Palco do LFA 159 neste sábado (27/05), o CIDE Casa Branca, em Caraguatatuba-SP, será a casa da 2ª edição do R1 Fighting Series, neste domingo. Criado para dar oportunidade aos lutadores brasileiros que ainda buscam um lugar ao sol, o evento é dividido por dois cards, amador e profissional.

O card profissional será liderado pelos pesos-penas Inglesson de Lara e Ícaro Brito. O duelo coloca frente a frente dois nocauteadores. Invicto, Inglesson venceu todas as seis lutas que disputou, quatro delas por nocaute; Ícaro possui um cartel de cinco vitórias, quatro por nocaute, e um revés.
A pesagem oficial dos lutadores que compõem o card profissional foi realizada neste sábado. Os protagonistas confirmaram o peso da divisão. Apenas Alexandre Rodrigues, Waleska Souza e Thayla Martinelli estouraram o limite e foram penalizados com parte da bolsa indo para os adversários. Os atletas do amador pesam no dia do evento.
A proposta do R1 Fighting Series é promover os lutadores profissionais que mais se destacarem às futuras edições do LFA. Já para os atletas que estão dando os primeiros passos no amador, o objetivo é se preparar para quando chegarem ao profissional estarem prontos para qualquer desafio.
As lutas da segunda edição do R1 Fighting Series serão disponibilizadas no canal da companhia no youtube. As da primeira edição já estão lá disponíveis. Para os próximos eventos, a companhia já negocia com canais de TV e plataformas de streaming para transmissão ao vivo.
Confira abaixo o card do evento:
R1 Fighting Series 2
CIDE Casa Branca, Caraguatatuba, SP
Domingo, 28 de maio
Card profissional:
Peso-pena: Inglesson de Lara x Ícaro Brito
Meio-médio: André Soares x Geovanis Palacios
Peso-mosca: Alexandre Rodrigues x André Lima “Mascote”
Peso-mosca: Daniela Antonelli x Waleska Sousa
Peso-mosca: Werick Douglas x Willians Nogueira
Peso-palha: Thayla Martinelli x Adrielle Castro
Card amador:
Peso leve: Gustavo Ribeiro x Eduardo Dutra
Peso combinado (até 63kg): Guilherme Moraes x Pedro Bugatti
Peso combinado (até 53kg): Janiele Silva x Ketelyn Santos
Peso-pena: Lucas Rossner x Leslie Jesus














Em 1955, Pelé ainda não tinha trazido o primeiro caneco para o Brasil. E pior que isso. Nossa torcida ainda se recuperava do trauma do “Maracanazo”. Nesta realidade quem tinha status de herói era Hélio Gracie, que mesmo tendo perdido para o japonês Kimura (30kg mais pesado) numa luta de Jiu-Jitsu, já havia vencido muitos desafios de Vale-Tudo nos anos 30 e 40, passando a ser o queridinho da mídia.
Consultado por Waldemar, Hélio não quis permitir que o aluno lutasse no evento e ameaçou expulsá-lo. Waldemar ainda tentou convencê-lo que a luta seria para valer, explicando que precisava muito de dinheiro, mas Hélio deixou claro que o expulsaria caso aceitasse o desafio. Sem nenhuma perspectiva de fazer parte da equipe A que representava a academia Gracie na época, Waldemar acabou lutando. De fato foi uma luta pra valer e Santana venceu fácil, mas o mestre não quis conversa e o expulsou. O episódio geraria uma enorme celeuma na época com o jornalista da “Ultima Hora” Carlos Renato, criando a narrativa de que o aluno humilhado deveria responder ao mestre nos ringues.
O nocaute brutal sofrido por Hélio Gracie geraria um interesse imediato numa resposta da família, desta vez representada por Carlson Gracie. Carlson vingaria o tio Hélio numa luta de Vale-Tudo que lotou o Maracanãzinho em 1956. Mas mesmo após de ser derrotado pelo Gracie, Waldemar continuaria com seu status de grande ícone esportivo. Além de Carlson Gracie, com quem Waldemar lutou em cinco oportunidades (1 vitoria para o Gracie e 4 empates), o Leopardo Negro lutaria diversas vezes com outros grandes ícones de sua geração, como Ivan Gomes, Euclides Pereira e até mesmo com o japonês Masahiko Kimura, a quem enfrentou em Salvador nas regras do Vale-Tudo. O próprio Kimura narrou esta luta em sua biografia, reconhecendo que levou uma surra do baiano e a luta só foi declarada empate porque ele conseguiu chegar até o final.
Em 2022 a luta mais longa da história recebeu uma homenagem do poder publico através do projeto Negro Muro, que viabilizou uma bela pintura do artista Cazé em um muro localizado bem a frente da ACM, onde Hélio e Waldemar lutaram em 1955. Na cerimônia de inauguração, além da filha de Waldemar, Waldimara, estava presente João Alberto Barreto. Aluno mais fiel de Hélio Gracie e parceiro de treinos de Waldemar Santana. Carlson Gracie também recebeu uma homenagem em agosto de 2019, quando foi inaugurada uma estátua sua em tamanho natural, na saída do metrô de Copacabana, a poucos metros da academia onde formou tantos campeões. A comunidade da luta agora aguarda ansiosa a aprovação do projeto que prevê uma estátua dos criadores da dinastia Gracie, os irmãos Carlos e Hélio, juntos.








