O UFC 289 terminou com com a aposentadoria de Amanda Nunes, que em um monólogo dominou Irene Aldana para defender mais um vez o cinturão dos galos, igualando o número de defesas de Anderson Silva. Após ter o braço levantado mais uma vez, por decisão unânime e incontestável, a baiana deixou as luvas no octógono em Vancouver, Canadá.
O card também foi emblemático para Charles Do Bronx. O ex-campeão acertou um chute alto em Beneil Dariush para abrir caminho para a vitória, confirmada após um cruzado seguido de um ground and pound, ainda no primeiro round. Após a confirmação do triunfo, o brasileiro reivindicou a revanche contra Islam Makhachev.
Após o evento, Paulão Filho participou ao vivo do DEPOIS DO GONGO e analisou os destaques do card.
Pederneiras e Minotouro marcaram presença no evento - Divulgação/GFTeam
Além de colocar à prova os faixas roxas e marrons profissionais e as faixas roxas profissionais, o segundo dia do Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro contou com a presença de personalidades importantes do mundo das lutas. Entre elas, o ex-atleta do UFC Rogério Minotouro e o líder da Nova União e presidente do Shooto Brasil, André Pederneiras, que estiveram na Arena Carioca, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, para assistir de perto os futuros faixas pretas e prestigiar o evento organizado pela AJP.
Pederneiras e Minotouro marcaram presença no evento – Divulgação/GFTeam
“É sempre legal acompanhar os faixas roxas e marrons porque são eles que em 2, 3 anos estarão no mais alto nível. E também são nessas faixas que acontecem mais surpresas, surgem novas revelações. Vi alguns garotos hoje que não conhecia e me surpreenderam pelo nível técnico deles”, destacou Dedé.
Rogério Minotouro também elogiou o nível das lutas, e reforçou a importância de sediar eventos como o Abu Dhabi Grand Slam para o esporte no país.
“É muito importante termos eventos como esse aqui no Brasil, de nível internacional, com uma organização impecável como essa do Abu Dhabi Grand Slam. Além de fomentar ainda mais o jiu jitsu, faz toda a diferença no crescimento e no desenvolvimento do nosso esporte número um. Toda a equipe da AJP e da Federação de Abu Dhabi estão de parabéns. As lutas também estão num nível muito alto, muita molecada boa. Deu até vontade de estar lá dentro”, afirmou Rogério Minotouro.
Neste domingo, 11, será a vez dos faixas pretas e das faixas pretas profissionais entrarem no tatame. As lutas começam às 10h, e a entrada no ginásio é gratuita. Confira abaixo os resultados de sábado:
MASCULINO
Faixa marrom
Até 120kg
1º Eldeson Silva (Nova União International)
2º Gabriel Ribeiro (Dream Art)
3º Dennis Souza (Commando Group)
Até 94kg
1º Pedro Rubim (GFTeam)
2º Gabriel Brod (FP Team)
3º Julio Sousa (Dream Art)
Até 85kg
1º Rafael Borges (Dream Art)
2º Gabriel Galvão (Dream Art)
3º Rodrigo Silvares (Equipe Criatina)
Eduardo Cordeiro Guimarães é faixa preta de jiu-jítsu - Reprodução
Se tivesse que optar entre a carreira de árbitro de futebol ou lutador de jiu-jítsu, qual escolheria? Lidar com a pressão dentro de campo, vaias e xingamentos das arquibancadas não parece fácil. No entanto, entrar em um tatame contra um adversário especialista na arte suave também não chega a ser muito convidativo.
Eduardo Cordeiro Guimarães é faixa preta de jiu-jítsu – Reprodução
Para Eduardo Cordeiro Guimarães, 41, a resposta é fácil: as duas. O carioca, que é árbitro de futebol há 20 anos – 10 deles pela CBF -, integra o quadro da Federação de Futebol de Santa Catarina e viaja o Brasil competindo jiu-jitsu. Na última sexta-feira, 9, participou do Abu Dhabi Grand Slam, no Rio de Janeiro, e conquistou o 3º lugar, na categoria faixa preta, master 3, até 77kg.
“Felicidade muito grande, estou chegando agora na faixa preta, lutando contra uns caras experientes, com 10, 15 anos de faixa preta às vezes. Então essa medalha de bronze é como se fosse de ouro para mim. Minha relação com o jiu jitsu é antiga, fui faixa verde mais novo. Então poder estar vivendo tudo isso hoje depois de tanto tempo é muito gratificante”, comemora Eduardo.
