será transmitido no Canal do WGP Kickboxing no YouTube a partir das 18h40.
Cinturão dos meio-médios estará em disputa (Foto: WGP)
Na tarde desta quinta-feira, dia 3, aconteceu a pesagem oficial do WGP 67. Protagonistas da luta principal da noite, Petros Cabelinho e Ravy Brunow não tiveram problemas com a balança e marcaram 71,1kg e 71,6kg, respectivamente. Os representantes do All-Star GP dos Super-Médios também cumpriram o combinado e ficaram dentro do limite da divisão. Todos os demais atletas marcaram os pesos limites de suas respectivas categorias e as lutas foram confirmadas.
Três anos depois, WGP retorna a Curitiba com um card emocionante
Depois de três anos da última edição na cidade, o WGP retorna a Curitiba para um show que tem tudo para ser histórico. O público vai ver o embate entre Petros Cabelinho e Ravy Brunow, dois dos melhores pesos meio-médios do país e de duas diferentes gerações do kickboxing brasileiro. O curitibano Petros, que representa uma nova leva de atletas com muito potencial, vai para sua segunda chance de disputar o título após um grande duelo com o campeão na época, Bruno Gazani, na edição 53, e de conquistar o posto de desafiante ao faturar o Super 8 GP na edição 57, justamente em Curitiba. Agora, aos 24 anos, vai para sua décima luta no WGP e busca fazer história.
Do outro lado estará Ravy Brunow, um dos atletas com mais história no WGP Kickboxing. Aos 34 anos, o baiano radicado em São Paulo, retorna a sua divisão de peso original para tentar recuperar o cinturão da categoria, que foi seu durante um bom tempo, até decidir subir de divisão. No WGP são 13 lutas disputadas e 11 triunfos. Suas únicas duas derrotas foram na divisão de cima, para o campeão Jonas Salsicha e o último desafiante Victor Valenzuela. Ou seja, na divisão dos Meio-Médios, Ravy está invicto no evento com 11 vitórias em 11 lutas.
As expectativas também estão altas para conhecer os outros dois semifinalistas do All-Star GP dos Super-Médios, que já tem Jonas Salsicha e Vitor Aquino nas semifinais. Gustavo Jones e Lucas Paredes se encaram na busca por uma vaga, enquanto Matheus Nogueira encara o paraguaio Guido Cardozo, após seu adversário original, o chileno Victor Valenzuela, se machucar e ter que se retirar do card.
Outros destaques são as presenças de Ariel Machado e Jhonata Diniz. Enquanto o primeiro, aos 35 anos, faz sua sexta luta no evento em busca do quinto triunfo diante de Defu Monteiro pela divisão dos Pesados (até 94,1kg), o segundo encara Abner Ferreira, pela categoria dos Super-Pesados (+94,1kg), e vai atrás da sua terceira vitória no WGP. Outro destaque do card principal é o embate internacional entre o argentino Ignacio El Fino, que vem de grande vitória sobre Robson Minoto, na edição 66, diante do peruano Ernesto Ato, em luta que acontece no Peso Casado de 66,8kg.
O card conta ainda com outras quatro Super Fights de tirar o fôlego. Pela divisão dos Meio-Médios (até 71,8kg), Maykol Yurk encara Otacílio Cena. Já pelos Super-Médios (até 78,1kg), o embate é entre Marcos Carvalho e Leonardo Silva. Gilberto Naka e Ignacio Leon fazem duelo internacional pela divisão dos Super-Médios (78,1kg). Junior Krull e Tico Pedroso se encaram pelo Cruzadores (até 85,1kg) e Daniel Antunes enfrenta Hygor Vieira pelos Super-Leves (até 64,5kg). O Undercard do WGP 67 conta com seis lutas para abrir os trabalhos na noite desta sexta-feira, dia 4.
