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Wanderlei fala do nocaute aplicado por Krazy Horse há 15 anos antes de sua revanche com Arona no Pride

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Afinal de contas o que aconteceu no vestiário do Pride em 2005 entre Krazy Horse e Wanderlei Silva? Este segredo, que ficou escondido pela equipe Chute Boxe por 15 anos, finalmente foi revelado por Wanderlei Silva em seu livro “Sem Coleira” lançado na última quinta na Arena Upper no Rio de Janeiro. De fato, o americano ao recobrar a consciência depois de ser apagado por Cristiano Marcello num triângulo, aplicou um direto na ponta do queixo de Wanderlei, que levou o campeão do Pride a nocaute a poucos minutos de sua revanche com Ricardo Arona.

Na última sexta na live Papo com o Mestrão, que promovemos no canal do PVT no Youtube, o assunto voltou a pauta e pudemos entender pelo prisma dos mestres, Rafael e Rudimar, tudo que ocorreu após aquele nocaute no vestiário do Pride em 2005.  “O Rafael (Cordeiro) sempre me ajudou nessa parte do psicológico desde que ele se tornou treinador. Eu estava perdido e o Rafael veio e disse: ‘O negócio é o seguinte, você tomou uma porrada, mas agora você vai para a briga mesmo. Já está nesse clima’. O Wanderlei se envolveu nisso e sempre acreditando nos técnicos. Logo em seguida fez essa luta sensacional e manteve esse título”, explicou Rudimar.

Wanderlei e Rafael também deram suas versões sobre o ocorrido que você pode acompanhar no vídeo abaixo.

https://youtu.be/PQFCRX38lZw

Em duelo de gerações, Bia Mesquita elogia adversária, mas confia na experiência para vencer no BJJ Stars

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Multicampeã mundial de Jiu-Jitsu enfrenta no dia 14 de novembro a recém promovida a faixa-preta Thamara Ferreira - Foto: Arquivo Pessoal

Um dos maiores nomes da história do Jiu-Jitsu feminino, Beatriz Mesquita será uma das estrelas do card do BJJ Stars, que acontece no dia 14 de novembro. Nove vezes campeã mundial, campeã do ADCC, Europeu e Pan-Americano, a faixa-preta de Letícia Ribeiro terá pela frente a atleta da nova geração Thamara Ferreira, que foi promovida a faixa-preta no ano passado e este ano já conquistou o Europeu da IBJJF. A superluta entre elas será um clássico duelo de gerações e Bia Mesquita espera que a sua experiência faça toda a diferença para sair vitoriosa do confronto.

Multicampeã mundial de Jiu-Jitsu enfrenta no dia 14 de novembro a recém promovida a faixa-preta Thamara Ferreira – Foto: Arquivo Pessoal

“A Thamara é uma menina que chegou agora na faixa-preta e chegou bem. Eu não a vi competindo muitas vezes, porque não vejo muitas lutas. Mas ela já competiu com algumas meninas da minha academia. Ela é uma menina dura, que já chegou ganhando o título Europeu na faixa-preta, então com certeza será uma luta muito boa. Mas estou confiante que a experiência será superior a vontade da nova geração. Sei muito bem como é estar do outro lado, de ser recém chegada a faixa-preta e pegar meninas mais experientes sem ter tanta responsabilidade. Mas tenho certeza que a minha vontade de estar bem em um campeonato e mostrar um Jiu-Jitsu bonito, para frente, além da minha experiência, serão o suficiente para vencer essa luta”, disse Bia Mesquita.

A faixa-preta da Gracie Humaitá está sem lutar há um ano. Além da pandemia, ela havia sofrido uma lesão. Mas o convite para o BJJ Stars a deixou motivada e ansiosa para voltar aos tatames. Ela está se preparando em São Paulo na equipe Dream Art, já que o consulado está fechado e ela não pode ir para San Diego fazer seu camp com sua professora Letícia Ribeiro. Mas ela está com boas expectativas para o duelo.

“Estou muito ansiosa. Tem exatamente um ano que estou sem competir. Então, participar deste evento me trouxe uma motivação a mais para me manter firme nos treinamentos de Jiu-Jitsu e na parte física. Estou doida para entrar no tatame e dar um show de Jiu-Jitsu, que é o que eu sei fazer de melhor e que estou com saudade de fazer. No total serão dois meses de camp, eu nunca treinei tanto para uma única luta. Então, tenho certeza que a galera pode esperar um show de Jiu-Jitsu, porque eu estarei mais preparada que antes. Fiquei muito tempo parada, mas tenho certeza que a minha vontade de voltar bem e dar show irá superar todas as minhas expectativas”, garantiu.

