Convidado do CONEXÃO PVT dessa quarta-feira, Rafael Cordeiro falou sobre os bastidores da atuação de Mike Tyson na luta do último final de semana contra Roy Jones Jr., revelou que o veterano tem planos de retornar aos ringues em março do ano que vem em um grande evento em Abu Dhabi, além de mais duas lutas em 2021.
O líder da Kings MMA também falou sobre a luta de seu aluno Marvin Vettori no UFC do próximo sábado, do reforço de Neiman Gracie na sua equipe, relembrou um treino curioso entre Fabrício Werdum e Jon Jones no Brasil e de um caso de racismo que sofreu logo depois que se mudou para os EUA. Assista na íntegra:
Sem lutar há mais de um ano, brasileiro John Allan vai entrar em ação no próximo sábado (5), no UFC on ESPN 19 - Foto: Divulgação
Após mais de um ano sem lutar, mais precisamente desde julho de 2019, John Allan, enfim, vai fazer seu retorno ao octógono do Ultimate. No próximo sábado (5), o brasileiro volta à organização em duelo contra Roman Dolidze no card do UFC on ESPN 19, que será realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos. Com uma vitória e um “No Contest” (luta sem resultado) em seu retrospecto na companhia americana, o lutador meio-pesado vem treinando em alto ritmo nos últimos meses e, em entrevista à TATAME, afirmou que chega em grande forma para o importante desafio.
Sem lutar há mais de um ano, brasileiro John Allan vai entrar em ação no próximo sábado (5), no UFC on ESPN 19 – Foto: Divulgação
“Posso dizer que foi, sem dúvidas, o melhor camp da minha vida. Tive tempo suficiente para treinar minhas qualidades, corrigir meus erros das últimas lutas e me tornar um lutador melhor. Chego para essa luta contra o Roman Dolidze no sábado em minha melhor forma, e espero colocar tudo isso em prática, trazendo essa vitória para o Brasil”, projetou.
Com um cartel de 13 vitórias, sendo nove delas por nocaute, além de cinco derrotas no MMA profissional, o curitibano terá pela frente um adversário que está invicto na modalidade, com sete triunfos, e que em sua estreia no UFC, saiu vencedor por nocaute ainda no primeiro round. Ciente da “pedreira” que terá pela frente, Allan aposta em um duelo repleto de ação e acabando antes dos três rounds programados.
“Será uma boa luta, ele (Roman Dolidze) é um lutador agressivo, assim como eu sou também. Então, será uma luta intensa e eu estou preparado para lutar em qualquer área que a luta se desenvolva. Creio que essa luta acabe antes dos três rounds, até porque vou buscar a vitória a todo momento e tenho certeza que será um grande combate”, analisou o atleta, de 27 anos, que por fim, disse o que os fãs brasileiros podem esperar dele nessa volta ao cage.
“Nesse retorno ao octógono depois de muito tempo treinando, podem esperar minha melhor versão. Vou caçar meu adversário o tempo, deixar 100% de mim dentro do cage, ao melhor estilo Chute Boxe. Estou pronto para fazer uma grande apresentação e conquistar essa vitória”, concluiu.
CARD COMPLETO:
UFC on ESPN 19 UFC Apex, em Las Vegas (EUA) Sábado, 05 de dezembro de 2020
Card principal (0h, horário de Brasília)
Peso-médio: Jack Hermansson x Marvin Vettori
Peso-meio-pesado: Ovince St. Preux x Jamahal Hill
Peso-mosca: Montana de la Rosa x Taila Santos
Peso-meio-pesado: Roman Dolidze x John Allan
Peso-pena: Nate Landwehr x Movsar Evloev
Card preliminar (21h, horário de Brasília)
Peso-pesado: Gian Villante x Jake Collier
Peso-leve: Matt Wiman x Jordan Leavitt
Peso-galo: Jimmy Flick x Cody Durden
Peso-pena: Ilia Topuria x Damon Jackson
Peso-pena: Gabriel Benitez x Justin Jaynes
Peso-galo: Louis Smolka x José Alberto Quiñonez
Artur Mariano e Vanderlei travaram 13 minutos de guerra na final
Artur Mariano e Vanderlei travaram 13 minutos de guerra na final
Entre 1997 e 2001 Sergio Batarelli realizou 14 edições do International Vale-Tudo Championship lançando para o mundo alguns dos grandes expoentes do MMA mundial. Considerado o mais sangrento Vale-Tudo do mundo o IVC era a principal plataforma lançadora de talentos do MMA nacional.