WGP 67: Petros Cabelinho vs Ravy Brunow
Data: 04/11/2022
Local: Ginásio do Tarumã – Curitiba, PR
Horário: 18h40 (Undercard) / 21h (Super Fights e Main Card)
Transmissão: Canal Combate para todo Brasil e DirecTV para América Latina e Caribe
Ingressos: bit.ly/3S2PRl3
WGP 67 Main Card
Main Event: WGP Title Bout
Light Middleweight (71,8kg)
Petros Cabelinho (71,1kg) (Teixeira Team) vs Ravy Brunow (71,6kg) (Strickers Mori Team / CT Viscardi Andrade)
Co-Main Event: Special Fight
Heavyweight (94,1kg)
Ariel Machado (93,9kg) (Hemmers Hym / Madison Team) vs Defu Monteiro (92,4kg) (CT Defu Monteiro / Junior Vidal Team)
Special Fight
Super Heavyweight
Jhonata Diniz (110kg) (Santa Fé Team) vs Abner Ferreira (110,4kg) (Team Big G)
Special Fight
Catchweight (66,8kg)
Ignacio El Fino (66,8kg) (Picante Fight Club – ARG) vs Ernesto Ato (65,4kg) (Bravo Team – PER)
All-Star GP Super Middleweight Tournament (78,1kg)
Semifinal 2
Lucas Paredes (77,5kg) (Thai Brasil Floripa) vs Gustavo Jones (76,3kg) (The Rocky Kickboxing)
All-Star GP Super Middleweight Tournament (78,1kg)
Semifinal 1
Matheus Nogueira (77,5kg) (Teixeira Team – BRA) vs Guido Cardozo (78kg) (Gibbor Team/Escuadron Clase A – PAR)
WGP 67 Super Fights
Super Fight
Light Middleweight (71,8kg)
Maykol Yurk (71kg) (Teixeira Team) vs Otacílio Cena (70,8kg) (América Top Team)
Super Fight
Super Middleweight (78,1kg)
Gilberto Naka (77kg) (Killer Bees) vs Ignacio Leon (76,7kg) (Academia SBI Tebuco)
Super Fight
Super Middleweight (78,1kg)
Marcos Carvalho (78,1kg) (Teixeira Team) vs Christiano Frohlich (78,1kg) (Santa Fé Team)
Há poucos dias, o campeão dos médios, Israel Adesanya, disse em entrevista que gostaria de enfrentar Gregory Robocop num futuro próximo. Antes disso, em recente bate-papo no CONEXÃO PVT, o brasileiro disse não fazer questão de pular etapas antes de uma luta pelo título e que, inclusive, foi oferecido a ele uma luta contra Alex Poatan há alguns meses, mas ele preferiu não entrar em rota de colisão com o compatriota na ocasião.
Considerado um dos talentos do peso leve da tradicional Chute Boxe, conhecida por representar o muay thai, Jadyson Costa viveu toda sua história na equipe curitibana, desde o batismo, passando pela luta no Pride. Em entrevista ao PVT, ex-lutador de MMA falou sobre sua migração para o jiu-jitsu depois da aposentadoria e sobre a vida nos EUA, onde atualmente é professor da arte suave. Jadyson também lembrou dos duros treinos com as diversas lendas da academia, e sobre a polêmica com Patrício Pitbull.
Confira a entrevista abaixo.
(Foto: acervo pessoal)
Onde está atualmente, e como está o jiu-jitsu nos EUA?
“Estou morando na cidade de Grand Rapids, no estado do Michigan. Atualmente tenho 130 crianças e 80 adultos fixos na academia, mais aqueles que aparecem esporadicamente para treinar. Viver de uma coisa que a gente ama não tem preço. Aqui o nosso o Jiu-Jitsu pode ser muito valorizado, repetido, desde que você seja um bom professor, buscando sempre a evolução, e competindo bastante porque, afinal de contas, o Jiu-Jitsu está em desenvolvimento constante. Eu represento a Unity Jiu Jitsu, head coach Murilo Santana, que é mundialmente conhecida pela excelência em treino e desenvolvimento do esporte.