Subir no pódio na sua primeira participação como faixa preta no Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro foi um marco na curta trajetória de Eduardo como lutador. No entanto, no mundo da bola o árbitro acumula alguns episódios marcantes. O principal deles envolve um dos maiores ídolos da história do futebol. Em 2012, durante um clássico entre Flamengo e Fluminense, ele expulsou o craque Ronaldinho Gaúcho, na época com a camisa rubro-negra, ainda no 1º tempo. Apesar de polêmica na época, ele garante não se arrepender da decisão.
“A gente tem que ter coragem e fazer o que tem que ser feito. Foi uma entrada dura e ele já tinha amarelo”.
A firmeza e a postura intransponível dentro de campo sempre acompanhou Eduardo ao longo de sua carreira futebolística. Características que, segundo ele, foram herdadas dos anos de jiu jitsu.
“A parte disciplinar da luta é fundamental. É necessário ter um autocontrole muito grande para ser árbitro, ter uma postura rígida e ser confiante nas tomadas de decisão. Isso tudo, sem dúvidas, o jiu jitsu me ajudou muito e me ajuda até hoje”.
O Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro acontece na Arena Carioca, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, até o próximo domingo, 11, quando serão realizadas as lutas dos faixas pretas e das faixas pretas profissionais. Neste sábado, 10, foram realizadas as disputas profissionais dos faixas roxas e marrons masculinas, e das faixas roxas feminina.
Yago Espindola, por cima, contra Alexandre Ribeiro, na final mais emocionante do dia - Divulgação/AJP
O Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro começou com tudo. A Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra, recebeu nesta sexta-feira, 9, no primeiro dia de evento, os atletas masters, que deram um show de jiu-jítsu. Um dos grandes destaques foi Hiago George, da Cícero Costha, que estreou na categoria vencendo suas quatro lutas por finalização. Na final, o baiano venceu Wilian Chavez, após uma bela chave de braço, e comemorou:
“Estou muito feliz. Vinha de vitória no Grand Slam de Londres e estava muito confiante na vitória hoje. Foi minha estreia de master, me surpreendi com a força e a movimentação dos meus adversários. Não é muito diferente do adulto. Mas deu tudo certo e consegui sair com mais esse título”, exaltou.
Quem também chamou a atenção foi o peso médio Léon Brito, da equipe árabe Commando Group, que chegou à final após finalizar quatro adversários. Na luta decisiva, venceu o favorito Luan Carvalho, após uma batalha decidida nos últimos segundos.
“Ano passado lutei no evento e acabei perdendo na quarta luta para o Jansen Gomes. Me dediquei muito para estar aqui novamente e hoje consegui impor o meu jogo até a final. Saio muito satisfeito com minha performance, as final foi uma guerra, meu adversário acabou sendo desclassificado no fim por conta de um movimento ilegal e fiquei com a vitória”, afirmou.
Yago Espindola, por cima, contra Alexandre Ribeiro, na final mais emocionante do dia – Divulgação/AJP
Já na categoria 77kg, o título ficou com Yago Espíndola, após uma guerra contra o pupilo do lendário Fernando Tererê, Alexandre Ribeiro “Buda”, vencida por 2 a 0.
“Foi uma luta muito difícil, não consegui impor meu ritmo, então tive que mudar um pouco a estratégia. O Buda começou muito acelerado, fui obrigado a esperar um pouco mais e ter calma para encontrar o melhor momento de explodir. Estava um pouco afastado das competições também, muito focado na minha academia, e isso sem dúvidas pesa. Mas agora vão me ver mais vezes em ação, voltei com tudo”, garante Yago.
Nas demais categorias masculinas faixas pretas, as medalha de ouro ficaram com Fabiano Cleto, até 56kg, da Faquir Brothers; Thiago Marques, até 69kg, da Commando Group; Victor Bonfim, até 94kg, da GFteam; e Felipe Bezerra, até 120kg, da RoxBJJ.
Entre as mulheres, Juliana Teixeira, da Atrixion, confirmou o favoritismo e venceu na categoria até 62kg. Já nas categorias até 55kg e até 70kg, duas surpresas. A norte-americana Sofia Amarante, da JJ4L, e a paraguaia Pamela Boveda, da Gracie Barra Assunção, desbancaram as atletas locais e ficaram com o título de suas respectivas categorias.
Uma das principais equipes de Jiu-Jitsu do mundo, a GFTeam – que conta com mais 250 filiais espalhadas pelo globo – fez bonito no Mundial 2023 da IBJJF, encerrado no último domingo (4), na Califórnia (EUA).
Com centenas de atletas inscritos no evento, a GFTeam se destacou principalmente no feminino adulto, onde foi vice-campeã entre as equipes – atrás apenas da Dream Art.