Como editor da Tatame e correspondente das revistas Full Contact Fighter (EUA), Kakutougi Tsushin (Japão), Kampfkunst (Alemanha) e Cinturon Negro (Espanha) nunca medi esforços para estar presente em todas as edições. Até porque tinha plena convicção de que, quem conseguia se destacar no evento mais sangrento do planeta não tardaria a ser pinçado pelos dois maiores eventos do mundo (Pride e UFC).
A bem da verdade, o IVC era uma espécie de processo de seleção inversa. Até porque qualquer um que conseguisse vencer três lutas não teria porque temer qualquer outro desafio. O fato é que o evento era tão violento que por mais acostumado que eu estivesse em cobri-lo a beira do ringue, não havia uma edição que eu não saísse impactado. E muitas das vezes com meu colete de fotógrafo devidamente salpicado.
Colete salpicado de sangue
Foi o que aconteceu naquele IVC 2, realizado no dia 14 de setembro de 97. Um evento que ficou marcado de maneira especial em minha memória. Afinal de contas foi lá que assisti, pela primeira vez, um lutador que talvez tenha nascido com alguma espécie de mutação genética que, de alguma maneira, lhe bloqueava uma característica comum a qualquer ser humano, o instinto de sobrevivência. Quanto mais apanhava mais agressivo ficava aquele X-Men do Vale-Tudo, que foi apresentado ao público como Vanderlei Silva (com V).
Já na primeira luta do torneio até 90kg, o parceiro do já consagrado Pelé Landy encarou o favoritíssimo atleta do RAW Team, Sean Bormet, duas vezes campeão do NCAA. Segundo Batarelli me disse Bormet seria uma espécie de Mark Kerr, só que da divisão até 90kg. Na primeira tentativa de queda, Sean foi rechaçado com uma sequência de chutes e tonteou, segurando na cintura do juiz, que interrompeu a 1min19s. Na sequência, Silva venceu o boxer Egídio Costa em apenas 2min27s com socos de dentro da guarda, e garantiu sua vaga na final.
Enquanto isso, do outro lado da chave, o faixa preta de Muay Thai, Artur Mariano, tratorizava dois americanos. Primeiro Patrick Assalone (Shootfighting), em 18s, e depois o veterano do UFC, Mark Hall, que havia vencido um representante do Jiu-Jitsu na primeira luta, mas deslocou a patela com um chute de Artur na semifinal.
Artur Mariano atropelou Patrick Assalone em 19 segundos em sua primeira luta
Chute Boxe x Boxe Thai
A final da segunda edição do IVC foi um duelo entre as duas maiores escolas de Muay Thai do Brasil. De um lado o carioca Artur Mariano (aluno de Luiz Alves da Boxe Thai), de outro o curitibano Vanderlei Silva (aluno de Rudimar Fedrigo da Chute Boxe). Foram 13min10s de pau-pereira, sem um minuto de chão. Graças a sua impressionante agressividade nas lutas anteriores, Vanderlei conquistou o apoio da torcida que gritava “Ronaldinho” (devido a sua careca parecida com a do fenômeno do futebol). Aos quatro minutos, Silva encurralou o oponente, acertando-lhe um direto. Artur tonteou, mas respondeu com uma saraivada de golpes, abrindo um rombo no supercílio esquerdo de Vanderlei. Quando o melado escorreu, O X-Men multiplicou sua agressividade. Artur já sangrava, mas ainda encaixava os melhores golpes, abrindo ainda mais o supercílio do curitibano, que não parava de atacar empurrado pelos gritos de Heeeyyy, Heyyy de seus companheiros. A agressividade de Vanderlei levava a torcida a loucura, mas quando o ringue e meu colete de fotógrafo já estava salpicado de vermelho e o supercílio do curitibano parecia uma boca, os médicos interromperem o combate, dando a vitória para Artur, para desespero do curitibano, que queria mais. Esta seria a primeira de tantas vezes que teria o privilégio de assistir Vanderlei Silva da beira do ringue. Se soubesse que dali a 4 anos o “Ronaldinho do Vale-Tudo” seria tão popular no Japão quanto o original, certamente teria enquadrado aquele colete todo salpicado com seu sangue ao invés de lavá-lo assim que cheguei em casa.
Por falar em volta pra casa, depois de registrar cada lance desta noite histórica do Vale-Tudo brasileiro, o difícil foi conseguir baixar a adrenalina e dormir nas seis horas de volta de ônibus para o Rio.