Como analisa a evolução do jiu-jitsu?
O Jiu-Jitsu vem crescendo muito no mundo todo pelos inúmeros benefícios que essa arte proporciona para todos os praticantes. Por exemplo, aqui no Estados Unidos não tinha muitas competições para crianças no IBJJF, era somente o Pan Kids e American National. Agora já tem os IBJJF Open para as crianças, Kids Con e até o ADCC Kids, entre outros. Tenho alunos competindo esses eventos há alguns anos e tenho notado o desenvolvimento. O Jiu-Jitsu é um esporte que proporciona tanto melhorias da parte física do seu praticante, quanto desenvolvimento social e psicológico. O fato de que esses últimos benefícios estão cada vez mais sendo explorados faz com que o potencial de crescimento do esporte aqui nos Estados Unidos seja exponencial. Agora, vale lembrar sempre que isso só e possível com um professor com excelência na didática e que busque desenvolvimento constante.
Como foi sua formação na arte suave e quais suas últimas competições?
“Treino Jiu-Jitsu desde meus 15 anos de idade e hoje tenho 42 anos. Comecei no jiu-jitsu com o professor Almir, academia Glendha, que era da minha cidade, Paranaguá, e foi o mesmo professor que deu a faixa roxa para o Anderson Silva e foi o mesmo professor que colocou o Anderson Silva para lutar MMA na primeira vez, inclusive eu estava lá no córner do oponente do Anderson, que era o meu professor de boxe, chamado Chico de Assis, muito conhecido na época. Ou seja, eu e Anderson começamos na Glendha. Então, comecei a jiu-jitsu sem kimono com o professor Almir, e depois de um tempo eu conheci o Renato Tavares. Depois de quatro anos de jiu-jitsu, fui morar em Curitiba e treinar com o Renato Tavares. Aí de lá eu peguei a faixa branca, azul e roxa com o Renato. Ele foi para os Estados Unidos e eu fui para Chute Boxe. Possuo quatro graus na minha faixa. Comecei a competir em 2018. Meus maiores títulos são: pela IBJJF fui duas vezes campeão Pan-Americano sem Kimono pela IBJJF, duas vezes vice-campeão Pan-Americano Sem Kimono, 3º lugar no Pan-Americano com Kimono e vice-campeão mundial sem Kimono. Também fui campeão do American National com Kimono e sem Kimono, entre outros títulos.”
Como saiu do MMA e decidiu ficar só com o Jiu-Jitsu?
Tive meus grandes momentos no MMA, lutei no Pride e fui campeão do EFC na categoria meio-médio. Depois que cheguei aqui nos Estados Unidos, em 2015, contratado para exclusivamente dar aulas de Jiu-Jitsu, decidi parar com o MMA e competir apenas no Jiu Jitsu a partir de 2018. Hoje sou o número 1 do ranking mundial pela IBJJF na minha categoria.
Você atualmente vive no jiu-jitsu, mas teve origem como lutador na Chute Boxe, onde predomina o muay thai. Como foi seu “batismo” lá?
“Eu não fui bem reccebido na minha chegada a Chute Boxe. Eu rezava antes de treinar e rezava ainda mais depois do treino para agradecer que ainda estava vivo. Apanhei muito durante algumas semanas, e treinava a base de anti-inflamatórios e relaxante muscular. Acredito que o motivo para ter que batalhar pelo meu espaço dentro do time foi o fato de que lutei contra o Cristiano Marcelo, que na época era o professor de Jiu-Jitsu da equipe, entao já viu né. Como a maioria dos fã de MMA que conhecem a Chute Boxe já sabem, lá a cobra fumava mesmo, era tipo um Pride por dia, rolava pisão e tudo mais. O clima esquentava ainda mais com os calouros.”
Como era treinar com lendas no auge da era Pride?