Julio Cesar lidera a GFTeam – Divulgação
Somente na faixa-roxa foram quatro campeãs, com Carol Brunacio no peso-pena, Maria Carolina Joia no leve, Giovanna Carneiro no médio e Isabely Lemos, ouro duplo ao vencer o super-pesado e o absoluto. Carol, Maria Carolina e Isabely, inclusive, receberam a faixa marrom após o Mundial de Jiu-Jitsu 2023.
Em cerimônia realizada na abertura do Mundial, a GFTeam ainda foi coroada com o terceiro lugar no ranking geral por equipes da IBJJF na temporada 2022/23, além da quinta colocação no ranking do Grand Slam (Europeu, Pan, Brasileiro e Mundial). Para o faixa-coral Júlio Cesar Pereira, líder do time, o resultado é fruto de um trabalho em conjunto.
“Gostaria de agradecer a todos os coordenadores e professores incansáveis, que fizeram vários camps, se dedicaram e trouxeram esse resultado para a GFTeam no Mundial de Jiu-Jitsu 2023”, disse Júlio Cesar, que completou:
“Alguns professores não tiveram condições de viajar (para os EUA), mas essa é uma vitória de todos nós e dos atletas, que deram o seu melhor. Aqui na GFTeam, craque a gente faz em casa”, encerrou o mestre.
H.E. Saleh Ahmad Alzaraim Alsuwadi, embaixador dos Emirados Árabes no Brasil, Fabrício Lima, prefeito de Balneário Camburiú, Cel. Saeed Awad Alkaabi e Tareq Al Bahri, general manager da AJP, em premiação durante o Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro
O embaixador dos Emirados Árabes no Brasil, H.E. Saleh Ahmad Alzaraim Alsuwadi, esteve presente na Arena Carioca, na Barra da Tijuca, nesta sexta-feira, 9, para prestigiar o primeiro dia do Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro.
Durante o evento, ele reforçou a importância do jiu-jítsu na relação entre os países e se mostrou bastante empolgado com as lutas.
H.E. Saleh Ahmad Alzaraim Alsuwadi, embaixador dos Emirados Árabes no Brasil, Fabrício Oliveira, prefeito de Balneário Camburiú, Cel. Saeed Awad Alkaabi e Tareq Al Bahri, general manager da AJP, em premiação durante o Abu Dhabi Grand Slam Rio de Janeiro
“É muito bom estar aqui, uma honra estar no meio de grandes competidores de ambos os países. O Brasil hoje é um parceiro estratégico para os Emirados Árabes Unidos, e um dos pilares dessa relação é o esporte. O jiu-jítsu começou e floresceu no Brasil, e hoje ele está florescendo também nos Emirados Árabes Unidos, graças ao trabalho da AJP e de toda a comunidade brasileira”, afirmou Alsuwadi, que revelou já ter até se arriscado na arte suave.
“Só com meus filhos (risos). Os dois treinam, já que hoje o jiu-jítsu se tornou parte do currículo escolar nos Emirados Árabes Unidos. E os dois são muito bons, por sinal”, complementou H.E. Saleh Ahmad Alzaraim Alsuwadi.
Entre as autoridades presentes também estiveram o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, um dos responsáveis por levar o South America Continental para a cidade catarinense, em março, e grande entusiasta da modalidade, e o Cel. Saeed Awad Alkaabi, da Embaixada dos Emirados Árabes.
O Abu Dhabi Grand Slam Rio acontece até o próximo domingo. Esta sexta-feira foi reservada para os competidores da categoria master. Sábado acontecem as disputas dos profissionais nas faixas roxa e marrom e, no domingo, na faixa preta.
Embalada após duas vitórias em duas lutas no Ultimate, Karine Killer foi um dos destaques do UFC Vegas 74, realizado no último sábado (3), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A peso-mosca brasileira enfrentou a compatriota Ketlen Souza, e em menos de 2 minutos, encaixou uma justa chave de joelho reta para sair com o resultado positivo.
Apesar do bom início na maior organização de MMA do mundo, Karine Killer mantém os pés no chão, e sem lesões graves depois do compromisso em Vegas, esperar retornar ao octógono o quanto antes.