Apesar do treinamento intenso com os atletas da Dream Art, Bia Mesquita está confiante que terá o reforço de Letícia em seu córner no dia da luta.

“Conversei com a Letícia sobre isso. Eu queria estar lá com ela, são quase 15 anos de parceria e fidelidade, então ninguém melhor que ela para me preparar para qualquer desafio. Mas por conta da pandemia, o consulado está fechado e infelizmente não tenho como ir para San Diego. Recebi o convite da galera da Dream Art para me preparar aqui. Têm outros cinco atletas aqui que também irão competir no BJJ Stars, então o treinamento está todo voltado para esse evento. Todo mundo focado e com o mesmo objetivo. Tenho certeza que dará tudo certo. Estou muito confiante e, se Deus quiser, a Letícia estará no meu córner. Estamos fazendo de tudo para que ela esteja do meu lado, porque com certeza é um momento muito importante, e com ela tudo fica mais fácil”, concluiu.

Wanderlei Silva se emociona em lançamento da biografia

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Wanderlei Silva marcou a história dos fãs de MMA nos anos 90 por sua agressividade, mas nessa quinta-feira o público carioca conheceu um outro lado do “Cachorro Louco”. Ao ser anunciado pela jornalista Ana Hissa e entrar na passarela montada na Vivi Arena com a música “Sand Storm”, que marcou sua carreira no Pride, o lutador se emocionou ao ser aplaudido de pé pelo público e relembrar, ao microfone, momentos marcantes de sua história. 

Ao avistar o grande ícone da Luta-Livre Eugênio Tadeu, Wanderlei apontou para ele e revelou: “Obrigado, mestre. Sua luta (em 91 contra Wallid) foi o primeiro Vale-Tudo que vi na vida”. E chorou ao relembrar quantos atletas confessaram que começaram a lutar inspirados por suas lutas.    

Bebeo Duarte prestigiou o antigo rival – Foto: Marcelo Alonso

Além de admiradores e fãs, estavam presentes até ex-rivais da BTT, como Carlão Barreto e Bebeo Duarte. “Confesso que se fosse há 15 anos seria impossível eu estar nesta fila de autógrafos; ainda mais aqui no Rio. Certamente estaria em casa torcendo para chover muito e o evento ser cancelado. Mas hoje a gente consegue entender o quão saudável foi aquela rivalidade para o esporte. Não poderia deixar de vir prestigiar o Wanderlei”, reconheceu Bebeo Duarte, terminando seu depoimento com um sonoro grito de guerra da equipe rival, “Heeeeyyyyy”, e sua clássica gargalhada. 

Já Carlão, que chegou a receber dois duros tapas nas costas do árbitro Wanderlei em uma luta sua no Meca 6 (2002) foi um dos que teve a recepção mais calorosas por parte do autor, que fez questão de se desculpar e abraçá-lo várias vezes. “Wanderlei é um dos maiores ícones da história deste esporte. Não é preciso ser fã de MMA para admirá-lo. Ele, Minotauro e Anderson transcendem o esporte”, declarou Barreto.  

O campeão do povo José Aldo também fez questão de prestigiar o amigo, revelando que Wanderlei foi uma das grandes inspirações do início de sua carreira. “Este cara sempre foi um exemplo para todo atleta que entra para definir a luta. Ele inspirou a minha geração e vai continuar inspirando as futuras”.

Rey Bianchi imitou o “Cachorro Louco” – Foto: Marcelo Alonso

Até o humorista Rey Bianchi apareceu para assinar seu livro e, após fazer o ídolo gargalhar com uma imitação em sua homenagem, “O Cachorro Louco”, fez questão de agradecer a Wanderlei pelas noites em claro que passou para vê-lo levantando o nome do Brasil no Pride.

Outro grande nome da geração de Wanderlei Silva presente ao evento foi o ex-campeão do Shooto Alexandre Pequeno. Ao lado do seu Mestre Eugênio Tadeu, Pequeno relembrou os tempos em que era considerado o maior peso-pena do mundo e o homenageado da noite era considerado o maior do mundo até 93kg. “Vivemos os anos dourados do esporte. Eu fui campeão do Shooto de 99 a 2005 e o Wanderlei foi campeão do Pride de 2001 e 2007. Ele sem dúvida foi uma grande inspiração para todos nós”. 