“Quando cheguei, tinha 21 anos e cheio de vontade de me tornar um lutador do Pride, como a maioria deles. Então tive em quem me espelhar e treinar duro. Foi um sonho que realizei. Fiz grandes amizades que carrego até hoje.”
E você conseguiu lutar no Pride, enfrentou Takanori Gomi. Como foi a experiência?
Foi fantástica! A minha luta foi a primeira da história do evento na categoria leve. Me senti honrado, mas a pressão foi imensa. Meu oponente não era muito conhecido e lutei na frente de mais de 40 mil pessoas no Yokohama Arena. O resultado não foi o esperado, mas mesmo perdendo essa experiência transformou a minha vida, sem sombra de dúvidas.
Houve uma polêmica sobre seu treino com Patrício Pitbull. Ele disse que houve trairagem…
Na verdade não há polêmica, não teve trairagem, há na verdade a não-aceitação do método de treino que existia na Chute Boxe. Quando o Patrício chegou na academia, eu estava morando na cidade de Blumenau. Meu mestre me ligou dizendo que tinha chegado um rapaz do Nordeste muito bom do meu peso para eu fazer um sparring e que eu tinha que nocautear ele. Então eu fui lá fazer o que ele mandou. Na verdade eu não vi nada de errado com isso, já fazia parte do nosso cotidiano sair na mão pra valer. Resumindo nosso sparring: eu comecei com um chute forte já pra ele entender que o bicho ia pegar mesmo. Em seguida peguei ele no clinche do Muay Thai e fui logo com uma joelhada na cara para nocautear assim como fui mandado. Sim, isso pode parecer muito forte e intenso, porém lá na Chute Boxe isso acontecia todo dia. Como todos os que conhecem a Chute sabem que era normal para os atletas. Para os novatos, assim como foi para mim, tinha que aguentar e se acostumar se quisesse fazer parte da equipe.
Ambos irmãos Pitbull são campeões do Bellator hoje. Na sua opinião, como seria um confronto com os campeões do UFC?
“Olha, vou te falar que seria um grande confronto para ambos os lados. O primeiro que piscasse o olho iria cair. Makhachev tem um jogo muito apurado tanto em pé como no chão. O Patricky também é muito bom nas duas áreas. No entanto, Makhachev, depois dessa luta contra o Charles, provou que o Jiu-jitsu está em dia e afiado. Acredito que o Makhachev pode sair com a vitória contra o Patricky se a luta for para o solo, não que seria a minha vontade, mas é a minha mera opinião. Já seu irmão Patricio contra o Volkanovski seria uma grande luta também, até porque os dois tem o estilo bastante parecido, mas ainda acredito que o australiano venceria pelo seu estilo mais agressivo, contundente, finalizador.”
Pesos-penas fazem a luta principal do evento (Foto: LFA Brasil)
Marcado para esta sexta-feira, dia 4, no ginásio do Polvilho, em Cajamar, município da Grande São Paulo, o LFA 146 pode definir o adversário de José Delano na disputa do cinturão peso-pena da organização, no início de 2023.
Isso acontece caso Gabriel “Mosquitinho” Santos vença Márcio “Ticoto” Barbosa, que por ter estourado o limite da categoria na pesagem oficial, realizada nesta quinta, perdeu a chance de se credenciar mesmo em caso de vitória.
Pesos-penas fazem a luta principal do evento (Foto: LFA Brasil)
A pesagem aconteceu na tarde desta quinta no Anhanguera Parque Shopping. Enquanto Gabriel bateu os 66,1kg, no limite da divisão, Márcio extrapolou em cerca de 0,4kg o peso. Ele ainda terá que ceder parte de sua bolsa ao oponente.
Gabriel Santos chega para esta edição do LFA, a última em solo brasileiro no ano de 2022, com oito vitórias em oito lutas disputadas. Dos triunfos, quatro foram por finalização e três por decisão unânime, além de um nocaute.