Brasileira está embalada – Divulgação/UFC
“Acredito que todo mundo que entra no UFC tem como objetivo se sair bem, ser campeão. Afinal, chegar ali é reflexo de anos de trabalho duro. E comigo não é diferente. Treinamos para a luta (com a Ketlen) como se ela fosse durar três rounds em pé, porém a oportunidade (da finalização) veio e eu não vou deixar passar. Na luta, vence quem erra menos”, disse a atleta da equipe Gile Ribeiro Team, que completou:
“Falei para o UFC que quero lutar logo, em agosto ou setembro. Vou tirar uma semana de descanso e já retorno aos treinos. Sobre a dieta, eu não sai do foco e continuo seguindo ela, claro que não tão restrita, mas dentro dos planos de manter o peso, então não seria um problema”.
Para manter sua rotina de treinos e se recuperar melhor do desgaste físico – e mental -, Karine Killer utiliza os produtos da USA Hemp Brasil, marca de cannabis medicinal que apoia a lutadora do UFC. Segundo ela, o acompanhamento é importante antes e depois dos duelos.
“Os produtos me ajudam não só no pós-luta, mas também na pré-luta. Na questão do sono, ansiedade, recuperação muscular, enfim, é um trabalho contínuo… Além disso, melhora o meu humor nos períodos de TPM e camp”, celebrou a peso-mosca, que apesar de duas vitórias por finalização no Ultimate, destacou que tem muito mais a mostrar:
“Eu gosto quando as pessoas acham que eu só tenho como ponto forte o Jiu-Jitsu. Claro que o Jiu-Jitsu é a minha paixão, mas me dedico muito às outras modalidades”, encerrou.
Aos 29 anos, a brasileira ostenta um cartel de 16 vitórias e quatro derrotas no MMA profissional. Natural de Dourados, no Mato Grosso do Sul, ela não perde desde 2019 e vem de sete triunfos seguidos.
Ze Mario se consagrou no ADCC - Foto: Marcelo Alonso
Neste final de semana o mundo do jiu-jitsu voltará sua atenção para a Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, onde acontece, nos dias 10, 11 e 12, a tradicional etapa carioca do Abu Dhabi Grand Slam. A expectativa da organização é receber cerca de 1.200 atletas, entre faixas roxa, marrom e preta, na disputa por mais de R$ 7,5 milhões em premiação.
A etapa vale ponto no ranking da federação Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro (AJP), que credencia os melhores atletas da temporada para o World Pro, considerado a Copa do Mundo do jiu-jítsu, programado para o início de novembro, em Abu Dhabi. Importante peça na engrenagem da AJP, Zé Mário Sperry exaltou o impacto que os eventos itinerantes da federação exercem na comunidade.
Ze Mario se consagrou no ADCC – Foto: Marcelo Alonso
“O Grand Slam, por ser um evento grandioso e itinerante, facilita muito a vida do atleta, até porque a maioria são amadores, não tem condição de bancar os custos com passagem, visto, hotel, alimentação. Então é muito importante para o fomento do esporte nós podemos oferecer grandes eventos em diferentes partes do mundo”, destacou o faixa-preta de Carlson Gracie.
“Quanto mais eventos melhor. Sem dúvida um evento do porte do Grand Slam é um ativo muito forte em qualquer lugar do mundo. Só fico chateado em não ter tantas oportunidades, tantos eventos grandiosos como este na minha época. Tive muita sorte de participar do ADCC, mas um campeonato de pano dessa grandiosidade fez falta”, complementou o veterano.
Zé Mário teve um papel fundamental na implementação do jiu-jitsu em Abu Dhabi. Tudo começou em 1998, quando através de suas fitas VHS de instrução foi convidado pelo Sheik Tahnoon para lutar o ADCC, que até hoje é o maior evento de grappling do mundo. Sperry foi lá e sagrou-se o primeiro double-gold, ou seja, venceu peso e absoluto. Nas edições seguintes, retornou para superlutas.
O brasileiro se tornou referência na seleção de professores de jiu-jitsu brasileiros que deram início ao processo de implementação da modalidade nas escolas, forças armadas, polícia e equipe de segurança da família real. Benquisto, Sperry, ao lado de Carlos Santos, indicado por ele para dar aula no clube do Sheik Mohammed, sugeriram a criação da AJP, para promover eventos de kimono.
“Uma história curiosa é que na mesma época do primeiro evento da AJP acontecia a primeira edição da Fórmula 1 nos Emirados Árabes. Uma semana antes, na realidade. Na Fórmula 1, o Sheik mandou o secretário dele entregar o troféu ao campeão. No campeonato de jiu-jitsu, o Sheik Mohammed foi pessoalmente e ficou por 6, 7 horas assistindo às lutas, emocionado”, relembrou Zé Mário.
