Ronys Torres é um verdadeiro funcionário do MMA. Aos 37 anos de idade, o amazonense de Manacapuru ostenta um interminável cartel de 41 vitórias e nove reveses, além de passagem pelo UFC e uma coleção de cinturões. Na próxima sexta-feira ele pode aumentar a sua galeria.
Ex-campeão peso leve do Shooto Brasil, o veterano vai tentar o título na divisão dos meio-médios. O desafio é contra Pedro Paulino Vinagre na luta principal do Shooto Brasil 119, na Upper Arena, no Rio de Janeiro.
“Fui pego de surpresa por essa chamada, mas tinha deixado meu nome à disposição do evento, já que me preparei e não lutei na edição de março porque meu adversário naquela ocasião não apareceu. Estou feliz com essa oportunidade. Entreguei meu cinturão até 70kg e agora vou buscar o até 77kg”, disse Torres.
Das 41 vitórias de Ronys Torres no MMA, 33 foram por via rápida, o que dá uma porcentagem de cerca de 80%. Dessas, 20 foram por finalização. Seu oponente, embora dois anos mais velho, possui apenas 11 lutas, tendo vencido 10, seis delas por finalização.
“Tenho quase certeza que ambos vão querer fazer chão, e confesso que até estou torcendo para que ele queira isso. Todos os meus adversários correm do chão comigo. O cartel dele é bom, gosto de lutar com adversários assim, gosto de me testar sempre”, avisou o faixa-preta de jiu-jitsu.
Ronys Torres passou pelo octógono mais famoso do mundo em 2010, sendo desligado da organização após perder as duas lutas que fez, ambas por decisão, para Melvin Guillard e Jacob Volkmann, respectivamente. Segundo ele, o UFC à época prometeu que ele retornaria, mas isso não aconteceu.
“Fiquei triste com o UFC. Eles pediram para eu ganhar quatro lutas fora para voltar e fazer as duas lutas que tinha no contrato. Venci 19 e eles não me chamaram. Venci alguns atletas e eles assinaram com o UFC, então até hoje não sei quais os critérios para eles contratarem ou demitir um atleta. Agora eu já estou em fase de aposentadoria, quero voltar a ficar do lado da minha família e de quem eu amo Já perdi muitas coisas estando longe deles, está na hora de voltar para perto deles”, desabafou o lutador.
Em relação ao futuro, Ronys garante que seguirá trabalhando para a luta, mas com ênfase em repassar todo o seu ensinamento adiante em sua cidade natal.
“Amo representar Manacapuru, representar aquele povo guerreiro. Eu comecei lutando lá aos 16 anos e quero muito fazer a minha última luta lá também. É a cidade onde vou curtir minha aposentadoria, a cidade onde vou voltar a morar. Quero abrir minha academia lá e representar o povo manacapuruense fora dos octógonos, mas continuar representando todos eles de forma direta ou indiretamente”, projetou.
O Shooto Brasil 119 será transmitido ao vivo para o Brasil e o resto do mundo pelo UFC Fight Pass, a plataforma de streaming oficial do Ultimate.







Entre os homenageados estavam nomes como os professores Tatu, Fausto e Carlinhos, Brunicilla, Beto Leitão, João Ricardo, Denilson Maia, Bosco Lima, Flavio Molina, Marcelo Mendes, Marco Ruas, Luis Garcia, Fino Aldo, Bigu, Abá, Eduardo Dadu, Alexandre Cacareco, Peixão, Alexandre Pequeno, Márcio Cromado, Carlston Harris, Formiga, Pedro Rizzo, Corval, Gilson Tigre, além da FCLLE, FPLLE-MMA, FASUB, Marcos da Revista Tatame e de Marcelo Alonso, editor do PVT e comentarista do Combate, homenageado por sua colaboração com o esporte.




“Israel Adesanya é inteligente, rápido e calmo, e um cara assim é muito perigoso. Prochazka é estranho num bom sentido: esquiva, abaixa a guarda, joga uns jabs q surpreendem. E Poatan é o máximo, sou muito fã dele, tem mão pesada e queixo duro”, enumera o treinador.




