Chegou a hora da última chamada para quem quer garantir sua inscrição com desconto no Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJD, marcado para os dias 10 e 11 de junho, no Velódromo, Parque Olímpico da Barra da Tijuca-RJ. As inscrições antecipadas vão até essa sexta-feira, dia 26 de maio, no site www.cbjjd.com.br. E a expectativa, assim como nas etapas anteriores, é por um grande número de faixas-preta, no adulto e master, e de crianças até 15 anos, que já estão garantindo presença em peso na competição.

Válido pela nona etapa do Circuito Nacional Mineirinho de Jiu-Jitsu Desportivo na temporada 2022/23, o evento terá lutas para todas as categorias de peso e idade, do pré-mirim ao master, da faixa-branca até a preta. O campeonato também irá premiar todos os campeões do absoluto, no masculino e feminino, com dinheiro. A promessa segundo Rogério Gavazza, presidente da Confederação, é de alto nível técnico.
“Nessa temporada nossos eventos estão atraindo cada vez mais faixas-preta, e isso consequentemente eleva o nível no campeonato. No Brasileiro de Jiu-Jitsu nossa expectativa é a mesma, superando a edição do ano passado no geral, quando tivemos em torno de 2.000 atletas inscritos”.
Entre as principais atrações do Brasileiro de Jiu-Jitsu da CBJJD, destaque para as superlutas, desta vez com a estreia do Desafio Brasil Master – Superlutas Mestres do Jiu-Jitsu, além do tradicional Desafio Novos Talentos, que vai contar com disputas no infanto-juvenil, para atletas de 13 a 15 anos, nas faixas laranja e verde.
O Desafio Brasil Master – Superlutas Mestres do Jiu-Jitsu, vale citar, acontece a pedido de alguns mestres, como por exemplo o casca-grossa Kiko Veloso (Carlson Gracie), em desejo realizado pela direção técnica da CBJJD – comandada por Carlão Barreto – para dar visibilidade a quem fez e faz tanto pela arte suave.
A Confederação solicita a indicação de faixas vermelha e preta, vermelha e branca ou vermelha para a participação nas superlutas. As indicações devem ser enviadas para o professor Bruno Nitzsche, através do WhatsApp (21) 98781 9649.
Ao fim da temporada, vale citar, os campeões do ranking 2022/23 vão ser premiados com passagens para eventos da ISBJJA na Europa.



Em 1955, Pelé ainda não tinha trazido o primeiro caneco para o Brasil. E pior que isso. Nossa torcida ainda se recuperava do trauma do “Maracanazo”. Nesta realidade quem tinha status de herói era Hélio Gracie, que mesmo tendo perdido para o japonês Kimura (30kg mais pesado) numa luta de Jiu-Jitsu, já havia vencido muitos desafios de Vale-Tudo nos anos 30 e 40, passando a ser o queridinho da mídia.
Consultado por Waldemar, Hélio não quis permitir que o aluno lutasse no evento e ameaçou expulsá-lo. Waldemar ainda tentou convencê-lo que a luta seria para valer, explicando que precisava muito de dinheiro, mas Hélio deixou claro que o expulsaria caso aceitasse o desafio. Sem nenhuma perspectiva de fazer parte da equipe A que representava a academia Gracie na época, Waldemar acabou lutando. De fato foi uma luta pra valer e Santana venceu fácil, mas o mestre não quis conversa e o expulsou. O episódio geraria uma enorme celeuma na época com o jornalista da “Ultima Hora” Carlos Renato, criando a narrativa de que o aluno humilhado deveria responder ao mestre nos ringues.
O nocaute brutal sofrido por Hélio Gracie geraria um interesse imediato numa resposta da família, desta vez representada por Carlson Gracie. Carlson vingaria o tio Hélio numa luta de Vale-Tudo que lotou o Maracanãzinho em 1956. Mas mesmo após de ser derrotado pelo Gracie, Waldemar continuaria com seu status de grande ícone esportivo. Além de Carlson Gracie, com quem Waldemar lutou em cinco oportunidades (1 vitoria para o Gracie e 4 empates), o Leopardo Negro lutaria diversas vezes com outros grandes ícones de sua geração, como Ivan Gomes, Euclides Pereira e até mesmo com o japonês Masahiko Kimura, a quem enfrentou em Salvador nas regras do Vale-Tudo. O próprio Kimura narrou esta luta em sua biografia, reconhecendo que levou uma surra do baiano e a luta só foi declarada empate porque ele conseguiu chegar até o final.
Em 2022 a luta mais longa da história recebeu uma homenagem do poder publico através do projeto Negro Muro, que viabilizou uma bela pintura do artista Cazé em um muro localizado bem a frente da ACM, onde Hélio e Waldemar lutaram em 1955. Na cerimônia de inauguração, além da filha de Waldemar, Waldimara, estava presente João Alberto Barreto. Aluno mais fiel de Hélio Gracie e parceiro de treinos de Waldemar Santana. Carlson Gracie também recebeu uma homenagem em agosto de 2019, quando foi inaugurada uma estátua sua em tamanho natural, na saída do metrô de Copacabana, a poucos metros da academia onde formou tantos campeões. A comunidade da luta agora aguarda ansiosa a aprovação do projeto que prevê uma estátua dos criadores da dinastia Gracie, os irmãos Carlos e Hélio, juntos.


