E por falar em inspiração, Eugênio Tadeu também se revelou surpreso ao descobrir nas palavras do próprio Cachorro Louco que serviu de inspiração para o Mr. Pride. “É muito gratificante ouvir isso de uma lenda do esporte como o Wanderlei. Na realidade a minha geração e do Ruas trouxe o chute e o soco, com defesa de queda e chão para o MMA, e a dele deu continuidade”.

O EPISÓDIO DO NOCAUTE DO CRAZY HORSE               

Nas 166 páginas do livro “Sem Coleira”, Wanderlei narra os momentos mais marcantes de sua carreira em primeira pessoa. Com a ajuda dos Ghost Writers Thiago Parijani e Luis Henrique Gurian, a lenda revelou episódios inéditos de sua infância, trouxe detalhes curiosos dos bastidores após se transformar num ícone mundial celebrado por Sheiks, estrelas de Hollywood e até populares de Guam. 

Wanderlei também esclareceu em definitivo histórias nebulosas de sua trajetória como o episódio em que perdoou Chael Sonnen no meio da luta e também a história, até então proibida na Chute Boxe, do nocaute “na crocodilagem” que sofreu do americano Crazy Horse no vestiário do Pride a poucos segundos da revanche com o arqui-rival Ricardo Arona. Esta vencida por Wanderlei. 

Para conhecer estas e muitas outras histórias na íntegra basta adquirir o livro aqui no link da editora http://bbeditora.com.br/

Assista ao PAPO COM MESTRÃO: resenha com Rudimar, Wanderlei, Shogun e Rafael Cordeiro

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Nesta sexta-feira o canal do PVT no Youtube promoveu uma live diferente. Intitulada PAPO COM O MESTRÃO, Rudimar Fedrigo abriu o livro da Chute Boxe para uma resenha histórica com Wanderlei Silva, Maurício Shogun e Rafael Cordeiro.

https://youtu.be/BDs0L2eYdko

Acesse o canal do PVT no Youtube, se inscreva e ative o sininho de notificação.

Mediado por nosso editor Marcelo Alonso, o PAPO COM O MESTRÃO resgatou os tempos de ouro da época do Vale-Tudo, desde as conquistas históricas da equipe até episódios das maiores rivalidades, tanto no circuito nacional quanto no Pride FC, tudo contado pelos protagonistas dos episódios.

Wanderlei Silva visita Cidade das Artes Marciais e destaca a sua placa e a de rivais

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No Rio de Janeiro para o lançamento de sua biografia, Wanderlei Silva esteve na recém-inaugurada Cidade das Artes Marciais nesta quinta-feira. Ao lado de nosso editor Marcelo Alonso, o “Cachorro Louco” falou da placa em sua homenagem e também das placas de antigos rivais, como Ricardo Arona. 

https://youtu.be/y8TkbfKdtiE

Nesta sexta-feira Wanderlei Silva participará do PAPO COM O MESTRÃO, ao vivo, às 18h30, no canal do PVT no Youtube. Ao lado de Maurício Shogun, Fabrício Werdum e Rafael Cordeiro, os Chute Boxers bateram um papo com o criador da lendária equipe, Rudimar Fedrigo. Acesse nosso canal e se inscreva.

Arena Global realiza edição com disputas de cinturões neste sábado no Rio de Janeiro

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Neste sábado, 10, o evento Arena Global realizará sua oitava edição, a segunda em período de pandemia. O evento tradicional do subúrbio carioca não teve seu local divulgado por motivos de segurança por parte dos organizadores devido a restrições da COVID-19. Fundada por Renato Dominguez, a organização se tornou um dos eventos nacionais de pequeno porte com maior agenda do calendário nacional.

“Uma das maiores dificuldades de se realizar um evento nesse tempo de pandemia é a captação de recursos e apoios, tendo em vista o momento ruim que o mundo atravessa. Nosso evento será restrito, faremos o show em forma de live, para que o atleta possa mostrar o seu trabalho.”

Gilbertinho “Cangaceiro” já foi um dos melhores pesos-palhas do Brasil e pediu oportunidade dentre os moscas no Arena. Seu histórico não deixou dúvidas de que tratava-se de um atleta com condições de disputar o cinturão da organização frente ao 57kg de melhor desempenho da franquia, Thiago Xavier, que sem dúvidas fará a luta mais importante da carreira. Outro combate aguardado será entre Tarcizio “Pedra” frente à joia da equipe mineira Ribas Family Vinícius Salvador, valendo o cinturão dos galos no principal duelo da noite.