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Mark Hall venceu Luiz Fraga na 1º luta
Artur Mariano atropelou Patrick Assalone em 19 segundos em sua primeira luta
Na estréia no torneio, Vanderlei nocauteou o favorito, Sean Bormet, em 1m19s
Na estréia no torneio, Vanderlei nocauteou o favorito, Sean Bormet, em 1m19s
Na estréia no torneio, Vanderlei nocauteou o favorito, Sean Bormet, em 1m19s
o veterano do UFC Mark Hall teve sua patela deslocada por um chute de Arthur Mariano na semifinal
Rudimar comemora estréia vitoriosa do pupilo, que consagraria o nome de sua equipe pelo mundo
Na semifinal Vanderlei nocauteou Egidio Sombra da Noite em 2min27
Artur Mariano e Vanderlei travaram 13 minutos de guerra na final
Artur Mariano e Vanderlei travaram 13 minutos de guerra na final
Artur Mariano e Vanderlei travaram 13 minutos de guerra na final
Artur Mariano e Vanderlei travaram 13 minutos de guerra na final
Rudimar tenta convencer o médico que Vanderlei pode continuar na luta
Depois de 13 minutos de trocação frenética, os médicos interrompem a luta e Artur Mariano é decretado campeão do torneio IVC 2
Protagonista de confrontos históricos nos ringues e jaulas e primeiro brasileiro a conquistar um cinturão do UFC, Murilo Bustamante deu seu primeiro passo no Vale-Tudo no Desafio Jiu-Jitsu vs Luta-Livre em 1991 no Grajaú, Zona Norte do Rio.
Em recente participação no RESENHA PVT, Murilo Bustamante relembrou os detalhes que levaram ao desafio e às escolhas dos representantes do Jiu-Jitsu; além, claro, de sua vitória sobre o representante da Luta-livre Marcelo Mendes.
Um dos árbitros mais respeitados do Brasil, Flavio Almendra ministra uma clínica de arbitragem para MMA nos dias 11 e 12 de dezembro na academia do ex-desafiante ao cinturão peso médio do UFC Paulo Borrachinha, em Contagem, Minas Gerais.
Graduado em Muay Thai, Luta-Livre, com experiência no Boxe e formado em Educação Física, Flávio Almendra já mediou nos principais eventos brasileiros, como Jungle Fight, Bitetti Combat, Future MMA e SFT.
Um dos membros fundadores da equipe de arbitragem Fight One, Almendra é referência no campo da arbitragem e detém o respeito de todo o cenário nacional, tendo sido eleito o melhor árbitro do Brasil em duas oportunidades pelo Prêmio Osvaldo Paquetá.
Mais informações em: (31) 97360-8833.
Endereço da academia: Av. Trajano de Araújo Miranda, 100, bairro Cinco, Contagem-MG.
Equipe conta com atletas consagrados e promessas do MMA brasileiro - Foto: Divulgação
Faixa-preta de Jiu-Jitsu desde 1986 e, atualmente, faixa vermelha e branca 8º grau da arte suave, Cezar “Casquinha” Guimarães está prestes a escrever um novo capítulo em sua trajetória no esporte. O mestre, responsável por formar muitos atletas – entre eles o multicampeão Davi Ramos, que nos dias atuais faz parte do plantel do UFC -, vai inaugurar, em janeiro, uma nova academia, que ficará situada na Estrada do Pontal, no Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Equipe conta com atletas consagrados e promessas do MMA brasileiro – Foto: Divulgação
Praticante do Jiu-Jitsu desde os 4 anos de idade e conhecido por treinar com verdadeiros ícones da modalidade, como Carlson Gracie, Rolls, Royce e Royler, além dos irmãos Machado, Casquinha exaltou o desenvolvimento da equipe, que contará com atletas de MMA e também de Jiu-Jitsu. Atualmente, vale ressaltar que os lutadores vêm treinando na academia KS.
“Trata-se de um novo desafio. Estou sempre colocando minha vida em meio a novos desafios, junto com alunos, amigos e filho. Estamos trabalhando para formar uma equipe que creio que será uma das melhores equipes de MMA do Brasil, e também vamos formar grandes atletas no cenário mundial do Jiu-Jitsu. Que venha 2021. Vamos trabalhar nas modalidades profissionais de MMA, onde já temos lutadores ‘classe A’, como Josuel Açougueiro, Capoeira, Rodrigo Praia e Charles. Temos também o treinador e lutador Davi Ramos e o multicampeão no Jiu-Jitsu Ary Farias, entre outros, como a Bruna Vargas, ex-atleta do Bellator. Temos um grupo de alto nível, que está treinando e prestes a fechar lutas internacionais, como são os casos de Augusto Sparta e Willker Feijão”, disse Cezar Guimarães, que complementou em seguida.
“Hoje estamos treinando na academia KS, onde o responsável é muito parceiro nosso e temos grandes treinadores, como o Antoine Jaoude, Erivan e o Airton. Nosso planejamento é trabalhar muito também a parte do Jiu-Jitsu, onde o atleta vai permanecer no alojamento, junto aos profissionais do MMA, assim permanecendo no local durante toda a semana para ter um melhor aproveitamento. Será de grande ajuda para os atletas de outros estados e para aqueles que moram longe da academia. Vamos trabalhar com horários comerciais e o foco será formar atletas profissionais”, detalhou Casquinha, ressaltando que o nome Top Brother vai seguir na equipe de MMA.