Atualmente a AJP é uma das principais federações de jiu-jitsu do mundo, tendo promovido eventos em todos os seis continentes do planeta. Somente o Grand Slam, ao longo da temporada, tem etapas em Miami, Tóquio, Xangai, Sydney, Londres e Abu Dhabi. No Brasil, somente neste ano, Fortaleza-CE, Gramado-RS, Balneário Camboriú-SC, Belém-PA e Macapá-AP foram palcos da AJP Tour.
“É uma satisfação enorme poder ver o caminho que o jiu-jitsu tem tomado e para onde ele está se direcionando, podendo oferecer uma competição grandiosa, com uma estrutura fantástica, além de premiações em dinheiro para tentar prospectar atletas renomados para engrandecer ainda mais o evento. Essa valorização dos atletas é de grande importância. A AJP está de parabéns”, exaltou Sperry.
Valentina, Cromado e Alfredo defendem a bandeira da RFT - Divulgação
Os próximos meses serão agitados para a Renovação Fight Team (RFT). Lutadores da tradicional equipe de Luta Livre têm compromissos importantes com disputa de cinturão e duelos que podem deixá-los perto de uma possível chegada ao UFC. O primeiro grande compromisso do time acontece no próximo sábado (10). O chileno Alfredo Muaiad vai disputar o cinturão do peso-mosca do ROK 6, que acontece em Santiago (CHI), em confronto diante do brasileiro Roque Jr. Líder da RFT, Márcio Cromado fez questão de exaltar seu pupilo e reforçar a sua confiança nesta conquista.
Valentina, Cromado e Alfredo defendem a bandeira da RFT – Divulgação
“O Alfredo veio do Muay Thai, mas tem trabalhado muito a parte de chão. O Roque Jr. é um lutador de Muay Thai, gosta de chutar bastante. Ele (Roque) é novo e vem de vitórias lá no Chile. Tenho certeza que será uma guerra de cinco rounds, mas nós estamos trabalhando para essa guerra. A ideia é o Alfredo conquistar esse cinturão para a RFT”, disse Cromado.
O show no Chile também vai ter a presença de Valentina Escobar, esposa de Alfredo, que vai em busca da manutenção de sua série positiva no MMA que já dura quatro compromissos. A lutadora, que inicialmente não estaria no evento, pois tinha luta marcada no MMA Global – que acabou cancelada – entrou na edição para encarar Pilar Taboada na categoria até 52kg. De acordo com Cromado, em caso de mais um triunfo de sua atleta, ela já pode encaminhar sua chegada ao UFC.
“A Valentina é o protótipo perfeito para estar em breve no UFC, porque ela está indo para a quinta luta e, com certeza, vai para a quinta vitória – e também porque eles (UFC) estão de olho nela. Eles ainda não tem lutadora chilena no plantel deles. Tenho certeza que se ela fizer um bom trabalho, vamos conseguir isso”, adiantou.
Sobre o combate, Cromado destacou que eles tiveram pouco tempo para estudar sua adversária. Por isso, o treinador afirmou que a sua ideia é não correr riscos e aproveitar o que Valentina tem de melhor para sair com mais um resultado positivo.
“Vamos para uma luta de segurança e não dar brecha em nada. Creio que a Valentina vai querer trabalhar a trocação para amadurecer essa área, mas a minha ideia – e o que estamos conversando – é para fazer uma luta de segurança, para não dar sopa para o azar”, completou.
Além de Alfredo e Valentina, a RFT também vai ter mais dois lutadores em ação nas próximas semanas. No dia 17 de junho, Victor Lobão e Victor Buldoguinho vão participar da quarta edição do MAC. Lobão vai participar do GP até 61kg e o Buldoguinho enfrenta o atleta da BTT Lincon Santos. Já no dia 7 de julho, Jefferson Toddynho encara Italo Gomes no LFA, que acontece em São Paulo.
Preparador físico da Pitbull Brothers, o fisiologista e nutrólogo Chikão Freitas destrinchou processo de corte de peso de Patrício Pitbull para a disputa do cinturão dos galos do Bellator, contra Sergio Pettis, marcada para o próximo dia 16.
Segundo ele, o plano é que o lutador desidrate no máximo 2kg no último dia e chegue ao cage pesando entre 68kg e 70kg.
“Ele está até melhor, porque ele está trazendo a força da categoria de cima. Ele conseguiu superar todas as cargas. A cada luta ele consegue evoluir e é isso que nós buscamos”, disse Chikão.
Com a experiência de ter treinado nomes como Lyoto Machida, Renan Barão e Deiveson Figueiredo, ex-campeões do UFC, além de Bethe Correia, Jussier Formiga e Ronny Markes, Chikão também respondeu sobre a possibilidade de Patrício descer para os moscas, divisão recém-anunciada no Bellator.