Confira o card completo:

Arena Global 8

Rio de Janeiro

Sábado, 10 de outubro de 2020

Main Event: Cinturão Peso Galo Até 61 kg

Tarcizio “Pedra” (RD CHAMPIONS) vs Vinicius Salvador (Ribas Family)

Co Main Event Cinturão Peso Mosca até 57 kg

Gilbertinho “Cangaceiro” (Constrictor Team) vs Thiago Xavier ( CT Lacomar)

77 kg Peso Meio Médio 

Ricardo “Maizena” (Imortais da Luta) vs Kevem Felipe (Black Sheep MMA) 

66 kg Peso Pena

Heverton Vasconcelos (Master Combate) vs Nicolas Barna (Baixinho Simôes Team) 

66 kg Peso Pena 

Clesio Silva (Blaster Team | Carlson Gracie) vs  Wagner veneno Silva  (Master Combat)

66 kg Peso Pena

Gelson Naze (team Blaster | Carlson Gracie) vs  Felipe Alves (Master Combat)

66 kg  Peso Pena 

Sandro China (RD Champions) vs Gleisson Santos (Team Elite) 

61 Kg Peso Galo

Lucas Nascimento (LF Team) vs Jhonatha “Fenômeno” (Imortais da Luta) 

66 kg Peso Pena

Gabriel Fernandes (PRVT) vs Leandro “Carrasco” Santos (Mutaru) 

70 kg Peso Leve 

Bruno Guimarães (LF Team) vs Lucas Matheus Tavares (Templários) 

77 kg Meio Meio Médio 

Marcos “Mãozinha” (RD Champions) vs Fernando Silva (Team Blaster) 

70 kg Peso Leve

Fabricio Godinho (RD Champions) vs Cerivan Sousa da Silva (Team Blaster | Carlson Gracie) 

77 kg Peso Meio Médio

Thierry Lucas ( RD Champions) vs Deny Gutemberg (FB Team )

Otávio de Almeida Jr. resgata histórias de uma das principais linhagens do Jiu-Jitsu paulista

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O RESENHA PVT dessa quarta-feira recebeu Otávio de Almeida Jr., filho do criador de uma das principais linhagens do Jiu-Jitsu em São Paulo, Octávio de Almeida. Durante o papo, o ex-presidente da Federação Paulista da modalidade resgatou histórias dos primeiros passos do pai com George Gracie e os irmãos Ono, incluindo uma emocionante passagem na qual ele encontrou um dos irmãos, décadas depois.

https://youtu.be/fM0YqbUN1Yc

Otávio de Almeida também contou histórias mais recentes, como a chegada de Marcelo Behring em São Paulo nos anos 80, no qual ficou nítido que, devido ao Vale-Tudo, o Jiu-Jitsu carioca estava bem à frente do de São Paulo; e também um causo daqueles que só Carlson Gracie poderia protagonizar, com direito a discussão com o irmão Carlinhos Gracie.

Mestre da Morte e a lição do seu próprio teorema 

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“A Língua é o chicote do rabo”. Toda vez que um lutador fala demais e acaba tomando uma lição nos ringue, quem viveu o mundo do Vale-Tudo nos anos 90 acaba lembrando do teorema do Mestre da Morte, Antônio Lacerda.

Lacerda passou a ser conhecido no mundo das lutas nos anos 90, quando apareceu no Rio de Janeiro revelando ter passado um longo período no Japão onde se graduou faixa preta de Yawara, uma modalidade que, segundo ele, lhe conferia habilidades especiais. “Meu dedo pode se transformar num alicate e minha mão numa bomba atômica”. Eram algumas das pérolas proferidas pelos mestre em suas exibições em algumas das principais academias do Rio.

Inicialmente Lacerda passou a ser visto nos bastidores das Artes Marciais como uma figura folclórica e divertida, mas aos poucos, graças a sua capacidade de convencimento, logo aquela espécie de “guru da luta” começou a arregimentar cascas-grossas  como Edson Carvalho (Faixa preta do Carlson campeão de Judo), Marco Ruas, Manimal e Carlson Jr.