“Na parte de MMA, o nome da equipe será Top Brother, onde sou o head coach (treinador principal). Esse projeto é um empreendimento dos meus alunos e professores Alexandre Carrera e Davi Ramos. No Jiu-Jitsu, o nome da equipe será surpresa, pois se trata de uma junção de várias equipes que vão representar o estado do Rio de Janeiro”, concluiu
Wanderlei Silva e seus biógrafos, Thiago Parijiani e Luís Henrique Gurian, foram os convidados do programa do SBT “The Noite com Danilo Gentili” dessa segunda-feira, 30. O tema foi o livro “Sem Coleira”, lançado em outubro.
https://www.youtube.com/watch?v=a6l5qbBWHyk
Além de comentar capítulos marcantes presentes no livro, como seu apogeu no Pride FC, a passagem pelo UFC e as rivalidades com Quinton Jackson, Ricardo Arona e Kazushi Sakuraba, “Cachorro Louco” também falou da possibilidade da revanche contra Vitor Belfort e de uma superluta contra Mike Tyson.
Camp de peso de Ronaldo Jacaré – Foto: Arquivo Pessoal
De volta aos pesos médios após uma luta entre os meio-pesados, Ronaldo Jacaré enfrenta Kevin Holland no próximo dia 12 em Las Vegas, EUA. O confronto foi casado em meio a uma dança das cadeiras, já que Holland, originalmente, enfrentaria Jack Hermansson; e Jacaré, Marvin Vettori. Após testes positivos de Covid e adiamento das lutas, os confrontos foram trocados.
Em entrevista ao PVT, o brasileiro revelou que a sua preferência era por um reencontro contra Jack Hermansson. Os dois se enfrentaram em abril do ano passado, quando o sueco levou a melhor por decisão unânime após três rounds de disputa. Desta vez, segundo Jacaré, o algoz preferiu não arriscar.
“Eu me ofereci para fazer uma revanche contra o Hermansson, mas infelizmente ele não aceitou”, disse.
Em relação à preparação para o combate contra Kevin Holland, que vem de quatro vitórias seguidas, Jacaré explicou que precisou alterar bastante coisa, já que seu par anterior, Marvin Vettori, possui características diferentes das do atual.
“Fiz todo o meu camp baseado em um canhoto da minha altura, agora vou enfrentar um destro muito mais alto. Mas faz parte do jogo. Só quero lutar e voltar ao cenário das vitórias”, destacou Jacaré.
O brasileiro convocou alguns reforços para este camp. Entre eles, o ex-campeão meio-pesado e ex-desafiantes dos médios Lyoto Machida.
“Eu saí totalmente da minha zona de conforto neste camp trazendo caras realmente duros para me exigir ao máximo. Graças a caras como Joshua Marsh (Wrestling), Adrian Jaoude (treinador de Wrestling), Josuel Distak (treinador principal), Renan Problema e Lyoto Machida estou me sentindo muito bem. Respeito muito o Holland, que é um garoto muito duro, mas vou vencê-lo.”
Consagrado no MMA, Rafael Cordeiro colocou mais uma insígnia em sua coleção com o trabalho feito com Mike Tyson para a luta de retorno da lenda do Boxe ocorrida no último final de semana. Mas se hoje o curitibano é um treinador consagrado no mundo todo, há 11 anos ele recomeçava do zero nos Estados Unidos.
https://youtu.be/ArJL_ycL88I
Nesta edição do BAÚ DO PVT, Marcelo Alonso resgata um vídeo gravado com Rafael Cordeiro em 2009, quando o então consagrado treinador da Chute Boxe dava início ao seu legado internacional numa academia de Jiu-Jitsu arrendada em Huntington Beach. Nos anos seguintes, Cordeiro ganharia o Oscar do MMA como melhor treinador duas vezes e ainda o prêmio de melhor academia do mundo, já com a Kings MMA.
Multicampeão de Boxe, Acelino Popó Freitas rasgou elogios à performance de Mike Tyson na luta de exibição com Roy Jones Jr. nesse final de semana em Las Vegas. O brasileiro, inclusive, revelou que soube que “Capitão Gancho” chegou a mijar sangue após a luta.
Apesar disso, Popó mantém sua opinião de que atletas veteranos não devem arriscar para valer em cima do ringue. Ele disse que a forma como Tyson se apresentou o motivou a treinar ainda mais, mas não voltar ao cenário de competições.