Márcio Barbosa não fica atrás. Embora já tenha experimentado o gosto amargo da derrota, uma única vez, ele superou 13 adversários; 10 deles através de nocaute ou nocaute técnico. As outras três vitórias foram por finalização (2) e decisão (1).
Aguardando a decisão sobre o adversário, José Delano, que garantiu a vaga na disputa do cinturão com um belo nocaute sobre José Jesuíno em setembro, venceu 12 de seus 14 combates (4 finalizações, 3 nocautes e 5 decisões).
Na luta coprincipal, Rangel “Anaconda” de Sá, dono de um cartel de 11 vitórias (5 nocautes, 4 finalizações e 2 decisões) e duas derrotas, enfrenta Felipe “Buakaw” Douglas, que venceu 18 de suas 23 lutas (9 nocautes, 3 finalizações e 6 decisões).
O LFA 146, realizado em parceria com a prefeitura de Cajamar, através da Secretaria Municipal de Esportes, vai promover uma arrecadação de alimentos não-perecíveis, que serão trocados por ingressos para assistir ao evento.
O evento será transmitido ao vivo para para todo o Brasil pelo Sportv e Canal Combate; e para o resto do mundo através do UFC Fight Pass.
Confira abaixo o card completo:
LFA 146
Ginásio do Polvilho, Cajamar, SP
4 de novembro de 2022
Card principal
Peso-pena: Márcio Barbosa x Gabriel Santos
Peso-leve: Felipe Douglas x Rangel de Sá
Peso-galo: Jean Matsumoto x Inaildo Santos
Meio-médio: Carlos Prates x. Moacir Rocha
Peso-mosca: Felipe dos Santos x Hugo Paiva
Peso-mosca feminino: Luana Santos x Waleska Sousa
Card preliminar
Peso-mosca: Danilo Adreani x Yan Teixeira
Peso-palha feminino: Janaina Silva x Nayara Hemily
Peso-palha feminino: Ana Paula Ferreira x Julia Polastri
Meio-médio: Reginaldo Junior x Marcos Zinhani
Peso combinado (99,7kg): Levi Rodrigues x Leonardo Jenuíno
Peso leve: Manuel Robson Minoto x Allan Oliveira
Peso-palha feminino: Gabriela Fujimoto x Gabrielle Campelo
No próximo sábado, 5 de novembro, o 38º Batalhão de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, situado na cidade de Três Rios, no Sul Fluminense, será palco do Maximus 38itão Fight, campeonato de jiu-jitsu da corporação.
O evento é aberto ao público, tanto para quem quiser competir quanto para quem quiser apenas assistir. Além de policiais militares, também participaram da competição alunos de projetos sociais voltados à modalidade.
A ação é de caráter beneficente e em parceria com Legião da Boa Vontade, Super Rádio Brasil AM 940, prefeitura de Três Rios, Secretarias de Eventos e Saúde do município e Bramil Supermercados. A entrada será 1kg de alimento não-perecível e 1 litro de leite, que serão doados a famílias carentes da região próxima ao batalhão.
Comandado pelo tenente-coronel PM Leandro dos Santos Carvalho, o 38º BPM possui treinamentos de lutas voltadas à defesa pessoal para o aperfeiçoamento dos policiais e administra projetos sociais focados em ensinar artes marciais a crianças e jovens da região.
Escalada para enfrentar Tracy Torres no UFC do dia 3 de dezembro, Amanda Ribas foi a convidada do CONEXÃO PVT desta quarta-feira. A mineira, que vem de derrota para Katlyn Chookagian por decisão dividida, analisou a próxima adversária, falou da preparação e o que deve implementar para sair vitoriosa.
Amanda também afirmou que pretende seguir transitando entre os pesos-palha e o mosca, disse o que espera do combate entre as compatriotas Marina Rodriguez e Amanda Lemos, que acontece neste sábado; analisou a derrota de Charles do Bronx’s para Islam Makhachev e revelou o motivo de ter saída do Only Fans.