De origem abastada, Lacerda logo começou a comprar espaços em revistas como a KIAI onde passou a desafiar lutadores de todas as artes marciais para enfrentar seus discípulos. Para se ter uma idéia ele chegou a comprar toda uma edição da extinta revista Fighting News onde fez 38 páginas de uma autopromoção constrangedora.

Todo aquele marketing acabou dando resultado e Lacerda foi convidado a mostrar, usando o discípulo Edson Carvalho, seus poderes sobrenaturais numa edição do Globo Repórter sobre artes marciais.

Obviamente o que inicialmente parecia cômico começou a incomodar muita gente, principalmente pelo respeito que Ruas e Edson tinham no mundo da luta.

Mas a maneira desrespeitosa como usava os discípulos e desafiava todos os estilos marciais logo começou a incomodar o próprio Ruas, que um dia decidiu se rebelar e desafiar a “morte” no meio de uma performance na academia de Judô do falecido mestre Jorge Medhi.

“Pra mim já deu esta palhaçada. Parado émole, quero ver em movimento, valendo porrada”, rebateu o criador do cross training fazendo guarda para iniciar um combate. Foi aí que o “Mestre da Morte” o desarmou com uma de suas pérolas: “Ruas, você está possuído pelo demônio! Se você me der uma porrada, me arrebenta, mas se eu usar minha bomba atômica, posso te causar danos irreversíveis”. Sem a menor intenção de machucar o coroa e já cansado de toda aquela loucura, Marco Ruas resolveu seguir seu caminho. No ano seguinte seria levado por Frederico Lapenda e Marcos Jara para a consagração no UFC 7.

Mas Lacerda não se deu por vencido e continuou seu périplo de desafios e exibições ao lado do mais fiel discípulo Edson Carvalho.

Em Fevereiro de 1998 aproveitando as presenças VIPs de Mark Coleman e Mark Kerr (na época o mais temido lutador do mundo) no torneio WVC 5 realizado por Frederico Lapenda em Recife, Mestre da Morte e Edson subiram ao cage antes da final do torneio para desafiar Kerr. “Quem é esse cara ? Eu lutei no WVC, no UFC e no Pride para chegar onde estou. Se ele quer lutar comigo manda ele se credenciar. Se ele lutar com o vencedor do torneio de hoje, aceito vir ao Brasil para partir este cara ao meio e acabar com esta farsa de mestre da morte”, me disse após o desafio Kerr, que nem se deu ao trabalho de subir ao cage para respondê-lo.

Minutos após a declaração de Kerr, Igor Vochanchyn nocauteou o aluno de Coleman, Nick Nutter na final, em apenas 30 segundos, e ao receber o convite de Lapenda, prontamente aceitou fazer a super luta com o discípulo do mestre da morte, Edson Carvalho.

CHICOTADA EM REDE NACIONAL

E o campeão cumpriu sua promessa. Um ano depois lá estava Igor Vovchanchyn em Recife defendendo seu cinturão na super luta do WVC 7 contra o estreante no Vale-Tudo Edson Carvalho. O evento foi transmitido ao vivo para todo o Brasil pelo Sportv e certamente deve ter garantido uma audiência absurda ao canal. Infelizmente há 21 anos não tínhamos como fazer enquetes interativas, mas certamente este deve ter sido o único evento na história das transmissões esportivas no Brasil onde a torcida brasileira, em sua grande maioria, torceu para um estrangeiro contra um representante nacional. Não pelo Edson Carvalho, que todos sabiam por sua história no Judô e no Jiu-Jitsu que se tratava de um casca-grossa da mais alta estirpe, mas pela absurda falta de respeito de Lacerda com todos os campeões e estilos marciais. Uma arrogância agressiva extremamente deletéria ao esporte. O fato é que ninguém aguentava mais aquilo.

E Lacerda acabou recebendo uma lição histórica em cadeia nacional. Após seis knock downs, o Mestre da Morte viu o juiz interromper a luta e decretar o nocaute a 3 minutos e 16 segundos do 1º round. Uma senhora chicotada transmitida ao vivo pelo Sportv e que o tirou em definitivo dos holofotes do mundo marcial.

Cinco meses depois Edson Carvalho mostrou ser um lutador de verdade e voltou a lutar um torneio Vale-Tudo no Brasil (BVF 14). Desta vez, obviamente, o mestre da morte nem deu as caras. Edson venceu o Leão da Paraíba na primeira luta, mas sem nenhuma experiência em derrubar sem quimono, acabou sendo nocauteado pelo aluno de Luiz Alves, Dario Amorim, aos 7 minutos na semifinal. Na grande final Renato Babalú venceu o colega de equipe e se sagrou campeão.

Depois desta luta Edson Carvalho deixou de lado o Mestre da Morte e voltou a focar nas modalidades que o consagraram nacionalmente (Judô e Jiu-Jitsu). Nos anos subseqüente se mudou para os Estados Unidos onde abriu sua própria academia e fez mais três lutas de Vale-Tudo. Venceu as três.

Como professor Edson, e seu irmão Ricardo, continuaram fazendo um excelente trabalho revelando campeões como Amanda Nunes, hoje apontada como maior lutadora de MMA da história.

Diferentemente do Mestre da Morte, Edson Carvalho e Marco Ruas encontraram seu caminho e mostraram seu valor no esporte. Já o mestre da Morte. Não importa quanto tempo passe, mas toda vez que um falastrão levar uma lição seu teorema do chicote sempre será lembrado.

John Lineker analisa Marlon Moraes x Cory Sandhagen

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Aguardando a confirmação de seu retorno ao cage do ONE Championship, John Lineker conversou com o PVT a respeito de seus projetos na nova organização, sobre a conturbada saída do UFC e outros assuntos relacionados à sua carreira. 

https://youtu.be/IGbaN_Ff2U8

Parceiro de treinos de Marlon Moraes na American Top Team e ex-adversário de Cory Sandhagen, que fazem a luta principal do UFC deste sábado na Ilha da Luta, Lineker citou o que o compatriota deve fazer para não repetir seus erros. Sandhagen venceu Lineker por decisão unânime em sua última luta na antiga organização. 

Em relação a seus próximos passos no evento asiátivo, no qual estreou com uma vitória convincente há um ano, John Lineker aguarda apenas a oficialização de uma data e de seu próximo adversário para seu retorno ao cage. Em caso de uma nova vitória, o brasileiro pode ser alçado à disputa do cinturão peso-galo, que tem como campeão Bibiano Fernandes.

Claudia do Val minimiza pressão em embate contra Gabi Garcia, mas afirma: ‘Um dos maiores desafios que já tive’

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Claudia do Val é a atual número 1 do ranking mundial - Foto: Arquivo Pessoal

Atual número 1 do ranking mundial pela IBJJF, Claudia do Val tem um desafio bastante simbólico pela frente na próxima edição do BJJ Stars, programado para o dia 14 de novembro. O duelo é contra Gabi Garcia, que durante anos dominou o cenário do Jiu-Jitsu feminino no mundo, colecionando títulos mundiais e continentais com e sem kimono.

Para adquirir o PPV e acompanhar todos os detalhes do BJJ Stars, clique aqui.

Claudia do Val é a atual número 1 do ranking mundial – Foto: Arquivo Pessoal

“Sou a primeira do ranking mundial, mas essa colocação não é porque sou melhor do que ninguém; na verdade é apenas um acúmulo de pontos por participar de várias competições. A luta, com certeza, é especial, um dos maiores desafios que eu já tive, sem dúvidas”, comentou a faixa-preta.

Indiscutivelmente Gabi Garcia x Claudia do Val é um embate recheado de expectativas devido ao histórico de títulos de ambas. Gabi tem ao seu lado a farta experiência. Do Val, por sua vez, vem num ritmo consistente de competição. Se alguma delas vai sentir algum tipo de pressão ninguém sabe. Comedida, Do Val minimiza.

“Acredito que a pressão vem de nós mesmos. Muitas vezes os atletas se sentem pressionados por títulos, mas a verdade é que ninguém tem nenhuma obrigação de ganhar nenhuma luta. Mas lógico, nós mesmos nos colocamos pressão porque queremos ganhar”, convida à reflexão.

Antes do mundo “parar” devido à pandemia do novo coronavírus, Claudia do Val vinha num ritmo acelerado de competições. Embora este hiato tenha atrasado alguns planos, ela prefere ver “o copo meio cheio” da situação.

“A pandemia mudou a rotina de todo mundo. Ninguém contava com a quarentena. Eu vinha de uma rotina pesada com muitos campeonatos e viagens. Tirei um tempo para descansar meu corpo e minha mente. Mas desde que recebi o convite para o BJJ Stars eu estou treinando forte. O público pode contar que darei o melhor de mim”, garante.

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